Judiciário

Após decisão do STF sobre rito de impeachment, PSDB aposta no TSE

2015-875738528-201512201905342109.jpg_20151220Os senadores Cássio Cunha Lima e Aécio Neves durante reunião da Executiva Nacional do PSDB – André Coelho/11-02-2014

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que dificulta o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a possibilidade de afastamento do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fizeram a oposição mirar agora nos julgamentos que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fará sobre a chapa da petista, que podem levar à cassação também do vice-presidente Michel Temer.

Isso levaria à convocação de novas eleições ou, conforme a jurisprudência da Corte, até mesmo à posse do segundo colocado, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Essa possibilidade, porém, não agrada aos tucanos. O fundamento da tese que voltou a ganhar força no partido é que ninguém terá legitimidade para tirar o país da crise sem passar pelo voto popular — nem Temer, nem Aécio.

Os oposicionistas admitem que, com as decisões do STF sobre o rito do processo de impeachment, como a obrigação de eleição de uma comissão indicada pelos líderes e a palavra final sobre o afastamento cabendo ao Senado, ficou mais difícil tirar Dilma por esse caminho. E a possibilidade de o Supremo afastar Cunha, diante do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), faz com que se reforce a expectativa pela decisão do TSE. Isso porque, caso se convoquem novas eleições, cabe ao presidente da Câmara assumir a Presidência da República até que se eleja o novo mandatário.

— Com essa nova realidade, o processo de impeachment fica indiscutivelmente mais difícil e o caminho do TSE será a salvação. Em março e abril, a crise será muito mais aprofundada, e o país vai precisar de uma saída via eleição e respaldada pela Constituição — diz o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB).

CREDIBILIDADE

A derrubada de Dilma pelo TSE é a posição preferida pelo PSDB, em especial pela ala de Aécio, que foi derrotado no segundo turno no ano passado, e aparece na liderança das pesquisas eleitorais realizadas ao longo deste ano. Parlamentares do partido argumentam que, devido ao comprometimento de integrantes do PMDB na Operação Lava-Jato, seria difícil uma retomada da credibilidade no país com Michel Temer na Presidência, o que ocorreria no caso de um impeachment.

— Seria incorreto o PSDB apoiar um governo Temer, principalmente porque ele teve participação ativa neste governo, neste modelo promíscuo de governar. O Temer no Planalto não significará mudança, será continuidade. Somos oposição e temos que continuar como oposição — defende o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

Essa opinião é compartilhada, neste momento, por outras lideranças do partido:

— Não é Temer que vai resolver. Ele e o PMDB são parceiros e cúmplices de toda esta situação. Afastar Dilma e Temer seria a melhor solução para o país — afirma outro cacique tucano.

Aécio evita descartar a defesa do impeachment de imediato, mas tem ressaltado em seus posicionamentos públicos o caminho da cassação da chapa como uma alternativa.

— Se a decisão do Supremo alegrou o governo, ela não altera o essencial. A presidente Dilma continua sem condições de tirar o Brasil desta enorme crise na qual o seu governo nos mergulhou. A pressão popular deve crescer sobre os parlamentares da mesma forma que o TSE avança nas investigações sobre dinheiro de propina na campanha de 2014 da presidente. Algum desfecho vai ter que haver. Manteremos a pressão — escreveu o senador em suas redes sociais na última sexta-feira.

Tramitam no TSE cinco processos que podem resultar na cassação da chapa formada por Dilma e Temer. A Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral (Aime) é tida como a que tem condição de ir a julgamento primeiro. Esse processo reúne acusações de como a máquina pública teria sido usada por Dilma para conseguir a reeleição e recebeu ainda as delações premiadas da Lava-Jato, cujo compartilhamento foi deferido pelo STF. Na semana passada, o PSDB pediu que fossem ouvidos seis delatores, como o dono da UTC, Ricardo Pessoa, e o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo.

— Com isso, acho que teremos condições de formar uma prova mais consistente. Havendo também uma produção de prova própria — disse ao GLOBO o advogado José Eduardo Alckmin, que representa os tucanos na ação.

O advogado acredita que eventual arquivamento do impeachment não criaria constrangimentos ao TSE, desde que fiquem demonstrados abusos na campanha da presidente Dilma que são apontados na acusação, como uso de mensagens por celular dizendo que se Aécio ganhasse ia acabar com o Bolsa Família; uso da máquina pública; uso irregular de cadeia de rádio e TV; e recebimento de recursos de origem ilegal, como dinheiro desviado da Petrobras. Recentemente, os tucanos anexaram no tribunal o parecer do TCU sobre as “pedaladas fiscais” do governo, que poderiam constituir abuso de poder político na opinião dos tucanos.

Alckmin rejeita também a estratégia empreendida por Temer para tentar dissociar a sua defesa da de Dilma. O vice constituiu um advogado próprio, Gustavo Bonini Guedes, para acompanhar o processo no TSE em seu nome.

— Em princípio, não tem como dissociar. Nesse caso, a contaminação atinge a chapa inteira, do presidente da República e do vice. Temer foi beneficiado por eventuais fraudes ou abusos na campanha. É da jurisprudência pacífica que a cassação da chapa não é para punir o candidato, mas para restabelecer a verdade das urnas e proteger a eleição — disse o advogado.

MUDANÇA DE ROTA

Quando o presidente da Câmara aceitou o pedido de impeachment, no último dia 2, lideranças da oposição avaliaram que esse era um caminho sem volta para o fim da gestão da presidente Dilma. A previsão era que, a partir daquele momento, haveria uma mobilização das ruas.

Os oposicionistas chegaram a fazer uma comparação com o processo de impeachment do ex-presidente Collor, que, entre a manifestação do dia 7 de setembro em que os caras-pintadas foram para as ruas de preto, e a abertura do processo na Câmara, no dia 29, levou 22 dias.

No caso de Dilma, 11 dias após a abertura do processo de impeachment as manifestações pelo afastamento da presidente foram menores do que o esperado pela oposição. Organizadores minimizaram a baixa adesão, afirmando que foi um “esquenta” para o ano que vem.

Horas antes de Cunha anunciar a abertura do processo de impeachment, integrantes do PSDB almoçaram com Temer, no Palácio do Jaburu. Internamente, os tucanos discutiam a conveniência e a forma de participação em um eventual governo de transição comandado pelo vice-presidente, caso Dilma fosse afastada. Tucanos relataram terem entendido que Temer, em um eventual governo de transição com caráter de união nacional, descartaria um projeto político pessoal e não se candidataria em 2018.

Uma ala do PSDB defendia, naquele momento, apoio ao eventual governo de transição para tirar o país da crise. Outra, comandada por Aécio, mais cautelosa, dizia que era preciso avaliar bem o embarque, olhando para além da turbulência política. O temor era que o PSDB passasse a ser atacado pelo PT como sócio das dificuldades, em 2018.

Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostra que a reprovação do governo Dilma caiu nos últimos quatro meses. Após atingir 71% em agosto, o índice declinou por dois meses seguidos e chegou a 65% em dezembro. Já o percentual dos que consideram o governo Dilma ótimo ou bom passou de 8%, em agosto, para 12%.

Também caiu, segundo o Datafolha, o índice das pessoas que acham que a presidente da República deve renunciar ao mandato. Em novembro, 62% dos entrevistados achavam que ela deveria deixar o cargo. Um mês depois, o número caiu para 56%.

Questionados se os deputados devem votar pelo impeachment de Dilma, 60% das pessoas responderam que sim. Em novembro, 65% achavam que o Congresso deveria abrir processo para afastar a presidente.

O Datafolha pesquisou também a percepção dos eleitores sobre um possível governo Temer. Dos eleitores entrevistados, 58% disseram que Temer faria um governo igual ou pior que o de Dilma.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Qualquer semelhança com o cenário POLÍTICO atual e mera COINCIDÊNCIA!!! QUEM EM PLENA CONSCIÊNCIA, AINDA ACREDITA EM RESULTADOS DE PESQUISA DIVULGADOS POR CERTAS MÍDIAS???
    Postado em 21 dez 2015por : Nathali Macedo

    Ela teve a classe que faltou a Aécio
    A Miss Colômbia Ariadna Gutiérrez foi anunciada equivocadamente pelo apresentador Steve Harvey como a vencedora do Miss Universo 2015. O apresentador corrigiu a gafe e coroou a verdadeira Miss Universo, Pia Alonzo Wurtzbach, das Filipinas.

    A colombiana comentou o incidente com a elegância de uma Lady: “Tudo acontece por algum motivo. Então eu estou feliz, estou feliz por tudo que eu fiz, por ter tornado o meu sonho de estar aqui uma realidade. Obrigado a todos que torceram por mim, que votaram em mim.”
    A despeito da posição crítica que mantenho em relação a concursos de beleza como este – que só reforçam a padronização da beleza branca, magra e cis – não pude deixar de considerar este evento no mínimo didático, por uma questão simples: A colombiana soube perder.
    Mesmo tendo sentido o gosto doce da vitória, por alguns segundos, reagiu elegantemente quando notou que o destino – e o erro do apresentador – lhe pregara uma peça.
    Lembrei-me, inevitavelmente, das eleições do ano passado.
    Eu acompanhava os resultados da apuração em um aplicativo de celular, reunida com alguns amigos – ainda indignada com os tantos votos recebidos por Bolsonaro – quando um deles disparou, atônito:
    – Parece que Aécio já está cantando vitória.
    E nos mostrou uma conversa vazada no WhatsApp, em que o candidato, crente da vitória, comemorava com amigos e parentes. Continuamos acompanhando a apuração, até sermos aliviados pelo resultado.
    Naquele dia, Aécio foi a Miss Colômbia coroada por engano. Mas, ao contrário de Ariadna Gutiérrez, tentou vencer no grito – tem tentado até hoje – exatamente como a Miss Amazonas 2015 – como esquecer? – que arrancou a coroa da verdadeira vencedora em plena coroação.
    Ariadna Gutiérrez deveria ministrar aulas de como perder com classe. E se o Aécio se matriculasse – deveria! – certamente seria reprovado.

    (Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
    Nathali Macedo
    Sobre o Autor

    Colunista, autora do livro "As Mulheres que Possuo", feminista, poetisa, aspirante a advogada e editora do portal Ingênua. Canta blues nas horas vagas.

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    Para a mídia, o banqueiro preso não é amigo de Aécio. Por Paulo Nogueira
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ECONOMIA: Juros altos e dívida de R$ 11 trilhões pressionam o Brasil e desafiam Lula no 4º mandato

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de juros reais, com taxa de 8,45% ao ano, segundo levantamento da fintech MoneYou que analisou 40 países. Ao mesmo tempo, a dívida pública brasileira chegou a cerca de R$ 11 trilhões, ampliando os desafios econômicos do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano. O patamar encarece empréstimos, dificulta investimentos e aumenta os custos de financiamento para consumidores, empresas e governo.

No levantamento divulgado em setembro, o Brasil aparece à frente de países como Rússia, que registra juros reais de 6,79% ao ano, e Argentina, com 2,69%. O indicador considera a taxa de juros descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses.

O impacto também aparece nas contas públicas. Nos 12 meses encerrados em agosto, o governo brasileiro acumulou R$ 1,18 trilhão em despesas com juros da dívida, equivalente a 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

A dívida pública alcançou aproximadamente 82% do PIB, ante 71% no início do terceiro mandato de Lula. Economistas ouvidos pelo UOL apontam que a combinação de juros elevados, crescimento das despesas e necessidade de equilíbrio fiscal representa um dos principais desafios do próximo governo.

Entre os fatores de pressão sobre as contas públicas estão o envelhecimento da população e o aumento das despesas previdenciárias. Especialistas também discutem medidas de controle de gastos e mudanças na política fiscal para conter o avanço do endividamento.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] TSE admite que carro com adesivo do PT transportou urnas eletrônicas

Vídeo: Reprodução/Pleno News

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) abriu uma apuração para apurar responsabilidades sobre o transporte de urnas eletrônicas em uma caminhonete adesivada com propaganda do Partido dos Trabalhadores (PT). O episódio ocorreu no Riacho Fundo II logo após o encerramento da votação, descumprindo as normas da Justiça Eleitoral que proíbem o uso de veículos com identificação partidária na logística do pleito.

Apesar da infração logística, o tribunal esclareceu que a integridade da eleição e o resultado das urnas não foram comprometidos. Segundo o órgão, as mídias contendo os dados dos votos já haviam sido extraídas e transmitidas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes mesmo de as máquinas serem recolhidas.

O TRE-DF reforçou ainda que a apuração do trecho já estava concluída e os Boletins de Urna (BUs) devidamente impressos e afixados nos locais de votação, permitindo a checagem e a auditoria pública dos resultados por qualquer cidadão via internet.

Com informações do Pleno News

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TRAGÉDIA NOS EUA: Colisão entre helicópteros deixa três mortos


Foto: Reprodução/Yamhill County Sheriff’s Officer

Três pessoas morreram na última quinta-feira (29) após a colisão entre dois helicópteros em uma área agrícola próxima a um aeroporto no condado de Yamhill, na região metropolitana de Portland, Oregon (EUA).

As vítimas foram identificadas pelas autoridades locais como o piloto norte-americano Tyler Sturdevant, de 38 anos; a instrutora de voo Maddie Aasbo, de 22 anos, natural do Texas; e um estudante de aviação britânico, que não teve a identidade divulgada até a conclusão da identificação formal.

Segundo o xerife do condado, Sam Elliott, Aasbo e o aluno britânico ocupavam a mesma aeronave, enquanto Sturdevant pilotava o segundo helicóptero. Uma das aeronaves envolvidas no acidente pertence à escola de aviação Jerry Trimble Helicopters, que lamentou a tragédia e prestou solidariedade aos familiares das vítimas em nota oficial enviada à imprensa.

As causas da colisão no ar estão sob investigação das autoridades federais de aviação dos Estados Unidos.

Com informações do Metrópoles

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Em meio a tensões pós-eleitorais, chanceler do Brasil chega aos EUA para reunião do G20


Foto: Gil Ferreira / SRI-PR

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nesta sexta-feira (30) em Atlanta para participar da Reunião de Chanceleres do G20, sediada este ano pelos Estados Unidos. O evento marca o primeiro contato direto entre representantes do governo brasileiro e a administração norte-americana desde as eleições no Brasil, em um momento de esfriamento diplomático provocado pelo silêncio da Casa Branca sobre a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os trabalhos da cúpula são conduzidos pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chefe da diplomacia americana e apontado como a principal ponte entre a família Bolsonaro e o governo de Donald Trump.

Apesar de não haver previsão de uma reunião bilateral formal entre Vieira e Rubio, a expectativa é de que ambos mantenham contatos informais nos bastidores. Os chanceleres do grupo buscam avançar nas negociações do texto final que será submetido aos chefes de Estado na Cúpula de Líderes, agendada para dezembro.

Nos bastidores da diplomacia brasileira, contudo, o tom é de ceticismo. Integrantes do governo avaliam o cenário com pragmatismo e pouca margem para avanços expressivos na pauta comum diante das divergências políticas entre as duas gestões.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Fala de Haddad sobre boicote a empresas pró-bolsonaro volta a repercutir após ofensiva do PT no MP


Vídeo: Reprodução/Pleno News

Declarações dadas em janeiro de 2023 por Fernando Haddad, que à época era Ministro da Fazenda, voltaram a circular nas redes sociais e a alimentar o debate político nacional. O resgate da fala ocorre no momento em que o Partido dos Trabalhadores (PT) aciona órgãos judiciais para investigar a criação de listas de boicote contra empresários e comerciantes que apoiam o governo federal.

Durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Haddad afirmou que os próprios consumidores têm o poder e as condições de pressionar as empresas por meio de suas escolhas de compra. Na ocasião, o ministro defendeu que o público não deveria “comprar nem um palito de fósforo” de companhias que não demonstrassem alinhamento claro a pautas de responsabilidade social, sustentabilidade e democracia.

Investigação e reação política

A reaparecimento do vídeo gerou acusações de contradição por parte de parlamentares da oposição. O resgate ocorre simultaneamente à ofensiva do PT junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A legenda governista pede a apuração e punição de grupos que circulam listas expondo estabelecimentos e profissionais identificados com a esquerda, promovendo boicotes econômicos e demissões por motivação política.

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[VÍDEO] REFORMA TRIBUTÁRIA: Alíquota acima de 30% pode dar ao Brasil o maior imposto sobre consumo do mundo


Vídeo: Reprodução/Band TV

A partir de janeiro de 2027, o Brasil iniciará a transição para um novo sistema tributário com a substituição parcial dos antigos PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Contudo, estimativas apontam que a alíquota total do imposto sobre o consumo, somando a CBS e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) poderá superar a marca de 30%, o que colocaria o país com a maior carga tributária sobre consumo do mundo.

Enquanto a projeção inicial calculava a CBS em torno de 9% a 11,3%, o novo modelo de cálculo e o debate em torno de alíquotas seletivas para produtos prejudiciais à saúde, como cigarros e bebidas alcoólicas geraram forte preocupação no setor produtivo. Entidades empresariais e representantes do setor de serviços alertam que o impacto nos custos poderá ser repassado aos preços finais.

Impasse no Senado

O Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu uma alíquota de referência de 11,3% para manter a arrecadação dos tributos federais, mas o martelo final cabe ao Senado Federal. Os senadores têm até o dia 15 de dezembro para definir e votar as regras, caso contrário prevalecerão os percentuais indicados pelo TCU.

Por sua vez, o Ministério da Fazenda argumenta que diversos produtos e serviços contarão com alíquotas zeradas ou reduzidas, fazendo com que a efetiva sobre o consumo final seja menor do que a soma nominal máxima.

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[VÍDEO] Defesa de Vorcaro aponta adulteração em celular e pede anulação de provas à PF


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sustenta que eventuais provas extraídas de seu celular podem ser totalmente anuladas caso se confirme que o aparelho sofreu alterações após ter sido apreendido pela Polícia Federal. A declaração foi feita à CNN pelo advogado Sergio Leonardo, que lidera a equipe jurídica do empresário.

Segundo o analista de Política da CNN, Caio Junqueira, a adulteração de provas se confirmada pode anular o processo.  “O que a gente está vendo nessa notícia, ela é extremamente relevante, não é pouco relevante, ela é extremamente relevante dentro de todo esse processo. Porque a partir desse laudo, se comprovado o que está descrito nesse laudo pericial contratado pelo doutor Sérgio Leonardo, que é o advogado que lidera a defesa do Daniel Vorcaro, tudo pode ser anulado, basicamente é isso”, comenta. 

Nesta quinta-feira (29), os advogados formalizaram um pedido para ter acesso ao material bruto mantido sob custódia da PF. O objetivo da defesa é confrontar os dados originais da investigação com o laudo pericial técnico encomendado por um especialista contratado pelo próprio banqueiro.

Segundo a defesa, a garantia do acesso à íntegra dos arquivos digitais é indispensável para contestar a integridade da cadeia de custódia das provas no processo.

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Davi Alcolumbre tenta articular reeleição no Senado sob desconfiança do PT e do PL


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acelerou as articulações políticas com a base aliada e com a oposição para pavimentar sua reeleição ao comando da Casa em 1º de fevereiro de 2027. O movimento, no entanto, ocorre sob um ambiente de desconfiança generalizada: de um lado, governistas temem acenos a pautas sensíveis, como a eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro; de outro, a direita exige entregas concretas antes de chancelar o apoio ao amapaense.

Mesmo com as fricções, aliados do parlamentar garantem que ele já dispõe de votos suficientes para consolidar a vitória. A estratégia de Alcolumbre baseia-se em atrair dissidências da oposição por meio de conversas diretas com parlamentares reeleitos e novatos, contornando a necessidade de um acordo formal com todo o bloco bolsonarista.

Atualmente, a candidatura de Alcolumbre soma o respaldo oficial de cinco legendas: MDB, PSD, PT, União Brasil e PP. Juntas, essas bancadas contabilizam 33 senadores para a próxima legislatura — faltam oito votos para alcançar a maioria absoluta de 41 necessária para a eleição. Como a votação é secreta e individual, o senador aposta na fidelidade dessas siglas e no avanço sobre parlamentares de partidos adversários.

O peso da bancada do PL e a disputa na oposição

A partir de 2027, o PL passará a ser a maior força do Senado, com 29 das 81 cadeiras — uma vantagem expressiva sobre a segunda maior bancada, a do PT, que contará com 10 senadores. A legenda tem reunião marcada para o início de novembro para definir se lançará candidatura própria, tendo como principais cotações o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A adesão formal do PP ao projeto de Alcolumbre colocou entraves à postulação de Tereza Cristina, mas parte da oposição ainda prega a unificação dos nomes para evitar o fracionamento dos votos conservadores.

Ajuste de rota com o Planalto

Paralelamente às negociações na oposição, Alcolumbre articula uma nova agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é alinhar a relação institucional entre o Palácio do Planalto e o Congresso a partir do próximo ano, priorizando uma pauta legislativa pragmática e mitigando pontos de conflito direto entre o Poder Executivo, o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Com informações do Metrópoles

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Geral

Lula vê Trump isolado após recusa em reconhecer vitória nas urnas


Fotos:  Aaron Schwartz/EFE/EPA/POOL; Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a recusa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reconhecer o resultado das eleições presidenciais brasileiras coloca o líder americano em uma posição de isolamento diplomático.

Integrantes do Executivo federal apontam que não há margem para contestar a lisura do pleito. A vitória de Lula no último domingo, selada com 64 milhões de votos contra 59,8 milhões dados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) foi chancelada de forma célere por líderes globais, representantes do Legislativo e Judiciário brasileiros e pelo próprio PL, partido da oposição.

A postura de Trump é acompanhada por um grupo restrito de governos alinhados, como Israel e Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, tornou-se o único chefe de Estado sul-americano a não cumprimentar Lula pela reeleição. Em contraste, outros nomes de destaque da direita na região — entre eles Santiago Peña (Paraguai), Daniel Noboa (Equador), José Antonio Kast (Chile) e Abelardo de la Espriella (Colômbia) — reconheceram prontamente o resultado das urnas.

Cenário político e fortalecimento interno

A leitura no Palácio do Planalto é de que o governo entra nesta nova etapa em posição consideravelmente mais forte do que no ano passado, período marcado pelas tensões diplomáticas e comerciais geradas pela “crise do tarifaço”. Naquela ocasião, a pressão sobre o Brasil se intensificou após o julgamento de Jair Bolsonaro por envolvimento em tentativas de golpe e pelas articulações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro junto a Washington para incentivar sanções econômicas contra o país.

Com o respaldo institucional doméstico e a aceitação majoritária da comunidade internacional, o Planalto avalia que as tentativas da oposição de buscar apoio externo para questionar as eleições perderam substância política.

Com informações do Metrópoles

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Economia

Após Bradesco e Itaú, Santander eleva juros do crédito imobiliário para 12,49% e encarece sonho da casa própria

Reprodução

O Santander confirmou nesta quinta-feira (29) que também vai elevar as taxas do crédito imobiliário, seguindo o movimento iniciado pelo Bradesco e seguido pelo Itaú. A partir desta sexta-feira (30), os financiamentos terão taxas a partir de 12,49% ao ano, mais Taxa Referencial (TR).

O reajuste ocorre em meio à alta dos juros futuros após a reeleição do presidente Lula (PT), encarecendo as condições de financiamento para quem pretende comprar um imóvel.

Na prática, o valor final dos imóveis financiados sofre um salto astronômico, encarecendo o valor de cada parcela mensal e exigindo uma renda familiar muito maior para conseguir a aprovação do crédito junto aos bancos.

O encarecimento das linhas habitacionais também trava o setor da construção civil, diminui a oferta de empregos na ponta e desacelera o mercado imobiliário em todo o país.

Com informações do Infomoney

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