Diversos

A vida de sultão de Eduardo Cunha

1457297952_816852_1457298243_noticia_normal_recorte1Conforme a Operação Lava Jato vasculha nas contas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mais nítido se perfila um homem com um padrão de vida milionário e muito acima das possibilidades de um deputado comum. A mais recente denúncia contra Cunha, protocolada pela Procuradoria Geral da República na sexta-feira, traz uma radiografia das caríssimas preferências do peemedebista nas suas viagens internacionais com a família. No documento, onde Cunha é acusado de receber mais de cinco milhões de reais em propinas por viabilizar a compra pela Petrobras de um campo de petróleo na África, afirma-se que os extratos das contas secretas na Suíça de Cunha demonstram “despesas completamente incompatíveis como os rendimentos lícitos declarados do denunciado e seus familiares”. Despesas que, segundo o procurador Rodrigo Janot, foram pagas com o dinheiro desviado da estatal.

Entre os gastos de Cunha, que já virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada sob a acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, chamou a atenção do procurador Janot a viagem a Miami de nove dias com a família no Réveillon de 2013. Entre 28 de dezembro e 5 de janeiro, Cunha gastou 42.258 dólares, cerca de 84.000 reais na época, e 169.500 reais na cotação atual. O salário de Cunha em 2012 era, segundo ele mesmo declarou, de 17.794 reais por mês.

Naquelas férias só em hospedagem há uma fatura de mais de 23.000 dólares. Destacam-se também os almoços e jantares em restaurantes de luxo cujas contas superaram os 6.000 reais. Um dos jantares em Miami Beach em 28 de dezembro, em um restaurante de comida asiática, superou os 1.000 dólares. No dia seguinte, o congressista foi às compras e desembolsou 2.327 dólares na loja Saks Fifth Avenue que vende artigos de grifes como Fendi, Valentino ou Yves Saint Lauren e 3.803 dólares na loja de grife Salvatore Ferragamo. Os dias de compras foram um plano recorrente durante essa viagem e repetiram-se despesas na Giorgio Armani (1.595 dólares) ou na Ermenegildo Zegna (3.531 dólares).

Um mês depois, Eduardo Cunha viajava a Nova Iorque e voltava a gastar na Salvatore Ferragamo mais 1.175 dólares, 909 dólares na loja da Apple Store e 1.668 no restaurante francês Daniel, chefiado pelo badalado chef Daniel Boulud. A conta de hotel no Hilton, no dia 12 de fevereiro de 2013, somou 2.761 dólares pela hospedagem de três dias.

Nesse mesmo dia, Cunha viajava a Zurique, na Suíça, onde os investigadores encontraram pelo menos cinco contas secretas no nome do deputado, da sua mulher Claudia Cruz, e da sua filha Danielle. Nessa viagem, do dia 12 ao dia 16 de fevereiro, Cunha gastou mais de 10.000 dólares em hospedagem em três hotéis diferentes.

O luxuoso rastro do deputado que se rebelou contra o Governo Dilma Rousseff no ano passado, quando rompeu publicamente com o Palácio do Planalto, se estendeu até Paris, onde gastou 2.500 dólares em um restaurante; em Barcelona, onde pagou 3.572 dólares em um hotel, e até na Rússia, onde liquidou uma conta de um restaurante de 3.000 dólares.

A lista de cinco páginas de despesas anexadas à denúncia parece não terminar nunca: 5.400 dólares na loja de Chanel em Nova York em setembro de 2013; 730 dólares em um bar de Veneza em março de 2014; ou quase 6.000 dólares por se hospedar em um hotel em Dubai em abril de 2014.

Janot ressalta que as despesas, “pagas com dinheiro proveniente de desvios da Petrobras”, continuaram mesmo após a eleição de Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2015. Só nesse mês, os extratos de Cunha somam 31.800 dólares.

Perda de mandato

Os extratos bancários da filha Daniellle e a mulher de Cunha, a jornalista Claudia Cruz, que se declara “dona de casa”, são igualmente estrambóticos. Claudia gastou, em janeiro de 2014, 7.700 dólares na loja de Chanel em Paris; mais de 4.000 dólares na loja Charvet Place Vendome; 2.646 dólares em Christian Dior e quase 3.000 dólares na loja de Balenciaga. Em Roma, em março de 2014, Claudia, comprou 4.500 dólares em artigos da Prada, 3.536 dólares na Louis Vuitton de Lisboa e mais 3.799 no mesmo mês na loja de Chanel em Dubai. Já em 2015, as faturas em lojas de grife do cartão de Claudia somam 14.700 dólares. A filha de Cunha gastou, segundo a denuncia, mais de 42.00 dólares em lojas de luxo entre dezembro de 2012 e abril de 2014. Cruz e a filha, porém, não são alvos da denúncia, já que não têm foro privilegiado e devem responder, se houver acusação, na primeira instância judicial, o que pode ficar sob a alçada do juiz da Lava Jato em Curitiba, Sergio Moro.

Cunha nega as denúncias e rejeita a acusação de que o dinheiro venha de desvios da Petrobras. Na denúncia, que ainda será analisada pelo Supremo, Janot pede que o deputado devolva aos cofres públicos o rastreado em suas contas na Suíça além de pagar uma multa. Pede ainda que ele perca o mandato parlamentar pelo crime de falsidade ideológica eleitoral por não ter sido transparente sobre seus bens na prestação de contas de candidato.

El País

Opinião dos leitores

  1. E quem se importa ou bate panelas?
    Por que ninguém o afasta ou conduz coercitivamente para a prisão?
    Essa é a luta contra a corrupção?

    1. Mais de cem envolvidos na Lava- Jato foram levados para depor coercitivamente, inclusive o cabeça, o mentor, ou seja, o ladrão mor Lula molusco!

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Geral

ESCÂNDALO NA IGREJA: Papa aceita renúncia de bispo acusado de desviar dinheiro e frequentar bordel

Foto: Reprodução/Diocese Caldeia de São Tomás Apóstolo

O Vaticano informou, em boletim divulgado nesta terça-feira (10), que o papa Leão XIV aceitou a renúncia do bispo Emanuel Hana Shaleta, de 69 anos, que atuava na Igreja Caldeia de São Pedro Apóstolo, em San Diego, na Califórnia (EUA), segundo informações do Metrópoles.

A saída do cargo ocorreu no mesmo dia em que o religioso foi libertado da prisão após pagar fiança de US$ 125 mil. Shaleta foi preso em 6 de março no aeroporto de San Diego enquanto tentava embarcar para a Alemanha com mais de US$ 9 mil na bagagem.

Ele responde a oito acusações de peculato — crime que ocorre quando alguém se apropria de dinheiro sob sua responsabilidade — e outras oito de lavagem de dinheiro. Em audiência realizada na segunda-feira (9), o ex-bispo se declarou inocente.

Segundo as acusações, cerca de US$ 272 mil teriam desaparecido da igreja onde ele atuava. A investigação começou em agosto de 2025, após um funcionário da instituição denunciar o clérigo e apresentar documentos que apontariam os supostos desvios.

De acordo com o site católico norte-americano The Pillar, Shaleta também é acusado de desviar pagamentos de aluguel de propriedades da igreja para uso pessoal e de frequentar bordéis no México, incluindo o Hong Kong Gentleman’s Club, em Tijuana.

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Política

Assembleia Legislativa instala comissão para analisar PEC da eleição indireta para governador no RN

Foto: João Gilberto/ALRN

A Assembleia Legislativa do RN instalou nesta quarta-feira (11) comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 03/2022, que trata da realização de eleição indireta para governador em caso de vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador. A proposta altera dispositivos do artigo 61 da Constituição Estadual para regulamentar como deve ocorrer o processo.

A reunião marcou também a eleição da mesa do colegiado. Os deputados escolheram por unanimidade o deputado Gustavo Carvalho (PL) para presidir a comissão e a deputada Cristiane Dantas (SDD) para a vice-presidência.

Foi designado como relator da proposta o deputado Francisco do PT. Ele terá prazo de até dez dias para apresentar o parecer sobre o mérito da matéria. A votação do relatório está prevista para o dia 25 de março, às 9h, no plenário das comissões da Assembleia Legislativa.

Também participaram da reunião os deputados Isolda Dantas (PT) e Hermano Morais (PV). A comissão foi instalada com base em ato da Presidência da Assembleia publicado no Diário Oficial Eletrônico da Casa.

Os deputados estaduais terão prazo de cinco dias para apresentar emendas à proposta antes da análise final no colegiado, etapa que antecede a continuidade da tramitação da PEC na Assembleia.

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Judiciário

CPI do Banco Master: Zanin assume relatoria no STF após Toffoli se declarar suspeito

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Cristiano Zanin, do STF, foi sorteado para relatar o mandado de segurança que pede a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). O sorteio ocorreu depois que o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para atuar no caso.

O pedido apresentado ao STF aponta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria cometido “omissão inconstitucional” ao não instalar a CPI solicitada por parlamentares. A ação afirma que há “postergação injustificada” do direito de investigar possíveis fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB.

Ao se declarar suspeito, Toffoli afirmou que a decisão foi tomada por “motivo de foro íntimo” e determinou o envio do processo à presidência do STF para adoção das providências necessárias. Ele destacou que a suspeição se refere apenas a esse mandado de segurança específico.

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Economia

Diesel sobe R$ 1 e gasolina R$ 0,30 na refinaria Clara Camarão; reajuste da Brava passa a valer nesta quinta (12)

Foto: Reprodução

A Brava Energia informou reajuste nos preços de combustíveis na refinaria Clara Camarão, em Guamaré, com vigência a partir desta quinta-feira (12). De acordo com a tabela divulgada, o diesel terá aumento de R$ 1,00 por litro, enquanto a gasolina terá reajuste de R$ 0,30 por litro.

Com a atualização, a Gasolina A passa de R$ 2,8915 para R$ 3,1915 por litro na refinaria. Já o diesel S-500 e o diesel marítimo passam de R$ 4,0725 para R$ 5,0725 por litro, conforme os valores informados.

O material também aponta o impacto estimado após a mistura obrigatória dos combustíveis. Nesse cenário, o efeito projetado é de R$ 0,21 por litro na gasolina e R$ 0,85 por litro no diesel S-500. O GLP, segundo a tabela divulgada, permanece inalterado.

Mais informações sobre os produtos podem ser consultadas AQUI.

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Judiciário

Moraes leva ao plenário do STF casos de desaparecidos na Ditadura e reabre debate sobre Lei da Anistia

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu nesta quarta-feira (11) que quatro processos sobre desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar (1964–1985) sejam levados para julgamento presencial no plenário da Corte. Ainda não há data definida para a análise dos casos.

As ações tratam da interpretação da Lei da Anistia, de 1979, e discutem se crimes como sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver podem ou não ser alcançados pela anistia concedida à época.

Segundo Moraes, os processos tiveram repercussão geral reconhecida, o que significa que a decisão tomada pelo plenário do STF deverá servir de referência obrigatória para casos semelhantes em outras instâncias da Justiça.

O ministro também liberou para julgamento um recurso que estava sob pedido de vista e discute se a Lei da Anistia abrange crimes considerados de natureza permanente — ou seja, que continuam ocorrendo enquanto não há solução para o caso.

Moraes é relator de três processos ligados ao desaparecimento do ex-deputado federal Rubens Paiva e do jornalista Mário Alves.

No recurso liberado, o relator Flávio Dino afirmou que, em casos relacionados à Guerrilha do Araguaia, crimes resultantes em desaparecimentos podem ser considerados permanentes.

O Supremo já havia discutido o tema em 2010, após pedido do MPF, quando voltou ao debate sobre se crimes ocorridos entre 1961 e 1979, especialmente em situações sem solução, podem ser enquadrados como “graves violações de direitos humanos”.

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Política

Delator de Lulinha diz ao STF que corre risco de vida e cobra proteção do Estado

Foto: Reprodução

O principal delator do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), afirmou ao STF que corre risco de vida e pediu proteção policial do Estado. A solicitação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso, mas até agora a medida não foi implementada, segundo informações da CNN.

A pedido do próprio delator, a identidade dele não foi divulgada. Em depoimentos à Polícia Federal em 2025, ele afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos da área de saúde do governo federal para a venda de produtos ligados ao canabidiol. A substância é derivada da cannabis e usada em tratamentos médicos.

As defesas de Antunes e de Lulinha negam as acusações.

Os advogados do delator apresentaram uma petição ao ministro André Mendonça em fevereiro deste ano. No documento, afirmam que ele prestou depoimentos no âmbito da chamada Operação Sem Desconto e forneceu informações consideradas relevantes para as investigações.

A defesa sustenta que, após colaborar com as autoridades, ele passou a sofrer exposição indevida e vazamentos de informações sobre suas declarações. Segundo os advogados, há indícios de que imagens do delator e de familiares, especialmente da filha, teriam sido retiradas de redes sociais e compartilhadas com terceiros.

O delator chegou a receber oferta para entrar em um programa oficial de proteção a testemunhas, mas considerou as regras restritivas demais.

 

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Judiciário

Toffoli se declara suspeito e sai da relatoria de ação que pede CPI para investigar Banco Master

Foto: Carlos Moura/STF

O ministro Dias Toffoli, do STF, se declarou suspeito nesta quarta-feira (11) e deixou a relatoria de uma ação que pede à Corte que determine à Câmara dos Deputados do Brasil a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.

Toffoli havia sido sorteado relator de um mandado de segurança que solicita a criação da comissão parlamentar de inquérito para apurar a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

Ele já havia relatado outro processo envolvendo o Banco Master na Corte entre novembro e fevereiro, mas deixou o caso após uma crise interna no tribunal.

A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal do Brasil apontou menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Após a saída, a relatoria do processo principal passou para o ministro André Mendonça.

Opinião dos leitores

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Política

QUAEST EXPÕE DESGASTE: 59% não querem novo mandato de Lula e 58% dizem que Brasil está no rumo errado

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A maioria dos brasileiros não quer ver o presidente Lula (PT) por mais quatro anos no comando do país. É o que mostra pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (11): 59% dos eleitores afirmam que o petista não merece um novo mandato, enquanto 37% defendem que ele deveria continuar por mais um ciclo presidencial.

Em comparação com a rodada anterior, realizada em fevereiro, a rejeição a um novo mandato de Lula subiu dois pontos percentuais. Apesar da oscilação, o levantamento indica que o cenário geral permanece relativamente estável desde março de 2025.

Entre os eleitores que não se identificam claramente nem com direita nem com esquerda, o cenário é ainda mais desfavorável ao presidente. Nesse grupo, 70% dizem que Lula não deveria ser reeleito, um segmento que analistas costumam apontar como decisivo em disputas eleitorais por reunir votantes menos ideológicos e mais influenciados pela avaliação do governo.

A pesquisa também perguntou sobre a percepção do rumo do país. Para 58% dos entrevistados, o Brasil está seguindo na direção errada, enquanto 35% avaliam que o país está no caminho certo. Entre os principais problemas citados aparecem violência (27%), corrupção (20%) e questões sociais (18%).

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 6 e 9 de março de 2026, com entrevistas presenciais em domicílios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

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Política

Líder do governo Lula no Congresso elogia Mendonça e afirma: “ministro está agindo com isenção” em investigações do INSS e Banco Master

Foto: Reprodução

O líder do governo Lula no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o ministro do STF, André Mendonça, tem atuado “com isenção” na condução de inquéritos que investigam descontos ilegais em benefícios do INSS e fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, em entrevista à imprensa.

Mendonça, indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), passou a relatar o chamado Caso Master após o afastamento do ministro Dias Toffoli, citado em negociação com uma empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

Segundo Randolfe, a expectativa é que o ministro continue conduzindo as investigações “com a isenção necessária”. Ele também afirmou que os trabalhos seguem com autonomia da Polícia Federal, dentro da estrutura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador acrescentou que a Polícia Federal tem investigado possíveis indícios de envolvimento de autoridades “independentemente de cor ideológica”. A pedido da PF, Mendonça autorizou a quebra de sigilo fiscal e bancário do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

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Geral

STF determina prisão de 5 ex-membros da cúpula da PMDF por omissão no 8 de Janeiro

Foto: reprodução/TV Globo

O Supremo Tribunal Federal determinou, nesta quarta-feira (11) a prisão de cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. A decisão ocorre após as defesas esgotarem a possibilidade de recursos contra a condenação imposta.

Os cinco integrantes foram condenados a 16 anos de prisão e a perda dos cargos públicos pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio.

A determinação de prisão foi confirmada com a defesa dos coronéis acusados Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues e Paulo José Ferreira de Souza Bezerra pelo G1. Também foram condenados Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral; Jorge Eduardo Barreto Naime, coronel; e Fábio Augusto Vieira, comandante-geral à época.

O grupo de oficiais é acusado de não terem agido para evitar os ataques às sedes dos Três Poderes, mesmo tendo efetivo policial para conter os manifestantes. Na denúncia da Procuradoria-Geral da União, também é detalhado que os oficiais sabiam dos riscos da invasão aos prédios e, de forma propositada, não tomaram ações previamente, o que resultou em prejuízos superiores a R$ 25 milhões.

O julgamento no STF foi unânime, com o placar de 3 a 0 seguindo o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes.

Em seu voto, Moraes utilizou mensagens, depoimentos e comparações com protocolos de segurança para demonstrar que a PMDF tinha condições de evitar o ataque. Para ele, houve omissões com “contribuição relevante para o 8 de Janeiro”, além de “anuência tácita e conformação psicológica com o risco”.

Moraes afirmou que “não houve só falhas pontuais”; a corporação, segundo ele, já havia identificado potenciais ameaças. Por isso, pediu condenação pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
InfoMoney

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