Segurança

Assassinatos caem 24% no 1º trimestre do ano no Brasil

Brasil registra redução no número de mortes violentas no 1º trimestre — Foto: Igor Estrella e Guilherme Gomes/G1

O Brasil registra uma queda de 24% nas mortes violentas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal

Isso quer dizer que o país teve 3,2 mil mortes violentas a menos em janeiro, fevereiro e março deste ano em relação a 2018. O número de assassinatos, porém, continua alto.

De acordo com o levantamento feito pelos repórteres do G1, houve 10.324 mortes violentas no primeiro trimestre deste ano. Apenas o Paraná não informa os dados deste intervalo de tempo. Já no mesmo período de 2018, houve 13.552 assassinatos — também desconsiderando o Paraná, para que seja feita a comparação.

O governo do Paraná informa que os números de janeiro, fevereiro e março ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação.

A tendência de queda nos homicídios do país foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, e no balanço das mortes violentas de 2018, que teve a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%.

Os levantamentos fazem parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

houve 3.228 mortes a menos no 1º trimestre de 2019

todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no 1º trimestre

quatro estados tiveram quedas superiores a 30%: Ceará, Amapá, Sergipe e Rio Grande do Norte

em números absolutos, o estado com a maior redução foi o Ceará, com 691 vítimas a menos

Causas

Entre os motivos por trás da queda, segundo o pesquisador do NEV-USP Bruno Paes Manso e o diretor-presidente do FBSP Renato Sérgio de Lima, estão:

Diminuição da tensão entre as facções depois da crise nos presídios

“A rebelião de presos no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, em janeiro de 2017, atiçou a rivalidade entre grupos criminais, principalmente nos estados do Norte e Nordeste, onde o mercado de drogas e o interior dos presídios já era bastante competitivo e violento. A velocidade dos conflitos e a tensão nos presídios foi diminuindo ao longo de 2017 e 2018 com a interrupção de novos massacres.”

Mais instrumentos para atuar no comando das facções

“As autoridades estaduais passaram a ter mais instrumentos para atuar diretamente nas cadeias de comando nas prisões que davam os rumos dos conflitos criminais. Como o novo modelo de negócios criminais parte de decisões tomadas no interior dos presídios, as lideranças ficaram mais vulneráveis a ações do estado por meio de punições e transferências para presídios federais. Fica, portanto, mais difícil para esses grupos persistirem com os conflitos.”

Crise de 2017 como ponto de alerta

“A crise de 2017 fez com que os governos estaduais assumissem a nova configuração criminal em seus estados, articulada a partir dos presídios. A necessidade de interrupção das cadeias de comando vindas do sistema penitenciário se tornou preocupação urgente, aproximando autoridades de diferentes instituições, como Ministério Público e Executivo.”

Compartilhamento de políticas públicas entre todas as esferas

“Essas políticas compartilhadas que passam pela coordenação e integração de esforços entre União, DF, estados e municípios já vinham sendo articuladas desde a criação dos Gabinetes de Gestão Integradas, criados durante a Copa do Mundo de 2014. A crise dos presídios e o crescimento da violência em 2017 acabou provocando essas esferas de diferentes poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e órgãos do estado (ministérios públicos, polícias, defensorias, guardas municipais, entre outros) a trabalharem juntas na tentativa diminuir uma situação que ameaçava fugir do controle.”

Interesses mútuos dos governos e das facções

“A redução dos conflitos e da violência interessava também às próprias facções, que, por atuarem em mercados rentáveis, têm muito dinheiro a perder com os custos envolvidos nas disputas com rivais. Nesse sentido, o esforço do Estado para cessar a crise ia ao encontro do interesse das organizações, que preferem ganhar dinheiro com o crime do que se envolver em conflitos predatórios e caros.”

Programas estaduais de redução da violência

“Houve um empenho localizado dos estados na execução de programas de redução da violência letal conforme suas realidades orçamentárias. Pernambuco revisou estratégias e retomou o Pacto pela Vida, programa premiado de redução de violência. No Recife, o Centro Comunitário da Paz (Compaz), ganhou destaque nas políticas públicas. Em Alagoas, o governo estadual implantou o Programa Força Tarefa, que busca esforços conjuntos. No Acre, o Ministério Público estadual passou a auditar as estatísticas policiais e cobra medidas quase que em tempo real quando ajustes são necessários, aumentando a ideia de planejamento integrado. Em Santa Catarina, a Polícia Militar tem investido em câmeras corporais instaladas nas fardas dos policiais, bem como em tablets de registro de ocorrências, programas de vizinhança que utilizam o WhatsApp para comunicação instantânea e já atingem uma rede de mais de 100 mil pessoas; e em operações ‘ferrolho’, que mapeiam todas as rotas e caminhos possíveis para a entrada de drogas e armas no estado. No Rio Grande do Norte, após as crises prisionais, o governo federal manteve ações durante um período prolongado no estado. No Rio Grande do Sul, programas de prevenção como o POD (Programa de Oportunidades de Direitos) foram acelerados, e o mais importante: investimentos na criação de área integradas entre a Polícia Civil e a Brigada Militar foram priorizados.”

Criação do Sistema Único de Segurança Pública

“Todos esses esforços resultaram na criação, no meio de 2018, do Susp (Sistema Único de Segurança Pública). Durante o ano, as eleições acabaram servindo como instrumento de pressão para os governos liberarem recursos para o setor, já que o tema era visto como prioritário para o eleitorado. Em dezembro de 2018, o país ganhou uma Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social pautada, exatamente, na articulação federativa e republicana; na ideia de que uma nova governança da segurança pública é necessária e possível.”

Pressão da opinião pública

“A pressão exercida por projetos como o Monitor da Violência, que passou a cobrar das autoridades estaduais a publicação de dados sobre homicídios e a ouvi-los sobre os resultados de suas políticas, expôs esses agentes à opinião pública. A rotina estabelecida na produção de informações acaba criando uma nova cultura para lidar com o problema, que passa a ser mais bem diagnosticado e enfrentado com maior inteligência e estratégia. Outros instrumentos importantes que já realizavam essa cobrança eram o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e o Atlas da Violência, produzidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (parceiro do Monitor da Violência) e pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea).”

Ceará: a maior redução

Assim como no balanço do primeiro bimestre deste ano, o Ceará teve a maior queda no número de mortes violentas do país: 56%. O estado teve 546 assassinatos no primeiro trimestre de 2019, contra 1.237 no mesmo período do ano passado.

Em janeiro, o Ceará teve centenas de ataques coordenados por facções criminosas por conta de medidas anunciadas no governo para tornar a fiscalização nos presídios mais rígidas. Por isso, para o pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o que houve no estado foi “um regime de não conflito” entre as facções criminosas.

“Quando o Ceará estava sob forte ataque, era observado que havia situações que demonstravam um certo nível de cooperação desses grupos, sobretudo permitindo que determinados membros de uma facção passassem pelo território do outro sem sofrer alguma ação violenta”, diz Paiva.

De acordo com o secretário da Segurança Pública do estado, André Costa, a redução do número de homicídios ocorre desde 2018 devido a um “conjunto de ações” elaboradas em 2017. Entre as estratégias, diz, estão o combate à “mobilidade do crime”, evitando furto e roubo de veículos e recuperando automóveis roubados; investimento em ciência e tecnologia para estudar a atuação de criminosos; e ações da Secretaria da Administração Penitenciária, que dificultam a comunicação de presidiários que comandam facções criminosos e ordenam crimes de dentro das prisões.

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é dezembro de 2018.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril.

G1

Opinião dos leitores

  1. Gostaria de saber qual é o projeto contra o crime do governo Bolsonaro, essas iniciativas são todos dos governos estaduais.

    1. Percepção de maior punibilidade. Ações do GF no CE, que têm efeitos práticos e 'pedagógicos'.

    1. Pois é. Cai por terra o discurso de que foi o governo do Estado do RN quem reduziu a criminalidade.

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Esporte

Itália perde para a Bósnia nos pênaltis e fica sem Copa do Mundo pela terceira vez seguida

Foto: Reprodução

A Itália foi eliminada da repescagem europeia e está fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Segundo a CNN, a seleção italiana perdeu para a Bósnia e Herzegovina nesta terça-feira (31), no estádio Bilino Polje, em Zenica, em jogo decidido nos pênaltis após empate no tempo normal e na prorrogação.

De acordo com a emissora, a disputa terminou com erros de Esposito e Cristante nas cobranças italianas. Com o resultado, a Bósnia garantiu a última vaga no Grupo B do Mundial, que terá ainda Canadá, Catar e Suíça.

Durante o jogo, a Itália chegou a abrir o placar com gol de Moise Kean, após erro da defesa adversária. Ainda no primeiro tempo, porém, o zagueiro Bastoni foi expulso após falta em Memic, deixando a equipe italiana com um jogador a menos, segundo o relato da partida.

Ainda conforme a CNN, a Bósnia empatou na etapa final com Tabakovic e levou o confronto para a prorrogação e, depois, para os pênaltis. Com a eliminação, a tetracampeã mundial volta a ficar fora do torneio — a última participação italiana em Copas do Mundo foi em 2014, no Brasil.

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Política

VÍDEO: Ministro da Defesa diz que fez mais que “Ministério das Mulheres todinho” após balanço do governo

Imagens: Reprodução/O Globo

Uma fala do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante reunião ministerial nesta terça-feira (31), acabou sendo captada pelo sistema de som do encontro. O comentário ocorreu após o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, apresentar um balanço dos três anos do governo federal sem citar ações do Ministério da Defesa.

Segundo relatos da própria reunião, ao final da apresentação Rui Costa teria pedido desculpas a José Múcio de forma reservada pela ausência das entregas da pasta no balanço. Nesse momento, o ministro da Defesa respondeu: “A gente só aparece quando tem problema. Fiz mais que o Ministério das Mulheres todinho”. A frase acabou sendo registrada pelo áudio do sistema do encontro.

Em nota oficial, o Ministério da Defesa afirmou que não houve crítica à atuação do Ministério das Mulheres. De acordo com a pasta, o comentário ocorreu após a constatação de que várias ações do ministério não foram incluídas no compilado apresentado pelo Palácio do Planalto.

Ainda segundo a nota, o exemplo citado por Múcio ocorreu em meio a iniciativas recentes envolvendo mulheres nas Forças Armadas, como a promoção da médica Claudia Lima, prevista para esta quarta-feira (1º), que deve se tornar a primeira general mulher do Exército, além do início do serviço militar voluntário feminino com a incorporação de 1.467 jovens de 18 anos.

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Política

BC aponta rombo recorde de R$ 4,1 bilhões em estatais federais no 1º bimestre de 2026

Foto: Reprodução

Dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (31) mostram que as estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões no primeiro bimestre de 2026. Segundo o BC, é o pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 2002.

O levantamento considera empresas como Correios, Infraero, Serpro e Dataprev, mas não inclui gigantes como Petrobras, Caixa Econômica Federal, BNDES e Banco do Brasil. De acordo com o Banco Central, o rombo supera o recorde anterior para o período, registrado em 2024, quando o déficit foi de R$ 1,36 bilhão.

Segundo informações divulgadas pela própria empresa, os Correios enfrentam dificuldades financeiras e fecharam, em dezembro, um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, entre eles Caixa e Banco do Brasil, para financiar capital de giro e investimentos. Até setembro do ano passado, conforme dados da companhia, o prejuízo acumulado já chegava a R$ 6 bilhões.

O relatório “Estatísticas Fiscais” do Banco Central também aponta que o setor público consolidado — formado por União, estados, municípios e estatais — registrou déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026. Em 12 meses, segundo o BC, o saldo negativo soma R$ 52,8 bilhões, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral alcançou 79,2% do PIB, equivalente a cerca de R$ 10,2 trilhões.

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Geral

Morre Adeilton Pedro do Nascimento, referência entre representantes comerciais do RN

Foto: Divulgação

Morreu nesta terça-feira (31) Adeilton Pedro do Nascimento, aos 82 anos. Conhecido no meio empresarial, ele era considerado um dos mais respeitados representantes comerciais do Rio Grande do Norte, deixando uma trajetória marcada pelo profissionalismo e por uma grande rede de amizades.

Adeilton deixa a viúva, dona Ieda, e os filhos Célio e Janaína, além de uma legião de amigos que acompanharam sua caminhada ao longo de décadas de trabalho no estado.

O velório será realizado no Crematório do Centro Funerário São José, em Natal, com início às 9h desta quarta-feira (01/04/2026).

O cortejo está previsto para as 15h, e o sepultamento ocorrerá às 16h, no Sempre Cemitério Natal.

Familiares e amigos prestam as últimas homenagens e destacam o legado de respeito, amizade e dedicação deixado por Adeilton Pedro do Nascimento.

Opinião dos leitores

  1. Recebo com profunda tristeza a notícia do falecimento do nosso querido colega Adeilton.

    Neste momento de dor, fica a lembrança de um homem precioso, sempre muito amigo, solidário e presente na vida de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Sua partida deixa um vazio imenso, mas também um legado de amizade, respeito e companheirismo que jamais será esquecido.

    Que Deus, em sua infinita misericórdia, o acolha na luz eterna e conceda conforto aos corações de todos os familiares 🙏🙏

  2. Tive honra de conviver esse brilhante ser humano . Jesus Cristo o receba de braços abertos em sua morada ! Adeus amigão !

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Política

TCU abre investigação sobre participação de Janja em desfile no Carnaval do Rio

Foto: Reprodução

O TCU abriu investigação para apurar possível uso de recursos públicos envolvendo a participação da primeira-dama Janja em um desfile no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. A Corte deu prazo de 15 dias para que a Presidência da República preste esclarecimentos sobre a atuação de servidores e eventuais gastos relacionados ao evento na Marquês de Sapucaí.

A apuração começou após representação apresentada pelos deputados Adriana Ventura, Gilson Marques, Luiz Lima, Marcel van Hattem e Ricardo Salles, além do senador Eduardo Girão, todos do Partido Novo.

Segundo os parlamentares, há indícios de “uso indevido da máquina pública”, com possível utilização de estrutura de cerimonial, articulação institucional e apoio logístico de servidores do Executivo federal na organização de um carro alegórico.

De acordo com decisão do TCU, embora o pedido inicial para suspender o evento tenha perdido efeito — já que o desfile ocorreu em 15 de fevereiro de 2026 — os ministros decidiram, por unanimidade, analisar o caso.

O tribunal determinou que a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social informem a relação nominal de servidores da Presidência que foram deslocados para o Rio de Janeiro entre 1º e 18 de fevereiro.

O TCU também solicitou relatório detalhado com os custos do deslocamento desses servidores, incluindo gastos com diárias, passagens, hospedagem e possíveis horas extras.

O processo foi anexado a outra investigação já em andamento na Corte, que apura possíveis repasses da Embratur para a mesma escola de samba que homenageou o presidente Lula em 2026. A relatoria do caso está com o ministro Augusto Nardes.

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Política

Daniel Valença e a defesa das ilegalidades

Foto: Reprodução

É muito estranho quando alguém do legislativo, que tem o papel não só de fiscalizar, mas também legislar, defende que decisões judiciais não sejam cumpridas.

É o caso do vereador Daniel Valença. Hoje ele votou contra o projeto que regulamenta a situação de servidores da STTU. O PL foi encaminhado para atender uma decisão judicial que vem sendo protelada desde 2011, relativa ao enquadramento funcional de parte dos agentes de trânsito do Município, vinculados a atos administrativos realizados em períodos anteriores.

Paulinho Freire teve a coragem de, depois de 15 anos, encontrar uma solução e encaminhou um projeto de lei que garante que esses servidores se aposentem com o mesmo salário que recebem hoje e que continuem recebendo os benefícios das gratificações até se aposentar, assim como os demais agentes de trânsito.

No último sábado, Valença bradou mais uma vez nas redes sociais distorcendo a operação da Semurb que, novamente, fazia cumprir o acordo judicial da 4ª Vara Federal, que determina que apenas 10 quiosqueiros sejam mantidos no local. Os comerciantes que tiveram os materiais apreendidos, já haviam sido notificadas e autuados, outras vezes.

A pergunta que fica: é papel de vereador (professor de Direito, diga-se de passagem) defender que decisões judiciais não sejam cumpridas?

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Geral

Com ingressos esgotados, Arena abre o Rooftop Dunas para Henrique & Juliano com open bar e open food

Foto: Divulgação

O aguardado show de Henrique & Juliano na Arena anuncia ingressos esgotados de todos os setores da festa, mas abre uma nova oportunidade para quem ficou sem ingresso. O camarote Rooftop Dunas já está com vendas abertas e promete proporcionar ao público uma experiência diferenciada para os que desejam curtir o show com serviços exclusivos de open bar e open food.

Instalado em um dos pontos mais altos da Arena, o Rooftop Dunas contará com open bar, incluindo cerveja, whisky, vodka, gin, água e refrigerante, além de open food com buffet completo, composto por finger foods, pratos quentes e sobremesas.

O ingresso do Rooftop Dunas também garante acesso ao setor Lounge, a área mais premium do evento, localizada no gramado e com frontstage.

Além de Henrique & Juliano, o evento terá em sua programação os shows de Henry Freitas, Zé Vaqueiro e Grelo.

Os ingressos estão disponíveis sem taxa de conveniência na gelateria @davvero.natal, localizada dentro da Arena e com estacionamento gratuito. Horários Davvero: segunda a sexta das 12:00 às 19:00. Sábados, domingos e feriados das 10:00 às 17:00. Para comprar online, acesse: guicheweb.com.br

Informações adicionais:

– O ingresso do Rooftop Dunas inclui o ingresso do setor Lounge do evento.
– Os serviços de Open Bar e Open Food serão oferecidos exclusivamente dentro Rooftop Dunas.
– Se você comprou o ingresso do Rooftop na plataforma Ingresse, você não precisa trocá-lo e nem cancelá-lo, ele estará válido normalmente para acessar o Rooftop Dunas no dia do evento.
– O Rooftop Dunas dá acesso gratuito ao estacionamento externo da Arena. Se for beber, não dirija.

Mais informações: @rooftopdunas e @casadeapostas.arenadasdunas

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Geral

Comércio terá funcionamento alterado em Natal nesta Sexta-feira Santa; confira os horários

Foto: reprodução/CDL Natal

O comércio de Natal terá funcionamento alterado na Sexta-feira Santa (3). Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal, o comércio de rua ficará fechado, enquanto os shoppings funcionarão em horário especial.

A partir do sábado (4), as atividades voltam ao normal, com expectativa de aumento no movimento por causa das compras de última hora da Páscoa, principalmente de alimentos e chocolates.

Confira os detalhes de funcionamento:

Comércios de rua

Lojas do Alecrim: Fechadas

Lojas do Centro da Cidade: Fechadas

Lojas da Zona Norte: Fechadas

Shoppings

Natal ShoppingAlimentação e lazer : 11h às 21h;Lojas e Quiosques: 12h às 21h;Demais lojas e quiosques: 15 às 21hs;Academia Bodytech: 8h às 16h;Alpendre: 11h às 23h.

Cinema: conforme programação

Midway Mall

Abertas a praça de alimentação e lazer das 11h às 21h;
Lojas âncoras das 13 às 21hs;
Demais Lojas e quiosques abertos das 14 às 20h
Cinemark aberto conforme programação;
Supermercado Pão de Açúcar das 07h às 22h;

Academia aberta das 8h às 12h

Praia Shopping

Alimentação, a partir das 11h
Demais Lojas, das 14h às 20h

Shopping Cidade Jardim

Alimentação: a partir das 12h
Lojas e quiosques: das 14h às 20h

Shopping Cidade Verde

Lojas em geral: 15h às 20h.
Alimentação: 12h às 21h.

Partage Norte

Praça de Alimentação/ Lazer: 11h às 22h
Lojas/Quiosques: 15h às 21h
Lojas satélites e quiosques : 15 às 21hs
Âncoras e Megalojas: 13h às 21h
Supermercado: 7h às 21h
Academia funcionará das 8h às 17h
Cinema, conforme a programação em cartaz

Lotérica: Fechado

Shopping 10
Fechado

Supermercados
Abertos das 7h às 21h

Bancos
Fechados

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Geral

Prefeitura de Macaíba começa distribuição de 60 toneladas de peixe na Semana Santa


Foto: Lindenilson Moura

Na manhã desta terça-feira (31), a Prefeitura de Macaíba começou a distribuição de pescado através do programa Peixe do Povo. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Semthas) e entregará 60 toneladas em três dias, um recorde em comparação com todas as edições. Hoje, o programa atende o Polo I da Zona Rural, com sede em Cajazeiras, e o Polo II da Zona Rural, com sede em Traíras.

Em 2026, o cadastro e entrega ocorrem simultaneamente, agilizando e desburocratizando o procedimento, envolvendo mais de 400 trabalhadores da Prefeitura. Retomado na gestão do prefeito Emídio Júnior, no ano de 2022, o programa se consolidou como uma das principais iniciativas de segurança alimentar no município de Macaíba e no próprio estado do Rio Grande do Norte, beneficiando comunidades urbanas e rurais, bem como assentamentos.

A iniciativa tem como objetivo garantir que milhares de famílias macaibenses de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social tenham acesso a alimentos nutritivos e de qualidade durante o período da Páscoa. Cada beneficiário recebe, em média, 2kg de peixes mediante apresentação de RG, comprovante de residência e Número de Identificação Social (NIS).

Amanhã, dia 1º de abril, será o Polo III da Área de Expansão Metropolitana e Zona Rural, com sedes em Bela Macaíba e Canabrava. Nas áreas rurais e de expansão, o horário será das 9h às 15h30. No dia 2 de abril, Polo Zona Urbana, com horário das 8h às 10h. Todo o cronograma pode ser conferido em detalhes no perfil oficial da Prefeitura no Instagram.

O titular da Semthas, Eriberto Freire, falou um pouco sobre a abertura do programa, a organização e a estimativa recorde de distribuição para esta edição: “Estamos no primeiro dia com sucesso. Já foram atendidas mais de 15 comunidades rurais, só pela manhã. Este ano com toda uma logística especial. Estão sendo entregues em todos os polos ao mesmo tempo. Uma experiência bastante positiva. Ao final, na quinta-feira (2), teremos entregado mais de 60 toneladas de pescado”.

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Geral

Licença-paternidade é ampliada; saiba o que muda com a nova lei

Foto: Reprodução/Canva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que amplia a licença-paternidade no Brasil dos atuais 5 dias para até 20 dias, de forma gradual até 2029. O benefício será concedido em casos de nascimento, adoção ou guarda e passa a contar com o salário-paternidade, custeado pela Previdência Social.

O que muda

A nova legislação estabelece a ampliação progressiva da licença: 10 dias a partir de 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029. A empresa continuará pagando o salário do trabalhador durante o afastamento, mas será reembolsada pelo INSS.

Regras gerais

O trabalhador terá direito à remuneração integral ou média salarial recente. A licença poderá ser emendada às férias, mas não poderá ser fracionada.

Quando pode ser negado

O benefício poderá ser negado ou suspenso em casos de violência doméstica, abandono material ou se for constatado que o trabalhador não se afastou efetivamente das atividades durante o período.

Quando pode ser ampliado

A lei prevê ampliação do período em situações específicas, como morte da mãe — quando o pai passa a ter direito à licença-maternidade —, nascimento ou adoção de criança com deficiência, guarda ou adoção unilateral e ausência do nome da mãe no registro. Também há previsão de ajuste no início da licença em casos de internação da mãe ou do recém-nascido.

Salário-paternidade

A lei cria o salário-paternidade no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), assegurando renda durante o período de afastamento também para trabalhadores fora do regime formal. O benefício poderá ser pago diretamente pelo INSS ou pela empresa, com compensação, em moldes semelhantes ao salário-maternidade.

Casais homoafetivos

A legislação permite que, em casais homoafetivos, um dos integrantes tenha acesso ao período equivalente à licença-maternidade, enquanto o outro utiliza a licença-paternidade, com aplicação que pode variar conforme o caso.

Estabilidade no emprego

O texto garante estabilidade ao trabalhador, proibindo demissão sem justa causa durante a licença e por até 30 dias após o retorno ao trabalho.

Quem tem direito

A nova regra amplia o acesso ao benefício, que passa a incluir trabalhadores formais, autônomos, empregados domésticos, microempreendedores individuais (MEIs) e demais segurados do INSS.

Programa Empresa Cidadã

Empresas participantes do programa poderão continuar oferecendo 15 dias adicionais de licença. Com a nova lei, esse período será somado aos 20 dias previstos, ampliando o benefício total.

A medida é vista como um avanço na divisão de responsabilidades familiares, embora especialistas avaliem que ainda é limitada em relação a modelos de licença parental compartilhada adotados em outros países.

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