A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte vai cumprir a Lei de Acesso à Informação, número 12.527, inclusive com a divulgação da relação dos servidores e suas respectivas remunerações.
O Poder Legislativo, assim como o Congresso Nacional, aguarda decreto a ser editado pelo Ministério do Planejamento.
A Lei número 12.527 dispõe sobre procedimentos a serem adotados por todos os órgãos públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios a fim de garantir o acesso a informações conforme previsto na Constituição Federal.
O banqueiro Daniel Vorcaro decidiu não fechar acordo de delação premiada. A razão é simples: se a PGR rejeitou a proposta de Beto Louco, que prometia contar tudo sobre o esquema de fraudes na cadeia de combustíveis, a chance de aceitar uma delação de Vorcaro parecia mínima. Ambos têm conexões com autoridades de peso, o que, na prática, trava qualquer negociação.
Beto Louco, que está foragido, teve sua delação descartada sob a alegação de falta de provas. Apesar de prometer revelar esquema envolvendo políticos e juízes, o testemunho não foi considerado suficiente.
Vorcaro, por sua vez, mantém relações com integrantes do PT, do Centrão, além de membros do Judiciário e do Executivo, tornando seu caso ainda mais sensível.
O banqueiro é alvo de investigação por fraudes no sistema financeiro que podem chegar a R$ 12 bilhões. Ele perdeu o controle do Banco Master e chegou a ficar 11 dias preso. Solto, segue monitorado por tornozeleira eletrônica.
As apurações se concentram na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, que teria sido influenciada politicamente. O negócio foi vetado pelo Banco Central, mesmo após aval prévio da própria autoridade financeira, levantando suspeitas de interferência de políticos de alto escalão.
O ano de 2026 começou com trabalho intenso na Saúde de São Gonçalo do Amarante. Os serviços de recuperação estão avançando para mais unidades básicas.
No bairro Jardim Petrópolis, a mudança chegou e transformou o cenário em que se encontrava a unidade de saúde. Consultórios revitalizados, novas pinturas e acabamentos já fazem parte da nova realidade do local.
A gestora Francileide Oliveira comemorou a ação. “Aqui temos uma grande demanda por atendimentos médicos. Sem dúvidas, essa ação vai proporcionar melhores condições aos profissionais e aos pacientes”, disse.
Esse mesmo cuidado, visto na zona urbana, também acontece nas comunidades da zona rural. Na localidade de Poço Pedra, a unidade de saúde está em processo de revitalização geral do prédio, que carecia de medidas de intervenção urgente. “Aqui estávamos precisando dessa atenção, e nosso prefeito nos trouxe esse cuidado com a população de Poço Pedra em forma de ação concreta na nossa UBS”, afirmou Alana Thamires, gestora da unidade de saúde.
Além dessas duas unidades, somente em 2025 a Prefeitura realizou a restauração de outras 24 Unidades Básicas de Saúde no município. Ao longo de 2026, a gestão municipal dará continuidade às melhorias, fortalecendo uma saúde com mais dignidade e cuidado com a nossa gente.
Senador Jaques Wagner (PT-BA) com ministro da Casa Civil, Rui Costa – Foto: redes sociais
Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e também preso na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, Augusto Lima liga diretamente o PT ao escândalo de fraude no mercado financeiro. “Guga”, como é mais conhecido, casado com a ex-ministra e ex-deputada Flávia Peres (ex-Arruda), irá depor na PF na próxima semana.
A informação, divulgada na Gazeta do Povo, foi avançada em dezembro pelo Diário do Poder. De acordo com a investigação, Lima articulou a entrada no negócio da Cesta do Povo na Bahia e operou o CredCesta, programa de crédito consignado formalizado no governo de Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil de Lula (PT). Tudo foi realizado em 2018 com articulação de Jacques Wagner, prestes a deixar a liderança do governo no Senado.
Dos 338.600 contratos de consignado do INSS entre 2021 e 2025, cerca 252 mil (74,3%) não foram teriam autorização dos aposentados em nome dos quais o crédito foi concedido, com valores descontados dos proventos em esquema semelhante das parcelas mensais de “filiação” não autorizados de sindicatos e associações picaretas autoridades. São R$ 6,7 bilhões em créditos não comprovados, mais R$ 5,5 bilhões em valores “acessórios” sem explicação — total de R$ 12,2 bilhões sob investigação.
As associações Asteba e Asseba, da Bahia, aparecem tanto no caso Master quanto na CPMI do INSS. Não possuíam estrutura compatível com o volume de crédito atribuído a elas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal José Dias Toffoli utiliza o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), para receber empresários, banqueiros e políticos. Imagens obtidas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, mostram um desses encontros. Na cena, Toffoli aparece com camiseta azul-escura, bermuda cáqui e chinelos. (Veja o vídeo abaixo).
O ministro aguarda os convidados em uma área reservada dos jardins do resort. O local fica às margens da represa de Xavantes, na divisa entre os estados do Paraná e de São Paulo.
No heliponto em frente a Toffoli, aterrissa um Eurocopter AS365 Dauphin, da fabricante francesa Airbus. O prefixo é PT-PCT — referência ao nome do banco de investimentos BTG Pactual.
De dentro da aeronave descem dois homens. Primeiro, o empresário Luiz Pastore, dono do grupo metalúrgico Ibrame. Minutos depois, vem o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Avaliado em cerca de US$ 12 milhões, o Dauphin era do banqueiro.
Toffoli vai até Pastore e o cumprimenta com um forte abraço e um beijo no rosto.
André Esteves sai da aeronave e vai até o ministro. Toffoli o cumprimenta com um aperto de mão e um abraço.
Na sequência, Esteves e Toffoli aparecem com um copo de bebida na mão, em uma roda de conversa.
O encontro ocorreu no dia 25 de janeiro de 2023. Capturado em vídeo, o episódio exemplifica a rotina do Tayayá, usado frequentemente por Toffoli para receber autoridades, artistas e nomes do PIB brasileiro.
Os convidados do ministro Dias Toffoli
Um dos homens mais poderosos e ricos do país, André Esteves é próximo de ministros do Supremo, do Executivo e do Tribunal de Contas da União.
O banqueiro tem diversos negócios que podem ser impactados por decisões da mais alta Corte do país — embora ele mesmo não tivesse, à época, nenhum processo seu ou do BTG sob relatoria de Toffoli.
Pastore também mantém relações próximas com figuras influentes da política e do meio empresarial. Ele atua nos setores de metalurgia, importação, indústria e administração de imóveis.
Foi em uma aeronave de Pastore, um jatinho, que Toffoli viajou acompanhado do advogado Augusto de Arruda Botelho para assistir à final da Copa Libertadores, no Peru.
A viagem, em novembro passado, gerou questionamentos sobre a isenção do ministro para relatar investigações envolvendo o Banco Master. Botelho é advogado de defesa de Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master.
Em meio às críticas sobre a conduta de ministros, o presidente do Supremo, Edson Fachin, propôs a elaboração de um código de conduta para os magistrados da Corte. A iniciativa provocou mal-estar entre os membros, que se sentiram expostos. Entre eles, Alexandre de Moraes. O escritório da mulher e dos filhos de Moraes foi contratado pelo Banco Master por R$ 129 milhões.
Veja as imagens obtidas pelo Metrópoles cedidas ao jornal O Tempo:
Com informações da coluna de Andreza Matais – Metrópoles
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22) pelo instituto Futura, com apoio da Apex, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto em cenários de primeiro turno quanto em simulação de segundo turno para a Presidência da República.
Dos seis cenários testados no primeiro turno, Flávio lidera numericamente em três e Lula aparece à frente nos outros três, mas em nenhum dele com vantagem além da margem de erro.
A maior vantagem doocorre no cenário 6: Flávio tem 43,8% das intenções de voto, contra 38,7% de Lula. Nesse cenário, Eduardo Leite soma 4,2% e Renan Santos, 2,8%. Brancos, nulos e ninguém representam 7,5%, e 2,9% estão indecisos.
Imagem: reprodução/CNN
Com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, a diferença nesse cenário fica fora do empate técnico, garantindo liderança isolada de Flávio. Em nenhuma das seis simulações Lula aparece à frente do senador fora da margem de erro.
No cenário 1, Lula lidera com 37%, seguido por Flávio, com 33,3%. Também aparecem Tarcísio de Freitas (10,5%), Ronaldo Caiado (3%), Romeu Zema (2,6%), Renan Santos (1,2%) e Aldo Rebelo (0,5%). Brancos e nulos somam 6,6%, e 5,3% estão indecisos.
SEGUNDO TURNO
Imagem: reprodução/CNN
No segundo turno, Flávio também vence Lula. O senador aparece com 48,1% das intenções de voto, contra 41,9% do presidente. Brancos e nulos somam 8,9%, e 1,1% não soube ou não respondeu.
O resultado indica crescimento de Flávio no confronto direto. Em dezembro, pesquisa do mesmo instituto apontava empate entre os dois. Ao todo, foram testados 11 cenários de segundo turno, e Flávio lidera em todos os seis em que aparece. Lula também fica atrás de Tarcísio, Ratinho Junior e Caiado, mas vence Zema e Eduardo Leite.
Com registro BR-08233/2026 no Tribunal Superior Eleitoral, o levantamento realizou 2 mil entrevistas, de 15 a 19 de janeiro. Além da já mencionada margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, a margem de confiança do material é de 95%.
As empresas de apostas on-line e jogos esportivos, as bets, movimentaram R$ 37 bilhões em receita bruta em 2025, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Do total, 12% foram destinados ao pagamento de tributos, conforme a lei que regulamentou o setor.
De acordo com o governo, 2025 foi o primeiro ano de atuação plena do Estado no mercado de apostas, com coleta de dados, monitoramento das empresas e ações voltadas à prevenção de problemas ligados ao jogo.
A arrecadação federal com as bets somou R$ 9,95 bilhões em 2025. O valor inclui o imposto de 12% sobre a receita bruta dos jogos (GGR), além de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. A alíquota foi implementada após a regulamentação do setor, sancionada em 2023 e em vigor desde janeiro de 2025.
Em dezembro, o Congresso aprovou o aumento gradual da taxação: de 12% para 13% em 2026, 14% em 2027 e 15% em 2028. Segundo o Ministério da Fazenda, o reajuste deve elevar a arrecadação em R$ 850 milhões já em 2026.
No combate ao mercado ilegal, a Anatel bloqueou 25 mil sites irregulares em 2025. As 79 empresas autorizadas informaram que 25,2 milhões de brasileiros realizaram apostas legais no ano passado.
O Conselho de Paz, lançado por Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, busca articular cooperação internacional para a resolução de conflitos, com foco inicial na Faixa de Gaza. Desde o anúncio, países confirmaram adesão, recusaram o convite ou seguem avaliando a proposta.
O Brasil foi convidado. Trump afirmou que o presidente Lula teria “um grande papel” no conselho, mas o governo brasileiro ainda não respondeu oficialmente.
Países que confirmaram adesão
No Oriente Médio, aceitaram o convite Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Catar. Na Ásia, Paquistão, Indonésia, Vietnã, Uzbequistão e Cazaquistão.
Entre membros da OTAN, Hungria e Turquia confirmaram participação. Na Europa, Kosovo, Belarus, Armênia e Azerbaijão aderiram. Na África, Marrocos e Egito manifestaram interesse.
Na América do Sul, Argentina e Paraguai confirmaram entrada. Israel também aceitou participar, e facções palestinas apoiaram a criação de um comitê de transição para administrar Gaza sob supervisão do conselho.
Países que recusaram
Noruega, Suécia, Itália e França rejeitaram a proposta. A China também recusou e afirmou que seguirá priorizando um sistema internacional centrado na ONU.
Países que ainda avaliam
Alemanha, Reino Unido, Canadá, Índia, Tailândia e Japão não se posicionaram. A Rússia demonstrou interesse, mas ainda não confirmou adesão. A Ucrânia informou que analisa o convite, embora o presidente Volodymyr Zelensky tenha manifestado ceticismo quanto a negociações com Moscou.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou nesta quinta-feira (22) o inquérito que apurava a atuação da PRF para dificultar o deslocamento de eleitores no Nordeste nas eleições de 2022.
A decisão vale para Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, que não foram denunciados pela PGR. Moraes acolheu o parecer do Ministério Público e apontou “ausência de justa causa”, por falta de indícios mínimos de autoria.
Segundo o ministro, não há provas de prática de ilícito criminal pelos dois investigados nem elementos que indiquem participação nas condutas apuradas.
O caso já havia sido analisado em um contexto mais amplo na denúncia sobre a tentativa de golpe de Estado. Nesse processo, a 1ª Turma do STF condenou Silvinei Vasques e Marília Ferreira de Alencar e absolveu Fernando de Sousa Oliveira por falta de provas.
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, foi indiciado pela Polícia Federal e integra a denúncia apresentada pela PGR em outro processo.
A arrecadação das receitas federais atingiu R$ 2,928 trilhões em 2025, em valores corrigidos pelo IPCA, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (22). O montante representa recorde histórico e crescimento real de 3,65% em relação a 2024.
Do total, R$ 2,763 trilhões vieram de tributos administrados pela Receita, com alta real de 4,27%.
O resultado reflete um ano de atividade econômica mais forte, com impacto direto no desempenho fiscal da União.
Em dezembro, a arrecadação somou R$ 292,7 bilhões, crescimento real de 7,46% na comparação anual. O avanço foi puxado por tributos ligados à renda e ao setor financeiro, além do PIS/Cofins.
Entre os destaques, o Imposto de Renda da Pessoa Física sobre rendimentos de capital cresceu 22,7%, enquanto o IOF avançou 26,7%, após mudanças na legislação. A arrecadação previdenciária teve alta real de 4,45%, acompanhando a expansão da massa salarial.
No acumulado do ano, PIS/Cofins cresceu 3,03%, o IOF avançou 20,5%, e os tributos sobre comércio exterior subiram com a valorização do câmbio e o aumento das alíquotas.
Segundo a Receita Federal, o resultado foi impulsionado pela expansão dos serviços, do crédito e do emprego, além de alterações legais em tributos específicos. O desempenho amplia o espaço fiscal do governo em 2026 e reduz a dependência de receitas extraordinárias.
Foi muito dinheiro! Agora o que nos conforta é q Lula é parceiro de Fátima Bezerra e vem muito mais dinheiro para o RN. Nossos problemas acabaram!! Kkkkkkk
À medida que tudo fica mais claro a respeito do resort Tayayá, no interior do Paraná, tudo deveria ficar mais complicado para o ministro Dias Toffoli.
Os repórteres Valentina Moreira e Samuel Pancher, do Metrópoles, estiveram na casa de um dos irmãos do ministro que teria sido sócio do resort, José Eugênio Dias Toffoli.
A casa está registrada como sede da Maridt Participações, que até março do ano passado detinha 17% das cotas do resort, vendidas por R$ 3,5 milhões a um advogado da J&F. Antes, a Maridt tinha como sócio no Tayayá um cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Localizada em um bairro de classe média baixa de Marília, no interior de São Paulo, é o endereço típico de uma empresa de fachada brasileira: uma casa simples e maltratada, que não poderia ser nem mesmo sede de oficina de conserto de bicicletas.
O grau de degradação chama a atenção: a casa tem rachaduras nas paredes e no piso externos e não vê pintura há bom tempo.
Parece que dentro está muito pior, como disse a mulher de José Eugênio, a senhora Cássia Pires Toffoli, a outro repórter que lá esteve, Pedro Augusto Figueiredo. Ele teve a felicidade de encontrá-la antes que os moradores da casa evaporassem.
O vídeo da conversa entre a cunhada do ministro Dias Toffoli e o repórter, ao portão da casa, é de uma trivialidade humana que dá a medida da nossa tragédia nacional.
Perguntada sobre se a casa era a sede da Maridt Participações, tal como registrado na Junta Comercial, e se o marido havia sido sócio do resort Tayayá, Cássia demonstrou espanto e indignação genuínos.
“Essa casa é minha, financiei com o meu dinheiro por 25 anos. Eu falei para as minhas irmãs que eu tenho vontade de sumir daqui. As pessoas ficam inventando coisas, que (José Eugênio) é dono do Tayayá”, disse a cunhada do ministro Dias Toffoli.
Mas o marido era sócio ou não do Tayayá?, insistiu o repórter.
“Como sócio, moço? Moço, dá uma olhada na minha casa… Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro.”
O irmão de Dias Toffoli já havia ao menos comentado algo sobre o resort Tayayá?
“Eu não sei e não quero saber”, impacientou-se a cunhada do ministro.
Durante o diálogo, ficamos sabendo que Cássia cuidou do pai com Alzheimer até ele morrer e que agora ela abriga em casa o irmão que tem Down.
De tudo o que veio à tona até agora, impõem-se duas questões intrigantes com respostas não necessariamente excludentes.
A primeira delas é se o irmão de Dias Toffoli levaria uma vida dupla: como sujeito de sorte que se tornou sócio de um grande empreendimento turístico (tem uma casa em seu nome no resort, de acordo com a Folha) e, ao mesmo tempo, como engenheiro eletricista que dá um duro desgraçado e é humilde a ponto de não conseguir fazer uma reforma na casa comprada a muito custo.
A segunda questão é se José Eugênio Toffoli apenas emprestou o seu nome e o seu endereço em Marília para encobrir o verdadeiro proprietário do resort Tayayá, sem o conhecimento da mulher (ou quem sabe até à sua própria revelia, que se dê a ele o benefício da dúvida). Nesse caso, José Eugênio seria um laranja dos mais banais.
Há outro irmão, o padre José Carlos Dias Toffoli, e um primo do ministro, Mario Umberto Degani, que constam como sócios do Tayayá. Seriam laranjas também?
De qualquer forma, fiquei com pena de Cássia, a cunhada de Dias Toffoli que foi até o portão da sua casa caindo aos pedaços para conversar com o repórter Pedro Augusto Figueiredo.
Ela me fez concluir que, no Brasil, subvertemos a célebre frase de abertura do romance Anna Kariênina, do russo Tolstói, segundo a qual todas as famílias felizes se parecem, ao passo que cada família infeliz é infeliz à sua maneira. Aqui, as infelicidades familiares são bastante semelhantes umas às outras.
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