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Candidato à presidência, Zé Maria (PSTU) defende salário mínimo a políticos e diz que black blocs são na maioria bem intencionados

ze-maria-candidato-do-pstu-a-presidencia-1406853772331_300x300O metalúrgico e dirigente sindical José Maria de Almeida, 56, o Zé Maria do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), disputará neste ano sua quarta eleição presidencial mais uma vez sem a pretensão de sagrar-se vitorioso. Com 30 segundos no horário eleitoral e R$ 300 mil para a campanha, o objetivo dele e da militância do partido é usar as eleições como espaço para propagandear o programa socialista.

Natural de Salta Albertina (SP), cidade na divisa com o Mato Grosso do Sul, Zé Maria mudou-se para Santo André (Grande SP) no início da década de 70, aos 13 anos, para trabalhar como metalúrgico. Fez curso de fresador e ferramenteiro no Senai e iniciou a militância no Sindicato dos Metalúrgicos do município em 1976.

Por se envolver em atividades políticas, foi preso três vezes (77, 78 e 80), a última delas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros dirigentes sindicais no Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo. “Lula tinha um discurso mais à esquerda, mas as diferenças que temos hoje já estavam anunciadas naquele momento”, afirma, ao referir-se sobre a tendência à conciliação do ex-presidente.

Zé Maria fundou, ainda no final dos anos 70, a Convergência Socialista, organização que participou da construção do PT, mas que foi expulsa do partido em 1992. Enquanto esteve no partido, a Convergência atuou em oposição ao campo majoritário, liderado por Lula e José Dirceu. Em 1994, a corrente decidiu fundar o PSTU. Nas eleições de 2010, o socialista obteve 84.609 votos, o que correspondeu a 0,08% do eleitorado.

Veja abaixo a entrevista de Zé Maria ao UOL:

UOL – Se o senhor for eleito presidente da República, quais seriam as primeiras ações que tomaria em 1º de Janeiro de 2015?

Zé Maria – Três conjuntos de medidas. O primeiro é suspender o pagamento da dívida, estatizar o sistema financeiro e colocá-lo a serviço das necessidades do país –e não do enriquecimento de meia dúzia de banqueiros– para financiar a construção de moradias, escolas, hospitais, a produção de alimentos, obras de infraestrutura e oferecer crédito barato à população. O segundo conjunto é inverter prioridades, acabar com os privilégios de grandes empresas. O governo gasta hoje 3% do PIB (Produto Interno Bruto) com subsídios fiscais para grandes empresas, a maioria multinacionais, como as montadoras de veículos. Também reduziria a jornada de trabalho, garantiria salário e aposentadoria dignos para as pessoas. O terceiro: é preciso que o Estado tenha uma ação forte para que haja liberdade, para acabar com a discriminação e a opressão. A violência do machismo é uma coisa absurda, uma epidemia. A mesma coisa em relação ao racismo e a homofobia. É preciso acabar com a violência da policia que está fazendo um verdadeiro genocídio contra a juventude pobre e negra das periferias.

UOL – Há como deixar de pagar a dívida pública de uma hora para a outra?

Zé Maria – Sim, nós criaríamos uma situação que permitiria resolver metade dos problemas sociais que este país tem. Qual política que é a menina dos olhos da Dilma? Segundo eles, para acabar com a pobreza e a miséria no Brasil? É o Bolsa Família, que gasta R$ 24 bilhões por ano. A “bolsa banqueiro” gasta R$ 800 bilhões por ano, com o pagamento da dívida pública, que é um dinheiro tirado do orçamento do país; 42%, 43% [do orçamento] que todo ano vai para o sistema financeiro. Essa é a verdadeira prioridade do PT. Se a prioridade fosse a população pobre, seria R$ 800 bilhões para as famílias e R$ 24 bilhões para os bancos. A dívida já foi paga centenas de vezes. Desde a Constituição de 1988 está determinada uma auditoria da dívida. Porque desde aquela época já se sabe que esses contratos são absurdos. Boa parte deles foi feita na ditadura, aliás. Os bancos internacionais mantêm o país prisioneiro. Uma sangria de recursos absolutamente impossível de ser mantida,

UOL – A suspensão do pagamento da dívida geraria uma reação pesada…
Zé Maria – Fala-se muito que haveria um colapso, que se romperiam as relações com o Brasil, que o sistema financeiro mundial não deixaria entrar dinheiro aqui e que país iria afundar. Ninguém se deu ainda o trabalho de fazer as contas. Tomando os dados do Ministério da Fazenda, Banco Central e Tesouro Nacional, se você somar tudo o que entra de recurso no país, de investimento das empresas estrangeiras, empréstimo dos bancos estrangeiros, do Banco Mundial, exportações que o país faz, e depois comparar com tudo que sai para pagar a dívida pública externa e interna e de remessa de lucro das multinacionais, você vai chegar a conclusão que sai mais dinheiro do que entra. Se o Brasil parar de pagar a dívida e, em função disso, nenhum banco colocar mais dinheiro aqui dentro, mas se não sair dinheiro para os bancos, sobra mais dinheiro que temos hoje. Não é verdade que o Brasil precise do sistema financeiro internacional para que a economia funcione. O Brasil é a sexta economia do planeta, tem recursos naturais, terras, água e clima que permitem produzir alimentos para seu povo e metade da América Latina. Nós temos uma capacidade de produção industrial instalada que é uma das maiores do mundo, diversificada, com plenas condições de produzir os bens de consumo que o país precisa.

UOL – O que o senhor propõe é um programa socialista. É possível realizá-lo dentro dos marcos da democracia atual?
Zé Maria – É possível e necessário. A serviço disso estará nossa campanha eleitoral. O nosso governo estará apoiado nas organizações da classe trabalhadora. Isso é a democracia. A maioria da população são os banqueiros e empresários? Não, são os trabalhadores, os que ralam a vida inteira, vivem em condições subumanas, humilhados, para poder garantir que alguns banqueiros não saibam nem como gastar o que têm, de tanto que ganham. Todos os anos tem recorde de rentabilidade dos bancos. Até o Lula teve o escárnio de falar no final do segundo mandato dele de que nenhum banqueiro, nenhum empresário podia reclamar do governo dele porque “nunca antes na história deste país” eles ganharam tanto dinheiro. E é verdade isso. Agora, foi pra isso que ele foi para a Presidência da República?

UOL – No Brasil há um conservadorismo muito forte. O senhor acha que o povo concordaria com isso?
Zé Maria – As pessoas precisam disso. E o debate que o PSTU quer fazer, em primeiro lugar, que essa mudança é necessária. Não podemos continuar vivendo numa sociedade rica como a nossa e que submete uma parcela tão grande da população a uma condição humilhante de vida. Isso é desumano. A primeira preocupação do PSTU é dizer isso com clareza nas eleições. A nossa luta, no entanto, não vai ser pelo sistema eleitoral que esta aí. Porque o sistema eleitoral é controlado pelos bancos e pelas empresas.

UOL – Por que participar das eleições, então?
Zé Maria – Para discutir isso com a população. Que essas alternativas que estão sendo apresentadas a elas é mais do mesmo. É o seis por meia dúzia. Que para mudar de fato o país, é necessário realizar uma transformação da estrutura econômica, social e política para que haja recursos para o povo e também liberdade. Para isso precisamos romper com o governo e com grandes empresários. O nosso objetivo é usar esse espaço do debate eleitoral para apresentar uma alternativa distinta. Não concordamos com nenhuma das que estão aí, então é obrigação nossa apresentar uma candidatura.

UOL – Há interlocução dessas propostas em um espaço tão viciado como as eleições?
Zé Maria – Existe e vai crescer bastante nessas eleições. O PSTU obviamente tem como foco de atuação não as eleições, e sim organizações das lutas, greves, como a dos metroviários [de SP], das mobilizações da juventude e dos movimentos populares. É nisso que consiste a atividade mais importante do PSTU. Agora, a disputa política que se trava nas eleições também é importante. Temos uma militância muito aguerrida, temos uma franja grande de trabalhadores e jovens que gostam do nosso partido e que vão nos ajudar nessa campanha. As pessoas estão esperando o PT mudar o país, mas a paciência está acabando. Então, há uma experiência maior das pessoas. Essa mudança na situação política do país de junho para cá abre um espaço maior para a esquerda socialista. É um processo que é majoritário? Ainda não, é minoritário, mas é um processo de construção. Nós vamos avançar.

UOL – Mas o senhor e o PSTU têm pouco tempo de TV e poucos recursos, se comparado com outras campanhas…
Zé Maria – Não é verdade que temos um processo eleitoral que é democrático no Brasil. Como pode ser democrático se a Dilma pode gastar R$ 300 milhões na campanha e eu vou gastar R$ 300 mil, R$ 400 mil, que é o que posso recolher com a militância do partido e com os trabalhadores? Na televisão, o tempo garantido pelo Estado é distribuído de forma desigual. Dilma vai ter mais da metade de tempo do programa eleitoral. Eu vou ter 30 segundos. E sou candidato a presidente tanto quanto ela. Represento um partido legalizado tanto quanto o PT. Há vários países que são capitalistas, como a França, onde cada candidato tem o mesmo tempo. Como o Jornal Nacional pode mostrar três candidatos se há 11? Como uma concessão pública pode fazer isso? Isso é mentir para a população. Está se passando uma ideia de que há só três candidatos, isso é mentira. Há outro problema: por que um político tem que ganhar R$ 26 mil por mês?

UOL – Qual deveria ser o salário de um político?
Zé Maria – Se o Congresso aprova um salário mínimo de R$ 700 para o “peão”, um deputado tem que ganhar o mesmo. Ele tem que ser coerente. Nós defendemos que o salário mínimo seja o proposto pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), R$ 2.800. (…) Vamos supor que o país não tenha condições e pagar isso ao trabalhador, como pode pagar R$ 26 mil para o presidente? Está tudo errado nesse sistema. Ele é feito para beneficiar os que estão lá, não para resolver os problemas da população. Para eleger um deputado federal aqui em São Paulo é preciso R$ 10 milhões. Nenhum deputado tem isso. Ele vai ser financiado por alguma empresa, vai chegar lá e defender o interesse desta empresa. Porque depois de quatro anos vai ter outra eleição. E tem outra coisa, o cara chega lá e recebe um monte de privilegio que as pessoas não têm, então ele não quer mais sair de lá. O financiamento de campanha tem que ser público e com pouco dinheiro. O país tem outras prioridades. Não tem porque ter campanha de R$ 300 milhões para presidente. Sabe por que tem que gastar isso? Porque tem que dar R$ 150 milhões para o marqueteiro inventar um produto para convencer a população a votar. Ou seja, para mentir para as pessoas.

UOL – O senhor acha que as três principais candidaturas são a mesma coisa? Não há diferenças entre elas?
Zé Maria – O PSDB e o PSB são expressão daquilo que é a direita tradicional do país, das oligarquias que sempre governaram o Brasil. Não há diferenças entre eles. O Eduardo Campos estava no governo do PT até pouco tempo. Não virá deles as mudanças de que o povo precisa. Nem do PSDB, do Aécio, nem do Eduardo Campos. Com o PT, o que ocorre é que, com essa escolha de se aliar ao empresariado, não vai poder mudar o país. O problema do PT não é o tempo para amadurecer a mudança, mas é a escolha que ele fez de manter os privilégios dos que já eram privilegiados.

UOL – O PSTU tem 20 anos e ainda é pouco conhecido. O PT, em poucos anos, já era bastante reconhecido a ponto de ter diretórios em quase todas as cidades do Brasil. Por que o PSTU continua a ser um partido de pouca expressão?
Zé Maria – A construção do PT se deu em um momento muito mais favorável da luta de classes no Brasil. Era expressão política daquelas centenas de greves que tivemos no país no final da década de 70 e começo da de 80. Natural que crescesse muito mais rapidamente. Estamos construindo um partido em circunstâncias muito distintas. Nosso partido surgiu na década de 90, a mais desfavorável para a luta da classe trabalhadora brasileira. Outra razão é que a própria existência do PT segue sendo um obstáculo pelo peso político que o PT ainda tem no país e que ocupa no imaginário da classe trabalhadora e porque uma parcela da classe se desencanta com o PT, mas olha para o PSTU e se pergunta: “mas será que vocês não vão fazer a mesma coisa que o PT?” Escuto muito isso, todos os dias. As pessoas se desencantaram. Querem uma coisa que mude, mas têm medo. Há um processo de amadurecimento e reorganização da nossa classe que leva tempo. Não estamos construindo partido para eleger deputado, senador, presidente da República. Vamos fazer uma disputa dura pelo voto. Se a gente puder eleger deputado que coloque seu mandato a serviço desse projeto, melhor. Mas o problema fundamental nosso é preparar o partido para que seja o instrumento político para que possamos instituir no Brasil um governo da classe trabalhadora. Isso leva tempo.

UOL – Por que sempre é o senhor o escolhido para a candidatura presidencial do PSTU?
Zé Maria – [risos] Nós somos um partido pequeno, uma organização que tem poucos recursos. Qual é o problema? Ao você sair candidato uma vez, fica prisioneiro da situação. Você constrói um nome minimamente conhecido e depois aquilo vira um patrimônio. As coisas foram se conduzindo naturalmente dessa forma. Se dependesse de mim, já teríamos visto alternativas.

UOL – O PSTU acredita em uma revolução socialista. É possível defender isso no horário eleitoral?
Zé Maria – Claro. Que o país precisa de uma revolução é uma coisa até óbvia para uma parcela da população. Aliás, as pessoas falam isso nas ruas. Uma revolução na nossa concepção é uma mobilização social grande dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude que inviabilize a continuidade das coisas como estão hoje. E que crie condições para organizar de forma diferente a sociedade. Se formos perguntar para a população sobre a forma de representação política do país, você acha que ela vai defender o Congresso como está aí? Você não acha um que defenda.  Democracia não é vontade da maioria? Nós queremos botar a maioria do povo na rua para dizer que não é assim que queremos. As coisas se organizam dessa forma no mundo não porque Deus quis ou porque a natureza estabeleceu assim. Foram homens e mulheres que organizaram as coisas dessa forma. Nós, homens e mulheres que trabalhamos no país, queremos organizar de outra forma. A legislação constituída mantém os privilégios dos que controlam a sociedade. E mudar isso implica numa pressão política muito forte, que só é possível com uma mobilização forte no país. Uma revolução é isso. É o povo na rua dizendo “como está, não dá mais”.

UOL – Como seria um governo socialista do PSTU?
Zé Maria – Queremos um governo apoiado nas organizações dos trabalhadores e da juventude. Não defendemos governo de partido único. Somos trotskistas, a nossa corrente socialista se construiu em oposição ao stalinismo, nunca defendemos o que havia na União Soviética, no leste da Europa, na vigência dos governos do Stalin. Não há socialismo sem acabar com a propriedade privada, sem distribuir a riqueza para a população, mas tampouco há socialismo sem liberdade, sem que as pessoas possam se organizar, ter direito a opinião, sem liberdade de imprensa, sem que as pessoas possam se realizar de forma plena como seres humanos. Socialismo não é só comida. É também ter acesso ao conhecimento, se educar, exercer a sensibilidade, as habilidades, dons artísticos, tudo. É uma sociedade libertária. É isso o que queremos construir.

UOL – Qual é a opinião do senhor sobre os black blocs?
Zé Maria – São, na maioria, jovens bem intencionados. Defendemos esses companheiros das agressões que receberam da PM, mas não concordamos com as ações que eles praticam. E não é por conta do problema da chamada violência, é porque é contraproducente. As ações que eles tomam quebrando vidro de banco, de loja, de carro, afastam as pessoas das mobilizações. Meu problema com o banco não é quebrar a vidraça, eu quero tomar o banco! Para que classe trabalhadora o controle. Não quero quebrar a vidraça da prefeitura ou do Palácio do Planalto, eu acho que o trabalhador tem que assumir essas instâncias para governar o país. Sem falar que se eu quebro o vidro da prefeitura, quem vai pagar é o contribuinte. Por outro lado, a ideia de que pegando um coquetel molotov vou atacar a política, é de uma ingenuidade sem tamanho. Aqui no Brasil já vivemos uma experiência assim, com as guerrilhas nas décadas de 1960 e 70. Eram pessoas muito mais decididas e preparadas, que deram suas vidas, pegaram em armas para enfrentar a Forças Armadas. Qual foi a resultante daquilo? Nós perdemos algumas centenas de companheiros valorosíssimos, que estão fazendo uma falta danada. E acabou sendo utilizada aquela guerrilha como pretexto para reforçar a repressão. Agora você acha que um bando de 200 meninos vai derrotar a Polícia Militar de São Paulo, que é o segundo maior exército da América Latina, atrás só do Exército Brasileiro? O que derrota a polícia é o povo na rua, é o crescimento das manifestações.

Veja mais na entrevista pela UOL em http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/08/01/ze-maria-pstu-defende-salario-minimo-a-politicos-e-estatizacao-de-bancos.htm

Opinião dos leitores

  1. Não sei se tenho pena de um ignorante desse naipe ou raiva daqueles que os seguem. Lendo suas respostas fica claro que não passam de um ajuntamento de palavras sem nexo, sem efeito prático, sem nada. Apenas palavras.
    Outra coisa, pode ir atrás que possivelmente descubra, assim como todo bom sindicalista, esse daí não dá um palito numa barra de margarina faz tempo.
    Mas como já dito, o nível da esquerda não é muito alto mesmo. Não passam de repetidores de ideias ultrapassadas, conceitos atrasados e modo de vida que nem eles praticam.

  2. Taí!Encontrei um sujeito mais imbecil do que o "cumpanhêro" Molusco.
    Será que este "sacripanta"é Marciano?

  3. Esse é o nível da esquerda brasileira. É de dar pena, dó e piedade. Meu Deus, esse cara vive em que planeta?

  4. O ENTREVISTADOR DEVERIA TER COMPRADO UM LITRO DE ÓLEO A PEROBA PARA PASSAR NA CARA DESSE DESTEMPERADO QUE JAMAIS SERÁ ALGUMA COISA NO NOSSO PAIS, GRAÇAS A DEUS.

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Geral

ABC vence o Águia de Marabá por 3 a 0 e avança às oitavas da Série D

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC está nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (12), o Alvinegro venceu o Águia de Marabá por 3 a 0, na Arena das Dunas, reverteu a derrota por 2 a 1 no jogo de ida e avançou com placar agregado de 4 a 2.

O primeiro gol do Mais Querido saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, após cruzamento de Jhosefer e gol contra de Wendell Araújo. Na etapa final, Jhosefer ampliou aos 37 minutos, aproveitando sobra após escanteio, e Wellington Reis fechou a goleada em um contra-ataque comandado por Wallyson.

Nas oitavas de final, o ABC enfrentará o vencedor do confronto entre Guaporé-RO e Luverdense-MT. No jogo de ida, o Luverdense venceu por 1 a 0, fora de casa, e decidirá a vaga em casa.

Os jogos das oitavas estão previstos para os dias 17 ou 18 de julho (ida) e 25 ou 26 de julho (volta). A tabela detalhada será divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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VÍDEO: Motorista perde o controle e capota Troller em trilha no interior do RN

Um veículo Troller capotou durante uma trilha no interior do Rio Grande do Norte após o motorista perder o controle do veículo. O acidente foi registrado por pessoas que acompanhavam o percurso, e as imagens repercutiram nas redes sociais.

Apesar dos danos materiais provocados pelo capotamento, ninguém ficou ferido.

Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias que fizeram o motorista perder o controle do automóvel durante a trilha.

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Governo Lula tenta última reunião com EUA antes de decisão de Trump sobre tarifas

oto: REUTERS/Dado Ruvic

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta realizar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump decidir, até quarta-feira (15), se aplicará novas tarifas contra produtos brasileiros. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a emissora, o Planalto busca um encontro com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), na expectativa de conhecer antecipadamente a decisão do governo norte-americano. Na última quinta-feira (9), Greer afirmou à Fox Business que as negociações “ainda estão distantes de um acordo”.

Na sexta-feira (10), Lula reuniu ministros para definir a estratégia brasileira. De acordo com a CNN Brasil, o governo trabalha com dois cenários: o mais provável é a aplicação das tarifas, que o Planalto considera injustificadas; o outro é um eventual adiamento da medida por parte dos EUA.

Ainda segundo a CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que, caso o adiamento seja atribuído ao pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que as tarifas sejam aplicadas apenas após as eleições de outubro, isso reforçaria a percepção de que as sanções têm motivação política, e não econômica.

As tarifas propostas pelo USTR incluem 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, resultado de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, e mais 12,5% por alegada falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho análogo à escravidão.

O QUE OS EUA ALEGAM PARA TARIFAR O BRASIL EM 25%*

Pontos criticados:

  • PIX: BC favorece o sistema em detrimento de provedores norte-americanos.
  • Decisões judiciais: Tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis.
  • Tarifas preferenciais desleais: Audiência pública para debater medidas propostas.
  • Desmatamento ilegal: Brasil historicamente falhou no combate.
  • Acesso ao mercado de etanol: Brasil não oferece tratamento recíproco à exportação do etanol vindo dos EUA.
  • Proteção da propriedade intelectual: Falta de aplicação de leis penais e aduaneiras contra falsificação de serviços.
  • Combate à corrupção: Brasil não adota medidas de combate à corrupção.

*Fonte: Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

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Mais um restaurante anuncia encerramento das atividades na Grande Natal em 2026: o Mirante do Mar, em Tabatinga

Imagem: reprodução

O Mirante do Mar, um dos mais tradicionais bares e restaurantes de Tabatinga, em Nísia Floresta, anunciou neste domingo (12) o encerramento das atividades em publicação nas redes sociais. O estabelecimento funcionará até 26 de julho.

“Agradecemos de coração a todos os clientes e amigos que fizeram parte da nossa história”, diz a publicação que também comunicou que o Point Arituba, que funciona na Lagoa de Arituba seguirá funcionando.

O Mirante do Mar é mais um restaurante na Grande Natal que encerra as atividades em 2026. Desde o início do ano, tradicionais estabelecimentos também fecharam suas portas. Entre os casos mais emblemáticos estão o Santa Maria, um ícone da gastronomia portuguesa em Natal, que em fevereiro anunciou o fechamento após mais de 20 anos de funcionamento; O Duma Cozinha, que encerrou as atividades em abril; E ainda o Restaurante Caicoense, que funcionava na praça de alimentação do Natal Shopping desde 2012 e fechou em junho deste ano.

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COLUNA DO ESTADÃO: Temer revela que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’

Foto: Felipe Rau/Estadão

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Se pudesse dar um conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação com Donald Trump, Michel Temer recomendaria ao petista “amenizar as palavras”. Mas, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer e Lula não conversaram mais.

Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente lembrou uma passagem que teve com Trump, pouco mais de um ano após a deposição de Dilma, para descrever as idas e vindas do americano.

A sopa de cenoura com gengibre e carneiro ainda estava fumegando naquele jantar de gala, em Nova York, quando o presidente dos Estados Unidos, à época em seu primeiro mandato, fez uma pergunta que deixou os interlocutores desconcertados. “Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?”, disparou Trump, sem rodeios nem meias-palavras.

A cena ocorreu em 18 de setembro de 2017, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU. A indagação de Trump foi dirigida a Temer e a seus colegas da Argentina, da Colômbia e do Panamá. O americano parecia nervoso.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática’”.

Trump foi ouvindo um a um. À mesa, muitos destacaram o bom relacionamento com a Venezuela e o povo venezuelano, embora não admitissem o regime de Nicolás Maduro. Argumentaram que, por isso mesmo, a Venezuela havia sido suspensa do Mercosul.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, disse Temer.

No discurso para todos os convidados, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para adotar “ações adicionais” contra a ditadura de Maduro. Na conversa com os presidentes latino-americanos, porém, ele concordou que o melhor era agir pela via diplomática, e não fazer uma intervenção militar.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, insistiu Temer ao ser questionado sobre o risco de Trump usar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para também intervir no Brasil.

Na prática, porém, o tom cada vez mais inflamado do governo contra as investidas de Trump – da ameaça de novo “tarifaço” ao carimbo do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas – serve sob medida à campanha de Lula. Tanto é assim que a defesa da soberania entrou até no programa de governo do PT.

De qualquer forma, como o que Trump fala não se escreve, quase nove anos depois daquele jantar de sinais trocados em Nova York, a invasão da Venezuela saiu do papel.

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

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Geral

PEDIDO DE PAZ: Papa Leão XIV pede diálogo para fim de guerras no Oriente Médio e na Ucrânia

Foto: Mídia do Vaticano/ via Reuters

O papa Leão XIV fez neste domingo (12), em Castel Gandolfo, um novo apelo pela paz diante dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões do mundo. O pontífice defendeu o diálogo e a diplomacia para conter a escalada da violência.

“Não permitamos que esses ventos extingam a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parecer frágil e vacilante”, afirmou o papa, ao renovar seu pedido por negociações entre as partes.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e ao aumento da ofensiva russa contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Kiev também intensificou ataques contra a logística militar russa em áreas ocupadas.

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Geral

APARECEU O COITADO: Autor de perfil criado para defender Allyson e atacar adversários tenta se vitimizar, mas não explica ligações com ex-prefeito de Mossoró

Foto: reprodução/pngtree

João Carlos Medeiros, autor do perfil @rncomallyson, criado para fazer propaganda da pré-candidatura de Allyson Bezerra e detonar seus adversários na disputa pelo Governo do Estado, publicou um vídeo se vitimizando, dizendo que está sendo atacado e afirmando que é alvo de “mentiras orquestradas por gente que se acha muito poderosa”.

Ele disse que o perfil que administra “não é fake, não é anônimo e nem apócrifo”, que foi feito com seu número de telefone e e-mail pessoal e que não precisaria sequer de decisão judicial para identificá-lo. Em seguida, João Carlos confirmou que a página foi criada para defender Allyson Bezerra, mas omitiu que também promove ataques sistemáticos contra os adversários do ex-prefeito de Mossoró.

Apesar de dizer que não precisaria de decisão judicial para identificá-lo, João Carlos só esqueceu de explicar que a autoria do perfil só foi revelada após a Meta enviar ao TRE as informações sobre o endereço IP vinculado à conta @rncomallyson. Não fosse isso, até hoje ninguém saberia quem administra a página no Instagram.

Ele também não explicou suas muitas ligações com o pré-candidato ao Governo do Estado. João Carlos é vice-presidente estadual e presidente da Juventude do União Brasil em Mossoró. Além disso, ele é noivo da ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró e braço direito de Allyson Bezerra.

As ligações não param por aí. O Blog do BG revelou nesta semana que João Carlos também era sócio de outro blog, chamado “Toda Hora Mossoró”, junto com sua prima Jaiane Carla da Silva Medeiros, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.

João Carlos quer dar uma de coitado para esconder que, apesar de garantir que “fazia tudo por conta própria”, ele na verdade sempre foi remunerado pela estrutura de Allyson Bezerra. Essa estratégia de dizer que está “sendo perseguido pelos poderosos”, além de não ser original, não resiste aos fatos.

Opinião dos leitores

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Guerra

VÍDEO: EUA concluem nova rodada de ataques ao Irã e dizem ter atingido 140 alvos militares

Imagens: CENTCOM/EUA

Os Estados Unidos anunciaram a conclusão da terceira rodada de ataques contra o Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação atingiu cerca de 140 alvos militares, incluindo instalações de mísseis e drones, equipamentos navais, depósitos de munição, redes de comunicação e sistemas de vigilância costeira.

Com a nova ofensiva na noite de sábado (11) , o número de alvos atingidos pelos EUA no Irã na última semana ultrapassa 300. De acordo com o governo norte-americano, a ação busca reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz.

O Centcom afirmou, em comunicado:

“Durante três noites de ataques nesta semana, o CENTCOM atingiu mais de 300 alvos sob as ordens do Comandante-em-Chefe, com o objetivo de prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito. O trânsito de navios comerciais por este importante corredor marítimo internacional continua.”

Também neste sábado, a Marinha iraniana anunciou o bloqueio por tempo indeterminado do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo. A medida ocorre após o rompimento do cessar-fogo entre os dois países e a retomada das hostilidades.

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Geral

VÍDEO: Manifestantes protestam contra situação precária da RN-269, bloqueiam trecho da rodovia e cobram ação do governo Fátima

Moradores da região Agreste Potiguar bloquearam um trecho da RN-269, que liga Nova Cruz às cidades de Montanhas e Pedro Velho, em protesto pelas más condições da rodovia, na manhã deste domingo (12). Eles utilizaram galhos e atearam fogo.

“Isso é uma vergonha para a governadora. As estradas esburacadas, os carros quebrados. É uma vergonha para ela não ajeitar a estrada. Ajeitou até perto de Pedro Velho e não ajeitou o resto porque o prefeito de Nova Cruz não apoia ela”, reclamou um cidadão presente na manifestação.

Opinião dos leitores

  1. Foram esses mesmos idiotas que elegeram esse lixo , façam uma pesquisa no WALFREDO GURGEL , as dezenas que estão no corredor esperando a morte , votaram no PT , então MERECEM , povo burro

  2. É revoltante essa buraqueira nas estradas do RN.
    Agora é repugnante, imoral o que acontece no trecho Nisia Floresta a praia de Barreta.
    O governo gastou milhões do contribuinte e a estrada já acabou, lembrando que essa obra foi entregue no final de 2025 e não aguentou hum inverno o de 2026.
    Isso é sacanagem com o dinheiro do povo, asfalto Sonrisal não pode ver água que desmancha.
    Não tem o menor cabimento isso.
    Quem quiser ver é só ir até Barreta e comprovar com as proprias vistas.

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Geral

Ministério diz que hacker que enviou alerta de Defesa Civil aprendeu a mandar alarme falso em curso do governo

Foto: Ilusrativa/Gerada por IA via Inpainting/ChatGPT

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou à Câmara dos Deputados que o hacker responsável pelo envio de alertas falsos da Defesa Civil, em 19 de junho, aprendeu a operar o sistema por meio de um curso disponível na plataforma do governo.

Segundo a pasta, o invasor, que se identifica como “Misantropi4”, utilizou credenciais válidas de usuários da plataforma IDAP, obtidas após vazamento em um grupo no Telegram, e explorou uma vulnerabilidade no sistema para disparar mensagens falsas, incluindo alertas sobre um suposto “ataque alienígena”. A Polícia Federal investiga o caso.

O ministério afirmou que os problemas já foram corrigidos e que não houve comprometimento da infraestrutura do órgão. Entre as medidas adotadas estão o bloqueio das contas utilizadas, a implantação de autenticação em dois fatores, restrição de acesso ao sistema à rede interna do ministério e uso obrigatório de VPN pelas Defesas Civis autorizadas.

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