Comportamento

A geração de mulheres que põe o orgasmo em primeiro lugar

(Elisa Riemer/CLAUDIA)

Em 1949, a filósofa Simone de Beauvoir escreveu em Segundo Sexo, obra que se tornaria referência para os movimentos feministas: “Na cama, a mulher aguarda o desejo do homem, espera, por vezes ansiosamente, seu próprio prazer”. Naquele momento, as mulheres lutavam pelo direito de trabalhar e, nas décadas seguintes, com a pílula anticoncepcional, ganharam mais autonomia para planejar a gravidez.

Hoje, não esperam mais pelo próprio prazer e guiam, elas mesmas, essa busca. Com a reinvenção do feminismo, na última década, estimulado pela discussão de ideias nas mídias sociais, uma nova geração de mulheres adentra a vida adulta com outras perspectivas sobre a sexualidade – mais centradas nelas e menos preocupadas em atender a convenções ultrapassadas.

Concentradas na faixa dos 20 aos 40 anos, se insurgem contra a violência nas relações, o descaso e a ignorância sobre o que lhes dá prazer. Além de poder decidir, elas querem gozar. Há um deslocamento sobre a percepção da sexualidade, que passa a incluir as mulheres no papel de protagonistas e tem o consenso como base na hora do sexo. Assim, não seria exagero afirmar que elas abrem frente para uma nova revolução sexual.

“Ainda que nas décadas passadas tenha se iniciado uma revisão comportamental, a grande mudança aconteceu nos últimos anos. A mulher não se expressava. Agora se permite fazer escolhas sem tanta culpa nem estereótipos”, afirma Heloísa Buarque de Hollanda, professora aposentada de sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autora do livro Explosão Feminista: Arte, Cultura, Política e Universidade (Companhia das Letras).

Se antes as conversas sobre sexualidade feminina ficavam confinadas a grupos de amigas, com o que a socióloga chama de a “explosão” elas passaram a compartilhar experiências via redes sociais. Essa ampliação permite que o debate vá, pouco a pouco, atingindo diferentes perfis e gerações de mulheres.

“Hoje, até a mãe de família mais recatada tem acesso à internet, e sua cabeça já começa a mudar ao ter contato com as filhas, que vivem este momento”, explica Heloísa. Nesse espaço recente, por vezes, elas percebem que não são as únicas a enfrentar certas situações e a estar insatisfeitas com suas experiências sexuais. Ao mesmo tempo, trocam vivências positivas.

Após um relacionamento que não lhe trazia nenhum prazer e a deixava insegura para explorar o próprio corpo, a carioca Roberta publicou um pedido de ajuda em um grupo de Facebook que reúne mulheres de todo o Brasil. Conforme descrevia no post de 2016, Roberta não conseguia ter orgasmos e cada relação sexual era um fiasco.

“Na época, eu tinha um namorado que rechaçava masturbação feminina, sentia nojo de sexo oral feminino e não se importava com meu prazer”, conta a jovem de 24 anos, estudante de pedagogia.

No entanto, suas questões eram ainda mais complicadas, remontando à infância – aos 8 anos, havia sido estuprada por um primo; aos 14, a relação que entendia como a do fim de sua virgindade também acontecera à força. Dali em diante, todas as suas experiências sexuais a lembravam das violências.

O contato com outras mulheres, ao vivo e virtualmente, fez com que despertasse para o impacto dessas vivências em sua sexualidade e a repensar a forma como a conduzia. “Passei a me masturbar, encontrei prazer no sexo ao me relacionar com homens com pensamentos mais abertos e me assumi bissexual. Agora, sou muito mais plena”, afirma. O nome dela e o de outras mulheres que compartilharam suas experiências com a reportagem foram trocados para preservar a privacidade delas.

A geração de Roberta admite a possibilidade de experimentar diferentes práticas sexuais e de não se limitar a identidades de gênero e orientação sexual predefinidas. “Surge a noção de sexualidade fluida, mais aberta à diversidade e mais livre de tantos estereótipos sobre o que é sexo”, aponta Carolina Ambrogini, coordenadora do Projeto Afrodite, que orienta mulheres sobre sexualidade e está instalado no Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Romper com os estereótipos implica novas formatações para relações sexuais – isto é, foge ao protocolo que entende sexo apenas sob o ponto de vista das relações heterossexuais e da penetração – e para os papéis de gênero desempenhados. Em busca de parceiros que façam sentido, os nativos digitais usam ainda a tecnologia, o que inclui tanto os aplicativos de relacionamento quanto o envio e recebimento de sexts (termo em inglês para as mensagens e fotos de cunho sexual, mais populares entre os jovens).

E, embora a qualidade das parcerias seja preponderante para definir quando e se terão satisfação, o prazer passa a ser entendido como algo a ser conquistado também por si mesmos. “Antes, eu acreditava que os outros me fariam ter experiências e que, se conseguisse namorados legais, isso se resolveria por si só”, conta Roberta.

Quando adolescente, Stella, curiosa com os mistérios do próprio corpo, obtinha informações de programas de TV para jovens, dada a quase inexistência de diálogo sobre sexo com a família. Foi o bastante para depreender que, antes de ter prazer com um parceiro, precisaria buscá-lo por si própria.

A percepção foi potencializada quando a advogada, hoje com 25 anos, ficou solteira após o fim de um relacionamento iniciado ainda na adolescência. “Comecei a me masturbar quando adulta, mas era muito mais difícil do que diziam. Eu não sentia absolutamente nada”, comenta sobre a situação, que se arrastou por anos.

Imaginava que o problema devia estar no seu corpo – se não se julgava capaz de ter orgasmos no sexo, quanto mais se tocando. Até que resolveu investir em vibradores. “Passei a conseguir guiar o meu parceiro com muita naturalidade”, diz Stella. Antes disso, durante o período de maior frustração, iniciou diversos testes na tentativa de sentir algum prazer. Deixou até a pílula de lado para entender como o ciclo menstrual, livre de interferências, poderia afetar sua libido.

Há dúvidas no meio científico sobre os efeitos da pílula anticoncepcional no desejo sexual feminino de modo generalizado, mas pode-se afirmar que as mulheres respondem de diferentes formas à sua ação – basicamente, a pílula injeta hormônios que acabam por impedir a ovulação.

Durante a fase de testes, em 1956, com cerca de 1,5 mil mulheres em Porto Rico, foram ouvidas queixas sobre náuseas, tontura e dores de cabeça, mas a eficácia do procedimento era muito mais sedutora do que os malefícios apresentados por uma minoria. Reconhecida como um dos fatores mais importantes da revolução sexual vivenciada pelas mulheres na década seguinte, a adoção da pílula como método anticoncepcional universal é revisada agora pela nova geração.

“Muito pelo modo como a ginecologia se organiza, o corpo feminino é visto como algo a ser controlado. O oposto disso é o que tem acontecido, com as mulheres requisitando saber mais sobre si mesmas”, explica a ginecologista Halana Faria, do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, em São Paulo.

Nesse sentido, há o resgate de métodos não hormonais considerados obsoletos na prevenção de gravidez indesejada, como o diafragma (88% de eficácia) e o DIU de cobre (99% de eficácia), que, combinados ao uso da camisinha, têm êxito ampliado. Também entra nessa conta a adoção de métodos de percepção de fertilidade, como a análise do muco basal – sim, aquele que aparece na calcinha em diferentes consistências ao longo do mês – e da temperatura corporal.

Essa revisão é também reflexo de preocupações com uma vida mais saudável e sustentável e inclui outras opções, como a substituição dos absorventes descartáveis por coletores menstruais e calcinhas absorventes. Por fim, os homens passam a ser mais requisitados a se responsabilizar por contracepção também.

Sexualidade controlada

Na prática, apesar de essas mudanças estarem atingindo parcelas maiores da população, muitas transformações de paradigma estão longe de se enraizarem na sociedade brasileira, que pouco discute uma educação para o livre exercício da sexualidade.

A iniciação sexual de jovens se dá muito mais com base na pornografia e na ideia de sexo penetrativo, com a mulher assumindo posição submissa. Ao mesmo tempo, há a educação pautada pelo medo de DSTs e gravidez. “Isso precisa ser transformado com um papo sobre o direito da mulher ao prazer, com espaço para que as pessoas possam viver sua sexualidade de maneira livre e não formatada”, indica Halana Faria.

Na falta de um debate que atinja a todos, a importância do prazer feminino e da liberdade para a mulher é especialmente negligenciada. “Sinto que mesmo entre amigas da mesma idade, mulheres que considero bem resolvidas, falar sobre essa busca por prazer sexual é tabu”, conta Maria Luísa, 24 anos, estudante de arquitetura, de São Paulo.

A percepção veio dias após mais uma relação casual, quando ela, que já estava iniciada na masturbação e no uso de vibradores, decidiu ir à uma sessão de terapia que se propõe a ajudar mulheres a encontrar seu potencial para orgasmos mais intensos (veja nossa seleção de iniciativas com esse objetivo em “Sob Medida para Elas”, a seguir). Abriu as janelas digitais de conversas com diferentes amigas e, de boa parte delas, recebeu feedbacks desinteressados.

“Foi completamente diferente de usar sozinha, fiquei muito entregue e surpresa ao notar que era capaz de mais”, revela. A jovem, que afirma ter dificuldade para se sentir à vontade no sexo, considera que a experiência repercutiu positivamente não só na sua sexualidade mas, sobretudo, em outras áreas da vida. Ao perceber que poderia ter mais plenitude sexual, quis maximizar outros resultados.

“Coincidentemente ou não, me senti mais disposta e ativa. Fui atrás de outro estágio, com foco no que eu queria para minha carreira. Esse tipo de ação é muito diferente do meu comportamento habitual”, conta Maria Luísa. Como mulher solteira, ela está tranquila e não pensa em encontrar imediatamente um parceiro ideal, capaz de satisfazer todos os seus desejos – nem mesmo em se jogar em uma busca desenfreada pelo sexo perfeito.

Embora as mulheres tenham conquistado mais espaço, a livre manifestação de suas vontades no sexo enfrenta reações adversas – aqui incluídas múltiplas alternativas, desde violência física até pornografia de vingança. As agressões, frequentemente, giram em torno de estereótipos que determinam o comportamento das mulheres. As tentativas de exercer a própria sexualidade são condenadas.

“A mulher pode sofrer muitos reveses quando inverte a lógica do sexo pelo prazer masculino ou para a reprodução”, afirma a jornalista e escritora manauara Nadia Lapa, respaldada pela própria experiência. Em 2012, aos 31 anos, sofreu o que hoje seria chamado de linchamento virtual após criar um blog no qual relatava as aventuras sexuais do início dos seus 30 anos. “O que seria diversão se tornou um problema. Muitos comentários eram bastante cruéis, chegavam a detalhar como eu deveria morrer”, conta sobre as mensagens que recebia.

A motivação para as ofensas em grande medida estava no fato de ela ter resolvido transar com quem bem entendesse e narrar isso. As agressões se intensificaram quando veio a público que a autora dos relatos era gorda – e porque supunham que fosse do Nordeste.

“Eu pensava que experimentava minha sexualidade de maneira livre, mas tinha dificuldade em recusar a atender pedidos que não me agradavam”, lembra Nadia. Resolveu então relatar situações que a deixavam desconfortável nas relações e, a partir daí, houve uma virada no tipo de comentários em suas publicações. “Passei a receber também e-mails, por vezes de pessoas que eu conhecia na vida real, revelando que já haviam sofrido violências e abusos.”

Com a experiência, buscou referências para entender por que era alvo de tamanho ódio – e por que tantas outras mulheres eram submetidas a cenas degradantes durante o sexo. Encontrou na literatura feminista algumas respostas, logo no início da reinvenção do movimento.

“Não imagino que meus relatos teriam recepção diferente se fossem publicados hoje, mas acredito que teria maior proteção por parte das mulheres”, conclui Nadia. Sem que a repressão tenha se esgotado, elas criam novos escudos e formas alternativas de apoiarem umas às outras.

Cláudia

 

Opinião dos leitores

  1. Ninfomaníaca, é isto que as mulheres precisam ser, igual aos homens, que buscam o seu prazer sexual a qualquer custo, não importa como, com quem ou com o que, o importante é sentir prazer. Essa coisa de que não pode isso não pode aquilo é passado, na visão destas feministas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Começa a valer nesta sexta (5) lei dos EUA que trata PCC e Comando Vermelho como terroristas

Foto: Reprodução

Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão oficial do governo dos Estados Unidos que classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).

A medida, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, acende um alerta vermelho no mercado financeiro brasileiro por prever punições severas a empresas e bancos que movimentem recursos ligados aos criminosos.

Na prática, a nova lei torna crime federal o fornecimento de qualquer “apoio material” às facções e obriga as instituições financeiras a congelar ativos e reportar fundos suspeitos imediatamente ao Tesouro Norte-Americano.

O cerco atinge em cheio o compliance de bancos nacionais com exposição internacional.

Especialistas alertam que transações em dólar podem sofrer travas e que bancos estrangeiros correm o risco de cortar linhas de crédito do Brasil por medo de sanções de Washington.

A ofensiva cumpre a promessa do governo Donald Trump de “eliminar” as duas facções, cuja atuação já foi identificada pelas autoridades em pelo menos 12 estados americanos.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Lula (PT) admitem que a medida não tem recuo, mas expressam forte preocupação de que a classificação abra brecha para intervenções unilaterais ou pressões dos EUA em solo brasileiro sob o pretexto de combate ao terrorismo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasil tem 3,5 milhões de novos eleitores aptos a votar em 2026; veja números por região

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Dados do TSE divulgados nesta semana apontam que 158,8 milhões de eleitores estão aptos a votar nas eleições de outubro.

Desde o início do ano, quando o eleitorado era de 155,38 milhões de votantes, o montante cresceu 3,47 milhões.

Do total registrado no fim de maio, 83,9 milhões são mulheres, que representam 52,8% do eleitorado, e 74,8 milhões são homens (47,2%).

Números por região

O Sudeste tem o maior número de eleitores registrados (66,3 milhões), seguido do Nordeste (43,5 milhões), do Sul (22,8 milhões), do Norte (13,1 milhões) e do Centro-Oeste (12 milhões). Os 917 mil restantes vivem no exterior.

Lauro Jardim – O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PGR pede para inquérito sobre compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste voltar ao STF: ‘contrato prejudicial ao interesse público’

Foto: Fernando Vivas/Governo BA

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que a investigação sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia volte a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PGR, há indícios de que parte dos recursos desviados possa ter sido ocultada ou lavada de forma continuada, inclusive durante o período em que Rui Costa ocupou o cargo de ministro da Casa Civil. Por isso, o órgão entende que o caso deve ficar sob a competência do STF.

O contrato investigado foi firmado em 2020, quando Rui Costa era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste. Na ocasião, foram pagos antecipadamente R$ 48 milhões por respiradores que nunca foram entregues. Até hoje, a maior parte dos recursos não foi recuperada.

A PGR afirma que a Polícia Federal ainda realiza diligências para identificar o destino do dinheiro e os possíveis beneficiários finais. O órgão também cita delações premiadas que mencionam a suposta atuação de um intermediário ligado ao então governador.

A decisão sobre o envio do processo ao STF caberá ao ministro do STJ, Og Fernandes. Caso o pedido seja aceito, o inquérito voltará ao Supremo após anos de mudanças de competência entre diferentes instâncias da Justiça. Rui Costa não se manifestou sobre o novo posicionamento da PGR. A investigação segue em andamento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo Lula não vê chance de mudança da classificação de terrorismo de PCC e CV

Foto: Jonas Roosens/EFE/EPA / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo brasileiro não vê chances a curto prazo de os Estados Unidos reverterem a classificação das facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Medida passa a valer a partir desta sexta-feira (5).

O entendimento da diplomacia brasileira é que, por ora, a gestão Donald Trump não deve voltar atrás. Apesar dos protestos do governo Lula (PT), os Estados Unidos não têm indicado qualquer intenção de fazer uma reavaliação.

A leitura é que essa classificação já está sendo organizada há um tempo. A medida já vem avançando desde o início do ano, com intensa troca de documentos entre órgãos norte-americanos, o que, na visão brasileira, diminui a chance de um recuo rápido.

O modelo aplicado a PCC e CV segue classificação usada pelos EUA para cartéis latino-americanos, como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela, com possíveis sanções econômicas aos países e a instituições financeiras.

O governo brasileiro é contra. A cúpula lulista não só argumenta que é uma intervenção na soberania nacional como afirma que a classificação, que coloca a agência de inteligência CIA à frente das investigações, mais atrapalha do que ajuda no combate ao crime organizado internacional.

UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Mendonça terá palavra final sobre nova proposta de delação de Vorcaro

Foto: Reprodução/Fellipe Sampaio /STF

A nova proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, será analisada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Caso seja considerada relevante para as investigações, o acordo seguirá para avaliação do ministro do STF, André Mendonça, responsável por decidir sobre sua homologação.

Segundo informações divulgadas, a nova versão da delação amplia os relatos apresentados anteriormente, incluindo novos personagens e detalhes sobre supostas irregularidades. Entre os citados estariam integrantes dos Três Poderes, incluindo ministros, magistrados e parlamentares.

Uma proposta anterior havia sido rejeitada pela PF por apresentar informações consideradas insuficientes para o avanço das investigações.

Se PF e PGR entenderem que a colaboração traz elementos concretos e úteis para a apuração do caso, André Mendonça analisará aspectos como legalidade, regularidade e voluntariedade do acordo. Caso os requisitos sejam atendidos, a delação poderá ser homologada e gerar benefícios ao colaborador, conforme previsto em lei.

Mesmo com eventual homologação, as informações fornecidas por Vorcaro precisarão ser confirmadas por outras provas, já que a legislação brasileira não permite condenações baseadas apenas em delações premiadas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Tenista potiguar Victoria Barros avança para semifinal e segue em busca de título inédito do torneio juvenil de Roland Garros

Victória Barros em Roland Garros — Foto: Daniel Kopatsch/Getty Images

A tenista potiguar Victoria Barros (4ª no ranking mundial juvenil) está nas semifinais de Roland Garros juvenil.

Ela venceu a sul-coreana Ha Eum Lee (44ª) por 2 sets a 1, de virada nesta quinta (4), com parciais de 2/6, 6/1 e 6/4, em 2h08.

Agora, a potiguar de 16 anos enfrentará Xinran Sun, de 15 anos, nas semifinais. A chinesa é a atual segunda colocada do ranking IFT juvenil.

Na outra chave, o duelo será entra a russa Alisa Oktiabreva, de 17 anos e rankeada em 309º lugar entre as profissionais, e a tcheca Jana Kovackova (6ª do ranking juvenil), de 15 anos.

A partida pela semifinal será disputada na sexta-feira, em horário a ser definido.

Em busca de título inédito

Nenhuma brasileira venceu um Grand Slam juvenil. Entre os homens, Thiago Fernandes, Thiago Wild e João Fonseca alcançaram os títulos na categoria.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Fachin dá aval para AGU representar Moraes contra Rumble e Trump Media na Justiça dos EUA

Foto: Adriano Machado/Reuters

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, autorizou a AGU (Advocacia-Geral da União) a fazer a defesa de Alexandre de Moraes na ação movida por plataformas contra o ministro nos Estados Unidos.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) chegou a negar uma carta rogatória dos EUA que visava notificar Moraes, mas o Tribunal da Flórida autorizou a notificação via e-mail, o que destravou o processo.

Agora, ele será defendido pela AGU. Segundo Fachin, a medida é necessária porque “o que está em questão, para além da figura individual de ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional”.

O magistrado diz que é “oportuno e necessário que a Advocacia-Geral da União tome as medidas cabíveis para a defesa do Estado brasileiro no contexto das ações ajuizadas nos Estados Unidos da América”.

O processo em questão teve início após as empresas acionarem a Justiça dos EUA sob alegação de que decisões do ministro promoveram censura ilegal contra discursos políticos de usuários das plataformas alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.

Na ação, Rumble e Trump Media dizem que as decisões violaram a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Como assim? AGU é um órgão de estado para defender o estado, e desde quando um órgão de estado é para ser usado em defesa de um CPF? Ah no desgoverno ptista tudo pode, desde que seja para os cumpanhêros.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA PODERDATA: STF é ‘ruim’ ou ‘péssimo’ para 46% dos brasileiros; 15% consideram ‘bom’ ou ‘ótimo’

Foto: Gustavo Moreno/STF

Pesquisa PoderData mostra que 46% dos eleitores avaliam a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) como ruim ou péssima. Apesar de continuar predominante, a avaliação negativa caiu seis pontos percentuais em relação a abril, quando atingiu 52%, o maior índice da série histórica iniciada em 2021.

Por outro lado, 15% classificam o trabalho dos ministros como bom ou ótimo, um avanço de seis pontos percentuais no mesmo período. Outros 27% consideram a atuação do STF regular, enquanto 12% não souberam responder.

Segundo a análise do levantamento, a percepção negativa está ligada ao protagonismo crescente da Corte em temas políticos e eleitorais, além dos frequentes embates com o Congresso Nacional. Questões como decisões envolvendo redes sociais, combate à desinformação e medidas monocráticas mantêm o STF no centro do debate público.

A pesquisa foi realizada entre 30 de maio e 1º de junho e ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios de todos os estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Com informações Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Eu acho excelente e exemplar o STF. Em especial o ministro Alexandre de Morais não se agachou para a pior corja que já existiu na política nacional.

    1. Você gosta de se “AGARCHAR” né guguinha? Só fala nisso kkkkk

    2. Gustava vôce tem que tem consertar um goteira que tem em cima da sua cama .

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ao lado de Getúlio Rêgo, Paulinho Freire e lideranças, Álvaro Dias diz que o Oeste voltará a ter protagonismo

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou de uma reunião com amigos e lideranças políticas de Umarizal, no Alto Oeste potiguar, e afirmou que a região Oeste voltará a ter protagonismo em um futuro governo. O encontro contou com a presença do prefeito de Natal e coordenador-geral de sua pré-campanha, Paulinho Freire, do pré-candidato a deputado estadual Getúlio Rêgo, da pré-candidata a deputada federal Nina Souza e de importantes lideranças políticas de diversos municípios da região.

Participaram da reunião os vereadores Camilo de Zé Bola e Ibiratan, além do advogado e liderança local Armando Araújo. Também estiveram presentes o ex-prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rêgo; o prefeito de Riacho da Cruz, Marcos Aurélio; e o vice-prefeito do município, Borracheiro. O encontro contou ainda com a participação do prefeito de Natal, Paulinho Freire, do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira e do pré-candidato ao Senado Federal Coronel Hélio.

Durante o encontro, Álvaro destacou que conhece os desafios enfrentados pelo Rio Grande do Norte e reafirmou sua disposição de trabalhar para promover mudanças estruturantes no estado, defendendo que a região Oeste volte a ocupar posição de destaque no desenvolvimento potiguar.

“Estamos ouvindo a população e construindo um projeto para o Rio Grande do Norte. Sabemos da situação complicada em que o nosso estado se encontra, mas isso não me intimida. Sou ex-prefeito de Natal e vou enfrentar os problemas com toda a força para reconstruir o Rio Grande do Norte. Enfrentamos a pandemia do coronavírus, modernizamos o Plano Diretor de Natal e vamos, com coragem e determinação, mudar a realidade econômica do nosso estado”, afirmou.

Álvaro também ressaltou a importância de eleger representantes comprometidos com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e destacou o papel que Getúlio Rêgo pode desempenhar na Assembleia Legislativa.

“Para promover as mudanças de que o Rio Grande do Norte precisa, será fundamental contar com pessoas preparadas e comprometidas na Assembleia Legislativa. Getúlio tem uma história de trabalho, experiência e serviços prestados ao povo do Oeste e de todo o estado. Sua volta à Assembleia será muito importante para ajudar nesse processo de reconstrução do Rio Grande do Norte e para garantir que a região Oeste volte a ter o protagonismo que merece”, destacou.

O encontro reforçou a mobilização de lideranças do Alto Oeste em torno da pré-candidatura de Álvaro Dias e do projeto político que vem sendo construído para o futuro do estado, contando também com a participação ativa de Paulinho Freire na articulação e coordenação política da pré-campanha.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA ATLASINTEL: 89,9% dos eleitores de Lula desaprovam classificação de PCC e CV como terroristas; 98,6% dos eleitores de Bolsonaro em 2022 aprovam


Imagem: reprodução

Pesquisa AtlasIntel mostra que 53,1% dos brasileiros aprovam a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Outros 44,7% desaprovam a medida, enquanto 2,2% não souberam ou não responderam.

Dados estratificados da pesquisa mostram que entre os eleitores de Lula, 89,9% desaprovam a classificação das facções criminosas como terroristas, enquanto apenas 8,4% aprovam.

Já entre aqueles que votaram em Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, o cenário é bem diferente. 98,6% aprovam a decisão dos EUA que classificou PCC e CV como terroristas, enquanto 1% aprova.

Veja os dados detalhados da pesquisa AQUI

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.273 pessoas entre os dias 30 de maio e 3 de junho de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto.

Opinião dos leitores

  1. Inspirado por dr. Funesto, ouso afirmar que, eleitores de Bolsonaro tendem à honestidade. Lembro que não há nenhuma acusação de roubo contra o Jair Messias.

  2. Os eleitores de Lula são os “cumpanheiros”, como vão aceitar serem classificados como terroristas?

  3. 🇧🇷🇧🇷🇧🇷Quer saber sobre o caráter de um indivíduo, é só se informar se ele é contra ou a favor do Bolsonaro, simples assim.👉🏿👉🏿👉🏿🇧🇷🇧🇷🇧🇷

  4. Quando vc tem eleitores ideologicos dessa forma, que aceitam tudo que o lider fala sem pensar, o país que vai pagar o preço da falta de autocrítica. Enquanto tivermos nessa polarização radical insana, o povo se lasca e o político nada de braçada. Parabéns aos envolvidos, o país vai perder de 20-30 anos pra se recuperar dos efeitos dessa polarização burra.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *