Assalto em Criciúma: ‘Ação foi bem sucedida para os marginais, essa é a verdade’, diz governador de SC

Foto: Arte G1

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), afirmou sobre o assalto ocorrido nesta madrugada em Criciúma, no Sul catarinense, que a “ação foi bem-sucedida para os marginais, essa é a verdade”. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (1°).

“Eles conseguiram o seu intento, mas nós precisamos de fato colocar o estado à disposição porque nós temos já um histórico de investigação sobre esse tipo de atuação com sucesso na resolução de problemas”, afirmou Moisés.

Ele continuou, relembrando outro crime de repercussão no estado: “Recentemente, tivemos também, em Blumenau, no aeroporto, um episódio muito semelhante, com um número menor de participantes, mas que está sendo desvendado pela polícia, pela Polícia Civil, e cerca de 50% dos envolvidos já foram presos. E essa é a nossa esperança, que o estado dê a resposta necessária”.

Moisés afirmou também os assaltantes não devem ser do estado. “Falar um pouco também da qualificação desse ato, que utiliza quantidades numerosas de explosivos, tecnologia de ponta, para nós percebemos que provavelmente esta ação não se dá por criminosos aqui de Santa Catarina, provavelmente uma ação orquestrada por outro estado ou por criminosos que estão organizados em outra unidade da federação, mas que Santa Catarina acabou se tornando este cenário”.

O assalto causou surpresa às autoridades do estado, disse o governador, já que, segundo ele, esse tipo de crime contra agências bancárias diminuiu em 2019 em Santa Catarina devido ao trabalho das polícias e investigação.

“Nos surpreende, uma vez que nem na esfera federal nem na estadual nós não tínhamos qualquer indício ou qualquer informação da atuação marginal que se deu na noite passada”, afirmou Moisés.

Assalto em Criciúma

Uma quadrilha usou o Centro de Criciúma para assaltar um banco entre o fim da noite desta segunda-feira (30) e início da madrugada desta terça-feira (1º).

O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes. Um PM e um vigilante ficaram feridos. A Polícia Militar acredita que dois criminosos tenham se ferido também.

RESUMO

Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de segunda-feira (30). A ação durou 1 hora e 45 minutos.

Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.

Um PM e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu. O PM precisou passar por cirurgia.

Criminosos fugiram, e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas. Valor levado e abandonado não foi calculado ainda.

Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido a explosão durante o assalto.

Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás. Polícia não sabe o total utilizado.

10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal de uma propriedade privada em Nova Veneza, a noroeste de Criciúma.

A PM, baseada em manchas de sangue encontradas em dois carros, calcula que dois criminosos tenham se ferido

Em nota, o Banco do Brasil disse que funcionários não foram feridos, que não há previsão para reabertura da agência e que não informa “valores subtraídos durante ataque às suas dependências”.

PM pede que pessoas que tenham informações ou filmagens da ação, entrem em contato pelo telefone 190.

G1