Bolsonaro diz que ONU está ‘aparelhada’ e não teme perda de voto por falta de pagamento

Foto: Marcos Corrêa / Presidência

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que não está preocupado com a possibilidade do Brasil perder o direito de voto em organismos multilaterais pelo não pagamento de dívidas. Referindo-se especificamente à Organização das Nações Unidas ( ONU ), Bolsonaro afirmou que a organização está “aparelhada” e “politizada”.

Um documento interno do Ministério da Economia pede R$ 1 bilhão para o pagamento ainda em 2019 de cotas atrasadas para a ONU e órgãos como o Banco Interamericano de Investimentos (BID-Invest) e a Agência Internacional de Desenvolvimento (AID).

— Um bilhão? Tudo isso? Não estou preocupado com isso. Estou preocupado com o Brasil. Muitas das decisões da ONU não interessam para a gente. A gente sabe que está politizado esse negócio. Está aparelhado — afirmou Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.

Sobre a possibilidade de perder o voto, respondeu:

— Paciência.

Até o fim de novembro, os compromissos que deviam ser quitados junto à ONU somavam US$ 415,875 milhões, sendo US$ 143,059 milhões referentes ao orçamento regular e o restante a compromissos com missões de paz e tribunais internacionais vinculados ao sistema das Nações Unidas. Sob as regras da ONU, se um país estiver em atraso em um valor igual ou superior às contribuições devidas nos dois anos anteriores, poderá perder seu voto na Assembleia Geral, a menos que mostre que sua incapacidade de pagar está além de seu controle.

‘Imprevisto’ na posse da Argentina

Bolsonaro negou que tenha recuado ao decidir enviar o vice-presidente Hamilton Mourão para a posse de Alberto Fernández na Argentina. De acordo com ele, “a política tem imprevisto a todo momento”.

— Vocês falam em recuo o tempo todo, como se o governo desse cabeçada por aí. O recuo…Às vezes você toma uma decisão antes de acontecer, né. Você vê técnico de futebol, muitas vezes…O cara está ali para entrar em campo, o cara se machuca. Ele recuou? Não é que errou, aconteceu um imprevisto. E na politica tem imprevisto a todo momento.

O presidente disse que não quer “brigar” com a Argentina e que torce para o governo de Fernández dar certo, mas ressaltou que ele terá dificuldades.

— Não queremos brigar com ninguém, queremos fazer comércio com o mundo todo. Não queremos brigar com a Argentina. Você pode ver. A Argentina também polarizou lá. Parecido aqui no Brasil. O partido do Macri fez uma bancada grande. Vão ter problemas para impor a sua política, no caso o Fernández. Estou torcendo para a Argentina dê certo. Se bem que os números dizem que vão ter mais dificuldade do que nós.

Troca de embaixador em Israel

Bolsonaro ainda adiantou que deve trocar o embaixador em Israel, porque o atual, Paulo Cesar de Vasconcellos, já está há mais de dois anos.

— Existe a intenção de trocar, o que é natural. O que está lá, acho que está há mais de dois anos. É natural trocar.

Segundo informou o jornal “Folha de São Paulo”, Bolsonaro escolheu Paulo Jorge de Nápolis, diretor de marketing de uma empresa de defesa israelense no Brasil, a IAI (Israel Aerospace Industries).

Ele foi adido militar na Embaixada do Brasil em Tel Aviv entre 2013 e 2015. Embora não seja da carreira diplomática, foi responsável, na empresa para a qual trabalha, pela interlocução entre autoridades brasileiras e israelenses na área de defesa.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    ONU cabidão de emprego da esquerda. Mais uma boquinha que estão perdendo.
    Parabéns presidente, não mande dinheiro pra financiar quem critica seu governo, que vão pedir pra Maduro, Cuba, França e Evo, etc…..

  2. Caim Fidalgo disse:

    Ô véi duro!
    Um bilhão, penso que da pra saniar a cidade de Mossoró todinha.
    É isso aí MITO!!
    Tem que por quente nesses cumiloes de dinheiro público.

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