As tradicionais comemorações do Dia do Trabalho, em São Paulo, devem trazer mais uma mostra da postura mais agressiva das centrais sindicais em relação ao governo. Essa linha de confronto já tinha ficado clara na sexta-feira, com a convocação de uma greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária.
As centrais CUT, CTB e Intersindical realizam seu evento hoje em dois pontos: haverá um ato político na Avenida Paulista e shows de artistas na Praça da República. Já o evento da Força Sindical, com shows e sorteios de carros, será realizado na Praça Campo de Bagatelle.
As centrais também já começaram a discutir os próximos passos em relação às reformas propostas pelo governo. O primeiro será pressionar os senadores, tanto em Brasília quanto nas suas bases eleitorais, para barrar a reforma trabalhista, que ainda tem de passar pelo Senado. Se não for suficiente, as entidades avaliam promover uma grande marcha a Brasília e nova greve geral, desta vez com dois dias de duração.
Mas, caso as reformas não sejam derrubadas, o caminho deve ser a política eleitoral. “Se não conseguirmos (derrubar as reformas), a via é eleger em 2018 um governo que revogue as reformas, na linha do que tem sido feito em alguns países da Europa”, diz o diretor executivo da CUT, Julio Turra. Ele avalia que a extinção do imposto sindical não é uma ameaça real e foi incluída no texto da reforma para, depois, servir de moeda de troca na negociação com as centrais alinhadas ao governo. “O próprio Paulinho (Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical) disse que o Temer vai vetar”, afirma Turra. Fonte da direção da Força que participa de reuniões com o presidente Temer confirma, sob condição de anonimato, que o fim do imposto sindical pode ser apenas uma moeda de troca do governo.
Receita – Segundo Paulinho, 95% da receita da Força vem da parte que cabe à entidade do imposto sindical. Em 2016, foram arrecadados com o imposto R$ 3,5 bilhões, de trabalhadores e empresas. O dinheiro é dividido entre sindicatos de trabalhadores e patronais, federações, confederações, centrais e Ministério do Trabalho.
A festa do 1º de Maio da Força, que este ano sorteia 19 carros, “é totalmente patrocinada e não usa dinheiro da central”, diz Paulinho. A CUT não informa quanto de sua receita vem do imposto e diz que sempre foi contra sua cobrança. A entidade defende uma contribuição a ser aprovada pelos trabalhadores.
Para o Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, este mês haverá outras greves. “Com certeza, o governo vai ficar numa posição de insustentabilidade daqui a pouco, porque a população não vai permitir que se tire direitos”, alerta.
Essa também é a avaliação do presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araujo. “Depois da greve, novas greves, novas lutas.” Patah acredita que a reforma trabalhista não passe no Senado e deposita as fichas na posição mais equilibrada dos senadores, ao contrário do estrelismo, segundo ele, visto na votação da Câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A reforma trabalhista não retira direitos de ninguém. Ao contrário, moderniza uma legislação caquética, que já foi, inclusive, atacada pelo Lula. Um resolução do 3º Congresso da CUT, me parece que em 1998, disse textualmente que a CLT precisava ser extinta. Lula e Dilma defenderam reformas trabalhista (inclusive a terceirização) e previdenciária. Lula fez duas Emendas à Constituição sobre aposentadorias (piorando as condições, claro). Dilma mandou proposta pro Congresso nesse sentido. Tudo isso pode ser visto facilmente na internet. Mas os militontos acham que todo mundo é imbecil, é abestado e não sabe o que se passa no país. Bendita internet. kkkkkk
O melhor da reforma: acabar com os parasitas de certos sindicados…17.000 kkkkkkkkkkkkkk
Corrija sua informação: 10.500 sindicatos de trabalhadores e 6.500 sindicatos patronais.
Essa pelegada sindical vai ter que aprender o que é grana curta. Procurem trabalho de verdade. kkkkkkk
A reforma trabalhista é muito boa. não tira direito do trabalhador, mas tira dos sindicatos; estes sim; uma verdadeira tragédia para o trabalhador brasileiro.
Na realidade não tira direito de ninguém, apenas aumenta o tempo de contribuição, para que o trabalhador não possa aproveitar em nada sua aposentadoria. Um Magistrado, um político, um servidor público, dependendo da área de atuação, pode trabalhar até os 65 anos, mas o cortador de cana, o estivador, os motoristas… Seria um tanto que meio cruel!!!!
Vamos trabalhar vagabundagem!!!! Ficam nesse mimimi e enchendo o saco dias pessoas que querem produzir!
Uma tragédia essas "reformas" propostas por esse presidente corrupto e impopular.