
Em seu primeiro mês, a intervenção federal na segurança não reduziu a criminalidade no Rio. De 16 de fevereiro — quando o presidente Michel Temer assinou o decreto de intervenção — até o último dia 16, o município do Rio teve 1.954 roubos de carros, 19% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve 1.632 registros desse tipo de crime. A quantidade de homicídios permaneceu no mesmo – e alto – patamar: passou de 111 para 113 casos. Já a estatística de roubos de cargas subiu 12%, saltando de 281 para 317 ocorrências.
Quando o primeiro mês da intervenção é comparado com o período de 30 dias imediatamente anterior (18 de janeiro a 15 de fevereiro), roubos de cargas e homicídios aumentaram 3% e 6%, respectivamente: a quantidade de registros do primeiro tipo de crime subiu de 109 para 113; a do segundo passou de 299 para 317. Já os roubos de veículos caíram 8%, de 2.103 para 1.954.
O único indicador que caiu drasticamente na cidade durante o primeiro mês da intervenção federal é o de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial, também conhecidos como autos de resistência. Foram 27, contra 49 no mesmo período de 2017. Entre 18 de janeiro e 15 de fevereiro deste ano, houve 51 registros.
Na comparação entre os mesmos períodos, o número de roubos a pedestres no município do Rio subiu de 2.703 para 3.285 (21% a mais), e o de assaltos a estabelecimentos comerciais passou de 92 para 170 (54%). Porém é preciso considerar que, em janeiro e fevereiro de 2017, agentes da Polícia Civil estavam em greve, o que comprometeu a elaboração de registros de crimes de menor gravidade
Números de todo o mês de fevereiro, compilados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) no estado, foram apresentados na semana passada ao secretário de Segurança, general Richard Nunes. Os dados foram analisados por integrantes do gabinete da intervenção, que também avaliaram casos de violência com grande repercussão, como o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), no último dia 14, e as nove mortes provocadas por ações policiais realizadas na Rocinha entre sábado passado e segunda-feira.
Numa reunião, a cúpula da segurança do estado concluiu que era necessário dar mais visibilidade à tropa, cuja atuação estava focada apenas na Vila Kennedy, na Zona Oeste. Apesar disso, o que cariocas e turistas viram ontem foi uma sucessão de “paradinhas” militares: três equipes da Polícia do Exército, cada uma com oito homens e dois veículos, se revezaram na ocupação de três locais – além de um trecho do calçadão em frente ao hotel Copacabana Palace, foram ao cruzamento das avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, no Centro; e à Praia de Botafogo, na altura do shopping onde bandidos fizeram disparos durante uma tentativa de assalto a uma loja, na noite de segunda-feira.
O GLOBO
Fica evidente que a PM carioca não aceitou de bom grado como nenhuma outra PM aceitaria. O EB não tem experiência na area policial e entrou numa fria. Os indices certamente ficarão piores. O EB vai aguardar o termino deste governo para abandonar a missão. O correto seria o EB reforçar a PM e nunca assumir um encargo que não lhe pertence. As fronteiras estão abandonafas e permeáveis as drogas e armas. Missão que lhes cabe…
Não se combate a criminalidade com força, mas com inteligência.
O investimento nos serviços de inteligência e na integração entre as forças de segurança articuladas com o sistema Judiciário e Penitenciário precisa acontecer.
Mas o investimento pesado em Educação, Saúde, Moradia e geração de emprego e renda, somados a programas sociais ligados a Esporte, Cultura, Arte e formação profissional, devem fazer parte do pacote.
Os ricos, que só querem o suficiente para fugirem literalmente do país que dizem amar, não estão nem aí. Basta ver os investimentos deles em programas sociais, pra ver quantos o fazem. Só querem explorar, explorar e explorar, submetendo seus empregados a situações de vida onde suas condições os obrigam a ficar presos a um sistema em que vivem pra trabalhar e trabalham pra sobreviver.
Pois vida mesmo eles mal conhecem. Pois acordam de madrugada e chegam em casa a noite em ônibus lotados.
Quer que funcione
E só dar ordem que os militares podem atirar e serão julgador pela JUSTIÇA MILITAR
Se é da (do) Globo, então é mentira.
Cadê os defensores da militarização?
Estão sentando sua bunda gorda nos seus sofás e se especializando em segurança pública pelo Facebook?
Fracassou!
Se os militares estivessem dando tiro em vagabundo, o Rio estaria um céu.
Tem q colocar as forças armadas para caçar os milicianos e membros das gangues, estes moleques que não trabalham mas vivem da vida de crime e ostentação… pega 10 por dia, vivo ou morto… num instante saberão que a força da democracia e a liberdade vale mais que um punhado de balas….
Mais um mito indo pro brejo.
Como disse Darcy Ribeiro há 20 anos: "se nao colocarmos tdas as nossas criancas nas escolas hoje, em 20 anos faltará celas pra bandidos".
Os idiotas e bolsominions acham q matando, torturando, armando a população resolverão o problema da violência. Tá mais q provado q nao resolve. Endurecer as penas e ter um policia mais bem articulada e preparada pode resolver a curto prazo, mas a longo prazo não. Só investindo no social e educação sairemos dessa, mas essa não é a política dos golpistas!
Onde e quando já se viu violência gerar paz?
As causas da violência não estão sequer sendo tocadas…
Como podemos esperar algo diferente?
Será que não estamos vendo que o Facebook e a Rede Globo tem disseminado uma verdadeira inversão de valores e estimulado a intolerância e a violência?
Infelizmente as nossas Forças Armadas estão se queimando nessa intervenção politiqueira e mal planejada, graças ao vampiro dos infernos, Temer.
Onde Político seboso bota a mão, nada prospera……………..