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Candidato à presidência, Zé Maria (PSTU) defende salário mínimo a políticos e diz que black blocs são na maioria bem intencionados

ze-maria-candidato-do-pstu-a-presidencia-1406853772331_300x300O metalúrgico e dirigente sindical José Maria de Almeida, 56, o Zé Maria do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), disputará neste ano sua quarta eleição presidencial mais uma vez sem a pretensão de sagrar-se vitorioso. Com 30 segundos no horário eleitoral e R$ 300 mil para a campanha, o objetivo dele e da militância do partido é usar as eleições como espaço para propagandear o programa socialista.

Natural de Salta Albertina (SP), cidade na divisa com o Mato Grosso do Sul, Zé Maria mudou-se para Santo André (Grande SP) no início da década de 70, aos 13 anos, para trabalhar como metalúrgico. Fez curso de fresador e ferramenteiro no Senai e iniciou a militância no Sindicato dos Metalúrgicos do município em 1976.

Por se envolver em atividades políticas, foi preso três vezes (77, 78 e 80), a última delas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros dirigentes sindicais no Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo. “Lula tinha um discurso mais à esquerda, mas as diferenças que temos hoje já estavam anunciadas naquele momento”, afirma, ao referir-se sobre a tendência à conciliação do ex-presidente.

Zé Maria fundou, ainda no final dos anos 70, a Convergência Socialista, organização que participou da construção do PT, mas que foi expulsa do partido em 1992. Enquanto esteve no partido, a Convergência atuou em oposição ao campo majoritário, liderado por Lula e José Dirceu. Em 1994, a corrente decidiu fundar o PSTU. Nas eleições de 2010, o socialista obteve 84.609 votos, o que correspondeu a 0,08% do eleitorado.

Veja abaixo a entrevista de Zé Maria ao UOL:

UOL – Se o senhor for eleito presidente da República, quais seriam as primeiras ações que tomaria em 1º de Janeiro de 2015?

Zé Maria – Três conjuntos de medidas. O primeiro é suspender o pagamento da dívida, estatizar o sistema financeiro e colocá-lo a serviço das necessidades do país –e não do enriquecimento de meia dúzia de banqueiros– para financiar a construção de moradias, escolas, hospitais, a produção de alimentos, obras de infraestrutura e oferecer crédito barato à população. O segundo conjunto é inverter prioridades, acabar com os privilégios de grandes empresas. O governo gasta hoje 3% do PIB (Produto Interno Bruto) com subsídios fiscais para grandes empresas, a maioria multinacionais, como as montadoras de veículos. Também reduziria a jornada de trabalho, garantiria salário e aposentadoria dignos para as pessoas. O terceiro: é preciso que o Estado tenha uma ação forte para que haja liberdade, para acabar com a discriminação e a opressão. A violência do machismo é uma coisa absurda, uma epidemia. A mesma coisa em relação ao racismo e a homofobia. É preciso acabar com a violência da policia que está fazendo um verdadeiro genocídio contra a juventude pobre e negra das periferias.

UOL – Há como deixar de pagar a dívida pública de uma hora para a outra?

Zé Maria – Sim, nós criaríamos uma situação que permitiria resolver metade dos problemas sociais que este país tem. Qual política que é a menina dos olhos da Dilma? Segundo eles, para acabar com a pobreza e a miséria no Brasil? É o Bolsa Família, que gasta R$ 24 bilhões por ano. A “bolsa banqueiro” gasta R$ 800 bilhões por ano, com o pagamento da dívida pública, que é um dinheiro tirado do orçamento do país; 42%, 43% [do orçamento] que todo ano vai para o sistema financeiro. Essa é a verdadeira prioridade do PT. Se a prioridade fosse a população pobre, seria R$ 800 bilhões para as famílias e R$ 24 bilhões para os bancos. A dívida já foi paga centenas de vezes. Desde a Constituição de 1988 está determinada uma auditoria da dívida. Porque desde aquela época já se sabe que esses contratos são absurdos. Boa parte deles foi feita na ditadura, aliás. Os bancos internacionais mantêm o país prisioneiro. Uma sangria de recursos absolutamente impossível de ser mantida,

UOL – A suspensão do pagamento da dívida geraria uma reação pesada…
Zé Maria – Fala-se muito que haveria um colapso, que se romperiam as relações com o Brasil, que o sistema financeiro mundial não deixaria entrar dinheiro aqui e que país iria afundar. Ninguém se deu ainda o trabalho de fazer as contas. Tomando os dados do Ministério da Fazenda, Banco Central e Tesouro Nacional, se você somar tudo o que entra de recurso no país, de investimento das empresas estrangeiras, empréstimo dos bancos estrangeiros, do Banco Mundial, exportações que o país faz, e depois comparar com tudo que sai para pagar a dívida pública externa e interna e de remessa de lucro das multinacionais, você vai chegar a conclusão que sai mais dinheiro do que entra. Se o Brasil parar de pagar a dívida e, em função disso, nenhum banco colocar mais dinheiro aqui dentro, mas se não sair dinheiro para os bancos, sobra mais dinheiro que temos hoje. Não é verdade que o Brasil precise do sistema financeiro internacional para que a economia funcione. O Brasil é a sexta economia do planeta, tem recursos naturais, terras, água e clima que permitem produzir alimentos para seu povo e metade da América Latina. Nós temos uma capacidade de produção industrial instalada que é uma das maiores do mundo, diversificada, com plenas condições de produzir os bens de consumo que o país precisa.

UOL – O que o senhor propõe é um programa socialista. É possível realizá-lo dentro dos marcos da democracia atual?
Zé Maria – É possível e necessário. A serviço disso estará nossa campanha eleitoral. O nosso governo estará apoiado nas organizações da classe trabalhadora. Isso é a democracia. A maioria da população são os banqueiros e empresários? Não, são os trabalhadores, os que ralam a vida inteira, vivem em condições subumanas, humilhados, para poder garantir que alguns banqueiros não saibam nem como gastar o que têm, de tanto que ganham. Todos os anos tem recorde de rentabilidade dos bancos. Até o Lula teve o escárnio de falar no final do segundo mandato dele de que nenhum banqueiro, nenhum empresário podia reclamar do governo dele porque “nunca antes na história deste país” eles ganharam tanto dinheiro. E é verdade isso. Agora, foi pra isso que ele foi para a Presidência da República?

UOL – No Brasil há um conservadorismo muito forte. O senhor acha que o povo concordaria com isso?
Zé Maria – As pessoas precisam disso. E o debate que o PSTU quer fazer, em primeiro lugar, que essa mudança é necessária. Não podemos continuar vivendo numa sociedade rica como a nossa e que submete uma parcela tão grande da população a uma condição humilhante de vida. Isso é desumano. A primeira preocupação do PSTU é dizer isso com clareza nas eleições. A nossa luta, no entanto, não vai ser pelo sistema eleitoral que esta aí. Porque o sistema eleitoral é controlado pelos bancos e pelas empresas.

UOL – Por que participar das eleições, então?
Zé Maria – Para discutir isso com a população. Que essas alternativas que estão sendo apresentadas a elas é mais do mesmo. É o seis por meia dúzia. Que para mudar de fato o país, é necessário realizar uma transformação da estrutura econômica, social e política para que haja recursos para o povo e também liberdade. Para isso precisamos romper com o governo e com grandes empresários. O nosso objetivo é usar esse espaço do debate eleitoral para apresentar uma alternativa distinta. Não concordamos com nenhuma das que estão aí, então é obrigação nossa apresentar uma candidatura.

UOL – Há interlocução dessas propostas em um espaço tão viciado como as eleições?
Zé Maria – Existe e vai crescer bastante nessas eleições. O PSTU obviamente tem como foco de atuação não as eleições, e sim organizações das lutas, greves, como a dos metroviários [de SP], das mobilizações da juventude e dos movimentos populares. É nisso que consiste a atividade mais importante do PSTU. Agora, a disputa política que se trava nas eleições também é importante. Temos uma militância muito aguerrida, temos uma franja grande de trabalhadores e jovens que gostam do nosso partido e que vão nos ajudar nessa campanha. As pessoas estão esperando o PT mudar o país, mas a paciência está acabando. Então, há uma experiência maior das pessoas. Essa mudança na situação política do país de junho para cá abre um espaço maior para a esquerda socialista. É um processo que é majoritário? Ainda não, é minoritário, mas é um processo de construção. Nós vamos avançar.

UOL – Mas o senhor e o PSTU têm pouco tempo de TV e poucos recursos, se comparado com outras campanhas…
Zé Maria – Não é verdade que temos um processo eleitoral que é democrático no Brasil. Como pode ser democrático se a Dilma pode gastar R$ 300 milhões na campanha e eu vou gastar R$ 300 mil, R$ 400 mil, que é o que posso recolher com a militância do partido e com os trabalhadores? Na televisão, o tempo garantido pelo Estado é distribuído de forma desigual. Dilma vai ter mais da metade de tempo do programa eleitoral. Eu vou ter 30 segundos. E sou candidato a presidente tanto quanto ela. Represento um partido legalizado tanto quanto o PT. Há vários países que são capitalistas, como a França, onde cada candidato tem o mesmo tempo. Como o Jornal Nacional pode mostrar três candidatos se há 11? Como uma concessão pública pode fazer isso? Isso é mentir para a população. Está se passando uma ideia de que há só três candidatos, isso é mentira. Há outro problema: por que um político tem que ganhar R$ 26 mil por mês?

UOL – Qual deveria ser o salário de um político?
Zé Maria – Se o Congresso aprova um salário mínimo de R$ 700 para o “peão”, um deputado tem que ganhar o mesmo. Ele tem que ser coerente. Nós defendemos que o salário mínimo seja o proposto pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), R$ 2.800. (…) Vamos supor que o país não tenha condições e pagar isso ao trabalhador, como pode pagar R$ 26 mil para o presidente? Está tudo errado nesse sistema. Ele é feito para beneficiar os que estão lá, não para resolver os problemas da população. Para eleger um deputado federal aqui em São Paulo é preciso R$ 10 milhões. Nenhum deputado tem isso. Ele vai ser financiado por alguma empresa, vai chegar lá e defender o interesse desta empresa. Porque depois de quatro anos vai ter outra eleição. E tem outra coisa, o cara chega lá e recebe um monte de privilegio que as pessoas não têm, então ele não quer mais sair de lá. O financiamento de campanha tem que ser público e com pouco dinheiro. O país tem outras prioridades. Não tem porque ter campanha de R$ 300 milhões para presidente. Sabe por que tem que gastar isso? Porque tem que dar R$ 150 milhões para o marqueteiro inventar um produto para convencer a população a votar. Ou seja, para mentir para as pessoas.

UOL – O senhor acha que as três principais candidaturas são a mesma coisa? Não há diferenças entre elas?
Zé Maria – O PSDB e o PSB são expressão daquilo que é a direita tradicional do país, das oligarquias que sempre governaram o Brasil. Não há diferenças entre eles. O Eduardo Campos estava no governo do PT até pouco tempo. Não virá deles as mudanças de que o povo precisa. Nem do PSDB, do Aécio, nem do Eduardo Campos. Com o PT, o que ocorre é que, com essa escolha de se aliar ao empresariado, não vai poder mudar o país. O problema do PT não é o tempo para amadurecer a mudança, mas é a escolha que ele fez de manter os privilégios dos que já eram privilegiados.

UOL – O PSTU tem 20 anos e ainda é pouco conhecido. O PT, em poucos anos, já era bastante reconhecido a ponto de ter diretórios em quase todas as cidades do Brasil. Por que o PSTU continua a ser um partido de pouca expressão?
Zé Maria – A construção do PT se deu em um momento muito mais favorável da luta de classes no Brasil. Era expressão política daquelas centenas de greves que tivemos no país no final da década de 70 e começo da de 80. Natural que crescesse muito mais rapidamente. Estamos construindo um partido em circunstâncias muito distintas. Nosso partido surgiu na década de 90, a mais desfavorável para a luta da classe trabalhadora brasileira. Outra razão é que a própria existência do PT segue sendo um obstáculo pelo peso político que o PT ainda tem no país e que ocupa no imaginário da classe trabalhadora e porque uma parcela da classe se desencanta com o PT, mas olha para o PSTU e se pergunta: “mas será que vocês não vão fazer a mesma coisa que o PT?” Escuto muito isso, todos os dias. As pessoas se desencantaram. Querem uma coisa que mude, mas têm medo. Há um processo de amadurecimento e reorganização da nossa classe que leva tempo. Não estamos construindo partido para eleger deputado, senador, presidente da República. Vamos fazer uma disputa dura pelo voto. Se a gente puder eleger deputado que coloque seu mandato a serviço desse projeto, melhor. Mas o problema fundamental nosso é preparar o partido para que seja o instrumento político para que possamos instituir no Brasil um governo da classe trabalhadora. Isso leva tempo.

UOL – Por que sempre é o senhor o escolhido para a candidatura presidencial do PSTU?
Zé Maria – [risos] Nós somos um partido pequeno, uma organização que tem poucos recursos. Qual é o problema? Ao você sair candidato uma vez, fica prisioneiro da situação. Você constrói um nome minimamente conhecido e depois aquilo vira um patrimônio. As coisas foram se conduzindo naturalmente dessa forma. Se dependesse de mim, já teríamos visto alternativas.

UOL – O PSTU acredita em uma revolução socialista. É possível defender isso no horário eleitoral?
Zé Maria – Claro. Que o país precisa de uma revolução é uma coisa até óbvia para uma parcela da população. Aliás, as pessoas falam isso nas ruas. Uma revolução na nossa concepção é uma mobilização social grande dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude que inviabilize a continuidade das coisas como estão hoje. E que crie condições para organizar de forma diferente a sociedade. Se formos perguntar para a população sobre a forma de representação política do país, você acha que ela vai defender o Congresso como está aí? Você não acha um que defenda.  Democracia não é vontade da maioria? Nós queremos botar a maioria do povo na rua para dizer que não é assim que queremos. As coisas se organizam dessa forma no mundo não porque Deus quis ou porque a natureza estabeleceu assim. Foram homens e mulheres que organizaram as coisas dessa forma. Nós, homens e mulheres que trabalhamos no país, queremos organizar de outra forma. A legislação constituída mantém os privilégios dos que controlam a sociedade. E mudar isso implica numa pressão política muito forte, que só é possível com uma mobilização forte no país. Uma revolução é isso. É o povo na rua dizendo “como está, não dá mais”.

UOL – Como seria um governo socialista do PSTU?
Zé Maria – Queremos um governo apoiado nas organizações dos trabalhadores e da juventude. Não defendemos governo de partido único. Somos trotskistas, a nossa corrente socialista se construiu em oposição ao stalinismo, nunca defendemos o que havia na União Soviética, no leste da Europa, na vigência dos governos do Stalin. Não há socialismo sem acabar com a propriedade privada, sem distribuir a riqueza para a população, mas tampouco há socialismo sem liberdade, sem que as pessoas possam se organizar, ter direito a opinião, sem liberdade de imprensa, sem que as pessoas possam se realizar de forma plena como seres humanos. Socialismo não é só comida. É também ter acesso ao conhecimento, se educar, exercer a sensibilidade, as habilidades, dons artísticos, tudo. É uma sociedade libertária. É isso o que queremos construir.

UOL – Qual é a opinião do senhor sobre os black blocs?
Zé Maria – São, na maioria, jovens bem intencionados. Defendemos esses companheiros das agressões que receberam da PM, mas não concordamos com as ações que eles praticam. E não é por conta do problema da chamada violência, é porque é contraproducente. As ações que eles tomam quebrando vidro de banco, de loja, de carro, afastam as pessoas das mobilizações. Meu problema com o banco não é quebrar a vidraça, eu quero tomar o banco! Para que classe trabalhadora o controle. Não quero quebrar a vidraça da prefeitura ou do Palácio do Planalto, eu acho que o trabalhador tem que assumir essas instâncias para governar o país. Sem falar que se eu quebro o vidro da prefeitura, quem vai pagar é o contribuinte. Por outro lado, a ideia de que pegando um coquetel molotov vou atacar a política, é de uma ingenuidade sem tamanho. Aqui no Brasil já vivemos uma experiência assim, com as guerrilhas nas décadas de 1960 e 70. Eram pessoas muito mais decididas e preparadas, que deram suas vidas, pegaram em armas para enfrentar a Forças Armadas. Qual foi a resultante daquilo? Nós perdemos algumas centenas de companheiros valorosíssimos, que estão fazendo uma falta danada. E acabou sendo utilizada aquela guerrilha como pretexto para reforçar a repressão. Agora você acha que um bando de 200 meninos vai derrotar a Polícia Militar de São Paulo, que é o segundo maior exército da América Latina, atrás só do Exército Brasileiro? O que derrota a polícia é o povo na rua, é o crescimento das manifestações.

Veja mais na entrevista pela UOL em http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/08/01/ze-maria-pstu-defende-salario-minimo-a-politicos-e-estatizacao-de-bancos.htm

Opinião dos leitores

  1. Não sei se tenho pena de um ignorante desse naipe ou raiva daqueles que os seguem. Lendo suas respostas fica claro que não passam de um ajuntamento de palavras sem nexo, sem efeito prático, sem nada. Apenas palavras.
    Outra coisa, pode ir atrás que possivelmente descubra, assim como todo bom sindicalista, esse daí não dá um palito numa barra de margarina faz tempo.
    Mas como já dito, o nível da esquerda não é muito alto mesmo. Não passam de repetidores de ideias ultrapassadas, conceitos atrasados e modo de vida que nem eles praticam.

  2. Taí!Encontrei um sujeito mais imbecil do que o "cumpanhêro" Molusco.
    Será que este "sacripanta"é Marciano?

  3. Esse é o nível da esquerda brasileira. É de dar pena, dó e piedade. Meu Deus, esse cara vive em que planeta?

  4. O ENTREVISTADOR DEVERIA TER COMPRADO UM LITRO DE ÓLEO A PEROBA PARA PASSAR NA CARA DESSE DESTEMPERADO QUE JAMAIS SERÁ ALGUMA COISA NO NOSSO PAIS, GRAÇAS A DEUS.

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Política

URGENTE: PL sai em defesa de Flávio Bolsonaro após fala com Vorcaro sobre filme

O Partido Liberal (PL) divulgou uma nota oficial na noite desta terça-feira (13) saindo em defesa do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. Segundo o partido, as explicações apresentadas pelo parlamentar são “claras e consistentes” em relação aos fatos citados.

A manifestação trata de um caso envolvendo a busca de patrocínio privado para a produção de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o PL, não teve qualquer uso de recursos públicos. A sigla reforça que se trata de uma iniciativa exclusivamente privada.

No comunicado, o PL também reafirma confiança e apoio ao senador, destacando “apoio irrestrito” a Flávio Bolsonaro e defendendo sua conduta. O partido ainda cita a necessidade de abertura da CPI do Banco Master, sem detalhar os motivos da solicitação.

Nota Oficial

O Partido Liberal reitera que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras e consistentes.

Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para a produção de um filme igualmente privado, sem qualquer utilização de recursos públicos.

O PL manifesta confiança irrestrita e apoio ao nosso pré-candidato à Presidência da República, certo da correção de sua conduta.

Seguimos firmes e unidos, com responsabilidade e compromisso com a verdade.

CPI do Banco Master já!

Partido Liberal

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Política

Câmara de Natal libera pagamento de passagem via PIX nos ônibus

Foto: Reprodução

A Câmara de Natal aprovou projeto de lei que autoriza o pagamento da tarifa do transporte público por meio de PIX nos ônibus da capital. O Projeto de Lei nº 540/2025, de autoria do vereador Cleiton da Policlínica,  segue para sanção do prefeito Paulinho Freire (União Brasil).

De acordo com o texto aprovado pelos vereadores, as empresas deverão oferecer o sistema de pagamento instantâneo sem cobrança de taxas adicionais sobre o valor da passagem. O serviço deve estar disponível independentemente da instituição financeira usada pelo passageiro, garantindo acesso universal ao pagamento via PIX.

Atualmente, a tarifa do transporte público em Natal custa R$ 5,20. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou por meio do cartão eletrônico da Nubus.

Segundo o autor da proposta, a medida segue uma tendência já adotada em outras cidades brasileiras, como Florianópolis, São Paulo e Londrina, que também passaram a aceitar pagamentos digitais no transporte público.

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Política

CRISE: gestão Fátima Bezerra atinge 65,6% de desaprovação no RN, aponta Metadata/Grupo Dial

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A gestão da governadora Fátima Bezerra é desaprovada por 65,6% dos potiguares, segundo pesquisa realizada pela Metadata. O levantamento foi divulgado nesta semana e ouviu 1.550 eleitores em 54 municípios do RN.

De acordo com o estudo, apenas 28,4% dos entrevistados aprovam a administração estadual, enquanto 6% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, abrangendo todas as quatro mesorregiões do RN e 19 setores censitários do estado.

O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026, garantindo a regularidade da divulgação dos dados.

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Política

Styvenson lidera disputa ao Senado com 21,9%; Zenaide tem 15%, diz pesquisa Metadata/Grupo Dial

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O senador Styvenson Valentim lidera a soma do primeiro e segundo votos para o Senado Federal no RN com 21,9%, segundo pesquisa da Metadata/Grupo Dial divulgada nesta quarta-feira (13). A senadora Zenaide Maia aparece em segundo lugar com 15%, seguida pelo ex-deputado federal Rafael Motta, que marca 12,4%. O levantamento considera a soma dos dois votos para o Senado Federal.

A pesquisa ouviu 1.550 eleitores entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, em 54 municípios do RN, abrangendo todas as mesorregiões do estado.

Além dos três primeiros colocados, aparecem ainda a vereadora Samanda Alves com 4,8% e o coronel Coronel Hélio com 4,7%. O empresário Flávio Rocha registra 3,3%, enquanto Sandro Pimentel soma 2,1% e Rosália Fernandes aparece com 1,9%.

O levantamento também aponta que 15,7% dos entrevistados não votariam em nenhum dos nomes apresentados. Brancos e nulos somam 4,1%, enquanto 14,1% não souberam ou não responderam.

A pesquisa tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e está registrada no TSE sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026.

 

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Saúde

DENUNCIA GRAVE: Diretoria Técnica da Unimed Natal pretende reduzir escala de obstetras de plantão no Hospital da Unimed

Foto: Reprodução

O Blog do BG recebeu uma denúncia grave, feita por um médico da Unimed Natal, revelando que a diretoria técnica da cooperativa pretende fazer um corte de gastos na obstetrícia reduzindo de 3 para 2 a escala de médicos de plantão no Hospital da Unimed. De acordo com o profissional, se isso acontecer, a vida de mães e bebês estará em risco.

O profissional explicou que são necessários dois médicos obstetras para atender a um parto. Nessa situação, se a escala de fato for reduzida, a emergência ficará sem médico. A mulher que entrar com uma emergência gestacional, por exemplo, ficará sem atendimento. “Isso é criminoso”, protestou o médico que fez a denúncia.

O objetivo da diretoria técnica, ainda segundo o médico, é economizar R$ 20 mil mensalmente com esse corte. Ele também revelou que, desde a posse da nova diretoria técnica, o valor do plantão da obstetrícia foi reduzido.

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Política

[VÍDEO] URGENTE: Flávio desmente financiamento de Vorcaro para filme de Bolsonaro e diz: “é dinheiro privado”

Imagens: Divulgação/Instagram/Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre mensagens e áudios trocados com o banqueiro Daniel Vorcaro, citados em reportagem do The Intercept Brasil. Segundo a publicação, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio confirma a existência dos diálogos e diz que se tratava de um “um filho procurando patrocínio privado para um filme”. Ele disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, não havia acusações públicas contra o banqueiro.

Flávio também afirmou que não houve uso de dinheiro público no projeto.

O senador defendeu que a iniciativa se tratava de um investimento privado e chegou a mencionar a necessidade de uma CPI para investigar o Banco Master, afirmando que o objetivo seria “separar inocentes de bandidos”.

NOTA À IMPRENSA

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

Opinião dos leitores

  1. É muito cara de pau do Rachadinha. A frase da semana (frase de Flavio Bolsonaro pra Vorcaro “Irmão, estou e estarei contigo pra sempre…”

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Política

BASTIDOR: Além de Bolsonaro, Vorcaro teria financiado filmes sobre Lula e Temer

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro também teria financiado produções audiovisuais relacionadas aos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Lula (PT), segundo informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A revelação surgiu após repercussão envolvendo um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pedindo apoio financeiro para um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Jardim, pessoas ligadas a Vorcaro afirmam que o empresário teria colocado recursos em duas produções sobre presidentes brasileiros.

Uma delas seria o documentário “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, obra sobre a gestão de Michel Temer dirigida por Bruno Barreto. A outra seria um documentário sobre Lula dirigido pelo cineasta Oliver Stone em 2024.

Segundo a publicação, ainda não há informações sobre as condições em que os recursos teriam sido repassados. O produtor do documentário sobre Temer, Elsinho Mouco, negou ter solicitado dinheiro a Vorcaro.

 

 

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Polícia

CRISE: Policiais são alvo de busca por vazar dados sigilosos no RN

Foto: Reprodução

A Polícia Civil realizou a operação “Acesso Restrito”, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas a uma investigação sobre fraude milionária no RN. Um policial militar e um policial civil são suspeitos de acessar e compartilhar, de forma irregular, dados protegidos por segredo de Justiça.

De acordo com a investigação, os dados vazados teriam relação com a operação “Pouso Forçado”, realizada em setembro de 2025. Na ocasião, a PC apurava um suposto esquema criminoso envolvendo o desvio de mais de R$ 12,5 milhões em pontos de um programa de milhas ligado a uma instituição financeira pública.

O caso envolve suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.

Durante a ação desta quarta-feira (13), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e dois em locais de trabalho, nas cidades de Natal e Macaíba.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao suposto uso irregular de sistemas informatizados e bancos de dados institucionais acessíveis apenas a servidores autorizados. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.

Nota oficial

Em nota, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte afirmou que não compactua com práticas de violação de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas pela administração pública.

A corporação também reafirmou compromisso com a legalidade, a ética e a preservação do interesse público.

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Geral

Prefeitura do Assú apresenta em Mossoró o São João mais antigo do mundo e celebra 300 anos de história e devoção

Foto: divulgação

Mossoró recebeu, nesta quarta-feira (13), a apresentação oficial do São João de Assú 2026. Em almoço realizado no Requinte Buffet, a Prefeitura de Assú apresentou à imprensa e a convidados mossoroenses a programação do tricentenário da festa dedicada ao padroeiro São João Batista — reconhecida como o São João mais antigo do mundo.

Não foi por acaso que Mossoró foi escolhida para sediar um dos lançamentos. As duas cidades abrigam os maiores festejos juninos do Rio Grande do Norte, e reunir as duas em torno da cultura nordestina é também uma declaração: o São João potiguar não tem fronteiras.

A edição de 2026 do São João de Assú chega com tudo. A festa, que já durava 10 dias, cresce para 12 dias de programação, com novos polos e mais espaço para o público. O Alto de São João Batista, celebração religiosa de forte apelo histórico e espiritual, acontece entre os dias 5 a 7 de junho. O Arraiá do Jegue, um dos eventos mais populares e tradicionais do ciclo junino assuense, também marca presença na programação.

No palco principal, nomes como Matheus & Kauan e Padre Fábio de Melo confirmam que o tricentenário será à altura dos 300 anos de história que a festa carrega.

O prefeito Lula Soares discursou no evento e deixou claro o significado do momento: “Chegar em Mossoró e ser recebido com tanto carinho nos enche de gratidão. Mossoró e Assú têm os maiores São João do Rio Grande do Norte, e este é um momento de união. Assú está completando 300 anos de festa, e nada mais bonito do que as nossas cidades caminharem de mãos dadas para levar a cultura nordestina, a cultura potiguar, para ainda mais lugares — para fora do estado, para o mundo.”

Durante o evento também estiveram presentes a vice-prefeita Isabela Moraes, o padre Ítalo, a paróquia São João Batista, o ex-prefeito Gustavo Soares, o presidente da Câmara de Assú, Júnior do Trapiá, entre demais secretários assuenses.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

12 de junho: Michele Andrade e Thullio Milionário
13 de junho: Matheus & Kauan, Israel Fernandez e Zé Filho
14 de junho: Mastruz com Leite, Flávio José e Amazan
17 de junho: Zé Vaqueiro e Zezo
18 de junho: Rey Vaqueiro, Nuzio Medeiros e Daniel Donato
19 de junho: Filho do Piseiro, Thiago Freitas e Forró de Griff
20 de junho: Seu Desejo e Bonde do Brasil
21 de junho: Menos É Mais e Panda
23 de junho: 17h – Bonde do Gragra e Banda Grafith (Arrastão dos 300 anos), 21h – William Sanfona (Show religioso)
24 de junho: Padre Fábio de Melo (Show religioso)

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Geral

ÁUDIO: Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio pediu dinheiro

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.

Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 15 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.

Parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a reportagem do Intercept.

Em um áudio divulgado pelo Intercept, que seria de 8 de setembro de 2025, Flávio teria dito a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, teria declarado o senador.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, teria afirmado.

A reportagem do Metrópoles acionou Flávio diretamente e a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Intermediário

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro, teriam atuado como intermediários.

Além de Eduardo e Mário, o empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro, também estariam envolvidos nas negociações.

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro teria declarado a Zettel que o projeto cinematográfico de Bolsonaro era prioridade absoluta e deu uma ordem sobre os repasses: “Não pode falhar mais”.

Uma semana depois, em 5 de fevereiro, Zettel teria dito a Vorcaro que, sobre o “filme”, “estava tentando desde ontem” e alega que o “câmbio do Master [estava] criando caso”. O banqueiro pergunta para quem deveria fazer o repasse e orienta: “Vamos fazer via Entre [que seria a empresa Entre Investimentos e Participações]”.

Vorcaro decreta o envio do dinheiro: “Manda a grana“.

Metrópoles com informações de The Intercept

Opinião dos leitores

  1. Sério? Não acredito! Flavinho fez isso?
    Besta somos nós que ficamos brigando por um bando de políticos egoístas que só pensam neles e o povo se acabando.

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