ARTIGO: Derrubem o Cajueiro

 

Bem-vindos! Sejam todos bem-vindos! Calma. Muito bom receber todos vocês aqui em nosso artigo. Percebo que tem sempre gente nova. Hoje temos o prazer de receber ecologistas, ambientalistas, verdes, curiosos e nossos leitores assíduos de sempre. — Vou dar um alô especial para D. Albaniza que sempre nos prestigia.

Vamos se acomodar, minha gente. O artigo já está começando. Procurem um local confortável para relaxar e soltar as tensões. Se não tiver lugar para todo mundo, os haters podem ficar de pé — brincadeira — é sempre bom contar com vocês, também.

Peço que deixem as perguntas para o final. Isso quer dizer que leiam e depois comentem.

— Haters, se comportem. Não desejo derrubar o cajueiro, não. Foi só força de expressão. Hoje vocês estão demais.

Voltando, é o seguinte: todos os anos quando passo por Pirangi vejo o nosso Cajueiro invadindo a rua — sentido Natal- Pirangi. Em Janeiro, temos que enfrentar quilômetros de filas porque ninguém tem coragem de aparar alguns galhos que avançam sobre a rua. Sabe por quê? Porque no outro dia, o adversário político vai chamar as criancinhas do colégio para abraçarem o cajueiro e fazer um desenho ao lado da árvore. No final, close na lágrima da criança com a emoção manipulada — tudo devidamente filmado e disponibilizado nas TVs e redes sociais.

Resultado: Essa “denúncia” é um pretexto para capitalizar votos e deturpar a realidade para que o nosso corajoso político perca votos porque tomou uma decisão politicamente incorreta. Não sou 100% contra o politicamente correto. Cada caso é um caso.

Você pode não se incomodar com as inúmeras horas perdidas, ano após ano, no trânsito. Nem com o combustível gasto, nem com as pastilhas de freio corroídas, nem com o stress. Mas não pode ficar insensível ao fato que, se tivermos uma emergência com uma das crianças que abraçaram ou não o cajueiro, ela poderá morrer simplesmente devido às complicações de trânsito no entorno do cajueiro — que impediram ou retardaram o pronto-atendimento. E essas hipóteses têm chances reais de ocorrer.

É preferível correr o risco do que podar alguns galhos da árvore. Muita hipocrisia. E o galho vai avançar cada vez mais. Tomará a pista e invadirá as casas?

Em nossa cidade, temos inúmeras situações similares a esta que ficam impossíveis de serem resolvidas porque ninguém quer correr o risco de ser o “vilão” — e dessa forma, ninguém será o herói de fazer o correto.

E os órgãos fiscalizadores? No caso do cajueiro, precisamos que o Ministério Público quebre esse galho para a gente. Esse é um dos raros casos que a natureza vem devastar nossa paciência.

Vamos a outro exemplo: o presidente de Singapura desapropriou uma extensa faixa de favelas e vendeu a área para a iniciativa privada que pagou com inúmeros apartamentos escriturados em diversos condomínios — mais afastados do centro, porém com quadras esportivas, piscinas, gás encanado e, logicamente, em uma região totalmente saneada. Após vencer a resistência inicial, os benefícios foram enormes.

Se ocorresse aqui em Natal, imagino que uma liderança política rapidamente se apresentaria como o defensor dos humildes contra os capitalistas opressores. A lógica perversa é que trocariam votos pela garantia de nenhum benefício futuro. Tudo para que nada mude. Portanto, nada melhore. Isso tudo porque as pessoas têm um medo natural das mudanças. Imagine o que poderia ser feito na Praia dos Artistas, do Meio, do Forte e Santos Reis.

Às vezes, o remédio é amargo.

Seguindo na comparação, é como se o médico não pudesse aplicar a injeção no garotinho doente. Sempre chega um dizendo que é uma maldade furar a criança — talvez por má fé, talvez por ignorância, ele termina se beneficiando do menino doente e sugere deixar tudo como está e levá-lo para lanchar e depois se divertir no circo.

Medidas inicialmente antipáticas, devem ser tomadas sempre visando o bem estar futuro. Os aproveitadores, os vendedores do caos, é quem devem ser combatidos. Fica o apelo nessas linhas finais para que abandonemos o “fazer o que dá pra fazer” para o “fazer o que tem que ser feito”.

Antes de encerrarmos nossa atividade de hoje, registro a importância da comunicação com o dedo no pulso do povo — para auxiliar na sinalização dos benefícios a médio e longo prazo.

Nossa população, bem informada, através de campanhas esclarecedoras, poderão entender que tem mudanças que vêm para o bem.

Quando os resultados forem chegando, a gente toma uma pra comemorar. O caju, já sabemos onde pegar.

Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe.

  • Marcus Aragão
    Publicitário
    Instagram: @aragao01
OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ana Paula disse:

    O cajueiro pode ser a maior atração turística do Estado, mas fazer a poda das folhas, dos galhos não trará problemas a essa atração. Concordo demais com a abordagem do texto.

  2. Maria de Lourdes Santos disse:

    Como sitaram varias vezes é muita coincidencia este cajueiro invadir só um lado. Parabenizo-lhe por tocar neste assunto tão importante, que politicos ñ se atrevem para ñ perderem votos.
    É facil defender o absurdo da invasao ,pq seria apenas podagem de galhos , certamente ñ moram enfrente e ñ padsam por vexames com o transito

  3. Daysy disse:

    Essa pergunta sempre fiz e faço!
    Afinal, ele vai deixar de crescer?
    Pq pelo o que saiba não!
    Então, as casas, comércios e até o mar vão ser invadidos por ele e não vai poder podar?
    Santa paciência!

  4. Santos disse:

    Depois de perder minutos preciosos, fica a recomendação ao autor do artigo que visite o cajueiro, caso já o tenha feito, volte outra vez, mas sem pressa, calmamente leia as placas, depois ouça o guia e descubra o que tornou o cajueiro uma árvore tão singular e de grande importância para o combalido Rio Grande do Norte. Fica a dica!

  5. Oswaldo disse:

    O mais interessante depois de 40 anos de veraneio é que o quadrado do cajueiro só não cresceu em 2 lados, os dos comerciantes do próprio cajueiro e no lado da casas mais caras do litoral sul do RN, coincidência?!? Talvez! Mais que ele cresce torto, ele cresce! Igual a ignorância de quem não convive com os problemas de um cajueiro que já não é o maior do mundo há muito tempo!

  6. Albanisa disse:

    O seu artigo me fez lembrar o saudoso Jurandir Nóbrega que gostava de dizer em seu programa matinal : "papel aguenta tudo ". Digo isso, porque se fizermos um levantamento de quantos documentos existem referentes a – Termo de cooperação técnica entre vários órgãos, comissão multidisciplinar para elaboração de projetos , plano emergencial tudo visando as melhorias desse nosso lindo ponto turístico, certamente, perderemos as contas. O fato é que continuamos sofrendo para curtimos toda essa beleza que a natureza nos presenteou. Muito bem Marcus continue polemizando.

  7. Desacreditada disse:

    Show de ignorância! Vai de bicicleta, que não tem poluição atmosférica, não tem congestionamento, faz bem pra saúde e não corta a porra do cajueiro que é um ponto turístico altamente lucrativo.

  8. Ivana da Fonseca Issa Guia de Turismo disse:

    Você só fala M!!! Um idiotopata!!! Nunca gostei da sua coluna, agora tenho nojo de você.
    Tão desinformado, que eu fico admirada de ser chamado de "jornalista"!!!
    Saiba que muitas ruas antes de chegar no Maior Cajueiro do Mundo existe um desvio, não precisando o fluxo de carros passar ao seu lado.
    Saiba que o Maior Cajueiro do Mundo é a maior atração turística do nosso estado.
    Saiba que o Turismo é a principal fonte economica do nosso estado.
    Saiba que diferente de pequenos burguêse como você, existem pessoas esclarecidas no planeta que respeitam a natureza e estão aí para defende-la.
    Saiba que existe soluções para desafogar o trânsito sem mexer com o Maior Cajueiro do Mundo, só que seria preciso mexer com gente de muito dinheiro e influência, por isso os políticos não fazem.
    Saiba que eu poderia passar a noite aqui tentando lhe ensinar alguma coisa, mas acho que já perdi muito do meu tempo com quem não merece.
    Então, passar bem.

  9. Potiguar disse:

    Os incomodados que se mudem! O cajueiro fica.

  10. Jussara disse:

    Concordo! Hoje em dia melhor facilitar a vida no trânsito do que gerar dificuldade e stress sabendo que essas decisões vão trazer benefícios para todos!

  11. Roberto disse:

    Isso eh verdade. O cajueiro eh muito inteligente pq ele só cresce em direcao ao asfalto. Ele nunca cresce onde esta localizado o comercio em volta dele.

  12. Fê Melo disse:

    Graças a Deus que alguém tocou nesse assunto, ainda mais dessa forma tão coerente e clara. Parabéns

  13. Luciana disse:

    Verdades precisam ser ditas👏🏼

  14. Marília disse:

    Sempre achei isso mesmo. Está na hora de “fazer o que tem que ser feito”. 👏👏👏👏👏

  15. Manoela Torres disse:

    Pura verdade. Não tem cabimento não apararem esse cajueiro. Ficamos reféns do politicamente correto. Mais um belo texto retratando a vida como ela é. Parabéns.

  16. Amaro Henrique Fonseca Magalhães disse:

    O que deve ser motivo de estudo é que o cajueiro não cresce para o lado das lojinhas.

  17. Amaro Henrique Fonseca Magalhães disse:

    O incrível é que o cajueiro não tem perigo de crescer para o lado que tem as lojinhas, é um caso a ser estudado.

  18. Tania disse:

    Perfeito!!!

  19. L. Souz disse:

    Homi não convide pra tomar uma com o fruto dessa árvore, que o mundo cai de ponta cabeça.
    Tem deputada Federal aí, que grita, esperneia, abre processos e bota um exercíto inteiro pra machar com uma foice e um machado, pra protestarem contra o Caju.
    Não viram como foi com as ruínas fedorenta do hotel Reis Magos??
    São uns atrasados por natureza, segue a cartilha do maior ladrão do mundo.
    É mole??

  20. Daniel Oliveira disse:

    Show suas colocações!

  21. Capiroto disse:

    Por mim poderia corta pelo pé!

  22. Sergio disse:

    Não sei qual o segundo cajueiro maior do mundo. Mas acho que se podarmos o nosso, ele não vai perder o título . Portanto, mãos à obra. Ou faz-se uma cerca alta, pra ele se espalhar para cima.

  23. Absurdo disse:

    Parabém pelo texto , essa cajueiro é MALANDRO , ele só cresce para o lado da rua , para o lado do COMÉRCIO ( as lojas ) não ouse crescer , no sentido ouve a poda e o CAJUEIRO MALANDRÃO NÃO MORREU , curioso ???

  24. Felipe disse:

    O Cajueiro sempre esteve lá, quem quiser que mude a pista ou as casas. Patrimônio ambiental.

  25. Tita disse:

    Penso da mesma forma . Me pergunto pq não colocaram a mesma armação do sentido Pirangi / natal .

  26. Narcisio disse:

    O pior é que o cajueiro não cresce em direção das lojas de artesanato. Só cresce em direção a tua

  27. FAUSTO LIRA disse:

    Meu deus toda semana esse rapaz vem despejar uma montanha de besteira nesse espaço.

    • Absurdo disse:

      Que pena de você …o típico doente , que ama PARIS com suas mesas nas calçadas , mas se alguém colocar 1 única mesa em frente uma cigarreira vem contestar , acha lindo as barracas e as estruturas de Fortaleza , mas levanta a bandeira que Nso pode ter 1 guarda-sol na areia de ponta negra….que pena , você é um COITADO REVOLTADO E INERTE , mais 1 parasita esperando uma bolsa família

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