Geral

ARTIGO: Sebastianismo à brasileira – por Thiago Medeiros

Antes de tudo, vou esclarecer aos nossos leitores a origem dessa expressão. Tudo começou em Portugal em fins do século XVI. Dom Sebastião, rei daquele País, desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir em 1578, ali então despertou uma grande crise em Portugal. A notícia de que a empreitada liderada por Dom Sebastião ao Norte da África, a fim de estreitar as relações e reforçar o poder sobre os territórios do Magrebe, teria dado errado, começou a chegar a Portugal a partir do dia 10 de agosto de 1578. Segundo Jacqueline Hermann, primeiro tentou-se esconder o mensageiro, a fim de não alardear a notícia entre os que tinham ficado em Portugal. Depois, começou-se a buscar um sucessor para o trono, a fim de aquietar o povo. A ausência de um corpo foi o suficiente para alimentar as lendas que dali iriam surgir.

O momento conturbado e uma série de eventos que ocorria à época, faziam uma lenda prosperar. Ecoava que Dom Sebastião iria voltar com seu exército das águas e salvar o país do mal momento. Era uma esperança que muitos se agarravam, e alguns até como impostores surgiram para tentar reivindicar o trono. De fato, o rei nunca voltou a aparecer, e o sebastianismo virou uma lenda no imaginário do povo português, e também um imaginário na política daquele País.

No Brasil, o sebastianismo foi um messianismo adaptado às condições históricas e culturais regionais, traduzindo uma inconformidade com a situação política vigente e uma expectativa de salvação, ainda que miraculosa, através da ressurreição de um morto ilustre. Euclides da Cunha escreveu sobre essa lenda heroica e o reflexo da esperança que provocava em momentos de angústia. Os devotos do líder, Antônio Conselheiro, de Canudos acreditavam, como ele (que utilizou o sebastianismo em seus discursos messiânicos), que suas vitórias contra as tropas enviadas pelo governo republicano resultavam da força divina. E que dom Sebastião, o jovem Rei de Portugal desaparecido em batalha trezentos anos antes, “das ondas do mar sairá com todo o seu exército” (Euclides da Cunha), assim ele iria restaura a monarquia no Brasil.

No Brasil, digamos que começamos uma busca frenética e irracional por um salvador da pátria desde sempre, mas vamos nos ater a 2018. Bolsonaro vem em seu cavalo branco para varrer todo o “mal” que o nosso País tinha adquirido nos últimos anos, os anjos também fazem parte do seu exército, aqueles que assim pensavam, depositaram toda a sua expectativa em um homem imaginário, uma construção de um sonho que não iria se realizar. Porém uma justiça precisa ser feita. Jair Bolsonaro está sendo quase que fiel ao seu plano de governo, embora a maioria não leu ou até mesmo crê que ele não existe, mas sim, existe e eu o li diversas vezes. Tirando uma “parte” da economia e do combate à corrupção, as demais áreas Bolsonaro têm colocado ou vem tentando colocar em prática. A lição que deveria ser aprendida: Olhou-se o messiânico e não seu conteúdo.

Já para 2022, praticamente 500 dias antes do pleito, parece que a população brasileira espera uma reinvenção do sebastianismo na figura de Bolsonaro, no mito Lula, ou ainda na condição messiânica de uma terceira via, que representaria uma figura imaginária, capaz de reunir a todos, um consenso entre os diferentes, que vai limpar o Brasil do lulismo e do bolsonarismo. Novamente caímos no mesmo conto do mito do herói e parece que vamos continuar olhando para homens e não para projetos.

Estamos mais preocupados em olhar para o sebastianismo, em olhar para pessoas, e esquecemos de olhar o conteúdo que elas apresentam ou representam. Nosso País, precisa estabelecer um nome em torno de um robusto programa de recuperação econômica, social, educacional, ambiental e cultural. Hoje o nome desse mensageiro não deve nos preocupar tanto, a importância maior é em construir essa proposta com diálogo, empatia e união. A política binária, do nós contra eles, tem provocado a erosão da nossa democracia, o ódio tem minado nosso amor ao próximo e ao bem comum. Mas tudo isso não justifica a busca de um sebastianismo, que nunca virá, só iremos quebrar a cara novamente.

Thiago Medeiros. Administrador e Sociólogo

Opinião dos leitores

  1. Esse artigo tenta transparecer neutralidade.
    Mas não é neutro.
    Algumas questões:
    a América Latina é a única região do mundo onde ainda há fanáticos que defendem o comunismo.
    É desgastante ter que provar centenas de vezes, que Lula e a esquerda representam o comunismo.
    Que Lula criou o Foro de São Paulo com Fidel para implantar o comunismo na região.
    Ontem Lula se reuniu com embaixadores de Cuba, Venezuela e Bolívia…
    Todo mundo sabe que Lula criou o Foro de São Paulo e que vários países da região caíram nessa ideologia ultrapassada e hoje são ditaduras.
    De fato ou de direito.
    Cuba, Nicarágua, Venezuela, Bolívia.
    Comunismo é ditadura e atraso.
    O PT governou o Brasil por 13 anos e aparelhou instituições.
    Bolsonaro foi eleito na eleição mais democrática na história do Brasil.
    Não usou máquina pública, não cooptou ou ameaçou caciques políticos, não ameaçou tirar benefícios da população humilde caso não fosse eleito.
    Não viajou em jatinho da JBS durante a campanha.
    Não pagou marqueteiros em paraíso fiscal nem por meio de caixa 2 de empreiteiras.
    Não gastou 100 milhões na campanha.
    Aí querem comparar Bolsonaro a Lula???
    Bolsonaro entrou ha 30 meses e dia e noite é perseguido.
    Ou seja, tentam atrapalhar o governo a todo custo.
    Então, o Brasil quer entrar no comunismo do Foro de São Paulo?
    O comunismo é um caminho sem volta.
    Ah, existe terceira via?
    Qual? Rodrigo Maia que se encontrou com Lula?
    Renan Calheiros, aliado de Lula?
    Doria que desde o início faz de tudo para atrapalhar o governo por vaidade pessoal?
    Quem tenta destruir o país para se dar bem politicamente, tentando a todo custo perseguir o presidente eleito por 57 milhões de brasileiros, não pensa no bem do Brasil.
    Quem pense no futuro e em construir um Brasil melhor não deixa para 2022.
    Por que quem persegue Bolsonaro não faz isso agora?
    Para de atrapalhar o progresso do país para que voltem os gaviões e Lula, do mensalão, petrolao e foro de São Paulo?
    Por exemplo, o tumulto que a oposição, Rodrigo Maia e o STF causam ou causaram afastou investidores .
    Isso fez o dólar subir.
    Existe gente que pediu a investidores estrangeiros para não investir no Brasil (o milionário comunista Paulo Coelho que mora na Europa).
    Radicais de esquerda pediram a Biden para impor sanções ao Brasil.
    É esse pessoal que quer construir um novo país?
    Não se deixem enganar.

  2. Ótimo artigo devemos sim projetar um novo país pensando agora no futuro brilhante para os novos filhos.

  3. Ótimo artigo devemos sim projetar um novo país pensando agora no futuro brilhante para os novos filhos.

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Política

Artigo: Mutualismo Político, fator sobrevivência para Lula e Bolsonaro – por Thiago Medeiros

Numa passagem de 18 Brumário de Luís Bonaparte, Marx mostra como é frequente os atores de uma determinada época buscarem inspiração nos acontecimentos de outra. Cuidado que este texto não tem um viés de esquerda, mas acredito que sim, podemos utilizar diversos autores que estudaram e expressaram teorias sobre diversos acontecimentos. Mas você deve estar se perguntando, o que Marx tem a ver com o momento atual da nossa política? Então eu vou fazer um breve paralelo, associando as principais inspirações para projetos de poder, e prometo que ao final deste artigo você vai entender.

Após uma decisão do STF colocar Luiz Inácio Lula da Silva novamente no jogo político, o cenário eleitoral para 2022 começou a ser jogado de forma diferente. A entrada do petista mudou as narrativas e trouxe uma nova dinâmica. O lulismo é carregado de simbolismo, que desperta em uma parte da população uma inspiração para um futuro melhor e para outra representa tempos tenebrosos da nossa nação. O lulismo e o antipetismo deram vida, em 2018, ao bolsonarismo, movimento encabeçado por Bolsonaro que se aproveitou do momento da opinião pública que clamava por uma mudança em nossa política.

Durante sua campanha e também seu governo, o bolsonarismo se vale de uma volta a este passado para resgatar suas bases morais e também seu ideal de governo. Isso mantém de forma coesa uma clientela eleitoral que, faça chuva ou sol, sustenta as intenções de voto de Bolsonaro o suficiente para levá-lo ao segundo turno.

Bolsonaro deu vida ao lulismo antes mesmo da decisão do STF. A sobrevida que hoje Lula ganhou e ganha é lastreada por palavras e ações de Bolsonaro e seu governo. Colocados em polos opostos, esses dois modelos – lulismo e bolsonarismo – têm uma relação ecológica de sobrevivência.

Na natureza, existem diversos tipos de relações entre os seres vivos. Algumas inspiram competição e outras uma espécie de cooperação, o mutualismo é uma dessas, onde há benefício para ambos. O mutualismo é uma associação imprescindível, pois ela garante que os dois animais envolvidos sejam beneficiados e sobrevivam.

Vamos descrever então essa relação de mutualismo entre o lulismo e o bolsonarismo. Sim, primeiramente começo com a afirmação que um precisa do outro para sobreviver. Eles representam visões de um Brasil que tem sido apresentada de modo antagônica, claro que cada um deles ressalta as suas qualidades e aponta os defeitos do seu oponente. Voltando a Marx, citado no início desse texto, o lulismo volta ao passada numa narrativa do resgate de uma época de ouro, onde para eles a redução da desigualdade social, liderança para enfrentar os desafios, crescimento econômico, dentre outros são as virtudes necessárias para levar o País para um futuro melhor, diante dos desafios de um Brasil pós-pandemia.

Assim, o lulismo, numa comparação ao momento atual do Bolsonarismo, se apresenta como um tipo de espécie mais preparada, uma alternativa positiva. Do outro lado do polo, esse mesmo passado é usado para o bolsonarismo ficar raízes e florescer na mente das pessoas. Para ele, o passado petista representa negatividade, voltar a ele significa um retrocesso dentro daquilo que tem sido conquista, principalmente referente aos valores morais e também na luta contra o comunismo e corrupção. Dessa leitura do passado são resgatadas as lembranças que nutrem o bolsonarismo e enfraquece o lulismo.

Sendo assim, ter um Bolsonaro com monopólio da direita e um Lula apoiado por grande parte da esquerda pode indicar uma eleição polarizada, mas também é bom para chacoalhar a turma da terceira via. Não será fácil, um caminho possível seria buscar um público mais cansado com essa polarização, da esquerda com o lulismo e à direita com o bolsonarismo. Mas até agora nenhuma das figuras apresentadas como alternativa para comandar essa tentativa – Mandetta, Ciro Gomes, Tarso Gereissati, Luciano Hulck, Eduardo Leite, João Dória e até o Danilo Gentili – demonstrou capacidade de emplacar uma viabilidade.

Você muito ouvirá sobre antibolsonarismo e antilulismo (antipetismo). Eles serão como índices na bolsa de valores. O aumento de um significa o avanço do outro polo sobre a mente das pessoas. Porém aqui faço uma ressalva, durante este processo podemos ter diante do jogo os dois lados jogando cada vez mais para os extremos, e isso pode aumentar em mesma proporção as duas rejeições, favorecendo assim uma outra via. Mas caso tenhamos uma polarização, esses dois entes precisam manter uma estabilidade de sobrevivência para essas rejeições. Elas serão fundamentais para criar um clima possível de triunfo de sua espécie.

Ambos jogam num campo que satisfaz suas bases eleitorais, e esperam a aderência das demais classes com o passar do tempo, e também na sua viabilidade diante do possível fracasso o oponente. O mutualismo aqui não significa que não haverá competição, porém quero demonstrar que as duas visões de mundo, os dois projetos precisam um do outro para chegarem competitivos em 2022. Até o final do primeiro turno, Bolsonaro será o maior cabo eleitoral de Lula e vice-versa.

Se atacando e não deixando espaços para uma nova narrativa se estabelecer. Cada um dominando a sua faixa do campo, bolsonarismo e lulismo precisam de um ambiente “hostil” de disputa para garantir que suas agendas sigam despertando interesse. Para quem não se encontra satisfeito com essa posição, resta esperar e tentar encontrar uma melhor solução.

Pode ser que uma hora ela apareça. Pode ser que não.

Thiago Medeiros – Publicitário e Sociólogo.

Opinião dos leitores

  1. A anulação do processo do Lula pelo STF, é mais uma tentativa de manter essa estrutura arcaica e o status quo dos privilégiados retrógrados parasitas da nação. Sem o luladrão nas eleições, estava se desenhando uma vitória avassaladora de um grupo de gestores que com certeza, e pelas experiências vividas e obtidas pela lava jato, iria intervir em toda a administração, onde vícios e desvios anti democráticos são as linhas gerais de atuação. Assim tentam polarizar, entre o Bolsonaro, incompetente gestor do Brasil, onde o congresso e stf ditam o destrambelhado rumo da nação, ao mesmo tempo que mantém os privilégios desses detentores do poder com sua pesada estrutura viciada e ineficiente, afundando o país e alijando os brasileiros das mínimas condições de sobrevivência, por outro lado, se conseguirem eleger o luladrão, aí sim, essas benesses continuaram por mais tempo, e na mesma linha administrativa já desnudada pela lava jato. Portanto essa é a cartada final desses sem escrúpulos, só não sabemos se o povo permitirá, ou exigirá um Moro na presidência, desmoronando todo um castelo habitado por esses maus feitores. Sim, porque se Moro toma as rédias desse país, esses corruptos irão ser desalojados do poder e pagarão por todos os maus feitos.

  2. Acredito que essa briga entre os dois, pode destruir um dos lados e levar os dois juntos. Acredito na terceira via.

  3. Provavelmente esse mesmo “mutualismo” é que irá livrar ambos os lados de punição por seus atos criminosos.

  4. Excelente texto! Diria que até os matemáticos de plantão reconhecem os fortes lampejos de raciocínio lógico na brilhante narrativa! Penso diferente de muitos, apenas na questão da polarização paupérrima. Somente a ignorância, o fanatismo ou a “lei do Gerson” podem lastrear um lado dessa polarização midiática. O outro, apesar da pandemia, apesar da torcida e “Ricuperada” invertida de grande parte da mídia, “o que é ruim se fatura e se divulga”, o atual Governo interrompeu um ciclo de mal feitos e devolveu esperança para uma bela e próspera nação chamada BRASIL! Pensemos nisso!

  5. Esse posa de isentão.
    Fazendo de conta que Lula não criou o foro de São Paulo e é a maior ameaça para o futuro do país.
    Nem implantou o comunismo ainda e conseguiu escapar das condenações…
    Na Venezuela começou assim.
    Hugo Chaves e Msduro colocaram gente de confiança na suprema corte.
    Comunismo é atraso e ditadura.
    Cuba, Venezuela z Nicarágua e Bolívia já caíram nessa arapuca.
    E no Brasil aparecem esses discursos para tentar desmoralizar o único político inimigo do Foro de São Paulo.
    Os outros são aliados do Foro de São Paulo. .
    Doria, Rodrigo Maia, Ciro Gomes, Luciano Huck…

  6. Não acho que existe o Bolsonarismo. Ele foi criado pelo anti Petismo. E da mesma maneira que surgiu, vai desaparecer.

  7. Parabéns pelo artigo. Que sirva de reflexão pra que muitos possam entender que pra Lulaladrao e pro MINTOmaníaco interessam e muito essa polarização nefasta entre eles que só levam o país a um destino pior do que já tivemos e temos atualmente pois eles São farinha do mesmo saco!

  8. A nova política ainda não chegou. Os dois representam a divisão e conflito entre o povo brasileiro. Precisamos de um diploma, pacificador, competente, honesto e cristão.

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Diversos

Artigo de pesquisadores da UFRGS diz que lockdown não funciona e cientistas pedem revisão

Um artigo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) teve repercussão internacional recentemente ao afirmar que o lockdown não diminuiu o número de mortes por Covid-19 em diversos países do mundo, incluindo o Brasil.

A pesquisa avaliou a relação entre isolamento social, medida pelo índice de mobilidade do Google, e o número de óbitos por Covid-19 e não encontrou diferença significativa. Em outras palavras, comparando os lugares onde as pessoas passaram mais tempo em casa e aqueles que não o fizeram, o número de mortes de Covid por milhão de habitantes foi o mesmo.

No entanto, existem evidências, dentro e fora do Brasil, de como o fechamento de serviços diminui o número de casos e óbitos drasticamente. São os casos de Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, que decidiram adotar lockdown entre fevereiro e março como forma de tentar frear a disseminação da Covid-19.

Os dados foram coletados de fevereiro a agosto de 2020 em 87 locais diferentes: 51 países, 27 estados e seis capitais no Brasil (Manaus, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) e três grandes cidades de outros países (Tóquio, Berlim e Nova York).

A associação entre isolamento social e redução de óbitos nas áreas estudadas não foi significativa para mais de 98% delas. E em apenas 63 (1,6%) amostras do total de 3.741 combinações foi encontrada uma diferença significativa.

Após a publicação do artigo, pesquisadores que refizeram os cálculos enviaram comentários para a Scientific Reports, que aguarda a tréplica dos autores.

Carlos Góes, pesquisador do departamento de economia da Universidade da Califórnia, em San Diego, escreveu uma resposta ao estudo que, segundo ele, tem um erro matemático.

“O cálculo feito é uma média ponderada entre as duas cidades, ou seja, para cada região foi calculada a associação entre ficar em casa e número de mortes com pesos diferentes [por ter ou não lockdown], e não uma diferença. Pode ser que você tenha uma cidade com correlação positiva e negativa em outra —na média, a diferença é zero”, diz.

“Os dados são por definição limitados. Como foram inseridos apenas dados de áreas residenciais do Google, e as pessoas normalmente passam de 12 a 16 horas em casa, os autores alegam que não encontraram um benefício em ficar em casa, mas nós achamos que eles não teriam encontrado mesmo quando há benefício devido aos dados utilizados”, explica Gideon Meyerowitz-Katz, epidemiologista da Universidade de Wollongong (Austrália) e autor da primeira revisão do estudo.

Além disso, Meyerowitz-Katz afirma que ao comparar as duas variáveis— ficar em casa e número de mortes por Covid-19 —, os autores não levam em consideração o fator tempo, que foi determinante durante toda a pandemia, uma vez que quanto pior a situação da Covid em uma região, mais restritivas são as medidas de contenção do vírus.

Para Paulo Inácio Prado, professor do Instituto de Biociências da USP e membro do Observatório Covid-19 BR, os dados utilizados não sustentam a conclusão encontrada. “O artigo comete um erro comum, que é usar a incapacidade dos autores em encontrar provas como se fosse uma prova contra o isolamento”, diz.

Lorena Barberia, pesquisadora do departamento de ciência política da USP e também integrante do Observatório Covid-19 BR, afirma que nem todos os países que adotaram medidas de distanciamento social podem ser classificados como países que decretaram lockdown, termo que se refere a um pacote complexo de medidas, e não houve muitos casos “verdadeiros” de lockdown em todo o mundo.

“Um caso que chama atenção especial é Manaus, que os autores classificaram como um local em que houve controle da pandemia, mas não houve adoção de medidas de restrição importantes nesta cidade”, explica.

Além disso, o estudo misturou dados de países, estados e cidades, e as medidas adotadas nas três esferas são diferentes. “Os impactos da falta de coordenação entre os três níveis são relevantes, uma vez que a população não sabe quais medidas seguir ou não”, diz. Um exemplo recente é Bauru, no interior de São Paulo, que no início de março ignorou a decisão do governo estadual de fase vermelha e decidiu manter o comércio aberto.

Os autores reconheceram a limitação do estudo em utilizar o índice de mobilidade do Google como indicador de ficar em casa, por ser uma amostra enviesada —apenas usuários de celulares com a opção de localização ligada o tempo todo foram incluídos na análise.

A Folha contatou Ricardo Savaris, primeiro autor do artigo, e requisitou uma entrevista, mas ele preferiu não concedê-la. Questionado sobre as conclusões, Savaris disse que sua pesquisa não conseguiu relacionar a política de ficar em casa à redução de mortes por Covid.

Ainda segundo o autor, nunca foi mencionado que o estudo era sobre lockdown, embora fossem incluídos dados de regiões que fizeram lockdown no período mencionado, como o Reino Unido.

Em relação aos questionamentos matemáticos, Savaris preferiu não explicar a metodologia.

Por fim, o autor disse que “os questionamentos enviados para os editores da Scientific Reports foram respondidos adequadamente e que não retiram a veracidade dos dados publicados”.

O corpo editorial da Scientific Reports disse à Folha que os editores da revista estão atentos aos questionamentos levantados sobre a metodologia e conclusões do artigo e que é esperada uma decisão nos próximos dias do conselho editorial do periódico.

“Uma nota editorial foi acrescentada ao artigo para alertar os leitores sobre as críticas levantadas enquanto os questionamentos estão sendo avaliados. Nós conduzimos todo o processo editorial e de comunicação com os autores de maneira sigilosa, e não podemos divulgar mais detalhes sobre o caso”, disse Anne Korn, porta-voz da revista.​

Durante a pandemia, proliferaram artigos científicos, alguns sérios e produzidos com rigor científico, outros com problemas metodológicos, que ajudaram a criar uma confusão tanto para o grande público quanto para os governantes sobre as medidas de proteção a serem tomadas, incluindo o uso de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19.

Diante de uma nova doença, é natural que surjam estudos em todo o mundo que busquem explicar e trazer o maior número de evidências para um tratamento ou medida combativa possível. Mas comparar estudos controlados randomizados e duplo-cegos (padrão-ouro do ensaio clínico) com relatos de casos, estudos de coorte ou até mesmo pesquisas observacionais pode levar a falsas comparações isonômicas.

Além disso, a publicação de um grande número de artigos ainda em formatos pré-print, isto é, sem passar primeiro pela revisão dos pares, pode também levar à aceitação destas pesquisas como “verdades incontestáveis”.

No caso do artigo publicado na revista Scientific Reports, o mesmo passou por um processo de revisão por pares e recebeu uma aprovação editorial para publicação.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkkkk
    O pessoal parece que não leu a notícia. O artigo será revisado, pois está repleto de erros de metodologia, alguns grosseiros, inclusive matemáticos. Ou seja, Bolsonaro não tem razão p nenhuma!

  2. Claro que aqui no Brasil NÃO funcionou, NUNCA vai funcionar, pois Isolamento e Distânciamento Social bem como o USO Obrigatório de Máscaras, mais Fiscalização para Cumprimento dos Protocolos de Combate a Disseminação do covid-19 é TUDO um FAZ de CONTA. A população Irresponsável e Inconsequente Inventam que Ficam em casa e os governantes Fazem de Conta que FISCALIZAM.

  3. Vixe ! Não li a matéria, se for verdade, muitos estudos sinalizam nesse sentido, os secretários de saúde do RN, doutores LAIS, vão ser desmoralizado duas vezes.

    1. Lockdown poderia não existir, se tivéssemos um presidente que defendesse as vacinas, que comprasse e fizesse propaganda do que é necessário, não indo na contra mão da ciência. Economia se faz com povo saldável para trabalhar. O mundo sabe disso, menos claro o presidente do Brasil. Até os maiores empresário do Brasil defende a politica da vacinação e este senhor faz tudo ao contrário.

    2. Dona Solange, o comentário de Calígula foi correto é isso mesmo que a esquerda só pensa, outra coisa a palavra “Saudável” é escrita com a letra U e não com L no início da palavra.

    3. Deixa de falar m. Somos o 5° país que mais vacinou. Inclusive, com a água da China. Essa narrativa não cola mais.
      Ok, senhorita Solange!

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Diversos

Artigo: Quando os políticos querem atrapalhar a democracia – por Thiago Medeiros

Democracia em risco, democracia em perigo, como as democracias morrem. Falas como essas são assustadoras em relação às expectativas que se tem com este modelo de organização política que já conta com mais de dois séculos – isto se formos considerar a república norte-americana como um marco na recuperação do evento de curta duração que foi a democracia em Atenas, no século V a.C.

A realidade é que temos a impressão que as turbulências parecem caminhar juntas com a democracia (assim como as crises parecem perseguir o capitalismo), e muito dificilmente poderíamos supor que isto não viesse a ocorrer. As primeiras tentativas de estabelecimento do princípio democrático de governo já distribuíam evidências da dificuldade de acordo em relação às demandas, os radicalismos, as aspirações e vontades insatisfeitas principalmente daqueles que são governados. Aceitar que haja uma distribuição igualitária de bom senso e equilíbrio não é exatamente uma coisa fácil.

O tema está posto na mesa, aparece com amplitude exagerada na mídia e mobiliza países em várias partes do mundo. Para alguns, o EUA se livrou desse “perigo” ao eleger Biden como presidente, por lá tudo se acalmou. Para alguns, o Brasil está ocupando um lugar de destaque neste quesito. Vários pesquisadores defendem que o foco era sondar a satisfação com a democracia e a profundidade da crença nos valores democráticos. A insatisfação à Democracia segundo pesquisa publicada pelo Pew Research Center (2020), é atribuída ao modo como a democracia tem funcionado, mas, em especial, ela tem a ver com a frustração com as elites políticas. A pesquisa foi realizada com amostras de entrevistas pessoal e também via telefone.

Vamos focar no Brasil…

A pesquisa da Pew Research Center, ressalta que apenas 36% dos brasileiros aceitam os partidos de oposição, enquanto a média global é de 54%. Esta é a maior discrepância do Brasil com relação à média global e por isso vale ser avaliada. Este desgosto em relação aos partidos de oposição pode dizer respeito a um entendimento de que a oposição opera de modo contundente na direção de apresentar somente os lados negativos? A sensação pode ser a que não existe uma oposição construtiva no País. Aquele que não está no poder joga no time de quanto pior melhor. De fato, gera-se muita confusão se esse negativismo estaria ligado à um alerta para melhorar alguma coisa ou se é pura demagogia, em momentos como este de Pandemia o alerta precisa ficar ainda maior.

Um grande estudioso da política brasileira, o professor de Harvard, Scott Mainwaring avalia que “a democracia brasileira sofre alguns riscos, não de uma quebra, mas de um processo lento de pequenas degradações”. Antes de tudo, vale ressaltar que para o professor, os riscos são inerentes às ideologias, podem ser de esquerda ou direita, que estejam exercendo o poder.

O populismo pode ser considerado como a principal ameaça à democracia na atualidade. “O populismo impõe a ideia de que o líder representa a nação, de modo que quem é contra ele é inimigo do povo. Essa ideologia iliberal não entende que a oposição é legítima, democrática”, explica Scott. Para alguns, Bolsonaro introduz um populismo à direita na América Latina, e para defesa dessa tese se considera a definição que populistas governam como se estivessem em uma eterna campanha eleitoral, propondo políticas públicas inconsistentes e financeiramente insustentáveis. Desse ponto de vista, Bolsonaro é uma referência de populismo, principalmente no que toca à economia. Porém, o grande perigo ao usar este termo de referência é uma comparação desproporcional com outros populismo que vemos na própria América Latina, como exemplo na Venezuela. Veremos se essa tese se sustenta na condução da aprovação do orçamento de 2021.

Temos sinalizações que nossa Democracia pode estar sofrendo danos, porém longe do que hoje principalmente a grande mídia tem pregado, a utilização do termo Golpe tem uma exacerbação contundente por parte da oposição, mas sem fatos concretos para sustentá-los, essa narrativa tem principalmente se sustentado em distorções da realidade. Fiquemos em alerta, pois principalmente esta mega polarização política será incapaz de produzir bons frutos para nossa nação, a nossa Democracia não dormirá tranquila, enquanto vivermos num clima de ataques políticos, que se refletem numa guerra eleitoral constante.

Thiago Medeiros, Publicitário e Sociólogo

Opinião dos leitores

  1. Parabéns Thiago Medeiros! A realidade foi desnudada nesse brilhante artigo! Infelizmente, no Brasil de hoje, as eleições Gerais de 2018 ainda não terminaram. O inconformismo foi transformado em luta pelo poder. Para esses inconformados, é muito difícil aceitar o que alguns Ministros da Equipe de Governo estão fazendo, apesar da Pandemia que já se arrasta a mais de um ano. Água no Nordeste e Infraestrutura pelo Brasil afora! Apenas para citar esses dois pontos, que até a oposição, se fosse construtiva, aplaudiria em pé! Aplicar os recursos brasileiros, em prol do desenvolvimento do País e sem Corrupção, o POVO BRASILEIRO AGRADECE!

  2. Acredito que diante da reflexão vejo que no Brasil a oposição é sempre do quanto pior melhor.

  3. “O populismo impõe a ideia de que o líder representa a nação, de modo que quem é contra ele é inimigo do povo. Essa ideologia iliberal não entende que a oposição é legítima, democrática”. Para mim, esse trecho resume o artigo .
    Isso ocorreu com os seguidores de Lula e está acontecendo agora com os seguidores de Bolsonaro.

  4. Esse texto demonstra umas das técnicas mais complexas da escrita: escrever muito e não conseguir dizer porra nenhuma! Parabéns ao autor!

  5. Parabéns Thiago Medeiros, seus textos são leves, verdadeiros, simples, objetivos e lúcidos.

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Diversos

ARTIGO: O jogo de xadrez da vacina – por Thiago Medeiros

A Geopolítica pode nos fazer compreender os movimentos dos Estados, a aflição dos políticos, a guerra pela informação e, também, a pressão exercida sobre os cientistas de cada país para que sejam os primeiros a descobrir a fórmula que levará à prevenção da doença em escala mundial, como também vai propiciar a volta da movimentação das economias globais. Além de, é claro, gerar um lucro fenomenal para investidores pela venda de bilhões de doses.

Quando olhamos para o mundo os países ricos detêm 16% da população mundial, mas já garantiram aproximadamente 60% das doses de vacina disponíveis até agora. A China, Índia e a Rússia, países que justamente com o Brasil e África do Sul fazem parte do chamado BRICS, produzem hoje oito das 12 vacinas com selo.

Num momento como este, ter a fórmula da vacina em mãos, produzir a matéria-prima, significa fonte de poder e de influência política, por isso alguns cientistas políticos comparam o momento atual de disputa entre nações como uma nova Guerra Fria, onde num futuro sem pandemia, as novas alianças poderão ter tido como base o acesso à vacina.

Somente a China está fornecendo imunizantes a 43 parceiros comerciais e ainda ofereceu doações a 69 países em desenvolvimento. Segundo matéria publicada por revista brasileira, a influência de Pequim tem assustado tanto o velho mundo que países como EUA, Japão, Austrália, e Índia se reuniram virtualmente para discutir formas de confrontar o gigante Asiático.

Recentemente, o governo Chinês tem liberado a entrada no seu País de estrangeiros que tomem a vacina fabricada no país. Essa tem sido uma das formas de pressionar o avanço da sua vacina pelo mundo.

Um concorrente direto, a Índia tem defendido de forma ferrenha sua posição de “farmácia do mundo”, tentando manter sua posição na Ásia e África. O governo Russo vem logo na cola, e tenta enviar para o máximo de países a Sputink V, sua vacina nacional, como forma de ampliar seu domínio político e científico. Para Putin, o prestígio é a rainha nesse xadrez.

Cartas são jogadas na mesa visando amparar ideologias e perspectivas políticas. Neste jogo, infelizmente, sobressaem os interesses particulares, mais do que os coletivos ou sociais, uma vez que a vacina contra o Coronavírus é uma necessidade global.

Israel, por exemplo, tem usado seu exemplo como “sucesso” na campanha de vacinação para trazer ganhos políticos e diplomáticos. Fala em doações inclusive a países que concordarem em transferir suas embaixadas para Jerusalém.

Distante, nesse jogo de influência e prestígio, os Estados Unidos estão tentando por meio de doação de vacinas para seus principais parceiros, conquistar esse espaço. O problema também é conseguir o selo de aprovação para Oxford-AstraZeneca.

Olhar para esse jogo com outros olhos é sobretudo vencer preconceitos e também o próprio vírus. As disputas entre nações sempre existiram, o poder econômico, tecnológico são estratégicos para inclusive dar melhores condições para sua população interna.

Resta aos Países sem recursos, entre eles o Brasil, se colocar diante deste jogo e correr atrás das vacinas necessárias para imunizar sua população. O Brasil tenta começar a produzir internamente inclusive o Instituto Butantan criou recentemente uma candidata a vacina e começará os testes necessários, mas isso levará um tempo e também nesse quadro atual brasileiro a princípio, o jogo principal a ser jogado é a vacinação da população interna, até lá, o Itamaraty deverá minimizar a dominação imposta pelo novo jogo de xadrez mundial.

Thiago Medeiros – Administrador e Sociólogo

Opinião dos leitores

  1. Se tem algo consensual entre os analistas é que a gestão da política externa brasileira é desastrosa. O alinhamento automático e submisso aos EUA tem nos causado problemas em várias frentes, enfraquecido a posição do Brasil nos BRICS e prejudicado a relação com nosso principal parceiro comercial: a China. O reflexo concreto tem sido a perda de poder de barganha nas negociações de vacinas e insumos farmacêuticos, com atraso na oferta de imunizantes para a população brasileira, resultando em mais mortes. Infelizmente o Brasil virou um párea internacional, o que é lamentável pois já fomos protagonistas em diversos assuntos há não muito tempo. No mais, não simplificaria dizendo que Brasil é um país “sem recursos”. Não. Por opção política tem se reduzido drasticamente o investimento em ciência e tecnologia e isso nos tornou ainda mais dependentes de outros países não só para adquirir vacinas mas em outros segmentos do complexo industrial da saúde. Aliás, nem política industrial temos e isso, por opção, só reforça nossa posição de dependência na geopolítica internacional. Temos um sistema do porte do SUS, cientistas qualificados e know-how em para desenvolver tecnologias em saúde (inclusive vacinas, veja a Fiocruz, por exemplo); o que falta é financiamento, vontade política. Senti falta desses elementos no texto, sem os quais é difícil entender a posição do Brasil no tabuleiro externo. De todo modo, é importante a iniciativa de trazer este tema ao debate!

    1. Quanto ao debate concordo que é importante. Porém os assuntos trazidos de certa forma são colocados pelo artigo. Entendi a intenção de se conversar globalmente. Infelizmente não se pode falar de tudo, mas a exposição coloca os assuntos mais relevantes para que se possa entender essa relação de poder e vacina.

    1. Bom dia, vamos aguardar alguns desdobramentos, porém de maneira rápida creio que a vacinal nacional terá algumas funções: 1) Amplificar a vacinação interna; 2) Ampliar sim a influência do Brasil na América do Sul, e com Países parceiros chaves, o qual o Brasil vinha perdendo poder (abro parênteses nessa questão, para mencionar que esse é um dos motivos que cada vez mais veremos uma disputada política em torno do Ministro do Exterior, que tem sido julgado por suas atitudes ou falta dela no passado, mas agora também com a vacinal nacional torna-se peça fundamental para relações comerciais e de poder com o mundo). O Brasil corre para melhorar sua imagem ante o mundo, e uma vacina nacional é peça chave nesse processo.

  2. Sempre me questiono no tocante a informática. Será que quem cria o vírus de computador é o mesmo que cria o anti-vírus?

  3. Esse jogo é bruto. Excelente posição, importante entendermos a situação do jogo mundial.

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Diversos

ARTIGO: Balanço de curto prazo – por Thiago Medeiros

Atualmente, os eventos se sucedem em uma velocidade difícil de acompanhar. Para citar apenas alguns dos mais relevantes, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assume em pleno pico de óbitos decorrentes da pandemia; o ex-presidente Lula entra no jogo sucessório; o novo auxílio emergencial será menor que o de 2020, e só começará a chegar aos que dele necessitam em abril; a inflação mostra sinais de vida; e a demora na aprovação do orçamento de 2021 deixa o governo sem recursos para pagar os servidores já no próximo mês.

Mas não só de notícia ruim vive o homem, também tivemos recorde na geração de emprego com carteira assinada em janeiro. Além disso, nosso Agro – que sempre dá show! – em poucos anos vai superar os EUA. Porém, vamos concordar: hoje em dia, a positividade está bem atrás do mar negativo. Uns perdem familiares, outros perdem empregos, outros perdem suas empresas, existem aqueles que perdem a moral, a ética e até votos, ou melhor, a admiração como líder.

Tudo nesse momento é tão relativo que até uma das maiores ações humanitárias e políticas até agora, isto é, um decreto em conjunto do Governo e Prefeitura, onde parecia que, por enquanto, a briga política tinha cessado em nome de uma ação para combater de forma firme o Covid, já mudou tempos após a anunciação. Álvaro já sinaliza, através de um novo decreto, que vai manter aberto tempos religiosos e academias, opa informação foi atualizada. O prefeito por força dos Ministérios Públicos volta atrás e as academias não vão abrir. É confusão para todo lado, uma insegurança para população e para o empresário e empregados.

Entramos, pois, numa nova era, na qual Brasil e RN vão precisar se reinventar, mas acredito que somos bons nisso. Tempos que precisaremos sonhar e também realizar. Acreditarmos que haverá mais paz, mais tempo e mais saúde, mais empatia, mais amor e mais solidariedade. Falo isso com todos, não adianta atacar o outro só porque não tem o mesmo pensamento. Empatia não tem a ver com dominação; se trata, na verdade, de entender a posição daqueles que querem suas empresas abertas ou que desejam garantir seu emprego, seja por amor ou dependência. Aliás, você sabe o que é ficar desempregado, ou não ter dinheiro para alimentar aqueles que você ama? Pois é, vamos pensar nisso antes de criticar alguém.

Vamos nos mobilizar para ajudar. Cada um fazendo sua parte e cobrando como for possível daqueles que detém o poder para que tenhamos uma luz no fim do túnel. É hora não só de cobrar dos prefeitos e governadores, vamos entender como as Câmaras Municipais e Assembleia Legislativa podem ajudar. Precisamos de um plano urgente de retomada da nossa economia.

É necessário que a dor, a angústia e o medo acabem nos impulsionando na luta por uma resistência.

Thiago Medeiros – Publicitário e Sociólogo

Opinião dos leitores

  1. O melhor da Vida é vivê-la! Celebremos a VIDA! A união faz a força! A atitude, a diferença! Façamos a nossa parte! Todos somos responsáveis! Por último, uma mensagem aos incautos: "A Vida adverte: A politicagem é prejudicial a saúde!"

  2. Excelente texto. A pura realidade do momento atual que estamos vivendo. Política em primeiro lugar. Governantes e Políticos só preocupados com a sua candidatura em 2022.

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Diversos

Artigo: Mais que um Fla x Flu – por Thiago Medeiros

Mais que um Fla x FLu, uma polarização política não pode ser comparada a um jogo de entretenimento que mexe apenas com as emoções. O jogo de futebol, uma paixão nacional que encanta, diverte e aborrece milhões de brasileiros. Cada um tem seu ritual para assistir à partida do seu time, já está com a piada pronta para caso seu time vença, mas também se prepara para a defesa, se prevenindo das “brincadeiras” dos amigos.

Até aí tudo bem, sabemos que vence o melhor, e o mais importante é vencer mesmo, mas vamos nos lembrar de algumas condutas morais que norteiam uma partida de futebol: se o jogador entra de forma violenta ou xingar é punido e pode até ser expulso. Pois é, parece que nesse quesito a partida (clássico) do nosso futebol está mais organizada que a nossa política. E com relação às torcidas? Ninguém fica feliz quando está assistindo na tv (quando se tinha torcida nas arquibancadas) e vê cenas de violência, todos nós (seres humanos normais) repudiamos qualquer ato violento. Mas, por exemplo, nas redes sociais vemos cada coisa, né? A agressão pode não ser física, mas pode machucar tanto quanto.

Até aqui, me parece que qualquer partida tem tudo para ser mais organizada do que nosso ambiente político é hoje. Mas assim como no futebol, o ambiente político também tem seus personagens com posições mais ou menos definidas – os políticos seriam os atletas desse espetáculo e cada um dos eleitores que escolhem seus grupos, compõem as TOP (Torcida Organizada Política). As duas principais organizadas são TOPE, Torcida Organizada Política da Esquerda, e a TOPD, Torcida Organizada Política da Direita. Correndo por fora, outras agremiações brigam mais ao centro para somar alguns pontinhos, mas ainda precisam encontrar uma narrativa alternativa a esse Fla x Flu para não ser esmagada pelo duelo Esquerda X Direita.

Cada uma dessas torcidas tem seus líderes, ou melhor traduzindo para o mundo digital, seus influenciadores. Eles criam as narrativas que vão ser copiadas pelos seguidores, os comandos são passados de modo hierárquico e rapidamente vão inundando as redes sociais com ataques aos seus opositores, ao invés de rojões, pau, pedra, as palavras, imagens e vídeos são usados para atacar, aqui o palco é digital e a comunicação é a principal arma de combate.

O problema com tudo isso, além do desgaste social, são as mazelas deixadas por essa polarização sem limites. O duelo político sempre existiu, o período eleitoral deveria ser o suficiente para que cada lado possa duelar… uma espécie de janela onde, respeitando os limites éticos e morais, tudo estaria permitido. Mas passado isso o País, Estados e Municípios precisam deixar essa rivalidade de lado e andar. Vivemos tempo atípicos, onde os líderes maiores (Políticos), ou melhor, alguns deles, querem levar essa disputa como forma de manter acesa a chama de sua torcida organizada.

Aqui em nosso Estado, vemos cenas lamentáveis de uma disputa política em meio ao maior caos que já vivemos. Não adianta o Prefeito com sua recém criada torcida organizada (pouco fiel) tentar tumultuar, ele precisa dar exemplo para os natalenses, precisa dialogar. O mesmo vale para nossa Governadora (não vou poupar ninguém), que também faz questão de trazer alguns elementos que acirram os ânimos políticos ideológicos. A governadora Fátima vinha sozinha, nadando para uma reeleição em 2022, mas com essa polarização Álvaro vai gostando e encontrando um espaço para quem sabe, se lançar candidato.

A disputa sempre vai acontecer, as estratégias são montadas para a vitória, as torcidas estarão sempre lá, algumas fieis, outras de momento. Não quero eu ser contra, mas agora não é hora para isso. Vamos olhar com mais empatia para o próximo, aqui não estamos vivendo uma disputa ou partida de campeonato, o que está em jogo é algo muito maior do que três pontos ou um troféu. O que está em jogo são vidas, e elas importam mais do que sua eleição, mais que tudo. Que tenhamos equilíbrio em nossas decisões.

Thiago Medeiros – Publicitário e Sociólogo

Opinião dos leitores

  1. A polarização que gera uma competição tem benefícios para a população, mas realmente do jeito que tá estamos todos perdidos, ta tudo confuso, só pensam em 2022.

  2. Após o primeiro mandato de Lula houve um declínio muito grande da qualidade dos governos e governantes, incluindo o da sua reeleição, quando as metas sociais tão elogiadas na primeira gestão foram abandonadas e trocadas por alianças espúrias e práticas não republicanas, que incluem desvio maciço de dinheiro através de financiamentos de obras em países governados por ditaduras de esquerda. Dilma, sua indicação, foi um fracasso retumbante e foi derrubada mais por sua incapacidade de fazer o governo funcionar do que pelo seu estelionato político, afirmando que as contas do país estavam boas quando a economia já havia ido pro brejo. Temer, corrupto fino, foi flagrado em operações fraudulentas -as notícias é que já duravam décadas suas negociatas no Porto de Santos- que incluem o flagrante da mala de dinheiro. Nenhum deles está preso. Todos deveriam estar. Para completar temos agora um alienado, capitão expulso do exército, miliciano, incompetente e oportunista, que poderia ter feito um bom governo, se tivesse feito tudo diferente do que fez. E o pior de tudo são as perspectivas para 2022. Qualquer um desses que voltar irá somente causar frustração e retrocesso. Nenhum desses merece voto.

  3. Só sei q Lula falou e o bozo tremeu.
    O Brasil melhorou com a fala de Lula, de uma hora para outra.

  4. Com certeza o Governo Federal teria que trabalhar junto com os Governadores e Prefeitos e esquecerem o jogo político. E por sua vez o TSE proibiria qualquer tipo de divulgação , na campanha, sobre os feitos na pademia nos próximos pleitos eleitorais.

  5. Muito bom o seu texto. Só se fosse doido para deixar a PMN e querer ser governador, bom é ser Senador em 2026.

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Diversos

ARTIGO: O Maior desastre ambiental do RN — Por Marcus Aragão

Pois é. Foi isso mesmo que você acabou de ler. Conversando com a equipe de peritos encarregada pela perícia na Lagoa do Bonfim para ser entregue ao Ministério Público. A equipe me garantiu que caso a situação da Lagoa do Bonfim continue e as 6 lagoas cheguem a secar, este fato será o maior desastre ambiental do RN.

Todos já sabíamos que a situação era grave mas é pior do que se podia imaginar.

Foi firmada uma TAC (termo de ajustamento de conduta) entre o Ministério Público e a Caern em 1998 na qual estabelecia que o nível da lagoa do Bonfim, que na época estava na cota 42, não poderia descer para a cota 39. Este era o limite. Mas para o órgão politico que regula o abastecimento de água não existem limites. Hoje a cota baixou para 37 e a bomba da Caern continua exaurindo o meio ambiente. Você nem percebeu mas já sugaram quase 60% da lagoa em volume de água. Tá vendo? Não, você não está vendo. Este é o complicador pois tudo ocorre abaixo da superfície.

Imagine, caro leitor, se fosse uma motosserra derrubando as árvores dos canteiros da Prudente de Morais. Eita, que caos, hein? Crianças chorando abraçadas as árvores, buzinaço, celulares filmando tudo, reportagens e os ambientalistas parando o trânsito em frente ao Midway.

Poderíamos até retirar as árvores da Prudente, da Salgado Filho e de todas as vias de grande fluxo. Aliviava o trânsito imensamente para todos diariamente. Em compensação as árvores retiradas seriam replantadas numa quantidade 3x maior em outro local mais adequado. Compensação perfeita.

— Infelizmente não se pode fazer o mesmo com as Lagoas! Não existirá compensação depois que secar a última gota de esperança.

Demorei uma hora para escrever este artigo. Como sai 442 litros/segundo. Durante os 60 minutos que escrevi foram escoados da lagoa 1 milhão, quinhentos e noventa e um mil litros da nossa maior lagoa do RN. Fazer um pouco é fazer muito nesta questão. Desde que seja a coisa certa. Segundo a equipe de peritos, apenas abrir poços resolveria grande parte do problema desde que localizados em regiões estratégicas que sejam próximas das pessoas que precisam do acesso à água e longe dos lençóis freáticos.

O governo do Estado gastou 12 milhões de reais para construir 12 poços em outras regiões visando aliviar a sucção na Lagoa do Bonfim — Só o dinheiro do contribuinte foi sugado. Repare. 8 poços já estão abandonados/quebrados e apesar de 4 estarem funcionando, a sucção da bomba da Caern não foi reduzida.

O programa das adutoras foi uma boa ideia mas que deveria ter sido substituído em tempo hábil por uma solução definitiva. Um remédio administrado por tanto tempo sempre trás efeitos colaterais.

Esperamos não precisar ver nosso Estado mais uma vez em destaque nacional por razões que nos façam vergonha por falta de vergonha dos governantes. Cidade mais violenta do Brasil, Apreensão de 7 bilhões em cocaína em nosso Porto, e agora o vexame de ter encontrado a solução para um problema que ampliou o mesmo. Ou seja, para resolver a questão da seca, ampliamos o problema secando também 6 lagoas.

É lamentável que muitos fiquem boiando na água em relação a essa questão. Relutam em fazer algo por razões políticas ou por achar que está tudo bem. E o tempo está passando como se a lagoa fosse uma ampulheta onde a água escorre no lugar da areia. O tempo de fazer algo também está passando.

Vou terminar o artigo com aquela história do sujeito que caiu do décimo andar. Enquanto ele caia rumo ao solo, respondeu tranqüilamente a pergunta que fizeram do segundo andar:

— Como vai? Perguntou o vizinho.
Ele respondeu: — Até aqui tudo bem.

Marcus Aragão
Publicitário
Instagram @aragao01

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente os problemas ambientais que nos cercam e que são muitos só são resolvidos qdo o caso vira uma catástrofe.

  2. Em pleno século 21, vejo pessoas que olham pro próprio umbigo e culpam o outro, seja político ou vizinho… vejo pessoas ainda hj, lavando carros e calçadas, justificando que elas pagam suas contas, porém, no final será cobrado de todos, principalmente dos que não tem recursos financeiros. Parabéns pela matéria, mas precisamos de matérias e materiais que eduquem a população, senão o fim será terrível!

  3. Artigo importante. Parabéns pelas duas publicações. Desde o começo dos estudos para levar água da adultora para a população do interior indicava justamente esse alarme. Cabe ao atual governo tomar medidas urgentes, e implantar as várias soluções. É dever da sociedade exigir essas soluções. As soluções EXISTEM, custam, devemos implantar.

  4. Não podemos assistir parados esse absurdo de acabarem com nosso meio ambiente. São 6 lagoas que vão se acabar. Alô Fátima bezerra

  5. Já venho denunciando esse absurdo há mais de 10 anos até fui ao ministério público uma vez , mas nada foi feito. Como sempre. Tenho fotos de como era quando cheguei em Natal e como estava ficando. Logo que cheguei a profundidade de 30 metros. Hoje não passa de 12-13 metros

  6. A situação ambiental do nosso país só piora. E aqui não tem sido diferente. O seu artigo muito bem fundamentado, retrata direitinho, um problema de amplo conhecimento dos órgãos responsáveis pela preservação ambiental. Ou seja, não é por falta de conhecimento e sim de ações concretas e vontade política. Acorda RN

  7. Fátima está acabando com o meio ambiente.
    Cadê Macron para punir o RN e proibir a importação de queijo do Seridó?

  8. Cabe aos Ministérios Públicos Federal e Estadual intervirem, não é concebivel que as lagoas sequem sem a ação dos que que devem lhe proteger por dever de ofício, por onde anda os que abraçaram as ruínas do Reis Magos? Será que o IDEMA e IBAMA vão continuar a fazer costa grossa para as Lagoas? Assim como os MPS?

  9. O maior desatre ambiental do RN aconteceu nos manguezais de Galinhos/Galos, com o represamento dos canais de maré e a destruição de centenas de km2 de manguezais.

  10. Trágico. O ministério público fez de tudo e conseguiu impedir a ampliação da Av Eng Roberto Freire, alegando que ia ter impacto ambiental se as obras invadissem parte do um inútil descampado.
    Este problema das lagoas é realmente grave e não se vê um pio desses burocratas que se mostram inúteis.

  11. Parabens, Marcos Aragão.
    Infelizmente os gestores públicos nada fazem efetivamente. Ficam apenas a olhar o pior acontecer. Afinal, são milhares de votos em jogo e, pra eles, quem defende a lagoa é meia dúzia de pessoas que têm granja lá, que ficam andando de jet-ski e lanchas. Não sabem eles que muitos que moram ou que têm terreno na lagoa não utilizam essas embarcações, mas simplesmente, amam e preservam esse nosso querido patrimônio natural do RN.

  12. Infelizmente uma grave situação que compromete todo um ecossistema e a situação social dos moradores locais. Cabe a nós cobrarmos a responsabilidade dos órgãos competentes em fiscalizar e punir os responsáveis por esse desastre ambiental!

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Diversos

ARTIGO: Não aposte contra o Brasil, por Marcus Aragão

Você não está gostando da situação do pais? Discorda do que acontece com seu estado? Você não está sozinho. Ninguém é obrigado a concordar com tudo, mas o que ocorre é que assistimos a todo instante parte da mídia e também da população empenhada em falar mal da direita ou da esquerda. Reclamam sem parar e alguns, até torcem para que dê tudo errado.

Não esqueça que você está inserido nesse processo. Torcer contra sua cidade, seu estado e seu país é torcer contra você mesmo. Resumindo, essa postura só atrapalha a todos — inclusive a você.

— É o que temos para hoje.

Devemos pensar que a melhor governadora é a nossa e o Bolsonaro é o melhor presidente. Esqueçamos as divergências até as eleições. Não importa nossas preferências. O acirramento deve ser adiado até o período eleitoral. Por enquanto, devemos nos unir numa causa maior — Menos direita, menos esquerda e mais você.

Peço licença para mudar de assunto rapidamente. É que acho curioso o modo que votamos em nosso estado. Nunca pensamos em beneficiar o RN alinhando com o governo federal. Quando Dilma era presidente, elegemos Rosalba; Depois, já com Temer, seria melhor votarmos em Henrique Alves — simplesmente pela proximidade entre os dois — mas votamos em Robinson; Quando Bolsonaro foi eleito, elegemos Fátima do PT. Nas próximas eleições seria melhor votar pela primeira vez no candidato próximo ao presidente. Fábio Faria? Rogério Marinho? Ou outro nome de direita? — Bem que poderia ser, mas pode ser que votemos contra novamente. Entenda que estou me atendo somente à questão de buscar benefícios pela convergência com Brasília.

Opa! Já voltei. Demorei só um parágrafo — Desculpem minha rápida saída do assunto mas já estou de volta ao centro da questão. A soma das forças pelo bem de todos. Divergir agora simplesmente não adianta. Essa briga sem fim só interessa aos partidos – palavra que representa parte. E nosso país não deve ser partido. Todos juntos formamos o Brasil – por isso, é chamado de União.

Nossa vida não é uma partida de futebol que se reclamarmos, trocamos o técnico. Se não gostar do resultado final do executivo, na imensa maioria das vezes só podemos trocar depois do apito final — no fim do mandato. Fazer gol contra não adianta. Perdemos mais rápido.

Já superamos problemas maiores. O RN e o Brasil já aguentaram a invasão dos portugueses, franceses, holandeses que tanto saquearam nossa terra. Enfrentamos também as epidemias de cólera, varíola, gripe espanhola e agora a Covid-19. Nenhum governante ou vírus são para sempre. A diferença é que a vacina contra mal governantes só chega em 2022. E enquanto ela não vem… Bem que poderíamos nos vacinar contra o pessimismo.

Marcus Aragão
Publicitário
Instagram @aragao01

Opinião dos leitores

  1. Mais uma vez tiro o chapéu para o amigo Marcos Aragão, independente da cor partidária, o importante é nos unirmos para o bem de todos nós brasileiros. Unidos somos mais fortes!!

  2. A complacência do autor do texto com a sujeira, hipocrisia, o roubo e os desmandos é admirável. Vamos falar só de coisas bonitas.

  3. Somos os responsáveis por tudo que acontece nesse país, quando você reclama, critica e não sai dessa zona de conforto, é sim culpado pelas falcatruas e roubos que acontecem por parte desses políticos. Seja Macho e cobre com unhas e dentes. Quem sabe em 2200 teremos um brasil menos corrupto.!

  4. Texto muito fraco e totalmente parcial, temos que criticar e exiguir desses políticos vagabundos que dó fazem desviar dinheiro público e legislar em causa própria. Se é para o barco afundar, que afunde e venha pessoas com pensamentos e atitudes patriotas. Chega de hipocrisia barata.

  5. Me engana que eu gosto, essa historinha de votar com aliado do Presidente é uma forma descarada de tentar alienar os incautos a votar nos políticos tradicionais em NOME de uma governabilidade para o Estado.

  6. jamais FÁBIO BOSSAL QUE NADA FARIA
    JAMAIS ROGERIO SACO PRETO
    JAMAIS BOLSOTRALHAS
    JAMAIS, JAMAIS, JAMAIS

  7. Parabéns amigo Aragão! Você conseguiu, de forma síntese, repassar o pensamento que todos nós deveríamos ter, sobretudo, na atualidade. Torcer contra ou atrapalhar não ajudará em nada o nosso país. Vamos sim ser proativos e pensar em ajudar e melhorar o nosso RN e também o Brasil. ??????

  8. Maravilhoso texto! Sou Brasil, sou RN, sou um Brasil melhor e um RN mais próspero! Esquerda e direita só serve pra massa de manobra, pois em tudo temos políticas boas dos dois lados, o que falta é punir corruptos e exterminar incompetentes que tem em todos os partidos. Precisamos de políticas públicas que beneficiem o povo, e não a classe política, empresarial e a elite dos funcionários públicos, vide judiciário e MP!

  9. ????? O pensamento tem que ser esse , não ajude a afundar o barco pq se isso acontecer todos morrem, seja os de direita ou esquerda. Excelente Aragão!

    1. O navio foi afundado em 2016, minha cara, e a maioria nem ligou de estar no mesmo barco.
      Texto cheio de Balela de eleitor do genocida

    1. Menos alienação e radicalismo!!
      Tem pessoas que vivem no conforto do capitalismo e pensam "como pseudos socialistas/comunista" na agora na hora de escolher para viajar, morar etc também optam por países capitalistas, queria ver quererem morar em Cuba, na Venezuela, na China,
      Na Coreia do Norte…. nuncaaaaaa , então!!!! Não sejam demagogos baratos! É deixe de radialismos baratos… assumam o capitalism.
      Chega de ingnorancia …. torça pelo seu País…..pelo seu estado
      Independente de partidos!
      Ou então distribua seus bens para os pobres e vá vier
      Viver em um País que tenha um regime que você defende e viva de acordo com ele!!!!

  10. Como já critiquei muito os artigos dele aqui, quero elogiar este.

    Também peço a Deus que guarde e ilumine a nossa Governadora e o nosso Presidente, para que o Brasil e o Rio Grande avancem juntos, em saúde e prosperidade para todos.

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Diversos

ARTIGO: A política de confronto como método – por João Maria Medeiros

Vivemos tempos estranhos e na política não está sendo diferente. Sem entrar em análises mais aprofundadas e usando o Rio Grande do Norte como exemplo, podemos ver que em 2018 o eleitor aposentou grande parte das representações políticas que estavam em atuação nas últimas décadas. Em nome de uma chamada “nova política” outros atores assumiram a ribalta e aos poucos foi se delineando o modus operandi desses novos protagonistas.

Os que chegaram apenas com a retórica do Novo rapidamente desbotaram suas tintas e na última consulta popular através do voto esse argumento não empolgou mais as massas.

Aprende-se que a política tem como objetivo a felicidade humana. Individual, através da ética e coletiva, através da política propriamente dita (Ah, esses gregos!) Então, o que diria Aristóteles sobre a atuação da política voltada exclusivamente para o confronto? Pois é isso que vemos cotidianamente, a nível nacional e também local.

O confronto como estratégia pode interessar a alguns, mas certamente não interessa ao Rio Grande do Norte. Num momento de extrema vulnerabilidade econômica, sanitária e política, com um presidente errático, o estado deveria poder contar com todas as suas forças unidas por aquele objetivo maior da política, lembram? O bem comum, a felicidade de todos. Mas parece que aqueles que ocuparam seus lugares à mesa do poder foram contaminados por estes tempos estranhos de que iniciamos falando.

Temos dois ministros potiguares. Por si isso já bastaria para que o cidadão norte-rio-grandense se sentisse mais confiante em relação ao futuro. Acreditando que essa “força política” em muito ajudaria o combalido elefante, deixando de lado diferenças políticas pessoais e/ou partidárias e assumissem o partido do RN. Mas parece que a performance bolsonarista não aceita a calmaria, o diálogo, o consenso e apenas a guerra é permitida.

Numa eleição, se meu adversário está frágil isso me faz parecer forte. Mas a disputa política tem seu calendário definido pelos órgãos competentes. O último encerrou faz poucas semanas. O momento agora seria de união, independente das cores partidárias e palanques eleitorais. Todos lutando pelo Rio Grande do Norte e as melhorias que tanto nós, povo potiguar precisamos e merecemos receber dos nossos representantes.

Mas, afinal, a quem interessa a paralisação e o naufrágio do Rio Grande do Norte? Por que a desqualificação, a falta de integração e união mesmo pelo nosso desenvolvimento não está na pauta prioritária? As velhas práticas de desgastar o gestor no cargo com fins meramente eleitoreiros deixando de lado quem realmente interessa não cabe mais. Daí volto a pergunta: a quem interessa a paralisação e o naufrágio do nosso estado? Certamente, não aos norte-rio-grandenses.

Opinião dos leitores

  1. Perfeito João. A quem realmente interessa o nosso combalido RN cada vez mais frágil? Com a palavra, os nossos ilustres representantes.

  2. Parabéns pelo texto João! Infelizmente vivemos exatamente o quadro que você mostrou. O confronto dos PETRALHAS VERMELHOS esquerdistas/faccionistas que comem criancinhas e verbas públicas se digladiando narcisamente com os METRALHAS VERDE-AMARELO direitistas/milicianos laranjas que adoram uma rachadinha.

  3. Caro amigo o interesse do quanto pior melhor parte a atual gestora estadual, pois não baixa a bandeira comunista um só segundo, mesmo tendo como único recurso oriundo do governo Federal, aqui nada foi feito, nossa salvação é o governo Bolsonaro que não pára de mandar verbas pra nosso RN e nossa gestora não divulgar de onde vem tal recursos. Bolsonaro 2022.

  4. Esse aí ganhou muito dinheiro com campanhas políticas e hoje chora o fim das tetas! Acorda cidadão, o rumo do Brasil é outro… só pensa no teu rabo! O RN virou chacota nacional… hoje um dos piores estados do já massacrado nordeste e olhe que já figurou entre os melhores… até o turismo, tu e tua laia de políticos profissionais arrasou na nossa cidade! Esperamos que o povo do RN acorde, pois se errar mais uma vez, como errou nas últimas escolhas, iremos disputar com o Piauí e maranha quem será o pior estado do nordeste! Vai estudar JM!

  5. Lúcido este artigo. O RN sempre esteve na rabeira do desenvolvimento exatamente porque os "nossos politicos" sempre trabalharam parabos seus, deixando de lado quem realmente interessa; o povo.

  6. Grande babaca, o autor desse "artigo". Erradamente, o eleitor do elefante 'rn' elegeu gestores incompetentes, herdeiros dos governos ptralhas e, agora em 2020, receberam o troco nas urnas, Por isso o desespero dos gabideiros de empregos, cuja competência tem demonstrado grande dúvida. BOLSONARO NELES…….

  7. Dr. João Maria, facílimo responder sua indagação ao final do artigo. A ruína do RN é do máximo interesse de boa parte da esquerda, principalmente dos que não aceitam os resultados eleitorais de 2018.

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Diversos

Artigo publicado na Revista do IFRN é referência no Portal da OMS

Foto: Reprodução/IFRN

Marcus Vinicius Dantas de Assunção, Marlene Medeiros, Lycia Nascimento Rabelo Moreira, Izabelle Virgínia Lopes Paiva, Diego Cristóvão Alves de Souza Paes. Esses são os nomes de servidoras e servidores que escreveram o artigo  “Resilience of the brazilian supply chains due to the impacts of Covid-19”. Publicado na Revista Holos, publicação científica do IFRN, o texto compõe o Covid-19 — Global literature on coronavirus disease, base de dados internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O artigo aborda os desafios impostos aos mercados globais para minimizar as perdas nas cadeias de suprimentos curtas e longas, tendo como objetivo identificar os impactos criados pela pandemia da Covid-19 nessas cadeias no Brasil. Os dados utilizados para a análise foram consultados nos sites de órgãos e agências de supervisão no país e no exterior. Adotando uma abordagem qualitativa, a consulta à literatura sobre cadeias de suprimentos curtas e longas foi determinante para compreender os impactos da pandemia na área em nosso país, bem como a resiliência adotada no decorrer do surto do novo coronavírus”, explicou Marcus Assunção, um dos autores do artigo.

Logística 

Em uma tradução livre, o estudo traz como título “Resiliência das cadeias de suprimento brasileira com impactos da Covid-19”. Nele, as pesquisadores e pesquisadores examinam a resiliência das cadeias de suprimentos brasileiras ao apontar os impactos sobre elas durante a pandemia de Covid-19 e as alternativas para continuar operando. O texto constata que a resiliência da cadeia de suprimentos curta desempenha um papel fundamental no suprimento de alimentos brasileiro. O estudo restringe-se ao contexto do Brasil e suas particularidades e aponta que são necessários mais estudos para explorar os impactos econômicos e operacionais em diferentes setores da economia no período pós-pandemia.

Para Marcos, “A logística tem um papel fundamental na gestão das operações que envolvem as cadeias de suprimentos globais e locais, apresentando soluções ótimas às disrupções causadas pela pandemia da Covid-19. Trabalhos que tratam das mudanças na logística das empresas, durante o período da pandemia do novo coronavírus, auxiliam as organizações a desenvolverem novos métodos capazes de redimensionar a otimização de seus processos”. disse o professor, que dá aulas a estudantes do Curso Técnico Integrado em Logística no Campus São Gonçalo do Amarante.

“Publicitar a produção do conhecimento sempre foi o compromisso da Equipe Editorial da Revista Holos sob minha coordenação. No contexto pandêmico, o periódico passou a receber um número significativo de manuscritos. Optamos por dar espaço também à produção sobre a Covid-19 enquanto forma de contribuir com a divulgação das pesquisas sobre a doença em diversos campos do conhecimento. Ter um artigo publicado no site da OMS é um reconhecimento ao trabalho dos pesquisadores e de nossa equipe editorial”, assinalou a professora Francinaide de Lima Silva Nascimento, editora-chefe da Revista Holos.

Acesse

Artigo publicado –  Organização Mundial de Saúde

Artigo publicado – Revistas Holos

Com IFRN

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Diversos

ARTIGO: “Os brasileiros não compreendem o que um Maradona significa para um argentino”, por Enrique Robledo

Foto: Getty Images

Aos meus amigos Brasileiros

Hoje, aos 60 anos de idade, faleceu Diego Armando Maradona, o melhor jogador de futebol de toda a história.

Claro, quando um Brasileiro escuta esta frase, fica de cabelo em pé e imediatamente começa a retaliação: “Pelé foi melhor”, “Ronaldo jogava muito mais”, “Não amarra a chuteira de Romário”, “esse Maradona era um drogado”, e por aí vai.

Meus queridos “hermanos”: não adianta. Os brasileiros não compreendem o que um Maradona significa para um argentino. Vocês tem pelo menos dez “Maradonas” nas suas filas, todos famosos por ser os melhores jogadores de bola do mundo. E só.

Para nós, Maradona não é um jogador de futebol e só. Maradona é a paixão por uma camiseta, é abnegação ao seu time, as suas cores.

Para nós, Maradona é o mais bonito gol já feito numa copa do mundo, justamente contra o time do pais que acabávamos de perder uma guerra quatro anos antes.

Para nós, Maradona é aquele que sem precisar, entra para jogar infiltrado a risco de se lesionar permanentemente só pelo orgulho que tem pelo seu time. É aquele que os dois times rivais batem palmas quando entra em campo.

Para mim, Maradona é eu, meu pai e meu irmão ajoelhados no chão e com os braços em alto olhando para uma TV e gritando GOL com lágrimas de emoção nos olhos.

Para nós, “o Diego” não era um jogador de futebol, era um “artista”. E assim como ninguém liga se John Lennon usava drogas ou Jim Morrison morreu de overdose, nós não ligamos se Maradona era viciado, bocão, irreverente, de pouca educação ou cheio de defeitos.

Para nós, Maradona é uma marca registrada, única, insubstituível e até tal vez, insuperável. Assim como o “tango”, as “media lunas” e o “bife de chorizo” para poder saborear Maradona é condição inegociável: ser Argentino.

Enrique Robledo, porteño, natalense e apaixonado pelo Brasil

Opinião dos leitores

  1. Excelente jogador, muito habilidoso, mas um péssimo exemplo, sem ética.
    Venceram a Inglaterra em 1986 com um gol irregular.
    Sem aquele gol não se pode afirmar que a Argentina se classificaria para a semifinal.
    O título deles em 1986 foi algo roubado.
    Assim como em 1978, aquele jogo com o Peru.
    2 títulos, mas sem ética ou moral.
    E, o pior de tudo, um comunista.

  2. Maradona, dotado de estupenda e majestosa habilidade. Sem dúvida está entre os maiores jogadores do Mundo. Nesse momento de dor, ficam os sentimentos a seus familiares. Descanse agora em paz, grande Maradona.

  3. Respeito muito a posição do argentino. Não cabe comparação com Pelé, Messi, Ronaldos.
    Ele era um artista.
    Respeitemos.

  4. Então vá embora para a porcaria da Argentina,seu país prestasse vc moraria lá kkkk,se a Argentina fosse boa vc estava lá kkkk

    1. Amigo, que comentário inútil, desrespeitoso, xenófobo e fora do contexto. Realmente demonstra uma total falta de inteligência e senso comun. Parabens

    1. Meus sentimentos aos familiares do Maradona, foi um grande atleta.
      Maradona e Pelé são pessoas normais fadadas ao início, meio e fim, assim como qualquer outro ser humano.

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Diversos

ARTIGO: Obrigado, Laurentino Gomes, por Marcus Aragão

Primeiro li que o Magazine Luiza fez concurso para o cargo de trainee exclusivamente para negros. Depois, essa ação foi seguida pela Vivo, Bayer e Diageo. Pode ser coincidência mas penso que existe uma ligação com o livro “Escravidão”do Laurentino Gomes — Escritor genial, autor de best sellers como 1808, 1822 e 1889 — todos sobre a história do Brasil. Lançado ano passado, Escravidão é o mais completo relato sobre o tráfico de humanos do planeta. Uma imensa riqueza de detalhes que explica como aconteceu esse holocausto onde morreram milhares de negros. Este livro do Laurentino vai ajudar a libertar os brasileiros do racismo.

Aviso aos haters de plantão que não me venham com mimimi dizendo que isso é discriminação. Não podemos esquecer as injustiças. Aproveito para lembrar a carta que fiz para George Floyd – morto há 5 meses por asfixia. Principalmente depois que soube que o algoz dele foi solto essa semana — após pagar uma fiança de 1 milhão de dólares. Releia a carta, George.

Uma carta para George Floyd.

Cada vez que vejo a gravação, sufoco um pouco contigo. Certamente essa não foi a única fez que te sufocaram – foi apenas a última. É fácil deduzir o bullying na vizinhança, a discriminação na escola, no mercado de trabalho e nas ruas.

“ Please, I can’t breath ”

Imagino sua solidão. Se despedindo da vida sozinho com a cara no asfalto. George, saiba que você não estava só. Cada vez que o video é reproduzido uma multidão de pessoas se junta a você naquele momento – Não podemos mudar o que aconteceu mas vamos mudar o futuro. Sua asfixia agora é inspiração. O mundo inteiro está tentando tirar os joelhos de cima do pescoço de uma raça.

“ Please, bro… I can’t breath ”

No Brasil, também existe racismo mas nem todos sabem disso ou não querem nem saber.
Fomos o país que mais traficou escravos no mundo e, ainda, a última nação do ocidente a abolir a escravidão – e só o fez por pressão da Inglaterra que ameaçou bombardear nosso litoral.

“ Pleeeeeaseee…”

Defender essa causa não é jogar preto contra branco. As oportunidades não são iguais. Quantos presidentes de empresas são negros? Quantos clientes de marcas famosas são negros? Quantos senadores são negros? A exceção não faz a regra. Se você acha que as oportunidades são iguais deve ser porque os negros são burros e quase nunca conseguem, certo? Claro que não! Apenas largaram muito atrás nessa corrida desigual. A humanidade tem essa dívida. Se tem gente que não gosta de pagar o que deve, paciência. Tem muitos que gostam e se importam em fazer justiça.

“ Oh, man… don’t kill me…”

As narrativas que escondem preconceitos são infinitas. Tem uma que diz que os Africanos mesmo escravizavam sua gente. E daí? Quer dizer que se um estuprador violentar a própria filha, qualquer um poderá fazer o mesmo com ela?

“ Pleeea…”

O mundo não será o mesmo depois de você, George. Descanse em paz. Agora, todos devemos lutar pacificamente por você. Peço que cuide do anjo Miguel – uma criança que caiu do nono andar em Recife porque ninguém estava olhando. Infelizmente, ninguém tem olhos para os negros – A sociedade é cega e surda para as desigualdades mas nunca mais vamos deixar de ouvir tua voz!

Marcus Aragão
Publicitário
Instagram: @aragao01

Opinião dos leitores

  1. Como sempre muito besteirol, agora histórico. A abolição da escravidão foi uma conquista de toda sociedade brasileira, desde a família imperial a intelectuais, empresários, políticos e cidadãos comuns. Atribuir isso a "ameaça britânica" é de uma infantilidade absurda.

    1. A Família Imperial "migrou" para o Brasil a fim de sobreviver à perseguição da França, na figura de Napoleão Bonaparte, que competia com a Inglaterra na área comercial. Ao chegar ao Brasil, D João VI declarou a Abertura dos Portos às Nações Amigas, beneficiando inclusive a Inglaterra. Mesmo passados muitos anos entre a vinda da Família Real e a Abolição da Escravatura, acho muito difícil que a Inglaterra tenha ameaçado o Brasil militarmente. Se alguém acredita nisso, precisa encontrar o documento pertinente e apresentá-lo. Falar é fácil, queremos ver provar!

  2. Marcus Aragão , a exemplo de outros leitores, eu também fico na expectativa de ler os seus artigos na sexta-feira . Isto porque os temas abordados , com raras exceções, suscitam muitos questionamentos.
    No tema de hoje eu corroboro com o autor que você se refere quando ele cita o "abismo de oportunidades"entre os brancos e os negros, pretos e pardos. Durante o censo populacional o respeitável IBGE permite que cada cidadão autodeclare a sua cor. E tem me chamado a atenção, principalmente, com a implantação de cotas destinadas aos negros as autodeclaracões de candidatos em concursos e , atualmente, até mesmo de candidatos aos cargos políticos. Onde se constata, claramente, o velho jeitinho brasileiro de querer tirar vantagem em tudo.

  3. O preconceito é sócio-econômico,é de classes,é de regiões,de estados,de cidades,de bairros,de escolas e faculdades que são frequentadas,é de estilo de música ouvida,de literatura que se escolhe,de ideologia,das festas que escolhemos pra nos divertir,do bandido que se escolhe pra idolatrar,do sotaque do interlocutor,das viagens e dos lugares que se escolhe a visitar,do padre da paróquia ou do pastor da igreja que se escolhe pra ‘congregar’,duvido de um sogro ou sogra satisfeito com um genro Neymar ou Tiaguinho pobre,ou uma Anita empregada doméstica. Pura hipocrisia. O preconceito é social,prá não dizer,pessoal.

  4. Certo! Agora, o cálculo da dívida foi feito e qual o valor? Seria ela eterna ? A única incógnita, dessa função, seria só a cor ou tem outras q denotam outras curvas.

  5. Texto extremamente inteligente e importante. Mais que importante, URGENTE! De nada adianta ter passado 300, 3000 ou 3000000 anos que a escravidão foi abolida, se os negros continuam nao tendo acesso as oportunidade de forma igualitária. Se os negros continuam morrendo pela sua cor… Sugiro a quem não conseguiu compreender o texto, ler o livro indicado nele. Ler artistas negros. Ouvir vozes negras. Assim, talvez, voces consigam entender o que atinge os outros e não desvalorizar uma luta so porque ela nao te atinge.

  6. Quanta besteira. Já se passaram quantos anos da escravidão? 200, 300? Parece que estamos vivendo em pleno regime segundo esse povo sem noção. Gente acorda! Isso é pura hipocrisia, negros, patdos, brancos, somos todos brasileiros e vivemos sobre o mesmo regime imposto pela nossa carta magna. O que eu tenho de culpa pelo que foi feito pelos nossos irmãos negros? Quantas gerações já se passaram depois da escravidão? Ora, ora, parem com isso! As pessoas sabem que essa defesa, dá ibope e holofote, me poupem.

  7. Mi mi mi é ficar puxando esse assunto de escravidão o tempo todo. Foi ruim? Foi. Horrível. Mas não tem por que ficar o tempo todo puxando este assunto despertando e estimulando ódios.

    1. Então vamos tocar fogo também nos museus, né ruminante?

    2. Boi da cara verde e amarela!
      Parece que vc não consegue ler as opiniões contrárias às suas e ter respeito pelas pessoas que emitem suas idéias. Ninguém é dono da verdade, apenas Deus!
      Lamentável!
      Sugiro que leia livros e artigos de boas maneiras, inclusive fazendo um curso de educação.

    3. BG vc vc deveria colocar a função de curtir comentários… o comentário do Boi Da Cara Verde & Amarela foi perfeito ??????. O Brasil que temos hj foi construído com o sangue dos negros, índios e nordestinos. Essa dívida é histórica… e pode passar dias, meses e anos que ela nunca será quitada.

  8. Muito bem. MImimi é tentar prolongar o racismo velado que sempre houve em nosso país. Tem mais é que contratar negros mesmo.
    Obs: sou branco e a favor das cotas.

    1. É só não ler gado. Experimente ler um livro.

    2. Qualquer livro é melhor que uma besteira dessas, até a biografia do Lula…

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Diversos

Governo do Estado revoga artigo que proibia atividades coletivas, eventos de massa, shows e feiras no RN

Governadora Fátima Bezerra assinada decreto publicado no Diário do Estado nesta terça-feira(06), com a revogação do artigo 11, do decreto estadual nº 29.583, de 1º de abril de 2020, que referia a “suspensão de atividades coletivas de quaisquer natureza, públicas ou privadas, incluindo eventos de massa, shows, atividades desportivas, feiras, exposições e congêneres”.

Segundo novo protocolo, as atividades ficam condicionadas à obediência dos protocolos gerais de medidas sanitárias estabelecidos em portaria. Leia íntegra abaixo:

DECRETO Nº 30.035, DE 05 DE OUTUBRO DE 2020.

Revoga o art. 11 do Decreto Estadual nº 29.583, de 1º de abril de 2020, e dá outras providências.

A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 64, V e VII, da Constituição Estadual,

Considerando a decretação de estado de calamidade pública em razão da grave crise de saúde pública decorrente da pandemia da COVID-19 (novo coronavírus) por meio do Decreto Estadual nº 29.534, de 19 de março de 2020;

Considerando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias do País e do Estado, no sentido de se buscar diminuir a aglomeração e o fluxo de pessoas em espaços coletivos mediante o isolamento social, para mitigar a disseminação do novo coronavírus (COVID-19);

Considerando que a manutenção da atual taxa de transmissibilidade (RT) e do baixo índice de ocupação dos leitos clínicos e de UTI para COVID-19 é, no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, condição essencial para evitar o retorno às medidas mais rígidas de isolamento social;

Considerando o início das atividades relativas às campanhas eleitorais, nos termos do calendário previsto na Emenda Constitucional nº 107, de 2 de julho de 2020

D E C R E T A:

Art. 1º Fica revogado o art. 11 do Decreto Estadual nº 29.583, de 1º de abril de 2020.

Art. 2º As atividades anteriormente suspensas pelo revogado art. 11 do Decreto Estadual nº 29.583, de 1º de abril de 2020, ficam condicionadas à obediência dos protocolos gerais de medidas sanitárias estabelecidos pela Portaria Conjunta nº 09/2020 – GAC/SESAP/SEDEC, de 13 de julho de 2020, sem prejuízo do cumprimento dos protocolos específicos de cada setor.

Parágrafo único. A realização de shows ou de eventos de massa não contemplados pela Portaria Conjunta nº 026/2020 – GAC/SESAP/SEDEC/SETUR, de 21 de setembro de 2020, ficam condicionados a autorização específica pela autoridade sanitária, mediante apresentação de protocolo pelo interessado, até que sobrevenha protocolo específico instituído por Portaria Conjunta.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal/RN, 05 de outubro de 2020, 199º da Independência e 132º da República.

http://diariooficial.rn.gov.br/dei/dorn3/docview.aspx?id_jor=00000001&data=20201006&id_doc=699065

Opinião dos leitores

  1. Agora vai pegar fogo de vez o cabaré. se Desde o Ininio da pandemia as autoridades NUNCA tiveram Interesse no Isolamento e Distanciamento Social, bem como em uma Fiscalização Rigorosa para cumprimento desse Isolamento e Distanciamento. Era e É um Faz de Conta. MORREU, é mais um numero. Só uma Estatistica.

  2. Todo mundo falou, a vacina/remedio/cura do Covid-19 são as eleições no Brasil, só os céticos que não acreditavam.

  3. Depois das eleições que o PT se lascar de vez, essa Desgovernadora Fátima Bokus vai decretar lokcdow o vírus da derrota vai fundir sua cuca kkkkk

  4. Cadê o pessoal do "fique em casa"?
    Alunos na escola não pode. Mas show e comício de político pode?
    Que danado é isso???

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Diversos

ARTIGO: Oremos, por Marcus Aragão

Se pensa que para entregar a alma a Deus ou vendê-la para o diabo tem que ter contrato de compra e venda? Assinatura? Engano seu. Ambos confiam em você. Eles te conhecem desde pequeno.

Então, para quem você vai entregar sua alma?

A resposta é simples: Sua alma vai para quem você está entregando sua vida.

Esqueça suas idas a Missa. São ótimas mas se você não emprega a palavra de Deus é porque elas entraram por um ouvido e saíram pelo outro – sem passar pelo coração. Deixa pensar numa analogia para ilustrar… é como você se fantasiar de Samurai – sem saber lutar. Você parece demais com o guerreiro japonês mas não conhece na prática as artes marciais – não luta no dia-a-dia. Assim é o religioso que vai a missa, usa crucifixo, reza, canta, se benze mas não pratica os ensinamentos de Deus. Principalmente, o “amar o próximo como a si mesmo”. Faz adoração apenas aos rituais.

Você tem usado na sua vida a mentira, a dissimulação, o egoísmo, a inveja? Ou não? Tem traído? Se deixou levar pela usura e a ganância? Ou, ao invés disso, tem praticado a compaixão e o amor em tudo que faz? Como tem levado a vida ou como a vida tem levado você?

Mesmo sem a vestimenta de samurai, o guerreiro milenar continua samurai. E você, sem os rituais religiosos, continua verdadeiramente filho de Deus?

Quarentena não é quaresma mas é ótima pra reflexão e quem sabe preparar todos nós para nossa própria ressurreição.

Amém!

O artigo terminou na última linha mas me lembrei de algo de última hora. É sobre o mesmo assunto. É que essa semana me encontrei com um amigo que disse que iria fazer uma promessa caminhando descalço por não lembro tantos quilômetros. Conversamos um pouco mais e combinamos que ele ao invés de caminhar descalço, doaria 5 cestas básicas para uma instituição de caridade ou levaria presentes para crianças em um hospital infantil ou os dois. Ele topou na hora e combinamos que doaríamos juntos e visitaríamos também as crianças. Entrei na promessa alheia para deixa-lá mais robusta — achei que agradaria a todos. Acredito que ele deixou muitos filhos de Deus felizes ao invés de somente o podólogo.

É o seguinte: Você faz promessa? Muito bem. Eu também. Você faz o sacrifício para Deus ver que você tá falando sério, certo? Entendo. Penso que se você não está tão bem — e por isso mesmo faz a promessa — não convém gerar mais sofrimento. Não seria melhor fazer algo para ajudar o próximo? Você subir escadaria de joelhos, caminhar com pés descalços não vão trazer um sorriso a uma criança — Elas não entendem essa situação.

O maior ensinamento é amar o próximo como a si mesmo — Mesmo que o próximo escreva artigos.

Marcus Aragão
Publicitário
@aragao01

Opinião dos leitores

  1. Amar ao proximo como a ti mesmo. Mas lembre-se que é como a ti mesmo. Você se ama? Ou ama mais ao próximo? Ame-se. E ame ao proximo.

  2. Aquela verdade que nenhum "santo" gosta de ler. Parabéns Aragão! Que sirva para os religiosos que nunca fazem o que pregam.

  3. "Sua alma vai para quem você está entregando a sua vida". E , nem adianta usar a pele de cordeiro .
    Marcus mesmo para quem não lhe conhece pessoalmente, como é meu caso, percebe que o seu artigo reflete o modelo mental de uma pessoa de atitude predisposta para agir e não de se comportar apenas para dar satisfação as convenções sociais. Parabéns!

  4. Com toda certeza o Inferno está repleto de petistas (esquerdistas em geral) rsrsrs. Farei o que estiver ao meu alcance para não acabar por lá. Já basta ter que aturar essa gente por aqui. Kkkkkkkkkkkk

    1. Até aqui você mete PT e esquerda, você é retardado ou se faz?

  5. A incrível capacidade de florear uma conversa bosta com palavras bonitas… um espaço tão valioso de mídia usado pra falar tanta asneira. leia mais mario ivo cavalcanti ou Adriano de Souza talvez sirva.

  6. Mais com Deus não se brinca e fazer uma promessa com sacrifício como Jesus fez pela nossa salvação ajuda e muito na nossa salvação.

    1. O que ajuda é vc acreditar VERDADEIRAMENTE em Deus e segui-lo. O resto é conversa fiada.
      LEIA a Palavra!

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