Judiciário

VÍDEO: Pedreiro e contratante atuam em causa própria e juíza dispensa “juridiquês” na sentença

O dia 8 de fevereiro teria sido um dia comum na 3ª vara do Trabalho de Mauá não fosse por um detalhe: em uma das audiências, nenhuma das partes estava representada por advogado, e ambas atuaram em causa própria. Na sessão, a demanda tratada havia sido ajuizada por pedreiro contra sua contratante. A audiência foi conduzida pela juíza do Trabalho Tatiane Pastorelli Dutra, substituta da vara.

Em vídeo, a magistrada diz que a experiência foi “gratificante”. Assista.

O pedreiro ingressou na Justiça alegando não ter recebido pelos serviços contratados pela contratante. Em sua alegação, apresentada oralmente durante a audiência, afirmou que havia sido contratado para realizar um serviço no valor de R$ 5 mil, mas que somente R$ 3 mil haviam sido pagos. A mulher, em sua defesa, afirmou que, embora tenha contratado o pedreiro, ele não terminou o serviço, abandonando a obra.

Tanto na audiência como ao redigir a sentença, a magistrada optou por dispensar o formalismo linguístico – conhecido como “juridiquês”, para que os demandantes pudessem entender o que fosse decidido no caso.

Ao julgar o mérito, a juíza pontuou na sentença que, “como é de conhecimento popular, quem afirma alguma coisa precisa provar o que diz”. Assim, levou em conta depoimento de testemunha presente à audiência que afirmou que o serviço contratado pelo pedreiro de fato não havia sido finalizado

Segundo a magistrada, o pedreiro “pode até ter razão quando diz que o que foi combinado tem que ser cumprido”.

“Para isso, o Direito até usa um termo em outra língua, chamada ‘latim’, para mostrar que, desde tempo muito antigo, as pessoas precisam cumprir o que prometem para as outras (- artigo 422 do pacta sunt servanda Código Civil)”, explicou a magistrada.

Apesar disso, a julgadora entendeu que, como a contratante conseguiu comprovar o abandono da obra na audiência, o autor não pode obrigá-la a pagar todo o valor combinado, “pois deixou de cumprir a sua parte de forma completa, quando largou a obra sem terminar. É o que garante a lei (exceção do contrato não cumprido – artigo 476 do Código Civil)”.

Assim, julgou improcedente o pedido do pedreiro. A juíza Tatiane Pastorelli Dutra também deferiu a gratuidade da Justiça para ambas as partes e determinou que os litigantes tomariam ciência da decisão por mandado, devendo o oficial de Justiça explicar a cada uma delas o que foi decidido.

Jus postulandi

Conforme o TRT da 2ª região, as partes atuaram em causa própria no processo em observância ao artigo 791 da CLT, que confere às partes o direito de postularem sem advogado. Segundo a juíza, esse tipo de processo é possível em virtude do princípio do jus postulandi, “mas não é comum”.

“Eu tomei um susto quando vi que nenhuma das partes estava representada por advogado. Foi tudo tão inusitado que advogados de outros processos foram assistir à audiência, que ficou cheia e, inclusive, durou mais tempo que o normal, pois tivemos que prever o que iria acontecer e nos adaptar. A defesa, por exemplo, foi feita de forma oral”, afirmou.

A magistrada considera que o princípio é importante, pois é uma oportunidade de aproximar o Judiciário das pessoas que, no caso, estavam em condições de igualdade. Por essa razão, decidiu adaptar a sessão e à decisão à linguagem comum.

“Quando comecei, estava fazendo como uma sentença normal, mas fiquei pensando nessas pessoas e me coloquei no lugar delas. Como elas, que estão sem advogado, vão conseguir decifrar quem ganhou ou quem perdeu, se teriam que pagar alguma coisa? Com base nisso, optei por fazer uma coisa diferente do que faço no dia a dia. Ainda depois de escrever, revi as frases várias vezes e fui trocando as palavras rebuscadas por expressões simples.”

Processo: 1001108-19.2018.5.02.0363
Migalhas

 

Opinião dos leitores

  1. Eu só não entendi como ela não declarou a incompetência absoluta do juízo para o caso. Não há relação de emprego entre a contratante (dona da obra) e o pedreiro em um caso como esses, a não ser que fosse uma empresária do ramo de construção. A causa era cível, não trabalhista. É a mesma coisa de um mecânico cobrar por um serviço parcialmente realizado no carro de um cliente, a ação não será trabalhista, mas na justiça comum.

  2. Parabéns, aí tá certo. Só falta agora os médicos deixarem de usar suas caligrafias péssimas e passarem a emitir as receitas de forma legível, aproveitando inclusive o uso da tecnologia.

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Geral

Flávio e Lula são orientados a mudar postura para conquistar indecisos no último debate

Foto: Renato Pizzutto/Band

As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Lula (PT) orientaram os candidatos a rever estratégias para o último debate do 2º turno, marcado para sexta-feira (23), na TV Globo. A avaliação dos dois grupos é de que ambos cometeram erros no confronto promovido pela Band, no domingo (18), e perderam oportunidades de conquistar eleitores indecisos.

Segundo a CNN Brasil, integrantes das duas campanhas concluíram que nenhum dos candidatos conseguiu dialogar com o eleitorado moderado. O diagnóstico foi baseado em consultas informais realizadas nas redes sociais e com grupos de eleitores.

Na campanha de Flávio, a avaliação é de que o senador precisa ser mais claro e menos evasivo nas respostas. A estratégia de gesticular atrás de Lula durante o debate também dividiu opiniões entre aliados, que consideraram a postura inadequada para conquistar parte do eleitorado feminino.

Já a equipe de Lula avalia que o presidente desperdiçou tempo com propostas de pouco apelo popular, como exploração de terras raras e universidade para povos originários. A campanha também identificou dificuldades do petista em conduzir a discussão, principalmente no início do confronto, quando respondeu às provocações do adversário.

A conclusão das duas equipes foi de que o debate teve poucas propostas e excesso de ataques. Os candidatos deverão passar por novos treinamentos antes do último confronto televisivo, que terá formato com perguntas temáticas e menos embates diretos.

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TSE dá 24 horas para Meta comprovar igualdade de tratamento entre Lula e Flávio

Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu prazo de 24 horas para que a Meta, dona do WhatsApp, Facebook e Instagram, comprove o cumprimento das medidas determinadas pela Corte para garantir igualdade na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no 2º turno.

A decisão ocorre após as campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) acionarem a Justiça Eleitoral, alegando que suas publicações estão sendo prejudicadas nas plataformas da empresa.

Segundo o ministro, a Meta descumpriu os prazos estabelecidos pelo tribunal ao tentar ampliar, por conta própria, o período de 72 horas para cinco dias. “A substituição unilateral dos prazos fixados pelo juízo equivale a descumprimento, sobretudo em processo cuja utilidade depende do tempo”, afirmou.

Caso a empresa não comprove o cumprimento integral das determinações, a multa diária poderá aumentar de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

Entre as medidas exigidas estão esclarecimentos sobre os sistemas de recomendação, análise de anúncios das duas campanhas, investigação de possíveis redes de perfis falsos e informações sobre conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial.

O ministro também determinou a apresentação de relatórios individualizados, em português, sobre os anúncios políticos e as restrições ao impulsionamento de publicações.

Com informações do g1

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[VÍDEO] Polícia apreende cerca de 300 kg de drogas na Grande Natal

 

A ROCAM apreendeu cerca de 300 quilos de drogas, uma prensa hidráulica e uma balança digital em uma residência no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. A operação ocorreu na noite de sábado (17). Ninguém foi preso.

A ação teve início após uma denúncia anônima informar que uma mulher poderia estar sendo levada para um possível “tribunal do crime”, estrutura clandestina utilizada por criminosos para julgar e punir pessoas.

Ao chegar ao endereço indicado, os policiais encontraram o portão da residência aberto. Além da carga de drogas e da prensa hidráulica, foram encontrados, em um dos quartos, vários invólucros com porções de substâncias com características semelhantes às de maconha, crack e cocaína. Uma balança digital também foi localizada no imóvel.

Todo o material foi encaminhado à Delegacia de Plantão da Zona Norte, responsável pelos procedimentos iniciais. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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[VÍDEO] Gusttavo Lima declara apoio a Flávio Bolsonaro durante show no Paraná: “Próximo 25 é 22”


O cantor sertanejo Gusttavo Lima declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República durante um show realizado neste domingo (18), na Expo Assis 2026, em Assis Chateaubriand, no Paraná.

No palco, o artista ergueu a bandeira do Brasil e fez referência ao número de urna do candidato e à data do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

“Que vocês nunca percam a fé, nunca percam a esperança, ok? Se Deus quiser, o próximo 25 é 22”, afirmou Gusttavo Lima ao público.

Outros nomes da música sertaneja também manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro, entre eles Leonardo, a dupla Zezé di Camargo e Luciano e Amado Batista. Leonardo anunciou seu voto durante uma apresentação no sábado (17), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

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[VÍDEO] Flávio diz que foi aos EUA defender empresas brasileiras, enquanto Lula foi defender criminosos

Durante o debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que viajou aos Estados Unidos para defender empresas brasileiras e acusou o presidente Lula (PT) de defender organizações criminosas.

A declaração ocorreu após Lula questionar o candidato sobre a relação da família Bolsonaro com o governo norte-americano.

Flávio respondeu que, enquanto ele foi aos Estados Unidos defender empresas brasileiras, Lula teria ido ao país “para defender o direito de organizações criminosas”.

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ATLASINTEL: Flávio Bolsonaro tem 51,1% dos votos válidos contra 48,9% de Lula no 2º turno

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,1% dos votos válidos no 2º turno da disputa presidencial, contra 48,9% do presidente Lula (PT), segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (19).

A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, os intervalos dos dois candidatos não se sobrepõem. Os votos válidos excluem brancos e nulos, seguindo o critério utilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A pesquisa ouviu 4.998 eleitores entre os dias 13 e 18 de outubro, por meio de recrutamento digital. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

Contratada pela Bloomberg, a pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-02418/2026.

Com informações da CNN Brasil

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[VÍDEO] CARLOS ANDREAZZA: Flávio, marcando Lula o tempo todo, foi o melhor


Vídeo: Reprodução/TV Band

A dinâmica física e a ocupação do palco durante o debate presidencial na Band foram pontos decisivos na avaliação de analistas políticos. Em análise pós-evento, o jornalista Carlos Andreazza destacou que o comportamento dos candidatos em relação às regras de circulação revelou diferenças táticas importantes entre as campanhas.

De acordo com Andreazza, a equipe de Lula fez reclamações sobre a postura do adversário, mas a prática de Flávio Bolsonaro consistiu em “marcar” o atual presidente de perto ao longo de todo o confronto, utilizando uma espécie de movimentação pendular.

Para o comentarista, o candidato da oposição se saiu melhor nesse aspecto físico de exploração espacial do cenário, aparentando ter passado por um treinamento prévio para dominar o espaço e manter constante presença visual na transmissão. 

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[VÍDEO] ELA NÃO CANSA? Janja é advertida por produção da Band após provocação a Flávio Bolsonaro em debate


Vídeo: Deltan Dallagnol/Redes Sociais

O clima acirrado no estúdio da TV Band durante o confronto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), estendeu-se para além dos púlpitos e atingiu a plateia. A primeira-dama Janja da Silva levou uma reprimenda da organização do evento ao descumprir as normas de silêncio impostas aos convidados.

De acordo com imagens divulgadas pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, a cúpula do evento precisou intervir após Janja gesticular e dirigir palavras ao senador durante sua participação no debate.

O descontrole do público forçou a mediadora a paralisar e refazer os alertas no encerramento da transmissão. Além de tentar silenciar o auditório, a organização orientou Flávio Bolsonaro a não caminhar atrás do adversário enquanto Lula discursava.

Alheio ao tumulto na plateia, Lula aproveitou as considerações finais para ressaltar conquistas econômicas de seus mandatos, projetar um ciclo de crescimento para o Brasil e atacar a pauta de privatizações defendida pela oposição.

Com informações do Metrópoles

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PODERDATA/AYA: Flávio amplia vantagem sobre Lula e chega a 52% dos votos válidos contra 48% do petista


Fotos: Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR

A corrida presidencial para o segundo turno registra uma nova oscilação na reta decisiva da campanha. De acordo com os dados de intenção de voto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou sua vantagem e alcançou 52% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48%.

Na comparação com o levantamento anterior, o cenário contabiliza uma movimentação de quatro pontos na diferença entre os adversários: o parlamentar avançou dois pontos percentuais, ao passo que o atual chefe do Executivo recuou na mesma proporção.

Apesar da sinalização de crescimento para o candidato do PL e da contração na fatia do petista, analistas políticos reforçam que o levantamento estatístico reflete o retrato do momento das intenções do eleitorado, não configurando uma previsão definitiva do resultado que será apurado nas urnas.

VOTOS VÁLIDOS:

Flávio Bolsonaro (PL): 52% (+2 )

Lula (PT): 48% (-2 )

FICHA TÉCNICA

Instituto: PoderData/AYA

Abrangência: Nacional

Período de campo: 16 a 18 de outubro de 2026

Amostra: 3.000 entrevistas

Margem de erro: ±1,8 ponto percentual

Nível de confiança: 95%

Registro TSE: BR-02586/2026

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[VÍDEO] “Montou quadrilha” e “você me respeite”: Flávio e Lula protagonizam momento tenso durante debate da Band


Vídeo: Reprodução/Band

O debate presidencial promovido pela Band neste domingo (18) em parceria com o jornal Estadão foi marcado por momentos de forte tensão entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em um dos trechos mais acirrados do confronto, os dois políticos protagonizaram uma discussão direta envolvendo acusações de corrupção, histórico de governos e a gestão de recursos de aposentados.

Durante um momento de tensão e troca de farpas, Flávio Bolsonaro pediu respeito ao ser interrompido por Lula. “Você me respeita porque eu tive 56 milhões de votos. Então você tem que me respeitar. Tenha calma”, disparou o candidato do PL.

O presidente rebateu o adversário acusando-o de corrupção. “Quem montou quadrilha tem que explicar, explique”, alfinetou Lula. 

Flávio Bolsonaro seguiu questionando o histórico político do adversário e cobrou explicações sobre esquemas de corrupção associados a gestões petistas, rebatendo acusações direcionadas à sua família e afirmando que o modelo de governança do PT é marcado por irregularidades.

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