Um fato a que ninguém tem dado a devida publicidade sobre o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante (AISGA) diz respeito às suas reais potencialidades.
A Infraero disse certa vez que para o AISGA ser um hub, como dizem que vai ser, depende das operadoras de voo que funcionarão no lugar. Um hub é quando o aeroporto é utilizado como ponto de conexão para transferência de passageiro. O de SGA, dizem ainda, será utilizado como terminal aeroportuário de cargas.
Pois bem.
Em sua coluna do Novo Jornal desta sexta-feira, o empresário Bira Rocha esmiúça o assunto. Segundo ele, a Infraero, o Tribunal de Contas da União e o BNDES, ligados diretamente ao processo de viabilização do aeroporto, apresentam informações que vão na contramão da expectativa atual. São elas:
1º- A capacidade instalada do AISGA (até 2020) é praticamente idêntica à do nosso velho Augusto Severo, após reforma em execução.
2º- O aeroporto de Recife terá capacidade quase três vezes maior; o de Salvador o dobro; e o de Fortaleza bem superior.
3º- Estudos encomendados pelo BNDES não levam em conta a possibilidade do terminal se transformar num HUB.
4º-Os mesmos estudos confirmam que a maior fatia do movimento do AIGA virá do turismo e alertam para o risco do novo aeroporto perder demanda para os vizinhos nordestinos.

Pelo visto, o AISGA vai repetir o vexame da Ponte Newton Navarro, que foi construída sob o argumento de que iria desenvolver o litoral norte além de desafogar o trânsito. Até agora nada.
Antes de comemorar, portanto, é bom lembrar, como fez Bira Rocha, que seis é igual a meia dúzia. Tudo permanece como dantes, no quartel de Abrantes.
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