Polícia

AME's deixaram 2 mil 'na mão' e não entregam 14 mil exames durante gestão da Marca

A manchete de hoje do “Novo Jornal”mostra que além de “meter a mão no bolso” do povo, o esquema de fraudes identificado pelo Ministério Público do Estado – no episódio da Operação Assepsia -, também teve reflexos claros sobre o sistema público de saúde de Natal. Dois mil pacientes deixaram de receber o resultados de 14 mil exames durante a gestão da Marca sobre as AME’s (Ambulatórios Médicos Especializados) e a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do Pajuçara.

De acordo com o que foi apurado pelo repórter Rafael Duarte, consoante ao relatório apresentado pelo interventor Marcondes Diógenes, a Marca contratou o laboratório ACI/Laborasul para prestar serviço às AME’s. No entanto, o serviço não foi completo, haja vista os 14.679 exames que deixaram de ser entregues a 2.097 pacientes. Marcondes Diógenes salientou em seus escritos que tal fato além de “comprometer o cumprimento das metas das unidades de saúde”, também geraram risco à saúde daqueles que dependiam dos serviços prestados pelas unidades relacionadas.

Ao contrário do que acontecia na UPA – onde os exames são feitos dentro da própria unidade -, era necessária a realização dos procedimentos laboratoriais em locais externos ao estabelecimento médico. Segundo o contrato de atendimento no Ambulatório, eram pagos 18 mil exames/mês seguindo a tabela do SUS e acrescidos 12%. No tocante à Unidade do Pajuçara, o valor era fixado em R$ 33 mil correspondentes a realização de 4,5 mil exames/mês.

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Preocupado com os resultados das últimas pesquisas, Lula é orientado a convocar Conselho da República e defender mandato no STF

Foto: Reuters

Diante dos últimos resultados nas pesquisas que já colocam Flávio Bolsonaro na frente em cenários de 2º turno e da mais recente escalada na crise institucional, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo e orientadaram Lula a convocar Conselho da República e defender mandato no STF.

Entre as propostas estão a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, a retirada de André Mendonça das relatorias dos casos Banco Master e INSS e o encerramento do inquérito das fake news.

Interlocutores de Lula também defendem uma nova reunião urgente com o presidente do STF, Edson Fachin, em busca de uma “solução pacificadora”. Outra possibilidade discutida é propor uma mudança constitucional para estabelecer mandatos de 10 ou 15 anos para futuros ministros do Supremo.

No Planalto, a preocupação aumentou após Flávio Bolsonaro (PL) aparecer numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno da pesquisa Nexus divulgada nesta terça-feira (8). Assessores avaliam que a crise no STF terá peso importante na reta final da campanha.

Também está em discussão a convocação do Conselho da República, embora a medida divida opiniões no governo por poder ampliar a exposição da crise.

A primeira reação de Lula ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, será o recurso da AGU contra a decisão de Mendonça. O governo argumentará que cabe exclusivamente ao presidente nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal.

Com informações de CNN Brasil

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Gilmar Mendes deve pedir a Fachin julgamento no plenário do STF sobre afastamento do diretor-geral da PF

Foto: Felipe Sampaio/STF

O ministro Gilmar Mendes deve pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, que o plenário da Corte julgue o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O caso está na Segunda Turma, que já formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça de afastar Andrei e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Gilmar suspendeu a análise após pedir vista.

Segundo o ministro, pela gravidade do caso e pelo contexto da disputa entre Mendonça e Alexandre de Moraes, a questão deveria ser analisada pelos dez ministros do Supremo. Os relatórios da PF que embasaram as acusações também foram levados ao plenário.

Gilmar está na Itália, mas mantém contato com os demais ministros por telefone. O eventual pedido será analisado por Fachin.

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Detento que fugiu de Alcaçuz nesta terça-feira (8) teria usado obra de ampliação do módulo de saúde como rota de fuga, diz Seap

Foto: Divulgação Seap/RN

O detento Anderson Stallone Flores dos Santos, de 38 anos, foi identificado como o preso que fugiu da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na tarde desta terça-feira (8).

Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), ele estava custodiado na unidade desde dezembro de 2025 e teria utilizado a obra de ampliação do módulo de saúde para escapar.

A suspeita é de que Anderson tenha passado ainda por duas linhas de concertina instaladas sobre a muralha, deixando a unidade por volta das 13h31. Equipes da Polícia Penal e de outras forças de segurança realizam buscas na região para localizar e recapturar o fugitivo.

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Flávio chama diretor afastado da PF de “pau-mandado de Lula” e diz que “grupo especial” para atacar adversários políticos do presidente foi desmascarado

Imagem: Reprodução/X

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, indicado pelo presidente Lula (PT). A decisão de Mendonça foi confirmada pela Segunda Turma do STF.

“[O] Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”, publicou Flávio nas redes sociais nesta terça-feira (8).

O senador também citou a suposta atuação da PF no monitoramento de Mendonça e criticou a proximidade entre o diretor afastado e Lula, atribuindo a Andrei uma série de adjetivos. “Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF”, escreveu.

Opinião dos leitores

  1. Lembrei de bolsonaro, que tirou diretor da PF do RJ pra proteger Flávio Bolsonaro das investigações de rachadinha.

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DARK HORSE: Delator confirma 7 pagamentos para fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro

Fotos: Reprodução; Saul Loeb/AFP

O operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter feito sete transferências para o fundo Havengate, que somaram US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões), a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro. A notícia é do blog da jornalista Malu Gaspar, do O Globo.

O fundo, sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, ligado a Eduardo Bolsonaro, foi usado para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Os pagamentos ocorreram entre fevereiro e setembro de 2025. A PF e a PGR investigam se os recursos foram destinados exclusivamente ao filme ou se também financiaram a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Mensagens mostraram Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Vorcaro para a produção do filme. A defesa de Mineiro se reuniu nesta terça-feira (8) com o ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no STF, para tratar do acordo de colaboração premiada.

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URGENTE: Detento foge da Penitenciária de Alcaçuz em Nísia Floresta; policiais penais realizam buscas na região

Foto: Reprodução/SOS Policial

Uma nova fuga foi registrada nesta terça-feira (8) na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A identidade do detento que fugiu da unidade prisional e as circunstâncias da fuga ainda não foram divulgadas oficialmente.

Após a fuga, policiais penais iniciaram buscas na região, com apoio do helicóptero Potiguar 01, que realiza sobrevoos na área de mata próxima à unidade.

O novo registro de detento que escapa de Alcaçuz acontece pouco mais de um mês após uma fuga em massa em Alcaçuz. Em 31 de julho, 11 presos escaparam da unidade. Quatro foram recapturados e sete deles continuam foragidos. No dia 3 de setembro, outro detento fugiu da UPA de São José de Mipibu, mas foi recapturado na manhã de segunda-feira (7).

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CRISE NA PF: 11 diretores colocam cargos à disposição e manifestam “total apoio” a Andrei Rodrigues

Foto: Marcelo Camargo

Diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma nota de “total apoio” ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada. O documento é assinado por 11 diretores da corporação.

A manifestação ocorre após o ministro do STF André Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei e Almada. Na nota, os diretores classificam as medidas como “ataques injustificados” à Polícia Federal e afirmam que as acusações contra os dois são infundadas.

“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, diz o trecho final do comunicado dos diretores.

Os diretores também afirmam que Andrei tem uma trajetória marcada por atuação “técnica, isenta e responsável” e criticam o que classificam como narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais. Segundo o grupo, a defesa da instituição busca preservar a capacidade da PF de atuar na promoção da Justiça e na defesa do Estado Democrático de Direito.

Leia a íntegra abaixo:

Os Diretores da Polícia Federal vêm a público expressar seu total apoio ao Diretor-Geral, Delegado de Polícia Federal Dr. Andrei Rodrigues, e ao seu Diretor de Inteligência, Delegado de Polícia Federal Dr. Leandro Almada, diante dos injustificados ataques sofridos pela Polícia Federal na data de hoje.

Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável.

Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja.

Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores.

Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.

Assinam o comunicado:

Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor/PF);
Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa (DPA/PF);
Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCiber/PF);
Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional (DCI/PF);
Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas (DGP/PF);
Roberto Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico (Ditec/PF);
André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística (Dlog/PF);
Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (Diren-ANP/PF);
Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa (DPP/PF);
Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI/PF);
Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz/PF).

Opinião dos leitores

  1. Ótimo que eles pediram pra sair, assim diminui o trabalho de identificar e separar os ratos da instituição. Todos os órgãos públicos estão assim, após 20 anos da quadrilha no poder. A sua piscina (órgãos públicos) está cheia de ratos, 🎶🎼🎵suas ideias não correspondem aos fatos 🎶🎵🎼o tempo não pára!!!

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Andrei Rodrigues e diretor de Inteligência da PF são oficialmente notificados sobre afastamento; William Marcel Murad assume interinamente direção-geral da corporação

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, foram oficialmente notificados nesta terça-feira (8) da decisão judicial que determinou o afastamento preventivo dos dois.

Com a formalização das intimações, o diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, assumiu o cargo de diretor-geral em exercício. A mudança evita um vácuo no comando da corporação.

Delegado da PF desde 2002, Murad se formou em primeiro lugar no Curso de Formação Profissional e é graduado em Direito pela USP. Antes de assumir a diretoria-executiva, em janeiro de 2025, foi adido da PF no Reino Unido e diretor de Tecnologia da Informação e Inovação.

Especialista em inteligência, Murad também teve formação na Academia Nacional do FBI e coordenou operações de segurança nas Olimpíadas do Rio, em 2016, e na Copa do Mundo de 2014.

A decisão judicial determina ainda que a Corregedoria da PF abra investigações penais e administrativo-disciplinares sobre a produção dos relatórios de inteligência sob suspeita.

Também foi determinada a suspensão de atividades relacionadas à produção ou compartilhamento de relatórios destinados a analisar atos funcionais de magistrados, integrantes da advocacia pública ou membros da polícia judiciária.

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WÁLTER MAIEROVITCH: Decisão de André Mendonça que afastou chefe da PF é “inconstitucional, arbitrária e ilegal”

Foto: Breno Esaki/Metropoles – Gustavo Moreno/STF

O jurista e colunista Wálter Maierovitch criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em entrevista ao UOL News, Maierovitch classificou a decisão como “perigosa, inconstitucional, arbitrária e ilegal” e afirmou que Mendonça teria ultrapassado os limites da atuação do Judiciário ao interferir diretamente em um órgão ligado ao Poder Executivo.

De acordo com o jurista, embora a Polícia Federal exerça funções de polícia judiciária, isso não significa que esteja subordinada ao STF. Para ele, existe uma relação de coordenação e auxílio entre as instituições, mas não de subordinação. “Não há relação de subordinação. Existe relação de coordenação, relação de auxílio, mas não de subordinação”, afirmou.

Maierovitch também apontou uma contradição dentro do próprio STF. Enquanto Mendonça considerou grave um relatório de inteligência da PF utilizado no caso, o ministro Edson Fachin teria dado andamento a uma representação que também levou o documento em consideração.

A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues. A Advocacia-Geral da União (AGU), porém, pretende recorrer e levar a discussão ao plenário da Corte.

Opinião dos leitores

  1. O QUE ESSE MOÇO FALOU QUANDO O XANDÃO IMPEDIU A NOMEAÇÃO DO ALEXANDRE RAMAGEM PARA DIRETOR DA POLÍCIA FEDERAL E ANULOU A SOLTURA DO DEPUTADO DANIEL SILVEIRA? POR ONDE O SENHOR ANDAVA, WÁLTER MAIEROVITCH?

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[VÍDEO] “Moraes será um dos principais atores para derrotar Lula em 2026”, comenta BG

BG avaliou, durante o programa Meio-Dia RN desta terça-feira (8), que o ministro Alexandre de Moraes, que teve papel central na derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, será um dos principais atores para uma eventual derrota do presidente Lula nas eleições de 2026.

Para BG, a atuação de Alexandre de Moraes e a crise envolvendo o STF estão provocando um sentimento de indignação e impotência em parte da população. “Flávio Bolsonaro está todo enrolado, mentiu, também teve relação com Daniel Vorcaro. O negócio do dinheiro do filme deve ser verdade, ele está todo enrolado. O problema é o sentimento de impotência e de injustiça. O problema é a perseguição que o Brasil está assistindo. Alexandre Moraes, que foi um dos principais atores para derrotar Bolsonaro em 2022, será um dos principais para derrotar Lula em 2026. Aguardemos”, comentou BG.

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