Política

AGU volta a defender novo decreto de armas de Bolsonaro

A Advocacia-Geral da União voltou a defender o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibiliza o porte e a posse de armas. Perante à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, o órgão opina pela improcedência de ação movida pela Rede Sustentabilidade contra a medida do Planalto.

Em ação, a Rede sustenta que “ao flexibilizar as regras de porte e aquisição de armas e munições aos colecionadores, atiradores e caçadores, põe em risco a segurança de toda a sociedade e a vida das pessoas”.

A AGU também se manifestou contra uma ação do PSOL, que pede o reconhecimento de inconstitucionalidade do decreto, e também está sob relatoria de Rosa.

Segundo o partido, a medida do governo se deu “sem amparo científico, indo de encontro à construção de uma sociedade solidária, em ato que excede o mero poder regulamentar, em verdadeira usurpação ao poder de legislar do Congresso Nacional, violando, desta forma, garantias básicas do Estado Democrático de Direito”.

A AGU rebate e diz que “a argumentação articulada na peça vestibular carece de respaldo mínimo”. “Com efeito, a autora tenta consolidar uma presunção hipotética de crescimento do número de mortes violentas no Brasil, baseado na premissa incorreta de que o porte e a posse de armas teriam sido autorizados de forma generalizada pelas normas questionadas”.

“Todavia, tais fatos estão absolutamente desprovidos de lastro fático-probatório”, sustenta.

Para a AGU, “por outro lado, conforme exposto em preliminar, praticamente todas as normas impugnadas de maneira especificada não mais estão em vigor, diante das alterações substanciais decorrentes da edição do Decreto nº 9.797/2019”. “Eventual suspensão da vigência das normas revogadas provocaria, inclusive, insegurança jurídica quanto à produção dos efeitos das novas normas revogadoras, já vigentes no cenário normativo nacional”.

“Conclui-se, portanto, pela ausência dos pressupostos necessários à concessão da medida cautelar pleiteada na presente arguição de descumprimento de preceito fundamental”, afirma.

Depois de contestações na Justiça e no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro publicou no dia 22 de maio, várias retificações no chamado Decreto de Armas, editado no início deste mês para facilitar o porte de armas no País. As correções constam de dois novos decretos.

Segundo o governo, o novo texto inclui “vedação expressa” à concessão de armas de fogo portáteis, como fuzis e carabinas, ao cidadão comum.

Estadão Conteúdo

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Política

Institutos divergiram até 28 pontos em eleição para o Senado no RN em junho, mas todos indicam reeleição de Styvenson e Zenaide

Foto: Reprodução

Quatro pesquisas eleitorais divulgadas em junho mediram a corrida pelo Senado no Rio Grande do Norte — e não concordam em quase nada. A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece com 12,2% em um levantamento e 40,3% em outro, colhidos na mesma semana. Vinte e oito pontos de diferença para a mesma candidata, no mesmo indicador.

Em uma coisa, porém, Agorasei, Exatus, Metadata e Seta convergem sem exceção: Zenaide é a segunda colocada em todas, atrás do senador Styvenson Valentim (Podemos) e à frente de todos os demais nomes testados.

A divergência não é fraude nem incompetência. É matemática — e explica por que o leitor potiguar tem visto números que parecem descrever eleições diferentes.

Dois jeitos de contar o mesmo voto

Em 2026, cada eleitor vota duas vezes para o Senado: são duas vagas em disputa por estado. Os institutos divulgam a “soma dos dois votos”, mas calculam de jeitos opostos.

Seta e Exatus usam a base cheia: o percentual de eleitores que citaram o nome em qualquer um dos dois votos. Somando todos os candidatos, o total passa de 100%. Os números saem altos por construção.

A Metadata divide essa soma por dois, reduzindo a base a 100% — o mesmo critério que o TSE usa para projetar eleitos. Os números saem baixos por construção.

É por isso que Zenaide marca 40,3% no Seta (campo de 15 a 17 de junho) e 12,2% na Metadata (campo de 12 a 14 de junho). Não houve derretimento de 28 pontos em 72 horas. Houve troca de régua.

Amostras entre 1.500 e 1.900 entrevistas, margens de erro na casa de 2,5 pontos. Todas registradas na Justiça Eleitoral (RN-02699, RN-01045, RN-04028 e RN-01712, respectivamente). Duas delas — Agorasei e Exatus — foram a campo ainda no fim de maio, embora divulgadas em junho.

O terceiro lugar muda de dono conforme o instituto. O segundo, não.

A metade da eleição que ninguém está olhando

Se são duas vagas, o segundo voto vale tanto quanto o primeiro. E é aí que mora o dado mais subestimado do mês.

A Agorasei foi a única pesquisa de junho a abrir o segundo voto separadamente. O resultado: Zenaide lidera, com 13% — à frente de Rafael Motta (9,3%) e do próprio Styvenson (9,2%).

Uma leitura possível dos números: Zenaide é hoje a segunda escolha mais natural do eleitorado potiguar. Num sistema em que a segunda escolha elege senador, isso não é consolo — é ativo.

O que os números não entregam

Nenhum dos quatro levantamentos autoriza contagem de vitória antecipada.

Na pesquisa espontânea — sem lista de nomes na frente do eleitor —, Zenaide é lembrada por 5,8% (Agorasei) e 9,3% (Seta). Na Agorasei, 61,9% dos entrevistados não souberam citar nome algum para o Senado. A eleição, a três meses do voto, ainda não começou na cabeça da maioria do eleitor.

Rafael Motta (PDT), recém-chegado à disputa, aparece a 2,9 pontos de Zenaide na base reduzida da Metadata — dentro do alcance de uma campanha. E a rejeição, na Agorasei, está em empate técnico entre os principais nomes, todos entre 10,3% e 15,9%.

O segundo lugar, hoje, é consenso. Consenso de junho não elege ninguém em outubro — mas define quem larga na frente pela segunda vaga.

 

Com informações do Blog do Dina

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Política

POR UNANIMIDADE: TRE-RN condena Allyson Bezerra por propaganda eleitoral antecipada e aplica multa de R$ 10 mil

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) condenou, por unanimidade, Allyson Bezerra (União Brasil) por propaganda eleitoral antecipada irregular. Os magistrados também decidiram aplicar uma multa de R$ 10 mil ao pré-candidato ao Governo do Estado.

A representação que originou a condenação (nº 0600193-91.2026.6.20.0000) foi movida pelo Partido Novo. Na ação, a legenda denunciou que Allyson Bezerra publicou em diversos perfis nas redes sociais um vídeo com um “verdadeiro jingle de campanha eleitoral”. Na peça, o pré-candidato é chamado de “Allyson Governador” e “Agora é Allyson que eu quero”.

O relator do processo foi o juiz Hallison Rego Bezerra, que votou de acordo com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), reconhecendo a propaganda eleitoral antecipada a favor de Allyson Bezerra.

No final de junho, o juiz Eduardo Pinheiro determinou, em decisão liminar, a remoção do vídeo do jingle de Allyson Bezerra. O magistrado entendeu que havia indícios de propaganda eleitoral antecipada e ordenou que a Meta, dona do Instagram, retirasse o conteúdo em até 24 horas.

No julgamento da ação, os juízes rejeitaram a tese da defesa de Allyson Bezerra, que alegava que o pré-candidato não tinha conhecimento prévio do conteúdo. O processo estava com vista para o juiz Daniel Maia. Ao votar, o magistrado disse que “resta configurada, quando às circunstâncias e peculiaridades do caso específico, a impossibilidade de o beneficiário não ter tido conhecimento da propaganda”.

“No caso concreto, verifica-se que, embora a divulgação não tenha ocorrido no perfil oficial do próprio representado, as circunstâncias objetivamente demonstradas revelam, inclusive à luz das regras de experiência comum, a impossibilidade de o beneficiário não ter tido ciência dessa publicação específica, promocional e impugnada”, disse o juiz.

Daniel Maia também destacou que, na publicação do vídeo com a propaganda eleitoral antecipada, verificou-se “a marcação do perfil pessoal do próprio representado em diversos comentários feitos por usuários, o que demonstra sua inequívoca ciência prévia quanto ao jingle divulgado”.

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Geral

BEAT! apresenta DUO Sara & Warllan, nova aposta da música potiguar, com lançamento de “Acoustic Sessions”

 

A BEAT! Music e Eventos apresenta ao mercado seu mais novo projeto musical: o DUO Sara & Warllan. A dupla estreia oficialmente nesta sexta-feira (10) com o lançamento do álbum “Acoustic Sessions”, disponível em todas as plataformas de streaming e no YouTube.

Com um repertório que reúne grandes clássicos internacionais das décadas de 70, 80 e 90, o DUO aposta em interpretações sofisticadas, arranjos contemporâneos e uma sonoridade pensada para eventos sociais, casamentos, recepções e ambientes que valorizam música de qualidade.

O álbum de estreia traz 10 faixas e apresenta a identidade artística de Sara & Warllan, unindo nostalgia e elegância em releituras que dialogam com diferentes gerações. O projeto nasce para atender um público que buscava, em Natal, uma proposta musical diferenciada, marcada pela qualidade das interpretações e por performances intimistas.

Entre as canções escolhidas estão sucessos que atravessaram décadas, como Billie Jean, de Michael Jackson; Everybody Wants to Rule the World, do Tears for Fears; Have You Ever Seen the Rain, do Creedence Clearwater Revival; e My Girl, do The Temptations. A música brasileira também ganha espaço com uma releitura elegante de Mania de Você, clássico de Rita Lee.

*Sobre a dupla*

Natural do Rio de Janeiro e radicada em Natal desde a infância, Sara Maia, de 28 anos, construiu sua trajetória artística desde cedo. Passou pela dança e pelo teatro, começou a cantar ainda criança na igreja e, aos 12 anos, aprendeu violão, instrumento que consolidou sua relação com a música.

Já Warllan Medeiros nasceu em São Fernando, no Seridó potiguar, onde teve os primeiros contatos com a música ainda na infância. Iniciou a carreira se apresentando em bares e eventos do interior do Rio Grande do Norte e, em 2020, mudou-se para Natal em busca de novos desafios profissionais. Foi na capital que sua carreira ganhou projeção e, agora, um novo capítulo com o DUO Sara & Warllan.

*Serviço*
Lançamento do álbum “Acoustic Sessions” – DUO Sara & Warllan
Data: Sexta-feira, 10 de julho de 2026
Onde ouvir: Disponível em todas as plataformas de streaming e no YouTube https://www.youtube.com/@BandaDuo.

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Política

De Brasília, Prefeita Aize Bezerra inicia articulação para garantir escrituras de milhares de imóveis em João Câmara

Foto: Divulgação

Poucos sabem, mas quase 50% da área urbana e parte da zona rural de João Câmara pertencem oficialmente à União, uma situação que se arrasta há mais de um século e impede que milhares de famílias obtenham a escritura pública de seus imóveis. Sem esse documento, muitos proprietários enfrentam dificuldades para financiar, vender, regularizar ou valorizar seus imóveis.

Para enfrentar esse problema histórico, a prefeita Aize Bezerra, acompanhada da secretária de Planejamento, Karolina Assunção, da Procuradoria do Município e do deputado federal Benes Leocádio, cumpre agenda na Superintendência do Patrimônio da União (SPU), em Brasília.

A reunião marca o início de uma articulação que poderá resultar no maior projeto de regularização fundiária da história de João Câmara.

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Judiciário

TSE bloqueia contas de ex-esposa de Bolsonaro

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Foto: Reprodução 

A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil, em valores atualizados após correção monetária, de Ana Cristina Valle, segunda esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O motivo é falha na prestação de contas de campanha.

Ana Cristina foi candidata a deputada distrital pelo partido Progressistas em 2022, obteve apenas 1.485 votos na capital e não se elegeu.

Segundo o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), os gastos da campanha totalizaram R$ 303.488,96 e não houve comprovação referente ao montante de R$ 134,4 mil – valor antes da correção monetária. Ana Cristina falhou em apresentar documentação correspondentes a 44,31% das despesas de campanha.

O tribunal apontou diversas inconsistências em despesas custeadas com recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha). Entre elas, ausência de notas fiscais, de contratos e de comprovantes de prestação de serviços. Também foi verificada a falta de documentos que demonstrassem a efetiva realização de gastos com militância, alimentação, combustível, locação de bens e impulsionamento de conteúdo na internet.

Entre as inconsistências, segundo a Justiça Eleitoral, houve um pagamento de R$ 35.150 destinado a atividades de militância sem documentação comprovando a efetiva prestação dos serviços. Ainda foram identificados R$ 3 mil em despesas com combustível sem comprovação da vinculação dos abastecimentos a veículos utilizados na campanha. Por fim, houve um gasto com aluguel de imóvel pago por período posterior ao encerramento das eleições.

Durante a tramitação do processo, a candidata foi intimada em duas oportunidades para apresentar esclarecimentos ou documentos complementares, mas não deu retorno à Justiça Eleitoral. Para o relator do caso, a ausência de manifestação reforçou a gravidade das irregularidades. A prestação de contas final da campanha também foi apresentada fora do prazo formal.

Caso o bloqueio das contas não seja suficiente, a medida do TSE pode afetar imóveis e veículos de Ana Cristina.

CNN

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Jornalismo

VÍDEO: Natalense registra encontro com Neymar em parque da Disney

Um vídeo gravado por um natalense durante visita a um dos parques da Disney mostra o momento em que Neymar passa pelo local cercado por algumas pessoas.

Enquanto registra a cena, o potiguar chama pelo jogador e repete diversas vezes: “Te amo, Neymar! Obrigado, te amo!”.

O atleta segue caminhando, acena rapidamente para o grupo e continua o trajeto, em um registro que repercutiu nas redes sociais.

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Judiciário

Defesa de Virginia diz que influencer não quis prejudicar consumidores

Foto: Reprodução 

Após o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) ajuizar uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra a influenciadora Virginia Fonseca, a defesa da influencer afirmou que ela não teve “intenção de causar prejuízo aos consumidores”.

O MP acusa a influenciadora e a plataforma de apostas Blaze de adotarem práticas publicitárias abusivas para atrair consumidores às apostas esportivas durante a Copa do Mundo.

A ação sustenta que a empresa utilizou estratégias de marketing capazes de induzir o público ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis, publicidade considerada enganosa e uso de influenciadores digitais de grande alcance para estimular as apostas.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (9), a defesa de Virginia Fonseca refutou a ação do Ministério Público e alegou que a responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em “presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora”.

Veja o posicionamento da defesa na íntegra

“A defesa de Virginia Fonseca tomou conhecimento, por meio da imprensa, nesta quinta-feira (9), da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). As alegações serão respondidas tecnicamente nos autos.

Contudo, cabe destacar que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações relevantes. Esses documentos são essenciais para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto à natureza do vínculo, à forma de remuneração e aos limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca.

A defesa entende que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão das apurações instauradas pelo próprio órgão, o que certamente daria outro rumo à demanda. A defesa refuta as alegações manifestadas na ação, especialmente qualquer afirmação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores. A responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora. A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no Poder Judiciário e prestará todos os esclarecimentos nos autos, oportunidade em que demonstrará, de forma técnica e documentada, a improcedência dos pedidos formulados contra Virginia Fonseca.”

CNN

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Marketing

Ratts Ratis: a agência que aprova campanha por dado, não por feeling

Foto: Reprodução

Aprovar uma campanha porque “ficou bonita” é apostar dinheiro no escuro. Às vezes dá certo. Mas “às vezes” não paga boleto no fim do mês, e construir um negócio em cima de sorte é o caminho mais caro que existe. Durante anos, foi assim que o mercado funcionou: criava-se, publicava-se e torcia-se.

A Ratts Ratis trabalha de outro jeito. Antes de investir pesado, a gente usa IA para testar título, imagem, público e oferta com pouco orçamento. Descobrimos o que realmente engaja e o que faz a pessoa comprar — e só então direcionamos a verba para onde o retorno já foi comprovado. Menos achismo, mais previsibilidade.

Na prática, isso significa que você para de financiar tentativa e erro. Cada real entra numa decisão sustentada por dado, não por opinião. E quando a campanha sobe, ela já passou por um filtro que a maioria das agências sequer aplica.

→ Se você cansou de torcer para a campanha dar certo, a Ratts Ratis te mostra como ter mais controle sobre o resultado. Chama no @rattscom ou no 99215-9781.

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Geral

Vorcaro pagou até R$ 2 milhões para influenciadores atacarem Banco Central

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, enviou pagamentos de até R$ 2 milhões para influenciadores digitais atacarem o BC (Banco Central) nas redes sociais, segundo investigação da PF (Polícia Federal).

A 10ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na última quinta-feira (9) e autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), investigou indícios de atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do BC, instituição que determinou a liquidação do Master em novembro do ano passado.

O magistrado emitiu dois mandados de busca e apreensão em Brasília. Na determinação, Mendonça destaca que os investigadores apontaram que Vorcaro utilizou fundos das fraudes do banco liquidado para realizar uma campanha de desinformação na mídia, chamada de “Projeto DV”.

De acordo com as investigações da PF, Vorcaro haveria intimidado e coagido influenciadores que recusaram as ofertas. Além disso, jornalistas e pessoas ligadas a autoridades públicas também foram ilicitamente monitoradas

A operação ainda analisou a atuação da possível organização criminosa para a obtenção indevida de informações sigilosas e a adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

Alvos da operação

Segundo apuração da CNN Brasil, um dos alvos da operação da PF foi Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Na decisão, foi autorizada a busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito.

Na decisão, Mendonça destacou o caráter urgente da medida no intuito de evitar a perda de provas digitais e a gravidade de condutas que poderiam interferir nas investigações do caso.

Mensagens trocadas entre Miranda e Vorcaro mencionam formas de buscar informações privadas sobre a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, na tentativa de impedir a produção de novas reportagens sobre o Banco Master.

CNN

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Judiciário

Virginia: servidores do MP se infiltraram entre clientes para investigação

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Servidores do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) se “infiltraram” entre clientes da Blaze para levantar provas para compor a ação civil pública apresentada pelo órgão contra a casa de apostas e a influenciadora e empresária Virginia Fonseca.

O processo de 855 páginas obtido pela CNN Brasil detalha como foi a ação da Promotoria do Consumidor.

“O objetivo foi monitorar as comunicações promocionais e de marketing da operadora, garantindo a preservação da cadeia de custódia digital dos documentos obtidos. Foram incorporados aos autos e-mails publicitários enviados pela Blaze, capturados em formato PDF a partir da interface web do serviço Gmail. A extração preservou os metadados verificáveis, incluindo endereços de remetente e destinatário, data, hora, conteúdo integral e a identificação da operadora no rodapé”, aponta o promotor Paulo Binicheski, responsável pela peça.

Cadeia de custódia é o caminho documentado de uma prova. Ela registra o histórico de uma evidência desde o momento em que é encontrada no local de um crime até o seu descarte final. Isso garante que a prova não foi trocada ou alterada.

O MP diz que os documentos evidenciam que a Blaze adota uma estratégia sistemática de envio ostensivo e direcionado de e-mails aos consumidores cadastrados. “A prática incentiva ativamente a realização de apostas por meio de ofertas com linguagem persuasiva, senso de urgência artificial e promessas de benefícios com elevado apelo comercial”, explica.

A Promotoria também aponta que em todos os casos analisados as condições essenciais de elegibilidade e ativação das ofertas foram relegadas ao rodapé das mensagens, em tipografia “visivelmente inferior”. Para o MP, essa prática configura, em tese, publicidade enganosa por omissão, nos termos do art. 37, § 3º, do Código de Defesa do Consumidor.

A ação do MP

O MPDFT ajuizou nesta quinta-feira (9) uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virginia Fonseca e pede uma indenização de R$ 120 milhões.

O MP acusa ambos de adotar práticas publicitárias abusivas para atrair consumidores às apostas esportivas durante a Copa do Mundo. A ação sustenta que a empresa utilizou estratégias de marketing capazes de induzir o público ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis, publicidade considerada enganosa e uso de influenciadores digitais de grande alcance para estimular as apostas.

CNN

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