A Sesap informou ainda que vem adotando medidas para cumprir o mínimo constitucional de aplicação em saúde até o fim do ano. Entre elas estão o monitoramento da execução orçamentária, a aceleração da liquidação de despesas e a regularização dos bloqueios e sequestros judiciais.
A Tribuna do Norte questionou a pasta sobre quanto foi pago em restos a pagar no primeiro semestre de 2026. Mas não houve resposta.
Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo, a redução dos investimentos se reflete na escassez de insumos, na sobrecarga das equipes médicas e no represamento de atendimentos. “A gestão dos recursos da saúde exige prioridade absoluta, planejamento rigoroso e responsabilidade contínua”, defende.
Para o conselho, embora a situação fiscal do Estado possa afetar a capacidade de custeio e investimento, a saúde deve ser tratada como prioridade orçamentária. “Quando restrições fiscais passam a comprometer a manutenção básica de hospitais, o abastecimento de medicamentos e a regularidade do pagamento de prestadores e profissionais, fica claro que a crise financeira ultrapassou os limites administrativos e atingiu a ponta do atendimento”, revela Melo.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento sobre a aplicação de recursos na saúde para acompanhar a execução orçamentária e financeira dos recursos destinados à Sesap.
O procedimento considera que o RN tem apresentado evolução abaixo da esperada no cumprimento do percentual mínimo constitucional de aplicação em saúde. Segundo o Ministério Público, o Estado vem registrando uma média de investimentos próprios em ASPS inferior à de outros estados do Nordeste.
No documento, a promotoria destaca que a previsão orçamentária para a saúde em 2026, apresentada durante reunião do Conselho Estadual de Saúde, foi de R$ 3,579 bilhões, equivalente a 12,5% das receitas estaduais estimadas para o setor.
O procedimento também menciona preocupações levantadas por conselheiros estaduais de saúde durante a discussão do orçamento de 2026, incluindo a redução de dotações previstas para algumas áreas em comparação com a Lei Orçamentária de 2025 e a necessidade de diálogo com parlamentares sobre os recursos destinados ao setor.
Diante desse contexto, o Ministério Público mantém o acompanhamento da execução orçamentária da saúde para verificar se o Estado assegura recursos suficientes para garantir a prestação dos serviços. Uma nova reunião deve acontecer no dia 6 de agosto para discutir o tema.
Saúde tem dívida de R$ 545 milhões
A Sesap acumula R$ 545,31 milhões em restos a pagar processados, que correspondem a despesas já liquidadas — ou seja, com o serviço prestado ou o bem entregue, mas que ainda aguardam pagamento.
Para o economista Arthur Néo, o baixo percentual de aplicação de recursos na saúde reflete a crise fiscal enfrentada pelo Estado. “Do ponto de vista da economia do setor público, esse indicador reflete o estrangulamento de caixa e a severa rigidez orçamentária do Estado”, alerta.
O economista avalia ainda que o problema não está na arrecadação, que continua crescendo em termos nominais, mas na falta de fluxo de caixa para manter os pagamentos da saúde em dia.
Em resposta à Tribuna do Norte, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) afirmou que o percentual de aplicação de recursos em saúde apurado ao longo do semestre representa apenas um acompanhamento parcial da execução orçamentária e não indica, por si só, o cumprimento ou descumprimento do mínimo constitucional.
A secretaria citou como exemplo o ano de 2018, quando o Estado registrava um dos maiores percentuais de aplicação até o terceiro bimestre, mas encerrou o exercício com 10,58%, abaixo do mínimo constitucional.
A Sefaz acrescentou que, desde 2019, o RN tem cumprido a exigência constitucional de destinar pelo menos 12% das receitas próprias às ações e serviços públicos de saúde.
Recursos
Percentual aplicado em saúde no primeiro semestre
2016 10,93%
2017 11,09%
2018 12,90%*
2019 9,84%
2020 12,10%
2021 11,08%
2022 11,25%
2023 11,11%
2024 9,65%
2025 7,78%
2026 7,04%
*O número referente a 2018 não constava no relatório e foi calculado manualmente.
Amanda Miranda / Tribuna do Norte
Muda só o significado da sigla: Partido do Miliciano Brasileiro.
Essa notícia é um fato triste para a história do dia das mulheres. Um homem que não respeita o próximo, que se quer usa máscara, falta de empatia, que alega que uma certa deputada não merece ser estuprada ou que vangloria-se dos feitos de um torturador covarde de mulheres filiar e querer ser dono do partido que leva o nome das mulheres. Todo respeito e admiração as mulheres. Lutem!
Melhor partido pra essa BESTA FERA SE FILIAR SERA O PARTIDOS DAS TREVAS
VAZA SATÃ
Não se reelegerá..
De ultra nanico esse partido sem representatividade, vai explodir.
Vai entrar em 2023 com pelo menos umas 50 deputadas federais, vai formar a maior bancada.
Se forem coerente com o PR Bolsonaro, o segundo mandato do MITO, vai ser duzentas mil vezes melhor.
Kkkkkkkkkkkkk
Tchau turma de nhonhõs !!
Tchau corruptos ladrões safados vermelhos.
Agora a vez das mulheres e ponto final.
Dra Roberta Lacerda logo pra Senadora!!!!
Voto nela!!
Sem medo!!
não muda muita coisa… Se apropria de um partido existente, muda tudo… Os ratos são os mesmos…
Melhor as mina fundar outro partido. Esse já era!
Vai surgir agora o partido dos salvadores da pátria (psp).
Diferente do psl o Bolsonaro vai ter um poder maior sobre o partido acabando com a trairagem depois das eleições tirando o poder do presidente e seus aliados.
O que esse ser misógino quer se filiando ao PMB?
Chora mais que tá pouco
Ele quer apenas fazer o gado de trouxa kkkkkkkkkkk. Fora isso é o mais do mesmo da velha política para proteger os interesses dos pseudoconservadores de ocasião.
Teremos agora o PCLLM – partido chocolate, laranja e leite moça