Comportamento

Pesquisa revela quanto tempo uma mulher leva em média para chegar ao orgasmo

Foto: Jacob Wackerhausen/Getty Images/iStockphoto

O orgasmo feminino tem suas especificidades. O clitóris tem aparecido como um órgão essencial para dispará-lo, sendo o tal “orgasmo vaginal” na verdade o resultado da estimulação de todas as terminações nervosas presentes na estrutura clitoriana interna.

Uma pesquisa publicada recentemente no The Journal Sexual Medicine, mediu em minutos, o tempo médio que uma amostra de 645 mulheres de 20 países levou para atingir o clímax em relações heterossexuais monogâmicas. Os pesquisadores também correlacionaram o efeito da idade, duração do relacionamento, posição durante a relação sexual e atividades sexuais não penetrativas adicionais.

Usando o cronômetro dos seus smartphones, as mulheres o disparavam quando se sentiam adequadamente excitadas e finalizavam quando alcançavam o orgasmo.

O estudo não encontrou diferença estatisticamente relevante no tempo nas variáveis idade, duração do relacionamento, estado civil, número de relações sexuais e frequência. O tempo médio para alcançar o orgasmo foi de 13,5 minutos.

31,4% das mulheres relataram ter alcançado orgasmo apenas com a penetração, enquanto o 68,6% das participantes relataram que precisavam de práticas e manobras adicionais para atingi-lo. Lamber, beijar, sexo oral e morder certas partes do corpo foram as atividades adicionais mais relatadas (32,43%). Sucção de axilas, introdução do dedo no ânus, estimulação dos mamilos, lambidas nas solas dos pés e nas coxas foram as mais populares.

Sobre a exclusividade da penetração vaginal para o orgasmo, a posição com a mulher por cima foi registrada como a mais favorável. Quando as mulheres fazem movimento de balanço da pélvis e do tronco, para frente e para trás promovem uma fricção do clitóris mais eficaz. Esse dado reforça a sua importância na excitação sexual feminina.

Aliás, uma postura feminina mais ativa durante a relação sexual é associada com um tempo mais curto para atingir o clímax em outros estudos. Muitas pessoas ainda nutrem a crença de que o homem é quem deve ser o desejante na relação e que, mesmo que se saiba que é o clitóris o grande responsável pelo prazer da mulher, é função masculina estimulá-lo. Daí decorre que a mulher com atitude mais passiva fica sujeita a falta de habilidade na manipulação ou no sexo oral, a preguiça ou o egoísmo, que as deixam a ver navios ou pensando que há alguma coisa de errado com a sua resposta sexual.

Se os homens tem uma sexualidade mais genitalizada, centrada na estimulação peniana, e se uma relação sexual com penetração dura em média 7 minutos, comparadas aos homens, o tempo médio de estimulação necessária para uma mulher chegar ao orgasmo é quase o dobro. Isso significa que para um casal adequar o ritmo e provocar prazer em ambos, é preciso ampliar a relação, abusando de outros estímulos, antes, durante e depois.

Vibradores que estimulam o clitóris fazem sucesso justamente porque encurtam o tempo, já que os desencontros no tempo de excitação são comuns. Também, mulheres com melhor força muscular do assoalho pélvico tendem a ter uma melhor função orgástica, o que ajuda a alcançar o clímax mais rápido.

Claro que uma relação sexual mais lenta, tende a ser muito prazerosa para ambos, mas nem sempre um casal tem tempo e disposição para curtir um momento tântrico. A variação na intenção sexual também possibilita ter vivências diferentes no erotismo: às vezes uma rapidinha, mesmo que sem orgasmo, pode provocar uma experiência erótica positiva; já quando ela acontece sempre provavelmente será considerada invasiva e desprazerosa.

Como nem todas as relações sexuais acontecem entre pessoas que tem intimidade suficiente para adaptar estilos, a autonomia sexual é fundamental para garantir o prazer feminino. Portanto, comunique-se. Recomendo fortemente que as mulheres adotem também o hábito de estimularem seu próprio clitóris durante a penetração.

Orgasmo feminino é tema do “Sexoterapia”

Vivemos uma época em que a liberdade sexual da mulher é cada vez mais discutida e exaltada. Mesmo assim, pesquisas mostram que a grande maioria das mulheres ainda tem dificuldade em gozar. Por que será que isso acontece?

No 61º episódio do podcast “Sexoterapia”, Ana Canosa e Bárbara dos Anjos Lima, editora de Universa, discutem com a convidada Laís Conter, criadora da página de cantadas @me_lambelambe e sócia da plataforma de áudios eróticos Tela Preta, sobre a nova busca pelo orgasmo feminino. Entre os relatos das ouvintes, uma que só consegue gozar quando se masturba e uma que – depois de muitas tentativas – finalmente descobriu o que a leva ao orgasmo com direito a squirting.

Universa – UOL

 

 

Opinião dos leitores

  1. Duvido que algum pênis consiga nadar, nadar, nadar e morrer na praia durante 7 minutos consecutivos nadando no molhado, isso é interminables e angustiante, o negocio só é bom quando termina logo,e também dà logo caimbra, as mulheres só querem esperar tudo na boquinha, elas não querem fazer movimentos.
    Isso é uma droga era para eu ter nascido mulher, eu teria sido uma grande puta, uma mulher consegue mata no mínimo 12 homens de uma só vez em 60 minutos, oh, emprego fácil.

  2. As pupilas dilatam, ficam ofegantes e mordem os lábios…quando entregamos o cartão de crédito…

  3. Tempo não é questão pro Calígula.
    Calígula não regula tempo, Calígula só sai de cima, quando sua companheira chega ao êxtase.
    Calígula é puro êxtase, pra elas.

    1. Titio, se acalme. Contar um causo até que vai, mas mentir na cara dura é pesado.

    2. Depois do porre, o bucho nao deixar sair de cima.. a muie ofegante, sem ar… sei.

    3. Brocha igual ao mito. KKK. Diz aí… Tens também um Hélio Negão?

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Diversos

Nesta sexta, Dia Mundial do Orgasmo, veja os desafios e as maravilhas de alcançar o clímax durante a pandemia

Dia do orgasmo foi criado por redes de sex shops britânicas, em 1999, para debater sobre a sexualidade feminina (Foto: Hanna Postova/Unsplash)

O Dia Mundial do Orgasmo é comemorado nesta sexta-feira, dia 31 de julho, mas nem todos conseguirão “sextar” como desejado. Instabilidade econômica, preocupação e até falta de vontade são algumas das razões pelas quais 33% dos brasileiros reduziram a frequência em que fazem sexo durante a pandemia do novo coronavírus. A privação chega a afetar o humor dos entrevistados, já que 21% dos que reduziram a frequência das relações afirmaram estar muito mais mal humorados.

Ao mesmo tempo, há quem esteja passando pela pandemia em ótima companhia, ainda que em parcela bem menor. São 13% da população aproveitando de mais sexo neste período, principalmente por terem parceiros fixos, mais tempo disponível e privacidade em casa. Desses, 20% afirmam estar mais bem humorados. Os dados são da pesquisa Opiniões Covid-19, elaborada pela Perception, Engaje! Comunicação e Brazil Panels.

“O sexo é um momento de entrega a experiência do prazer erótico. E, para isso, uma mente receptiva para o momento e relaxada é um dos fatores mais importantes. Nesse cenário de medo e isolamento social, com preocupações das mais diversas, a receptividade e abertura para a vivência do prazer podem ser prejudicadas, sobretudo em contextos em que não há privacidade”, analisa Jordana Parente, ginecologista com aperfeiçoamento em sexualidade humana.

Para os casais confinados, a educadora sexual Renata Mota destaca a importância do diálogo. “Relações que acumulavam faíscas e situações limite podem ter supurado [na pandemia]. Isso impacta diretamente no sexo”, afirma. Recobrar a relação sexual saudável depende da resiliência em cuidar do relacionamento. “Se esse casal tem a capacidade de dialogar, que respire e perceba que a pandemia foi o impulso para discutir o que já vinha sendo essa relação”, sugere.

O orgasmo

O dia 31 de julho foi escolhido como Dia do Orgasmo por várias redes de sex shops britânicas em 1999. Além de aquecer as vendas, o intuito da ação era colocar em pauta o prazer sexual feminino, já que uma pesquisa da época apontou que mais da metade das mulheres não atingiam o clímax durante o sexo.

Infelizmente, esse dado não é muito diferente atualmente. De acordo com uma pesquisa da Archives of Sexual Behaviors, publicada em novembro de 2019, 60% das mulheres em relacionamentos heterrosexuais fingem o orgasmo. Dessas, 55% afirmam que a prática é frequente e por motivos variados, como cansaço, vontade de terminar logo a relação sexual, disfarçar a insegurança ou medo de não chegar a um orgasmo e aumentar a excitação dos parceiros.

Já um estudo do departamento de Transtornos Sexuais Dolorosos Femininos da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 55% das brasileiras não têm orgasmos durante o sexo.

A razão desse comportamento está bem longe dos estigmas de que mulheres não gostam de sexo. Segundo Jordana, o fato é que tabus e mitos, além repressão histórica em se falar mais abertamente sobre sexo entre as mulheres, as impediram de se autoconhecer. Dessa forma, elas dificilmente conhecem os próprios gostos e formas de alcançar o prazer sexual.

Ao mesmo tempo, homens também têm uma concepção equivocada do que é o orgasmo e como podem atingi-lo. Como explica Renata, muitos acreditam que o orgasmo é o mesmo que ejacular, quando na realidade homens podem ter “orgasmos secos”. “Para um homem ter múltiplos orgasmos, ele precisa aprender a ter controle de ejaculação. Não necessariamente é um problema, mas a pessoa pode melhorar muito sua performance sexual”, comenta.

Por outro lado, apesar de o orgasmo ter um dia só para ele, o sexo não depende dele para ser prazeroso. “Acreditar que uma relação tem que sempre terminar em orgasmo pode acabar trazendo frustrações e tornar aquela relação menos prazerosa do que deveria ser”, alerta Jordana. De acordo com ela, é o ato da entrega e a curtição da intimidade entre os parceiros que torna as relações sexuais mais prazerosas e memoráveis.

“Nós podemos expandir a nossa capacidade de sentir prazer”, concorda Renata. Desde que não seja por algum motivo constante, diz, está tudo bem “brochar”. No entanto, é preciso atentar para as polarizações: mulheres e homens nunca terem orgasmos, homens se sentirem frustrados por não atingir o clímax e mulheres fingindo prazer são situações anormais e que devem ser analisadas.

Prazer mesmo à distância

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de isolamento social. Mas então, como manter as relações sexuais sem poder abusar do toque? A especialista em sexualidade humana Jordana Parente tem a solução: “Se compreendermos sexo como um momento para o recebimento e troca de estimulação erótica entre duas ou mais pessoas, é possível ver isso acontecendo mesmo que não exista o contato físico pele a pele.”

“E de fato, fazer sexo pela internet, seja por mensagens de textos, áudios ou vídeos já é uma realidade para várias pessoas”, completa a profissional. Com consentimento, responsabilidade e entre pessoas adultas e vivas, tudo é permitido: pode ser uma troca de fotos íntimas (chamadas nudes), áudios eróticos ou então uma vídeo chamada sensual. O importante é garantir que a plataforma utilizada é segura e que todos os envolvidos estão cientes e concordam com as trocas. Lembre-se: tudo que vem depois do não ou do silêncio é assédio.

“A gente precisa saber como estimular os nossos desejos no campo virtual e como podemos exercer esses desejos sem nos expor publicamente”, alerta a educadora sexual Renata Mota. “Exercê-los sem nenhum tipo de critério pode nos colocar em risco. Sexo não é uma coisa para ser feita sem responsabilidade e sem planejamento. Ele precisa fundamentalmente dessas duas coisas para se ter segurança e prazer juntos, tanto presencial, quanto virtualmente”, completa.

Com informações de O Povo

Opinião dos leitores

  1. Não existe esse dia. Existe, sim, disposição para comemorar 365 dias por ano. Dia do orgasmo é maus una invenção de quem não tem o que fazer………ou quer faturar em cima de pessoas pouco esclarecidas.

  2. Planejamento no sexo? Na minha modesta opinião, isso tira 50% do tesão, no mínimo! Sexo se faz quando se está com vontade e pronto! De preferência, os dois! É um dos momentos mais irracionais do ser humano. Não tem como imaginar um planejamento pra isso!

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Comportamento

Meias podem ajudar a mulher a atingir o orgasmo mais rápido, diz especialista

Foto: Freepik/reprodução

Nadia Bokody, australiana especialista em sexo, postou um vídeo em seu canal no Youtube em que dá dicas simples para que o sexo se torne mais prazeroso. Uma dessas dicas foi recebida com muita surpresa pelos seus seguidores: usar meias.

Segundo Nadia, as podem ser itens poderosos para ajudar mulheres a alcançarem o clímax e, segundo a youtuber, a explicação é simples: “É muito difícil para nós nos aquecermos adequadamente se estamos com os pés frios. Pesquisadores descobriram que, quando mulheres estão com o corpo frio, é muito muito complicado relaxarmos o suficiente a ponto de termos um orgasmo” .

Então, a especialista sugere que as mulheres fiquem atentas e notem se quando estiverem com dificuldades para atingir o orgasmo não é o caso de estarem com o corpo frio e, se for, meias fofas e quentinhas podem resolver esse problema.

Outra dica que ela dá em seu vídeo é utilizar itens comuns na rotina de grande parte das pessoas no sexo, como óleo de coco e almofadas. O primeiro, ela sugere que pode ser usado como um substituto para lubrificantes. “Porém, lubrificantes oleosos tendem a danificar o latex da camisinha, portanto, só use o óleo de coco em atividades sexuais que não envolverem camisinhas”, alerta Nadia.

Já as almofadas, podem ser usadas para apoiar a lombar em posições sexuais que o parceiro fique por cima da mulher.

IG

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Diversos

Pesquisa diz que fingir orgasmo é comum tanto para homens quanto mulheres, e lista razões

Foto: shutterstock

Para que a relação sexual seja prazerosa, é importante que o casal esteja em sintonia. No entanto, nem sempre uma das pessoas consegue atingir o orgasmo durante o sexo. Quando isso acontece, você finge que chegou ao ápice do prazer ou simplesmente conta a verdade? Um estudo feito pelo site Kinkly traz a resposta.

Segundo a pesquisa, que recebeu 1.200 respostas, 80% das pessoas já fingiram ter um orgasmo pelo menos uma vez na vida. Os resultados mostraram que 87% das mulheres fingiram em algum momento, em comparação com 69% dos homens. Além disso, o público feminino finge com mais regularidade – cerca de 37% das vezes – e, o masculino, 9%.

Além de apresentar os dados, o levantamento ainda indica por quais motivos os indivíduos fazem isso. As respostas mais comuns são:

Eu não queria que meu parceiro se sentisse mal;
Eu queria que o sexo terminasse;
Eu queria fazer meu parceiro se sentir bem;
Fiquei sexualmente satisfeito e já queria terminar o encontro.

Por que você não deve fingir orgasmo

Em entrevista prévia ao Delas , Marina Vasconcellos, psicóloga, psicodramatista e terapeuta familiar e de casais, explica que fingir o orgasmo é perder a chance de mostrar ao parceiro o que não está legal na relação. “Você acaba perdendo a chance de falar ‘vamos tentar outra posição’, ‘ tá muito violento’ ou ‘tá devagar demais’, de dizer o que gosta e o que não gosta”, pontua.

O diálogo é a melhor solução. “Sem uma conversa, ele sempre vai achar que determinada forma de fazer sexo oral está sendo o que te faz chegar ao ápice do prazer, mas não. Os dois devem buscar o melhorar da relação, mas sem ter a noção do que realmente faz ela sentir prazer, não tem como ter essa busca”, diz Débora Pádua, fisioterapeuta pélvica, sexóloga e educadora sexual.

IG

Opinião dos leitores

  1. Como o homem consegue fingir o orgasmo se ele vem junto com a ejaculação?
    A mulher também apresenta algumas características física no orgasmo, se nenhuma delas é vista, fica fácil identificar a simulação, ou não?

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Diversos

Estudos afirmam que respiração é o segredo para ter orgasmo mais forte e longo

Imagem: iStock

Estudos comprovam que respirar do jeito certo é capaz de diminuir os níveis de ansiedade e de estresse no corpo, além de influenciar positivamente no sono e até contribuir para a redução da pressão arterial. Mas os benefícios não param por aí: puxar e soltar o ar corretamente facilita o prazer, tornando os orgasmos femininos e masculinos mais longos e fortes. A ideia é defendida principalmente pelos especialistas em tantra.

A seguir, profissionais ensinam a desenvolver uma respiração mais consciente no dia a dia e aplicar a técnica nos momentos a dois:

Puxa e solta

“A respiração é responsável pelo fluxo da energia no corpo. Ela traz presença, relaxamento e movimento. Se não fazemos da forma correta, nossa vitalidade fica baixa”, explica Deva Geeta, terapeuta tântrica. Quando estamos estressados ou ansiosos, a respiração tende a ficar mais curta e rápida. Dessa forma, o ar chega até os pulmões, mas não até o diafragma. Quando o mesmo acontece durante as relações sexuais, isso dificulta o prazer. “A forma errada de puxar o ar trava o ciclo que leva ao orgasmo”, diz.

Comece a treinar antes

“O ideal é respirar conscientemente antes, durante e após a relação sexual”, opina Danni Cardillo, mestra tântrica. Ela indica uma maneira simples de começar, sozinha mesmo: “Puxe o ar durante sete segundos e solte pelas duas narinas. Isso já ajuda na ativação dos cinco sentidos, essenciais para o envolvimento sexual”, ensina.

Geeta também tem dicas para as iniciantes: “Deite sobre um colchonete e dobre as pernas. Deixe o quadril firme no chão e os pés unidos um do lado do outro. Relaxe braços, ombros, pescoço e cabeça. Em seguida, junte joelho com joelho e contraia uma coxa na outra. Faça isso durante, no mínimo cinco minutos. Durante esse tempo, faça inspirações longas e depois deixe o ar sair pela garganta”, ensina.

A segunda parte do exercício tem o intuito de descobrir os pontos de vibração do corpo. “Lentamente, vá abrindo as pernas dobradas. Você vai sentir algumas partes tremerem, como se fossem espasmos musculares. Permita que eles surjam e passem sozinhos, observando a sensação. Aos poucos, as vibrações vão acontecer não somente no abdômen, mas também na cabeça e em outras partes”, diz. A ideia é preparar o corpo para expandir as sensações, usando a respiração como base.

“Dessa forma, durante o sexo, a pessoa consegue focar a energia não somente nos órgãos genitais, mas no corpo inteiro”, detalha. Segundo a profissional, isso expande a sensação orgástica. “Assim, o prazer vem aos poucos. Por isso chega intensamente e dura por mais tempo”, conclui.

Sexo de tirar o fôlego?

Na verdade, o ideal é que em vez de tirar o fôlego um do outro, o casal tenha bastante ar, mesmo durante o orgasmo. Para aumentar o prazer feminino nas relações sexuais, a dica de Geeta é intercalar exercícios de pompoarismo (contraindo e relaxando os músculos do assoalho pélvico) com a respiração.

“Uma dica durante as relações é soltar todo o ar e deixar os pulmões vazios por alguns instantes. Enquanto isso, contrair o glúteo e as coxas com força. Depois, relaxar e voltar a respirar normalmente, sentindo os pontos de prazer do corpo todo”, ensina. E quando o orgasmo chegar, a ideia é liberar toda a energia junto com o ar. “Em vez de respirar rapidamente, fazer inspirações e expirações longas ajuda a prolongar a sensação”, assegura.

Universa – UOL

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Diversos

‘Um orgasmo pela manhã é melhor pra saúde do que qualquer água com limão’, posta modelo e apresentadora Mariana Goldfarb, casada com galã global

Foto: Reprodução/ Instagram

Além de selfies e parceriais comerciais, a modelo e apresentadora Mariana Goldfarb , de 28 anos, vem compartilhando nas redes sociais frases que repercutem entre seus milhares de seguidores. Na manhã desta quarta-feira, ela compartilhou a seguinte: “Um orgasmo pela manhã é melhor pra saúde do que qualquer água com limão”.

“No meu caso, não vai acontecer nunca pela manhã. Tenho preguiça até de sair da cama, quem dirá fazer isso… Só á noite”, disse uma seguidora. “Super verdade! Mari, adoro seus posts”, observou outra. “Isso, sim, é incontestável!”, afirmou mais uma internauta.

Mariana subiu ao altar com o ator Cauã Reymond em abril, numa cerimônia discreta em Ibitipoca, interior de Minas Gerais. “O casamento foi diurno, para apenas 40 pessoas. Todo mundo era padrinho e madrinha. Foi do nosso jeito, no meio da natureza e sem a necessidade de agradar a terceiros. Os convites foram enviados por WhatsApp, meu buquê foi feito com flores locais e não fiquei me preocupando com a decoração. Usei um vestido assinado pela estilista Helô Rocha, do Atelier Le Lis. Estava descalça na hora do ‘sim!’. Só queríamos celebrar nosso amor.”

O Globo

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Diversos

ORGASMO: Especialista define “chegar lá” e fala benefícios

Foto: shutterstock

Muito se fala sobre “chegar lá” na hora do sexo, mas você sabe o que é isso? Quando alguém usa a expressão, provavelmente está se referindo ao orgasmo. No entanto, apesar de famoso, nem sempre as pessoas sabem o que é.

Para entender o que é orgasmo , conversamos com a sexóloga Débora Pádua. De acordo com ela, é possível definir o orgasmo como uma sensação. “É o ápice do prazer no momento da relação”, explica.

Algumas mulheres definem o que é orgasmo como uma energia bem forte que se espalha pelo corpo. “É quando a mulher sente uma intensidade de prazer muito forte”, fala Débora.

E existem diferentes formas de chegar e sentir o orgasmo. A sexóloga diz que pode ser na hora da penetração, da estimulação clitoriana ou dos dois ao mesmo tempo. O orgasmo também pode ser sentido durante a masturbação . Dessa forma, o orgasmo ou o “chegar lá” é o momento mais forte de prazer que você sente enquanto recebe aquele estímulo.

Benefícios do orgasmo

Engana-se quem pensa que orgasmo é apenas sobre sexo. Na verdade, essa intensidade de prazer é capaz de proporcionar uma série de benefícios ao corpo. Nesse momento, hormônios como a endorfina (promove o bem-estar), a dopamina (promove o prazer) e a ocitocina (melhora o humor e diminui a ansiedade) são liberados.

Em entrevista anterior ao Delas , a educadora sexual Clariana Leal explica que a alta carga de hormônios liberados ainda contribui para combater a insônia, doenças crônicas e problemas relacionais ao desequilíbrio hormonal.

Além disso, o corpo costuma relaxar após o orgasmo, aliviando a tensão dos músculos. Também é possível sentir um alívio nas cólicas menstruais, dores de cabeça e dores na coluna. E não para por aí! O orgasmo pode melhorar o viço da pele e o brilho do cabelo. Ou seja, só vantagens para aproveitar, não é?

Com informações do IG

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Comportamento

A geração de mulheres que põe o orgasmo em primeiro lugar

(Elisa Riemer/CLAUDIA)

Em 1949, a filósofa Simone de Beauvoir escreveu em Segundo Sexo, obra que se tornaria referência para os movimentos feministas: “Na cama, a mulher aguarda o desejo do homem, espera, por vezes ansiosamente, seu próprio prazer”. Naquele momento, as mulheres lutavam pelo direito de trabalhar e, nas décadas seguintes, com a pílula anticoncepcional, ganharam mais autonomia para planejar a gravidez.

Hoje, não esperam mais pelo próprio prazer e guiam, elas mesmas, essa busca. Com a reinvenção do feminismo, na última década, estimulado pela discussão de ideias nas mídias sociais, uma nova geração de mulheres adentra a vida adulta com outras perspectivas sobre a sexualidade – mais centradas nelas e menos preocupadas em atender a convenções ultrapassadas.

Concentradas na faixa dos 20 aos 40 anos, se insurgem contra a violência nas relações, o descaso e a ignorância sobre o que lhes dá prazer. Além de poder decidir, elas querem gozar. Há um deslocamento sobre a percepção da sexualidade, que passa a incluir as mulheres no papel de protagonistas e tem o consenso como base na hora do sexo. Assim, não seria exagero afirmar que elas abrem frente para uma nova revolução sexual.

“Ainda que nas décadas passadas tenha se iniciado uma revisão comportamental, a grande mudança aconteceu nos últimos anos. A mulher não se expressava. Agora se permite fazer escolhas sem tanta culpa nem estereótipos”, afirma Heloísa Buarque de Hollanda, professora aposentada de sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autora do livro Explosão Feminista: Arte, Cultura, Política e Universidade (Companhia das Letras).

Se antes as conversas sobre sexualidade feminina ficavam confinadas a grupos de amigas, com o que a socióloga chama de a “explosão” elas passaram a compartilhar experiências via redes sociais. Essa ampliação permite que o debate vá, pouco a pouco, atingindo diferentes perfis e gerações de mulheres.

“Hoje, até a mãe de família mais recatada tem acesso à internet, e sua cabeça já começa a mudar ao ter contato com as filhas, que vivem este momento”, explica Heloísa. Nesse espaço recente, por vezes, elas percebem que não são as únicas a enfrentar certas situações e a estar insatisfeitas com suas experiências sexuais. Ao mesmo tempo, trocam vivências positivas.

Após um relacionamento que não lhe trazia nenhum prazer e a deixava insegura para explorar o próprio corpo, a carioca Roberta publicou um pedido de ajuda em um grupo de Facebook que reúne mulheres de todo o Brasil. Conforme descrevia no post de 2016, Roberta não conseguia ter orgasmos e cada relação sexual era um fiasco.

“Na época, eu tinha um namorado que rechaçava masturbação feminina, sentia nojo de sexo oral feminino e não se importava com meu prazer”, conta a jovem de 24 anos, estudante de pedagogia.

No entanto, suas questões eram ainda mais complicadas, remontando à infância – aos 8 anos, havia sido estuprada por um primo; aos 14, a relação que entendia como a do fim de sua virgindade também acontecera à força. Dali em diante, todas as suas experiências sexuais a lembravam das violências.

O contato com outras mulheres, ao vivo e virtualmente, fez com que despertasse para o impacto dessas vivências em sua sexualidade e a repensar a forma como a conduzia. “Passei a me masturbar, encontrei prazer no sexo ao me relacionar com homens com pensamentos mais abertos e me assumi bissexual. Agora, sou muito mais plena”, afirma. O nome dela e o de outras mulheres que compartilharam suas experiências com a reportagem foram trocados para preservar a privacidade delas.

A geração de Roberta admite a possibilidade de experimentar diferentes práticas sexuais e de não se limitar a identidades de gênero e orientação sexual predefinidas. “Surge a noção de sexualidade fluida, mais aberta à diversidade e mais livre de tantos estereótipos sobre o que é sexo”, aponta Carolina Ambrogini, coordenadora do Projeto Afrodite, que orienta mulheres sobre sexualidade e está instalado no Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Romper com os estereótipos implica novas formatações para relações sexuais – isto é, foge ao protocolo que entende sexo apenas sob o ponto de vista das relações heterossexuais e da penetração – e para os papéis de gênero desempenhados. Em busca de parceiros que façam sentido, os nativos digitais usam ainda a tecnologia, o que inclui tanto os aplicativos de relacionamento quanto o envio e recebimento de sexts (termo em inglês para as mensagens e fotos de cunho sexual, mais populares entre os jovens).

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Ninfomaníaca, é isto que as mulheres precisam ser, igual aos homens, que buscam o seu prazer sexual a qualquer custo, não importa como, com quem ou com o que, o importante é sentir prazer. Essa coisa de que não pode isso não pode aquilo é passado, na visão destas feministas.

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Diversos

Benefícios do orgasmo vão além do combate à insônia, diminuição do estresse, alívio de cólicas e melhora do viço da pele; veja lista e detalhes

Não é simples definir o que é um orgasmo , mas podemos dizer que é o ápice da relação sexual. Nesse momento, há uma carga de energia tão grande circulando pelo corpo que os benefícios do orgasmo são inúmeros. Desde benefícios como melhora da aparência da pele e diminuição do estresse, até o aumento da autoconfiança.

Foto: shutterstock

“Temos benefícios enormes com o orgasmo, com o prazer em si. Podemos aliviar dores de cabeça e dores na coluna só de relaxar o corpo, por exemplo”, explica a educadora sexual Clariana Leal. Falar sobre os benefícios do orgasmo para a saúde física e mental é também uma forma de as mulheres se apropriarem da potência de prazer existente no próprio corpo. “Se existe toda essa potência de auto cura e autocuidado, temos que usar isso ao nosso favor”, completa.

O que é um orgasmo?

Como já dito anteriormente, não é simples descrever o que é ou como é a sensação de um orgasmo. O que é possível afirmar é que, com uma carga de energia muito alta, ele é ápice de prazer no sexo ou na masturbação. Após esse pico de prazer extremo, há o relaxamento de todo o corpo e os benefícios começam a ser sentidos. “É uma sensação muito forte que não tem como ficar na dúvida depois de ter”, diz Clariana.

Benefícios do orgasmo para corpo, pele, cabelo e mais

De acordo com Clariana, antes mesmo do orgasmo , a masturbação e o sexo são ações que proporcionam uma série de benefícios para o corpo, já que vários hormônios são liberados, como a endorfina (promove o bem-estar), a dopamina (promove o prazer) e a ocitocina (melhora o humor e diminui a ansiedade).

Clariana explica que tanto a masturbação quanto o orgasmo frequente, por relaxarem o corpo ajudam bastante a aliviar as tensões musculares, diminuindo as cólicas menstruais, dores de cabeça e dores na coluna. Além disso, a grande carga de hormônios liberados contribui para combater a insônia e doenças crônicas, além de problemas relacionados ao desequilíbrio hormonal.

Muito se fala também sobre os benefícios de uma vida sexual ativa para a pele e o cabelo. Um estudo realizado pela Universidade Queens, no Reino Unido, comprova que ao atingir o orgasmo os níveis de dehidroepiandrosterona e estradiol aumentam. O primeiro é responsável pela manutenção dos tecidos e da pele saudável, enquanto o segundo deixa a pele e o cabelo mais viçosos. Além disso, o brilho natural também aumenta, já que há uma vasodilatação dos vasos sanguíneos.

E os benefícios do orgasmo não param por aí. Um estudo da Wilkes University, dos Estados Unidos, aponta que uma vida sexual ativa pode aumentar os níveis do anticorpo IgA, conhecido por ser responsável pela proteção do organismo de infecções, resfriado e gripes.

A educadora sexual ainda explica que no ato da masturbação, por exemplo, o corpo relaxa como se fosse uma massagem e, consequentemente, tem os benefícios parecidos. No entanto, com uma potência maior de relaxamento e liberação dos hormônios.

“Nós ficamos com o corpo todo tomado por essa sensação de calma e prazer. E isso vai criando uma relação boa com o próprio corpo. Geralmente, é um momento muito íntimo que você está se olhando e se tocando, o que ajuda muito na autoconfiança”, explica. Sendo assim, Clariana aponta que o orgasmo ajuda não somente em termos físicos, mas também nas questões relacionadas a autoestima e autoconfiança, já que a mulher percebe o prazer que pode proporcionar a si mesma.

Como “chegar lá”?

Os benefícios do orgasmo são muitos, mas nem todas as mulheres conseguem aproveitá-los. Isso acontece porque sentir prazer durante a relação sexual ainda é algo muito difícil para grande parte das mulheres. “Muitas mulheres não conseguem chegar lá porque elas ficam nessa ansiedade de que precisam ter um orgasmo durante a penetração com o namorado ou com o marido, e acham que há algo de errado com elas”, diz a educadora sexual.

Mas, como “chegar lá”? Não há um passo a passo de como chegar ao ápice do prazer, mas uma dica pode ajudar: o segredo está em estimular o clitóris. Segundo Clariana, ter um orgasmo somente com a penetração é muito difícil e, se isso acontecer, será por conta do clitóris, já que ele tem uma estrutura interna.

“O clitóris tem 8mil terminações nervosas e é bastante sensível. Nós precisamos trazê-lo mais para a nossa narrativa, para a cama, porque ele é a estrela do sexo, é o clitóris que faz a mágica”, comenta. Clariana acredita que a partir do momento que as mulheres focarem mais no clitóris, entendendo sua estrutura e qual a melhor forma de estimulá-lo, será mais fácil conseguir ter orgasmos.

“Nós só conhecemos a pontinha do iceberg, que é a glande, mas ela tem uma estrutura enorme que abraça o canal vaginal. Quando estamos excitadas, o clitóris fica ereto, os bulbos – que ‘abraçam’ o canal vaginal – incham e ficam super sensíveis”, completa a explicação sobre a importância de entender a estrutura do clitóris. Para estimular a região, é interessante começar com a masturbação para entender o que você gosta na hora do sexo.

Clariana fala sobre a importância de criar essa relação mais íntima com o próprio corpo para atingir o orgasmo. “Mulheres que têm orgasmos sozinhas conseguem ter orgasmos durante o sexo bem mais fácil”, explica. A educadora sexual entende este como mais um dos benefícios do orgasmo, já que as relações sexuais passar a ser mais prazerosas quando você consegue ter um orgasmo sozinha.

Falar sobre o prazer feminino e os benefícios do orgasmo são questões importantes para a sexualidade da mulher. No entanto, Clariana alerta para que o orgasmo não seja tratado como uma obrigação. A educadora sexual afirma que é possível ter uma masturbação e um sexo bom mesmo sem orgasmos. “O importante é ter consentimento, uma troca legal e com carinho, tornando a experiência toda prazerosa. O orgasmo é um bônus que a gente tem para relaxar, ficar mais feliz e mais tranquila, mas não pode ser uma obrigação”, finaliza.

IG

 

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Diversos

Dia Mundial do Orgasmo é celebrado nesta quarta-feira

g_casalpesjpegO Dia Mundial do Orgasmo é celebrado nesta quarta-feira (31), trata-se de uma data criada na Inglaterra em 1999, por uma rede de sex shops, para estimular a apreciação de produtos eróticos e a discussão sobre o tema, de preferência em um local aconchegante e em muito boa companhia.

O orgasmo corresponde a nada mais, nada menos do que ao maior momento de um prazer sexual, mas ainda se apresenta como tabu para boa parte das mulheres. De acordo com uma pesquisa do Projeto de sexualidade da USP (ProSex), aproximadamente 50% das brasileiras possuem dificuldades para atingir esse clímax da relação sexual, por diversos motivos, como vergonha, receio e até falta de conhecimento do próprio corpo.

Pesquisas sobre o tema surgem em vários pontos do mundo. No país em que a data foi criada, um estudo realizado por cientistas da Universidade Central de Lancashire e da Universidade de Leeds, apontou que 80% das mulheres inglesas fingem orgasmo para diminuir o tempo da relação sexual ou para excitar o parceiro.

Na Espanha, uma empresa de produtos eróticos fez uma pesquisa para descobrir quais são os estímulos preferidos nas zonas erógenas. Das 1.300 pessoas, entre 20 e 55 anos, que participaram da enquete, 35% preferem beijos no pescoço, 24% são adeptos das carícias por todo o corpo e 11% gostam das massagens relaxantes com óleo.

O orgasmo traz inúmeros benefícios para a vida e saúde do casal: aumenta a qualidade do sono, melhora o aspecto da pele e diminui o estresse. A mulher ainda tem um ganho extra: alívio das cólicas no período da Tensão Pre Menstrual.

Odiário

Opinião dos leitores

  1. Fiquei surpreso com essa notícia, pois não sabia que hoje é o dia da Organização dos Assalariados de Mossoró – ORGASMO.

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Saúde

Orgasmo ajuda a prevenir doenças físicas e mentais, afirma estudo

“Uma sinfonia do cérebro” ou “um show de fogos artificiais”. Estas são alguns dos termos usados pelos cientistas para se referir à resposta do cérebro ao momento do orgasmo. Mas embora o prazer proporcionado por essa sensação seja de conhecimento geral, quais são os benefícios para a saúde?

 Magdalena Salamanca, psicanalista especializada em sexo baseada na Espanha, disse à BBC que a ausência do prazer sexual pode provocar doenças e transtornos mentais.

 “É importante porque o orgasmo é a satisfação de um dos instintos mais importantes do ser humano, que é o sexual”, diz.

 Ela destacou ainda que muitos dos problemas de cunho social ou profissional estão vinculados à insatisfação sexual. “Por exemplo, a ansiedade é um dos transtornos mais relacionados com a ausência do orgasmo”.

 Além disso, a psicóloga Ana Luna disse que “fisiologicamente, a descarga de muitas tensões que o ser humano acumula se produz por meio do orgasmo”.

Atividade cerebral

Há alguns meses, cientistas da Universidade de Rutgers, no Estado americano de Nova Jersey, determinaram que o orgasmo ativa mais de 80 diferentes regiões do cérebro.

 Utilizando imagens de ressonância magnética do cérebro de uma mulher de 54 anos enquanto tinha um orgasmo, os cientistas descobriram que no ato quase todo o cérebro se torna amarelo, o que indica que o órgão está praticamente todo ativo.

 Os níveis de oxigênio no cérebro também refletem um espectro que vai desde o vermelho intenso até um amarelo claro, e isto tem um impacto em todo organismo.

 

Benefícios para a saúde

 

“Há outros benefícios porque todo esse sangue oxigenado que flui pelo corpo chega aos microssensores da pele e vai para todos os órgãos”, diz a psicóloga Ana Luna.

 Já Magdalena Salamanca destaca que a saúde física e psíquica estão muito vinculadas à satisfação sexual proporcionada pelo orgasmo, o que o estudo da Universidade Rutgers parece comprovar.

 A pesquisa mostrou como a atividade cerebral iniciada pelo orgasmo se propaga por todo o sistema límbico, relacionado às emoções e à personalidade.

 Por isso, psicólogos como Ana Luna acreditam que o orgasmo é uma parte essencial de uma personalidade sadia.

“Quando você não tem orgasmo toda essa energia fica represada”, diz a estudiosa, acrescentando que muitas vezes a ausência do prazer sexual torna a pessoa irritadiça, triste, rabugenta e até mesmo com dificuldades para sorrir. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 

Fonte: O Estadão

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Comportamento

Mulheres podem ter orgasmos malhando

Uma série de exercícios abdominais ou uma corrida na esteira pode ser acompanhada por uma explosão de prazer nas mulheres. E elas nem precisam pensar em sexo para chegar ao orgasmo. É involuntário.

A pesquisadora Debby Herbenick, da Universidade de Indiana, enviou um questionário online para 370 mulheres, de 18 a 63 anos, que disseram já ter sentido algum tipo de prazer durante a prática de exercícios físicos. Entre elas, 124 chegaram ao orgasmo, enquanto outras 246 sentiram algum prazer sexual enquanto se exercitavam. Herbehick descobriu que isso já aconteceu mais de 11 vezes ao longo da vida com 40% dessas mulheres.

Segundo a pesquisa, os exercícios mais estimulantes são os abdominais – estavam ligados a cerca de 45% das primeiras experiências.  Outros 19% dos relatos envolviam bicicleta ou spinning, 9,3% tinham a ver com subir em cordas ou mastros,7% com levantamento de peso e outros 7% com corridas. Outras mulheres chegaram ao orgasmo durante as aulas de yoga, natação, aeróbica e aparelhos elípticos. Fácil assim.

A pesquisadora segue com os estudos para entender por que esses orgasmos (chamados de coregasmos, por conta da ligação com os músculos abdominais do “core”) acontecem. Ela estima que a prática de exercícios também pode ajudar a vida sexual das mulheres.

E  você, já ouviu algum relato desse tipo?

Fonte: Superinteressante

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