Diversos

A emocionante lista de planos que filha encontrou em celular do pai meses após morte por câncer

Meses depois da morte do pai, Júlia encontrou em seu celular uma lista de coisas que ele queria fazer Foto: Arquivo pessoal

Era aniversário do pai, o primeiro em que Júlia teria só sua lembrança para celebrar. Naturalmente, a adolescente de 16 anos reuniu a caixa de coisas que tinha dele: roupas com seu cheiro, celular, o perfume que ele usava e algumas cartas. No celular, ela abriu um aplicativo que não havia aberto antes: o de notas. O que viu a fez chorar.

“Quando sair do hospital, eu vou…”, escreveu seu pai, começando uma lista. “Ver a Ju casar”, “Cuidar dos meus netinhos”, “construir uma casa no meio do mato”, “ajudar as crianças no hospital”. E mais: “Fazer comidas novas para a Ju”, “fazer a tatuagem com a Ju”, “ir em Fátima”.

Vinte e seis planos, e uma nova linha que ele nunca completou.

No dia 21 de dezembro do ano passado, o mineiro Ramon do Vale Vicente morreu aos 53 anos. Foram dois anos lutando contra a leucemia. Deixou a filha Júlia, de 16 anos, mãe, irmão e a ex-mulher Fernanda, de quem se reaproximou nos últimos anos de vida, e que aparece na lista como alguém de quem ele queria “cuidar”, assim como ela fez com ele, passando meses no hospital ao seu lado.

Emocionada com o que encontrou no celular do pai em setembro, meses depois de sua morte, Júlia postou a lista no Twitter.

“Por isso que eu falo, aproveitem. Encontrei essa lista q meu pai escreveu no hospital antes de morrer”, escreveu. “Podem ter certeza que eu irei realizar toda essa lista do meu papai!! E eu tenho certeza que ele vai estar junto comigo nesses momentos especiais!!!”. A publicação recebeu 145 mil curtidas e quase 15 mil retuítes.

Quase todos os planos de lista escrita pelo pai envolve a filha, “Ju” Foto: Reprodução

Para ela, é um recado para “aproveitarmos as pessoas quando a gente ainda as tem, principalmente os adolescentes que brigam direto com os pais”.

“Quando a gente perde, é horrível. Acho que as pessoas deveriam aproveitar enquanto podem, ainda mais agora em tempos de pandemia. A gente tem que aproveitar quem a gente ama, passar mais tempo, curtir, contar as coisas, aproximar mais… Todo mundo está muito afastado de todos”, diz ela, que quer completar a lista em homenagem ao pai (leia mais abaixo).

A ex-mulher Fernanda, de 47 anos, acrescenta: “É importante também que, para isso, as pessoas se mobilizem para a doação de medula e de sangue para quem precisa”.

‘APROVEITAR A VIDA’

Nascido em Cataguases, pequena cidade em Minas Gerais, perto da fronteira com o Rio de Janeiro, Ramon passou a infância em Recreio, cidade ao lado. Ali, abandonou a escola e foi trabalhar com motos, segundo contava à filha, porque se considerava “o melhor motorista de moto da cidade”. Também tinha paixão por carros. Com 1,90m de altura, era considerado um cara forte, que chamava a atenção.

Em Juiz de Fora, formou-se como técnico em eletrônica. Depois, trabalhou em Belo Horizonte fazendo manutenção em torres de rádio para a Telefonia.

Ramon era técnico em eletrônica e apaixonado por carros Foto: Arquivo pessoal

Foi no trânsito da capital mineira onde ele e Fernanda, psicóloga que trabalha com recursos humanos, se conheceram. Era 1996.

“É até engraçada as coincidências das nossas vidas. A primeira vez em que eu saí com o Ramon, ele perguntou quando era meu aniversário. Quando disse 26 de setembro, ele falou ‘Ah, não, não acredito’. É porque era o dia do aniversário dele também. Trabalhávamos no mesmo prédio e a gente nunca tinha se visto – nos conhecemos em um lugar totalmente diferente, distante de onde a gente trabalhava”, diz ela.

Era uma pessoa alegre e brincalhona, segundo descreve Fernanda. “Não tem um que não fale ‘nó, não era um cara bom’. Nunca ouvi ele falar mal de ninguém. Ele gostava de viver, de aproveitar a vida”, diz.

Casaram-se em 1999, e Júlia veio quatro anos depois.

Mas, “no meio do caminho, ficamos dez anos separados”, conta ela. “Ficamos afastados durante um tempo, mas mantivemos o relacionamento.”

Júlia diz que ela e o pai brincavam muito. “A minha relação com ele sempre foi muito boa, a gente brincava muito, falava que minha mãe era a general e meu pai deixava eu comer tudo que eu quisesse, mas só depois do almoço”, ri.

Pula para 2018.

Ramon começou a se sentir fraco. Achou que algo estava errado.

“Tive com o Ramon um mês antes da gente descobrir que ele estava doente. Ele mencionou que estava fraco. Fomos numa quadrilha da escola da Júlia, saímos e ele já estava passando mal.”

Na semana seguinte, ele contou para Fernanda que estava com pedras nos rins e estava internado. Ali, descobriram que havia também uma alteração na contagem de seus leucócitos, células que compõem nosso sistema de defesa.

Quinze dias depois, o diagnóstico: leucemia. Nesse tipo de câncer, a produção desordenada aumenta o número de leucócitos no sangue.

“A primeira internação dele durou 30 dias. Eu fiquei com ele esses 30 dias, sem sair do hospital. Acompanhei ele por todo o período, e nesse período a gente se acertou, a gente curou as feridas, e a gente retomou o relacionamento”, conta Fernanda. “Nossa história é triste e bonita ao mesmo tempo. Dizem que Deus tem propósito para todo mundo. A gente se afastou, se acertou e retomou.”

“Ramon era forte, animado, uma pessoa que amava a vida em todos os sentidos”, diz. O período da quimioterapia foi duro, mas ele sempre dizia “estou firme, vamos, vamos vencer, passar por isso”, lembra ela. “Ele nunca se perguntou ‘por que comigo?'”

“Às vezes a gente levantava de manhã no hospital, e eu abria a janela para a gente ver o sol. Ele olhava para o céu e falava: ‘Que dia lindo. Estou doido para sair daqui ver esse céu maravilhoso, doido para ir para a praia’.”

Um ano e oito sessões de quimioterapia depois, ele foi para a casa. “A médica disse ‘ele tá ótimo, tá curado, a quimioterapia foi excelente e a medula está funcionando normal’. Ele ficou em casa, e nós retomamos a vida.”

Quatro meses depois, ele começou a passar mal de novo. A leucemia havia voltado. Foram mais quatro meses no hospital.

“Fizemos campanha para doação de medula, coleta com parentes mais próximos para ver quem era compatível”, conta Fernanda. A filha, Júlia, era 50% compatível, o que permitiria que uma técnica inovadora de transplante de medula fosse feita. “Estava tudo preparado, a autorização para ela doar, tudo. Estávamos só esperando a última quimioterapia, que ele precisava para receber a medula.”

Mas Ramon não resistiu. Em 21 de dezembro de 2019, faleceu.

A LISTA

Quando viu a lista que o pai tinha escrito, viu que eram anotações de todos os planos que tinham feito juntos no hospital, diz Júlia. “Ele ficava deitado e me contava tudo que queria fazer. Ele falava que depois a gente ia fazer isso, depois ia fazer aquilo…”

A maior parte dos itens da lista envolve a “Ju”. Agora, ela quer realizar todos os planos que eles tinham juntos, menos um, diz ela. Ela não quer trocar o sobrenome “Vale” para “Valle”, como é o sobrenome do resto dos membros da família – uma modificação que o avô fez na hora de registrar o filho e que, para Júlia, faz dos dois “únicos”. “Só eu e ele teremos o sobrenome assim, vai ser uma coisa só nossa.”

Em janeiro, Júlia foi à praia favorita do pai, que ele estava sonhando em ir quando estava internado Foto: Arquivo pessoal

Alguns dos outros planos já foram realizados: em janeiro, ela pediu que a mãe a levasse para Cabo Frio, no Rio, a praia favorita do pai, para onde ele estava louco para ir. Era o primeiro item da sua lista.

A tatuagem que eles tinham combinado de fazer juntos – uma reprodução de uma foto que Júlia tirou do batimento cardíaco do pai no monitor da UTI – ela já fez.

Ajudar as crianças do hospital foi algo que Júlia e Fernanda fizeram por ele antes mesmo de verem a lista.

Na reta final da internação de Ramon, fizeram uma campanha com amigos e familiares para doação de sangue (mais de 100 doadores doaram para ele) e arrecadar um valor para pagar um profissional para ajudá-lo em casa depois do transplante de medula.

O valor arrecadado, cerca de R$ 8 mil, foi dividido e doado em parte para um projeto chamado “Missão Sofia”, que produz perucas para crianças com câncer, e em parte para um conhecido, uma pessoa humilde da cidade da mãe de Ramon que estava com um linfoma, para ajudá-lo com sua alimentação. Esse conhecido, Helder, recuperou-se bem da doença.

A casa da mãe, que ele queria ajeitar, tem sido reformada pouco a pouco neste ano pela neta e pela nora.

O Troller, o jipe que ele tinha e que queria modificar, está com Júlia. O pai já tinha até comprado um volante vermelho, e ela quer completar todas as modificações que ele tinha em mente. Ela conta que ele lhe ensinou muito sobre carros, e que também já a havia ensinado a dirigir.

O botox que ele escreve que queria pagar para Fernanda era uma brincadeira entre os dois, explica ela.

“Ele brincava que com o tratamento teria uma renovação tão intensa que ficar jovem de novo. E eu, que ficava no hospital 24 horas, dizia que só estava envelhecendo, que tinha que colocar botox para alcançá-lo e ficarmos os dois brotinhos”, ri ela.

Júlia, por sua vez, sonha também em completar as viagens da lista. Quer ir para Nova York e ver a neve – algo que o pai sempre teve vontade de conhecer, mas nunca teve a oportunidade, explica ela. Também quer ir para Fátima, uma promessa do pai, que era devoto.

E em momentos importantes da vida, como casar ou ter filhos – se ela quiser -, Júlia diz que “com certeza” estará lembrando o seu pai.

“De uma certa forma, movimentou a gente para uma maior reflexão sobre o sentido da vida, e o que a gente faz no dia a dia. A vida reserva muitas surpresas e nem sempre são agradáveis. Por pouca coisa, a gente reclama e, diante da situação toda, ficou a lição. Mesmo com muita dor, vale a pena lutar pela vida e fazer a diferença para as pessoas”, diz Fernanda, que agradece quem ajudou ao longo do caminho.

Para Júlia, a lista é só mais uma lembrança do pai. “O tempo todo eu me lembro dele. Qualquer coisa que eu faço, eu me lembro dele”, diz. “Completá-la é mais uma maneira de tê-lo por perto.”

Época, com BBC

 

Opinião dos leitores

  1. A família deste sr. Ramon atentou para o fato de que ele pode ter sido vítima de doença relacionada ao trabalho?
    A matéria relata que ele trabalhou fazendo manutenção em Torres de rádio para telefonia e morreu de leucemia.
    Pesquisem em fontes confiáveis, sobre exposição a ondas eletromagnéticas e câncer.

  2. O único plano que vale a pena é o da vida eterna Isso aqui é só ilusão.
    Tanta discórdia e agressão pra nada…

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Polícia

PM diz que ataques em Natal são tentativa de intimidar ações contra o crime organizado

Foto: Magnus Nascimento

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) informou, em nota oficial, que os ataques registrados nesta quinta-feira (26), em Natal, são tentativas de intimidação por parte de grupos criminosos para forçar o recuo da corporação, que vem realizando ações contra o crime organizado no local.

Durante os ataques, um ônibus foi atacado após uma troca de tiros entre homens armados e policiais militares na Vila de Ponta Negra, no bairro de Ponta Negra, na zona Sul da capital potiguar. Segundo a PM, a ocorrência aconteceu quando os suspeitos atiraram contra policiais militares da Força Tática do 5º BPM.

A guarnição estava realizando a averiguação de denúncias anônimas relacionadas ao tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo em um edifício na região. Ao entrar no local, que possui acesso livre e se dirigiram ao último pavimento.

Em um dos apartamentos, que a porta estava entreaberta, foi possível visualizar um carregador de pistola em seu interior. Diante da situação de flagrante, a equipe entrou no imóvel, momento em que foi surpreendida por diversos disparos de arma de fogo, sendo necessário o revide à injusta agressão.

Após o confronto, o suspeito foi alvejado e socorrido ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Com ele, a Polícia realizou a apreensão de materiais como uma pistola, carregadores municiados, balança de precisão, dinheiro, drogas, sacos e um aparelho celular. O material foi encaminhado à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.

​”A produtividade operacional das unidades neste período demonstra o cerco fechado contra a criminalidade. A Polícia Militar reitera que o policiamento ostensivo nas comunidades permanece intensificado. Tentativas de intimidação por meio de danos ao patrimônio público e privado apenas reforçam a necessidade da continuidade das operações para garantir a segurança da sociedade norte-rio-grandense”, disse a PM em nota.

Tribuna do Norte

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Jornalismo

Potiguar apresenta temas de inovação em importante fórum chinês

Foto: Divulgação

O empresário potiguar Erich Rodrigues participou, nesta semana, de uma das mais relevantes agendas globais de inovação e tecnologia: o ZGC Forum 2026 (Zhongguancun Forum), realizado em Pequim, na China. O evento é um dos principais encontros internacionais voltados ao futuro da engenharia, da indústria e da transformação digital, reunindo governos, academia e lideranças empresariais de diversos países.

Organizado por instituições de destaque da China, entre elas o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Academia Chinesa de Engenharia, o fórum tem como tema central em 2026 a integração entre inovação tecnológica e desenvolvimento industrial, refletindo uma mudança estrutural na forma como novas tecnologias são concebidas, aplicadas e escaladas globalmente.

Durante o evento, foram apresentados estudos baseados na análise de 189 frentes globais de engenharia, com dados provenientes de mais de 2,1 milhões de artigos científicos e 530 mil famílias de patentes. O levantamento aponta quatro grandes tendências que devem moldar o futuro: a engenharia impulsionada por inteligência artificial, a inovação orientada à aplicação prática, a expansão das fronteiras tecnológicas e a transição verde e de baixo carbono.

Além da participação no fórum principal, Erich Rodrigues integrou uma agenda estratégica na Peking University, uma das mais prestigiadas instituições acadêmicas da Ásia. Ele foi um dos convidados do encontro – “Building the New Silk Road Together: China-Brazil Entrepreneurs Going Global”, realizado na National School of Development, reunindo uma delegação brasileira e empresários chineses em um ambiente voltado à cooperação internacional.

Durante o encontro, Erich apresentou perspectivas sobre inovação aplicada, conectando tendências globais às oportunidades de desenvolvimento no Brasil e contribuindo para o debate sobre internacionalização, inovação e aproximação entre China e Brasil.

Para Erich, a experiência reforça a importância de transformar conhecimento em ação prática:

“Estamos vivendo uma mudança estrutural na economia global, na qual inovação, tecnologia e aplicação prática estão completamente integradas. Mais do que acompanhar tendências, nosso foco é transformar aprendizado em ação, convertendo conhecimento global em soluções concretas que fortalecem nossas empresas e ampliam nossa capacidade de inovar no mercado brasileiro.”

A presença potiguar em um dos principais fóruns de inovação do mundo reforça o papel crescente de lideranças regionais no debate sobre tecnologia, desenvolvimento e inserção global do Brasil.

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Geral

Salário de R$ 46,3 mil é insuportável, diz presidente de sindicato de servidores

Foto: Marcos Oliveira

Para o presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Alison Souza, o teto constitucional do serviço público, hoje em R$ 46,3 mil, “não é suportável” pelas carreiras do serviço público, e algumas parcelas adicionais, como as funções comissionadas, deveriam estar fora do teto.

“Eu fui enfático na defesa de que não é mais suportável, pelas carreiras, a não recomposição inflacionária (reajuste) ao teto remuneratório”, disse Alison durante uma reunião online com servidores representados pelo Sindilegis nesta terça (24).

“A outra questão que a gente defendeu é que as funções de confiança sejam consideradas fora do teto, embora devam ser consideradas remuneratórias”, diz ele. A diferença é que verbas indenizatórias não pagam Imposto de Renda. Funções de confiança são um pagamento adicional que alguns servidores recebem para exercer funções de chefia ou de assessoramento.

À coluna Andreza Matais, Alison disse que levou essas propostas do Sindilegis ao grupo de trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) que tratou do teto constitucional e dos penduricalhos.

Nesta quarta (25), o STF fixou regras mais rígidas para os penduricalhos de magistrados e integrantes do Ministério Público. Agora, esses penduricalhos só poderão chegar, no máximo, a 35% do teto atual.

“Se o teto tivesse sido reajustado pela inflação, não reclamaríamos do teto. Não fomos nós que chegamos ao teto, foi o teto que chegou até nós”, disse ele à coluna.

“O que nós defendemos é que a política remuneratória do Estado brasileiro garanta a justa recomposição inflacionária, que é o que todo trabalhador defende; não é nada diferente do que todos os trabalhadores do país querem, inclusive para os que ganham o teto”, disse Alison.

À coluna, o presidente do Sindilegis disse que os salários no Poder Legislativo estão perdendo a atratividade.

Metrópoles

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Educação

Hackathon do Colégio Porto apresenta soluções sustentáveis para problemas da cidade do Natal

Foto: Divulgação

Numa manhã dedicada a desenvolver propostas e soluções para os problemas da comunidade, terminou nesta quinta-feira (26) mais uma edição do Hackathon do Colégio Porto, em Natal, reunindo estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio. A maratona de criatividade, inovação e pensamento crítico movimentou os estudantes, que buscaram desenvolver seus projetos com foco nos problemas da capital potiguar.

Durante três dias, os alunos foram desafiados a buscar soluções com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, priorizando áreas como educação de qualidade, trabalho decente e cidades sustentáveis. Ao final da programação, os projetos foram apresentados em formato de pitch para uma banca avaliadora.

Mais do que uma competição, o evento se consolidou como um espaço de formação prática e desenvolvimento de habilidades essenciais. “Muitas vezes, as pessoas associam o hackathon a uma maratona de programação, quando, na verdade, é uma maratona de desenvolvimento do pensamento crítico. Aqui, os estudantes pensam soluções viáveis para problemas reais, alinhadas aos objetivos de desenvolvimento”, destacou a professora Kennia Ísis, orientadora pedagógica do Porto.

*Soluções para problemas reais*

Mais do que atender uma agenda de compromissos sociais importantes, o Hackathon buscou apresentar potenciais soluções para as demandas da cidade. É o que explica a aluna Valentina Medeiros, do 6º ano. “A gente identificou que os alagamentos são um problema em Natal, então buscamos uma solução, que é o site EcoRota, que facilitasse a vida de quem precisa se locomover na cidade em situações como esta”, explicou ela.

A questão do lixo nas ruas foi outro problema identificado pelos estudantes. De acordo com Antônio Fernandes, também do 6º ano, o seu grupo também apresentou uma proposta de solução que usa tecnologia. “A ideia é que qualquer possa possa registrar um local com lixo e marcar no aplicativo, que notifica os governantes para que possam fazer a coleta”, disse.

Com o tema “DNA Porto: Saber, Gerar, Habitar”, o Hackathon 2026 contou com a parceria do Sebrae/RN e reforçou o compromisso da instituição com a formação de estudantes preparados para os desafios contemporâneos, conectando educação, inovação e impacto social.

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Geral

PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro lidera disputa de 2ºT contra Lula

Foto: Reprodução 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados em todos os cenários de primeiro turno da disputa presidencial, além de também registrarem empate técnico no segundo turno, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (27) pelo instituto Gerp.

No primeiro cenário, Lula soma 38% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Em seguida aparecem Ciro Gomes (7%), Ratinho Júnior (4%), Romeu Zema (3%), Ronaldo Caiado (3%), Renan Santos (1%) e Aldo Rebelo (0%). Nenhum deles soma 3%, e 6% não souberam ou não responderam.

Segundo turno
No segundo turno, o levantamento indica Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, e Lula com 45%. Outros 5% afirmaram que votariam em nenhum dos candidatos, e 3% não souberam ou não responderam.

Rejeição
No recorte de rejeição, o levantamento mostra que Lula lidera, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam no petista. Em seguida aparece Flávio Bolsonaro, com 45% de rejeição.

Entre os demais nomes testados, Zema registra 16%, empatado com Eduardo Leite (16%). Ratinho Júnior aparece com 15%, seguido por Ronaldo Caiado (13%) e Ciro Gomes (12%). Renan Santos e Aldo Rebelo têm 11% cada. Além disso, 1% dos entrevistados disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos, enquanto 1% afirmaram que não votariam em nenhum deles. Outros 2% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas. Os dados foram ponderados de acordo com sexo, faixa etária, renda do chefe do domicílio e regiões do país. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%. As entrevistas foram realizadas entre os dias 20 e 25 de março de 2026. Ela está registrada no TSE com o número BR-02846/2026

Jovem Pan News

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Geral

Bandigalado é atração neste sábado (28), no Festival Saint Patrcik’s Day, na Rampa

Foto: Divulgação

A Bandigalado Rock Natal será uma das atrações do Festival Saint Patrick’s Day, que vai acontecer neste sábado (28), na Rampa, a partir das 16 horas. O show da banda irá iniciar às 18 horas, com a banda Dionísia abrindo o palco às 16 horas e a banda MobyDick fechando o set às 20 horas. O último lote de ingressos (quase esgotados) ainda está disponível pelo App Outgo.

A Bandigalado é uma banda de rock natalense composta por sete integrantes: Alexandre Azevedo (vocal), Lucien Dantas (bateria), André Macedo (baixo), Cláudio Macedo (guitarra base), Silvério Neto (guitarra solo), Misael Queiroz (guitarra solo) e Pedro Ratts (teclado). A banda foi fundada em 2011 por Alexandre, Lucien, André e Cláudio, amigos de infância e fãs de rock, para se divertirem e confraternizarem com amigos e familiares próximos. Profissionais liberais e sem qualquer experiência com música, os fundadores tiveram que estudar e desenvolver suas habilidades em cada instrumento, para poder se apresentar entre amigos. Com o passar do tempo, a banda se desenvolveu e incorporou novos músicos. O quinto integrante a entrar foi Silvério, decisivo para a “profissionalização” da banda, elevando o nível e possibilitando tocar músicas mais elaboradas. Na sequência veio Misael, para abrilhantar o time e ampliar as possibilidades de repertório, especialmente em rock nacional. Por fim, Pedro assumiu os teclados, fechando a configuração ideal para a banda.

Hoje a Bandigalado se apresenta em diversos eventos privados e, mais recentemente, se apresentou no badalado Fest Bossa & Jazz, na famosa praia de Pipa, em agosto de 2025, o que rendeu à banda um novo convite para se apresentar na Paraíba, em novembro, no Fest Bossa & Jazz Bananeiras. O nome da banda vem do famoso termo “galado”, apelido jocoso com o qual os natalenses chamavam os militares americanos que aqui estiveram na época da Segunda Guerra, quando frequentavam as festas em seus trajes de gala e conquistavam os corações das moças natalenses. Bandigalado é rock, amizade e som de excelente qualidade. Contatos para shows com Alexandre Azevedo pelo (84) 99461-2027.

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Geral

VÍDEO: Lula diz que brasileiro gasta muito com cachorro, mas que a china não tem esse problema

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a gerar repercussão ao comentar os hábitos de consumo dos brasileiros, desta vez ao citar os gastos com animais de estimação. Durante evento em Goiás, o petista afirmou que esse tipo de despesa é mais comum no Brasil do que na China, arrancando risos da plateia.

Ao se dirigir ao executivo Zhu Huarong, Lula disse que os brasileiros têm forte apego a cães e vêm investindo cada vez mais em cuidados como veterinário, higiene e até tratamento dentário. Segundo ele, essa mudança de comportamento pesa no orçamento familiar e só é percebida no fim do mês.

O presidente também relembrou experiências pessoais, contando que sempre teve cachorro e chegou a cuidar de filhotes em casa, inclusive alimentando-os durante a madrugada. Em sua avaliação, o padrão mudou ao longo dos anos, com os pets passando a receber tratamento mais próximo ao de membros da família.

Em tom crítico, Lula afirmou que esse novo padrão de consumo representa uma espécie de “sequestro” do salário, ao incluir despesas frequentes com banho, alimentação específica e acompanhamento veterinário. A fala gerou reações, principalmente por tratar como supérfluo um gasto que muitos consideram essencial.

A comparação com a China também chamou atenção. Em algumas regiões do país asiático ainda há registros do consumo de carne de cachorro, prática que vem sendo cada vez mais questionada e combatida internamente. O episódio reacende o debate sobre custo de vida e prioridades no orçamento das famílias brasileiras.

Com informações de Pleno News

Opinião dos leitores

  1. O cachorro mais caro do Brasil é bancado pelo povo brasileiro, e é o presidente e a esbaJanja. Olhemos o cartão corporativo, até com gastos públicos com sigilo de 100 anos. Por que será ???

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Política

VÍDEO: Dino critica “inquéritos longos” em voto contra CPMI do INSS

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @diario360

O ministro Flávio Dino afirmou que investigações sem prazo definido podem se transformar em práticas típicas de regimes autoritários. A declaração foi dada durante julgamento no Supremo Tribunal Federal que decidiu contra a prorrogação da CPMI do INSS.

Ao justificar seu voto, Dino defendeu a necessidade de limites temporais nas investigações, alertando para o risco de “pescaria probatória” — quando apurações se tornam amplas e indefinidas, sem foco claro. Para o ministro, esse tipo de condução compromete garantias legais e pode abrir margem para excessos.

O posicionamento, no entanto, gerou forte repercussão nas redes sociais. Internautas passaram a comparar a fala com a duração do chamado inquérito das fake news, que tramita há anos no próprio STF, levantando questionamentos sobre possível disparidade de critérios.

A decisão da Corte, que barrou a continuidade da CPMI, seguiu o entendimento majoritário de que cabe ao Congresso deliberar sobre a prorrogação de comissões parlamentares. Nesse contexto, Dino reforçou que o Judiciário não deve ultrapassar os limites de sua atuação institucional.

Opinião dos leitores

  1. Façam o que digo mais não façam o que nós fazemos. Um congresso com gente da pior especie envolvidos em tudo que não presta, o resultado é esse que estamos vendo

  2. Nossa que palavras bonitas 👏👏👏👏.Esse cidadão não tá lembrando do inquérito infinito das FAKES NEWS não ?????
    Foi criada sem tempo para terminar.Supremo do meu nojo 🤮

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Política

Saiba como cada ministro votou para derrubar a prorrogação da CPI do INSS

Foto: Divulgação/STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu, por 8 votos a 2, derrubar a liminar do ministro André Mendonça que determinava a prorrogação da CPMI do INSS. A decisão representa uma derrota para o relator do caso e consolida o entendimento de que cabe ao Congresso decidir sobre a continuidade da comissão.

A maioria dos ministros considerou que a prerrogativa de analisar pedidos de prorrogação é exclusiva do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre. Nesse entendimento, não caberia ao STF interferir em decisões internas do Legislativo, especialmente no que diz respeito ao funcionamento e aos prazos das CPIs.

Votaram a favor da prorrogação André Mendonça e Luiz Fux. Mendonça argumentou que houve omissão da Mesa do Senado ao não analisar o pedido, destacando a gravidade das fraudes investigadas. Fux, por sua vez, defendeu que o direito da minoria parlamentar deve incluir também a possibilidade de estender o prazo das investigações.

Já a maioria divergente foi formada por Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin. Eles defenderam que a prorrogação não é um direito automático da minoria e que a intervenção judicial poderia ferir a separação entre os Poderes.

Durante os votos, alguns ministros também criticaram a condução da comissão. Gilmar Mendes classificou como “abominável” o vazamento de dados sigilosos, enquanto Alexandre de Moraes mencionou possível uso indevido de informações privadas. Ao final, prevaleceu o entendimento de que eventuais excessos devem ser tratados dentro do próprio Legislativo, sem interferência direta do Judiciário.

Com informações do Poder360

Opinião dos leitores

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Geral

VÍDEO: “Dois pesos e duas medidas”: Cientista Político critica STF por encerrar CPMI do INSS

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram @fernandoschuler1

O cientista político Fernando Schuler criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que, na prática, encerrou a CPMI do INSS. Em comentário publicado nas redes sociais, ele afirmou que o episódio reforça a percepção de um país com “dois pesos e duas medidas”, especialmente no tratamento de investigações parlamentares.

Na avaliação de Schuler, a decisão da Corte impede a continuidade de apurações sobre fraudes que, segundo ele, ainda não foram totalmente esclarecidas. O colunista também destacou que os custos dessas irregularidades acabaram sendo arcados pelos contribuintes, o que aumentaria a necessidade de aprofundamento das investigações.

Um dos principais pontos levantados é a interpretação sobre o direito da minoria no Congresso. Schuler argumenta que, tanto pela Constituição quanto pelo regimento interno do Senado, haveria previsão para prorrogação automática de CPIs mediante simples comunicação à Mesa, sem necessidade de autorização da maioria — o que, segundo ele, não teria sido respeitado.

O comentarista ainda comparou a decisão atual com o posicionamento do STF em 2022, quando a Corte determinou a instalação da CPI da Covid durante o governo Jair Bolsonaro. Para Schuler, há uma diferença de critérios que levanta questionamentos sobre a coerência institucional.

Por fim, ele classificou a decisão como política e alertou para os impactos desse tipo de entendimento no equilíbrio entre os poderes. Segundo o colunista, impedir a prorrogação de uma CPI enfraquece o papel fiscalizador do Legislativo e abre espaço para dúvidas sobre a imparcialidade das decisões em uma democracia.

Opinião dos leitores

  1. Foi muito bom André Mendonça ter enviado esse MS para o plenário, assim ficou muito claro a quem o STF está a serviço.
    VERGONHA TOTAL

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