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A ‘epidemia de abandono’ dos animais de estimação no Brasil causada pela crise do coronavírus: do corte de gastos ao medo da “transmissão”

Foto: ONG CÃO SEM FOME/ DIVULGAÇÃO

Se a pandemia de coronavírus mudou a paisagem urbana das grandes cidades, deixando ruas de todo o país vazias, por outro aumentou o número de animais domésticos abandonados.

Seja pela crise, pelo medo de que cães e gatos transmitam o coronavírus ou pela mudança de vida causada pela pandemia, mais donos de animais de estimação estão se desfazendo dos seus outrora melhores amigos.

O cenário é confirmado por organizações não-governamentais, pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária e até mesmo pela SaferNet Brasil, organização que monitora conteúdos que violam direitos na internet.

Diretor da ONG Cão Sem Dono, Vicente Define Neto relata à BBC News Brasil que desde o agravamento da pandemia no Brasil tem recebido cerca de 200 e-mails por dia. Em geral, de gente interessada em encontrar novos donos para seus pets. Segundo ele, é um aumento de 40% da procura anterior ao período.

“É um número absurdo”, comenta. “E como as ONGs estão todas lotadas, certamente são animais que acabarão sendo abandonados posteriormente.”

De acordo com ele, os motivos relatados por quem o procura são, quase sempre, relacionados ao novo coronavírus — ou a crise decorrente da pandemia. “Entre os fatores, estão a perda de emprego e gente que está indo morar de favor com algum parente e não tem como levar o animal.”

Fundadora da ONG Cão Sem Fome, Glaucia Lombardi diz à reportagem que tem deparado com cinco vezes mais casos de abandonos de cães do que o normal.

“Estamos vivendo uma situação extremamente complicada, complexa e que não tem prazo para se normalizar”, ressalta. Em alguns casos, é a devolução de um animal adotado anteriormente. E até mesmo cachorros de raça definida, que raramente apareciam nos abrigos, estão sendo deixados para trás por seus donos.

“O abandono de cães sempre foi o maior dos problemas que enfrentamos”, afirma ela. “Temos de conviver com o desafio de animais largados em praças, estradadas ou desovados nas portas de ONGs ou protetores.”

Cortes de gastos

Para Lombardi, o cenário parecia bom no começo da pandemia, quando as pessoas até procuraram adotar mais, “pensando em ter uma companhia” no período de isolamento.

“Então, vieram as péssimas notícias”, avalia. “Houve a trágica mentira disseminada de que os cães transmitiam a covid-19. Depois, os problemas econômicos e, da mesma forma como foram cortados gastos extras em todas as famílias, muitas também optaram por não ter mais seus animais de estimação.”

Há ainda o caso de animais de estimação cujos donos entraram na extensa lista de vítimas da covid-19. “Meu pai morreu e a gente não quer o cachorro…”, exemplifica ela. “Esse motivo foi o que mais cresceu em tempos de pandemia. Com o número de mortos aumentando, o número de animais de companhia que foram descartados pelos familiares dessas pessoas disparou.”

Procurado pela BBC News Brasil, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) afirma que “avalia de forma preocupante a situação do abandono de animais de estimação nesta fase de pandemia”.

A reportagem procurou a Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ) de São Paulo, órgão da Secretaria Municipal de Saúde, para confirmar a tendência.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a instituição informou que só recolhe animais abandonados em vias públicas quando estes representam risco para a saúde pública — e indicou que o trabalho é, na maior parte das vezes, realizado por ONGs.

“São considerados riscos para saúde pública: a suspeita de portar ou transmitir zoonoses de relevância, como a raiva ou esporotricose; animais agressivos com histórico de atacar ou morder pessoas; animais que tenham invadido instituições públicas, desde que se enquadrem nos riscos citados; animais em sofrimento nas vias públicas quando necessária a realização de indução de morte sem dor (eutanásia)”, esclarece a divisão, em nota.

Considerando essas atuações específicas da DVZ, o número de cães recolhidos de março a julho deste ano é inferior ao mesmo período do ano passado — 145 versus 216. Mas os dados deste mês podem indicar uma tendência de alta. Em julho de 2019 foram retirados pelo órgão 33 cachorros das ruas de São Paulo. Neste mês de julho, até o dia 27, o número já era de 57.

Maus tratos

Dados obtidos com exclusividade junto à organização SaferNet Brasil também indicam um aumento de conteúdos na internet demonstrando ou incitando maus tratos a animais durante o período da pandemia.

Entre 15 de março de 30 de junho deste ano foram registradas pela entidade 482% mais denúncias sobre o tema em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com relatos dos ativistas, o estresse causado pela situação atual de isolamento social, confinamento e toda a negatividade resultante da pandemia pode encontrar no animal um bode expiatório.

Orientações

“O abandono acarreta em prejuízos para a saúde pública, já que pode ocorrer um aumento nos casos de zoonoses, como a raiva, a leishmaniose, esporotricose, verminoses, entre outras”, ressalta a médica veterinária Kellen Oliveira, presidente da Comissão Nacional de Bem Estar Animal do CFMV e professora da Universidade Federal de Goiás.

“Ainda pode aumentar a população de rua, já que muitos não são castrados e se reproduzem livremente. Além, é claro, de acidentes automobilísticos, brigas entre os animais e mordidas em humanos.”

Oliveira afirma que o conselho tem acompanhado junto a ONGs, centros de controles de zoonoses e bombeiros a situação atual no Brasil. “Eles têm relatado o aumento no número de chamadas para resgates de animais doentes, fêmeas gestantes ou recém-paridas, ou mesmo animais atropelados”, diz.

A veterinária lembra que, de acordo com os estudos científicos atuais, não há evidências de que um animal de estimação transmita a nova doença para um humano.

“Até o momento, não há dados científicos de que animais de estimação, como cães e gatos, transmitam a covid-19. Os relatos existentes de animais que contraíram a doença ocorreram, em sua maioria, por transmissão de um humano doente para o animal”, ressalta a veterinária.

Há recomendações para famílias que têm animais de estimação sobre como agir em caso de alguém com sintomas ou diagnóstico positivo para o coronavírus. “Afastar-se do animal, evitar tocar, beijar, espirrar tossir próxima ao animal, até a resolução do problema”, enumera Oliveira.

Já no caso de quem está convencido que se desfazer do bicho é a melhor solução, os ativistas acreditam que há pouco o que fazer. “Sobre abandono ou devolução de um animal adotado não há muito o que orientar”, admite Lombardi.

“Quando a pessoa chega para a ONG ela já está convicta da decisão. Nunca tivemos um caso de conseguir reverter o processo. A pessoa se coloca no papel de vítima, tentando nos convencer que sua razão é justa e ainda achando que está fazendo um favor em nos trazer o cão em vez de abandoná-lo em qualquer estrada.”

Ela ressalta que “abandono de animais é crime, previsto por lei”. “Mas apesar disso o que mais sofremos é ameaças e sabemos que se não for acolhido por nós, será descartado para morrer em qualquer lugar, colocado no lixo ainda vivo, jogado no rio ou amarrado no meio do mato para morrer de fome e sede, só para citar algumas situações corriqueiras com as quais nos deparamos”, relata.

Abrigos

A situação de ONGs e abrigos para animais sofre os efeitos econômicos da pandemia. Com cerca de 600 animais, a União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), em São Paulo, mantém-se basicamente graças a uma clínica veterinária.

“O movimento despencou [após o início da pandemia] e ficamos assustados”, conta à reportagem Vanice Teixeira Orlandi, presidente da instituição. “Então experimentamos muita solidariedade das pessoas, recebemos bastante doação de ração e fizemos uma vaquinha, conseguindo arrecadar 25 mil reais.”

Ativistas e especialistas lembram, contudo, que conseguir descartar um animal em um abrigo não é menos grave do que abandoná-lo. “Eles são seres sencientes, ou seja, têm capacidade de sentir e, com isso, o abandono ou troca de família pode gerar traumas e, consequentemente, o desenvolvimento de determinadas compulsões como ansiedade e agressividade”, explica a veterinária Oliveira.

“Pedimos sempre para que as pessoas tenham um pouco de paciência com seus animais. Em abrigo ele não vai ter uma vida boa, vai ter uma vida difícil. Quando ele entra em um abrigo, vai ter de disputar espaço com outros cães, e com a lotação máxima de tanto abandono recente, isso vai ser ainda pior”, afirma Define Neto.

Lombardi lembra que há uma “certa cultura” de que “abandonar em um abrigo não é abandono”.

“Se isso alivia erroneamente a crise de consciência da pessoa, eticamente não há nenhuma diferença. Continua sendo abandono e dos mais cruéis. Imagina um animal que conheceu minimamente o que é ter uma casa, se ver jogado em uma baia de abrigo, tendo que disputar espaço, comida, muitas vezes escassa, e atenção com dezenas de outros cães. Muitos morrem de depressão, ou de doenças causadas pelo convívio coletivo, que o cão não tem imunidade”, argumenta.

“Outros morrem porque não conseguem se adaptar à nova vida, não conseguem se alimentar, ou acabam se envolvendo em brigas, muitas vezes fatais.”

A Cão Sem Fome também relata problemas com as contas durante esse período. “Houve um aumento significativo de gastos com os animais, tanto os que já tínhamos — cerca de 500 — como os que entraram. E, ao mesmo tempo, uma extrema redução nas doações e em qualquer ajuda que poderíamos ter”, conta Lombardi, relatando que o trabalho triplicou “e está incrivelmente complicado”.

“As doações sofreram uma queda imensa, tanto em dinheiro como em produtos — ração, vacinas, castração, material de higiene, cobertores, jornais”, diz ela. “Temos notícias de protetores que estão dando um dia de ração e um, ou até dois, de pão para os animais. Ninguém dá conta de tanto abandono.”

Define Neto conta que a Cão Sem Dono também está sofrendo financeiramente. Cerca de 30% dos doadores fixos mensais decidiu suspender os pagamentos por conta da crise do coronavírus. “Estamos nos virando do jeito que dá”, diz.

Adoções

Para piorar o cenário, as tradicionais feiras de adoção não estão ocorrendo de forma presencial por conta da pandemia. A solução tem sido recorrer à internet. A Cão Sem Dono montou um sistema batizado por eles de delivery.

“A pessoa escolhe o animal em nosso site, fazemos a entrevista por WhatsApp, verificamos as informações com o Google… Dando certo, levamos o animal até a casa da pessoa”, resume Define Neto.

Quando tem sido procurado por aqueles que querem se desfazer dos seus bichos de estimação, esta é a orientação que ele procura dar: tire uma foto bonita e publique nas redes sociais.

“Infelizmente, a maior parte não faz isso. A gente até oferece a ajudar a divulgar, mas não adiante: a maioria não faz por vergonha dos amigos e parentes”, comenta ele.

A UIPA afirma que a pandemia tem feito aumentar a procura por adoções. Segundo Orlandi, houve um aumento de interesse em 400% — resultando em duas vezes mais adoções realmente efetivadas.

“Momentos de crise fazem com que as pessoas adquiram novos hábitos. E a ideia de um animal de estimação, para muitos, está relacionada a uma companhia, a uma casa mais alegre. Isso favorece”, acredita Orlandi.

Órgão da prefeitura de São Paulo que promove a adoção de animais abandonados, a Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap) relata que neste ano conseguiu viabilizar a adoção de 71 cachorros e 118 gatos, dados até o mês de junho. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o número é inferior ao mesmo período de 2019.

“No início da pandemia, a coordenadoria percebeu um aumento expressivo no número de visitas de famílias a sede, porém, infelizmente, foi notado que a intenção das visitas era somente de passeio, e não de adotar um animal”, informa, em nota enviada à BBC News Brasil, a instituição.

“Visando à proteção de todos, a Cosap fechou a sede para visitas, evitando aglomerações e pensando em novas maneiras dos interessados conhecerem os animais que aguardavam adoções. Assim, foi implantado o sistema que permite ao munícipe ver fotos, conhecer um pouco melhor a personalidade de cada animal, preencher um formulário com as suas características do adotante e, após essa triagem, agendar uma visita pessoal. Atualmente, cerca de 90% das pessoas que agendam visitas no centro, adotam um animal.”

Atualmente, a Cosap tem 236 animais disponíveis para adoção — 160 cães, 69 gatos, cinco cavalos e dois porcos.

G1, via BBC

Opinião dos leitores

  1. TENHO TRÊS E ESTOU ALIMENTADO E CUIDANDO DE OUTRO AQUI NA MINHA RUA SE FOR PRA SAJETA EU MORRO DE FOME COM ELES ISSO TUDO É DESCULPA DE GENTE MAL, SEBOSA ESPÍRITO DE PORCO TOMARA Q A COVID LEVE MUITOS DESSES LIXO HUMANO

  2. Tenho cinco animais! Nunca abandonaria nenhum deles. Isso é de uma maldade sem tamanho. A pessoa que abandona ou maltrata um animal, não vale absolutamente NADA!

    1. Concordo em gênero, número e grau. Quando minha esposa estava grávida de meu primeiro filho tinha 7 gato. O terrorismo para me desfazer dele por causa de doenças e outras coisas foi tão grande que virei é disse: " você abandonaria um filho e me diga quál o animal que mais propaga doença no mundo ". Minha teoria se comprovou agora . Segundo a história Leonardo Da Vinci disse " o homem só vai evoluir quando um crime cometido a uma animal será um crime cometido contra a humanidade ". Triste humanóide que só retroage.

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Política

Governo Lula se aproxima de R$ 1 bilhão em gastos com viagens em 2026; média é de R$ 5 milhões por dia

Foto: Reprodução

O governo Lula (PT) já gastou quase R$ 1 bilhão em viagens oficiais em 2026, segundo levantamento divulgado com base nos dados de despesas públicas.

Somente nas duas primeiras semanas de julho, os gastos aumentaram em R$ 154,6 milhões. No acumulado do ano, a conta chegou a R$ 998,6 milhões, conforme informações do Diário do Poder.

A maior parte da despesa está nas diárias pagas a servidores, que somam R$ 558,3 milhões. As passagens aéreas representam outros R$ 437,6 milhões pagos pelos cofres públicos.

As viagens internacionais já consumiram R$ 126,8 milhões, o equivalente a cerca de 13% de todo o gasto com deslocamentos.

Em média, o governo federal gastou cerca de R$ 5 milhões por dia com viagens ao longo deste ano.

Só nas últimas duas semanas, as diárias pagas aos funcionários públicos representaram quase R$ 90 milhões em despesas.

Além das passagens e diárias, outros custos relacionados às viagens, como taxas e seguros, já ultrapassam R$ 6 milhões em 2026.

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Economia

“Ajuda” do Governo Lula contra tarifaço pode virar mais dívida para empresas, aponta colunista

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O pacote do governo Lula para reduzir os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode ficar restrito a linhas de financiamento e acabar elevando o endividamento de empresas afetadas, segundo análise do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Batizado de Brasil Soberano, o plano ainda está em elaboração pelo Ministério da Fazenda e deve ser apresentado como resposta aos efeitos das tarifas sobre as exportações brasileiras.

Segundo o colunista, a expectativa do setor produtivo era por medidas mais amplas, como desonerações e mecanismos capazes de reduzir a pressão financeira sobre as empresas.

A análise também cita a atuação da ApexBrasil na busca por novos mercados. Segundo Cláudio Humberto, o órgão teria reservado R$ 130 milhões para ações de diversificação das exportações.

Na avaliação do colunista, o valor seria insuficiente diante do impacto estimado das tarifas, que poderiam atingir cerca de US$ 7,2 bilhões em produtos exportados. Os detalhes do pacote e das medidas envolvendo a ApexBrasil e o BNDES devem ser divulgados em agosto.

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Judiciário

Gonet mira senador que pediu indiciamento de Gilmar Mendes e envia caso à Justiça Eleitoral

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A PGR concluiu que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ultrapassou as atribuições da CPI do Crime Organizado ao propor o indiciamento do ministro do STF, Gilmar Mendes, por crime de responsabilidade. A decisão é assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo a PGR, a atuação do senador pode caracterizar desvio de finalidade, abuso de poder político e eventual infração eleitoral. Por isso, Gonet determinou o envio do caso à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe, que avaliará as medidas cabíveis.

Entre estas, está uma eventual ação eleitoral, que poderá resultar em inelegibilidade caso a Justiça Eleitoral reconheça a existência de irregularidades.

O procedimento teve início após uma representação apresentada por Gilmar Mendes. O ministro alegou que Vieira usou a CPI para apresentar um pedido de indiciamento que, segundo ele, não teria respaldo jurídico e estaria fora do objeto da comissão, criada para investigar organizações criminosas, facções e milícias.

Na decisão, Gonet afirma que o relatório do senador “destoou sobremaneira do escopo investigativo” da CPI. O procurador destaca que a proposta de indiciamento de Mendes não foi aprovada pelos integrantes da comissão e afirma que o parlamentar direcionou parte dos trabalhos para discutir um suposto crime de responsabilidade atribuído a um ministro do STF.

Para a PGR, Alessandro Vieira utilizou a estrutura da CPI para questionar decisões judiciais de Gilmar Mendes, o que, segundo o órgão, representaria interferência em atribuições do Judiciário e violação ao princípio da separação dos Poderes.

Gonet sustenta ainda que CPIs não podem revisar atos jurisdicionais nem transformar decisões judiciais em instrumento de responsabilização política.

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Política

No Dia do Amigo, Jaime Calado reúne multidão em São Gonçalo e demonstra força política para 2026

Foto: Divulgação

Em uma demonstração de prestígio político e capacidade de mobilização, o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, reuniu uma multidão nesta segunda-feira (20), no Dia do Amigo, em um evento que marcou a apresentação do grupo político que deverá caminhar unido nas eleições de 2026.

Realizado no ServClub, o encontro contou com a presença da senadora e primeira-dama de São Gonçalo, Zenaide Maia, pré-candidata à reeleição ao Senado; do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, oficializado como candidato ao Governo do Estado; o deputado estadual Hermano Morais, pré-candidato a vice-governador; do vereador natalense Tércio Tinoco, candidato ao Senado; dos deputados federais João Maia e Benes Leocádio; além dos pré-candidatos a deputado estadual Robson Carvalho, Cinthia Pinheiro e Júlio César.

Durante o evento, Tércio Tinoco destacou o sentimento de unidade e a força do grupo político. “Não tenho dúvidas de que esse time será vitorioso em São Gonçalo, em Natal e em todas as regiões do RN. Agora é o momento de cada um multiplicar essa mensagem, dialogar com amigos e familiares e mostrar que este grupo tem trabalho e serviços prestados ao povo potiguar”, afirmou.

Em seu discurso, o candidato Allyson Bezerra ressaltou o caráter coletivo do projeto político e a importância da participação das lideranças presentes. “Vamos trabalhar juntos pelo RN. Tenho a convicção de que esse grupo estará unido para construir um estado mais forte, com a participação de todos que estão aqui, contribuindo com experiência, diálogo e compromisso com a população”, declarou.

A senadora Zenaide Maia também enfatizou o espírito de união que marca a aliança política. “Essa construção nasce porque todos aqui compartilham do mesmo pensamento; estar ao lado do povo e trabalhar pelo povo. Ninguém busca um mandato por vaidade ou para brilhar sozinho. Cada liderança tem sua importância e seu espaço. Não existe estrela solitária. O que existe é uma união de pessoas, partidos e ideias diferentes, que se dão as mãos em torno de um projeto maior, voltado para o bem comum e para melhorar a vida dos norte-rio-grandenses”, destacou.

Ao escolher o Dia do Amigo para promover o encontro, Jaime Calado transformou a data em um símbolo de união política e fortalecimento de alianças.

O evento evidenciou o protagonismo de São Gonçalo do Amarante no cenário estadual e consolidou o município como um dos principais polos de articulação política do RN para o pleito de 2026, reunindo lideranças de diferentes regiões em torno de um projeto comum.

Em tom emocionado, o prefeito Jaime agradeceu a lealdade dos aliados e apoiadores presentes. “Vocês nunca soltaram a minha mão. Vocês são a coisa mais importante deste município. Tudo o que construímos em São Gonçalo foi junto com vocês, por vocês e para vocês. Há pessoas que representam apenas a si mesmas, mas há outras que representam uma multidão. E é isso que vejo em cada um que está aqui hoje”, afirmou, reforçando a mensagem de união e pertencimento do grupo político.

Também participaram do evento o vice-prefeito Flávio Henrique e a ampla maioria dos vereadores de São Gonçalo do Amarante; Anderson Morcego, Léo Medeiros, Aninha Siqueira, Rayure Protásio, Kallynne Mota, Sgt. Jerson, Raimundo Mendes, Márcia Soares, Ulisses Costa, Nonato Queiroz (presidente da Câmara Municipal), Nazareno Tavares, Nino Arcanjo e Thiago Soares, além de diversas lideranças políticas e comunitárias de São Gonçalo e de outras cidades do RN.

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Geral

RECORDE: Natal supera toda a média de chuva de julho antes mesmo do fim do mês

Foto: Reprodução

Natal já recebeu mais chuva do que o previsto para todo o mês de julho, mesmo faltando dias para o fim do mês.

Dados da estação A304 do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que, até o dia 20, a capital acumulou 272,8 milímetros de chuva.

O volume já supera a média histórica de julho, de 234,7 milímetros, calculada com base nos registros entre 2003 e 2025.

O maior acumulado ocorreu entre os dias 17 e 18 de julho. Nesse intervalo, algumas regiões da capital registraram cerca de 180 milímetros de chuva em menos de 24 horas, segundo o Inmet.

Prefeitura monitora impactos

Diante da situação, o prefeito Paulinho Freire afirmou que o volume de chuva decorre de uma condição climática que foge ao controle da administração municipal.

Segundo ele, todas as equipes da Prefeitura seguem mobilizadas para minimizar os impactos e atender a população.

Segundo a Prefeitura, a Seinfra monitora as lagoas de captação, realiza serviços de manutenção e acompanha os locais onde houve extravasamento.

Secretarias em prontidão

A Defesa Civil permanece de prontidão, realizando vistorias e monitorando as áreas consideradas mais vulneráveis.

A STTU mantém agentes nas ruas para orientar motoristas e acompanhar as interdições temporárias.

A Semsur trabalha na retirada de árvores caídas e na liberação das vias.

Já a Urbana reforçou a limpeza das lagoas de captação e a desobstrução de bocas de lobo para facilitar o escoamento da água.

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Economia

Mesmo após faturar R$ 455 milhões a mais com alta do ICMS, governo do RN segue bloqueando gastos

Foto: Reprodução

O aumento da alíquota do ICMS elevou em R$ 455,3 milhões a arrecadação do imposto no RN no primeiro semestre de 2026. Mas, ainda assim, o Governo do Estado fez novos contingenciamentos no orçamento alegando frustração na arrecadação prevista, conforme informações da Tribuna do Norte.

Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) mostram que a arrecadação bruta do ICMS passou de R$ 4,41 bilhões entre janeiro e junho de 2025 para R$ 4,87 bilhões no mesmo período deste ano, um crescimento de 10,3%.

A própria Sefaz atribui parte desse aumento ao retorno da alíquota modal do ICMS para 20%, em vigor desde março de 2025. Antes, a alíquota era de 18%.

Apesar do aumento na arrecadação do imposto, o governo anunciou dois contingenciamentos neste ano: um de R$ 306 milhões, em abril, e outro de R$ 439,9 milhões, em maio.

Segundo o Executivo, os bloqueios foram motivados pela frustração das receitas previstas no orçamento, estimada em mais de R$ 745 milhões quando consideradas todas as fontes de arrecadação própria.

Entre os segmentos que mais contribuíram para o crescimento da arrecadação do ICMS estão o comércio atacadista e o varejista.

Já o Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (Sindifern) avalia que a recomposição da alíquota ajudou a recuperar parte das perdas provocadas pelas mudanças na legislação federal que reduziram a tributação sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e outros itens considerados essenciais.

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Política

Presidente da Câmara Municipal assume Prefeitura de São Miguel do Gostoso até nova eleição

Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de São Miguel do Gostoso, Jean Ribeiro da Silva, conhecido como Jean dos Morros, toma posse nesta terça-feira (21) como prefeito interino do município, no litoral Norte potiguar.

Ele permanecerá no cargo até que a Justiça Eleitoral defina a data da eleição suplementar que escolherá o novo prefeito da cidade. A posse ocorreu após a vacância do cargo no Executivo municipal.

Ao assumir a Prefeitura, Jean afirmou que a prioridade será garantir a continuidade dos serviços públicos e manter o funcionamento da administração durante o período de transição.

Segundo ele, a gestão será pautada pela transparência, pelo diálogo e pela responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.

Perfil

Jean dos Morros foi eleito vereador em 2020 e reeleito em 2024 como o mais votado do município.

Em seguida, foi escolhido por unanimidade para presidir a Câmara Municipal no biênio 2025-2026.

Até a realização da eleição suplementar, o prefeito interino ficará responsável pela gestão do município e pela manutenção dos serviços essenciais.

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Geral

Missa de 7º Dia de Zilson Freire, pai do prefeito Paulinho Freire, será celebrada nesta terça (21) em Natal

Foto: Divulgação

A família de Zilson Eduardo Freire, pai do prefeito de Natal, Paulinho Freire, realiza nesta terça-feira (21) a missa de sétimo dia em sua homenagem.

A celebração será às 19h30, na Igreja de São José de Anchieta, localizada na Rua São José do Mipibu, nº 1.515, no bairro Lagoa Nova, em Natal.

Familiares, amigos e pessoas próximas devem participar da celebração, dedicada à memória de Zilson Eduardo Freire.

Zilson Freire morreu na última quarta-feira (15), aos 91 anos de idade.. A missa de sétimo dia integra as homenagens religiosas prestadas pela família.

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Geral

ELEIÇÕES 2026: RN ganha 105 mil eleitores em quatro anos e chega a 2,6 milhões aptos a votar

Foto: Vinicíus Marinho/Inter TV Cabugi

O Rio Grande do Norte terá 2.660.565 eleitores aptos a votar nas eleições de 4 de outubro de 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em relação às eleições de 2022, o estado ganhou 105.838 novos eleitores, crescimento de 4,1%, acima da média nacional de 1,46%. Os potiguares escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais.

O eleitorado potiguar cresce pelo quarto pleito consecutivo. Desde 2010, o estado incorporou mais de 413 mil eleitores ao cadastro da Justiça Eleitoral.

Maiores colégios eleitorais do RN

Natal segue como o maior colégio eleitoral do estado, com 570.517 eleitores, seguida por Mossoró (187.519), Parnamirim (147.101), São Gonçalo do Amarante (77.691), Ceará-Mirim (60.335), Macaíba (54.368), Assú (45.697), Caicó (45.294), Extremoz (39.555) e São José de Mipibu (35.838).

Mulheres são maioria

As mulheres representam 53% do eleitorado e os homens, 47%. O estado também registra 743 eleitores cadastrados com nome social. Quanto ao estado civil, 64% dos eleitores são solteiros, 30% casados, 3% divorciados, 2% viúvos e 1% separados judicialmente.

Escolaridade dos eleitores

O ensino médio completo é o grau de escolaridade mais comum, com 655.556 eleitores (24,64%), seguido pelo ensino fundamental incompleto, com 644.214 (24,21%), e pelo ensino médio incompleto (18,52%). O estado possui ainda 236.577 eleitores com ensino superior completo e 151.689 analfabetos, o equivalente a 5,7% do eleitorado.

Eleitores por faixa etária

A faixa etária de 40 a 44 anos concentra o maior número de eleitores, com 272.476 pessoas (10,24%). Em seguida aparecem os grupos de 35 a 39 anos (266.182), 30 a 34 anos (262.812), 25 a 29 anos (252.782) e 45 a 49 anos (248.795).

Entre os jovens, 37.243 eleitores têm 16 e 17 anos — 14.621 com 16 anos e 22.622 com 17 anos —, representando cerca de 1,4% do eleitorado. Já 1.484 eleitores têm 100 anos ou mais.

Eleitores por raça

Entre os que declararam raça ou cor ao TSE, 58,2% se identificam como pardos, 32,53% como brancos, 8,43% como pretos, 0,56% como amarelos e 0,29% como indígenas. O estado também possui 3.601 eleitores quilombolas, equivalentes a 0,69% dos cadastrados que informaram essa condição.

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Copa do Mundo

Fifa abre investigação contra a Argentina após confusão na final da Copa do Mundo

Foto: Al Bello/AFP

A Fifa abriu uma investigação disciplinar para apurar incidentes envolvendo integrantes da seleção argentina após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo, disputada no último domingo (19).

Entre os casos analisados estão a expulsão de Leandro Paredes por conduta violenta após o apito final, a acusação de que Nahuel Molina agrediu Rodri durante a confusão e o suposto empurrão do auxiliar Roberto Ayala em Dani Olmo.

A entidade também investiga a atitude de parte da delegação argentina, que permaneceu de costas durante a cerimônia de entrega da taça à Espanha.

A Fifa analisará os relatórios da arbitragem e as imagens da partida antes de decidir se aplicará punições. Ainda não há prazo para a conclusão do processo.

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