Política

Associação Brasileira de Psiquiatria desmente fake news sobre a revogação de portarias relacionadas à Saúde Mental

(Foto: Reprodução)

Nessa segunda-feira, 07 de dezembro, a Diretoria da ABP vem a público manifestar-se com total surpresa pelas informações veiculadas em reunião realizada pelo CONASS. Durante a última reunião do Conselho, foram feitas afirmações sobre mudanças na área de saúde mental que seriam realizadas pelo Ministério da Saúde, dizendo que todas as Portarias relacionadas à Saúde Mental seriam extintas e que a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) apoia o fechamento dos CAPS, das Residências Terapêuticas, causando dificuldades de assistência às pessoas com transtornos mentais, etc, relacionando a instituição a tais mudanças que seriam realizadas pelo Ministério da Saúde.

Apesar de divulgadas amplamente, as informações são inverídicas e, além disso, depreciam o nome da Associação. Ao contrário do que é repassado em mídias sociais e aplicativos de mensagens, a ABP possui em suas diretrizes, publicadas em parceria com outras instituições – ABIPD, SBNp, AMB, FENAM e CFM – uma proposta de modelo em assistência em saúde mental muito diferente de tais afirmações.

“É inadmissível que, em meio a uma pandemia, estejam preocupados em espalhar fake news sobre a saúde mental no Brasil. As diretrizes da ABP, publicadas em parceira com outras importantes instituições, versam sobre um modelo de atenção integral em saúde mental, contemplando as equipes multiprofissionais e todos os equipamentos que integram a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)”, destaca o presidente da Associação, Dr. Antônio Geraldo da Silva.

A ABP defende a nova Política Nacional de Saúde Mental, votada na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS, com representação dos governos federal, estaduais e municipais, publicada em dezembro de 2017 por meio da Resolução CIT Nº 32/201 e da Portaria MS Nº 3.588/2017. Vale ressaltar que tais mudanças, que completam três anos agora, precisam ser amplamente implementadas para que a desassistência aos pacientes com transtornos mentais, fruto de ideologias irresponsáveis, seja finalizada em nosso país.

Confira aqui a nota oficial da ABP sobre o assunto.

Reforma do Modelo de Assistência em Saúde Mental no Brasil

A reforma do modelo de assistência em saúde mental no Brasil é um processo de décadas e tornou-se lei em 2001 (Lei Nº 10.216/2001), priorizando o tratamento na comunidade e regularizando as internações voluntárias, involuntárias e compulsórias, respeitando os direitos humanos e a cidadania. A assistência à saúde é dinâmica, devendo sempre ser reavaliada e auditada, visando a identificação de problemas e realização de mudanças.

É necessário que tais modificações sejam sempre baseadas em dados e conhecimentos científicos. A assistência em saúde é uma política de Estado e não de governos, nunca devendo estar ligada a orientações ideológicas e adaptando-se às necessidades da população. A gestão pública precisa ser transparente para garantir que os recursos, preciosos, possam ser amplamente controlados. Muitas mudanças culturais e de novos conhecimentos foram adquiridos desde 2001. A tecnologia presente hoje era inimaginável e seu potencial não pode ser desconsiderado.

A reforma teve muitos problemas, somente detectados quando, há quatro anos, permitiram que fossem realizadas auditorias no sistema assistencial do SUS. Em diagnóstico realizado pelo Ministério da Saúde na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), em 2017, foi detectado mau uso de verba pública, como as liberadas para a criação de serviços que nunca existiram – mil e quinhentos serviços e mil Leitos em Hospitais Gerais. Não havia prestação de contas ao Governo Federal sobre atendimentos realizados, sendo pagas diárias em Hospitais Gerais como se estivessem com a ocupação máxima, quando era de menos de 15%, levando a prejuízos de mais de R$90 milhões/ano ao erário público.

Entre outros problemas detectados e graves, foram feitas denúncias de violação de direitos em Residências Terapêuticas, fraudes em fiscalizações de Hospitais Psiquiátricos, manutenção de pagamento de auxílios do Programa de Volta para Casa (PVC) a pessoas já falecidas, um quinto dos CAPS no Brasil não tinham equipe mínima. As questões expostas acima não têm relação com o modelo assistencial, mas sim com a gestão. Os serviços de saúde pública precisam ter uma gestão apropriada, que saiba o que está sendo feito, sua efetividade, seu custo, seu benefício às pessoas.

O modelo assistencial proposto priorizou corretamente o tratamento na comunidade, mas, por questões ideológicas, excluíram os Ambulatórios Especializados da RAPS, que deixaram de ser financiados pelo Governo Federal e, consequentemente, foram fechados. O resultado levou à desassistência de base comunitária em Saúde Mental no país, já que os Ambulatórios são extremamente resolutivos e capazes de realizar grande volume de atendimentos.

Assim, o tratamento dos pacientes ficou a cargo da Atenção Básica, pela Estratégia de Saúde da Família (ESF). Contudo, com todas as demais demandas assistenciais, o atendimento era feito por médicos que muitas vezes não tinham sequer especialização em Saúde da Família, não sendo capazes de lidar com casos mais complexos, que deveriam ser tratados no Ambulatório Especializado. É assim em qualquer especialidade da Medicina: casos complexos são tratados e compensados no Ambulatório Especializado e somente então encaminhados para a Atenção Básica.

A importância dos Ambulatórios Especializados

É fundamental ressaltar que os Ambulatórios Especializados realizam tratamentos em equipe multidisciplinar com profissionais especializados, que tenham formação em Saúde Mental: enfermagem, psiquiatria, terapia ocupacional, psicologia e serviço social, todos juntos trabalhando em prol dos pacientes e suas famílias. Os Ambulatórios para Infância e Adolescência contam ainda com a presença de psicopedagogia e fonoaudiologia.

Estes equipamentos já existem na rede privada e precisam também estar disponíveis no SUS, já que foram criados para fornecer o que há de melhor para toda a população. Não permitir o acesso ao que existe de mais atual e avançado em Saúde Mental é estigmatizar minorias, onde é maior a prevalência de doenças mentais. Ambulatórios Especializados têm uma dinâmica diferente dos CAPS, que atendem bem menos pacientes, já que se ocupam de casos mais graves, com muitos problemas psicossociais, necessitando de trabalho mais intenso de reabilitação e reinserção social.

A falta destes Ambulatórios e a grande redução de serviços de internação psiquiátrica lotam unidades de emergência e contribuem para um aumento de pessoas com transtornos mentais na população carcerária e entre os moradores de rua. Além disso, essa desassistência vinha contribuindo também para o aumento do número de suicídios no Brasil nos últimos quinze anos. O número crescente de pacientes com transtornos mentais afastados do trabalho por auxílio-doença também era fruto da desassistência ocorrida nas últimas décadas. Esses são os motivos que levaram nosso país a indicadores tão ruins na Saúde Mental da população.

Adaptação do modelo de assistência em Saúde Mental à realidade

A reforma do modelo de assistência em Saúde Mental deve continuar sim, mas ela deve ser adaptada à realidade. Os dados brasileiros da Saúde Mental nos últimos muitos anos só confirmam esta necessidade. As taxas de suicídio têm crescido no país nos últimos quinze anos, ao contrário a tendência mundial de diminuição destes números. O aumento da mortalidade dos padecentes de doença mental, em parte, pode ocorrer pela separação da RAPS do restante do sistema de saúde, não havendo uma visão integral da saúde da população.

“O Brasil é o país com maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo, somos um dos países com maior prevalência de depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Com a enorme repercussão da pandemia em nosso país – já está evidente entre os profissionais de saúde mental – estes números vão piorar e não temos estrutura para atender esta demanda. Precisamos muito avançar nas mudanças!”, afirma o Dr. Antônio Geraldo.

A Atenção Básica deve ter profissionais de Saúde Mental em suas equipes, não sendo também possível lidar com esta epidemia de transtornos mentais sem Ambulatórios Especializados. Além disso, precisamos da tecnologia, como big data, para um país com nossas dimensões, bem como de controle dos recursos empregados no cuidado de nossos pacientes.

Não é mais possível gestão perdulária com o dinheiro do contribuinte. Ademais, intervenções terapêuticas precisam ter critérios científicos. Os serviços devem ser resolutivos, apresentando respostas que devem ser sempre avaliadas se são satisfatórias. Devemos, sobretudo, combater fake news, pessoas com interesses próprios e não dos padecentes de transtornos mentais.

O presidente da ABP finaliza ressaltando que a instituição “apoia a ampliação de serviços e ambulatórios qualificados, que tenham eficácia, eficiência e efetividade. Todos os serviços são importantes em uma rede e eles devem ser qualificados”.

Opinião dos leitores

  1. Ue, mas se as maricas do Brasil 157, Diario do Cu do Mundo e Catraca Livre falaram é verdade!!! #Ironia

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Dia do Orador reforça a importância da comunicação no mundo atual

Foto: Divulgação

O Dia do Orador chama atenção para uma habilidade cada vez mais essencial em um mundo marcado por excesso de informação, relações digitais e alta competitividade: a comunicação. Saber se expressar com clareza, segurança e intenção deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um fator estratégico para quem busca crescimento profissional e pessoal.

A oratória não está restrita a palcos ou discursos formais. Ela se manifesta em situações cotidianas como reuniões, entrevistas, apresentações, negociações, gravação de vídeos e conversas importantes. Em muitos casos, não é a falta de conhecimento que limita oportunidades, mas a dificuldade de organizar ideias e transmiti-las de forma clara.

Especialistas apontam que profissionais tecnicamente competentes nem sempre conseguem ocupar espaços de destaque por insegurança ao falar, enquanto pessoas que dominam a narrativa tendem a ser mais lembradas, ouvidas e reconhecidas. Nesse cenário, comunicar bem se torna uma ferramenta de posicionamento.

Ao contrário do que ainda se acredita, falar bem não depende de talento natural. A comunicação envolve técnica, estrutura, controle emocional, uso da voz e postura corporal habilidades que podem ser aprendidas e desenvolvidas com método e prática. É com essa abordagem que a Vox2You, maior escola de oratória da América Latina, atua no desenvolvimento da comunicação aplicada à vida real, mostrando que a oratória é uma competência treinável.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia do Orador reforça a importância de investir em comunicação. Em um mundo onde ser compreendido faz diferença, aprender a se expressar melhor é uma forma de ampliar oportunidades, fortalecer relações e ocupar espaços com mais segurança e clareza.

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Tarcísio diz que não seria candidato à Presidência nem se Bolsonaro pedisse

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não seria candidato à Presidência da República nem se o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe pedisse. A declaração foi dada nesta terça-feira, 27, em entrevista à rádio Jovem Pan Sorocaba.

“Isso (Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência) não vai acontecer. Mas eu diria não. Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, afirmou o governador.

Tarcísio também comentou a conversa que pretende ter com o ex-presidente durante visita marcada para esta quinta-feira, 29. Segundo ele, o encontro não terá como foco a disputa eleitoral, mas um gesto de solidariedade.

Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo. Todo mundo pensa que vou falar sobre eleição, mas eu não costumo falar de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do lado dele, porque foi alguém que abriu uma porta importante para mim. Por isso, sempre terá a minha consideração”, disse.

O governador voltou a reafirmar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Segundo ele, seu candidato é Jair Bolsonaro ou quem o ex-presidente escolher.

Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio. Não tenho problema nenhum em relação a isso”, afirmou. Tarcísio disse ainda considerar natural que um integrante da família gere mais confiança ao ex-presidente, que está preso, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Questionado sobre rumores de uma discussão com Flávio Bolsonaro em razão da eleição, o governador negou qualquer desentendimento.

“A conversa com Flávio sempre foi excepcional. Acho que fui a primeira pessoa a saber da decisão do presidente de que ele seria o candidato. Eu disse que ele podia contar comigo, porque estamos no mesmo projeto”, declarou.

Tarcísio tem reiterado que disputará a reeleição ao governo paulista e que mantém lealdade a Bolsonaro. Apesar de ser citado por aliados da direita como um possível nome para a corrida presidencial em 2026, afirma que apoiará Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente para a disputa do Planalto.

Estadão Conteúdo

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Governo Lula diz que não sabia de contrato de escritório de Lewandowski com Banco Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negaram à CNN que o Planalto tivesse conhecimento prévio do contrato firmado pelo escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, integrantes do governo tentam minimizar o episódio após a revelação de que o escritório de Lewandowski prestou consultoria ao banco enquanto ele ainda chefiava o Ministério da Justiça. Segundo apuração da CNN, a existência do contrato teria acelerado o pedido de demissão do ex-ministro, que deixou o cargo em 10 de janeiro.

Em nota, Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao banco, sem informar o período. Ministros do Planalto afirmam que Lula não sabia do contrato no momento da nomeação e sustentam que não houve conflito de interesses, pois o vínculo teria sido encerrado antes da posse.

A CNN apurou ainda que Lula se reuniu fora da agenda com Daniel Vorcaro, deixando claro que questões envolvendo o banco devem ser tratadas pelo Banco Central. O presidente também teve encontro com o ministro do STF Dias Toffoli, relator do caso, em dezembro, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Apesar do desgaste político, o governo afirma que manterá a defesa da autonomia da Polícia Federal e do Banco Central enquanto as investigações seguem.

Com informações do blog de Tainá Falcão, da CNN Brasil

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Saiba como votaram os vereadores de Natal na sessão da Câmara que decidiu manter o processo de cassação contra Brisa Bracchi

Imagem: reprodução/TV Câmara Natal

A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Natal que decidiu pela manutenção do processo que pode culminar na cassãção da vereadora Brisa Bracchi foi realizada nesta terça-feira (27). A única ausência da sessão foi a vereadora Anny Lagartixa. Três vereadores presentes na sessão se abstiveram de votar: Luciano Nascimento, Irapoã Nóbrega e João Batista. A vereadora Brisa Bracchi (acusada) e o vereadora Matheus Faustino (acusador) não participam da votação, segundo o regimento da Câmara.

Quinze parlamentares votaram contra o arquivamento do processo e nove votaram para que o processo fosse arquivado.

Veja abaixo como votaram os vereadores:

VOTARAM CONTRA ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:

Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique

VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:

Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta

ABSTENÇÕES:

Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista

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VÍDEO: O encontro de Moraes com o presidente do BRB na mansão de Vorcaro, do Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes esteve na mansão do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Brasília, ao menos duas vezes, segundo testemunhas ouvidas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. Assista:

Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse até sua casa porque “o homem estava lá”.

Quatro pessoas presenciaram a cena relatada à coluna de Andreza Matais. Moraes estava acompanhado de um assessor na ocasião.

Ao chegar, o então chefe do BRB foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão.

Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique trocaram impressões sobre o assunto. A cena foi narrada à coluna com detalhes por testemunhas.

A compra do Master pelo BRB chegou a ser anunciada, mas teve repercussão negativa no mercado e acabou barrada pelo Banco Central, diante da constatação de inconsistências nos ativos do Master e de suspeitas sobre as transações de vendas de carteiras feitas ao BRB.

Aquele fim de semana com Paulo Henrique não foi a única vez que Alexandre de Moraes esteve na casa de Vorcaro.

O ministro do STF acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. Trump viria a ser o algoz de Moraes, com a Lei Magnitsky.

Na ocasião, segundo relatos feitos à coluna, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros.

Vorcaro é conhecido por colecionar destilados e vinhos.

O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

O Metrópoles informou o ministro nesta segunda-feira, 26, sobre o teor desta reportagem e perguntou se Moraes desejava comentar. Ele não respondeu. Vorcaro e Paulo Henrique também foram procurados e disseram que não iriam comentar o assunto. O espaço segue aberto.

  • Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília.
  • Em um dos encontros, Moraes conheceu o então presidente do BRB, no momento em que o Master buscava socorro financeiro.
  • A compra do banco pelo BRB fracassou após reação negativa do mercado e veto do Banco Central.
  • A relação ganhou peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório da esposa do ministro.

Presença de Moraes demonstrava poder de Vorcaro

A presença do ministro mais poderoso da história do Supremo na mansão do banqueiro funcionava como um recado à classe política sobre o alcance da influência do empresário mineiro.

Segundo relatos obtidos pela coluna, quem circulava pela residência já sabia que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia da esposa do ministro.

O que não se conhecia, à época, era o valor do contrato, firmado em 16 de janeiro de 2024, no total de R$ 129 milhões — cifra que, segundo interlocutores, altera completamente a percepção de que a relação entre os dois se limitava a uma amizade.

Moraes não comenta suas relações com Daniel Vorcaro nem confirma se frequentava a casa do banqueiro. Em nota, já afirmou que nem ele nem o escritório de sua esposa atuaram para reverter a liquidação do banco por meio da compra pelo BRB.

O banqueiro também não se manifesta a respeito do tema. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro foi questionado sobre quem frequentava sua residência em Brasília e citou apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

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Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, maior número desde 2016; Nordeste lidera com 11,8 mil óbitos

Foto: PRF/divulgação

O Brasil registrou em 2024 o maior número de mortes no trânsito em oito anos, com 37.150 óbitos — alta de 6,5% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 34.881 mortes. Os dados são de levantamento da Vital Strategies com base em informações do Ministério da Saúde.

Pela primeira vez desde 2010, o Nordeste liderou em número absoluto de mortes, com 11.894 registros, superando o Sudeste, que teve 10.995, apesar de concentrar mais que o dobro da frota de veículos do país. A região também concentra metade das rodovias classificadas como péssimas em pesquisa recente da CNT.

O Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade, com 24,5 mortes por 100 mil habitantes. O Nordeste teve taxa de 20,8, enquanto o Sudeste registrou a menor, com 12,4.

Em nota, o Ministério dos Transportes afirmou que tem adotado medidas preventivas para reduzir a violência no trânsito, como melhorias na formação de condutores, fiscalização e infraestrutura. O governo destacou ainda programas para facilitar o acesso à CNH e incentivar bons condutores.

Com informações de Poder 360

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  1. E agora vai piorar sem precisar fazer auto escola para tirar habilitação. Vamos aguardar…

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VÍDEO: BG analisa desdobramentos políticos após Allyson Bezerra ser alvo de busca e apreensão em operação da PF

No programa Meio Dia RN desta terça-feira (27), Bruno Giovanni analisou os desdobramentos políticos após a operação da Polícia Federal no RN que teve como alvo de busca e apreesão, entre outros, o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra. Assista.

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  1. Com certeza teve dedo De raposas felpudas a nível federal.kkkk
    Pois ele preferem um embate direita/Esquerda.

  2. Aposto o ferro de solda que o Bolsonaro usou pra queimar a tornozeleira…que o prefeito vai dizer que é perseguição política.

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Geral

“Eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer”, diz Fachin sobre o caso do Banco Master

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que não ficará “de braços cruzados” diante de eventuais questionamentos sobre a condução do caso Banco Master, hoje sob relatoria do ministro Dias Toffoli. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta terça-feira (27).

“Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer”, disse Fachin em entrevista à repórter Mariana Muniz, para o jornal O Globo.

O presidente da Corte também defendeu a nota institucional divulgada na semana passada em apoio a Toffoli, afirmando que o objetivo foi preservar a institucionalidade do Supremo e a regularidade da atuação do relator durante o recesso.

Pelas regras do tribunal, caberá à 2ª Turma do STF decidir se o caso permanece na Corte ou retorna à primeira instância. Fachin destacou que o Supremo e seus ministros não estão imunes a críticas.

Na segunda-feira (26), a bancada do Partido Novo apresentou notícia-crime à PGR e representação à Polícia Federal contra Toffoli, alegando “interferência atípica” no caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, porém, já havia arquivado pedidos de impedimento do ministro, afirmando que não há providências a serem tomadas no momento.

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Geral

Por 15 votos contra 9, Câmara de Natal decide manter processo que pede a cassação de Brisa

Foto: Elpídio Júnior

Por 15 votos contra 9, os vereadores de Natal decidiram manter o processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT) na comissão processante, em sessão extraordinária nesta terça-feira (27).

A votação foi contra o parecer da comissão especial que havia optado pelo arquivamento do processo. Além dos 15 votos a favor da manutenção do processo, 9 vereadores votaram a favor da extinção do processo, três se abstiveram e outros 2 se ausentaram da votação.

Veja abaixo como votaram os vereadores:

VOTARAM CONTRA  ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:

Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique

VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:

Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta

ABSTENÇÕES:
Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista

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  1. Esse caso já era para ter sido resolvido, evidencias muitas e cassação URGENTE, não dá mais para tolerar.

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Judiciário

PF desmarca depoimentos de três investigados no caso Master

Foto: Reprodução

A PF (Polícia Federal) desmarcou os depoimentos de três investigados que seriam ouvidos nesta terça-feira (27) no inquérito que apura fraudes no Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal). Apenas um suspeito de envolvimento no esquema depôs.

Os advogados de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, Angelo Antonio Ribeiro da Silva, ex-diretor do Master, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, disseram à delegada Janaína Palazzo que não tiveram acesso total à investigação.

Apenas o ex-diretor do Master Luiz Antonio Bull prestou depoimento. Ele foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro, e desde então é monitorado por tornozeleira eletrônica. Seu depoimento foi por videoconferência.

O advogado Augusto de Arruda Botelho, que atua na defesa de Bull, afirmou a jornalistas, após a oitiva, que o ex-diretor respondeu a todas as perguntas e que sempre esteve e continuará à disposição das autoridades.

A estratégia dos advogados é similar à que foi adotada na segunda-feira (26) pela defesa de outros dois investigados. Os depoimentos foram marcados por ausências e silêncio de investigados.

Dois investigados se ausentaram dos depoimentos que aconteceram no STF. Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ambos executivos da Tirreno, empresa investigada no esquema, deixaram de ir ao tribunal.

O superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, permaneceu em silêncio durante todo o depoimento. Antes do início dos questionamentos, declarou apenas que cumpria ordens na instituição financeira.

CNN

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