Política

Bolsonaro não é burro, mas um idiota ingrato que nada sabe, diz Alexandre Frota

O deputado federal Alexandre Frota, que foi expulso do PSL – Pedro Ladeira – 9.abr.19/Folhapress

Expulso do PSL na terça-feira (13), o deputado Alexandre Frota disse à Folha que o presidente Jair Bolsonaro exigiu seu expurgo da sigla.

Em sua primeira entrevista após o episódio, Frota afirma que Bolsonaro é “um idiota ingrato que nada sabe” e que “aquela cadeira de presidente ficou grande para ele e ele se lambuzou com o mel da Presidência”.

Acusado de infidelidade partidária por criticar abertamente o presidente, ele diz que sua expulsão é “um aviso para aqueles que acham que estamos vivendo em uma democracia”.

Frota disse já ter recebido convites de sete partidos —DEM, PP, MDB, PSDB, Podemos, PSD e PRB. Após se aproximar do governador de São Paulo, João Doria, está inclinado a se filiar ao PSDB.

​A pedido do deputado, a Folha enviou as perguntas por escrito, pelo WhatsApp, e as respostas foram dadas por meio de áudios no aplicativo.

O que o sr. considera o estopim para a sua expulsão do PSL? O estopim foi porque discordei e não pode discordar, critiquei e não pode criticar. Não disse amém e é preciso dizer amém. Mas não tive e não tenho medo do governo do Lula, do PT, não terei medo do governo Bolsonaro, entende?

Foram vários os fatores, mas o fato de falar a verdade incomodou muito, de criticar quem não gosta [de ser criticado] e não está preparado para as críticas. Isso pesou muito para o Bolsonaro. Bolsonaro não é burro, senão ele não chegaria onde chegou, mas é um idiota ingrato que nada sabe.

Aquela cadeira de presidente ficou grande para ele e ele se lambuzou com o mel da Presidência. Bolsonaro se mostra, muitas vezes, infantil. Ele não está preparado para o cargo para o qual foi eleito, para o qual eu, infelizmente, ajudei a elegê-lo. Eu acreditava, assim como milhões de brasileiros, que ele realmente pudesse fazer a diferença, mas não foi isso que encontrei lá. Ele acredita nas verdades criadas, nas próprias fantasias dele.

Se por um lado não podemos achar que é justo, em sete meses do governo, conseguir consertar a bagunça que foi feita nos últimos anos pelos governos de esquerda, por outro lado o Bolsonaro fica devendo conteúdo, diplomacia, respeito. Ele nada sabe sobre isso, ele não gosta de ouvir, é inseguro, medroso e caricato.

Bolsonaro não foi ninguém no Exército, saiu expurgado de lá, não foi brilhante, ou estou errado? Não estou. Eu, como ator pornô, dei mais certo do que ele no Exército. Bolsonaro está fazendo parte de uma matilha cultural e social de extrema-direita, que assim como a esquerda, que durante muito tempo trabalhou isso, acham que vão dominar o país. E aí entram com as agressões, com as humilhações aos aliados, aos amigos, aqueles que o ajudaram a levá-lo à Presidência da República.

Lembro que Bolsonaro tinha um discurso em que ele dizia que soldado ferido no Exército dele não ficaria para trás. Ele deixou vários para trás, a começar pelo Magno Malta, o [Gustavo] Bebianno, o Julian Lemos, que se entregaram para a campanha dele, abriram mão de fazer suas campanhas e correr por suas vidas para poder eleger o Bolsonaro.

A impressão que eu tenho é que o Bolsonaro não saiu da campanha. Ele acha que o Palácio é um palco. Ele tem que levantar as mãos para o céu por ele ainda ter do lado dele o Paulo Guedes, o Sergio Moro. Mas o castelinho de areia uma hora vai ruir e ele vai ficar perdido como um cachorrinho vira-lata numa montanha de lixo. Infelizmente, o seu governo não apresenta propostas, vive de momentos, de insights. Sair do PSL, para mim, foi receber uma carta de alforria, foi me libertar da ditadura bolsonarista. Saí com muito orgulho e pela porta da frente.

O sr. considera que foi um processo justo? Não vou julgar aqui os que me julgaram. Se essa foi a decisão, vou respeitar democraticamente. Não queria que fosse assim. Temos que ter liberdade de opinar, para se posicionar. Não posso falar para o Bolsonaro só o que ele quer ouvir.

Bolsonaro teve influência na sua expulsão? Como o sr. avalia isso? Foi um equívoco, foi um erro. Mostrou autoritarismo, ditadura. O [deputado] Luciano Bivar [presidente do PSL], meu amigo pessoal, ficou entre a cruz e a espada. É claro que fiquei triste com a expulsão. Foi ruim para mim, para as pessoas que apostam em mim, me senti policiado. Que democracia é essa? O cara não pode falar nada, não pode fazer uma crítica.

O sr. mantinha uma boa relação com Bivar. Quando e como essa relação mudou? Entrei na sala do Luciano, na sala da vice-presidência da Câmara, e ele estava sentado, cabisbaixo, olhou para a minha cara, e eu já sabia naquela hora… Perguntei como estavam as coisas e ele disse: ‘Tá difícil, Frota. O Jair pediu para te tirar do partido, pediu sua expulsão’. É muito difícil para o Luciano Bivar receber isso, mas entendo o Bivar e não tiro o mérito da maneira como ele trabalhou e conversou comigo carinhosamente.

Alguns apoiadores do presidente dizem que o sr. foi um caroneiro, que só pegou a onda Bolsonaro para se eleger. Como responde a isso? Acho engraçado. Eu ia pegar carona em quem? O Bolsonaro era meu candidato, só podia pegar carona nele. Isso tem que ficar muito claro. Quem falou que eu sou caroneiro foi o [deputado] Eduardo Bolsonaro [PSL-SP]. Eu ainda pego carona e ele que fura a fila?

O sr. tentou indicar cargos no governo, na Ancine, por exemplo, e deu declarações públicas se queixando por não ter sido atendido. O que o sr. pediu? Essa é uma lenda. Nunca tentei indicar cargos no governo, principalmente na Ancine.

Além do sr., existe mais alguém no PSL insatisfeito com o presidente Bolsonaro? Existem vários, mas ninguém tem coragem de meter a cara. Existem vários que gostariam de estar falando o que estou falando, ou, inclusive, fazendo ponderações pontuais e verdadeiras como estou fazendo. Mas muita gente não tem coragem de falar.

Como o sr. vai votar as pautas do governo a partir de agora? Pelo bem do Brasil. Vou votar com o governo quando achar que tem que votar. E quando achar que tem que discordar, vou discordar.

O sr. teve convites de alguns partidos. Já definiu seu destino? Acho que a quantidade de convites que tive, e com qualidade, é resultado de um trabalho coeso, honesto e de muito estudo e dedicação. Cheguei na Câmara com meu esforço, fui buscar o meu voto em cada cidade que passei. Andei 35 mil quilômetros de carro, mais de 65 cidades, cheguei quase a 90. Trabalhei incansavelmente. Não tenho curral eleitoral.

Sou um privilegiado do lugar que estou chegando dentro da Câmara. Em 200 dias de governo, tenho 150 discursos. O primeiro a me convidar foi o PSDB, do João Doria e do Bruno Araújo, de quem eu gosto bastante. Trabalhei com Bolsonaro de 2014 a 2018, na hora que ele foi eleito, e até agora nunca me ligou para me dar os parabéns pela minha eleição ou por qualquer outra coisa que eu tenha ajudado, principalmente na coordenação da Previdência. O Rodrigo Maia é o grande fiador dessa Previdência. Recebi sim convite do PSDB, do DEM, me senti lisonjeado. Talvez quando sair essa reportagem, já vou ter definido. E que Deus me proteja.

O sr. foi eleito com um discurso alinhado ao de Bolsonaro. O que aconteceu de lá para cá? O sr. mudou de posição? Sim, fui eleito com discurso alinhado ao de Bolsonaro, mas já tinha esse discurso antes. No final de 2013, quando comecei a praticar meu ativismo, comecei a criticar a esquerda, já tinha meus discursos polêmicos, ácidos, não aceitava e achava que era hora de o Brasil mudar. Fiz um discurso alinhado ao Bolsonaro, volto a repetir, porque o Bolsonaro era meu candidato naquele momento.

O que aconteceu de lá pra cá eu acho que já respondi lá em cima. Principalmente meu amadurecimento e entendimento com as pautas do Brasil, de interesse do povo brasileiro, foi isso que mudou. Eu não mudei de posição, continuo sendo o Alexandre Frota que vai lutar pelo povo brasileiro e que vai ter sua posições e opiniões fortes.

O sr. pretende disputar a Prefeitura de São Paulo no ano que vem? Eu não pretendo disputar a Prefeitura de São Paulo e muito menos a do Rio de Janeiro. Isso é mentira. Todo mundo sabe que a minha candidata para São Paulo é a Joice Hasselmann. Até então eu vinha fazendo mais campanha do que ela própria. Sempre deixei claro isso. Isso foi um dos motivos que gerou muita confusão no PSL, porque o Eduardo Bolsonaro acha que tem que ser o [apresentador José Luiz] Datena. O Datena é meu amigo há 30 anos, adoro o Datena. Mas o Datena, nas duas últimas eleições, na hora H, ele desistiu.

Raio-X

Alexandre Frota, 55. Filou-se ao PSL em 2018, convidado por Jair Bolsonaro. Foi eleito para a Câmara dos Deputados por São Paulo com pouco mais de 150 mil votos

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Taí o que voce queria, Alexandre Frota. Qualquer pessoa que queira ganhar a atenção e a simpatia da mídia tendenciosa é só falar mal do Presidente ou do seu Governo. Pode ter certeza que oxs politicos do PT vão passar a lhe ver com outros olhos. O problema, Frota, é que seu eleitorado vai lhe ver como ingrato. Não se cospe no prato em que comeu. Isso revela claramente falta de carater.

  2. Um cara que so denegriu as mulheres e um coitado eu votei em BOLSONARO mas nunca apoiei esse cafajeste que desde ontem e sempre sera3

  3. Quer dizer que Bolsonaro andou chupando a laranja do Frota?
    O ator pornô foi seduzido e abandonado?
    Modeuzis!

  4. PENSE NUMA MORAL QUE TEM ESSE ATOR PORNÔ? Ele só demonstra o lado medíocre do nosso Congresso Nacional.

    1. Nãaao! Eram os Bolsominions que achavam ele o máximo até outro dia…

    2. Alexandre Frota sempre foi oportunista, se fosse candidato por outro partido, não teria 50 mil votos. Mas entrou na onda do PSL e teve 150 mil votos.
      Mas vamos falar em pessoas de total credibilidade até ontem, e que hoje não são mais nada, cujo trabalho era indispensável e agora se tornaram traidores: Palloci, Delcídio, Bumlai, Eike, Alberto Yousself, toda turma da OAS e da Camargo Correia. A lista é extensa…

  5. Verdade: "Bolsonaro não foi ninguém no Exército, saiu expurgado de lá".
    As pessoas só prestam pra Bozonaro enquanto são úteis e submissas a ele. Quandonousam discordar são descartadas e atacadas com ferocidade e desprezo.
    Laranjas chupadas, bagaço jogado no lixo.

    1. Né isso! Heloísa Helena e Marina Silva que o digam! Quando deixaram de concordar com as ladroagens do PT, foram descartadas e expulsas da legenda…

  6. Esse idiota por onde passar só faz merda, achava que ia mandar no governo Bolsonaro com indicação de cargos, só que se ferrou, com nosso presidente não tem boquinha não.

  7. Esse papa angu saiu da aba de Jair Bolsonaro lascou se.
    Não tem cacife, pra se eleger vereador, por tanto esse baixo clero já é carta fora do baralho.

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Política

Lula almoça às escondidas com Moraes em meio ao escândalo Master

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Lula se encontrou secretamente com o ministro do STF Alexandre de Moraes em Brasília, em meio à crise que envolve a Corte e o Banco Master. O almoço não apareceu nas agendas oficiais e levanta suspeitas sobre a proximidade entre Executivo e Judiciário, conforme o Metrópoles.

Aliados afirmam que a pauta teria sido “segurança pública”, mas o encontro acontece dias depois de Moraes abrir inquérito sobre suposta quebra irregular de sigilo fiscal de ministros e familiares, e na mesma semana em que Lula escolheu Wellington César Lima como novo ministro da Justiça.

Este foi o segundo encontro de Lula com Moraes em janeiro. No dia 15, o presidente reuniu o ministro, o procurador-geral da República Paulo Gonet e outros integrantes do governo para uma reunião ampliada no Planalto. Em dezembro, Lula também almoçou reservadamente com Dias Toffoli, relator do caso Master, acompanhado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O caso Master já atingiu a reputação de Moraes e Toffoli. A proximidade do presidente com ministros envolvidos no escândalo acende o alerta sobre independência do STF.

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Política

BALANÇO FINAL: PF apreende R$ 251 mil em espécie e desmonta esquema de desvio de recursos da saúde no RN

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu R$ 251,5 mil, 33 celulares, 34 eletrônicos — entre notebooks, HDs e tablets —, quatro veículos e 117 documentos na Operação Mederi.

Segundo a PF, a investigação apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no RN que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. 

Auditorias apontam contratos superfaturados, insumos não entregues e produtos de má qualidade. Houve cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Mossoró, Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha, no Oeste potiguar.

Os investigados podem responder por desvio de recursos públicos e fraudes em licitações.

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Política

Senador expõe suspeitas no STF, cita Moraes e Toffoli e ameaça impeachment

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira não poupou críticas ao STF e colocou o impeachment de ministros na mesa. Relator da CPI do Crime Organizado, ele afirmou que há “problemas na conduta” de magistrados no caso do Banco Master, citando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como alvos de questionamentos sobre contratos, valores e relações que precisam ser esclarecidos.

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista Veja, Vieira deixou claro que o Judiciário deve prestar explicações como qualquer outro poder. Segundo ele, não pode existir autoridades blindadas ou acima da lei, sob pena de agravar a crise institucional no país.

O senador avisou que, caso o STF não colabore com a investigação, o impeachment passa a ser o caminho restante. Para Vieira, uma democracia de verdade exige que todos, sem exceção, possam ser investigados e responsabilizados.

Além disso, a CPI pode investigar familiares de ministros que mantiveram negócios com o banco de Daniel Vorcaro. Vieira apontou indícios de uma organização criminosa que comprava acesso privilegiado aos três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — usando contratos com escritórios de advocacia. “A investigação precisa avançar com todo o alcance necessário”, afirmou.

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Geral

PF aponta suposto repasse de R$ 60 mil a Allyson em esquema de contratos da saúde

Foto: Reprodução

Interceptações telefônicas analisadas pela Polícia Federal indicam um suposto repasse de R$ 60 mil ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, dentro de um contrato de R$ 400 mil para compra de materiais médicos. O caso veio à tona nesta terça-feira (27) e ganhou repercussão nacional após reportagem exibida pela TV Globo.

Segundo a investigação, apenas R$ 140 mil teriam sido usados para o fim contratado, ou seja, a compra de insumos hospitalares. O restante do dinheiro, de acordo com os diálogos interceptados entre empresários, teria sido dividido como comissões e possíveis vantagens indevidas, incluindo valores destinados a sócios da empresa, a uma mulher ainda não identificada e ao prefeito citado nas conversas.

Os investigadores detalham que o rateio mencionado nos diálogos seria de R$ 130 mil para os sócios, R$ 40 mil para uma terceira pessoa, R$ 30 mil para a empresa e R$ 60 mil atribuídos ao prefeito de Mossoró. O nome de Allyson Bezerra aparece nos diálogos analisados pela PF, mas, até o momento, a apuração segue em fase investigativa.

Operação Mederi

O caso é alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da CGU, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no RN, inclusive na residência do prefeito, onde foram apreendidos celular, computador e HDs.

A PF apura indícios de superfaturamento e pagamento por produtos que não teriam sido entregues, e chegou a encontrar dinheiro em espécie escondido em uma caixa de isopor.

A defesa de Allyson afirma que não há prova de envolvimento pessoal e que ele segue no cargo sem medidas restritivas.

Opinião dos leitores

  1. Vamos esperar apurar os fatos, o cara se queimar por 60 mil é vergonhoso, porém ele está negociando palanque com quem mesmo?

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Geral

Dia do Orador reforça a importância da comunicação no mundo atual

Foto: Divulgação

O Dia do Orador chama atenção para uma habilidade cada vez mais essencial em um mundo marcado por excesso de informação, relações digitais e alta competitividade: a comunicação. Saber se expressar com clareza, segurança e intenção deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um fator estratégico para quem busca crescimento profissional e pessoal.

A oratória não está restrita a palcos ou discursos formais. Ela se manifesta em situações cotidianas como reuniões, entrevistas, apresentações, negociações, gravação de vídeos e conversas importantes. Em muitos casos, não é a falta de conhecimento que limita oportunidades, mas a dificuldade de organizar ideias e transmiti-las de forma clara.

Especialistas apontam que profissionais tecnicamente competentes nem sempre conseguem ocupar espaços de destaque por insegurança ao falar, enquanto pessoas que dominam a narrativa tendem a ser mais lembradas, ouvidas e reconhecidas. Nesse cenário, comunicar bem se torna uma ferramenta de posicionamento.

Ao contrário do que ainda se acredita, falar bem não depende de talento natural. A comunicação envolve técnica, estrutura, controle emocional, uso da voz e postura corporal habilidades que podem ser aprendidas e desenvolvidas com método e prática. É com essa abordagem que a Vox2You, maior escola de oratória da América Latina, atua no desenvolvimento da comunicação aplicada à vida real, mostrando que a oratória é uma competência treinável.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia do Orador reforça a importância de investir em comunicação. Em um mundo onde ser compreendido faz diferença, aprender a se expressar melhor é uma forma de ampliar oportunidades, fortalecer relações e ocupar espaços com mais segurança e clareza.

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Geral

Tarcísio diz que não seria candidato à Presidência nem se Bolsonaro pedisse

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não seria candidato à Presidência da República nem se o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe pedisse. A declaração foi dada nesta terça-feira, 27, em entrevista à rádio Jovem Pan Sorocaba.

“Isso (Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência) não vai acontecer. Mas eu diria não. Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, afirmou o governador.

Tarcísio também comentou a conversa que pretende ter com o ex-presidente durante visita marcada para esta quinta-feira, 29. Segundo ele, o encontro não terá como foco a disputa eleitoral, mas um gesto de solidariedade.

Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo. Todo mundo pensa que vou falar sobre eleição, mas eu não costumo falar de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do lado dele, porque foi alguém que abriu uma porta importante para mim. Por isso, sempre terá a minha consideração”, disse.

O governador voltou a reafirmar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Segundo ele, seu candidato é Jair Bolsonaro ou quem o ex-presidente escolher.

Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio. Não tenho problema nenhum em relação a isso”, afirmou. Tarcísio disse ainda considerar natural que um integrante da família gere mais confiança ao ex-presidente, que está preso, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Questionado sobre rumores de uma discussão com Flávio Bolsonaro em razão da eleição, o governador negou qualquer desentendimento.

“A conversa com Flávio sempre foi excepcional. Acho que fui a primeira pessoa a saber da decisão do presidente de que ele seria o candidato. Eu disse que ele podia contar comigo, porque estamos no mesmo projeto”, declarou.

Tarcísio tem reiterado que disputará a reeleição ao governo paulista e que mantém lealdade a Bolsonaro. Apesar de ser citado por aliados da direita como um possível nome para a corrida presidencial em 2026, afirma que apoiará Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente para a disputa do Planalto.

Estadão Conteúdo

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Geral

Governo Lula diz que não sabia de contrato de escritório de Lewandowski com Banco Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negaram à CNN que o Planalto tivesse conhecimento prévio do contrato firmado pelo escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, integrantes do governo tentam minimizar o episódio após a revelação de que o escritório de Lewandowski prestou consultoria ao banco enquanto ele ainda chefiava o Ministério da Justiça. Segundo apuração da CNN, a existência do contrato teria acelerado o pedido de demissão do ex-ministro, que deixou o cargo em 10 de janeiro.

Em nota, Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao banco, sem informar o período. Ministros do Planalto afirmam que Lula não sabia do contrato no momento da nomeação e sustentam que não houve conflito de interesses, pois o vínculo teria sido encerrado antes da posse.

A CNN apurou ainda que Lula se reuniu fora da agenda com Daniel Vorcaro, deixando claro que questões envolvendo o banco devem ser tratadas pelo Banco Central. O presidente também teve encontro com o ministro do STF Dias Toffoli, relator do caso, em dezembro, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Apesar do desgaste político, o governo afirma que manterá a defesa da autonomia da Polícia Federal e do Banco Central enquanto as investigações seguem.

Com informações do blog de Tainá Falcão, da CNN Brasil

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Geral

Saiba como votaram os vereadores de Natal na sessão da Câmara que decidiu manter o processo de cassação contra Brisa Bracchi

Imagem: reprodução/TV Câmara Natal

A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Natal que decidiu pela manutenção do processo que pode culminar na cassãção da vereadora Brisa Bracchi foi realizada nesta terça-feira (27). A única ausência da sessão foi a vereadora Anny Lagartixa. Três vereadores presentes na sessão se abstiveram de votar: Luciano Nascimento, Irapoã Nóbrega e João Batista. A vereadora Brisa Bracchi (acusada) e o vereadora Matheus Faustino (acusador) não participam da votação, segundo o regimento da Câmara.

Quinze parlamentares votaram contra o arquivamento do processo e nove votaram para que o processo fosse arquivado.

Veja abaixo como votaram os vereadores:

VOTARAM CONTRA ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:

Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique

VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:

Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta

ABSTENÇÕES:

Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista

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Geral

VÍDEO: O encontro de Moraes com o presidente do BRB na mansão de Vorcaro, do Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes esteve na mansão do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Brasília, ao menos duas vezes, segundo testemunhas ouvidas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. Assista:

Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse até sua casa porque “o homem estava lá”.

Quatro pessoas presenciaram a cena relatada à coluna de Andreza Matais. Moraes estava acompanhado de um assessor na ocasião.

Ao chegar, o então chefe do BRB foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão.

Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique trocaram impressões sobre o assunto. A cena foi narrada à coluna com detalhes por testemunhas.

A compra do Master pelo BRB chegou a ser anunciada, mas teve repercussão negativa no mercado e acabou barrada pelo Banco Central, diante da constatação de inconsistências nos ativos do Master e de suspeitas sobre as transações de vendas de carteiras feitas ao BRB.

Aquele fim de semana com Paulo Henrique não foi a única vez que Alexandre de Moraes esteve na casa de Vorcaro.

O ministro do STF acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. Trump viria a ser o algoz de Moraes, com a Lei Magnitsky.

Na ocasião, segundo relatos feitos à coluna, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros.

Vorcaro é conhecido por colecionar destilados e vinhos.

O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

O Metrópoles informou o ministro nesta segunda-feira, 26, sobre o teor desta reportagem e perguntou se Moraes desejava comentar. Ele não respondeu. Vorcaro e Paulo Henrique também foram procurados e disseram que não iriam comentar o assunto. O espaço segue aberto.

  • Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília.
  • Em um dos encontros, Moraes conheceu o então presidente do BRB, no momento em que o Master buscava socorro financeiro.
  • A compra do banco pelo BRB fracassou após reação negativa do mercado e veto do Banco Central.
  • A relação ganhou peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório da esposa do ministro.

Presença de Moraes demonstrava poder de Vorcaro

A presença do ministro mais poderoso da história do Supremo na mansão do banqueiro funcionava como um recado à classe política sobre o alcance da influência do empresário mineiro.

Segundo relatos obtidos pela coluna, quem circulava pela residência já sabia que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia da esposa do ministro.

O que não se conhecia, à época, era o valor do contrato, firmado em 16 de janeiro de 2024, no total de R$ 129 milhões — cifra que, segundo interlocutores, altera completamente a percepção de que a relação entre os dois se limitava a uma amizade.

Moraes não comenta suas relações com Daniel Vorcaro nem confirma se frequentava a casa do banqueiro. Em nota, já afirmou que nem ele nem o escritório de sua esposa atuaram para reverter a liquidação do banco por meio da compra pelo BRB.

O banqueiro também não se manifesta a respeito do tema. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro foi questionado sobre quem frequentava sua residência em Brasília e citou apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

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Geral

Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, maior número desde 2016; Nordeste lidera com 11,8 mil óbitos

Foto: PRF/divulgação

O Brasil registrou em 2024 o maior número de mortes no trânsito em oito anos, com 37.150 óbitos — alta de 6,5% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 34.881 mortes. Os dados são de levantamento da Vital Strategies com base em informações do Ministério da Saúde.

Pela primeira vez desde 2010, o Nordeste liderou em número absoluto de mortes, com 11.894 registros, superando o Sudeste, que teve 10.995, apesar de concentrar mais que o dobro da frota de veículos do país. A região também concentra metade das rodovias classificadas como péssimas em pesquisa recente da CNT.

O Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade, com 24,5 mortes por 100 mil habitantes. O Nordeste teve taxa de 20,8, enquanto o Sudeste registrou a menor, com 12,4.

Em nota, o Ministério dos Transportes afirmou que tem adotado medidas preventivas para reduzir a violência no trânsito, como melhorias na formação de condutores, fiscalização e infraestrutura. O governo destacou ainda programas para facilitar o acesso à CNH e incentivar bons condutores.

Com informações de Poder 360

Opinião dos leitores

  1. E agora vai piorar sem precisar fazer auto escola para tirar habilitação. Vamos aguardar…

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