O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, recebeu no final da tarde da sexta-feira, 10 de março, a visita de cortesia do novo cônsul comercial dos Estados Unidos para o Nordeste, Geoffrey Stewart Bogart, que estava acompanhado do especialista do programa SelectUSA, André Leal.
Durante a visita, o secretário conversou com o cônsul sobre as potencialidades do Rio Grande do Norte em diversas áreas, como mineração, gás natural, energias renováveis, fruticultura, porém lamentou a grande distância existente entre os empresários da região Nordeste e os Estados Unidos. “As empresas americanas ainda não despertaram o interesse em fazer negócio com o Nordeste, especialmente com o Rio Grande do Norte, apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos. Por isso tivemos que buscar parcerias com a Europa e, agora, com a Ásia”, destacou Flávio Azevedo, ao falar sobre a recente viagem à China, comandada pelo governador Robinson Faria, onde firmou uma importante parceria com a Chint Eletrics Co, fábrica de painéis e componentes fotovoltaicos, para a instalação de uma unidade no Rio Grande do Norte.
Sobre energia renovável, o secretário expôs a posição de destaque do estado em relação à energia eólica, que já produz 3.311 Megawatts (MW) nos 122 parques em operação. Além da atual produção, 16 parques eólicos se encontram em construção e quando entrarem em operação irão gerar 417 MW. Outros 38 parques eólicos estão contratados e irão gerar 920 MW. “Além desse potencial eólico já consolidado, agora, com a recente missão à China, abrem-se novas oportunidades no segmento de energia solar”, ressaltou Azevedo.
Outro ponto abordado foi a construção do Parque Tecnológico, que está na fase de elaboração de projetos e deverá ser implantado até 2018, tendo como objetivo principal a realização de estudos e projetos visando o desenvolvimento social, científico e econômico, com base na pesquisa e na inovação tecnológica aplicadas às cadeias produtivas de vários segmentos da economia do RN.
O cônsul mostrou-se disponível para intermediar a aproximação, o diálogo e o entendimento entre os empresários e o Governo do Rio Grande do Norte com empresas americanas e agradeceu a explanação sobre as potencialidades econômicas do Rio Grande do Norte e as possibilidades de parcerias e negócios entre o estado e os EUA. “Gostaria de trazer mais investimentos americanos para o Brasil e estou disposto a fazer com que isso se concretize”, concluiu o cônsul.

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