Diversos

A emocionante lista de planos que filha encontrou em celular do pai meses após morte por câncer

Meses depois da morte do pai, Júlia encontrou em seu celular uma lista de coisas que ele queria fazer Foto: Arquivo pessoal

Era aniversário do pai, o primeiro em que Júlia teria só sua lembrança para celebrar. Naturalmente, a adolescente de 16 anos reuniu a caixa de coisas que tinha dele: roupas com seu cheiro, celular, o perfume que ele usava e algumas cartas. No celular, ela abriu um aplicativo que não havia aberto antes: o de notas. O que viu a fez chorar.

“Quando sair do hospital, eu vou…”, escreveu seu pai, começando uma lista. “Ver a Ju casar”, “Cuidar dos meus netinhos”, “construir uma casa no meio do mato”, “ajudar as crianças no hospital”. E mais: “Fazer comidas novas para a Ju”, “fazer a tatuagem com a Ju”, “ir em Fátima”.

Vinte e seis planos, e uma nova linha que ele nunca completou.

No dia 21 de dezembro do ano passado, o mineiro Ramon do Vale Vicente morreu aos 53 anos. Foram dois anos lutando contra a leucemia. Deixou a filha Júlia, de 16 anos, mãe, irmão e a ex-mulher Fernanda, de quem se reaproximou nos últimos anos de vida, e que aparece na lista como alguém de quem ele queria “cuidar”, assim como ela fez com ele, passando meses no hospital ao seu lado.

Emocionada com o que encontrou no celular do pai em setembro, meses depois de sua morte, Júlia postou a lista no Twitter.

“Por isso que eu falo, aproveitem. Encontrei essa lista q meu pai escreveu no hospital antes de morrer”, escreveu. “Podem ter certeza que eu irei realizar toda essa lista do meu papai!! E eu tenho certeza que ele vai estar junto comigo nesses momentos especiais!!!”. A publicação recebeu 145 mil curtidas e quase 15 mil retuítes.

Quase todos os planos de lista escrita pelo pai envolve a filha, “Ju” Foto: Reprodução

Para ela, é um recado para “aproveitarmos as pessoas quando a gente ainda as tem, principalmente os adolescentes que brigam direto com os pais”.

“Quando a gente perde, é horrível. Acho que as pessoas deveriam aproveitar enquanto podem, ainda mais agora em tempos de pandemia. A gente tem que aproveitar quem a gente ama, passar mais tempo, curtir, contar as coisas, aproximar mais… Todo mundo está muito afastado de todos”, diz ela, que quer completar a lista em homenagem ao pai (leia mais abaixo).

A ex-mulher Fernanda, de 47 anos, acrescenta: “É importante também que, para isso, as pessoas se mobilizem para a doação de medula e de sangue para quem precisa”.

‘APROVEITAR A VIDA’

Nascido em Cataguases, pequena cidade em Minas Gerais, perto da fronteira com o Rio de Janeiro, Ramon passou a infância em Recreio, cidade ao lado. Ali, abandonou a escola e foi trabalhar com motos, segundo contava à filha, porque se considerava “o melhor motorista de moto da cidade”. Também tinha paixão por carros. Com 1,90m de altura, era considerado um cara forte, que chamava a atenção.

Em Juiz de Fora, formou-se como técnico em eletrônica. Depois, trabalhou em Belo Horizonte fazendo manutenção em torres de rádio para a Telefonia.

Ramon era técnico em eletrônica e apaixonado por carros Foto: Arquivo pessoal

Foi no trânsito da capital mineira onde ele e Fernanda, psicóloga que trabalha com recursos humanos, se conheceram. Era 1996.

“É até engraçada as coincidências das nossas vidas. A primeira vez em que eu saí com o Ramon, ele perguntou quando era meu aniversário. Quando disse 26 de setembro, ele falou ‘Ah, não, não acredito’. É porque era o dia do aniversário dele também. Trabalhávamos no mesmo prédio e a gente nunca tinha se visto – nos conhecemos em um lugar totalmente diferente, distante de onde a gente trabalhava”, diz ela.

Era uma pessoa alegre e brincalhona, segundo descreve Fernanda. “Não tem um que não fale ‘nó, não era um cara bom’. Nunca ouvi ele falar mal de ninguém. Ele gostava de viver, de aproveitar a vida”, diz.

Casaram-se em 1999, e Júlia veio quatro anos depois.

Mas, “no meio do caminho, ficamos dez anos separados”, conta ela. “Ficamos afastados durante um tempo, mas mantivemos o relacionamento.”

Júlia diz que ela e o pai brincavam muito. “A minha relação com ele sempre foi muito boa, a gente brincava muito, falava que minha mãe era a general e meu pai deixava eu comer tudo que eu quisesse, mas só depois do almoço”, ri.

Pula para 2018.

Ramon começou a se sentir fraco. Achou que algo estava errado.

“Tive com o Ramon um mês antes da gente descobrir que ele estava doente. Ele mencionou que estava fraco. Fomos numa quadrilha da escola da Júlia, saímos e ele já estava passando mal.”

Na semana seguinte, ele contou para Fernanda que estava com pedras nos rins e estava internado. Ali, descobriram que havia também uma alteração na contagem de seus leucócitos, células que compõem nosso sistema de defesa.

Quinze dias depois, o diagnóstico: leucemia. Nesse tipo de câncer, a produção desordenada aumenta o número de leucócitos no sangue.

“A primeira internação dele durou 30 dias. Eu fiquei com ele esses 30 dias, sem sair do hospital. Acompanhei ele por todo o período, e nesse período a gente se acertou, a gente curou as feridas, e a gente retomou o relacionamento”, conta Fernanda. “Nossa história é triste e bonita ao mesmo tempo. Dizem que Deus tem propósito para todo mundo. A gente se afastou, se acertou e retomou.”

“Ramon era forte, animado, uma pessoa que amava a vida em todos os sentidos”, diz. O período da quimioterapia foi duro, mas ele sempre dizia “estou firme, vamos, vamos vencer, passar por isso”, lembra ela. “Ele nunca se perguntou ‘por que comigo?'”

“Às vezes a gente levantava de manhã no hospital, e eu abria a janela para a gente ver o sol. Ele olhava para o céu e falava: ‘Que dia lindo. Estou doido para sair daqui ver esse céu maravilhoso, doido para ir para a praia’.”

Um ano e oito sessões de quimioterapia depois, ele foi para a casa. “A médica disse ‘ele tá ótimo, tá curado, a quimioterapia foi excelente e a medula está funcionando normal’. Ele ficou em casa, e nós retomamos a vida.”

Quatro meses depois, ele começou a passar mal de novo. A leucemia havia voltado. Foram mais quatro meses no hospital.

“Fizemos campanha para doação de medula, coleta com parentes mais próximos para ver quem era compatível”, conta Fernanda. A filha, Júlia, era 50% compatível, o que permitiria que uma técnica inovadora de transplante de medula fosse feita. “Estava tudo preparado, a autorização para ela doar, tudo. Estávamos só esperando a última quimioterapia, que ele precisava para receber a medula.”

Mas Ramon não resistiu. Em 21 de dezembro de 2019, faleceu.

A LISTA

Quando viu a lista que o pai tinha escrito, viu que eram anotações de todos os planos que tinham feito juntos no hospital, diz Júlia. “Ele ficava deitado e me contava tudo que queria fazer. Ele falava que depois a gente ia fazer isso, depois ia fazer aquilo…”

A maior parte dos itens da lista envolve a “Ju”. Agora, ela quer realizar todos os planos que eles tinham juntos, menos um, diz ela. Ela não quer trocar o sobrenome “Vale” para “Valle”, como é o sobrenome do resto dos membros da família – uma modificação que o avô fez na hora de registrar o filho e que, para Júlia, faz dos dois “únicos”. “Só eu e ele teremos o sobrenome assim, vai ser uma coisa só nossa.”

Em janeiro, Júlia foi à praia favorita do pai, que ele estava sonhando em ir quando estava internado Foto: Arquivo pessoal

Alguns dos outros planos já foram realizados: em janeiro, ela pediu que a mãe a levasse para Cabo Frio, no Rio, a praia favorita do pai, para onde ele estava louco para ir. Era o primeiro item da sua lista.

A tatuagem que eles tinham combinado de fazer juntos – uma reprodução de uma foto que Júlia tirou do batimento cardíaco do pai no monitor da UTI – ela já fez.

Ajudar as crianças do hospital foi algo que Júlia e Fernanda fizeram por ele antes mesmo de verem a lista.

Na reta final da internação de Ramon, fizeram uma campanha com amigos e familiares para doação de sangue (mais de 100 doadores doaram para ele) e arrecadar um valor para pagar um profissional para ajudá-lo em casa depois do transplante de medula.

O valor arrecadado, cerca de R$ 8 mil, foi dividido e doado em parte para um projeto chamado “Missão Sofia”, que produz perucas para crianças com câncer, e em parte para um conhecido, uma pessoa humilde da cidade da mãe de Ramon que estava com um linfoma, para ajudá-lo com sua alimentação. Esse conhecido, Helder, recuperou-se bem da doença.

A casa da mãe, que ele queria ajeitar, tem sido reformada pouco a pouco neste ano pela neta e pela nora.

O Troller, o jipe que ele tinha e que queria modificar, está com Júlia. O pai já tinha até comprado um volante vermelho, e ela quer completar todas as modificações que ele tinha em mente. Ela conta que ele lhe ensinou muito sobre carros, e que também já a havia ensinado a dirigir.

O botox que ele escreve que queria pagar para Fernanda era uma brincadeira entre os dois, explica ela.

“Ele brincava que com o tratamento teria uma renovação tão intensa que ficar jovem de novo. E eu, que ficava no hospital 24 horas, dizia que só estava envelhecendo, que tinha que colocar botox para alcançá-lo e ficarmos os dois brotinhos”, ri ela.

Júlia, por sua vez, sonha também em completar as viagens da lista. Quer ir para Nova York e ver a neve – algo que o pai sempre teve vontade de conhecer, mas nunca teve a oportunidade, explica ela. Também quer ir para Fátima, uma promessa do pai, que era devoto.

E em momentos importantes da vida, como casar ou ter filhos – se ela quiser -, Júlia diz que “com certeza” estará lembrando o seu pai.

“De uma certa forma, movimentou a gente para uma maior reflexão sobre o sentido da vida, e o que a gente faz no dia a dia. A vida reserva muitas surpresas e nem sempre são agradáveis. Por pouca coisa, a gente reclama e, diante da situação toda, ficou a lição. Mesmo com muita dor, vale a pena lutar pela vida e fazer a diferença para as pessoas”, diz Fernanda, que agradece quem ajudou ao longo do caminho.

Para Júlia, a lista é só mais uma lembrança do pai. “O tempo todo eu me lembro dele. Qualquer coisa que eu faço, eu me lembro dele”, diz. “Completá-la é mais uma maneira de tê-lo por perto.”

Época, com BBC

 

Opinião dos leitores

  1. A família deste sr. Ramon atentou para o fato de que ele pode ter sido vítima de doença relacionada ao trabalho?
    A matéria relata que ele trabalhou fazendo manutenção em Torres de rádio para telefonia e morreu de leucemia.
    Pesquisem em fontes confiáveis, sobre exposição a ondas eletromagnéticas e câncer.

  2. O único plano que vale a pena é o da vida eterna Isso aqui é só ilusão.
    Tanta discórdia e agressão pra nada…

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Política

Após o Carnaval, Lula leva ministros e governador petista em giro pela Ásia

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula decidiu embarcar para a Índia e a Coreia do Sul após o feriado de Carnaval levando na bagagem ministros, um governador do PT e representantes da indústria. A viagem marca a segunda agenda internacional do petista em 2026 e envolve compromissos políticos e econômicos fora do país.

Fazem parte da comitiva os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Esther Dweck (Gestão e Inovação), além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Este confirmou que pretende discutir uma parceria entre o governo e a iniciativa privada para a produção de medicamentos contra o câncer por meio da Bahiafarma, uma estatal baiana voltada à fabricação de remédios oncológicos, hoje considerados de alto custo para o SUS.

Na Índia, Lula participará de uma Cúpula sobre Inteligência Artificial e cumprirá uma visita oficial de Estado. A aproximação ocorre no momento em que o Brasil tenta reforçar laços econômicos com o país asiático, especialmente após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, o que levou o governo federal a buscar novos parceiros comerciais.

Já a passagem pela Coreia do Sul faz parte da estratégia do Planalto de ampliar mercados internacionais, com foco na abertura para exportações de carne brasileira. Antes dessa agenda asiática, Lula esteve no Panamá, no fim de janeiro, onde firmou acordos voltados à facilitação de investimentos entre os dois países.

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Judiciário

NOVA DENÚNCIA: CNJ registra mais uma acusação de assédio contra ministro Marco Buzzi

Foto: Divulgação/STJ

O CNJ recebeu, nesta segunda-feira (9), uma nova denúncia de assédio sexual contra o ministro do STJ Marco Buzzi. A informação aponta que o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, ouviu a suposta vítima e registrou formalmente a acusação, ampliando o caso que já vinha sendo investigado.

A nova denúncia surge após a acusação feita por uma jovem de 18 anos, revelada pela imprensa nacional, envolvendo um episódio ocorrido em janeiro, durante férias em Balneário Camboriú (SC). Segundo o relato, a jovem, filha de amigos do ministro, teria sido alvo de tentativa de assédio enquanto estava no mar.

De acordo com informações do Metrópoles, a segunda suposta vítima seria uma ex-funcionária do gabinete de Marco Buzzi no STJ, e o caso permanece, por ora, sob análise exclusiva do CNJ. Já a primeira denúncia motivou a instauração de sindicância no STJ, além de ter chegado ao STF, onde o ministro Nunes Marques atua como relator.

Em nota, a defesa de Marco Buzzi afirmou que ainda não teve acesso aos autos e criticou o que chamou de “vazamento antecipado de informações não checadas”. Os advogados sustentam que não houve qualquer conduta imprópria e dizem que a inocência do ministro será demonstrada nos procedimentos em andamento.

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Polícia

Dono do Banco Master pode virar réu por estelionato e fraude financeira

Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve responder por crime de estelionato e por fraudes contra o sistema financeiro, segundo informações da coluna Andreza Matais, do Metrópoles. A apuração indica que as condutas analisadas se enquadram no artigo 171 do Código Penal, que trata de obter vantagem ilícita por meio de fraude, causando prejuízo a terceiros.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado. A decisão, segundo o próprio BC, ocorreu por causa de uma grave crise de liquidez, do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição e de violações relevantes às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional. As investigações correm no STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Além do estelionato, o mesmo capítulo do Código Penal prevê outros crimes que podem atingir o controlador do banco.

Entre eles estão fraudes envolvendo ativos financeiros, como a organização ou oferta de operações com o objetivo de obter vantagem ilícita, e irregularidades na administração de sociedades por ações, como a divulgação de informações falsas ou a ocultação de fatos relevantes ao público ou a investidores.

A defesa de Daniel Vorcaro sustenta que o Banco Master atuou dentro das regras do mercado e afirma que a instituição teria sido vítima de grandes bancos, que buscariam barrar novos concorrentes no sistema financeiro.

As apurações seguem em andamento, e caberá ao STF analisar se os fatos se confirmam e se há responsabilidade criminal.

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Política

Reunião secreta com Lula põe presidente do BC na mira da CPI do Crime Organizado

Foto: Bruno Esaki/Metrópoles

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a convocação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para depor na CPI do Crime Organizado no Senado. O alvo é uma reunião fora da agenda oficial que teria ocorrido entre Galípolo, o presidente Lula (PT) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

O senador também quer ouvir o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que, segundo ele, teriam participado da mesma reunião. Girão afirma que, à época do encontro, já existiam indícios de irregularidades envolvendo o Banco Master, o que torna a presença do chefe do Banco Central ainda mais sensível.

Girão diz que a reunião “suscita questionamentos legítimos” e cobra explicações sobre a finalidade institucional do encontro, os assuntos tratados e se houve pedidos, pressões ou qualquer tipo de tratativa relacionada a decisões regulatórias do Banco Central.

No caso de Rui Costa, o senador quer saber se houve avaliação prévia dos riscos administrativos e políticos antes de levar Vorcaro para conversar com Lula fora da agenda oficial.

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Política

Flávio Bolsonaro minimiza disputa no PSD e crava: PT não chega ao poder de novo

Foto: Edilson Rodrigues/Agencia Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à movimentação de Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, governadores filiados ao PSD que articulam uma candidatura própria à Presidência da República. Para Flávio, apesar da concorrência no campo da centro-direita, o cenário tende a se polarizar novamente entre Bolsonaro e a esquerda.

Em declaração ao Metrópoles nesta segunda-feira (9), o senador afirmou que os partidos têm o direito de lançar candidatos, mas avaliou que dificilmente o segundo turno ficará fora de um Bolsonaro e um nome da esquerda.

Segundo ele, mesmo sem aliança no primeiro turno, a convergência deve ocorrer depois. Flávio também foi direto ao criticar o PT, dizendo que o país não suportaria mais quatro anos do partido no comando do Planalto.

Flávio disse ainda que mantém conversas abertas com cinco legendas em busca de apoio político: União Brasil, Republicanos, PP, Podemos e Novo. O senador está em agendas internacionais desde janeiro e retorna ao Brasil nesta quarta-feira (11), quando deve intensificar as articulações com dirigentes partidários.

Sem conversas sobre vice

Sobre especulações envolvendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Flávio afirmou que não houve conversa sobre vice.

Segundo ele, o tema será tratado no momento adequado, reforçando que, por ora, o foco é o diálogo com lideranças partidárias, enquanto o PT já tenta ampliar sua base oferecendo a vaga de vice a partidos de centro para sustentar um novo projeto de poder.

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Geral

Piloto levava meninas para motel com documento falso; polícia identifica ao menos 10 vítimas

Foto: reprodução

A polícia de São Paulo identificou ao menos 10 vítimas do piloto de 60 anos preso nesta segunda-feira (9) no aeroporto de Congonhas acusado de abuso sexual contra jovens e menores. Também foram presas uma mãe e uma avó de algumas vítimas, acusadas de exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a polícia, elas vendiam imagens e deixavam menores “saírem com o piloto”.

O acusado oferecia de R$ 50 a R$ 100 reais para que as responsáveis fornecessem as imagens das menores. Em caso de saída para motel com as meninas, o piloto poderia pagar valores maiores, além de pagar com remédios. Segundo a polícia, o acusado também fazia documentos de identidade falsos para que as vítimas menores de idade pudessem entrar em motéis.

O próprio acusado gravava os abusos. O material era produzido e transmitido a terceiros pelo suspeito, que não mostrava o rosto nas gravações. No celular do piloto foram encontradas diversas mídias com fotos das jovens.

Investigação

De acordo com a delegada Ivalda Leixo, chefe do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a mãe de uma das vítimas fez contato em novembro do ano passado com a polícia, após ver imagens no celular da filha. As autoridades, então, rastrearam e identificaram o piloto. Os crimes eram cometidos havia pelo menos oito anos.

Os policiais descobriram que o piloto tinha um bom relacionamento com uma senhora chamada Denise. A mulher filmava as netas e permitia que as duas jovens saíssem com o suspeito.

A senhora alegava para as netas que o piloto “já estava velhinho” e que “já, já ele morre”, quando questionada pelas meninas sobre o motivo de fazer aquilo.

Casamento

O piloto mora em Guararema, no interior paulista, e está em seu segundo casamento. A esposa dele relatou não ter conhecimento do crime e ficou em choque com a situação. Os dois voltaram de uma lua de mel recentemente. O acusado fazia a ponte-áerea Rio x São Paulo. Os crimes eram cometidos antes ou após os voos.

Uma das vítimas, ouvida nesta segunda-feira (9), relatou estar machucada e disse que foi agredida pelo piloto na última vez que tiveram relação, na semana passada. A polícia tenta identificar outras vítimas e outros criminosos envolvidos no esquema.

SBT News

Opinião dos leitores

  1. Esse sujeito é um doente, não podemos aceitar isso, ele precisa ir pra cadeia junto com seus cumplices.

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Geral

Anvisa emite alerta para uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico

Foto: Carolina Rudah/GettyImages

O uso de canetas para obesidade e diabetes sem prescrição médica ou fora das indicações em bula levou a Anvisa a emitir um alerta nesta segunda-feira (9). A agência aponta aumento de casos de pancreatite associados a medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro.

No Brasil, estão sob investigação seis mortes suspeitas por pancreatite possivelmente ligadas ao uso das canetas, além de mais de 200 notificações de problemas no pâncreas durante o tratamento. Todos os casos ainda estão em análise.

O alerta envolve medicamentos à base de semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida, abrangendo todas as canetas registradas no país. Embora a pancreatite já conste como reação adversa nas bulas, a Anvisa afirma que houve crescimento recente nas notificações, especialmente em usos para emagrecimento rápido ou fins estéticos.

A agência reforça que os medicamentos devem ser usados somente com prescrição e acompanhamento médico e orienta a interrupção imediata do tratamento em caso de suspeita de pancreatite, sem retomada se o diagnóstico for confirmado. Também há alerta para possível circulação de produtos falsificados.

Segundo o painel Vigimed, há dois casos suspeitos de morte associados ao Ozempic, três ao Saxenda e um ao Mounjaro. A Anvisa destaca que ainda não é possível confirmar relação direta, já que os pacientes tratados fazem parte de grupos com risco maior para pancreatite.

Especialistas e fabricantes reforçam a necessidade de acompanhamento médico. As empresas Novo Nordisk e Eli Lilly afirmaram que a inflamação no pâncreas consta nas bulas e orientam a suspensão do uso diante de sintomas suspeitos.

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Geral

‘Quando ele tinha contato com as crianças, ele as estuprava’, diz delegada sobre piloto da Latam

Fotos: Polícia Civil SP | reprodução PF

A delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação que levou à prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, dentro de uma avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, afirmou em coletiva nesta segunda-feira, 9, que “quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava”.

Lopes é acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil. Segundo a polícia, o piloto participa do esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos.

“Ele tinha contato com algumas das vítimas e ele levava até para motel com RG de pessoa maior de idade. Uma delas, ele começou a abusar com 8 anos e hoje ela já está 12. A outra acabou de fazer 18 anos, uma das vítimas. Quando ele tinha contato físico, real, com essas crianças, então ele as estuprava”, diz a delegada.

O piloto teria “comprado” três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante operação realizada nesta manhã. A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos.

Em nota, a Latam informou que o piloto foi preso durante os procedimentos de embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A empresa ainda afirma que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Além das duas prisões, a polícia ainda cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As ações são realizadas na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana.

O inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

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Geral

Estratégia de Fachin para código de conduta no STF divide até ministros favoráveis à ideia

Foto: Antonio Augusto/STF

A proposta do presidente do STF, Edson Fachin, de criar um código de ética para a Corte tem apoio majoritário entre os ministros, mas enfrenta resistências quanto ao momento do debate, inclusive entre magistrados favoráveis à iniciativa.

Internamente, a avaliação é de que discutir regras de conduta agora pode fragilizar o tribunal e alimentar ataques, num cenário de crise de imagem e questionamentos envolvendo ministros. Por isso, Fachin passou a considerar adiar o avanço do tema para depois das eleições, ganhando tempo para consolidar apoios.

Além de Fachin, nomes como Cármen Lúcia, indicada como relatora do projeto, Cristiano Zanin, Luiz Fux, André Mendonça e Flávio Dino veem a ideia com bons olhos. Ainda assim, a falta de um texto formal faz com que parte dos ministros avalie o debate como abstrato e prematuro.

Para um grupo mais simpático à proposta, o código seria uma resposta institucional à sociedade, diante de desgastes recentes, como os desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master, que citam contratos e relações comerciais ligadas a familiares de ministros.

Já críticos defendem que a Loman e a Constituição já oferecem regras suficientes para a magistratura. Ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes manifestaram publicamente esse entendimento.

Um estudo da Fundação FHC, citado por interlocutores de Fachin, sustenta a necessidade de reforçar a reputação pública do Judiciário e sugere regras sobre imparcialidade, manifestações públicas, participação em eventos, quarentena pós-mandato e critérios mais claros de impedimento e suspeição. Por ora, o tema segue em discussão interna, sem consenso sobre o melhor momento para avançar.

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Geral

VÍDEO: BG comenta a postura da oposição a Paulinho Freire diante do sucesso da prévia carnavalesca na Avenida da Alegria em Natal

Diante do sucesso da prévia carnavalesca da Avenida da Alegria, que reuniu cerca de 180 mil pessoas na Redinha, o BG criticou, no programa Meio-Dia RN desta segunda-feira (9), a postura da oposição a Paulinho Freire, afirmando que torcem para que os eventos promovidos pela Prefeitura de Natal deem errado.

O incômodo da oposição foi tanto que parlamentares do PT passaram a repercutir, nas redes sociais de forma oportunista e articulada, o transbordamento da lagoa do Jardim Primavera — a única, entre as 82 lagoas da capital, a apresentar problema após as fortes chuvas.

BG questionou a atuação dos parlamentares petistas Natália Bonavides, Fernando Mineiro, Daniel Valença e Brisa Bracchi nesse contexto: “Quanto destinaram de emendas para Natal investir em infraestrutura nesses quatro anos de mandato?”, indagou.

Opinião dos leitores

  1. BG o problema é que enquanto isso… caímos em buracos todos os dias com os nossos carros! Boa parte das ruas de Tirol e Petrópolis são de paralelepípedo, mesmo com os IPTUs mais caros! Vamos comparar Natal com João Pessoa, estamos 10 anos atrasados… enquanto não melhorar o simples em Natal, sou contra a qualquer centavo que esse tipo de iniciativa!

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