Política

1 ano de governo Bolsonaro: 6 momentos-chave que revelam guinada na política externa brasileira

Foto: Yukie Nishizawa/ Reuters/ BBC News Brasil

Em 2019, o Brasil estampou com frequência a capa de jornais e revistas internacionais, em parte pelas notícias sobre o aumento das queimadas e do desmatamento na Amazônia, mas também pela forte guinada na política externa no primeiro ano de governo Bolsonaro.

O Brasil trocou seus principais aliados no cenário internacional, mudou o discurso sobre meio ambiente e entrou em atrito direto com líderes de países importantes, como França e Alemanha.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, os rumos tomados na área de relações exteriores do Brasil revelam uma ruptura com tradições diplomáticas do Itamaraty e com estratégias adotadas pelos governos anteriores, principalmente os do PT.

Além disso, as principais decisões de política externa tomadas em 2019 mostram uma disputa constante entre três grupos que integram o governo: militares, olavistas e a equipe econômica.

“É uma política externa marcada por uma tensão permanente entre ideologia e pragmatismo”, explica Fernanda Magnotta, professora de Relações Exteriores da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

“O Ministério de Relações Exteriores, comandado pelo chanceler Ernesto Araújo e o assessor especial da Presidência Felipe Martins seriam os representantes da ala ideológica ou olavista. Militares e a equipe de Paulo Guedes, ministro da Economia, representam a ala pragmática.”

“Dependendo de qual dos grupos conquista mais espaço e consegue mais sucesso e mais êxito na hora de barganhar a sua agenda, o Brasil vai para uma linha mais pragmática ou mais ideológica.”

Alguns episódios marcantes revelam claramente que o Brasil tem adotado novos rumos na sua estratégia de política externa.

A BBC News Brasil reúne aqui seis momentos de 2019 que reposicionam o país no xadrez internacional — bem como as oportunidades e riscos que cada um desses episódios trazem para o Brasil.

#1 Visita de Estado de Bolsonaro a Washington, em março

A primeira grande guinada na política externa brasileira foi a tentativa de forte aproximação do Brasil com os Estados Unidos. Em março de 2018, Bolsonaro visitou Washington para se reunir pessoalmente com o presidente americano, Donald Trump.

Nos encontros e coletivas de imprensa na capital americana, os dois líderes trocaram elogios e declararam que a relação entre Brasil e Estados Unidos nunca esteve melhor.

Desde então, sempre que se encontraram em eventos internacionais, eles trocaram elogios — com Bolsonaro deixando sempre muito clara a admiração que sente pelo americano.

No encontro do G20, no Japão, o próprio Trump disse que Bolsonaro tem orgulho de ser amigo dele, Trump.

“Estamos com um cavalheiro que teve uma das maiores vitórias eleitorais do mundo. E ele estava muito orgulhoso de sua relação com o presidente Trump. Ele é um homem especial, que está se saindo muito bem e que é muito amado pelo povo brasileiro. E podemos dizer que Brasil e Estados Unidos estão mais próximos do que nunca”, declarou Trump em reunião bilateral com o presidente brasileiro durante a cúpula em Osaka que reuniu líderes das 20 maiores economias do mundo.

Mas para além de troca de palavras generosas, o Brasil pôs em prática uma série de concessões para conquistar a confiança dos Estados Unidos.

Uma das principais delas foi abrir mão do tratamento diferenciado que o nosso país recebia na Organização Mundial do Comércio, a OMC. Essa foi uma exigência do governo americano para que apoiasse o pleito do Brasil de entrada na OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O tratamento diferenciado na OMC prevê benefícios para países emergentes em negociações com nações ricas. O Brasil tinha, por exemplo, prazos mais longos para cumprir determinações e margem maior para proteger produtos nacionais.

Por pressão dos Estados Unidos, o governo brasileiro voluntariamente abriu mão desses benefícios que favoreciam nosso país em negociações comerciais.

Em mais um gesto de generosidade a Trump, o Brasil recentemente ampliou as cotas de importação e as isenções tributárias para importação de etanol e trigo americanos.

Essas duas decisões preocuparam produtores brasileiros e outros parceiros comerciais do nosso país, como a Argentina, que temem não conseguir competir com os produtos americanos.

A expectativa era que o governo dos EUA liberasse, em troca, o seu mercado de açúcar, um dos mais protegidos do mundo, mas, por enquanto, essa contrapartida não aconteceu.

Outros acenos do Brasil aos EUA incluem o fim da exigência de visto para os americanos, a permissão para que o país lance foguetes da base espacial em Alcântara, no Maranhão, e o voto nas Nações Unidas contra uma resolução que condena o embargo do governo americano a Cuba — só Brasil e Israel se aliaram aos EUA nessa votação da ONU.

Para o americano Christopher Sabatini, professor de Relações Públicas Internacionais da Universidade Columbia, em Nova York, o governo brasileiro acerta na intenção de aumentar as relações com os Estados Unidos, corrigindo o que ele chama de uma política antiamericana implementada pelos governos do PT.

Mas, segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro erra em focar na relação pessoal com Trump, não na relação entre governos, e em entregar demais aos Estados Unidos, sem exigir compensações.

“Eu acho que, de fato, havia uma necessidade de corrigir a política anti-Estados Unidos do governo do PT. Então, essa é uma mudança bem-vinda. O problema é que ela foi completamente para o extremo da outra direção. Abraçou-se não a agenda dos Estados Unidos, mas a agenda de um presidente. E um presidente que é muito inconstante e muito intempestiva”, avalia Sabatini, que também é consultor para América Latina da Chatham House, instituto de pesquisa mais prestigiado do Reino Unido.

“O que acontece é que, em vez de tentar se tornar um aliado dos EUA, Bolsonaro tentou se tornar um aliado de Trump. E Trump não é uma pessoa consistente. Nós vimos, na prática, Trump frustrar Bolsonaro repetidas vezes, em questões como a entrada do Brasil na OCDE e, mais recentemente, nas tarifas sobre aço e alumínio.”

Embora o presidente americano tenha anunciado apoio o pleito do Brasil de entrar na OCDE durante a visita de Bolsonaro a Washington, uma carta do secretário de Estado, Mike Pompeo, divulgada em outubro, deixou claro que o governo americano não está disposto a bancar, pelo menos agora, o ingresso do nosso país na organização.

No documento, ele defende abertamente apenas a entrada de Argentina e Romênia no grupo de 36 países que compõem a OCDE. O Brasil é um dos seis países na fila para entrar no organismo e o apoio expresso dos EUA à adesão poderia acelerar o processo, mas isso não ocorreu.

Além disso, mais recentemente, no início de dezembro, Trump acusou Brasil e Argentina de desvalorizarem suas moedas frente ao dólar e anunciou aumentos sobre as tarifas de aço e alumínio importados do nosso país.

#2 Visita de Bolsonaro a Israel, em abril

Depois da ida a Washington, Bolsonaro fez uma visita de Estado a Israel, em abril, que quebrou alguns protocolos e tradições da diplomacia brasileira. A viagem atendeu a dois grupos da base eleitoral do presidente — parte da comunidade evangélica e da comunidade judaica — e agradou aos Estados Unidos, principal aliado do governo israelense.

Havia a grande expectativa de que Bolsonaro cumprisse a promessa feita na campanha de transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Isso atenderia a uma pressão dos Estados Unidos e a uma reivindicação de evangélicos brasileiros que, com base em interpretações da Bíblia, acreditam que Jerusalém é uma terra prometida aos judeus.

A questão é polêmica, porque Israel reivindica Jerusalém como sua capital, enquanto palestinos querem que a parte oriental da cidade seja capital de um futuro Estado palestino. A ONU e a comunidade internacional como um todo, com exceção de Estados Unidos e Guatemala, mantêm suas embaixadas em Tel Aviv e defendem que a propriedade de Jerusalém seja decidida em negociações de paz.

Apesar de ter dito que reconhece Jerusalém como capital israelense, o governo Bolsonaro acabou recuando da promessa de transferir a embaixada brasileira, após forte pressão da área econômica e militar do governo.

Representantes de países árabes, que são importantes parceiros comerciais do nosso país, ameaçaram retaliar caso o presidente seguisse adiante com o plano original.

A ameaça assustou: os países islâmicos são destino de 6% das nossas exportações. Mas é quando se olha para o setor agrícola que a importância desses parceiros fica mais clara. Nações de maioria muçulmana recebem cerca de 70% de todo o açúcar exportado pelo Brasil, 37% do nosso frango, e 27% da carne de boi.

Ou seja, esses setores produtivos brasileiros ficariam numa situação difícil se as nações árabes decidissem comprar de outros países. No final das contas, Bolsonaro acabou abrindo um escritório comercial em Jerusalém, sem representação diplomática.

Por outro lado, rompendo uma tradição internacional, o presidente brasileiro visitou, acompanhado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Muro das Lamentações, um dos locais mais sagrados do judaísmo.

Como o muro fica em Jerusalém Oriental — ocupada por Israel em 1967, na Guerra dos Seis Dias, e desde então reivindicada pelos palestinos como capital de seu futuro Estado —, líderes internacionais preferem visitá-lo sem o acompanhamento de governantes israelenses, dando à visita um caráter mais pessoal do que de Estado.

Para muitos observadores, o fato de Bolsonaro ter ido ao local com Netanyahu sinaliza uma espécie de reconhecimento tácito da soberania de Israel sobre Jerusalém Oriental e, novamente, uma mudança na postura até agora equidistante no conflito entre israelenses e palestinos.

É, nesse sentido, uma guinada significativa na política externa brasileira.

#3 Anúncio do acordo de comércio do Mercosul com a União Europeia, em junho

Esse foi um momento de destaque para o governo brasileiro e visto por analistas como uma conquista importante. O acordo entre Mercosul e União Europeia derruba uma série de tarifas e barreiras comerciais entre o bloco sul-americano e o europeu.

Segundo estimativas do Ministério da Economia do Brasil, ele vai representar um aumento no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro equivalente a R$ 336 bilhões em 15 anos, com potencial de chegar a R$ 480 bilhões, se forem levados em conta aspectos como a redução de barreiras não tarifárias.

É um acordo que vinha sendo negociado havia 20 anos, sem ser assinado.

“A negociação do acordo entre Mercosul e a União Europeia, acho que isso é importante. A ratificação desse acordo está no limbo, mas essa negociação foi relevante e provavelmente (o acordo) não seria concretizado no governo do PT”, avalia Christopher Sabatini, Universidade de Columbia

“O governo interino (de Michel Temer) e o governo Bolsonaro se comprometeram com a abertura internacional e com reformas econômicas de maneiras que o PT nunca fez.”

Mas esse acordo ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos europeus e pelos Legislativos dos países que integram o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

E o próximo ponto que a BBC News Brasil aborda nesta reportagem pode representar um empecilho para essa aprovação — a mudança na política ambiental do governo brasileiro.

#4 Reação às queimadas na Amazônia

Desde que tomou posse, Bolsonaro deixou claro que a política ambiental do Brasil mudou e que a Amazônia não deve ser tratada como um “santuário”. Ele passou a defender mineração em terras indígenas, redução de multas ambientais e a expansão das atividades econômicas na maior floresta do mundo.

Essa mudança na política externa foi destaque na imprensa internacional e gerou reações de líderes internacionais. A chanceler alemã, Angela Merkel, chegou a dizer que considera “dramática” a atuação do governo brasileiro na área ambiental.

“Pode ter certeza de que eu, assim como você, vejo com preocupação muito grande a questão da atuação do novo presidente brasileiro. E, na medida do possível, vou usar a oportunidade durante a cúpula do G20 para falar diretamente sobre o tema, porque vejo como dramático o que está acontecendo no Brasil”, disse Merkel ao ser questionada durante sessão do Parlamento alemão sobre se seria oportuno levar adiante o acordo do Mercosul com a União Europeia num momento em que o comprometimento do governo brasileiro com o meio ambiente era questionado.

Mas foi a enorme repercussão do alto número de incêndios florestais no Brasil em agosto que colocou a política ambiental do governo no centro das atenções internacionais. Bolsonaro reagiu, inicialmente, minimizando as queimadas e sugerindo que ONGs internacionais estavam por traz do fogo. O governo só enviou tropas do Exército para combater as chamas na Amazônia depois que o caso gerou protestos em várias cidades do Brasil e críticas internacionais.

O assunto proteção da Amazônia foi levado pelo presidente Francês, Emmanuel Macron, para ser discutido na cúpula do G7 em Paris, sem a participação do Brasil. Naquele momento, o problema das queimadas ganhou outra dimensão.

Bolsonaro reagiu afirmando que isso representava um ataque à soberania brasileira sobre a floresta. E a situação escalou depois que o presidente brasileiro reforçou uma piada machista sobre a primeira-dama francesa.

“É triste, triste. Mas triste sobretudo para o povo brasileiro”, respondeu Macron, numa coletiva de imprensa.

Além do mal-estar internacional, houve repercussões nos setores produtivos do Brasil, que começaram a sofrer perdas comerciais por causa de um boicote a produtos brasileiros. Marcas como Timberland e a gigante de roupas H&M chegaram a suspender a compra de couro brasileiro.

Em setembro, na estreia de Bolsonaro na Assembleia-Geral das Nações Unidas, havia uma grande expectativa de que ele usasse aquele momento para apresentar dados que comprovassem que o Brasil estava comprometido com o combate aos incêndios. Em vez disso, o presidente adotou um tom belicoso e acusou a imprensa internacional e países europeus de “alimentarem o sensacionalismo”.

Mais recentemente, o presidente acusou o ator de Hollywood Leonardo Di Caprio de participação nos incêndios da Amazônia.

Segundo especialistas, tudo isso representa uma grande guinada da política externa brasileira, já que, desde 1992, quando sediou a primeira conferência da ONU sobre clima, o Brasil tem se posicionado como líder internacional em questões ambientais.

A preocupação agora é que a atual política sobre meio ambiente seja usada por países europeus que competem com o Brasil no setor agrícola, como França e Irlanda, para barrar o acordo do Mercosul com a União Europeia.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, disse à BBC News Brasil que a “comunicação falha” do governo quando surgiram as primeiras notícias sobre os incêndios na Amazônia serviu de combustível para que países concorrentes se utilizassem das queimadas para atacar as exportações brasileiras.

“A gente vê que a comunicação do governo brasileiro nesse caso não foi das melhores. Se tivesse tomado medidas anteriormente, não estaríamos na situação de hoje. A gente tem que admitir que a comunicação falhou”, disse Castro.

Procurado pela BBC News Brasil, o Ministério de Relações Exteriores disse que “versões” sobre a política ambiental do governo “que circularam por veículos da imprensa nacional e internacional desinformaram o público”.

“O Brasil manteve em 2019 todos os seus compromissos internacionais no campo ambiental, tendo sido um dos países que apresentou maior avanço no cumprimento de metas do Acordo de Paris e da Agenda 2030”.

Sobre as queimadas, o Itamaraty disse que “várias iniciativas do governo, como a Operação Verde Brasil, aumentaram o nível de combate a queimadas e a crimes ambientais no Brasil”.

Perguntado se as ameaças de boicote a produtos brasileiros preocupam, o ministério respondeu que “não houve, nem há, qualquer boicote a produtos brasileiros.”

#5 Visita de Bolsonaro a Pequim, em outubro

Em outubro, Bolsonaro fez uma viagem a Pequim, capital da China, onde manteve reuniões com empresários, com o presidente chinês, Xi Jinping, e outros políticos do Partido Comunista.

Dessa vez o governo demonstrou, segundo analistas internacionais, pragmatismo e colocou o interesse comercial brasileiro acima das posições ideológicas. Teria sido uma vitória da chamada ala pragmática do governo Bolsonaro, formada pelos militares e a área econômica.

Há 10 anos, a China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo. E mais: as trocas com os chineses é superavitária para o lado brasileiro. Isso significa que o Brasil tem exportado mais para a China do que importa de lá. Ou seja, mais dinheiro entra do que sai.

Mas, em outubro de 2018, um discurso de campanha de Bolsonaro virou manchete no mundo todo, quando ele disse que a “China está comprando o Brasil”. Houve uma preocupação de que o governo, com Bolsonaro presidente, fosse romper ou reduzir as relações com os chineses.

Esse temor se reforçou com a aproximação de Bolsonaro com Trump logo no início de 2019. Será que o Brasil tomaria partido na guerra comercial entre China e Estados Unidos?

Apesar da retórica inicial do presidente, o que se viu na prática foi diferente. O vice-presidente, Hamilton Mourão, visitou a China em maio para assegurar que o Brasil tem interesse em manter relações comerciais próximas com o país asiático. Em outubro, foi a vez de Bolsonaro, que foi recebido por Xi Jinping com honrarias máximas em Pequim.

No encontro, os dois líderes assinaram 11 acordos comerciais, entre eles, o que libera a carne processada brasileira para a China. E, em vez de declarações de desconfiança sobre a China, Bolsonaro defendeu uma presença maior de investimentos e empresas chinesas no Brasil.

“É do interesse da China e nosso também (aumentar investimentos). Faremos contatos necessários para que seja ampliado o nosso comércio. (A guerra comercial) não é briga nossa. Nós queremos nos inserir, sem qualquer viés ideológico, nas economias do mundo”, disse o presidente em coletiva, na capital chinesa.

Para o professor Marcus Vinicius de Freitas, da Universidade de Relações Exteriores da China, em Pequim, o governo deveria ter priorizado, desde o princípio, as relações com a China e não com os Estados Unidos. Na avaliação dele, o Brasil tem muito mais a ganhar com os chineses em termos de comércio e atração de investimentos do que com americanos e europeus.

Isso porque os produtos que o Brasil exporta, commodities em particular, encontram na China um mercado mais receptivo. Além disso, o gigante asiático continua em expansão e tem interesse em investir em infraestrutura e petróleo no mundo todo. Poderia ser, portanto, potencial fonte de investimentos diretos no Brasil.

“O governo brasileiro, ao concentrar sua política nessa aproximação de cunho ideológico com os EUA, abandonou o princípio fundamental das relações internacionais, que é a preservação do interesse nacional. Em matéria de política externa, você não tem amigo nem inimigo, somente interesses”, disse à BBC News Brasil.

“Nesse sentido, o governo brasileiro descobriu tardiamente que o parceiro que o Brasil deveria ter afagado desde o primeiro momento e que corresponde às suas necessidades é a China.”

Na mesma época da viagem à China, Bolsonaro passou pela Arábia Saudita, um dos países mais poderosos do Oriente Médio e grande aliado dos Estados Unidos. A viagem foi vista, também, como um sinal de pragmatismo, mas também foi alvo de críticas já que o país árabe está envolvido em uma série de polêmicas ligadas a violações aos direitos humanos, como perseguição a oponentes políticos e execuções.

Também chamou a atenção o fato de o Brasil ter votado junto com alguns países de maioria islâmica na ONU em questões relacionadas a família e sexo. O Brasil não tem aceitado mais, por exemplo, termos como “gênero” e “direito reprodutivo”, em resoluções das Nações Unidas.

#6 Ausência de Bolsonaro na posse de Alberto Fernández, em dezembro

Outro episódio que deu o que falar na política externa brasileira foi a ausência do presidente Jair Bolsonaro na posse do peronista Alberto Fernández como presidente da Argentina e de Cristina Kirchner como vice. Durante o processo eleitoral, Bolsonaro fez repetidas críticas públicas a Fernández, o que foge da tradição brasileira de se manter neutro nas disputas eleitorais dos países vizinhos.

Ele chegou a dizer que uma eventual vitória do candidato de esquerda colocaria a Argentina em risco de “virar Venezuela”.

“Povo gaúcho, se essa ‘esquerdalha’ voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo Estado de Roraima. E não queremos isso: irmãos argentinos fugindo pra cá”, disse.

O peronista foi eleito em primeiro turno, derrotando Mauricio Macri, aliado do presidente brasileiro. Bolsonaro inicialmente pretendia mandar somente o embaixador brasileiro em Buenos Aires para a cerimônia de posse. Após pressão do setor militar e econômico do governo, decidiu enviar o vice-presidente, Hamilton Mourão.

De qualquer fora, é a primeira vez em 17 anos que um presidente brasileiro não comparece à posse de um presidente argentino.

Mas será que isso vai afetar a nossa relação com a Argentina, que está entre os cinco maiores parceiros comerciais do Brasil e é o maior comprador das nossas commodities?

Para a professora Fernanda Magnotta, da FAAP, interesses econômicos devem prevalecer sobre a retórica.

“Muita gente aposta que, apesar dessa retórica contestatória, vai haver uma moderação desse discurso e um enquadramento do governo Bolsonaro pela dinâmica econômica que se impõe. A Argentina está no top 5 do comércio com o Brasil e tem papel importante no Mercosul”, diz.

“Com Fernández ou sem Fernández, a Argentina continua impactando muito nossa economia. Então, num momento em que a gente não está podendo se dar ao luxo de escolher parceiros, a gente vai ter que se adequar. Acho que deve acontecer um processo progressivo de normalização.”

BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Esperamos que o que está sendo anunciado seja revertido na melhor qualidade de vida do povo brasileiro. Boa sorte!

  2. O Brasil no rumo certo.
    Parceiros, feito Venezuela e Cuba, tem que ser expurgado.
    Tem que procurar um pau que faça sombra.
    Trabalhar pra pobre e pedir esmolas pra dois.
    Venezuela e Cuba, é igual a pé de xique xique, não faz sombra nem presta pra se escorar.
    Portanto!!
    O MITO Ta certíssimo.

  3. Passa ano, sai ano e ninguém quer ir viver bem em paises que servem de inspiração a esquerdalha, países como cuba, Nicarágua, Venezuela, ditaduras africanas, coreia do Norte, china, dá a bixiga lixa e ninguém quer ganhar a vida por lá. Porquê será? Agora, defender o modelo deles os artistas, intelectuais, cientista… Enfim a esquerdalha vivem a idolatrar. No entanto, até pra passear eles se refugiam na Europa, EUA. Só não sei com que recursos eles tão sobrevivendo por lá, talvez do propinoduto da era Petralha.

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Política

Lula diz que desistiu de medida contra celular roubado para não punir comprador

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (21) que desistiu de adotar uma medida mais rígida contra celulares roubados para evitar que pessoas que compraram aparelhos sem conhecer a origem ilegal fossem prejudicadas. A declaração foi dada durante um evento cultural realizado em Aracruz, no Espírito Santo.

Lula afirmou que o governo estudava mecanismos para rastrear aparelhos furtados e recuperar os celulares mesmo quando já estivessem nas mãos de terceiros, segundo o Poder360.

“Se eu tirar o telefone dele e aparecer alguma coisa, se for ladrão, tem que ser preso. Mas eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente, por necessidade, comprou”, declarou o presidente.

Segundo Lula, o governo tenta encontrar uma alternativa “mais humana” para enfrentar o mercado ilegal de celulares sem focar apenas em medidas policiais.

O presidente também citou o programa Celular Seguro, lançado pelo Ministério da Justiça em 2023. A ferramenta permite bloquear remotamente linha telefônica, aplicativos bancários e o IMEI do aparelho em caso de roubo ou furto.

De acordo com Lula, o sistema já conta com cerca de 2,5 milhões de usuários cadastrados e envia alertas quando um chip novo é inserido em aparelhos registrados como roubados.

O governo federal também informou que mantém ações integradas entre operadoras, Agência Nacional de Telecomunicações e forças de segurança para tentar reduzir o comércio ilegal de celulares no país.

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Geral

Missa de aniversário de Nina Souza reúne lideranças políticas e tem homenagem emocionada de Paulinho Freire

Foto: Divulgação

A missa em ação de graças pelo aniversário da vereadora e pré-candidata Nina Souza reuniu, nesta quinta-feira (21), um encontro de amigos e lideranças políticas do RN. O evento contou com a presença de familiares, vereadores, suplentes, prefeitos, ex-prefeitos, deputados estaduais, ex-senadores , ex governadora Rosalba Ciarline e diversas lideranças políticas do estado.e amigos de todas as fases de vida de Nina.

A missa contou com a presença dos pré-candidatos ao Governo do Estado, Álvaro Dias e Coronel Hélio para o Senado, reforçando o peso político do momento e a movimentação em torno do grupo liderado por Nina e pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire.

Foto: Divulgação

Durante a celebração, um dos momentos mais marcantes foi a homenagem feita por Paulinho Freire à esposa. Emocionado, o prefeito destacou a importância de Nina em sua trajetória pessoal e política.

“Quero agradecer por tudo que Nina fez por mim. É uma mulher que sempre esteve do meu lado. Que fortalece nossa família. Você coloca amor em tudo que faz. Tudo isso você já provou como secretária, vereadora e será uma grande deputada federal”, declarou Paulinho.

Foto: Divulgação

Em seu discurso, Nina também agradeceu a presença de todos os convidados e disse ter se emocionado com a quantidade de amigos, lideranças e familiares presentes na celebração.

“Nunca imaginei tanta gente na minha missa de aniversário. Só tenho gratidão a Deus e a cada pessoa que tirou um tempo para estar aqui hoje. Sou filha de Monte Alegre e tenho muito orgulho da minha trajetória, construída com fé, trabalho e dedicação”, afirmou.

Foto: Divulgação

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Polícia

[VÍDEO] Enterro de integrante de facção termina em tiros, pânico e prisão de foragido na Zona Oeste de Natal

Imagens: Reprodução/G1 RN

O sepultamento de um homem suspeito de integrar uma facção criminosa terminou com tiros, correria e o fechamento temporário dos portões do Cemitério Bom Pastor I, na Zona Oeste de Natal, nesta quinta-feira (21).

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) informou que a confusão começou quando agentes da Polícia Civil tentaram cumprir um mandado de prisão contra um homem foragido da Justiça que acompanhava o cortejo fúnebre.

A cerimônia era realizada para um suspeito morto em confronto com a Polícia Militar no bairro de Felipe Camarão. Durante a abordagem, testemunhas relataram que pedras foram arremessadas contra os policiais civis, o que levou ao reforço de viaturas da Polícia Militar.

Também houve tiros na área externa do cemitério, na Avenida Bom Pastor. O homem alvo do mandado foi preso e levado para a delegacia.

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Judiciário

CASO MARIA FERNANDA: Pedreiro é condenado a mais de 41 anos por estupro e morte de menina de 12 anos na Grande Natal

Foto: Reprodução

O réu Alex Moreira foi condenado a 41 anos e 6 meses de prisão durante júri popular realizado nesta quinta-feira (21), no Fórum Desembargador Ivan Meira de Lima, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

Segundo a decisão judicial, ele foi condenado pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro de vulnerável, fraude processual e ocultação de cadáver.

O crime teve grande repercussão no Rio Grande do Norte após o desaparecimento da estudante Maria Fernanda da Silva Ramos, de 12 anos, em outubro de 2024.

De acordo com as investigações, a adolescente saiu de casa para ir à escola, mas não chegou ao destino. O corpo da vítima foi encontrado após dias de buscas.

Conforme os relatórios policiais apresentados no processo, o condenado teria incendiado o próprio veículo numa tentativa de destruir provas materiais ligadas ao caso.

Alex Moreira já estava preso preventivamente e permanece no sistema prisional do RN após a condenação definida pelo Tribunal do Júri.

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Política

Aécio admite articulação do PSDB ao Planalto e Paulinho da Força diz que candidatura de Flávio “está bichada”

Foto: Reprodução

O deputado federal Aécio Neves admitiu a interlocutores que cresceu dentro do PSDB a articulação para viabilizar uma candidatura presidencial em 2026. Segundo relatos de bastidores, o movimento ganhou força após avaliações internas de que existe espaço para uma alternativa de centro no cenário nacional.

O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, confirmou reuniões com Aécio e afirmou enxergar viabilidade política no projeto, segundo a Jovem Pan News.

De acordo com relatos obtidos por lideranças partidárias, Paulinho teria dito em conversas reservadas que a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro “está bichada”, em referência às recentes investigações envolvendo o parlamentar.

Aliados de Aécio afirmam que o tucano prefere aguardar o avanço do cenário político nacional. A avaliação dentro do grupo é de que o ambiente para uma candidatura de terceira via poderá depender das alianças construídas nos próximos meses.

Alianças e empresariado

Dirigentes do PSDB, Cidadania e Solidariedade devem se reunir na próxima semana para discutir a formação de uma frente de centro-direita para 2026.

O grupo também busca aproximação com setores do empresariado nacional interessados em pautas ligadas à economia, estabilidade institucional e desenvolvimento.

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Polícia

Defesa do Vorcaro pede transferência para cela especial na “Papudinha”

Foto: Reprodução

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro protocolou um pedido no STF pedindo a transferência imediata do fundador do Banco Master para o 19º BPM do DF, conhecido em Brasília como “Papudinha”.

A defesa afirma que a cela onde Vorcaro está custodiado atualmente, na superintendência da Polícia Federal, apresenta condições inadequadas, sem chuveiro regular e um vaso sanitário de chão dentro de um cubículo.

Os defensores também reclamam das novas restrições impostas pela Polícia Federal para atendimento jurídico. De acordo com a defesa, Vorcaro passou a receber os advogados apenas duas vezes ao dia, em encontros limitados a 30 minutos cada.

O ministro André Mendonça ainda analisa o pedido apresentado pela defesa do banqueiro. Além da solicitação dos advogados, a Polícia Federal também pediu a transferência definitiva de Vorcaro para a penitenciária federal de segurança máxima de Brasília.

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Política

Empresa da família de Ciro Nogueira recebeu R$ 14,2 milhões de fundo ligado a empresário foragido

Foto: Reprodução

Uma investigação da Polícia Federal detectou o pagamento de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado à Refit — refinaria controlada pelo empresário Ricardo Magro — para uma empresa do setor agropecuário pertencente à família do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

A refinaria é controlada pelo empresário Ricardo Magro, considerado foragido da Justiça em investigações sobre fraudes e lavagem de dinheiro.

Magro confirmou os pagamentos, mas afirmou que os valores se referem à venda regular de um terreno de 40 hectares localizado em Teresina, no Piauí.

O contrato investigado foi assinado por Raimundo Nogueira, irmão do senador. Os dois foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura o recebimento de vantagens indevidas.

Relatórios de inteligência financeira também apontaram um repasse de R$ 1,3 milhão para Jonathas Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil durante o período em que Ciro Nogueira comandava o ministério no governo federal.

Em nota, Ciro Nogueira afirmou estar tranquilo em relação às apurações e declarou ser o maior interessado no esclarecimento dos fatos. O senador também sugeriu que as acusações surgem em meio ao cenário eleitoral e teriam motivação política.

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Política

[VÍDEO] CLIMA ESQUENTOU: Lindbergh cobra explicações sobre áudio e Flávio Bolsonaro rebate: “Pergunte ao seu chefe”

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O clima esquentou no Congresso Nacional nesta quinta-feira (21). O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizaram uma intensa troca de acusações públicas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

No pronunciamento, o petista relembrou áudios vazados em que o senador se referia ao banqueiro investigado como “irmãozão” e questionou o financiamento do filme “Dark Horse”.

Lindbergh também defendeu abertamente a instalação de uma CPMI para apurar as movimentações financeiras do grupo e do fundo Havengate.

Em resposta, Flávio Bolsonaro subiu à tribuna, minimizou os contatos com o empresário e afirmou que já prestou todos os esclarecimentos devidos.

O senador contra-atacou sugerindo que o governo federal realizou reuniões secretas para beneficiar a instituição financeira.

Flávio associou a origem do banco a antigas gestões petistas na Bahia, citando diretamente os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa.

Ele concluiu o discurso classificando o partido adversário como o “lado da corrupção” e também se posicionou a favor da criação da CPMI para investigar o caso.

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Polícia

[VÍDEO] Deolane Bezerra segue presa após audiência e diz que estava “trabalhando” para Marcola, chefe do PCC

Imagens: Reprodução/Globonews

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia virtual na tarde desta quarta-feira (21), conduzida pela Vara das Garantias de Osasco, em São Paulo. A interna foi transferida para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna.

Ao deixar o Palácio da Polícia, Deolane declarou que “a justiça será feita” e afirmou que estava apenas “trabalhando” para Marcos Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como o principal líder da facção criminosa PCC.

De acordo com as investigações do MP de São Paulo e da Polícia Civil, a estrutura financeira da influenciadora era usada para ocultar e lavar recursos ilícitos do crime organizado.

Os investigadores identificaram que ela abriu 35 empresas registradas em um mesmo endereço físico.

Provas no Celular

A quebra de sigilo e a apreensão de aparelhos celulares de investigados revelaram comprovantes de depósitos diretos efetuados para duas contas bancárias de Deolane.

Segundo o Gaeco, os repasses financeiros ocorriam em contextos classificados como “fechamento de contas” da facção, e não como honorários advocatícios regulares.

Defesa Fala em Perseguição

Em nota divulgada nas redes sociais, Daniele Bezerra, irmã da influenciadora, classificou a nova prisão como uma “perseguição” e criticou a espetacularização do caso.

A defesa sustenta que as acusações são baseadas em suposições e que provará a inocência de Deolane ao longo do processo legal.

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Política

A CRISE SÓ AUMENTA: PT faz evento em Mossoró sem chamar Rafael Motta

Foto: Divulgação/PT-RN

A crise na esquerda envolvendo as pré-candidaturas de Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT) ao Senado só aumenta. O PT de Mossoró marcou um evento da juventude com a participação do pré-candidato a governador Cadu Xavier e da própria Samanda, mas não chamou Rafael.

O “Ato Político-Cultural das Juventudes com Lula” está previsto para acontecer no dia 5 de junho em Mossoró. Nas redes sociais, o evento está sendo divulgado como “Rolezinho com Cadu e Samanda”.

Em declarações recentes, Samanda deixou no ar a possibilidade de Rafael não ser o segundo nome ao Senado na chapa majoritária liderada pelo PT, mas após reunião realizada ontem (20), os partidos de esquerda confirmaram a indicação do pré-candidato do PDT.

Nos bastidores, porém, petistas dizem que pré-candidatura de Rafael poderá dividir os votos da esquerda, como aconteceu em 2022, favorecendo a eleição do senador Styvenson Valentim (Podemos) e da senadora Zenaide Maia (PSD).

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