Assalto em Criciúma: ‘Ação foi bem sucedida para os marginais, essa é a verdade’, diz governador de SC

Foto: Arte G1

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), afirmou sobre o assalto ocorrido nesta madrugada em Criciúma, no Sul catarinense, que a “ação foi bem-sucedida para os marginais, essa é a verdade”. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (1°).

“Eles conseguiram o seu intento, mas nós precisamos de fato colocar o estado à disposição porque nós temos já um histórico de investigação sobre esse tipo de atuação com sucesso na resolução de problemas”, afirmou Moisés.

Ele continuou, relembrando outro crime de repercussão no estado: “Recentemente, tivemos também, em Blumenau, no aeroporto, um episódio muito semelhante, com um número menor de participantes, mas que está sendo desvendado pela polícia, pela Polícia Civil, e cerca de 50% dos envolvidos já foram presos. E essa é a nossa esperança, que o estado dê a resposta necessária”.

Moisés afirmou também os assaltantes não devem ser do estado. “Falar um pouco também da qualificação desse ato, que utiliza quantidades numerosas de explosivos, tecnologia de ponta, para nós percebemos que provavelmente esta ação não se dá por criminosos aqui de Santa Catarina, provavelmente uma ação orquestrada por outro estado ou por criminosos que estão organizados em outra unidade da federação, mas que Santa Catarina acabou se tornando este cenário”.

O assalto causou surpresa às autoridades do estado, disse o governador, já que, segundo ele, esse tipo de crime contra agências bancárias diminuiu em 2019 em Santa Catarina devido ao trabalho das polícias e investigação.

“Nos surpreende, uma vez que nem na esfera federal nem na estadual nós não tínhamos qualquer indício ou qualquer informação da atuação marginal que se deu na noite passada”, afirmou Moisés.

Assalto em Criciúma

Uma quadrilha usou o Centro de Criciúma para assaltar um banco entre o fim da noite desta segunda-feira (30) e início da madrugada desta terça-feira (1º).

O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes. Um PM e um vigilante ficaram feridos. A Polícia Militar acredita que dois criminosos tenham se ferido também.

RESUMO

Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de segunda-feira (30). A ação durou 1 hora e 45 minutos.

Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.

Um PM e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu. O PM precisou passar por cirurgia.

Criminosos fugiram, e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas. Valor levado e abandonado não foi calculado ainda.

Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido a explosão durante o assalto.

Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás. Polícia não sabe o total utilizado.

10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal de uma propriedade privada em Nova Veneza, a noroeste de Criciúma.

A PM, baseada em manchas de sangue encontradas em dois carros, calcula que dois criminosos tenham se ferido

Em nota, o Banco do Brasil disse que funcionários não foram feridos, que não há previsão para reabertura da agência e que não informa “valores subtraídos durante ataque às suas dependências”.

PM pede que pessoas que tenham informações ou filmagens da ação, entrem em contato pelo telefone 190.

G1

Explosivos e “chuva de dinheiro”: veja detalhes do assalto em SC que repercutiu em todo o país

Foto: Caio Marcello / Estadão Conteúdo

Explosivos, dinheiro espalhado pelo chão e veículo queimado. O assalto a uma agência bancária na cidade de Criciúma, em Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (1º), fechou ruas, deixou reféns sentados em via pública e um caminhão em chamas, provocando terror nos moradores do município catarinense.

De acordo com a polícia, os homens que participaram da ação portabam armas de grosso calibre (5.56, 7.62 e .50) e utilizaram cerca de 10 veículos para lançar um caminhão em chamas em frente ao 9º Batalhão da Polícia Militar. O fogo atingiu diversos cômodos do local, mas nenhum policial militar ficou ferido. A ação teve início às 23h40.

Dez minutos depois, durante os disparos no Batalhão, duas guarnições da polícia cruzaram com um dos veículos utilizados pelos homens na próximo ao Shopping Criciúma. Nesse momento, houve troca de tiros e o soldade Jefferson Luiz Esmeraldino foi atingido. O PM foi internado e passou por uma cirurgia. Até a manhã desta terça-feira, ele permanece em estado grave.

Por volta das 00h, os homens armados foram em direção a área central de Criciúma, fecharam algumas ruas, abordaram veículos e iniciaram uma série de disparos de arma de fogo. Às 00h10, utilizaram explosivos para executar o roubo em uma agência do banco do Brasil. Nesse momento, pessoas foram feitas reféns, obrigadas a ficar sentadas em meio a uma via pública.

Às 00h30, a polícia confirmou que havia um caminhão sendo incendiado no morro do formigão, em Tubarão. Uma hora depois, as equipes também confirmam o uso de um caminhão de lixo por parte dos homens armados.

Por volta das 2h da madrugada, os veículos dos homens armados se deslocaram para a cidade de Nova Veneza e às 3h os reforços policiais começaram a chegar na região.

No fim da madrugada, às 5h40, quatro pessoas que recolheram parte das cédulas de papel espalhadas pelo chão da cidade, após a invasão e o roubo a agência, foram conduzidas à delegacia. Com eles, foram localizados R$ 810 mil.

No início da manhã, às 6h30, 10 veículos abanadonados pelo grupo foram localizados em um milharal no município de Nova Veneza. Por volta das 8h, quatro artefatos explosivos foram desativados pelo esquadrão de bombas, três deles nas proximidades da Praça do Congresso e um na agência bancária assaltada.

Neste momento, as investigações e buscas da polícia continuam.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Roberto Soares disse:

    Cadê o presidente que iria acabar com esse tipo de crime?
    Pense num fanfarrão.
    Só sabe fazer rachadinha e levar facada.

  2. Magnum disse:

    TERRORISMO!!!

  3. Marcos Melo disse:

    É preciso um trabalho minucioso de inteligência e uma ampla revisão dos métodos de trabalho das policias. O modelo que hoje se apresenta, não inibe mais a bandidagem que a cada dia fica mais ousada, orquestrando assaltos muito bem planejados e utilizando armas de guerra. As politicas de segurança em todo território nacional tem sindo incapaz de enfrentar e debelar com precisão estes grupos. E eles estão em todos os cantos do País.

  4. Lourdes Siqueira disse:

    Com esse tempo todo, daria tempo a polícia colocar explosivos nas saídas da cidade ou grampos. Muito tempo. Só faltaram pedir uma pizza pelo aplicativo.

VÍDEOS: Quadrilha sitiou Centro de Criciúma e fez reféns em assalto a banco; criminosos fortemente armados provocaram terror na cidade de SC na madrugada

MAIS VÍDEOS AQUI em texto na íntegra.

Quadrilha usou reféns para bloquear ruas em Criciúma e bloquear a aproximação da polícia — Foto: Reprodução / TV Globo

Uma quadrilha sitiou o Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, para assaltar um banco no início da madrugada desta terça-feira (1º). O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes.

Resumo:

Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de segunda-feira (30). A ação durou 1 hora e 45 minutos.

Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.

Um PM e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu.

Criminosos fugiram, e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas. Valor levado e abandonado não foi calculado até as 7h30. Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido a explosão durante o assalto.

Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás. Polícia não sabe o total utilizado.

10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal de uma propriedade privada em Nova Veneza, a noroeste de Criciúma.

Até por volta de 7h30, o Banco do Brasil não havia se pronunciado.

A prefeitura pediu ajuda a batalhões de municípios vizinhos e também para cidades do Rio Grande do Sul.

Criciúma tem cerca de 217 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fica 200 km ao sul da capital catarinense, Florianópolis, e 285 km ao norte da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A economia do município se baseia, principalmente, em exploração de carvão, indústria, agricultura e pecuária.

Reféns sentados na rua

Os primeiros relatos do tiroteio foram feitos por volta da meia-noite. O som dos disparos foi ouvido principalmente na região central de Criciúma.

Imagens nas redes sociais mostraram reféns e pessoas cercadas nas ruas pelos criminosos. Homens foram deixados sem camisa sentados sobre uma faixa de pedestres na rua.

A PM informou que o grupo incendiou um túnel no município de Tubarão (SC) que dá acesso a Criciúma, para tentar impedir que reforços chegassem até o local dos assaltos.

Segundo a PRF, um caminhão com placa de Dumont (SP) foi atravessado no túnel, na BR-101, e foi incendiado. Também foram espalhados miguelitos (apetrechos de metal capazes de furar pneus de carros) para dificultar a ação da polícia e dos bombeiros. O túnel foi liberado após os bombeiros apagarem as chamas.

O delegado Victor Bianco Cruz informou que os criminosos usaram veículos de ‘alta potência e grande valor comercial’, de marcas como Audi, Land Rover, BMW, Mitsubishi e Volkswagen.

“Nós acreditamos, sim, que o valor levado é bastante grande, pelos vídeos que circulam nas redes sociais aqui, onde teria uma enorme quantidade de dinheiro na caçamba de uma caminhonete”, disse o delegado.

Após o ataque, os criminosos fugiram e abandonaram dinheiro no local. Por volta das 2h30, peritos estavam nas ruas para analisar a suspeita de abandono de materiais explosivos. Nas calçadas e nas ruas próximas da ação foram encontradas várias cápsulas de munição, inclusive de fuzil.

Funcionários que pintavam faixas feitos reféns

O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) disse que os reféns foram liberados sem ferimentos. Os homens mostrados em imagens divulgadas em rede social sentados em uma rua, usados como uma barreira pela quadrilha, eram funcionários do município que pintavam faixas de trânsito.

Durante a madrugada, Salvaro orientou aos moradores que ficassem em casa.

“A cidade neste momento tá sitiada. São criminosos aí muito bem preparados. Certamente vieram de outros estados da federação. Recomenda-se que você fique em casa”, disse à 1h.

Polícia fala em ‘novo cangaço’

A PM informou que buscou reforços. Segundo o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, do 9ª Batalhão da Polícia Militar (9º BPM), agentes de Araranguá, Tubarão e Içara se deslocaram para a cidade.

“Uma quadrilha do crime organizado, que é especializada em assalto a banco. A gente chama de modalidade ‘novo cangaço’. Eles fazem assaltos simultâneos, atacam quarteis, como atacaram no batalhão também”, disse o tenente-coronel ainda na madrugada.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Choque da PM de Florianópolis também foram acionados.

Fuga

Durante a fuga, pelo menos um malote de dinheiro foi abandonado pela quadrilha. Cédulas e cápsulas também ficaram espalhadas pelas ruas.

Segundo o prefeito, os criminosos fugiram em comboio.

PM e vigilante baleados

Ao menos um policial militar e um vigilante foram baleados. Conforme Andrade, o policial foi atingido na região do abdômen e foi levado ao hospital. O estado de saúde dele é considerado estável.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde da outra vítima.

G1-SC

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio disse:

    Não vão dizer que a culpa foi de Fátima não?

    • Delano disse:

      Ela só apoiou governo que incentivou a disseminação das facções pelo Brasil inteiro, hj em cada rua, bairro, cidade e estado tem uma facção comandando e foi a partir do governo petralha que o pcc e cv, com o beneplácito do luladrão, antes do pt só tínhamos notícias deles em SP e RJ respectivamente. Com certeza teve boi na linha.

  2. aof disse:

    Um recado à Policia: não prendam (já sabem o que fazer)!

Governador de SC, Carlos Moisés é absolvido em processo de impeachment e retorna ao cargo

Governador de SC, Carlos Moisés, em coletiva em março de 2020 — Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), foi absolvido no tribunal especial de julgamento do primeiro pedido de impeachment nesta sexta-feira (27). Com isso, ele retorna ao cargo. O chefe do executivo foi julgado por crime de responsabilidade no aumento salarial dado aos procuradores do estado.

Ele foi absolvido por seis votos a três, com uma abstenção. O julgamento ocorreu no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, durou cerca de cinco horas e terminou às 14h19.

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Moisés retorna ao cargo imediatamente. Ele dará uma entrevista coletiva às 17h para falar sobre a volta ao governo.

“O tribunal, após deliberar, decidiu que o senhor governador Carlos Moisés não cometeu os crimes de responsabilidade descritos na representação e retorna ao cargo imediatamente”, disse o desembargador Ricardo Roesler, presidente do tribunal de julgamento e do TJSC, ao ler a súmula da sessão.

Moisés estava afastado do cargo de governador desde 27 de outubro. Isso ocorreu porque o tribunal especial, em sessão de 24 de outubro, decidiu aceitar a denúncia contra ele e rejeitar a parte referente à vice-governadora, Daniela Reinehr (sem partido). Por causa disso, ela assumiu como governadora interina desde que Moisés foi afastado.

Os integrantes do tribunal de julgamento foram escolhidos em 23 de setembro. No Tribunal de Justiça catarinense, foi feito um sorteio para a seleção dos cinco desembargadores: Cláudia Lambert, Rubens Schulz, Sérgio Rizelo, Carlos Alberto Civinski e Luiz Felipe Siegert Schuch.

Já na Alesc, houve uma votação. Os deputados selecionados foram: Kennedy Nunes, Laércio Schuster (PSB), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Maurício Eskudlark (PL), e Sargento Lima (PSL).

Como votaram

Contra o afastamento definitivo:

Desembargadora Cláudia Lambert

Desembargadora Rubens Schulz

Desembargador Sérgio Rizelo

Desembargador Carlos Alberto Civinski

Deputado Laércio Schuster (PSB)

Deputado Maurício Eskudlark (PL)

A favor do afastamento:

Desembargador Luiz Felipe Siegert Schuch

Deputado Kennedy Nunes

Deputado Sargento Lima (PSL) – a favor do impeachment

Abstenção:

Deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB)

Como foi a votação

A sessão teve início às 9h09 e foi aberta pelo presidente Roesler. Durante a manhã, deputado Kennedy Nunes (PSD), que era relator do processo, fez um pedido de vista coletivo, mas pouco antes das 14h voltou atrás e a votação teve início nominalmente.

Antes, porém, os julgadores puderam fazer manifestações individuais, a partir do meio-dia. Os membros do tribunal anteciparam o voto para rejeitar e aceitar o pedido de impeachment já nas falas.

Primeiro a se manifestar na sessão, o defensor público Ralf Zimmer Junior, autor do processo de impeachment, defendeu a tese de que Moisés cometeu crime de responsabilidade. Na sequência, dois advogados de acusação, Leandro Maciel e Péricles Prade, usaram a bancada da assembleia para falar sobre o processo.

O governador também poderia se manifestar, mas preferiu não comparecer à sessão. Ele acompanhou o julgamento da Casa D’Agronômica. Somente Marcos Probst, advogado de defesa, falou.

Logo após o resultado, Daniela se manifestou. Em uma mensagem em uma rede social, elogiou as instituições e se colocou à disposição do governador.

“A Comissão Mista decidiu hoje pelo retorno do governador Carlos Moisés. Em que pese ter havido desgastes, as instituições mostraram-se maduras para identificar possíveis erros e adotar medidas de controle suficientes e adequadas para a manutenção da democracia e do bem público”, escreveu.

Como a denúncia chegou até o tribunal de julgamento?

Pedido de impeachment foi aceito pela Alesc em 22 de julho.

Oito dias depois, 29 de julho, a assembleia abriu oficialmente o processo. Foi feita uma comissão especial dentro da Alesc para analisar a denúncia e o relator escolhido foi Luiz Fernando Vampiro (MDB).

Em 15 de setembro, a comissão votou por unanimidade por aprovar o relatório e seguir com a denúncia. O alvo, além de Moisés e da vice, também era o ex-secretário de Administração, Jorge Tasca, mas ele pediu exoneração e foi retirado do processo.

Votação do relatório em plenário na Alesc por todos os deputados, o que ocorreu em 17 de setembro. Foi feita, primeiramente, votação da denúncia contra a vice-governadora, depois em relação ao governador. Nos dois casos, os deputados escolheram dar prosseguimento ao processo de impeachment.

Após a etapa, foi formado o Tribunal Especial de Julgamento, que afastou Moisés, mas absolveu Reinehr.

Validação da Justiça

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) validou a equiparação dos salários dos procuradores do Estado em julgamento realizado na quarta (25) em Florianópolis. A decisão pela legalidade do aumento do salário saiu um dia após a governadora interina anular o ato administrativo de janeiro de 2019 que autorizava o pagamento.

Os desembargadores decidiram que o reajuste dado aos procuradores do Estado é legal e que deve ser retroativo à data em que foi autorizada por Carlos Moisés, em janeiro de 2019. O julgamento levou quase quatro horas.

Governo interino

Daniela Reinehr assumiu o governo de forma interina em 27 de outubro. Desde então, ela fez várias mudanças no alto escalão. Foram trocados os nomes na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Casa Civil, Casa Militar, Articulação Nacional e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável.

No governo de Reinehr, também foi autorizada a volta às atividades presenciais nas escolas em regiões classificados como risco grave para a Covid-19. Inicialmente, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) havia suspendido a medida, mas voltou atrás após recurso da PGE.

Em 17 de novembro, a governadora interina testou positivo para o coronavírus. Ela teve sintomas leves e não precisou tomar medicamentos, segundo o governo do estado. Por causa da doença, ela suspendeu compromissos presenciais e continuou a agenda de forma remota. Na quinta (25), Reinehr anunciou estar recuperada e pronta para retomar atividades presenciais.

Outros pedidos de impeachment

Além desse processo que o afastou temporariamente do cargo, Moisés se defende de outro Tribunal de Julgamento.

O governador responde por crime de responsabilidade na compra de 200 respiradores a R$ 33 milhões pagos antecipadamente e sem garantia de entrega e pela tentativa de contratação de um hospital de campanha em Itajaí.

Em 12 de novembro, a relatora do segundo processo entregou o relatório ao tribunal misto, formado por outros cinco deputados e cinco desembargadores. A data da leitura e votação da denúncia ainda não foi definida.

Um terceiro pedido de impeachment contra o governador foi entregue pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Respiradores à Alesc em 8 de setembro. De acordo com a assembleia, esse documento seguia em análise até a publicação desta reportagem. Um quarto pedido, feito pelo deputado estadual Ivan Naatz (PL), também é analisado.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    Talvez tivesse dado aumento aos servidores de base, aquela classe menos favorecida, não tivesse sido absolvido.

  2. Antonio Turci disse:

    A Justiça prevaleceu.

SC: Prefeito que indicou polêmico tratamento com ozônio para Covid-19 é reeleito

Foto: Reprodução

Após ficar marcado pela polêmica de recomendar um tratamento retal com ozônio para combater o novo coronavírus, Volnei Morastoni (MDB) conseguiu, nesse domingo (15), a reeleição como prefeito de Itajaí, em Santa Catarina.

O tratamento indicado por Morastoni, que é médico, não possui comprovação científica e nem recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar da vitória em primeiro turno, a diferença entre o médico o e segundo lugar foi de menos de 3%. Volnei Morastoni ficou com 47,98% dos votos válidos (49.888) e, logo atrás, Robison Coelho, do PSDB, com 44,95% (46.734).

Como a cidade tem menos de 200 mil habitantes, não tem a disputa de um segundo turno.

Além do tratamento com ozônio, o prefeito reeleito também já indicou a medicação de pacientes do novo coronavírus com a hidroxicloroquina e invermectina, que também não possuem eficiência comprovada empiricamente contra a doença.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Beto Araújo disse:

    Mas, ozônio no reto…

  2. Regina disse:

    Sugerimos que leia os recentes trabalhos de cientistas internacionais sobre a Ivermectina

MP de SC afirma que não existe “estupro culposo” e que réu foi absolvido por falta de provas

MPSC reafirma que réu foi absolvido por falta de provas por estupro de vulnerável

Não é verdadeira a informação de que o Promotor de Justiça manifestou-se pela absolvição de réu por ter cometido estupro culposo, tipo penal que não existe no ordenamento jurídico brasileiro. Salienta-se, ainda, que o Promotor de Justiça interveio em favor da vítima em outras ocasiões ao longo do ato processual, como forma de cessar a conduta do advogado, o que não consta do trecho publicizado do vídeo.

A 23ª Promotoria de Justiça da Capital, que atuou no caso, reafirma que combate de forma rigorosa a prática de atos de violência ou abuso sexual, tanto é que ofereceu denúncia criminal em busca da formação de elementos de prova em prol da verdade. Todavia, no caso concreto, após a produção de inúmeras provas, não foi possível a comprovação da prática de crime por parte do acusado.

Cabe ao Ministério Público, na condição de guardião dos direitos e deveres constitucionais, requerer o encaminhamento tecnicamente adequado para aquilo que consta no processo, independentemente da condição de autor ou vítima. Neste caso, a prova dos autos não demonstrou relação sexual sem que uma das partes tivesse o necessário discernimento dos fatos ou capacidade de oferecer resistência, ou, ainda, que a outra parte tivesse conhecimento dessa situação, pressupostos para a configuração de crime.

Portanto, a manifestação pela absolvição do acusado por parte do Promotor de Justiça não foi fundamentada na tese de “estupro culposo”, até porque tal tipo penal inexiste no ordenamento jurídico brasileiro. O réu acabou sendo absolvido na Justiça de primeiro grau por falta de provas de estupro de vulnerável.

O Ministério Público também lamenta a postura do advogado do réu durante a audiência criminal, que não se coaduna com a conduta que se espera dos profissionais do Direito envolvidos em processos tão sensíveis e difíceis às vítimas, e ressalta a importância de a conduta ser devidamente apurada pela OAB pelos seus canais competentes.

Salienta-se, ainda, que o Promotor de Justiça interveio em favor da vítima em outras ocasiões ao longo do ato processual, como forma de cessar a conduta do advogado, o que não consta do trecho publicizado do vídeo.

O MPSC lamenta a difusão de informações equivocadas, com erros jurídicos graves, que induzem a sociedade a acreditar que em algum momento fosse possível defender a inocência de um réu com base num tipo penal inexistente.

https://www.mpsc.mp.br/noticias/mpsc-reafirma-que-reu-foi-absolvido-por-falta-de-provas-por-estupro-de-vulneravel

Deputados aprovam segundo pedido de impeachment contra governador de SC; dessa vez, por denúncia de compra de respiradores artificiais da China, pagos de forma antecipada, mas nunca entregues

(Foto: Maurício Vieira/Secom)

Por 36 votos a favor, dois contra, uma abstenção e uma ausência, o plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou o segundo pedido de impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) nesta terça-feira, 20. A denúncia aponta crime de responsabilidade na compra de 200 respiradores artificiais da China, pagos de forma antecipada, mas nunca entregues. O processo também investiga a contratação de um hospital de campanha e falta de procedimentos administrativos contra secretários envolvidos nas denúncias.

O processo agora segue para o tribunal de julgamento, que será formado por cinco deputados e cinco desembargadores, sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), Ricardo José Roesler, e que terão a função de promover o julgamento do caso.

No primeiro processo de impeachment, aprovado no plenário em 17 de setembro, já foi formado tribunal de julgamento e, na sessão marcada para a próxima sexta-feira, 23, os membros analisam o relatório preliminar que poderá afastar o governador e a vice por 180 dias enquanto aguardam julgamento.

Neste processo, o governador e a vice, Daniela Reinehr (sem partido), são acusados de autorizarem a equiparação salarial dos procuradores do Estado sem autorização legislativa. No segundo processo, dos respiradores, apenas o governador responde às acusações.

Se confirmado o afastamento de Carlos Moisés na sexta-feira, 23, quem assume o governo interinamente é o deputado Julio Garcia (PSD), presidente da Alesc.

Garcia também está envolvido em escândalos e foi denunciado duas vezes pelo Ministério Público Federal, na Operação Alcatraz, por corrupção, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de liderar um grupo que se beneficiava de contratos com o governo nas gestões passadas.

Defesa alega inocência

O advogado de Moisés, Marcos Probst, classificou o pedido de impeachment como “uma fraude”, e desqualificou as provas apresentadas na denúncia, como as lives de Moisés e uma declaração do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, e reiterou que o governador não sabia do pagamento antecipado de R$ 33 milhões pelos 200 respiradores.

Probst voltou a informar que o governador não participou e não autorizou os pagamentos e que, ao saber da denúncia, determinou investigação

A líder do governo, deputada Paulinha (PDT), uma das poucas pessoas em plenário a defender o governador, criticou a tramitação do processo na Alesc e falou em pressa para tirar o governo Moisés do poder. “Não apenas por levar isso tão longe, por achar que estamos prestando um desserviço, mas pela pressa, pelo flagrante uso do regimento para o benefício daqueles que querem o afastamento do governador”, afirmou a parlamentar.

O caso dos respiradores foi denunciado pelo site The Intercept Brasil em 28 de abril, apontando fraudes nos orçamentos apresentados para uma compra com pagamento antecipado e sem garantia de entregas.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu um inquérito no início de setembro, com relatoria do ministro Benedito Gonçalves, para apurar a participação do governador nos indícios de pagamento e a autorização do processo de compra dos respiradores. No início deste mês, neste inquérito, foi determinada apreensão de celular e computador do governador em buscas realizada na residência oficial, em Florianópolis.

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Francisco Humberto disse:

    Partido do Suco de Laranja – PSL
    Partido do Presidente que pegou carona e hoje foge apoiado pelos honestos desse partido.

  2. Rafael Pinheiro disse:

    Cadê o Impeachment de uma (des)Governadora que fez a mesma coisa? Alô Alô Assembleia

    OS 5 MILHÕES SUMIRAM 💴 💴 💴 💴 ??

  3. FAL$OS ME$$IAS disse:

    Pelo que parece os direitões da direita são errados do mesmo jeito dos erradões da esquerda.

    • M.D.R. disse:

      No RN, aconteceu dessa forma até hoje os 5 MILHÕES ñ foram devolvidos. A GOVERNADORA FÁTIMA DO PT e seus Secretários ñ justificaram.
      Aínda tem ñ autoridade moral e política de lançar candidato a PREFEITO DA CAPITAL pêlos desmandos que fez na REFORMA PREVIDÊNCIA, de empobrecer o funcionalismo e principalmente os APOSENTADOS E PENSIONISTAS. Ñ se preocupe GOVERNADORA breve as URNAS abrirão e a resposta seguirá no contexto político. Já no momento GOVERNADORA do seu CANDIDATO RENUNCIAR, pelas suas mentiras e ATRAÇÕES.

  4. Anti-Político de Estimação disse:

    A corrupção é o câncer do Brasil, que nos come por dentro : está na esquerda, na direita, como no caso acima, e sempre esteve no centrão.

  5. Fernando disse:

    Lá não é estado administrado pelo pt, aí o mecanismos é falho.

  6. Rogério disse:

    Os cinco milhões foram desviado para a campanha dos petralhas.

  7. Paulo disse:

    Alô, ALRN!
    Compra de respiradores que não foram entregues?
    Tchau, querida!!!

  8. Roberto disse:

    5 milhões????? KD VC ?????

  9. SORTUDO disse:

    VIXI. É A MESMA COISA AQUI DO RN. SERÁ QUE VÃO TER CORAGEM DE AGIR DA MESMA MANEIRA?

  10. Chicó disse:

    Cadê os 5 milhões ???

Governador de SC é alvo de buscas da PF e MP em investigação sobre suposta fraude na compra de respiradores

Governador Carlos Moisés é alvo de investigação por causa da compra de respiradores e de processo de impeachment — Foto: Cristiano Estrela/Secom

A Polícia Federal e a Ministério Público Federal (MPF) cumprem na manhã desta quarta-feira (30) mandado de busca e apreensão na Casa da Agronômica, onde mora o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), em Florianópolis. Ele é alvo de uma operação que investiga a compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões pagos antecipadamente pelo governo. O G1 procurou a defesa de Moisés e aguardava retorno até a última atualização. O Governo do estado informou à NSC TV que por enquanto não vai se manifestar.

Segundo a PF, cinco mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no estado e dois ex-integrantes do governo, que não tiveram os nomes divulgados, também são alvo da operação.

O mandado foi expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e é necessário, segundo o Ministério Público Federal, para apurar a relação de Carlos Moisés com empresários que venderam aparelhos ao estado.

O governador de Santa Catarina é alvo de dois processos de impeachment, um relacionado à compra dos respiradores, em um pedido entregue por 16 pessoas entre advogados e empresários, e outro relacionado ao aumento dado aos procuradores do estado em 2019.

Há ainda um terceiro pedido, também relacionado à compra dos respiradores, que é avaliado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Este processo, da questão salarial está sendo julgado por um tribunal mistro entre deputados e desembargadores. O segundo pedido é analisado por uma comissão especial de deputados.

Os respiradores foram comprados em março pelo Governo e não foram entregues. Apenas 50 dos 200 respiradores chegaram ao estado, mas foram apreendidos. Eles também não atendiam à necessidade do estado, segundo o próprio secretário de Estado da Saúde.

A compra foi alvo de investigação da Polícia Civil e Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A investigação foi enviada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) ao STF, que em agosto determinou que a Polícia Federal investigasse a compra.

Além disso, uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina também investigou a compra e o relatório dos deputados pediu o impeachment do governador, apontando que ele foi omisso. O pedido é analisado pela Alesc e não foi votado.

As viaturas saíram descaracterizadas da Polícia Federal e do MPF logo no início da manhã em direção à Casa da Agronômica, que fica na Avenida Beira-mar Norte, na região central da capital catarinense, a poucos metros das sedes da PF e MPF.

De acordo com o MPF, as investigações sobre a compra desses respiradores apontaram indícios da participação do governador na contratação da empresa Veigamed para fornecimento de 200 respiradores. Segundo a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, o mandado de busca e apreensão foi pedido para averiguar se a ordem de compra partiu do chefe do executivo.

“Há elementos que demonstram a constituição de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público”, informou o MPF, que investiga se ocorreu fraude à licitação, peculato, corrupção, concussão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    Está faltando uma voltinha do pessoal da PF aqui no estado, muitas coisas estranhas tem acontecido, principalmente a nível de governo e na SESAP, tem que ir na redinha, favela do mosquito, casas de marmita, etc. Vão descobrir muita coisa.

  2. Marquito disse:

    Como que o gado é engraçado o cara é do PSL , kkkkk , aí querem dizer que ele é PT ,vão chupar à kid bolsonarsta sem futuro

  3. natal sofrida disse:

    Vermes petistas, a diferença é grande, o Mito não age a favor dos ladrões, seu guru além de agir a favor, queria a parte dele. Corja de fdp!!!!!

  4. LEO disse:

    E no Consórcio Nordeste,qdo a PF vem Visita-lo ????

  5. Jailson disse:

    Bolsonarista e militar vale ressaltar

Juiz escreve carta especial de fim de ano para presos em SC e texto é alvo de elogios e críticas

Mensagem de fim de ano escrita por juiz e endereçada aos detentos da Comarca de Joinville. — Foto: Reprodução/Facebook

O juiz João Marcos Buch, da Vara de Execuções Penais de Joinville, no Norte catarinense, enviou aos detentos do município uma carta com mensagem de fim de ano que teve milhares de curtidas e centenas de compartilhamentos nas redes sociais. No texto, o magistrado diz que atua para fazer com que os presos não fiquem atrás das grades além do tempo estabelecido pela justiça e que ele mesmo é vítima da falta de comentários odiosos e agressivos.

“A intolerância que atinge vocês que estão presos também é destinada a mim. Como juiz da execução penal sou tachado de defensor de bandido, sou olhado de canto de olho, sou hostilizado por parte da sociedade, cega em seus traumas, ódios e medos”, escreveu o juiz na carta, com data de 16 de dezembro de 2019.

O sistema prisional de Joinville tem cerca de 2.050 presos, contando presídio e penitenciária, informou Buch.

Ao G1, o juiz contou que costuma mandar e receber cartas de detentos, anexando-as a processos e decidindo sobre os pedidos que os presos fazem, mas que a situação atual é diferente em relação aos anos anteriores e por isso resolveu falar sobre os preconceitos que ele próprio enfrenta por ser da Vara de Execução Penal.

“Em 2019 a população carcerária aumentou muito e programas de ensino técnico acabaram terminando, não sendo renovados. A situação do sistema prisional brasileiro que já era muito complicada se tornou mais difícil ainda este ano. Então o que um juiz da execução poderia encaminhar para pessoas que estão presas no sentido de dar um alento em que a lei seja cumprida, a Constituição seja cumprida? Então não seria eu que falaria sobre as condições que eles se encontram, porque eles sabem melhor do que eu”, explicou.

O magistrado falou ainda que só teve noção da repercussão da carta quando atendeu um telefonema de um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“De alguma forma caiu no domínio público. Eu fiquei sabendo disso quando recebi a ligação do ex-ministro Ayres Britto me cumprimentando, dizendo que estava muito sensibilizado com a minha carta e que a Justiça deveria funcionar dessa forma, aliando o direito, a lei, o positivo com a justiça, a humanidade, e que era aquilo ao enviar esta carta”, explicou.

Conforme Buch, ele já foi até a unidade prisional distribuir a carta, mas que neste ano, como já tinha estado dias antes na localidade, não teria como ir novamente. Por isso, digitalizou a mensagem e mandou à direção do Complexo Prisional de Joinville, que imprimiu uma cópia para cada cela.

“Tive alguns retornos de que os detentos receberam muito bem. Familiares, visitantes que eu encontrei me disseram que uma mãe falou: ‘Meu filho recebeu a sua carta’. Ela estava muito emocionada e ela tinha certeza que a carta tinha sensibilizado o filho dela e dado algum alento, alguma esperança para a vida dele dentro do cárcere”, disse.

Sobre as reações negativas ao conteúdo da mensagem, Buch disse que as encara com naturalidade, “ainda mais num tempo sob império de um discurso de ódio, de violência, de polarização, de eliminação do outro”, que atribui isso ao desconhecimento do conteúdo da carta e da falta de empatia, e que houve mais elogios do que críticas.

“Meu pensamento é que essa carta atingiu o seu fim, especialmente porque chegou às pessoas que estão presas, alcançou, tocou essas pessoas. E na sociedade em geral trouxe à discussão a pessoa que está encarcerada, especialmente no final do ano em um país que é cristão, majoritariamente cristão, e que deve agir dentro dos princípios dos fundamentos cristãos, que é a fraternidade, a solidariedade e o amor entre as pessoas. Foi isso que tentei transmitir”, disse.

Contraponto

Motivado pela carta do juiz, o promotor de Justiça Alexandre Carrinho Muniz, do Tribunal do Júri da comarca de Palhoça, na Grande Florianópolis, também divulgou uma mensagem de fim de ano, mas endereçada aos familiares das vítimas. O texto tem data de 19 de dezembro de 2019 e foi pensado para ser divulgado pelas mídias sociais porque, segundo o promotor, ele estava sem tempo para entregar pessoalmente.

Mensagem de fim de ano escrita por promotor de Justiça e endereçada aos familiares de vítimas. — Foto: Reprodução

“Vendo aquela carta que foi escrita endereçada aos presos me pareceu injusto deixar de fora as pessoas que são as que realmente se tornam mais vulneráveis nesses momentos, num momento de um processo que são as vítimas e notadamente os familiares das vítimas. Então não podia deixar de lado de modo algum os familiares das vítimas que sofrem tanto com o processo e que depois que o processo se encerra, elas continuam sofrendo e que mesmo depois que o acusado é condenado e cumpre a pena, elas vão continuar sofrendo o resto das suas vidas”, disse o promotor ao G1.

O texto foi escrito de forma semelhante ao da carta redigida pelo juiz. “Achava muito injusto que uma carta fosse feita a eles e não fosse feita a elas [famílias das vítimas] e o que eu quis utilizar foi justamente as mesmas palavras. Isso foi proposital pra que se demonstrasse dos valores que nós temos aqui”, disse o promotor ao G1.

Porém, Muniz disse que “de modo algum” quer tornar essa carta “uma espécie de oposição ou exclusão a direito de quem esteja preso” e que essa não foi a intenção dele, embora reconheça que a interpretação de cada um “pudesse levar a isso.”

“Foi principalmente, no sentido de que: ‘olha, nós temos familiares das vítimas’. Elas nunca ou quase nunca são lembradas. Então nós precisamos mostrar à população que elas existem, que elas sofrem e que elas sofrem por um tempo muito superior ao tempo de pena que o preso cumpre. Por isso, justamente o que eu aproveitei essa situação pra fazer essa lembrança”, declarou.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sincero disse:

    Juiz hipócrita.

VÍDEO: Assaltantes fogem da polícia com reféns em capô de caminhonete em SC

Foto: Reprodução/ NSC TV

Pelo menos seis pessoas foram feitas de reféns e escudo humano por um grupo criminoso em Vidal Ramos, no Vale do Itajaí, durante um assalto na manhã desta quarta-feira (4). Eles roubaram duas agências bancárias. Dois homens ficaram feridos e ninguém foi preso. Veja vídeo em texto na íntegra aqui.

De acordo com a Polícia Militar, os criminosos fizeram vários disparos no local para assustar os moradores do pequeno município de pouco mais de 6 mil habitantes pouco antes das 11h. Eles chegaram a fazer um escudo humano na frente das agências: um banco e uma cooperativa de crédito.

Os assaltantes fugiram em uma caminhonete preta com reféns utilizados de escudo humano: dois ficaram deitados de bruços no capô, uma pessoa na lateral esquerda do carro e outras três na caçamba.

Outros dois veículos também foram usados no assalto, segundo a PM. Na fuga, os criminosos atearam fogo em pelo menos um caminhão para trancar a passagem de viaturas.

Vítimas e reféns

Ao menos dois homens ficaram feridos durante o assalto. Um deles, o gerente de uma das agências, com um tiro no pé; e o segurança de uma agência. Este sofreu ferimentos mais graves e até as 13h estava aos cuidados da equipe do helicóptero Arcanjo, dos bombeiros.

Segundo a equipe do Arcanjo, ambulâncias de cidades vizinhas não conseguiram chegar a Vidal Ramos para socorrer as vítimas por causa do caminhão incendiado.

De acordo com a Delegacia de Polícia de Ituporanga, os reféns usados como escudo humano foram liberados. Até as 13h, a polícia realizava buscas a suspeitos da ação criminosa, que eram os reféns, quantos criminosos envolvidos no assalto e o que foi levado por eles.

Carro utilizado pelos suspeitos foi queimado no interior do município de Vidal Ramos — Foto: Reprodução/ NSC TV

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Moro disse:

    Vítimas da sociedade usufruindo do mais valia da vida humana, indistintamente, e ainda são acobertados ferozmente pelos direitos dos manos. Estarrecedor os argumentos desses defensores de escrementos humanos.

  2. Ems disse:

    Estes cidadãos infratores são apenas "vítimas da sociedade", oprimidos pelo sistema capitalista !

    • ALEX disse:

      E por isso não podem ser presos, pois, se o maior ladrão do Brasil está solto os jovens "vitimas da sociedade", excluídas pelas "zelites" devem receber o apoio de todos nós, mas, principalmente de socialistas, comunistas, defensores do Marxismo!

    • Alaca disse:

      Deus meu, os caras metem marxismo em tudo, vão ler um livro.

Oportunidade de trabalho: Grupo Eleva abre processo seletivo para Diretores liderarem escolas no RN, RJ, MG, MS, PR, SC, MT e DF

O Grupo Eleva Educação está à procura de candidatos para se tornarem diretores escolares em colégios espalhados pelos estados de Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Brasília. Os profissionais selecionados precisam ter concluído o Ensino Superior (bacharelado ou licenciatura) e apresentar disponibilidade para assumir o cargo a partir de agosto de 2019. É necessário potencial para liderar pessoas, entusiasmo por aprender e ensinar e identificação com a missão do grupo: transformar vidas e o Brasil por meio da educação. As inscrições para a Escola de Diretores Eleva devem ser realizadas, exclusivamente, no site (no qual também se encontra o edital completo do concurso): www.escoladediretoreseleva.com – experiência prévia na área não é um pré-requisito.

O que é a Escola de Diretores?

A Escola de Diretores é um programa para formar diretores de excelência para as escolas do grupo Eleva. Os candidatos selecionados no processo vão passar por formação intensiva nos seguintes assuntos: liderança e cultura; tomada de decisão; conhecimentos pedagógicos, administrativos e vendas. Os cursos serão ministrados pelos maiores especialistas do grupo.

As inscrições estão abertas no site www.escoladediretoreseleva.com no período entre 11 de março e 12 de abril, e, após etapas de entrevistas com os candidatos, o resultado do processo sairá nos dias 24 e 25 de junho, com início das atividades no grupo Eleva em agosto.

Confira o manifesto publicado pelo Eleva Educação:

O Grupo Eleva nasceu com o propósito de ser o vetor da mudança para a educação no Brasil. Trabalhamos diariamente para transformar positivamente as vidas dos alunos que passam pelos nossos colégios e proporcionar o que há de melhor em termos de conhecimento: dentro e fora de sala de aula. Ao longo desses quase seis anos de história, além de ensinar milhares de crianças e jovens, aprendemos que melhorar o rumo da educação no país só se faz possível com o engajamento de pessoas entusiasmadas, capacitadas, com foco irrestrito à comunidade escolar e que saibam trabalhar em equipe.

O diretor escolar é uma figura distinta, pois precisa reunir todas as características acima e muitas mais. É ele o responsável pelo funcionamento orgânico da escola: o cérebro que rege as ações e mantém intacta a saúde do colégio.

Em busca de ampliar nossa atuação pelo país, abrimos o segundo processo seletivo para a Escola de Diretores do Eleva. Procuramos profissionais com brilho nos olhos e potencial para liderar pessoas, que acreditem na mudança e queiram participar ativamente dela.  Temos por intenção formar diretores escolares alinhados à cultura de excelência que compõe o DNA Eleva. As vagas se destinam às nossas escolas concentradas, atualmente, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Brasília e Rio Grande do Norte.

Você está pronto para o desafio? Então confira os detalhes no edital do concurso. E se inscreva para participar do processo. Venha liderar escolas e transformar vidas. Seja um diretor Eleva!

Escola de Diretores Eleva
Inscrições: 
www.escoladediretoreseleva.com entre 11/03 e 12/04
Estados contemplados: RJ, MG, MS, PR, SC, MT, DF e RN

 

SUS dá prazo de mais de 30 anos para fazer exame de paciente em SC

Foto: Reprodução/NSC TV

O recepcionista Renato Guber foi informado pelo Sistema Único de Saúde (Sus) que terá que esperar 33 anos para realizar um exame de ressonância magnética. O caso aconteceu em Palhoça, na Grande Florianópolis. De acordo com o sistema, 1.080 pessoas estão na frente dele e a espera pode durar 12.150 dias.

Atualmente, Guber tem 38 anos e pelo prazo dado, só fará o exame quando estiver com 71 anos. Em março de 2017 ele descobriu que tem uma fístula perianal. A doença forma uma ferida no final do intestino e provoca dor e sangramento. Dependendo da gravidade, só uma cirurgia poderia resolver o problema.

“Fiquei naquela de ir para posto de saúde, voltar para UPA para ver a situação, se tinha melhorado. Fui mandado até para a policlínica do Continente, solicitando uma cirurgia e depois de quatro meses nessa angústia, me mandaram de volta para o posto de saúde, com a autorização para encaminhar ao Hospital autorizado para fazer e a unidade me disse que não poderia fazer por falta de anestesista e me colocaram numa fila de espera”.

Em março, ele fez um empréstimo no banco para fazer a cirurgia particular. Em agosto, voltou ao SUS para tentar fazer uma ressonância magnética porque a doença parecia ter voltado.

“É desanimador porque eu nunca precisei ter que me humilhar ao ponto de ter que expor uma situação dessas, quando a gente tem o mínimo de direito, que é o atendimento de serviço público. A gente paga os impostos”, lamenta.

Resposta

Em nota, a Secretaria de Saúde de Palhoça disse que o procedimento de ressonância magnética é regulado pelo município, que tem 21 vagas por mês para o exame. Mas também deve realizar 250 este mês e em dezembro, por meio de mutirões.

A pasta disse também que o pedido de exame de Guber foi inserido no Sistema de Regulação em setembro e que a previsão de mais de 11 mil dias de espera para o atendimento foi anterior à avaliação do médico regulador, que classificou a prioridade como urgente, de acordo com os dados clínicos informados no pedido.

Essa lista de espera online é atualizada pelo Estado, conforme dados enviados pelos municípios. A Secretaria garante que agora, depois da regulação, Renato deve ser atendido em uma semana.

G1-SC

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fábio disse:

    Por isso que se chama SUS – Sistema do Último Suspiro – é para matar mesmo.

Polícia faz operação e prende 12 torcedores envolvidos em briga em SC

 Uma operação conjunta das polícias do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná deu início – na madrugada desta quinta-feira -, à busca para prender outros torcedores do Atlético-PR e do Vasco envolvidos na briga em Joinville na última rodada do Brasileirão. As autoridades já detiveram 12 torcedores desde que a operação “Cartão Vermelho” foi deflagrada. Os brigões foram identificados através de imagens da TV feitas durante o confronto.

A polícia começou a busca pelos torcedores a partir das 5h desta quinta-feira, nas cidades catarinenses de Joinville e Blumenau, além de Curitiba e do Rio de Janeiro. Em contato com o UOL Esporte, as autoridades de Joinville disseram trabalhar em sigilo e não divulgaram quantas pessoas são procuradas.

Em entrevista à TV Globo, a Polícia do Paraná informou que serão cumpridos mais de 20 mandados de prisão nos três estados e, pelo menos, um de busca e apreensão na sede da principal torcida do Atlético-PR em Curitiba.

A operação “Cartão Vermelho” está em andamento e já prendeu nove torcedores no Paraná. Um homem foi detido no Rio de Janeiro e outros dois em Santa Catarina. Na sede da torcida Os Fanáticos, um computador foi apreendido.

A briga entre Atlético-PR e Vasco manchou a última rodada do Brasileirão. Leone Mendes da Silva, 23 anos, Jonathan Santos, 29 anos, e Arthur Barcelos de Lima Ferreira, 26, foram presos logo após o episódio, ainda em Joinville. Os torcedores vascaínos estavam escondidos dentro de um dos ônibus oriundos do Rio de Janeiro e foram detidos pela Polícia Militar.

Nesta quarta-feira, a Justiça negou o pedido de liberdade provisória ao trio, que responde por tentativa de homicídio e está detido na Penitenciária Agrícola da cidade catarinense após transferência do Presídio Regional.

Os vascaínos foram flagrados espancando os rivais. Durante o confronto, quatro torcedores estiveram hospitalizados, mas já foram liberados e passam bem. Os brigões respondem por tentativa de homicídio, crime contra o patrimônio público e por ferir o artigo 41B do Estatuto do Torcedor (incitar violência no estádio).

Punição no STJD a clubes por briga generalizada

Na última sexta-feira, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) definiu punição aos clubes envolvidos na briga generalizada na Arena Joinville. Atlético-PR e Vasco foram multados e perderam, respectivamente, 12 e 8 mandos de campo na temporada de 2014. Nos dois casos, as equipes farão a metade das partidas com portões fechados.

O Atlético-PR foi multado em R$ 120 mil, enquanto o Vasco será punido com R$ 80 mil pelos atos de seus torcedores em Joinville. Os dois clubes já confirmaram que irão recorrer da decisão e um novo julgamento já está marcado para o dia 27 de dezembro.

UOL

Torcedores presos em Joinville têm liberdade provisória negada

86390A Justiça negou os pedidos de liberdade provisória de três torcedores presos em Joinville. Eles são acusados de terem participado da briga ocorrida no jogo entre Atlético-PR e Vasco, na última rodada do Brasileirão, na Arena Joinville. De acordo com a juíza Karen Francis Schubert Reimer, “é conveniente a segregação dos acusados para manutenção da ordem pública.”

O fato dos três acusados terem bons antecedentes foi ressaltado pela juíza, que, mesmo assim, decidiu pela manutenção da prisão. “Ademais, em que pese se tratar de agentes primários e de bons antecedentes, o crime imputado é de extrema gravidade, considerado hediondo. O fato de os acusados possuírem residência definida e trabalho lícito, por si só, não exclui a possibilidade de se manter a sua segregação”, escreveu a juíza no despacho.

Arthur Barcelos Lima Ferreira, Jonathan Fernandes dos Santos e Leone Mendes da Silva foram presos em flagrante no dia 8 de dezembro. Leone é vascaíno e foi flagrado com um pedaço de pau nas mãos. A briga da qual participaram deixou quatro torcedores hospitalizados, sendo que um deles estava internado até a última sexta-feira (13) devido a uma fratura no crânio. Os três foram indiciados por tentativa de homicídio, furto, dano ao patrimônio e crimes ligados ao Estatuto do Torcedor.

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. jane disse:

    Isso é MODELO PADRAO. Todos são assim.

MP rebate e diz que foi mal interpretado pela PM sobre segurança em jogo em SC

O Ministério Público em Santa Catarina informou nesta segunda-feira (9) que foi mal interpretado pela Polícia Militar em sua proposta de regular o policiamento na Arena Joinville, onde torcedores de Atlético-PR e Vasco brigaram no domingo (8).

Sem policiais dentro do estádio, as duas torcidas começaram a se enfrentar aos 17 minutos do primeiro tempo, interrompendo o jogo por mais de uma hora. Quatro torcedores ficaram gravemente feridos, dos quais só um permanece internado, e três foram presos.

O promotor Francisco de Paula Fernandes Neto informou, via assessoria, que a ação ainda é só uma proposta, que não foi apreciada pela Justiça e que, se tivesse sido aceita, só seria aplicada em 2014.

O objetivo, segundo o promotor, é evitar “desvio de finalidade da Polícia Militar”. Ele entende que, no estádio, a segurança deve ser feita pelos organizadores do evento, e à PM cabe apenas supervisionar.

O comandante da PM em SC, Nazareno Marcineiro, declarou que teve acesso à ação, que o texto considera “ilegal” o emprego de policiais para compor “a barreira que divide os torcedores” e que não colocou tropas dentro da Arena porque estaria “sujeito a responder criminal e civilmente” pelo ato.

Marcineiro acrescentou que havia 113 policiais no entorno do estádio e que “tão logo configurou-se a quebra da ordem pública, a Polícia Militar agiu de pronto, com o resgate aéreo de torcedores feridos”.

No domingo, logo após a confusão o comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar de Joinville, Adílson Moreira, disse que o esquema de segurança adotado no jogo, no qual seguranças privados tomavam conta das torcidas, estava de acordo com o padrão adotado na Arena Joinville.

De acordo com Moreira, o clube paranaense era o responsável por contratar seguranças.

Ainda segundo o oficial, esse esquema já havia sido aprovado pelo Ministério Público de Santa Catarina e implementado no jogo Atlético-PR e Náutico, no dia 24 de novembro, pela 36ª rodada do Brasileiro e a segurança.

O comandante diz que os torcedores foram ao estádio dispostos a brigar e que pouco poderia ser feito contra isso. “Estava tudo dentro da normalidade, mas isso já ocorreu em diferentes estádios. Se houvesse o policiamento, ocorreria da mesma forma”, afirmou.

ESTÁDIO ALUGADO

A Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville, que administra a Arena, informou que “só aluga” o estádio ao Atlético-PR e que a segurança particular é de responsabilidade do clube.

“Pelo nosso contrato, o clube deve cuidar da segurança e avisar a polícia”, disse o diretor da autarquia, Fernando Krelling.

Segundo ele, o clube sabia que não haveria policiamento dentro do estádio desde sexta-feira (6), quando se reuniu com a corporação no local.

“No jogo contra o Náutico, duas semanas atrás, também não teve policiamento”, acrescentou Krelling.

SEGURANÇA PARTICULAR

O Atlético-PR contratou a Mazari Vigilância, de Joinville, para cuidar da segurança do estádio.

Segundo o proprietário da empresa, Arilson Alves, o clube pediu 60 homens para fazer as revistas e o cordão de isolamento e comunicou que traria outros 30 de Curitiba para ajudar no trabalho.

“Nós fornecemos o número de seguranças que o cliente pede. Eu acho que 60 é muito pouco para um jogo assim, mas não sou eu que decido. Na hora da confusão, a gente estava com 15 ou 20 (na arquibancada). Não tinha como evitar [a briga] nunca”, disse ele.

O Atlético-PR divulgou nota dizendo que “lamenta os acontecimentos bárbaros” e informando que “a diretoria administrativa e o conselho deliberativo tomarão todas as providências para identificar os envolvidos e puni-los”. Mas não comentou o número de seguranças presentes durante a partida.

PRESOS

A Polícia Militar deteve três torcedores do Vasco e três do Atlético-PR após a briga.

Os vascaínos foram presos em flagrante, e nesta segunda-feira foram transferidos da central de polícia ao presídio de Joinville (170 km de Florianópolis).

Eles foram indiciados sob suspeita de tentativa de homicídio, associação para o crime e incitação da violência, segundo o delegado Dirceu Silveira.

Os atleticanos foram conduzidos à delegacia “para averiguações”, mas foram soltos durante a noite porque não houve flagrante.

O delegado Silveira informou que a polícia está com as imagens da briga, que “há vários outros envolvidos” além dos três vascaínos e que trabalha para identificar “todos os partícipes do evento”.

Folha

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Francisco Dias disse:

    Bem ao estilo MP: recomenda, mas quando se cumpre e dá me*da vem com a cara mais limpa dizer que não era bem assim.

"Torcedor" que aparece com barra de ferro em Atlético-PR e Vasco e mais cinco são presos

Atletico-PR-Vasco-Cuidado-Giuliano-Folhapress_LANIMA20131208_0225_48O torcedor que apareceu neste domingo na briga generalizada na Arena Joinville empunhando um barra de ferro com pregos, na partida entre Atlético-PR e Vasco, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, foi preso pela Polícia Militar.  Ele se chama Leoni Mendes da Silva e tem 23 anos. Junto com ele foram presos os vascaínos Jonathan Santos, 29 anos, e Arthur Barcelos de Lima Ferreira, 26. Três atleticanos também foram detidos mas seus nomes não foram identificados.

Quatro torcedores estão hospitalizados e, apesar do quadro grave, não correm risco de vida. Os atleticanos Estavam Viana, 24 anos, e William Batista, 19, têm traumatismo craniano assim como o cruz-maltino Gabriel Ferreira Vitael, 20. Diego Cordeiro da Costa Ferreira, 29, foi encaminhado para o hospital mas já recebeu alta.

A polícia identificou o vândalo da barra de ferro através de divulgação de imagens. No momento da prisão, ele estava escondido no banheiro do ônibus da torcida organizada.

A briga na Arena Joinville começou aos 16 minutos do primeiro tempo após os rubro-negros invadirem o lado cruz-maltino em função da pouca segurança que o estádio contava, já que apenas seguranças particulares tomavam conta do local.

A PM alega que o Ministério Público de Santa Catarina que decidiu pela não colocação de policiais na parte interna do estádio, mas o órgão nega. O Atlético-PR, mandante da partida, ficou responsável pela contratação de seguranças particulares.

Lance

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. marcello da silva rego disse:

    cérebro de ameba . ele e os amigos.

  2. Raull disse:

    TORCIDA ORGANIZADA ! COMO SEMPRE ! POIS TORCEDOR QUE E TORCEDOR
    NÃO VAI CHEGAR A ESSE PONTO APENAS CHORAR E LAMENTAR A QUEDA DO TIME PARA SERIE B !

  3. marcos Olivix disse:

    viva pais do futebol