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ARTIGO GANHA DEBATE NAS REDES: A hipótese de culpa para o impeachment, por Ives Gandra da Silva Martins

À luz de um raciocínio exclusivamente jurídico, há fundamentação para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff

Pediu-me o eminente colega José de Oliveira Costa um parecer sobre a possibilidade de abertura de processo de impeachment presidencial por improbidade administrativa, não decorrente de dolo, mas apenas de culpa. Por culpa, em direito, são consideradas as figuras de omissão, imperícia, negligência e imprudência.

Contratado por ele –e não por nenhuma empreiteira– elaborei parecer em que analiso o artigo 85, inciso 5º, da Constituição (impeachment por atos contra a probidade na administração).

Analisei também os artigos 37, parágrafo 6º (responsabilidade do Estado por lesão ao cidadão e à sociedade) e parágrafo 5º (imprescritibilidade das ações de ressarcimento que o Estado tem contra o agente público que gerou a lesão por culpa –repito: imprudência, negligência, imperícia e omissão– ou dolo). É a única hipótese em que não prescreve a responsabilidade do agente público pelo dano causado.

Examinei, em seguida, o artigo 9º, inciso 3º, da Lei do Impeachment (nº 1.079/50 com as modificações da lei nº 10.028/00) que determina: “São crimes de responsabilidade contra a probidade de administração: 3 – Não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição”.

A seguir, estudei os artigos 138, 139 e 142 da Lei das SAs, que impõem, principalmente no artigo 142, inciso 3º, responsabilidade dos Conselhos de Administração na fiscalização da gestão de seus diretores, com amplitude absoluta deste poder.

Por fim, debrucei-me sobre o parágrafo 4º, do artigo 37, da Constituição Federal, que cuida da improbidade administrativa e sobre o artigo 11 da lei nº 8.429/92, que declara: “Constitui ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da administração pública ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”.

Ao interpretar o conjunto dos dispositivos citados, entendo que a culpa é hipótese de improbidade administrativa, a que se refere o artigo 85, inciso 5º, da Lei Suprema dedicado ao impeachment.

Na sequência do parecer, referi-me à destruição da Petrobras, reduzida a sua expressão nenhuma, nos anos de gestão da presidente Dilma Rousseff como presidente do Conselho de Administração e como presidente da República, por corrupção ou concussão, durante oito anos, com desfalque de bilhões de reais, por dinheiro ilicitamente desviado e por operações administrativas desastrosas, que levaram ao seu balanço não poder sequer ser auditado.

Como a própria presidente da República declarou que, se tivesse melhores informações, não teria aprovado o negócio de quase US$ 2 bilhões da refinaria de Pasadena (nos Estados Unidos), à evidência, restou demonstrada ou omissão, ou imperícia ou imprudência ou negligência, ao avaliar o negócio.

E a insistência, no seu primeiro e segundo mandatos, em manter a mesma diretoria que levou à destruição da Petrobras está a demonstrar que a improbidade por culpa fica caracterizada, continuando de um mandato ao outro.

À luz desse raciocínio, exclusivamente jurídico, terminei o parecer afirmando haver, independentemente das apurações dos desvios que estão sendo realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público (hipótese de dolo), fundamentação jurídica para o pedido de impeachment (hipótese de culpa).

Não deixei, todavia, de esclarecer que o julgamento do impeachment pelo Congresso é mais político que jurídico, lembrando o caso do presidente Fernando Collor, que afastado da Presidência pelo Congresso, foi absolvido pela suprema corte. Enviei meu parecer, com autorização do contratante, a dois eminentes professores, que o apoiaram (Modesto Carvalhosa, da USP, e Adilson Dallari, da PUC-SP) em suas conclusões.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 79, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. [email protected]

Opinião – Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/206640-a-hipotese-de-culpa-para-o-impeachment.shtml

Opinião dos leitores

  1. Nossa! O que 4 chibatadas nos lombos dos tucanos nao provoca!
    Estão desesperados ainda tentando um terceiro turno!
    Mas eu acho que o impeachment já está encaminhado, entre P$DB e PMDB junto com instituto millênio e afins além de alguns meios de comunicação. Agora uma coisa: Não pensem que o PT é o PRN e nem Lula/Dilma é o Collor. Estão brincando com fogo…..

  2. Se essa tese fosse válida, a mesma lógica não se aplicaria ao problema da gestão da água em São Paulo? Ou no caso do cartel dos trens e metrôs?
    FHC, aquele que comprou a emenda da reeleição, não é o mesmo responsável pelo afundamento da maior plataforma de petróleo da América Latina. a P36?
    Quanto custou esse Parecer suspeito e quem pagou? Foi o Instituto Milênio financiado pelo pacto de Washington ou pelas mega petrolíferas americanas (Chevron, Esso, etc) que mantém contrato com escritório onde trabalha a esposa do Moro?
    Aliás, a esposa do Moro não é aquela assessora do governo do Tucano Beto Richa do PSDB do Paraná?
    Há, os Tucanos são tão criativos e originais em seus planos de terceiro turno…

  3. Legal essa discussão de juristas, isso em relação aos oponentes ao parecer. Até um que se denomina "Ninguém", sabe falar. Ora, ninguém é ninguém, e pronto. Noto que FHC parece ter tido importância maior que se imagina. Hoje, velho e de nem tão elevado prestígio, é relembrado e tem hipotéticos seguidores, como nunca. Ele fez uma escola tão forte assim? Não imaginava. Não há que se falar em inconformismo de eleição, mas de oposição. Essa não é exercida apenas em período eleitoral, mas, e com maior força, pós eleições. Lembrem os críticos de plantão. Quanto ao merecido impeachment, esse não tem responsabilidades da oposição, deriva da mera consequência da postura administrativa do PT, nem se pode dizer de Dilma, mas do PT, eis que ela não governa só, como faz externar porseus atos "lulescos". A ssolução deve ser a legal e legitima, pois, com bem menos, mas não menos importante, Fernando Color caiu e devia ter sido exemplo para os demais políticos brasileiros. O povo saiu as ruas por centavos, mas cala frente aos bilhões apontados como objeto de desvios. Na França sairam as ruas por uma chacina que atingiu um jornal, no Brasil, PT sai para empastelar a VEJA, que denunciou o que agora vemos como real. Na França, chefes de Estados se uniram pelo atentado. No Brasil, nem um político, seja da situação (o que seria improvável) ou da oposição, que seria dever, sai as ruas para protestar, arregimentar ou agir contra esse descalabro. Impeachment sim, mas isso é medida política cabivel, mas que não vejo coragem nos nossos representantes. Lamentável.

  4. O CHEFÃO DA OPUS DEI FORNECE MUNIÇÃO PARA O IMPEACHMENT DE DILMA – afirma o Jornalista Celso Lungaretti.
    Pois, como todos sabem, Gandra é ninguém menos do que o principal expoente do Opus Dei no Brasil. Como tal, participou em 2006 da campanha presidencial de Geraldo Alckmin, notório membro dessa sociedade ultra-arqui-super-mega-reacionária de fundamentalistas católicos, que se tornou conhecida primeiramente na Espanha, onde teve participação marcante no governo do ditador Francisco Franco.
    Tem mais: é devido à enorme influência exercida pelo Opus Dei sobre a grande imprensa que Gandra aparece tanto na mídia, abordando grandes temas nacionais e posando de eminente jurista. No próprio meio jurídico, entretanto, ele está muito longe de ser uma unanimidade como o Dalmo de Abreu Dallari, p. ex. Embasbaca os leigos, mas não os iguais.
    Trata-se, na verdade, de um dos principais advogados tributaristas do País. Sua expertise é no mister de apontar aos ricaços os melhores caminhos para pagarem menos impostos e defendê-los quando acusados de sonegação.
    Enfim, suspeito que tenha caroço nesse angu. Se o Opus Dei já estiver em campanha para derrubar Dilma, a coisa marcha mais depressa do que eu supunha.

  5. Cai por terra o parecer do jurista Ives Gandra, produzido a pedido de um advogado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que vê condições jurídicas para um impeachment da presidente Dilma Rousseff; a tese defendida por Gandra está errada; é o que dizem Lenio Streck (ex-procurador de Justiça, professor e advogado), Marcelo Cattoni (doutor em Direito e professor da UFMG) e Martonio Mont’Alverne Barreto Lima (doutor em Direito e professor da Unifor-CE); eles apontam que a tese defendida por Gandra é inconstitucional, pois usa elementos jurídicos para justificar uma decisão política e citam ainda o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Moreira Alves, segundo quem "um processo de impeachment não é o espaço onde tudo é possível".

  6. Se vai ou não haver impeachment, é por pura e tão somente culpa da até então presidente da republica. Não tem o que discutir quando a um desgoverno crivado de corrupção, onde ela bancou a diretoria que esteve no olho do furacão do maior esquema de corrupção da era moderna mundial. Eu só torço pelo bem do brasil, e não será nas mãos do PT.

  7. Gandra entrou nessa apenas por dinheiro ou o Opus Dei está trabalhando nos bastidores para o impedimento de Dilma?

  8. O jurista Ives Gandra Martins produziu parecer sobre um eventual impeachment de Dilma Rousseff, concluindo que ele é cabível mesmo não ficando comprovado que a presidenta tivesse intenção de delinquir e/ou se beneficiasse pessoalmente de práticas criminosas.
    E o interessante é que o Conjur não explicou por que, cargas d'água, o Gandra fez tal parecer, informando apenas que teria sido a pedido de outro advogado, que depois de uma rápida pesquisa, se encontra a informação de que a encomenda partira de uma das construtoras envolvidas com o esquema de corrupção da Petrobras. Isso nas Palavra da própria veja.
    Assim, como o tema parece ser muito do agrado da grande imprensa, a Folha de S. Paulo correu a publicar um relato diferente do Gandra sobre a mesma incumbência. No qual ele nega veementemente que haja empreiteira na jogada.
    Se o Gandra fosse um advogado criminalista, coitados de seus clientes! Pois divulgou sofregamente o parecer e até agora não conseguiu explicar direitinho para quem o preparou. Se não foi para uma das empresas encalacradas no petrolão, para quem foi? Gandra fornece somente o nome do intermediário: o advogado José de Oliveira Costa, que não teria motivo plausível para desembolsar algo entre R$ 100 mil e R$ 150 mil por mera curiosidade constitucional.
    Por coincidência o Advogado Oliveira Costa é membro do Conselho do Instituto FHC, mas jura que o ex-presidente de nada sabia. E o tucano sênior sai pela tangente, afirmando apenas que "o impeachment não é uma matéria de interesse político".
    Esse pessoal é muito criativo…

  9. Golpismo em alta em clima de terceiro turno continua com FHC jogando no impeachment com ardil e dissimulação.
    Com incrível desfaçatez e cara de pau, o Ex-presidente joga sua máscara de democrata no lixo e segue se achando um príncipe – fazendo o que quer. Sua jogada do momento é aposta pesada, porém encoberta, no impeachment.
    O parecer de Ives Gandra, que dá justificativa jurídica ao golpe no voto popular em Dilma Rousseff, foi pedido por advogado de Fernando Henrique, que como sempre, diz que nada tem a ver com isso, e sustenta que impeachment não é questão política.
    Ele, com um indisfarçável prazer, em artigo esta semana, levantou a bola do Judiciário contra o Legislativo e o Executivo.
    Será mais uma versão do Golpe Paraguaio, coordenado pelo Instituto Milênio e pilotado por Washington para abocanhar a Petrobras, destruir o Mercosul o BRICS?

  10. Puro golpismo, usando termos jurídicos. Bando de canalhas que não aceitam o resultado das eleições.

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Política

Natal recebe mais R$ 10 milhões em emendas de Rogério Marinho; total destinado já supera R$ 26 milhões

Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), presidente estadual do Partido Liberal, viabilizou a liberação de mais de R$ 10 milhões em emendas parlamentares para o município de Natal. Os recursos serão aplicados em duas importantes obras de infraestrutura urbana: a construção do pontilhão de Cidade Nova e a revitalização da Pedra do Rosário.

Com a nova liberação, o volume total de recursos destinados pelo parlamentar para essas intervenções já ultrapassa R$ 26 milhões, consolidando a atuação de Rogério Marinho como um dos principais responsáveis pela viabilização de investimentos estruturantes na capital potiguar.

As obras têm impacto direto na mobilidade urbana e no fortalecimento do potencial turístico e cultural de Natal. O pontilhão de Cidade Nova deve melhorar o fluxo viário em uma das regiões mais movimentadas da cidade, enquanto a revitalização da Pedra do Rosário busca requalificar um dos pontos históricos mais simbólicos da capital.

Para o senador Rogério Marinho, os investimentos representam mais um passo concreto para o desenvolvimento da capital. “Estamos garantindo recursos para obras que melhoram a mobilidade, valorizam a história de Natal e impactam diretamente a vida da população”, afirmou.

A destinação dos recursos reforça o compromisso do mandato do senador com o desenvolvimento urbano de Natal, por meio de investimentos que contribuem para a melhoria da infraestrutura e da qualidade de vida da população.

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Brasil

Fim da escala 6 X 1 atinge 31,5 mi e pesa mais em pequenas empresas

Foto: Reprodução

O fim da escala 6 X 1 e a redução da jornada semanal no Brasil podem atingir 31,5 milhões de trabalhadores formais e ter impacto mais intenso sobre pequenas empresas, que concentram 52% do emprego formal no país, segundo estudo do Instituto Esfera.

O documento, chamado “A Reconfiguração da Jornada de Trabalho no Brasil: Perspectivas e Impactos Socioeconômicos”, foi coordenado por Fernando Meneguin e revelado com exclusividade ao Poder360.

O estudo mostra que a média salarial das pessoas que trabalham essa jornada é de R$ 2.627 e há prevalência de mulheres. A mudança, quando conduzida, terá impacto inflacionário, aumento de custos para empresas e desemprego. É citada como exemplo a última redução de escala no país, realizada na Constituição de 1988.

“A taxa de desemprego, que era de 8,7% no ano seguinte à Constituição (1989), iniciou uma escalada contínua, registrando um pico histórico de 19,9% em 1999. O corolário desse processo foi um salto na informalidade, que chegou a atingir 60% do mercado de trabalho”, diz trecho do estudo.

A proposta em debate no Congresso incide principalmente sobre trabalhadores com jornadas acima de 40 horas semanais –maioria no mercado formal– e exige reestruturação ampla das escalas, sobretudo em setores como comércio e serviços.

Meneguin diz que a última redução da jornada, de 48 para 44 horas semanais, promovida pela Constituição de 1988, foi realizada em um contexto econômico distinto, de economia mais fechada e hiperinflação, e causou efeitos de médio prazo no desemprego.

“Hoje, o país apresenta produtividade estagnada, além de gargalos de qualificação da mão de obra, o que tende a dificultar a absorção de novos trabalhadores pelo mercado e a aumentar os custos de treinamento e adaptação das empresas”, afirmou.

O número reforça a dimensão estrutural da proposta em debate no Congresso, que prevê a diminuição do teto constitucional para até 36 horas semanais. Hoje, a jornada de 44 horas é a mais comum no país e abrange cerca de 74% dos vínculos formais, segundo dados compilados pelo estudo com base em levantamentos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Poder360

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Polícia

Polícia Federal cumpre mandados no RN contra comércio ilegal de ‘canetas emagrecedoras’

Foto: Divulgação

A Polícia Federal iniciou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Heavy Pen, com foco no combate à entrada irregular, produção clandestina e comercialização ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento – as chamadas canetas emagrecedoras. A ação conta com apoio da Anvisa e ocorre em diversos estados, incluindo o Rio Grande do Norte.

Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização em unidades da federação como Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina e o próprio RN. A operação mira grupos envolvidos em toda a cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e venda irregular.

Segundo a PF, as investigações se concentram principalmente em medicamentos à base de substâncias como semaglutida e tirzepatida, utilizadas em tratamentos contra obesidade, além da retatrutida, que ainda não possui autorização para comercialização no Brasil.

Durante as diligências, equipes também fiscalizam laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas suspeitas de atuar fora das normas sanitárias, com produção, fracionamento ou venda de produtos sem registro ou de origem desconhecida.

De acordo com a Polícia Federal, o material apreendido deve reforçar investigações em andamento. As condutas apuradas podem configurar crimes como falsificação de medicamentos, comércio irregular e contrabando.

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Brasil

Governo indica Guilherme Mello para conselho da Petrobras

Foto: Reprodução

O governo brasileiro indicou Guilherme Santos Mello ao cargo de conselheiro de administração da Petrobras e solicitou que a indicação de Mello seja considerada à presidência do colegiado, divulgou a petroleira na noite de segunda-feira (6).

A indicação do acionista controlador da companhia tem em vista a convocação da AGO (assembleia geral ordinária) para 16 de abril.

Atualmente, Mello é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, presidente do conselho de administração do BNDES e membro do conselho da PPSA.

Ele possui doutorado em Ciência Econômica pela Unicamp, mestrado em Economia Política pela PUC-SP e graduações em Ciências Sociais e Ciências Econômicas. É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp, onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico.

“Em conformidade com os procedimentos de governança interna da Petrobras e com a sua Política de Indicação de Membros da Alta Administração, essas indicações serão submetidas à análise dos requisitos legais, de gestão e integridade pertinentes”, afirmou a empresa no comunicado ao mercado.

Na véspera, o conselho de administração da Petrobras elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado, para substituir Bruno Moretti, que deixou o cargo no mês passado para assumir o Ministério do Planejamento e do Orçamento.

A Petrobras disse que Pogliese permanecerá no cargo até assembleia convocada para o dia 16 de abril.

CNN

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Polícia

Funcionário do Itaú que desviou mais de R$ 150 milhões é preso em condomínio de luxo em Natal

Fotos: Cedidas

Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (7) a  Polícia Civil realizou uma operação, em um condomínio de luxo em Ponta Negra, o Flora Boulevard.

Segundo informações colhidas pelo BLOGDOBG, o homem é um funcionário do banco Itaú e acusado de desviar mais de R$150 milhões do banco. Ele estava morando em Natal há 2 meses.

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Mundo

Milhões estão “prontos para se sacrificar pelo país”, diz presidente do Irã

Foto: Reuters

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira (7) em publicação na rede X que mais de 14 milhões de iranianos se declararam dispostos a dar a vida para defender a República Islâmica na guerra contra Estados Unidos e Israel.

“Mais de 14 milhões de iranianos orgulhosos declararam, até agora, que estão prontos para sacrificar suas vidas pelo Irã. Eu também estive, estou e continuarei dedicado a fazer o mesmo”, escreveu o presidente.

O apelo faz parte da campanha “Janfada (Aquele que sacrifica sua vida) pelo Irã”, lançada no início do conflito, com o objetivo de reforçar a unidade nacional. O país se prepara para a possibilidade de um ataque em larga escala dos EUA, após o presidente Donald Trump estabelecer um prazo para Teerã reabrir o Estreito de Ormuz.

CNN

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Mundo

Astronautas da Artemis II iniciam retorno à Terra após sobrevoo histórico da Lua

Foto: Nasa

Depois de completarem uma das etapas mais marcantes da missão, os quatro astronautas da NASA que integram a Artemis II começaram a viagem de volta à Terra. A tripulação — formada por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen — passou pelo sobrevoo lunar e agora enfrenta um trajeto de aproximadamente quatro dias até o retorno.

Durante a passagem pelo lado oculto da Lua, os astronautas ficaram cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra, período em que observaram fenômenos como o nascer e o pôr do sol a partir da órbita lunar. Ao restabelecer contato, Koch destacou o simbolismo da experiência, ressaltando a conexão da tripulação com o planeta.

A missão também entrou para a história ao ultrapassar o recorde de distância alcançado por humanos no espaço, superando a marca da Apollo 13. A cápsula Orion chegou a mais de 406 mil quilômetros da Terra, consolidando um dos feitos mais expressivos da exploração espacial recente.

Além do caráter técnico, o voo carrega simbolismos importantes. Glover se tornou o primeiro homem negro a orbitar a Lua, enquanto Koch é a primeira mulher a participar de uma missão desse tipo. Já Hansen marca presença como o primeiro não americano a integrar uma viagem lunar.

Agora, a espaçonave segue em trajetória de retorno livre, após contornar a Lua e iniciar o caminho de volta. A expectativa é de que a cápsula reentre na atmosfera terrestre nos próximos dias, encerrando uma missão que reforça os planos da NASA de levar humanos novamente à superfície lunar nas próximas etapas do programa Artemis.

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Política

Pacote de Lula para combustíveis enfrenta resistência e pode ter efeito limitado

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Anunciadas como resposta à escalada dos preços internacionais, as medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter o custo dos combustíveis ainda enfrentam obstáculos que podem comprometer seus resultados no curto prazo. O plano inclui subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, além de incentivos fiscais para setores como aviação e biocombustíveis.

Entre os principais entraves está a adesão dos estados, já que parte da conta será dividida com os governos regionais. Apesar de a maioria já ter sinalizado apoio, divergências políticas e limitações fiscais ainda travam um alinhamento completo, o que pode reduzir o impacto direto no preço final ao consumidor.

Outro fator que pesa contra a eficácia do pacote é a dependência externa. Mesmo após mudanças na política da Petrobras, o Brasil ainda importa uma parcela relevante do diesel, ficando exposto à variação do petróleo e do câmbio em meio à tensão internacional.

Além disso, especialistas apontam que a estrutura de formação de preços continua sendo um gargalo. A carga tributária elevada e a falta de transparência na cadeia de distribuição dificultam a queda efetiva nas bombas, mesmo com subsídios bilionários anunciados pelo governo.

A pressão global também limita o alcance das medidas. Com o barril de petróleo em alta por causa do conflito no Oriente Médio, há risco de que parte do efeito positivo seja neutralizado. Diante desse cenário, o sucesso do pacote dependerá não só das decisões internas, mas também da evolução da crise internacional e da adesão do setor privado.

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Geral

Mensagens revelam que Vorcaro minimizou crise antes da liquidação

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Uma troca de mensagens obtida por investigadores mostra que o empresário Daniel Vorcaro tratou com cautela — e até minimizou — problemas enfrentados pelo Banco Master meses antes da liquidação da instituição. O diálogo ocorreu em julho de 2024, cerca de um ano antes da intervenção do Banco Central do Brasil.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. As conversas foram mantidas com Paulo Sérgio Neves de Souza, então chefe-adjunto da área de supervisão bancária. No conteúdo extraído do celular de Vorcaro, o banqueiro reconhece dificuldades pontuais relacionadas ao recolhimento compulsório, mas indica expectativa de recomposição de caixa com novas captações.

O não cumprimento adequado desses depósitos obrigatórios — considerados essenciais para o controle do sistema financeiro — acabou sendo um dos fatores que levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025. Além disso, a instituição já enfrentava uma crise de liquidez e descumprimentos de normas regulatórias.

As mensagens foram compartilhadas com a CPI do INSS, que investigava desdobramentos do caso. No entanto, os trabalhos da comissão foram encerrados sem relatório final após decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não autorizou a prorrogação das atividades.

As investigações também apontam uma relação próxima entre Vorcaro e integrantes do Banco Central, incluindo Belline Santana. Segundo a Polícia Federal, os servidores teriam atuado de forma incompatível com suas funções, compartilhando informações e discutindo estratégias relacionadas ao banco, o que levanta suspeitas sobre a condução da supervisão no caso.

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Geral

Clássico-rei da Copa do Nordeste terá operação especial de trânsito e atenção redobrada em Natal

Foto: Divulgação

A Secretaria de Mobilidade Urbana vai montar um esquema especial para o clássico entre América e ABC, válido pela Copa do Nordeste, nesta terça-feira (7), na Arena das Dunas. A partida começa às 19h, justamente no horário de maior movimento nas vias da capital.

Com a expectativa de aumento significativo no fluxo de veículos, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal irá reforçar a presença de agentes em pontos estratégicos. O objetivo é organizar o tráfego, orientar pedestres e coibir estacionamentos irregulares nas proximidades do estádio.

A recomendação para quem não vai ao jogo é evitar a região do entorno da Arena durante o período da partida. Rotas alternativas como as avenidas Jaguarari, São José, Rui Barbosa e Xavier da Silveira são indicadas para reduzir transtornos.

Já os torcedores que vão acompanhar o confronto devem sair de casa com antecedência e seguir tanto a sinalização quanto as orientações dos agentes que estarão atuando no local.

A operação foi planejada para minimizar impactos no trânsito e garantir maior fluidez em um dos horários mais críticos do dia, especialmente em uma data que reúne grande público por conta do clássico-rei.

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