O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta quarta (22) pedido de liberdade do ex-ministro José Dirceu, preso na Operação Lava Jato.
A decisão foi tomada, por unanimidade, pela quinta turma do tribunal.
Em outubro do ano passado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou o pedido de liberdade, com o argumento de que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e impedir interferências nos desdobramentos da Lava Jato.
A defesa recorreu ao STJ argumentando que a prisão era desnecessária, uma vez que o réu não ofereceria perigo à sociedade. Em parecer, o Ministério Público Federal opinou pela rejeição do habeas corpus, alegando que o benefício, consistente na concessão da ordem, poderia causar a reiteração de delitos.
Para o ministro relator do recurso, Felix Fischer, a prisão foi devidamente fundamentada. Segundo o ministro, a decisão se baseou na gravidade concreta das condutas, na expressividade da lesão causada, em virtude dos valores envolvidos e na reiteração de delitos ocorridos, alguns deles concomitantemente ao julgamento do mensalão.
Dirceu foi condenado na Lava Jato a 20 anos e dez meses em regime fechado, a maior pena da Operação Lava Jato, seguida da do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, de 20 anos e oito meses em regime fechado.
Dirceu está preso há dez meses na região metropolitana de Curitiba (PR), desde que foi deflagrada na Lava Jato a 17ª fase, a “Pixuleco”, em agosto de 2015. Nesse tempo, ele já leu cerca de dez livros e fez dois cursos técnicos para abater tempo de sua pena.
Atualmente o petista trabalha na biblioteca do CMP (Centro Médico Penal), onde está detido. A atividade colabora para a diminuição dos anos de reclusão. Semanalmente ele recebe visitas de familiares, como a mulher Simone, a filha caçula Maria Antonia e o filho, o deputado Zeca Dirceu (PT/PR), além de outros membros do PT que o atualizam sobre o cenário político nacional.
Dirceu também passou boa parte dos últimos meses analisando as delações premiadas que o envolviam e apontando contradições que podiam ser exploradas por seus advogados.
FOLHAPRESS

Injustiça já pagou, pediu perdão.
Tem que mofar na cadeia, de preferência ao lado de Lula!
Beleza Cabral, vamos encontrar algum familiar de alguém que morreu como um animal na fila de um hospital que concorde com a soltura desse bandido.
Porque todo dinheiro desviado fez e faz falta à sociedade.