Número de assassinatos cai 19% no Brasil em 2019 e é o menor da série histórica

Foto: Aparecido Gonçalves/G1

O Brasil teve uma queda de 19% no número de vítimas de crimes violentos em 2019 em comparação com o ano de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Em todo o ano passado, houve 41.635 assassinatos no país, contra 51.558 em 2018 – ou seja, quase 10 mil mortes a menos. Trata-se do menor número de crimes violentos intencionais de toda a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que coleta os dados desde 2007.

Estão contabilizadas no número as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. A queda no consolidado do ano reforça uma tendência que tem sido mostrada pelo G1 desde o balanço de 2018.

No último trimestre, porém, a queda não foi tão acentuada quanto no restante do ano: 11,8%. Nove estados, inclusive, registraram uma alta no número de assassinatos de outubro a dezembro.

O levantamento, que compila os dados mês a mês, faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

o país teve 41.635 assassinatos em 2019, o menor número de toda a série histórica, iniciada em 2007
houve 9.923 mortes a menos na comparação com 2018, uma queda de 19,2%
todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no ano
1/3 deles, porém, registrou uma alta no último trimestre
só dois estados registraram uma queda superior a 30% no consolidado do ano: Ceará e Roraima

Queda

A queda registrada no número de assassinatos no Brasil em 2019 é a maior se for levada em conta a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número de vítimas também é o menor desde 2007, ano em que foi iniciada a coleta dos dados.

O número impressiona, inclusive, porque até 2011 os dados do Fórum se referem a ocorrências (em que é possível ter mais de uma vítima). Ou seja, ainda assim, o número de 2019, que se refere a vítimas, é menor.

Razões para a queda

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Silva disse:

    Parabéns, Bolsonaro !!! O estatuto do desarmamento só desarmou o cidadão de bem.

  2. Juvêncio disse:

    Vejam como são as coisas, o Brasil cheio de alienados funcionais.
    Paula Tejando está dando o mérito da diminuição da corrupção a Temer, o investigado e processado. As ações tomadas por Moro em 2019 não valeram de nada, tudo é reflexo do governo Temer que entrou mudo em 2016 e saiu calado em 2018, depois foi preso e solto duas vezes. É muito alienação proposital, muita alucinação, muita inversão no sentido da vida.
    Assim como Paula, alguns atuam como se o Brasil de 2006 a 2016 não tivesse existido, foi um período em branco, sem nada, não teve queda da indústria, o comércio não fechava um ponto comercial a cada hora, não havia desemprego, não tinha inflação, o país não estava em profunda resseção, as empresas estatais não davam prejuízo e não havia corrupção. Se algo de errado aconteceu foi culpa dos militares e de FHC e tudo que possa a vir a ocorrer de positivo, é obra de Temer. A realidade não existe para essas pessoas, vivem em estado terminal de alucinação!

  3. Gustavo disse:

    Viva Moro! Méritos ao Presidente também, que o nomeou.

    • Humberto disse:

      Se o número de ocorrências violentas cai, foi Bolsonaro e Moro. Se aumenta, culpa dos Governos.
      OU SEJA, A COMPLETA IGNORÂNCIA EM RELAÇÃO A COMO FUNCIONA O SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA NO PAÍS, RESULTA NESSAS CONFUSÕES.
      Existem as esferas Municipais, Estaduais e Federais. Cada ente possui uma competência e responsabilidade. E isso se estende também as áreas da Educação e da Saúde Pública.
      Entender isso é importante para quando estivermos avaliando os quadros e fazendo as leituras de dados estatísticos, saibamos distinguir corretamente o que as informações disponibilizadas estão querendo dizer objetivamente.
      Esses temas são complexos e possuem muitos considerandos a serem observados.

  4. Bento disse:

    Parabéns ao novo Governo Federal.
    Honens de bem trabalhando em prol da família e por um Brasil melhor

    • Paula Tejando disse:

      Não podemos deixar de agradecer a Michel Temer que foi quem colocou em prática todas essas ações que já se refletiram na queda de assassinato em 2018. Temer foi o melhor presidente da república e Bolsonaro está indo bem porque está dando continuidade ao que temer propos

    • Silva disse:

      Temer "golpista" ?

    • Sérgio disse:

      Por um Brasil melhor pra família deles. Taí o Queiroz, rachadinhas etc.

    • François Cevert disse:

      "Homens de bem trabalhando em prol das familias"…? Só se for a familícia dele!!!
      #CadêOQueiroz?

Assassinatos de trans e travestis caem 24,5% no Brasil

Foto: Bandeira do Orgulho Trans

Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgados no site da entidade, o número de mortes de pessoas trans caíram 24,5 % no ano de 2019, em relação a 2018, e 31% em relação a 2017.

São dois anos consecutivos da redução. Os números são divulgados todo ano no Dia Nacional da Visibilidade Trans. Os gráficos levam em conta mortes que não aparecem na mídia, ou seja relatos de ONGs e associações, até mesmo de pessoas físicas.

De acordo com o Guia Gay, questionada se esse método não desmoralizaria todo o processo de construção do mapa, uma das autoras do relatório, Sayonara Nogueira não respondeu a essa pergunta.

Vale lembrar que recentemente uma mulher trans foi impedida de usar o banheiro feminino em um shopping no estado de Maceió. A vítima do preconceito não deixou passar batido, e recebeu apoio nas redes sociais.

Observatório IG – BOL – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Essa turminha "adora" a dupla Moro/Bolsonaro…é agora???

  2. joão carlos disse:

    pensei que bolsonaro ia matar todos…

  3. LAMPIÃO disse:

    TODO SER HUMANO MERECE UMA VIDA DIGNA: UMA VIDA NA QUAL TENHA ASSEGURANDO TODOS OS DIREITOS QUE A DURAS PENAS FORAM CONQUISTADOS PELA VIDA EM SOCIEDADE.
    QUE BOM QUE OS IRMÃOS TRANSEXUAIS TIVERAM ÍNDICES ESTATÍSTICOS DE HOMICÍDIOS CONTRA OS QUE ASSIM SE DENOMINAM REDUZIDOS. QUE BOM! AFINAL, É UM DIREITO TÃO BÁSICO O DIREITO À VIDA.
    CUIDEMOS PARA QUE OUTROS SETORES SOCIAIS TAMBÉM CONQUISTEM ESSE PATAMAR MÍNIMO DE DIGNIDADE

  4. Suely disse:

    Agora deu PT, na cabeça dos PTralhas. Kkkkkk

  5. Só Comento disse:

    Deu bug na esquerda, defendem o governo do Irã que enforca os homossexuais em praça pública mas odeiam a Bolsonaro que reduziu a morte dos homossexuais em 24,5%.

  6. Manoel disse:

    Eita. Será que Bolsonaro é o culpado pela redução desse tipo de crime também?? E agora pt?

  7. David disse:

    Moro 2022! Por isso que na Baderna petralhas matavam tantos homossexuais, eles se inspiravam no aliado irã e libia, homossexual lá são apedrejados até a morte, degradante e estarrecedor essas práticas que os petralhas incentivam.

Com queda de assassinatos no Brasil em oito meses, RN fica entre estados com maior redução

Foto: Rodrigo Cunha/G1

O Brasil teve uma queda de 22% no número de mortes violentas registradas nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Somente em agosto, houve 3,1 mil assassinatos, contra 3,9 mil no mesmo mês do ano passado. Já no período que engloba os oito meses, foram 27.517 mortes violentas — 7,9 mil a menos que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (35.422).

A tendência de queda nos homicídios do país tem sido mostrada pelo G1 desde o balanço de 2018 – a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%. Já no 1º semestre deste ano, a queda foi de 22% – percentual que se mantém.

O número de assassinatos, porém, continua alto: 114 pessoas morreram por dia, em média, no país em 2019.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

o país teve 27,5 mil assassinatos de janeiro a agosto, 22% a menos que em 2018

houve 7.905 mortes a menos na comparação dos dois anos

todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no período

três estados mantiveram uma queda superior a 30% no ano: Ceará, Rio Grande do Norte e Acre

Razões para a queda

Nos três estados com a maior queda (Acre, Ceará e Rio Grande do Norte), integrantes e ex-integrantes dos governos e entidades apontam algumas medidas para explicar o fenômeno. São elas:

ações mais rígidas em prisões, como constantes operações de revistas e implantação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)

isolamento ou transferência de chefes de grupos criminosos para presídios de segurança máxima

criação de secretaria exclusiva para lidar com a administração penitenciária

criação de delegacia voltada para investigar casos de homicídios

integração entre as forças de segurança e justiça

maior investimento em inteligência policial

adoção de programas de prevenção social

Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atribui a queda no número de mortes violentas no país a esforços de governos locais e do governo federal, citando recordes de apreensão de drogas e transferência de chefes de facções criminosas para presídios federais como medidas que surtiram efeitos nos índices de criminalidade. Moro também afirma que o governo está com uma política de tentar retomar o controle de vários presídios do país.

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês em que há informações disponíveis para todos os estados é junho.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque é mais difícil obter números em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência em abril. O balanço do 1º semestre de 2019 também já foi divulgado, neste mês.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Venham, turistas! Aqui é Natal, ninguém se dá muito mal.

  2. Luiz Moreira disse:

    Os estados com as maiores reduções eram os que tinham os níveis mais altos. São Paulo tinha um nível já baixo e portanto caiu menos. A principal razão das quedas no Nordeste foi a ação do governo federal isolando líderes de facções, indo atrás do dinheiro delas, apreendendo cocaína como nunca antes na história desse país. Os estados governados pelo PT estão simplesmente aproveitando o resultado dessas medidas.

  3. Brasil acima de tudo disse:

    Isso é mérito do governo federal, pois foi em todo o Brasil, ou dos governos estaduais, já que o responsável pela segurança é o estado?

  4. Vitor Araujo disse:

    Bolsonaro 2022

  5. CHICO100 disse:

    Isso mostra que o problema não está em partido político, está em votar nas pessoas certas.

  6. CHICO100 disse:

    Dos 03 estados com maior redução da violência, 02 são do PT, inclusive o primeiro lugar disparado que é o Ceará. Neste o Governador do PT fez a maior promoção de policiais militares de todos os tempos, inclusive o que mais contratou policiais por concursos de toda existência do ceará. Pode isso laranjinhas? kkkkk

Assassinatos caem 24% no 1º trimestre do ano no Brasil

Brasil registra redução no número de mortes violentas no 1º trimestre — Foto: Igor Estrella e Guilherme Gomes/G1

O Brasil registra uma queda de 24% nas mortes violentas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal

Isso quer dizer que o país teve 3,2 mil mortes violentas a menos em janeiro, fevereiro e março deste ano em relação a 2018. O número de assassinatos, porém, continua alto.

De acordo com o levantamento feito pelos repórteres do G1, houve 10.324 mortes violentas no primeiro trimestre deste ano. Apenas o Paraná não informa os dados deste intervalo de tempo. Já no mesmo período de 2018, houve 13.552 assassinatos — também desconsiderando o Paraná, para que seja feita a comparação.

O governo do Paraná informa que os números de janeiro, fevereiro e março ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação.

A tendência de queda nos homicídios do país foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, e no balanço das mortes violentas de 2018, que teve a maior queda dos últimos 11 anos da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%.

Os levantamentos fazem parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

houve 3.228 mortes a menos no 1º trimestre de 2019

todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no 1º trimestre

quatro estados tiveram quedas superiores a 30%: Ceará, Amapá, Sergipe e Rio Grande do Norte

em números absolutos, o estado com a maior redução foi o Ceará, com 691 vítimas a menos

Causas

Entre os motivos por trás da queda, segundo o pesquisador do NEV-USP Bruno Paes Manso e o diretor-presidente do FBSP Renato Sérgio de Lima, estão:

Diminuição da tensão entre as facções depois da crise nos presídios

“A rebelião de presos no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, em janeiro de 2017, atiçou a rivalidade entre grupos criminais, principalmente nos estados do Norte e Nordeste, onde o mercado de drogas e o interior dos presídios já era bastante competitivo e violento. A velocidade dos conflitos e a tensão nos presídios foi diminuindo ao longo de 2017 e 2018 com a interrupção de novos massacres.”

Mais instrumentos para atuar no comando das facções

“As autoridades estaduais passaram a ter mais instrumentos para atuar diretamente nas cadeias de comando nas prisões que davam os rumos dos conflitos criminais. Como o novo modelo de negócios criminais parte de decisões tomadas no interior dos presídios, as lideranças ficaram mais vulneráveis a ações do estado por meio de punições e transferências para presídios federais. Fica, portanto, mais difícil para esses grupos persistirem com os conflitos.”

Crise de 2017 como ponto de alerta

“A crise de 2017 fez com que os governos estaduais assumissem a nova configuração criminal em seus estados, articulada a partir dos presídios. A necessidade de interrupção das cadeias de comando vindas do sistema penitenciário se tornou preocupação urgente, aproximando autoridades de diferentes instituições, como Ministério Público e Executivo.”

Compartilhamento de políticas públicas entre todas as esferas

“Essas políticas compartilhadas que passam pela coordenação e integração de esforços entre União, DF, estados e municípios já vinham sendo articuladas desde a criação dos Gabinetes de Gestão Integradas, criados durante a Copa do Mundo de 2014. A crise dos presídios e o crescimento da violência em 2017 acabou provocando essas esferas de diferentes poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e órgãos do estado (ministérios públicos, polícias, defensorias, guardas municipais, entre outros) a trabalharem juntas na tentativa diminuir uma situação que ameaçava fugir do controle.”

Interesses mútuos dos governos e das facções

“A redução dos conflitos e da violência interessava também às próprias facções, que, por atuarem em mercados rentáveis, têm muito dinheiro a perder com os custos envolvidos nas disputas com rivais. Nesse sentido, o esforço do Estado para cessar a crise ia ao encontro do interesse das organizações, que preferem ganhar dinheiro com o crime do que se envolver em conflitos predatórios e caros.”

Programas estaduais de redução da violência

“Houve um empenho localizado dos estados na execução de programas de redução da violência letal conforme suas realidades orçamentárias. Pernambuco revisou estratégias e retomou o Pacto pela Vida, programa premiado de redução de violência. No Recife, o Centro Comunitário da Paz (Compaz), ganhou destaque nas políticas públicas. Em Alagoas, o governo estadual implantou o Programa Força Tarefa, que busca esforços conjuntos. No Acre, o Ministério Público estadual passou a auditar as estatísticas policiais e cobra medidas quase que em tempo real quando ajustes são necessários, aumentando a ideia de planejamento integrado. Em Santa Catarina, a Polícia Militar tem investido em câmeras corporais instaladas nas fardas dos policiais, bem como em tablets de registro de ocorrências, programas de vizinhança que utilizam o WhatsApp para comunicação instantânea e já atingem uma rede de mais de 100 mil pessoas; e em operações ‘ferrolho’, que mapeiam todas as rotas e caminhos possíveis para a entrada de drogas e armas no estado. No Rio Grande do Norte, após as crises prisionais, o governo federal manteve ações durante um período prolongado no estado. No Rio Grande do Sul, programas de prevenção como o POD (Programa de Oportunidades de Direitos) foram acelerados, e o mais importante: investimentos na criação de área integradas entre a Polícia Civil e a Brigada Militar foram priorizados.”

Criação do Sistema Único de Segurança Pública

“Todos esses esforços resultaram na criação, no meio de 2018, do Susp (Sistema Único de Segurança Pública). Durante o ano, as eleições acabaram servindo como instrumento de pressão para os governos liberarem recursos para o setor, já que o tema era visto como prioritário para o eleitorado. Em dezembro de 2018, o país ganhou uma Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social pautada, exatamente, na articulação federativa e republicana; na ideia de que uma nova governança da segurança pública é necessária e possível.”

Pressão da opinião pública

“A pressão exercida por projetos como o Monitor da Violência, que passou a cobrar das autoridades estaduais a publicação de dados sobre homicídios e a ouvi-los sobre os resultados de suas políticas, expôs esses agentes à opinião pública. A rotina estabelecida na produção de informações acaba criando uma nova cultura para lidar com o problema, que passa a ser mais bem diagnosticado e enfrentado com maior inteligência e estratégia. Outros instrumentos importantes que já realizavam essa cobrança eram o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e o Atlas da Violência, produzidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (parceiro do Monitor da Violência) e pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea).”

Ceará: a maior redução

Assim como no balanço do primeiro bimestre deste ano, o Ceará teve a maior queda no número de mortes violentas do país: 56%. O estado teve 546 assassinatos no primeiro trimestre de 2019, contra 1.237 no mesmo período do ano passado.

Em janeiro, o Ceará teve centenas de ataques coordenados por facções criminosas por conta de medidas anunciadas no governo para tornar a fiscalização nos presídios mais rígidas. Por isso, para o pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o que houve no estado foi “um regime de não conflito” entre as facções criminosas.

“Quando o Ceará estava sob forte ataque, era observado que havia situações que demonstravam um certo nível de cooperação desses grupos, sobretudo permitindo que determinados membros de uma facção passassem pelo território do outro sem sofrer alguma ação violenta”, diz Paiva.

De acordo com o secretário da Segurança Pública do estado, André Costa, a redução do número de homicídios ocorre desde 2018 devido a um “conjunto de ações” elaboradas em 2017. Entre as estratégias, diz, estão o combate à “mobilidade do crime”, evitando furto e roubo de veículos e recuperando automóveis roubados; investimento em ciência e tecnologia para estudar a atuação de criminosos; e ações da Secretaria da Administração Penitenciária, que dificultam a comunicação de presidiários que comandam facções criminosos e ordenam crimes de dentro das prisões.

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é dezembro de 2018.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos Bastos disse:

    Gostaria de saber qual é o projeto contra o crime do governo Bolsonaro, essas iniciativas são todos dos governos estaduais.

    • Severino disse:

      Percepção de maior punibilidade. Ações do GF no CE, que têm efeitos práticos e 'pedagógicos'.

  2. flavio disse:

    Efeito Bolsnaro……a criminalidade deixou de ser considerada vítima da sociedade.

  3. Marcel disse:

    Olha aí! O governo de Fatão reduziu a criminalidade não só aqui, mas no Brasil todo.

    • Ems disse:

      Pois é. Cai por terra o discurso de que foi o governo do Estado do RN quem reduziu a criminalidade.

Brasil registra queda de 25% nos assassinatos nos dois primeiros meses de 2019, e RN surge em 2º em redução

Brasil registra redução no número de mortes violentas no 1º bimestre — Foto: Rodrigo Sanches/G1

O Brasil teve uma queda de 25% no número de assassinatos nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Essa é a primeira parcial divulgada no ano.

De acordo com a ferramenta, houve 6.856 mortes violentas no primeiro bimestre de 2019. O dado só não comporta o Paraná. O governo do estado informa que os números de janeiro e fevereiro ainda estão sendo tabulados para posterior divulgação. Tirando o Paraná, houve 9.094 assassinatos no mesmo período de 2018. Ou seja, uma queda de 25%.

A queda é puxada principalmente pelos estados do Nordeste, que, juntos, registram a redução mais significativa do número de mortes (34%) – somente no Ceará o índice diminuiu 58%.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O levantamento revela que:

houve uma redução de 2.238 vítimas no período
quatro estados apresentaram uma redução superior a 30%
o Ceará teve a maior queda no país: 58%
apenas dois estados (Amazonas e Rondônia) tiveram aumento no número de mortes violentas

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês disponível é dezembro de 2018.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço ainda será realizado dentro do Monitor da Violência, separadamente, como em 2018.

Tendência de queda

Nem todos os estados possuem os dados de março. Até agora, só 16 têm a estatística. Com a exceção do DF, todos registraram queda em comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 2.190 mortes violentas, ante 2.969 de 2018, se forem contabilizadas apenas essas unidades da federação – uma queda de 26%.

Levando em conta esses dados, a queda no trimestre continua sendo de 25% no Brasil.

Os números mostram um declínio dos assassinatos. Em 2018, a queda foi a maior em 11 anos se for levada em conta a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, apesar da tendência de queda, “os dados estão longe de apontarem para um quadro de redução ao longo do ano e apenas aumentam a responsabilidade dos novos governos estaduais e federal para a manutenção ou melhoria dos resultados”.

Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dizem que o país está diante de um “bom enigma”. “É preciso identificar com precisão o que provocou esta inflexão para que políticas públicas possam ser mais bem efetivas. E isso só será possível com o investimento contínuo em monitoramento e avaliação de programas e ações.”

Causas da redução

Bruno Paes Manso diz que é preciso lembrar que 2017 foi um ano atípico, em que o Brasil atingiu o ápice de mortes.

“A crise nos presídios acabou se desdobrando do lado de fora, criando problemas em vários estados. E ela produziu um tipo de intervenção mais concentrada e urgente, no centro nevrálgico desses conflitos. Uma intervenção decorrente de dez anos de discussões de uma rede de instituições criminais e da sociedade civil. Ou seja, não era necessário tirar medidas da cartola. Esse debate vinha sendo feito há muito tempo. E essas medidas acabaram cessando de algum modo a febre, fazendo com que a temperatura voltasse gradualmente a um patamar mais baixo”, afirma Bruno Paes Manso.

Samira Bueno acredita que alguns fatores, como a criação do Ministério da Segurança Pública na gestão passada, ajudam a explicar essa queda. “Por mais que dinâmicas do crime organizado ajudem a explicar parte da redução, há outros fatores que precisam ser levados em conta. Pode existir, claro, uma relação com o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), já que sua implementação ocorreu num contexto de muita mobilização dos estados, pressionados pelos índices de criminalidade e pelo período eleitoral”, diz.

“Também houve a aplicação de mais dinheiro federal, apesar da crise fiscal. Houve o descontingenciamento de R$ 2,8 bilhões do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) e uma mudança na lei pra que parte do recurso do fundo fosse utilizado em ações na área segurança. Foi criado também na gestão Temer o Ministério da Segurança Pública, que teve um papel muito importante nisso tudo. Ou seja, houve uma tentativa do governo federal de liderar o processo e coordená-lo minimamente”, diz Samira Bueno.

‘Regime de não conflito’ no Ceará

O Ceará teve a maior queda no número de mortes violentas do país: 58%. O estado, que teve 844 assassinatos no primeiro bimestre de 2018, registrou 355 nos primeiros dois meses deste ano. A redução é significativa. Em janeiro, o Ceará teve centenas de ataques coordenados por facções criminosas por conta de medidas anunciadas no governo para tornar a fiscalização nos presídios mais rígidas.

Para o pesquisador Luiz Fábio Paiva, do Laboratório de Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), o que houve no Ceará foi o estabelecimento de “um regime de não conflito” entre as facções criminosas.

“Os eventos de janeiro, quando Fortaleza ficou sob ataques de grupos armados, demonstram que esses grupos continuam existindo e atuando, e exercendo o domínio territorial nas periferias urbanas. O que nós estamos experimentando agora é a reacomodação das forças”, diz Luiz Fábio Paiva, da Universidade Federal do Ceará.

Por isso, Paiva não considera a situação como “uma pacificação, mas sim uma acomodação”.

“Quando o Ceará estava sob forte ataque, era observado que havia situações que demonstravam um certo nível de cooperação desses grupos, sobretudo permitindo que determinados membros de uma facção passassem pelo território do outro sem sofrer alguma ação violenta”, diz Paiva.

Ainda segundo o especialista, “dizer isso não é desqualificar os serviços de segurança pública, as forças policiais e o sistema de Justiça, mas reconhecer que eles não têm como serem os responsáveis por um processo que é muito maior”.

De acordo com o secretário da Segurança Pública do estado, André Costa, a redução do número de homicídios ocorre desde o ano passado devido a um “conjunto de ações” elaboradas em 2017. Entre as estratégias, segundo Costa, estão o combate à “mobilidade do crime”, evitando furto e roubo de veículos e recuperando automóveis roubados; investimento em ciência e tecnologia para estudar a atuação de criminosos; e ações da Secretaria da Administração Penitenciária, que dificultam a comunicação de presidiários que comandam facções criminosos e ordenam crimes de dentro das prisões.

“Os resultados vão acontecendo porque, à medida que o tempo passa, [com] as inovações que a gente trouxe, os policiais passam a confiar, acreditar, e leva tempo também para ter todo o aprendizado cultural de trabalhar com novas ferramentas”, afirma.

Embora os números deste ano sejam menores que os de 2018, ainda há casos de repercussão no estado. A vendedora Lidiane Gomes da Silva, de 22 anos, por exemplo, foi assassinada pelo ex-companheiro dentro de um shopping em Maracanaú. Antes do assassinato, ela relatou a um amigo, em conversa pelo WhatsApp, que sofria ameaças após a separação. O homem se matou após o crime.

Nordeste em queda

Assim como o Ceará, todos os outros estados do Nordeste registraram uma queda no período analisado. Rio Grande do Norte e Pernambuco também tiveram quedas expressivas, de 42% e de 33%, respectivamente.

Segundo o coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, secretário de Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, uma maior integração entre os órgãos públicos é um dos fatores por trás da queda.

“A redução dos índices de criminalidade (…) deve-se a um melhor planejamento das ações das instituições de segurança pública, uma maior integração – tanto das instituições do estado, como das instituições federais que estão aqui no Rio Grande do Norte, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as próprias Forças Armadas –, o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, a abnegação dos policiais nessas ações, um maior controle do sistema prisional e, também, o apoio inconteste do governo do estado a todas essas ações de nossas instituições”.

Em Pernambuco, segundo o secretário de Defesa Social do Estado, Antônio de Pádua, uma série de investimentos foi feita no estado nos últimos anos, principalmente na área de pessoal. Segundo ele, novas contratações possibilitaram aumentar a presença da polícia no interior e criar cinco novas unidades da Polícia Científica.

“[O investimento em pessoal] também possibilitou uma melhora na qualidade de resolução do inquérito policial. Tivemos um índice de mais de 50% de resolução em 2018. No primeiro bimestre de 2019, estamos chegando a quase 60% dos inquéritos. (…) Isso significa que a polícia está encontrando os autores dos crimes e representando pela prisão”, diz Antônio de Pádua, do governo de Pernambuco.

José Nóbrega, doutor em ciência política pela UFPE e coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Federal de Campina Grande, destaca que os dados do primeiro bimestre deste ano ainda são provisórios e podem ser ajustados, mas que há uma tendência de queda desde 2018. Determinar o que está por trás dos números e da queda, porém, é difícil por conta da falta de informações.

“Não temos informação de qualidade para atribuir a redução a algum fator, seja ele referente às tomadas de decisão do estado ou a fatores socioeconômicos. Precisamos analisar o nível do impacto do governo na redução de crimes e, por exemplo, o quanto o Produto Interno Bruto influenciou nisso, qual a taxa de desocupação das pessoas. Sem isso, fica tudo muito lacunar”, diz.

Já no Amapá, que também teve uma queda superior a 30% no número de mortes, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública atribui o fato a políticas de segurança pública implementadas pelo governo, “como a contratação de novos policiais, aquisição de novas viaturas, operações policiais rotineiras, treinamento das forças de segurança e o serviço de inteligência das polícias”.

Leve aumento

Apenas dois estados tiveram aumento no número de mortes violentas nos primeiros dois meses deste ano: Rondônia (3,9%) e Amazonas (3,3%). Os aumentos foram leves e não chegaram a dois dígitos em nenhum dos casos, mas, mesmo assim, mostram um movimento contrário ao resto do país.

Apesar de estar entre os estados que apresentaram alta, o governo do Amazonas destaca que, considerando os dados do trimestre e não do bimestre, os números de morte violenta caíram em comparação com o mesmo período do ano passado.

“O número de homicídios registrado em janeiro, período de transição, quando a nova administração estava começando a implantar as novas diretrizes de segurança, influenciaram nesse resultado [de queda no bimestre]. Contudo, a partir de fevereiro, houve redução da criminalidade, tanto em casos de homicídio, latrocínio, como nos casos de roubos”, afirma a Secretaria de Segurança Pública do estado. “Vale destacar que, somente em março, o número de homicídios na capital amazonense (58) foi o menor desde 2011.”

Entre as medidas adotadas pela gestão, a secretaria destaca a realização de nove operações policiais. Em fevereiro, também foi feita uma operação específica para combater homicídios, chamada de “Pronta Resposta”. Na ocasião, foram presos 52 suspeitos de envolvimento em homicídios, latrocínios, roubos e tráfico de drogas.

Os dados

Quatro estados registraram uma redução superior a 30% no número de mortes violentas. Veja a relação completa (a ordem está da maior redução para a menor; os dois estados com alta, assim como o Paraná, que não enviou os dados, estão no fim da tabela):

Colaboraram G1 AM, G1 AP, G1 CE, G1 PE, G1 RN e G1 RO

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luladrão disse:

    É que terminou o governo dos bandidos de. Vermelho.

  2. Euzim disse:

    Nao vao admitir jamais que já é efeito Bilsonaro. Imagina quando aprovarem o pacote anticrime. Só isso já valew a eleição.

  3. Manoel disse:

    Mas a queda na taxa de homicídios eh mérito somente do governo Fátima do PT… No mínimo, foi por causa do governo dela que o Brasil está reduzindo essa taxa, certeza! (Ironia)

Sobe para 16 número de PMs assassinados no Rio só neste ano

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou a morte do sargento Fábio Miranda Silva, ferido por criminosos no bairro do Méier, zona norte da cidade, durante sua folga, no início da tarde de hoje (13). Assim, sobe para 16 o número de policiais militares assassinados no Rio este ano.

De acordo com a corporação, Silva estava andando em uma rua do bairro quando criminosos armados passaram atirando. Investigações preliminares feitas no local indicam que teria ocorrido tentativa de roubo.

O sargento foi levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos. Ele era lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), tinha 41 anos, estava na Corporação desde 2002 e deixa dois filhos. Até o momento, não foi informado nem o horário nem o local do sepultamento.

Dos 16 policiais que perderam a vida este ano, sete estavam de serviço, oito estavam de folga e um era reformado. Dois policiais civis também foram assassinados desde janeiro, totalizando 18 agentes de segurança mortos em 2018

Homem e mulher são assassinados em Natal, e vigia troca tiros com suspeitos e morre em Mossoró

Dois jovens, um homem de 20 anos e uma mulher de 27, foram assassinados na noite dessa quarta-feira (17), em Natal. De acordo com a Polícia, o primeiro homicídio, com suspeita de acerto de contas, aconteceu na Rua Francisco Assis da Silveira, no bairro Planalto, na Zona Oeste. Na ocasião, Alesson Inácio de Moura foi baleado por dois homens que fugiram em uma motocicleta.

Segundo a Polícia, a vítima também estava em uma moto, quando foi surpreendida pelos dois criminosos.  Segundo a PM, a vítima já havia sido presa por assalto. A versão também foi confirmada por familiares.

Já o segundo assassinato teve como vítima Emanuela Fernanda Santos do Nascimento, morta a tiros próximo da casa onde morava, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte. Não se tem informação de como o crime ocorreu.

Segundo a polícia, as vítimas já tinham passagens em delegacias.

MOSSORÓ

Um vigilante de 44 anos foi morto a tiros, possivelmente, após reagir a uma tentativa de assalto na noite dessa quarta-feira (17) na cidade de Mossoró. Segundo a Polícia Militar, o crime foi registrando em frente a um supermercado, no bairro Dom Jaime Câmara, local onde a vítima trabalhava. A suspeita é de que os criminosos tenham tentado levar a arma do trabalhador. Na ocasião, três homens, em duas motocicletas, teriam feita a abordagem, fazendo com que o vigia reagisse com disparos contra os criminosos. Infelizmente, na troca de tiros, os marginais tiveram mais sorte.

Mulher é assassinada a facadas na Praia do Meio e jovem é morto a tiros na frente da mãe, irmã e criança em Macaíba

Dois homicídios, um em Natal e outro na região metropolitana, em Macaíba, chamaram a atenção na noite dessa terça-feira (9). O primeiro foi o assassinato de uma mulher a facadas na praia do Meio, na Zona Leste. De acordo com a Polícia Militar, a vítima trabalhava como garota de programa na região. Ela teria sido esfaqueada por um homem com quem estava usando drogas. O registro aconteceu na Rua 25 de dezembro. Informações dão conta de uma discussão entre os envolvidos momentos antes do crime. O autor do homicídio fugiu com destino ignorado.

Já em Macaíba, no loteamento Esperança, o segundo crime teve como vítima um jovem de 21 anos, identificado como Deoclécio Carvalho de Oliveira, de 21 anos. Informações dão conta que ele teria sido morto dentro de casa na frente dos familiares. Na ocasião, quatro homens encapuzados invadiram o imóvel, ignoraram as presenças da mãe, uma criança de 10 anos e sua irmã, e cometeram o homicídio. A motivação do crime será investigada pela Delegacia Especializada de Homicídios de Natal (Dehom).

Homens invadem imóvel na Grande Natal e executam guarda municipal e mulher; outro é baleado e se encontra em estado grave

Uma jovem de 19 anos e um guarda municipal de Ceará-Mirim foram executados na madrugada desta quarta-feira (2), por volta de 1h, dentro de uma residência conhecida pela Polícia na cidade como ponto de boca de fumo.  De acordo com a Polícia Militar, uma terceira vítima também foi atingida por disparos de arma de fogo na região do rosto e se encontra em estado grave. Informações preliminares dão conta que o crime foi cometido na rua Macaíba, no conjunto Novos Tempos. Na ocasião, homens armados teriam invadido o local e atiraram em que estava por lá.

Segundo a Polícia, o que se sabe é que a mulher morte tem 20 anos, e responsável pelo imóvel. O seu companheiro, de 19 anos, seria o baleado e que se encontra em estado grave, enquanto o guarda municipal tinha 31 anos. A Polícia investigará o crime em cima de uma linha de investigação sobre entorpecentes. Os assassinos fugiram com destino ignorado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Renildo André disse:

    Bruno, esse é o segundo Guarda Municipal a ser executado naquela cidade, Policia Civil tem que investigar…

    segue a notícia:

    Homicídio registrado neste sábado(28) na cidade de Ceará-Mirim, na Grande Natal. A vítima foi o Guarda Municipal Alexandro Pontes Nunes, de 33 anos de idade, assassinado com nove tiros na rua Manoel Francisco Sobral, no centro da cidade.
    O sepultamento acontece na manhã deste desta segunda-feira(30) em meio a muita dor e comoção de familiares e amigos. Segundo informações, dois homens em uma moto Tipo Honda Fan de cor preta são os suspeitos do crime.fonte: blog do assis.

Integrante da Máfia Vermelha é assassinado em Nova Natal e jovem é morto em Ponta Negra

Um jovem de 22 anos, identificado como Clebson Avelino Aguiar, foi assassinado por volta das 18h dessa segunda-feira (30 de junho) enquanto estava lavando uma motocicleta na porta de casa, na rua Royal Cinema, em Nova Natal. De acordo com informações preliminares, a vítima foi surpreendida por quatro homens em duas motocicletas. Na ocasião, os suspeitos  desceram e atiram no rapaz, que tentou ainda correr até um residência vizinha, mas tombou diante dos ferimentos. Os atiradores fugiram com destino ignorado.

Segundo informações da Polícia, a vítima fazia parte da Torcida Máfia Vermelha. O jovem, inclusive, teria escapado de um atentado na semana passada na cidade de Extremoz,na Grande Natal. A motivação do crime será investigada pela Polícia Civil.

Jovem assassinado em Ponta Negra

Um jovem  de 23 anos, identificado como Vilian da Costa Nunes,  também foi morto a tiros na noite dessa segunda-feira (30) , dessa vez, no bairro de Ponta Negra. De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi surpreendida  logo que saiu de casa em sua motocicleta e morreu de forma instantânea.  O que se sabe até agora é que dois homens participaram do homicídio. A motivação do crime será investigada pela Polícia Civil.

VIOLÊNCIA: Na região metropolitana, duplo homicídio, um morto e dois esfaqueados em bar; na capital, execução próxima de posto policial

A Polícia Militar registrou três assassinatos na Grande Natal, um deles um duplo homicídio, e ainda uma outra morta violenta na capital, na noite dessa terça-feira(27). Na ocasião, os crimes ainda deixaram três feridos, reforçando a onda de violência que alastra e coloca o Estado na liderança no crescimento de crimes desse tipo.

Quanto aos crimes, de acordo com a PM, o duplo homicídio foi registrado na comunidade do Bonfim, na cidade de Nísia Floresta, e teve como vítimas Márcio de Almeida Lopes, de 20 anos, e o adolescente Diego Olímpio da Silva, de 15 anos. Informações dão conta que os rapazes estavam na casa da namorada do primeiro quando homens armadores invadiram o local e abriram fogo, baleando, inclusive, a namorada de Márcio, uma adolescente de 17 anos,  que estava com a filha de um ano e seis meses –esta, felizmente não foi atingida. Após a fuga dos assassinos, a jovem foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Não se tem informação do seu quadro. A Polícia acredita que a motivação do crime tenha sido acerto de contas. Márcio havia cumprido pena na PB  por envolvimento com roubos.

Ainda na Grande Natal, uma briga em um bar no município de Extremoz deixou um morto e dois esfaqueados, na comunidade conhecida como Carão. Segundo a PM, as vítimas foram atacadas por um homem que bebia com eles. Após o crime, o acusado fugiu com destino ignorado. Informações dão conta que um dos feridos por faca se encontra em estado grave.

Já na capital potiguar, no bairro do Planalto, Leonardo Bezerra da Silva, de 22 anos, foi assassinado com cinco tiros em uma localidade próxima ao posto policial do bairro. Segundo a Polícia, o jovem passava pelo local quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que se aproximaram e atiraram no rapaz, que morreu na hora. Acredita-se que o crime tenha sido motivado por acerto de contas. Informações extraoficiais dão conta que o jovem tinha envolvimento com tráfico de drogas.

Violência segue fazendo vítimas: Em Natal, jovem é executado e mulher é baleada em bar, enquanto dois são assassinados em Parnamirim

Três homicídios registrados pela Polícia Militar em Parnamirim e Natal chamaram a atenção para a violência que só cresce na capital e na cidade da região metropolitana. Os crimes ocorreram entre a noite dessa terça-feira (20) e madrugada desta quarta-feira (21).

Na capital potiguar, um jovem de 19 anos, de identidade a ser confirmada, foi executado com mais de 10 tiros dentro de um bar no bairro Bom Pastor, na zona Oeste, e uma mulher acabou sendo baleada nas costas durante os disparos realizados por uma dupla, que invadiu o estabelecimento e abriu fogo contra a vítima. De acordo com informações preliminares, os autores dos disparos de pistola 380 foram identificados, mas a Polícia ainda não se pronunciou para que a busca pelos acusados não seja atrapalhada. Até o momento não se tem informação do estado de saúde da mulher baleada.

Já em Parnamirim, outros dois homicídios, um na terça, e outro nesta madrugada, assustaram os moradores dos bairros Bela Vista e Boa Esperança. Segundo a Polícia, as vitimas foram assassinadas e tinham histórico de envolvimento com drogas. O primeiro crime, por volta das 19h, resultou na morte de Carlos Francisco da Silva, de 24 anos, na rua Santo Antônio, no instante em que ele saía de uma padaria. Na ocasião, o jovem foi cercado por dois homens armados, que abriram fogo. A vítima ainda foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu. Por fim, no início desta manhã, por volta das 5h, Fernando do Nascimento Alves, de 39, foi assassinado em via pública por homens que passaram atirando dentro de um veículo. Nos dois casos, acusados fugiram com destino ignorado e não foram reconhecidos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carvalho disse:

    Campanha de desarmamento onde a população vai espontaneamente entregar a arma é muito fácil.
    Quem fez a entrega espontânea foram cidadãos de bem.
    Difícil é fazerem blitz constantes para apreensão de armas.
    Como sempre, não poderia ter faltado o toque de incompetência e ingenuidade das autoridades públicas.

  2. Alvaro Brito disse:

    Como se consegue armamento? no cambio negro? me parece ser muito fácil.
    Porque as autoridades não providenciam uma campanha de desarmamento e um combate ostensivo, tipo a blitz do bafômetro?

Noite de terror em Goianinha: sobrinho é assassinado pelo tio com golpes de foice e homem é morto com seis tiros

Um homicídio chocou a cidade de Goianinha na noite desse domingo (4), em sua zona rural. De acordo com a Polícia Militar, um homem, que seria usuário de drogas, foi assassinado com golpes de foice na região da cabeça pelo seu tio. Tudo teria começado em meio a uma discussão que chegou as vias de fato. As identidades da vítima e suspeito ainda não foram confirmadas.

Segundo a PM, após o crime, o suspeito fugiu com destino ignorado, mas acredita-se que ele se apresente em breve. A PM ainda destacou que, infelizmente, esse tipo de crime não é novidade. Na semana passada, um homicídio com características semelhantes também foi registrado na zona rural da cidade. Além do assassinato com golpe de foice, outra morte violenta foi confirmada na mesma noite: de um homem de 33 anos, que não resistiu a seis tiros. A forma de como aconteceu e sua autoria serão investigadas.

Banho de sangue sem freio: 10 mortes violentas no RN entre quarta e esta quinta

O banho de sangue no RN não tem fim. Dessa quarta-feira (12) até esta quinta-feira (13), a Polícia Civil registrou dez mortes violentas, seis dos registros na capital potiguar, um em Tangará, outro em Nova Cruz e mais duas em Serra do Mel.

Segundo o Instituto Técnico-Científico de Polícia, entre os casos em Natal o destaque vai para dois amigos assassinados com disparos de pistola 9 milímetros numa praça no conjunto Santarém, zona Norte. Márcio Campos Machado e Francisco de Assis Silva Hemógenes, de 25 e 29 anos respectivamente, estavam sentados em um banco da Praça Paranaguá quando dois suspeitos chegaram em uma motocicleta e efetuaram os disparos. Na ocasião, uma das vítimas ainda tentou fugir, mas foi alcançado e morto em uma rua próxima. Logo após o duplo homicídio, os assassinos fugiram com destino ignorado.

A Polícia Militar disse que as duas vítimas seriam envolvidas com crimes, inclusive com roubo de sons automotivos. Os assassinatos serão investigados pelo 12º Distrito Policial.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio Nogueira disse:

    Depois de chegar a índices iraquianos de violência, fico me perguntando: não chegou a hora de termos uma força pública que combata a criminalidade e que em vários locais é conhecida como Polícia?

Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista no RN investigará assassinatos de estrangeiros ocorridas neste fim de semana

A Delegacia Geral de Polícia(Degepol) informou na manhã desta segunda-feira(10), que o inquérito que vai apurar a morte dos estrangeiros Ante Stanic e Faik Mekic, ocorrido no Litoral Norte do estado no final de semana, será conduzido pela Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (DEATUR). O motivo é que as vítimas possuíam vistos de turistas.

Crimes e mistério: Namorada de PM suspeito de matar professor de MMA será ouvida nesta terça

Segundo o portal G1-RN, a namorada do tenente da Polícia Militar Iranildo Félix – suspeito de matar o professor e lutador de MMA Luiz de França Trindade na segunda passada (10), na calçada de uma academia em Cidade Satélite, será interrogada nesta terça-feira (18) por estar próxima ao local do crime, que resultou na morte de Izânia Maria Bezerra Alves, de 31 anos, ex-mulher do oficial e que estava no veículo alvo do atentado em uma estrada carroçável de Macaíba.

Segundo a Polícia, a namorada do PM, identificada como Valéria Alexandre Cortês, estava em uma granja a 500 metros de onde o tenente e a ex-mulher foram baleados, inclusive, ajudando no socorro do seu companheiro. De acordo com relatos do tenente, os suspeitos são dois homens não identificados que teriam mandado parar o carro e depois anunciaram o assalto. Na ocasião, teria ocorrido uma troca de tiros, que atingiu o policial de colete, que está afastado sob licença médica, e acertou o pescoço e cabeça da ex-companheira, que morreu na hora.

Ainda segundo a matéria do G1-RN, Valéria Alexandre Cortês ainda será questionada sobre hematomas em seu corpo, que ela diz serem quedas decorrentes de desmaios que sofre por um problema não especificado de saúde. A polícia desconfia de agressões. Ela também será indagada sobre informações anônimas que teria tido um caso com o professor morto semana passada.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. laine disse:

    Gente que coisa estranha,mas tenho certeza que o delegado sabe,pois é um excelente profissional muito estranho. Não existe crime impossível isso vai ser descoberto logo.