Segurança

Brasil registra queda de 11% nos assassinatos no 1º trimestre do ano

Mapa mostra queda nas mortes violentas em 2021 — Foto: Daniel Ivanaskas/G1

O Brasil teve uma queda de 11% nos assassinatos nos três primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2020. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Em janeiro, fevereiro e março, foram registradas 10.663 mortes violentas, contra 12.007 no primeiro trimestre de 2020. Ou seja, 1.344 a menos. Estão contabilizadas no número as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

A queda acontece após um 2020 violento, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. No ano passado, o país teve uma alta nos assassinatos após dois anos consecutivos de queda.

Agora, apenas cinco estados contabilizam uma alta: três no Nordeste (Maranhão, Paraíba e Piauí) e dois no Norte (Pará e Roraima).

Os dados apontam que:

houve 10.663 assassinatos no 1º trimestre, 1.344 mortes a menos que no mesmo período de 2020

apenas 5 estados registraram uma alta nas mortes

Roraima teve o maior aumento nos crimes: 19%

Distrito Federal registrou a maior queda: -37%

O levantamento, que compila os dados mês a mês, faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O que dizem os especialistas

Para Bruno Paes Manso, do NEV-USP, as variações circunstanciais levantadas pelo Monitor da Violência servem mais para levantar perguntas do que para indicar respostas.

“Será que a tendência de queda vai permanecer ou vai ficar restrita ao primeiro trimestre? Não custa lembrar que esse trimestre está sendo comparado com dois meses do ano passado que não registraram epidemia. Em compensação, no ano passado, apesar da pandemia, os homicídios cresceram. Os governos estaduais tiveram algum tipo de iniciativa importante? Por que, apesar do aumento de armas em circulação, essa redução foi identificada?”

Segundo ele, três meses é pouco tempo para identificar uma tendência. “Caso a curva permaneça em queda, será uma boa notícia que ainda exigirá debate e reflexão para identificarmos as causas.”

Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma que a redução dos assassinatos no 1º trimestre de 2021 é notícia a ser comemorada, mas ressalva que ainda é cedo para avaliar se há, de fato, uma tendência.

“Os homicídios vinham crescendo até janeiro deste ano e fevereiro do ano passado foi marcado por um enorme volume de homicídios em decorrência da greve da PM no Ceará. Temos que acompanhar estes números de perto para compreender quais os determinantes para a redução das mortes violentas nos últimos dois meses, bem como compreender o impacto da pandemia nas dinâmicas criminais.”

Índice nacional de homicídios

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O governo federal anunciou a criação de um sistema similar ainda na gestão do ex-ministro Sergio Moro. Mas os dados não estão tão atualizados quanto os da ferramenta do G1.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço fechado do ano de 2020 foi publicado no mês passado. Os números deste ano serão divulgados posteriormente.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Enquanto a Paraíba , estado ao lado, muitas vezes comparado com O RN, como exemplo pra tudo , teve aumento na violência, o RN vem numa tendência de diminuição em todos índices de violência (inclusive menos roubo de carros). Parabéns Fátima Bezerra pelo excelente trabalho na Segurança Pública.

  2. Parabéns ao Govero Estadual e a governadora Fátima que vem prestigiando bastante substituições de segurança: Reajuste de de salário da PM em 23%. Reajuste de salário da PC em 15%. Sem calotes em diárias operacionais (que havia nos governos anteriores). Maior promoção da história de praças e oficiais da história da Polícia Militar. Equipando a Polícia Militar. Investimento pesado em sistemas e inteligência (equipamentos de Leitura de OCR). Antecipação de salário do setor de segurança. Novos Policiais militares incorporados. Novos bombeiros (praças e oficiais). Novos Policiais Penais. Concurso pra Polícia Civil em Julho deste ano. Melhor governante dos últimos anos pra Segurança Pública.

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Polícia

Mesmo com pandemia e inúmeras restrições, RN registrou 1.499 assassinatos em 2020, sendo 44 a mais que o ano anterior

Mesmo com um ano de pandemia e restrições para a população, o Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 3% em relação ao número de assassinatos em 2020, quando comparado com o ano anterior.

Foram registrados 1.499 assassinatos, 44 mortes a mais que 2019, quando 1.455 Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLIs) foram contabilizadas pelo Estado.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (13) pela Secretaria de Segurança Pública e da Defesa do Social (Sesed). No comunicado distribuído à imprensa, também noticiado pelo Blog pela manhã, a pasta optou pela comparação entre os dois primeiros anos da gestão atual e a gestão anterior.

Opinião dos leitores

  1. “Mesmo com restrições”. Se nem a população de bem tá ligando mais pra essas restrições, avalie os assassinos!! Kkkkk

  2. Mais a Governadora disse que os índices de criminalidade tinham baixados.
    Hô Governadora Mentirosa.

    1. Mais, não. Você quis dizer "Mas…", titia? Faz a matricula num cursinho de alfabetização antes de postar essas excrescências.

  3. Fatão é uma incompetente mesmo, mesmo com o fique em casa, aumentou a violência no RN, imagina se tudo estivesse normal.

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Polícia

Adolescente é morto a tiros embaixo de viaduto na Redinha, em Natal; em Nova Parnamirim, homem é assassinado próximo da Av. Maria Lacerda

Foto: Ilustrativa

O portal G1-RN destaca duas mortes violentas em Natal e região metropolitana, registradas pela Polícia Militar na noite dessa segunda-feira(11) e madrugada desta terça-feira(12). Na primeira ocorrência, um adolescente de 17 anos foi morto a tiros na faixa central embaixo do viaduto da Redinha, na Zona Norte de Natal. A vítima estava em uma motocicleta e foi atingida por disparos de arma de fogo, caindo no local. Os atiradores usaram pistolas e fugiram do local logo após o crime. A polícia trata o caso inicialmente como execução.

Por causa do homicídio, duas das três faixas locais foram interditadas e houve congestionamentos, no início da noite. O trânsito foi normalizado por volta das 19h30. (Matéria completa AQUI).

Na segunda ocorrência, um homem de 38 anos foi morto com cerca de quatro tiros na madrugada desta terça-feira (12) próximo à esquina na rua Clóvis Lira com a avenida Maria Lacerda, em Nova Parnamirim, no município de Parnamirim, na Grande Natal. O crime aconteceu ao lado de um posto de combustíveis e em frente ao supermercado Extra, que fica do outro lado da avenida, por volta das 4h.

Segundo a polícia, não houve testemunhas e ninguém informou suspeitos para o caso. A vítima foi atingida com tiros na altura do peito.

A família do homem, que mora na região, afirmou que ele era usuário de drogas há muitos anos e que já tinha tentado de todas as formas afastá-lo do vício.

A Polícia Militar informou que a possível motivação para o crime seria prestação de contas, por dívidas com traficantes.

Matéria completa AQUI.

Opinião dos leitores

  1. Bom dia Sr. Paulo, concordo em gênero, número e grau com o que vc postou, os governos do PT deixaram as portas abertas, por posições ideologicas,as governantes desses paises países notoriamente coniventes e produtores de drogas. Infelizmente o resultado não poderia ser outro, quadrilhas, grupos organizados, miséria muita, falta de educação e respeito em todos os níveis, supremo acovardado, liberação quase instantânea de marginais de alta periculosidade, o Brasil na rota internacional de drogas, e nós pobres brasileiros tendo de conviver com essa situação, por mero capricho de uns idiotas, que não perceberam que o que eles pensam está no limbo da história.

  2. No começo do ano passado a criminalidade caiu, era por causa do bozoloide é moro, agora que voltou a subir a culpa é do governo estadual, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiuu

  3. São tantos assaltos, arronbamentos, latrocínios, homicídios e violências, que o potiguar tem medo de sair de casa.
    Nossa governadora deveria governar e colocar mais policiais na rua, pois viaturas e equipamentos recebeu do governo federal.
    Um desastre essa administração Estadual.
    Estamos sem Saúde, Educação, Segurança e Governabilidade.

  4. BG
    E a droga tomando conta do Brasil do Oiapoque ao Chui. Anos e anos de desgovernos, que só queriam roubar a Nação Brasileira e seu Povo, inclusive mandando milhões de dólares para seus comparsas comunistas, Cuba/Venezuela/Bolivia, ditaduras Africanas,etc.

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Polícia

RJ: Operação prende dois denunciados de chefiar o Escritório do Crime, de assassinatos por encomenda

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta terça-feira (30) a Operação Tânatos, contra denunciados por chefiar o Escritório do Crime.

O grupo, formado por policiais, ex-policiais e milicianos, é investigado por uma série de execuções.

Até a última atualização desta reportagem, dois dos quatro alvos tinham sido presos: os irmãos Leandro e Leonardo Gouvêa da Silva — o Tonhão e o Mad. Um terceiro homem foi preso.

O MPRJ afirma que os denunciados possuíam ligação estreita com Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, morto em confronto com a polícia em fevereiro deste ano, na Bahia.

A Polícia Civil sustenta que Mad assumiu o comando do Escritório do Crime com a morte de Adriano.

O grupo chegou a ser investigado pelo atentado contra a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

‘Agressividade e destreza’

O juiz Bruno Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do RJ, expediu ao todo quatro mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Segundo as investigações, pistoleiros da quadrilha praticam execuções por encomenda há mais de 10 anos.

Numa das denúncias apresentadas, o MP descreve que na atuação do grupo criminoso há emprego ostensivo de armas de fogo de grosso calibre. “A agressividade e destreza nas ações finais revelam um padrão de execução”, descreve o MPRJ.

“Fortemente armados e com trajes que impedem identificação visual, tais como balaclava e roupas camufladas, os atiradores desembarcam do veículo e progridem até o alvo executando-o sem chances de defesa”, emendam os promotores.

Leonardo, o Mad ou Paraíba, estava em casa, uma mansão em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio.

Um terceiro homem, que não era alvo da Operação Tânatos mas tinha um mandado de prisão por homicídio, estava na casa de Tonhão e foi preso.

Os alvos

Anderson de Souza Oliveira, o Mugão;
Leandro Gouveia da Silva, o Tonhão, preso;
Leonardo Gouveia da Silva, o Mad ou Paraíba, preso;
João Luiz da Silva, o Gago.

Dois anos de investigações

A investigação começou em 2018, depois do depoimento de Orlando de Araújo, o Orlando Curicica.

Orlando chegou a ser apontado como executor da vereadora Marielle e revelou a existência do Escritório do Crime. Segundo Orlando, agentes da DH da Capital recebiam propina para não investigar os homicídios cometidos por esse grupo criminoso.

Um deles é a morte de Marcelo Diotti da Mata, fuzilado no estacionamento de um restaurante na Barra da Tijuca no mesmo dia em que a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson foram mortos.

Diotti, que já havia sido preso por homicídio e exploração de máquinas de caça-níqueis, era marido de Samantha Miranda. Samantha já foi casada com o ex-vereador Cristiano Girão, apontado como chefe da milícia da comunidade Gardênia Azul.

Grupo de miliciano morto na Bahia

A polícia afirma que também fazia parte do Escritório do Crime o miliciano Adriano Magalhães de Nóbrega, apontado como chefe.

Depois de mais de um ano foragido, Capitão Adriano foi morto em um confronto com policiais em um sítio na zona rural da cidade de Esplanada, na Bahia, em fevereiro deste ano.

O MP aponta que Adriano mandou matar Diotti, de quem era desafeto.

G1

 

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Polícia

RN tem aumento de 37,6% no número de assassinatos em abril, destaca Monitor da Violência

 Foto: Reprodução/G1

O Rio Grande do Norte teve um aumento de 37,6% no número de assassinatos em abril deste ano em comparação ao mesmo mês de 2019. Os dados são do índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

O aumento acontece mesmo diante das medidas de isolamento social adotadas em todo o Brasil, para tentar conter a pandemia do novo coronavírus.

Leia mais detalhes aqui em reportagem na íntegra.

Opinião dos leitores

  1. O único discurso dessa malfadada governadora, se baseava na melhoria dos índices da criminalidade, com seu apoio declarado as policias, mais parece que a coisa está dando para trás, até nesse campo ela está se perdendo, eita sorte essa nossa, são rosa, cabelinho e entra de sola essa atrapalhada e incompetente.

  2. Essa é a atual pandemia do RN, o Corona bala, esse mata mais do que o Coronavirus. Enquanto a governadora Fatima Bezerra se preocupa em fechar empresas e empregos orientada pelos seus cientistas e o Dr. Cadeado.

  3. Os juízes que siltaram um monte de meninos bom, já marcaram a data pra galera voltar???
    É somente uma pergunta.

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Polícia

Número de assassinatos cai 19% no Brasil em 2019 e é o menor da série histórica

Foto: Aparecido Gonçalves/G1

O Brasil teve uma queda de 19% no número de vítimas de crimes violentos em 2019 em comparação com o ano de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Em todo o ano passado, houve 41.635 assassinatos no país, contra 51.558 em 2018 – ou seja, quase 10 mil mortes a menos. Trata-se do menor número de crimes violentos intencionais de toda a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que coleta os dados desde 2007.

Estão contabilizadas no número as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. A queda no consolidado do ano reforça uma tendência que tem sido mostrada pelo G1 desde o balanço de 2018.

No último trimestre, porém, a queda não foi tão acentuada quanto no restante do ano: 11,8%. Nove estados, inclusive, registraram uma alta no número de assassinatos de outubro a dezembro.

O levantamento, que compila os dados mês a mês, faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

o país teve 41.635 assassinatos em 2019, o menor número de toda a série histórica, iniciada em 2007
houve 9.923 mortes a menos na comparação com 2018, uma queda de 19,2%
todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no ano
1/3 deles, porém, registrou uma alta no último trimestre
só dois estados registraram uma queda superior a 30% no consolidado do ano: Ceará e Roraima

Queda

A queda registrada no número de assassinatos no Brasil em 2019 é a maior se for levada em conta a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número de vítimas também é o menor desde 2007, ano em que foi iniciada a coleta dos dados.

O número impressiona, inclusive, porque até 2011 os dados do Fórum se referem a ocorrências (em que é possível ter mais de uma vítima). Ou seja, ainda assim, o número de 2019, que se refere a vítimas, é menor.

Razões para a queda

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Vejam como são as coisas, o Brasil cheio de alienados funcionais.
    Paula Tejando está dando o mérito da diminuição da corrupção a Temer, o investigado e processado. As ações tomadas por Moro em 2019 não valeram de nada, tudo é reflexo do governo Temer que entrou mudo em 2016 e saiu calado em 2018, depois foi preso e solto duas vezes. É muito alienação proposital, muita alucinação, muita inversão no sentido da vida.
    Assim como Paula, alguns atuam como se o Brasil de 2006 a 2016 não tivesse existido, foi um período em branco, sem nada, não teve queda da indústria, o comércio não fechava um ponto comercial a cada hora, não havia desemprego, não tinha inflação, o país não estava em profunda resseção, as empresas estatais não davam prejuízo e não havia corrupção. Se algo de errado aconteceu foi culpa dos militares e de FHC e tudo que possa a vir a ocorrer de positivo, é obra de Temer. A realidade não existe para essas pessoas, vivem em estado terminal de alucinação!

    1. Se o número de ocorrências violentas cai, foi Bolsonaro e Moro. Se aumenta, culpa dos Governos.
      OU SEJA, A COMPLETA IGNORÂNCIA EM RELAÇÃO A COMO FUNCIONA O SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA NO PAÍS, RESULTA NESSAS CONFUSÕES.
      Existem as esferas Municipais, Estaduais e Federais. Cada ente possui uma competência e responsabilidade. E isso se estende também as áreas da Educação e da Saúde Pública.
      Entender isso é importante para quando estivermos avaliando os quadros e fazendo as leituras de dados estatísticos, saibamos distinguir corretamente o que as informações disponibilizadas estão querendo dizer objetivamente.
      Esses temas são complexos e possuem muitos considerandos a serem observados.

  2. Parabéns ao novo Governo Federal.
    Honens de bem trabalhando em prol da família e por um Brasil melhor

    1. Não podemos deixar de agradecer a Michel Temer que foi quem colocou em prática todas essas ações que já se refletiram na queda de assassinato em 2018. Temer foi o melhor presidente da república e Bolsonaro está indo bem porque está dando continuidade ao que temer propos

    2. Por um Brasil melhor pra família deles. Taí o Queiroz, rachadinhas etc.

    3. "Homens de bem trabalhando em prol das familias"…? Só se for a familícia dele!!!
      #CadêOQueiroz?

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Polícia

Assassinatos de trans e travestis caem 24,5% no Brasil

Foto: Bandeira do Orgulho Trans

Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgados no site da entidade, o número de mortes de pessoas trans caíram 24,5 % no ano de 2019, em relação a 2018, e 31% em relação a 2017.

São dois anos consecutivos da redução. Os números são divulgados todo ano no Dia Nacional da Visibilidade Trans. Os gráficos levam em conta mortes que não aparecem na mídia, ou seja relatos de ONGs e associações, até mesmo de pessoas físicas.

De acordo com o Guia Gay, questionada se esse método não desmoralizaria todo o processo de construção do mapa, uma das autoras do relatório, Sayonara Nogueira não respondeu a essa pergunta.

Vale lembrar que recentemente uma mulher trans foi impedida de usar o banheiro feminino em um shopping no estado de Maceió. A vítima do preconceito não deixou passar batido, e recebeu apoio nas redes sociais.

Observatório IG – BOL – UOL

Opinião dos leitores

  1. TODO SER HUMANO MERECE UMA VIDA DIGNA: UMA VIDA NA QUAL TENHA ASSEGURANDO TODOS OS DIREITOS QUE A DURAS PENAS FORAM CONQUISTADOS PELA VIDA EM SOCIEDADE.
    QUE BOM QUE OS IRMÃOS TRANSEXUAIS TIVERAM ÍNDICES ESTATÍSTICOS DE HOMICÍDIOS CONTRA OS QUE ASSIM SE DENOMINAM REDUZIDOS. QUE BOM! AFINAL, É UM DIREITO TÃO BÁSICO O DIREITO À VIDA.
    CUIDEMOS PARA QUE OUTROS SETORES SOCIAIS TAMBÉM CONQUISTEM ESSE PATAMAR MÍNIMO DE DIGNIDADE

  2. Deu bug na esquerda, defendem o governo do Irã que enforca os homossexuais em praça pública mas odeiam a Bolsonaro que reduziu a morte dos homossexuais em 24,5%.

  3. Moro 2022! Por isso que na Baderna petralhas matavam tantos homossexuais, eles se inspiravam no aliado irã e libia, homossexual lá são apedrejados até a morte, degradante e estarrecedor essas práticas que os petralhas incentivam.

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Polícia

Com queda de assassinatos no Brasil em oito meses, RN fica entre estados com maior redução

Foto: Rodrigo Cunha/G1

O Brasil teve uma queda de 22% no número de mortes violentas registradas nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Somente em agosto, houve 3,1 mil assassinatos, contra 3,9 mil no mesmo mês do ano passado. Já no período que engloba os oito meses, foram 27.517 mortes violentas — 7,9 mil a menos que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (35.422).

A tendência de queda nos homicídios do país tem sido mostrada pelo G1 desde o balanço de 2018 – a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%. Já no 1º semestre deste ano, a queda foi de 22% – percentual que se mantém.

O número de assassinatos, porém, continua alto: 114 pessoas morreram por dia, em média, no país em 2019.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

o país teve 27,5 mil assassinatos de janeiro a agosto, 22% a menos que em 2018

houve 7.905 mortes a menos na comparação dos dois anos

todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no período

três estados mantiveram uma queda superior a 30% no ano: Ceará, Rio Grande do Norte e Acre

Razões para a queda

Nos três estados com a maior queda (Acre, Ceará e Rio Grande do Norte), integrantes e ex-integrantes dos governos e entidades apontam algumas medidas para explicar o fenômeno. São elas:

ações mais rígidas em prisões, como constantes operações de revistas e implantação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)

isolamento ou transferência de chefes de grupos criminosos para presídios de segurança máxima

criação de secretaria exclusiva para lidar com a administração penitenciária

criação de delegacia voltada para investigar casos de homicídios

integração entre as forças de segurança e justiça

maior investimento em inteligência policial

adoção de programas de prevenção social

Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atribui a queda no número de mortes violentas no país a esforços de governos locais e do governo federal, citando recordes de apreensão de drogas e transferência de chefes de facções criminosas para presídios federais como medidas que surtiram efeitos nos índices de criminalidade. Moro também afirma que o governo está com uma política de tentar retomar o controle de vários presídios do país.

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês em que há informações disponíveis para todos os estados é junho.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque é mais difícil obter números em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência em abril. O balanço do 1º semestre de 2019 também já foi divulgado, neste mês.

G1

Opinião dos leitores

  1. Os estados com as maiores reduções eram os que tinham os níveis mais altos. São Paulo tinha um nível já baixo e portanto caiu menos. A principal razão das quedas no Nordeste foi a ação do governo federal isolando líderes de facções, indo atrás do dinheiro delas, apreendendo cocaína como nunca antes na história desse país. Os estados governados pelo PT estão simplesmente aproveitando o resultado dessas medidas.

  2. Isso é mérito do governo federal, pois foi em todo o Brasil, ou dos governos estaduais, já que o responsável pela segurança é o estado?

  3. Dos 03 estados com maior redução da violência, 02 são do PT, inclusive o primeiro lugar disparado que é o Ceará. Neste o Governador do PT fez a maior promoção de policiais militares de todos os tempos, inclusive o que mais contratou policiais por concursos de toda existência do ceará. Pode isso laranjinhas? kkkkk

    1. Inclusive, ele pediu auxílio ao governo federal, leia-se, entenda-se, ao Ministro Sérgio Moro…Foi o famoso, pediu penico!

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Segurança

Assassinatos caem 24% no 1º trimestre do ano no Brasil

Brasil registra redução no número de mortes violentas no 1º trimestre — Foto: Igor Estrella e Guilherme Gomes/G1

O Brasil registra uma queda de 24% nas mortes violentas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal

Isso quer dizer que o país teve 3,2 mil mortes violentas a menos em janeiro, fevereiro e março deste ano em relação a 2018. O número de assassinatos, porém, continua alto.

De acordo com o levantamento feito pelos repórteres do G1, houve 10.324 mortes violentas no primeiro trimestre deste ano. Apenas o Paraná não informa os dados deste intervalo de tempo. Já no mesmo período de 2018, houve 13.552 assassinatos — também desconsiderando o Paraná, para que seja feita a comparação.

O governo do Paraná informa que os números de janeiro, fevereiro e março ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação.

A tendência de queda nos homicídios do país foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, e no balanço das mortes violentas de 2018, que teve a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%.

Os levantamentos fazem parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

houve 3.228 mortes a menos no 1º trimestre de 2019

todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no 1º trimestre

quatro estados tiveram quedas superiores a 30%: Ceará, Amapá, Sergipe e Rio Grande do Norte

em números absolutos, o estado com a maior redução foi o Ceará, com 691 vítimas a menos

Causas

Entre os motivos por trás da queda, segundo o pesquisador do NEV-USP Bruno Paes Manso e o diretor-presidente do FBSP Renato Sérgio de Lima, estão:

Diminuição da tensão entre as facções depois da crise nos presídios

“A rebelião de presos no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, em janeiro de 2017, atiçou a rivalidade entre grupos criminais, principalmente nos estados do Norte e Nordeste, onde o mercado de drogas e o interior dos presídios já era bastante competitivo e violento. A velocidade dos conflitos e a tensão nos presídios foi diminuindo ao longo de 2017 e 2018 com a interrupção de novos massacres.”

Mais instrumentos para atuar no comando das facções

“As autoridades estaduais passaram a ter mais instrumentos para atuar diretamente nas cadeias de comando nas prisões que davam os rumos dos conflitos criminais. Como o novo modelo de negócios criminais parte de decisões tomadas no interior dos presídios, as lideranças ficaram mais vulneráveis a ações do estado por meio de punições e transferências para presídios federais. Fica, portanto, mais difícil para esses grupos persistirem com os conflitos.”

Crise de 2017 como ponto de alerta

“A crise de 2017 fez com que os governos estaduais assumissem a nova configuração criminal em seus estados, articulada a partir dos presídios. A necessidade de interrupção das cadeias de comando vindas do sistema penitenciário se tornou preocupação urgente, aproximando autoridades de diferentes instituições, como Ministério Público e Executivo.”

Compartilhamento de políticas públicas entre todas as esferas

“Essas políticas compartilhadas que passam pela coordenação e integração de esforços entre União, DF, estados e municípios já vinham sendo articuladas desde a criação dos Gabinetes de Gestão Integradas, criados durante a Copa do Mundo de 2014. A crise dos presídios e o crescimento da violência em 2017 acabou provocando essas esferas de diferentes poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e órgãos do estado (ministérios públicos, polícias, defensorias, guardas municipais, entre outros) a trabalharem juntas na tentativa diminuir uma situação que ameaçava fugir do controle.”

Interesses mútuos dos governos e das facções

“A redução dos conflitos e da violência interessava também às próprias facções, que, por atuarem em mercados rentáveis, têm muito dinheiro a perder com os custos envolvidos nas disputas com rivais. Nesse sentido, o esforço do Estado para cessar a crise ia ao encontro do interesse das organizações, que preferem ganhar dinheiro com o crime do que se envolver em conflitos predatórios e caros.”

Programas estaduais de redução da violência

“Houve um empenho localizado dos estados na execução de programas de redução da violência letal conforme suas realidades orçamentárias. Pernambuco revisou estratégias e retomou o Pacto pela Vida, programa premiado de redução de violência. No Recife, o Centro Comunitário da Paz (Compaz), ganhou destaque nas políticas públicas. Em Alagoas, o governo estadual implantou o Programa Força Tarefa, que busca esforços conjuntos. No Acre, o Ministério Público estadual passou a auditar as estatísticas policiais e cobra medidas quase que em tempo real quando ajustes são necessários, aumentando a ideia de planejamento integrado. Em Santa Catarina, a Polícia Militar tem investido em câmeras corporais instaladas nas fardas dos policiais, bem como em tablets de registro de ocorrências, programas de vizinhança que utilizam o WhatsApp para comunicação instantânea e já atingem uma rede de mais de 100 mil pessoas; e em operações ‘ferrolho’, que mapeiam todas as rotas e caminhos possíveis para a entrada de drogas e armas no estado. No Rio Grande do Norte, após as crises prisionais, o governo federal manteve ações durante um período prolongado no estado. No Rio Grande do Sul, programas de prevenção como o POD (Programa de Oportunidades de Direitos) foram acelerados, e o mais importante: investimentos na criação de área integradas entre a Polícia Civil e a Brigada Militar foram priorizados.”

Criação do Sistema Único de Segurança Pública

“Todos esses esforços resultaram na criação, no meio de 2018, do Susp (Sistema Único de Segurança Pública). Durante o ano, as eleições acabaram servindo como instrumento de pressão para os governos liberarem recursos para o setor, já que o tema era visto como prioritário para o eleitorado. Em dezembro de 2018, o país ganhou uma Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social pautada, exatamente, na articulação federativa e republicana; na ideia de que uma nova governança da segurança pública é necessária e possível.”

Pressão da opinião pública

“A pressão exercida por projetos como o Monitor da Violência, que passou a cobrar das autoridades estaduais a publicação de dados sobre homicídios e a ouvi-los sobre os resultados de suas políticas, expôs esses agentes à opinião pública. A rotina estabelecida na produção de informações acaba criando uma nova cultura para lidar com o problema, que passa a ser mais bem diagnosticado e enfrentado com maior inteligência e estratégia. Outros instrumentos importantes que já realizavam essa cobrança eram o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e o Atlas da Violência, produzidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (parceiro do Monitor da Violência) e pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea).”

Ceará: a maior redução

Assim como no balanço do primeiro bimestre deste ano, o Ceará teve a maior queda no número de mortes violentas do país: 56%. O estado teve 546 assassinatos no primeiro trimestre de 2019, contra 1.237 no mesmo período do ano passado.

Em janeiro, o Ceará teve centenas de ataques coordenados por facções criminosas por conta de medidas anunciadas no governo para tornar a fiscalização nos presídios mais rígidas. Por isso, para o pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o que houve no estado foi “um regime de não conflito” entre as facções criminosas.

“Quando o Ceará estava sob forte ataque, era observado que havia situações que demonstravam um certo nível de cooperação desses grupos, sobretudo permitindo que determinados membros de uma facção passassem pelo território do outro sem sofrer alguma ação violenta”, diz Paiva.

De acordo com o secretário da Segurança Pública do estado, André Costa, a redução do número de homicídios ocorre desde 2018 devido a um “conjunto de ações” elaboradas em 2017. Entre as estratégias, diz, estão o combate à “mobilidade do crime”, evitando furto e roubo de veículos e recuperando automóveis roubados; investimento em ciência e tecnologia para estudar a atuação de criminosos; e ações da Secretaria da Administração Penitenciária, que dificultam a comunicação de presidiários que comandam facções criminosos e ordenam crimes de dentro das prisões.

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é dezembro de 2018.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril.

G1

Opinião dos leitores

  1. Gostaria de saber qual é o projeto contra o crime do governo Bolsonaro, essas iniciativas são todos dos governos estaduais.

    1. Percepção de maior punibilidade. Ações do GF no CE, que têm efeitos práticos e 'pedagógicos'.

    1. Pois é. Cai por terra o discurso de que foi o governo do Estado do RN quem reduziu a criminalidade.

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Polícia

Brasil registra queda de 25% nos assassinatos nos dois primeiros meses de 2019, e RN surge em 2º em redução

Brasil registra redução no número de mortes violentas no 1º bimestre — Foto: Rodrigo Sanches/G1

O Brasil teve uma queda de 25% no número de assassinatos nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Essa é a primeira parcial divulgada no ano.

De acordo com a ferramenta, houve 6.856 mortes violentas no primeiro bimestre de 2019. O dado só não comporta o Paraná. O governo do estado informa que os números de janeiro e fevereiro ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação. Tirando o Paraná, houve 9.094 assassinatos no mesmo período de 2018. Ou seja, uma queda de 25%.

A queda é puxada principalmente pelos estados do Nordeste, que, juntos, registram a redução mais significativa do número de mortes (34%) – somente no Ceará o índice diminuiu 58%.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O levantamento revela que:

houve uma redução de 2.238 vítimas no período
quatro estados apresentaram uma redução superior a 30%
o Ceará teve a maior queda no país: 58%
apenas dois estados (Amazonas e Rondônia) tiveram aumento no número de mortes violentas

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é dezembro de 2018.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço ainda será realizado dentro do Monitor da Violência, separadamente, como em 2018.

Tendência de queda

Nem todos os estados possuem os dados de março. Até agora, só 16 têm a estatística. Com a exceção do DF, todos registraram queda em comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 2.190 mortes violentas, ante 2.969 de 2018, se forem contabilizadas apenas essas unidades da federação – uma queda de 26%.

Levando em conta esses dados, a queda no trimestre continua sendo de 25% no Brasil.

Os números mostram um declínio dos assassinatos. Em 2018, a queda foi a maior em 11 anos se for levada em conta a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, apesar da tendência de queda, “os dados estão longe de apontarem para um quadro de redução ao longo do ano e apenas aumentam a responsabilidade dos novos governos estaduais e federal para a manutenção ou melhoria dos resultados”.

Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dizem que o país está diante de um “bom enigma”. “É preciso identificar com precisão o que provocou esta inflexão para que políticas públicas possam ser mais bem efetivas. E isso só será possível com o investimento contínuo em monitoramento e avaliação de programas e ações.”

Causas da redução

Bruno Paes Manso diz que é preciso lembrar que 2017 foi um ano atípico, em que o Brasil atingiu o ápice de mortes.

“A crise nos presídios acabou se desdobrando do lado de fora, criando problemas em vários estados. E ela produziu um tipo de intervenção mais concentrada e urgente, no centro nevrálgico desses conflitos. Uma intervenção decorrente de dez anos de discussões de uma rede de instituições criminais e da sociedade civil. Ou seja, não era necessário tirar medidas da cartola. Esse debate vinha sendo feito há muito tempo. E essas medidas acabaram cessando de algum modo a febre, fazendo com que a temperatura voltasse gradualmente a um patamar mais baixo”, afirma Bruno Paes Manso.

Samira Bueno acredita que alguns fatores, como a criação do Ministério da Segurança Pública na gestão passada, ajudam a explicar essa queda. “Por mais que dinâmicas do crime organizado ajudem a explicar parte da redução, há outros fatores que precisam ser levados em conta. Pode existir, claro, uma relação com o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), já que sua implementação ocorreu num contexto de muita mobilização dos estados, pressionados pelos índices de criminalidade e pelo período eleitoral”, diz.

“Também houve a aplicação de mais dinheiro federal, apesar da crise fiscal. Houve o descontingenciamento de R$ 2,8 bilhões do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) e uma mudança na lei pra que parte do recurso do fundo fosse utilizado em ações na área segurança. Foi criado também na gestão Temer o Ministério da Segurança Pública, que teve um papel muito importante nisso tudo. Ou seja, houve uma tentativa do governo federal de liderar o processo e coordená-lo minimamente”, diz Samira Bueno.

‘Regime de não conflito’ no Ceará

O Ceará teve a maior queda no número de mortes violentas do país: 58%. O estado, que teve 844 assassinatos no primeiro bimestre de 2018, registrou 355 nos primeiros dois meses deste ano. A redução é significativa. Em janeiro, o Ceará teve centenas de ataques coordenados por facções criminosas por conta de medidas anunciadas no governo para tornar a fiscalização nos presídios mais rígidas.

Para o pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o que houve no Ceará foi o estabelecimento de “um regime de não conflito” entre as facções criminosas.

“Os eventos de janeiro, quando Fortaleza ficou sob ataques de grupos armados, demonstram que esses grupos continuam existindo e atuando, e exercendo o domínio territorial nas periferias urbanas. O que nós estamos experimentando agora é a reacomodação das forças”, diz Luiz Fábio Paiva, da Universidade Federal do Ceará.

Por isso, Paiva não considera a situação como “uma pacificação, mas sim uma acomodação”.

“Quando o Ceará estava sob forte ataque, era observado que havia situações que demonstravam um certo nível de cooperação desses grupos, sobretudo permitindo que determinados membros de uma facção passassem pelo território do outro sem sofrer alguma ação violenta”, diz Paiva.

Ainda segundo o especialista, “dizer isso não é desqualificar os serviços de segurança pública, as forças policiais e o sistema de Justiça, mas reconhecer que eles não têm como serem os responsáveis por um processo que é muito maior”.

De acordo com o secretário da Segurança Pública do estado, André Costa, a redução do número de homicídios ocorre desde o ano passado devido a um “conjunto de ações” elaboradas em 2017. Entre as estratégias, segundo Costa, estão o combate à “mobilidade do crime”, evitando furto e roubo de veículos e recuperando automóveis roubados; investimento em ciência e tecnologia para estudar a atuação de criminosos; e ações da Secretaria da Administração Penitenciária, que dificultam a comunicação de presidiários que comandam facções criminosos e ordenam crimes de dentro das prisões.

“Os resultados vão acontecendo porque, à medida que o tempo passa, [com] as inovações que a gente trouxe, os policiais passam a confiar, acreditar, e leva tempo também para ter todo o aprendizado cultural de trabalhar com novas ferramentas”, afirma.

Embora os números deste ano sejam menores que os de 2018, ainda há casos de repercussão no estado. A vendedora Lidiane Gomes da Silva, de 22 anos, por exemplo, foi assassinada pelo ex-companheiro dentro de um shopping em Maracanaú. Antes do assassinato, ela relatou a um amigo, em conversa pelo WhatsApp, que sofria ameaças após a separação. O homem se matou após o crime.

Nordeste em queda

Assim como o Ceará, todos os outros estados do Nordeste registraram uma queda no período analisado. Rio Grande do Norte e Pernambuco também tiveram quedas expressivas, de 42% e de 33%, respectivamente.

Segundo o coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, secretário de Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, uma maior integração entre os órgãos públicos é um dos fatores por trás da queda.

“A redução dos índices de criminalidade (…) deve-se a um melhor planejamento das ações das instituições de segurança pública, uma maior integração – tanto das instituições do estado, como das instituições federais que estão aqui no Rio Grande do Norte, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as próprias Forças Armadas –, o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, a abnegação dos policiais nessas ações, um maior controle do sistema prisional e, também, o apoio inconteste do governo do estado a todas essas ações de nossas instituições”.

Em Pernambuco, segundo o secretário de Defesa Social do Estado, Antônio de Pádua, uma série de investimentos foi feita no estado nos últimos anos, principalmente na área de pessoal. Segundo ele, novas contratações possibilitaram aumentar a presença da polícia no interior e criar cinco novas unidades da Polícia Científica.

“[O investimento em pessoal] também possibilitou uma melhora na qualidade de resolução do inquérito policial. Tivemos um índice de mais de 50% de resolução em 2018. No primeiro bimestre de 2019, estamos chegando a quase 60% dos inquéritos. (…) Isso significa que a polícia está encontrando os autores dos crimes e representando pela prisão”, diz Antônio de Pádua, do governo de Pernambuco.

José Nóbrega, doutor em ciência política pela UFPE e coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Federal de Campina Grande, destaca que os dados do primeiro bimestre deste ano ainda são provisórios e podem ser ajustados, mas que há uma tendência de queda desde 2018. Determinar o que está por trás dos números e da queda, porém, é difícil por conta da falta de informações.

“Não temos informação de qualidade para atribuir a redução a algum fator, seja ele referente às tomadas de decisão do estado ou a fatores socioeconômicos. Precisamos analisar o nível do impacto do governo na redução de crimes e, por exemplo, o quanto o Produto Interno Bruto influenciou nisso, qual a taxa de desocupação das pessoas. Sem isso, fica tudo muito lacunar”, diz.

Já no Amapá, que também teve uma queda superior a 30% no número de mortes, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública atribui o fato a políticas de segurança pública implementadas pelo governo, “como a contratação de novos policiais, aquisição de novas viaturas, operações policiais rotineiras, treinamento das forças de segurança e o serviço de inteligência das polícias”.

Leve aumento

Apenas dois estados tiveram aumento no número de mortes violentas nos primeiros dois meses deste ano: Rondônia (3,9%) e Amazonas (3,3%). Os aumentos foram leves e não chegaram a dois dígitos em nenhum dos casos, mas, mesmo assim, mostram um movimento contrário ao resto do país.

Apesar de estar entre os estados que apresentaram alta, o governo do Amazonas destaca que, considerando os dados do trimestre e não do bimestre, os números de morte violenta caíram em comparação com o mesmo período do ano passado.

“O número de homicídios registrado em janeiro, período de transição, quando a nova administração estava começando a implantar as novas diretrizes de segurança, influenciaram nesse resultado [de queda no bimestre]. Contudo, a partir de fevereiro, houve redução da criminalidade, tanto em casos de homicídio, latrocínio, como nos casos de roubos”, afirma a Secretaria de Segurança Pública do estado. “Vale destacar que, somente em março, o número de homicídios na capital amazonense (58) foi o menor desde 2011.”

Entre as medidas adotadas pela gestão, a secretaria destaca a realização de nove operações policiais. Em fevereiro, também foi feita uma operação específica para combater homicídios, chamada de “Pronta Resposta”. Na ocasião, foram presos 52 suspeitos de envolvimento em homicídios, latrocínios, roubos e tráfico de drogas.

Os dados

Quatro estados registraram uma redução superior a 30% no número de mortes violentas. Veja a relação completa (a ordem está da maior redução para a menor; os dois estados com alta, assim como o Paraná, que não enviou os dados, estão no fim da tabela):

Colaboraram G1 AM, G1 AP, G1 CE, G1 PE, G1 RN e G1 RO

G1

Opinião dos leitores

  1. Nao vao admitir jamais que já é efeito Bilsonaro. Imagina quando aprovarem o pacote anticrime. Só isso já valew a eleição.

  2. Mas a queda na taxa de homicídios eh mérito somente do governo Fátima do PT… No mínimo, foi por causa do governo dela que o Brasil está reduzindo essa taxa, certeza! (Ironia)

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Polícia

Sobe para 16 número de PMs assassinados no Rio só neste ano

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou a morte do sargento Fábio Miranda Silva, ferido por criminosos no bairro do Méier, zona norte da cidade, durante sua folga, no início da tarde de hoje (13). Assim, sobe para 16 o número de policiais militares assassinados no Rio este ano.

De acordo com a corporação, Silva estava andando em uma rua do bairro quando criminosos armados passaram atirando. Investigações preliminares feitas no local indicam que teria ocorrido tentativa de roubo.

O sargento foi levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos. Ele era lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), tinha 41 anos, estava na Corporação desde 2002 e deixa dois filhos. Até o momento, não foi informado nem o horário nem o local do sepultamento.

Dos 16 policiais que perderam a vida este ano, sete estavam de serviço, oito estavam de folga e um era reformado. Dois policiais civis também foram assassinados desde janeiro, totalizando 18 agentes de segurança mortos em 2018

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Polícia

Homem e mulher são assassinados em Natal, e vigia troca tiros com suspeitos e morre em Mossoró

Dois jovens, um homem de 20 anos e uma mulher de 27, foram assassinados na noite dessa quarta-feira (17), em Natal. De acordo com a Polícia, o primeiro homicídio, com suspeita de acerto de contas, aconteceu na Rua Francisco Assis da Silveira, no bairro Planalto, na Zona Oeste. Na ocasião, Alesson Inácio de Moura foi baleado por dois homens que fugiram em uma motocicleta.

Segundo a Polícia, a vítima também estava em uma moto, quando foi surpreendida pelos dois criminosos.  Segundo a PM, a vítima já havia sido presa por assalto. A versão também foi confirmada por familiares.

Já o segundo assassinato teve como vítima Emanuela Fernanda Santos do Nascimento, morta a tiros próximo da casa onde morava, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte. Não se tem informação de como o crime ocorreu.

Segundo a polícia, as vítimas já tinham passagens em delegacias.

MOSSORÓ

Um vigilante de 44 anos foi morto a tiros, possivelmente, após reagir a uma tentativa de assalto na noite dessa quarta-feira (17) na cidade de Mossoró. Segundo a Polícia Militar, o crime foi registrando em frente a um supermercado, no bairro Dom Jaime Câmara, local onde a vítima trabalhava. A suspeita é de que os criminosos tenham tentado levar a arma do trabalhador. Na ocasião, três homens, em duas motocicletas, teriam feita a abordagem, fazendo com que o vigia reagisse com disparos contra os criminosos. Infelizmente, na troca de tiros, os marginais tiveram mais sorte.

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Polícia

Mulher é assassinada a facadas na Praia do Meio e jovem é morto a tiros na frente da mãe, irmã e criança em Macaíba

Dois homicídios, um em Natal e outro na região metropolitana, em Macaíba, chamaram a atenção na noite dessa terça-feira (9). O primeiro foi o assassinato de uma mulher a facadas na praia do Meio, na Zona Leste. De acordo com a Polícia Militar, a vítima trabalhava como garota de programa na região. Ela teria sido esfaqueada por um homem com quem estava usando drogas. O registro aconteceu na Rua 25 de dezembro. Informações dão conta de uma discussão entre os envolvidos momentos antes do crime. O autor do homicídio fugiu com destino ignorado.

Já em Macaíba, no loteamento Esperança, o segundo crime teve como vítima um jovem de 21 anos, identificado como Deoclécio Carvalho de Oliveira, de 21 anos. Informações dão conta que ele teria sido morto dentro de casa na frente dos familiares. Na ocasião, quatro homens encapuzados invadiram o imóvel, ignoraram as presenças da mãe, uma criança de 10 anos e sua irmã, e cometeram o homicídio. A motivação do crime será investigada pela Delegacia Especializada de Homicídios de Natal (Dehom).

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Polícia

Homens invadem imóvel na Grande Natal e executam guarda municipal e mulher; outro é baleado e se encontra em estado grave

Uma jovem de 19 anos e um guarda municipal de Ceará-Mirim foram executados na madrugada desta quarta-feira (2), por volta de 1h, dentro de uma residência conhecida pela Polícia na cidade como ponto de boca de fumo.  De acordo com a Polícia Militar, uma terceira vítima também foi atingida por disparos de arma de fogo na região do rosto e se encontra em estado grave. Informações preliminares dão conta que o crime foi cometido na rua Macaíba, no conjunto Novos Tempos. Na ocasião, homens armados teriam invadido o local e atiraram em que estava por lá.

Segundo a Polícia, o que se sabe é que a mulher morte tem 20 anos, e responsável pelo imóvel. O seu companheiro, de 19 anos, seria o baleado e que se encontra em estado grave, enquanto o guarda municipal tinha 31 anos. A Polícia investigará o crime em cima de uma linha de investigação sobre entorpecentes. Os assassinos fugiram com destino ignorado.

Opinião dos leitores

  1. Bruno, esse é o segundo Guarda Municipal a ser executado naquela cidade, Policia Civil tem que investigar…

    segue a notícia:

    Homicídio registrado neste sábado(28) na cidade de Ceará-Mirim, na Grande Natal. A vítima foi o Guarda Municipal Alexandro Pontes Nunes, de 33 anos de idade, assassinado com nove tiros na rua Manoel Francisco Sobral, no centro da cidade.
    O sepultamento acontece na manhã deste desta segunda-feira(30) em meio a muita dor e comoção de familiares e amigos. Segundo informações, dois homens em uma moto Tipo Honda Fan de cor preta são os suspeitos do crime.fonte: blog do assis.

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Polícia

Integrante da Máfia Vermelha é assassinado em Nova Natal e jovem é morto em Ponta Negra

Um jovem de 22 anos, identificado como Clebson Avelino Aguiar, foi assassinado por volta das 18h dessa segunda-feira (30 de junho) enquanto estava lavando uma motocicleta na porta de casa, na rua Royal Cinema, em Nova Natal. De acordo com informações preliminares, a vítima foi surpreendida por quatro homens em duas motocicletas. Na ocasião, os suspeitos  desceram e atiram no rapaz, que tentou ainda correr até um residência vizinha, mas tombou diante dos ferimentos. Os atiradores fugiram com destino ignorado.

Segundo informações da Polícia, a vítima fazia parte da Torcida Máfia Vermelha. O jovem, inclusive, teria escapado de um atentado na semana passada na cidade de Extremoz,na Grande Natal. A motivação do crime será investigada pela Polícia Civil.

Jovem assassinado em Ponta Negra

Um jovem  de 23 anos, identificado como Vilian da Costa Nunes,  também foi morto a tiros na noite dessa segunda-feira (30) , dessa vez, no bairro de Ponta Negra. De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi surpreendida  logo que saiu de casa em sua motocicleta e morreu de forma instantânea.  O que se sabe até agora é que dois homens participaram do homicídio. A motivação do crime será investigada pela Polícia Civil.

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Polícia

VIOLÊNCIA: Na região metropolitana, duplo homicídio, um morto e dois esfaqueados em bar; na capital, execução próxima de posto policial

A Polícia Militar registrou três assassinatos na Grande Natal, um deles um duplo homicídio, e ainda uma outra morta violenta na capital, na noite dessa terça-feira(27). Na ocasião, os crimes ainda deixaram três feridos, reforçando a onda de violência que alastra e coloca o Estado na liderança no crescimento de crimes desse tipo.

Quanto aos crimes, de acordo com a PM, o duplo homicídio foi registrado na comunidade do Bonfim, na cidade de Nísia Floresta, e teve como vítimas Márcio de Almeida Lopes, de 20 anos, e o adolescente Diego Olímpio da Silva, de 15 anos. Informações dão conta que os rapazes estavam na casa da namorada do primeiro quando homens armadores invadiram o local e abriram fogo, baleando, inclusive, a namorada de Márcio, uma adolescente de 17 anos,  que estava com a filha de um ano e seis meses –esta, felizmente não foi atingida. Após a fuga dos assassinos, a jovem foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Não se tem informação do seu quadro. A Polícia acredita que a motivação do crime tenha sido acerto de contas. Márcio havia cumprido pena na PB  por envolvimento com roubos.

Ainda na Grande Natal, uma briga em um bar no município de Extremoz deixou um morto e dois esfaqueados, na comunidade conhecida como Carão. Segundo a PM, as vítimas foram atacadas por um homem que bebia com eles. Após o crime, o acusado fugiu com destino ignorado. Informações dão conta que um dos feridos por faca se encontra em estado grave.

Já na capital potiguar, no bairro do Planalto, Leonardo Bezerra da Silva, de 22 anos, foi assassinado com cinco tiros em uma localidade próxima ao posto policial do bairro. Segundo a Polícia, o jovem passava pelo local quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que se aproximaram e atiraram no rapaz, que morreu na hora. Acredita-se que o crime tenha sido motivado por acerto de contas. Informações extraoficiais dão conta que o jovem tinha envolvimento com tráfico de drogas.

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