Política

Após 5 anos de operação, Lava Jato mantém foco em ‘núcleo político’

Ao completar cinco anos e colecionar 2.252 anos de condenações para 159 réus, a Operação Lava Jato em Curitiba mantém 11% de seus 426 denunciados na cadeia. São 47 os acusados presos preventivamente ou em razão de condenação em 2.ª instância que cumprem pena no Paraná, São Paulo, Rio, Bahia e Distrito Federal. Enquanto os cabeças dos núcleos financeiro e empresarial estão fora da cadeia, os líderes do núcleo político permanecem no cárcere – agora as defesas de acusados miram no crime de lavagem de dinheiro para reduzir as penas.

O jornal O Estado de São Paulo analisou os 89 processos da operação na 13.ª Vara Criminal de Curitiba – há outras quatro dezenas de ações no Supremo Tribunal Federal, no Rio e em São Paulo relacionadas à operação. “No começo, parecia ser um caso com potencial, mas jamais se imaginava que se tornaria tudo isso”, relata o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, integrante da força-tarefa original da Lava Jato.

A maior operação da história de combate à corrupção no Brasil começou em 17 de março de 2014 com o cumprimento de 17 mandados de prisão em 7 Estados. “As coisas mudaram quando Paulo Roberto Costa (ex-diretor de abastecimento da Petrobrás) fechou a delação.”

Até agora, a procuradoria fez 183 acordos de delação, a maioria de empresários e operadores financeiros que ajudaram a desbaratar o esquema que desviou R$ 6 bilhões da Petrobrás. Foram tantos acordos que há processo em que todos os réus viraram delatores. Essa é a principal razão de a maioria deles já estar em liberdade, ou em casa com tornozeleira eletrônica.

De lá para cá, foram desfechadas 60 fases da operação. Atingiram em cheio o PT, mas também o MDB e o PP. O 5.º ano foi aberto com a alça de mira voltada para o PSDB. O ápice das investigações aconteceu em 2015 e 2016, com 30 fases da operação. Já a maioria dos processos foi concluída em 2017 e 2018, com 24 sentenças – ao todo, Curitiba já proferiu 50.

O processo com o total mais elevado de penas teve como réu o empreiteiro Marcelo Odebrecht. A sentença de 2016 do juiz Sérgio Moro somou 164 anos de condenação para nove acusados. O maior fracasso da operação foi a fase Carbono 14, que tentou ligar a corrupção ao assassinato em 2002 do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Nada foi descoberto – a denúncia não citava a morte e cinco dos nove réus foram absolvidos.

Condenação de Lula soma 25 anos em dois processos

Atrás das grades está a maioria dos políticos importantes atingidos pela operação – poucos delataram. É o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 25 anos em dois processos, o do triplex (em segunda instância) e do sítio de Atibaia.”Não houve rigor excessivo. A questão é que a apuração teve amplitude horizontal e vertical. Mais fatos foram revelados e mais penas aplicadas”, afirmou o procurador.

Para o criminalista Roberto Podval, o uso da tecnologia mudou a ação penal. “Ela permitiu que os processos fossem mais rápidos. Antes o tempo contava a favor da defesa.” Para o criminalista Pierpaolo Bottini, os escritórios de advocacia precisaram se adaptar, produzir provas, pois não mais adiantava apenas a estratégia de negar a autoria. “Para a Lava Jato, foi fundamental a alteração da lei de lavagem de dinheiro e as leis sobre organizações criminosas e sobre os acordos de leniência.”

O total de denunciados na Lava Jato representa um oitavo do número da Operação Mãos Limpas, que sacudiu a Itália nos anos 1990. A celeridade dos processos de Curitiba pode ser constatada no fato de que só duas das 242 condenações da Lava Jato foram declaradas prescritas. Na Itália, a prescrição alcançou 424 das 1.254 condenações. “É preciso aproveitar as experiências da Lava Jato, retirá-la da disputa partidária e dela criar política criminal”, disse o magistrado aposentado Walter Maierovitch.

Defesas de acusados miram no crime de lavagem

Derrubar as acusações de lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) é uma das principais estratégias da defesa dos acusados ainda presos pela Operação Lava Jato. A tática pretende atacar uma das teses centrais das sentenças do juiz Sérgio Moro, a de que o pagamento de propina, quando feito por meio de fraude para esconder a corrupção, embute o crime de lavagem de dinheiro.

Com isso a pena de réus pode cair pela metade. Esse é o caso, por exemplo, do ex-ministro José Dirceu. Dos 32 anos e 1 mês de sua pena, 16 anos e 8 meses foram impostos por condenações em razão do crime de lavagem de dinheiro em dois processos. Um dos criminalistas que pretende questionar o entendimento de Moro é justamente o advogado Roberto Podval, que defende Dirceu.

Ele usa como exemplo o precedente da ação do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Nele, o ex-deputado federal João Paulo Cunha foi absolvido da acusação de lavagem por ter enviado a mulher para receber a propina. Para Moro, o esquema encontrado na Lava Jato era diferente. A complexidade de como a propina era paga, por meio de contratos falsos ou notas frias, não se limitava ao ato da corrupção. Ela ia além, lavando o dinheiro antes que fosse entregue aos corruptos.

Dirceu foi condenado duas vezes por Moro. Em 1.º de outubro de 2018, pouco antes de deixar a 13.ª Vara Criminal de Curitiba, o ainda juiz resolveu retomar o terceiro processo contra o petista que havia sido paralisado por ele em fevereiro por um prazo inicialmente de um ano. Menos de um mês depois, o magistrado deixou a carreira após aceitar convite para ser o ministro da Justiça do governo do presidente Jair Bolsonaro.

O entendimento de Moro é defendido pelo desembargador aposentado Walter Maierovitch, especialista em legislação de combate à criminalidade organizada. “Na legislação internacional a lavagem de dinheiro é caracterizada pela criatividade do fautor, de quem elaborou o esquema”, afirma o magistrado. Para ele, chegou o momento em que não resta a muitas das defesas outra alternativa do que discutir o tamanho da pena.

Podval diz que a Lava Jato acabou com a situação de impunidade que havia no País, mas provocou um desequilíbrio, ao agravar condenações além do razoável. “O que se busca agora é restabelecer o equilíbrio.” Além de Podval, outro criminalista que pretende discutir nos tribunais superiores o entendimento de Moro sobre a lavagem de dinheiro é Pierpaolo Bottini. Para ele, o pagamento de propina é parte do crime de corrupção, não caracterizando um outro crime.

Além de Dirceu, outro réu que pode ser beneficiado caso as decisões da 13.ª Vara Criminal de Curitiba sejam alteradas é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a pena por lavagem de dinheiro soma 10 de seus 25 anos de condenação.

A Lava Jato chega ao quinto ano enfrentando esse e outros desafios, como os julgamentos no STF das prisões após condenação em 2.ª instância e se os casos ligados a crimes eleitorais são de competência da Justiça Eleitoral e não da Federal. Para o Ministério Público Federal, se o STF decidir pela presunção da não culpabilidade, muitos casos se arrastarão na Justiça, levando à impunidade. No segundo caso, ele teme que a anulação de processos sob a alegação de que a Justiça Federal era incompetente para os casos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Após 5 anos lava jato cria ONG para papar 2.5 bilhões . Esse é o pagamento pela condenação do Lula? Pelo golpe? Pela entrega do Pré sal? Como fica a Janaína que levou apenas 45 mil.

    1. Conversa de esquerdopata mamador nas gordas tetas dos governos do PT.
      A boquinha acabou, vc vai ter que trabalhar. Ab! Esqueci, ainda pode pegar uma boquinha no governo do RN.

    2. Chora mais viúva do presidiário barbudo, tu não passa de um vagabundo, igual a casta bandida que vc tanto admira……

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Eleições 2026

Lideranças políticas de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Angicos, Parazinho e Santa Maria anunciam apoio à candidatura de Álvaro Dias

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu, nesta segunda-feira e terça-feira, manifestações de apoio de ex-deputado, vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas dos municípios de Parazinho, Angicos, Parnamirim, Santa Maria, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante.

Em Parazinho, anunciaram apoio os vereadores Joel de Pereiros e Maurício da Costa.

Em Angicos, recebeu o apoio do ex-prefeito Deusdete Gomes, de Nataly Felipe, ex-vereadora, primeira suplente e ex-presidente da Câmara Municipal de Angicos, e de Lindiclecio Macedo.

No município de Ceará-Mirim, o candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu o apoio do grupo de oposição, liderado pelo ex-vice-prefeito Marcílio Dantas e por Marcílio Júnior, ex-vereador.

Em Parnamirim, o apoio foi anunciado por Marciano Júnior, ex-candidato a prefeito e ex-deputado estadual, acompanhado de sua esposa, Andréia.

Já no município de Santa Maria, a manifestação de apoio foi feita pelo vereador Marcelo Eduardo.

Outra adesão importante é a do município de São Gonçalo do Amarante. Álvaro agora conta com o apoio da vereadora Elaine Dantas; do ex-vereador Chanxe Dantas; e dos suplentes de vereador Édson Valban, Joca da Prótese, Tarcísio Fernandes, Adelson Martins e Régia David.

A chegada do grupo político de São Gonçalo do Amarante também amplia a presença da candidatura de Álvaro Dias em um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Natal e do interior do estado.

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Política

Rogério Marinho aciona TCU e pede suspensão de contrato do STF para monitoramento de redes sociais

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão da licitação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para contratação de uma empresa especializada no monitoramento de redes sociais. O parlamentar questiona a legalidade do contrato, estimado em R$ 249.928,56, e afirma que a medida pode representar desvio de finalidade administrativa e riscos às garantias constitucionais da liberdade de expressão.

Segundo Rogério Marinho, cabe ao TCU analisar se a contratação atende ao interesse público e está em conformidade com as atribuições institucionais da Corte.

Edital prevê monitoramento de publicações
De acordo com o edital, a empresa contratada deverá acompanhar permanentemente as menções ao STF nas redes sociais e produzir análises sobre o ambiente digital.

Entre os serviços previstos estão:

  • monitoramento contínuo de publicações sobre o STF;
  • identificação de autores, públicos e formadores de opinião;
  • classificação das menções como positivas, negativas ou neutras;
  • análise de padrões de mensagens e de eventuais ações organizadas na internet;
  • avaliação do impacto dessas publicações sobre a opinião pública.

O contrato tem vigência inicial de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por até 10 anos.

Senador questiona finalidade da contratação

Na representação encaminhada ao TCU, Rogério Marinho sustenta que a produção de informações sobre cidadãos, influenciadores e manifestações públicas extrapola as competências constitucionais do Supremo Tribunal Federal.

Para o parlamentar, a contratação deve ser submetida ao controle do Tribunal de Contas para verificar sua legalidade e finalidade.

“É essencial que a colheita de dados, a produção de informações e o respectivo uso pelo STF observem a vinculação ao interesse público e respeitem os direitos e garantias fundamentais“, afirma trecho da representação.

O senador acrescenta que a utilização dessas informações para fins que não sejam estritamente institucionais não encontra respaldo jurídico.

“A produção de ‘dossiê’ e utilização que visem interesse não institucional do órgão não é juridicamente admitida e caracteriza desvio de finalidade e abuso de poder“, argumenta.

Pedido ao TCU

Na ação, Rogério Marinho também afirma que a contratação pode representar afronta às garantias constitucionais relacionadas à liberdade de manifestação do pensamento e à privacidade.

Segundo o líder da oposição no Senado, o STF deve observar os mesmos princípios de legalidade, finalidade e controle aplicáveis aos demais órgãos da administração pública.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não havia se manifestado sobre a representação apresentada ao Tribunal de Contas da União.

Com informações do Portal 98 FM

 

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Política

Vice do PT chama de “bobagem” repasse de lobista a Marcola, ex-assessor de Lula

Foto: Reprodução/Redes sociais

Vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá saiu nesta 3ª feira (4.ago.2026) em defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola (foto acima), ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao Poder360, o dirigente avaliou que o empréstimo feito pela empresária e lobista Roberta Luchsinger a Marcola não traz prejuízo à campanha de Lula à reeleição.

Quaquá disse que o ex-assessor do presidente é “sério e discreto” e nunca esteve envolvido em ilicitudes. Também classificou o caso como “bobagem”.

“Conheço Marcola e ele sempre foi um cara leal ao presidente Lula, sério e discreto. Não vejo a mínima possibilidade de ele estar envolvido com qualquer ilicitude. O problema no Brasil é que as pessoas são linchadas publicamente e não têm o direito de se defender. Depois de muito tempo, provam a inocência, mas já têm a vida e a reputação destruídas. Não vejo como uma bobagem dessas possa atrapalhar a campanha. Aliás, os candidatos deviam rechaçar essas hipocrisias”, declarou a este jornal digital.

Oficialmente, o PT não se manifestou sobre o episódio. Em geral, integrantes da sigla avaliam que a situação é um problema, mas sem potencial para prejudicar a campanha. Consideram que apresentar os comprovantes do empréstimo resolve o imbróglio.

O entendimento é de que o eleitorado observará as atitudes do petista e que ele não será julgado por ações de terceiros, como o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ou de assessores. Também defendem Marcola: dizem que nunca esteve envolvido em ilicitudes e que a resposta dele foi esclarecedora.

Há anos (mesmo antes da eleição de 2022), era Marcola quem atendia a todos os telefonemas dirigidos a Lula. Banqueiros da Faria Lima, empresários de grandes empresas e até amigos tinham de ligar para ele para tentar falar com o presidente ou marcar uma visita –Lula não usa ou diz não usar celular. Havia relação de confiança total entre os 2.

Em 21 de julho, surgiu a informação de Marcola deixou a chefia de Gabinete de Lula sob pretexto de integrar a campanha. Responsável pela agenda do presidente, saiu para fazer a ligação do petista com a coordenação de campanha.

Quem coordena a agenda da campanha é Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência. Marcola se integrou à função.

Ele é casado com Nicole Briones, responsável pelas redes sociais do PT. A jornalista também administra as redes de Lula ao lado do fotojornalista Ricardo Stuckert.

O PL, do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, deve pedir ao STF a abertura de um inquérito para apurar o caso e solicitar a quebra do sigilo de Marcola.

ENTENDA O CASO

Roberta Luchsinger fez transferências para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O valor exato não é conhecido, mas estima-se que tenha sido de cerca de R$ 80.000.

Marcola foi chefe de Gabinete do presidente Lula de janeiro de 2023 a 21 de julho de 2026. Acompanha Lula há bastante tempo.

Os dados estão com a Polícia Federal. Os valores exatos e a razão dos pagamentos não são inteiramente conhecidos. O Poder360 confirmou a existência das transferências com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. Marcola afirmou que se tratava de um “empréstimo pessoal” e que não há nada ilegal, mas não revelou de quanto foi.

Por meio de seu advogado, Roberto Podval, Luchsinger afirmou que responderá às questões nos autos do inquérito.

Luchsinger está citada na investigação de fraudes na Previdência Social. Ela prestou serviços ao Careca do INSS. Também mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.

Em maio de 2026, Roberta disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS por “boa educação” e negou intermediação de negócios: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”

Mensagens apreendidas na operação Sem Desconto mostram Roberta e Lulinha discutindo operações comerciais, inclusive sobre onde guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal. Luxemburgo foi um dos destinos cogitados.

O Poder360 revelou, em 4 de dezembro de 2025, que Lulinha é suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Ele é alvo de 3 inquéritos, incluindo um por tráfico de influência.

Com informações de Poder 360

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Política

POR UNANIMIDADE: TRE-RN rejeita ação que pedia cassação e mantém mandato da prefeita Aize Bezerra e do vice-prefeito Holderlin Silva de João Câmara

Foto: Divulgação

A prefeita de João Câmara Aize Bezerra e o vice-prefeito Holderlin Silva tiveram uma grande vitória no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE- RN). Os sete Membros da Corte decidiram de forma unânime, nesta terça-feira (4), pela improcedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra os dois pela coligação Vontade do Povo e pelo ex-candidato a prefeito Maurício Caetano, mantendo assim mandato da chapa vencedora de 2024.

O Ministério Público Eleitoral (MOE) já havia se manifestado pela improcedência da ação durante o processo. No julgamento de hoje, os sete magistrados acompanharam esse entendimento, mantendo assim os mandatos da prefeita e do vice eleitos em João Câmara.

Em publicação nas redes sociais, a prefeita comemorou o resultado do julgamento: “Foram meses de tensão, mas com a certeza que o resultado seria positivo. Pois temos um Deus que não falha. João Câmara, vamos continuar avançando e essa vitória é de vocês. Obrigado a todos que nos acompanham com tanto amor e oração, a justiça foi feita. Obrigado, meu Deus!”, escreveu.

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Eleições 2026

Eduardo Girão, do Novo, será candidato a vice-presidente com Zema

Foto: Divulgação/Partido Novo

A assessoria da campanha de Romeu Zema (Novo) anunciou nesta terça que o vice será o senador Eduardo Girão (Novo-CE). A decisão foi tomada após uma série de conversas entre os dois e integrantes da direção nacional do partido.

Com o anúncio, Girão deverá desistir da candidatura ao governo do Ceará, lançada no início de julho.

A escolha forma uma chapa inteiramente composta por integrantes do Novo.

Antes da escolha de Girão, outros nomes foram avaliados para a chapa. Tiago Mitraud (Novo) chegou a ser cogitado, mas foi escolhido para disputar o governo de Minas Gerais como vice de Mateus Simões (PSD). O empresário Geraldo Rufino (Podemos), citado publicamente por Zema, optou por concorrer ao Senado por São Paulo.

A aproximação entre Girão e Zema começou antes da campanha presidencial. Eleito senador em 2018 pelo Pros, Girão ingressou no Podemos no início do mandato e permaneceu na sigla até fevereiro de 2023, quando se filiou ao Novo e se tornou o primeiro senador do partido.

Ao anunciar a mudança, elogiou a gestão de Zema e lembrou que havia votado em Felipe d’Avila, candidato do Novo à Presidência em 2022.

“Eu, me encaminhando para o encerramento, quero colocar que nós temos uma outra grande referência no partido Novo, que é o Governador Zema, que tem feito uma administração em Minas Gerais que já o colocou seguramente como um dos melhores Governadores do Brasil, com muita austeridade, com uma capacidade de gestão, transparência daquilo que é público”, afirmou Girão na ocasião.

Desde então, Girão passou a defender Zema como uma das principais lideranças nacionais do Novo. Em 2023, saiu em defesa do então governador após a repercussão de declarações sobre o consórcio de estados do Sul e do Sudeste.

“Completamente fora do contexto, foi feita uma insinuação de que esse movimento seria contra o Nordeste, o meu Nordeste, o nosso Nordeste”, disse. “Eu converso muito com o governador Zema, estamos no mesmo partido, e eu vejo o profundo respeito que ele tem pelo Nordeste”, acrescentou.

Em julho de 2026, Zema participou do lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do Ceará. Os dois criticaram o PT e o apoio de parte do PL cearense a Ciro Gomes (PSDB) e defenderam mudanças na gestão pública.

g1

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Brasil

PF tem mensagens que mostram Lulinha discutindo como esconder seu dinheiro da Receita Federal no exterior, diz cientista político

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Polícia Federal possui, há meses, o registro de mensagens que mostram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, discutindo estratégias para esconder seu patrimônio da Receita Federal no exterior. As informações foram divulgadas no perfil do Instagram do cientista político e comentarista da Jovem Pan News, Luiz Felipe D’Avila.

Nos diálogos interceptados pelos investigadores, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa abertamente com a empresária e lobista Roberta Luchsinger sobre formas de burlar a fiscalização e alocar recursos fora do alcance das autoridades brasileiras.

Durante as trocas de mensagens, o país europeu de Luxemburgo, amplamente conhecido como um paraíso fiscal, foi apontado por Roberta como um dos destinos mais seguros para ocultar o capital.

O conteúdo das conversas já estava em poder da corporação antes mesmo da deflagração das fases mais recentes da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes e desvios em aposentadorias do INSS.

Roberta é investigada como uma das operadoras centrais do esquema. Lulinha, por sua vez, tornou-se alvo sob a suspeita de receber repasses financeiros e manter influência direta nos negócios da organização.

As novas evidências de planejamento para evadir divisas agravam a situação jurídica do núcleo íntimo do Palácio do Planalto, fornecendo base material para apurações sobre lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

A defesa da lobista afirmou que só se manifestará nos autos do processo. O governo federal segue sem comentar publicamente o teor das conversas.

 

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Geral

Polícias Penais registram redução de efetivos enquanto superpopulação carcerária dispara no Brasil; déficit supera 42 mil agentes

Foto: Eduardo Valente//Divulgação/ND Mais

A Polícia Penal foi a única força de segurança estadual a registrar queda no efetivo nos últimos dois anos, enquanto a população carcerária brasileira continuou crescendo. Os dados são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Entre 2023 e 2025, o número de policiais penais em atividade caiu 3%, passando de 94.673 para 91.850 agentes. No mesmo período, a população privada de liberdade aumentou 13,22%, chegando a 964.668 presos em penitenciárias e delegacias.

Déficit supera 42 mil agentes

O levantamento destaca ainda um déficit de 42.314 policiais penais. Embora existam 134.164 cargos previstos em lei, apenas 91.850 estão ocupados, o equivalente a 68,5% do efetivo necessário.

Os estados com menor proporção de agentes em relação ao quadro previsto são Paraná (26,2%), Rondônia (35,8%), Piauí (39,2%) e Rio Grande do Sul (41,8%). No Amazonas, há apenas 39 policiais penais de carreira, o que levou o estado a recorrer à terceirização da gestão prisional e ao apoio da Polícia Militar.

Segundo o FBSP, a redução do efetivo, aliada ao aumento da população carcerária, compromete a segurança das unidades prisionais, sobrecarrega os servidores e dificulta atividades como escoltas e monitoramento eletrônico. O estudo também ressalta que a Polícia Penal ainda não possui uma Lei Orgânica Nacional, o que limita a padronização e o fortalecimento da carreira em todo o país.

Com informações de UOL

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Geral

Lula recusa participação em série de entrevistas da GloboNews e do g1 com presidenciáveis

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará da série de entrevistas promovida pela GloboNews e pelo g1 com os candidatos à Presidência da República. A informação foi divulgada pela assessoria da emissora nesta terça-feira (4).

Segundo a Globo, a decisão foi comunicada pela equipe de Lula, que optou por não comparecer à entrevista que abriria a série nesta semana. De acordo com o UOL, a escolha foi do próprio presidente, após analisar o convite.

A série reúne os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho. Até o momento, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) confirmaram presença. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), cuja entrevista está prevista para a próxima segunda-feira (10), ainda não confirmou participação.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado em 27 de julho, com representantes das cinco campanhas. O UOL informou ainda que procurou a campanha de Lula para comentar a decisão, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

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Geral

Brasil fecha 1º semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial; alta de 6,2% em relação ao fim de 2025

Foto: Pixbay

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025. Apesar de o número permanecer em nível recorde, o ritmo de crescimento foi menor que o registrado no mesmo período do ano passado (7,3%), segundo o Monitor RGF-Bizdoc.

O estoque de empresas em recuperação atingiu o pico de 6.513 casos em maio, mas recuou para 6.341 em junho, uma redução de 172 empresas. Para o coordenador do levantamento, Cláudio Damasceno, ainda é cedo para falar em mudança de tendência, mas o resultado pode indicar um primeiro sinal de estabilização.

Estudo mostra uma mudança no perfil das empresas que recorrem à recuperação judicial

Desde 2023, o número de microempresas em recuperação quase triplicou, passando de 513 para 1.575 CNPJs, enquanto a incidência entre essas empresas mais que dobrou. Já entre as grandes companhias, a procura caiu, impulsionada pela migração para a recuperação extrajudicial.

Juros elevados, crédito mais restrito e alto endividamento

Especialistas apontam que o cenário é resultado da combinação de juros elevados, crédito mais restrito, alto endividamento e demora das empresas em buscar reestruturação financeira. Segundo eles, muitas companhias recorrem à recuperação judicial apenas quando já esgotaram as alternativas de negociação.

O levantamento também alerta para os impactos na cadeia produtiva. Fornecedores costumam ser os primeiros afetados, absorvendo prejuízos com deságios e prazos maiores para receber, enquanto bancos endurecem a concessão de crédito diante do aumento dos riscos.

Na avaliação dos especialistas, a redução das recuperações judiciais dependerá de uma melhora consistente do ambiente econômico, com queda dos juros, maior oferta de crédito, redução da inadimplência e uma busca mais precoce das empresas por medidas de reestruturação.

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Geral

Preso acusado de estupro de vulnerável, ator Márcio Furlan alegou a policiais que ‘confundiu’ menino autista de 5 anos com namorada

Foto: Reprodução/Instagram/Mais Novela

Por Leonardo Zvarick, g1 SP

O ator Marco Furlan, de 48 anos, foi preso acusado de estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na madrugada de domingo (2), durante uma festa de aniversário realizada em uma chácara. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (3).

O g1 tentou localizar os advogados de Marco Furlan, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança participava da confraternização e havia deixado o filho dormindo em um dos quartos da residência. Em depoimento, ela afirmou que ouviu gritos vindos do cômodo e correu para verificar o que estava acontecendo. Ao entrar no quarto, relatou ter encontrado o filho e o suspeito sem roupas. A criança reclamava de dores na região anal e foi levada para atendimento médico.

A versão apresentada pela mãe foi reforçada pelos depoimentos de testemunhas ouvidas pela Polícia Civil. Uma delas contou ter escutado a criança gritar “para, tá doendo” momentos antes de seguir em direção ao quarto. Ao entrar no local, afirmou ter visto Marco Furlan ao lado do menino. Outra testemunha confirmou ter encontrado a mãe em estado de choque logo após os fatos.

Ator alegou a policiais ter confundido menino de 5 anos com a namorada

Os policiais militares que atenderam a ocorrência informaram que, inicialmente, Marco Furlan disse que havia passado mal e entrado no quarto por engano, alegando ter confundido a criança com a namorada.

Posteriormente, já na delegacia e acompanhado por advogados, afirmou que havia consumido cerveja durante a festa e que não se recordava dos acontecimentos, dizendo lembrar apenas do momento em que foi colocado na viatura.

 

Opinião dos leitores

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