Geral

CGU vê risco extremo de sobrepreço no ‘tratoraço’

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou “risco extremo de sobrepreço” nos convênios do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) para compra de tratores e equipamentos agrícolas com recursos de emendas do orçamento secreto. A auditoria foi feita a partir de reportagem do Estadão que revelou o esquema montado pelo governo de Jair Bolsonaro para distribuir bilhões a aliados no Congresso sem qualquer transparência ou fiscalização de órgãos de controle.

Em troca de apoiar o governo, um grupo de deputados e senadores pode impor no lugar dos ministros o destino de ao menos R$ 3 bilhões. Uma boa parte do montante foi destinada à aquisição de máquinas pesadas a preços indicados pelos próprios políticos e muito acima da tabela de referência do ministério. Com isso, puderam atender suas bases eleitorais com o compromisso de não incomodar o governo no Congresso.

Esses acordos só vieram à tona após o Estadão revelar ofícios em que deputados e senadores cobravam do governo suas “cotas” numa fatia do Orçamento que deveria ser operada pelo ministério. Em alguns casos, a ordem de onde e como o dinheiro público deveria ser aplicado foi enviada por WhatsApp para ministros, o que escapa de qualquer controle público.

Após a reportagem, a CGU iniciou ações de auditoria a pedido do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Na ocasião, Marinho e outros dois colegas de governo – os ministros Onyx Lorenzoni e Luiz Eduardo Ramos – disseram que iriam processar o jornal por ter apontado sobrepreço nos contratos. O próprio ministro da CGU, Wagner Rosário, desqualificou a reportagem antes da auditoria ser iniciada.

O procedimento tramita em sigilo, com recusa da CGU em disponibilizar as notas de auditoria até agora produzidas. Entretanto, o Estadão teve acesso a um documento de 38 páginas, assinado por um auditor federal do órgão. Ao jornal, o ministério de Rogério Marinho reconheceu a existência do documento. Os resultados da auditoria são compartilhados com a pasta, que pode ajustar as falhas encontradas pela CGU com o procedimento em curso.

A apuração apontou que, em 115 convênios celebrados para a compra de nove tipos de máquinas, “o risco de sobrepreço foi considerado alto (entre 10% e 25%) ou extremo (acima de 25%) pela equipe de auditoria, totalizando o valor de R$ 12,1 milhões”. A conclusão atinge 61% da amostra de 188 convênios firmados entre MDR e municípios com recursos originários de emenda de relator (RP9) no ano de 2020. É esse tipo de emenda que foi utilizada para fazer o “tratoraço”.

A análise da CGU foi feita após pesquisas nos arquivos, termos de referência, pareceres e orçamentos dos convênios que preveem a compra de tratores agrícolas, motoniveladoras, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras e caminhões basculantes. Em seguida, foi feita a comparação com os preços que o governo federal tem pagado por equipamentos com características similares, por meio dos sistemas Painel de Preços e Comprasnet. O risco de sobrepreço só foi considerado baixo (menor que 5%) ou moderado (entre 5% e 10%) em 73 convênios (39% do total).

Na análise sobre os tratores agrícolas com potência de 75 cv a 85 cv, a CGU identificou 48 convênios de repasses do ministério junto a municípios, para a compra de 112 equipamentos, com custo total de R$ 15,1 milhões. A CGU fez uma pesquisa com contratações similares, e após aplicação de ajustes de índices de preço, adotou como valor médio R$ 113,3 mil por trator.

Ao comparar esse valor com os preços aplicados aos convênios do MDR, a controladoria apontou que “em 40 instrumentos” (aproximadamente 83% dos 48 convênios analisados) há risco “alto” ou “extremo” da ocorrência de sobrepreço, indicando a necessidade de eventuais análises complementares pelo gestor (MDR) e consequente atuação “junto aos convenentes”.

“O total de sobrepreço apurado pela equipe, segundo a metodologia aplicada, foi de R$ 2.525.385,53, o que representa 17% do total previsto pelos convenentes para aquisição de tratores com potência entre 75 cv e 85 cv”, disse a auditoria.

Lei

A nova Lei de Licitações afirma que sobrepreço é o “preço orçado para licitação ou contratado em valor expressivamente superior aos preços referenciais de mercado”. Nos convênios do MDR com municípios, o orçamento ficou a cargo das prefeituras (convenentes). As conclusões da CGU atingem convênios que ainda não realizaram a licitação, em andamento, de modo que ainda é possível a redução nos preços finais. Daí o termo “risco de sobrepreço”.

No entanto, a pasta do Desenvolvimento Regional assinou os convênios concordando com os preços que, se forem mantidos na licitação feita pelo convenente, configurarão sobrepreço e, se resultarem em pagamento, configurarão superfaturamento.

Em uma análise sobre o que levou ao achado de sobrepreço, a CGU apontou que as pesquisas de preço estavam “em desacordo” com a Instrução Normativa nº 73, do Ministério da Economia, de 5 de agosto de 2020. Foram encontradas “inconsistências nas cotações apresentadas”. O relatório também frisou que o MDR não exigiu aos municípios a priorização das pesquisas no Painel de Preços e consultas a aquisições similares de outros órgãos públicos, o que deveria ser feito de acordo com a instrução normativa do Ministério da Economia.

Além disso, a CGU apontou “ausência de procedimentos de controle e/ou banco de dados de referência do MDR, para otimizar a verificação da conformidade dos valores apresentados pelos convenentes na etapa de formalização dos instrumentos de repasse”.

Apesar de ainda não ter se encerrado, a auditoria da CGU já apontou “necessidade de melhorias e/ou implementação de novos procedimentos de controle por parte do MDR de forma a mitigar os riscos de não atendimento à IN nº 73/2020 por parte dos convenentes, assim como eventuais inconformidade/irregularidades na documentação técnica e valores de equipamentos aprovados por meio de convênios”.

Quando o Estadão publicou a reportagem, em 9 de maio, o governo Bolsonaro reagiu enfaticamente. Tentou negar a existência do esquema de distribuição secreta de emendas. Buscou também desqualificar a análise do Estadão sobre os preços dos equipamentos. “A acusação se baseia em um preço de referência que não existe no governo”, disse o MDR.

O ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, tentou desqualificar a reportagem do Estadão na Rádio Jovem Pan. “Ele diz que o orçamento secreto foi direcionado diretamente para a compra de tratores superfaturados. A reportagem não diz qual trator foi superfaturado”, opinou antes dos auditores se manifestarem.

Marinho disse depois, em audiência à Câmara: “Duvido muito que estão acima dos valores de mercado”.

‘Apuração’

Agora, o Ministério do Desenvolvimento Regional ressaltou ao Estadão que “o referido relatório trata-se de uma apuração preliminar, originada de uma provocação feita pelo próprio ministério, com o objetivo de apurar e sanar qualquer irregularidade que venha a ser constatada”. “Cabe destacar que os convênios encontram-se em fase inicial, sem que qualquer desembolso tenha sido realizado até o momento”, disse. Procurada, a CGU não respondeu.

Inconstitucional

Os aspectos legais e as irregularidades do orçamento secreto estão em apuração no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Na análise das contas da Presidência da República do ano de 2020, o TCU cobrou do governo transparência na execução das emendas, após a área técnica apontar que o modelo adotado pelo governo contrariava a Constituição. As equipes de auditores da Corte de Contas conduzem pelo menos mais três apurações sobre o tratoraço.

No Supremo, a ministra Rosa Weber aguarda um parecer da Procuradoria-Geral da República para dar continuidade às ações apresentadas por partidos de oposição. O PSB, o Cidadania, o PSOL e o Novo pediram que a Corte declare inconstitucional o uso da emenda de relator-geral do orçamento como vem sendo feito pelo governo. Uma peculiaridade no caso é que o PSB e o Cidadania, após apresentarem as ações, recuaram, por pressão das bancadas de deputados, mas a relatora deu continuidade.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Não existe “orçamento secreto”, maisxuma narrativa mentirosa dessa oposição asquerosa. Existe o Orçamento da União, aprovado pelo Congresso Nacional e transparente, publicado no Diário Oficial para conhecimento de todos. Os recursos referidos no artigo serão utilizados sob a estrita responsabilidade dos parlamentares. Ou seja, se mal utilizados, cabe responsabilizar os parlamentares. No governo Bolsonaro, ZERO CORRUPÇÃO. E, se surgir alguma, os seus autores serão responsabilizados. Nos governos do PT, era muito diferente, o roubo era repartido e muitos foram até presos por isso.

  2. Toda sujeirada vai aparecer depois que o cagão sair. Por enquanto ele consegue interferir nas investigaçoes, mudando pessoas para colocar quem feche os olhos às denúncias. Quando sair, tudo irá estourar, inclusive essas motociatas patrocinadas com dinheiro público, enquanto o país tem quase 15 milhões de desempregados, milhões de pessoas comendo osso e pé de galinha.

  3. Vixe! Além da conta bilionária que o MINTO das rachadinhas deu ao Congresso “oficialmente”, agora temos o TRATORAÇO (equivalente ao mensalão que houve no governo corrupto do PT)… Mas ainda bem que temos um presidente “onesto”! KKKKKKK. Vou ali comer mais capim cloroquinado para continuar acreditando nesse governo talkei!

  4. Ha mais esse tipo de lavaçao pode né???? nesse governo honestissimo de araque!!!!homi deixe de serem bestas e acordem pra vida, é tudo farinha do mesmo saco…..

    1. Esses artigos capciosos da grande mídia militante só servem para que vagabundos e mentirosos eswuerdopatas saiam por aí cometendo crimes contra a honra alheia. Como vc está fazendo. Se vc fosse alguém, mereceria um bom processo. Fique no seu mundo obscuro, “cumpanhero”. Quem realmente interessa está vendo e entendendo tudo.

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Brasil

Lula sobre investigação de Lulinha: “Não vou utilizar o cargo para proteger”

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (30/7), que não usará o cargo para proteger o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de inquérito da Polícia Federal. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista afirmou que “não haverá nenhum privilégio” no julgamento do filho.

“Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido não. Não vou utilizar o cargo para proteger”, disse.

Nesta quinta, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde. A suspeita estaria relacionada a negócios de cannabis medicinal.

Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna Tácio Lorran, o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, fez lobby no Ministério da Saúde junto à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

Eles estiveram no mesmo dia e no mesmo horário na secretaria-executiva da pasta, então comandada por Swedenberger Barbosa, o Berger, que atualmente é chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do Presidente da República.

A Polícia Federal também identificou pagamentos do Careca do INSS para Roberta Luchsinger que somam R$ 1,5 milhão. Em uma das transferências, o lobista descreveu a um interlocutor que o repasse tinha como destinatário o “filho do rapaz”, possivelmente se referindo ao filho do presidente Lula.

Com informações de Metrópoles

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Brasil

PF: Vorcaro orientou discrição em possível voo para transportar Jaques

Arte CNN: Foto 1 – Reprodução | Foto 2: Carlos Moura/Agência Senado

A PF (Polícia Federal) encontrou no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro mensagens em que ele pede discrição em um voo possivelmente usado para o transporte do senador Jaques Wagner (PT-BA).

Na troca de mensagens, Vorcaro teria pedido o uso de uma aeronave “que ninguém conheça” e que a mesma fosse retirada rapidamente da Bahia.

“Nem apaga o motor”, disse o ex-banqueiro, segundo a PF.

CNN

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Brasil

“Advogata” do CV e jogadores de futebol são presos em operação que bloqueou R$ 32 milhões

Foto: Reprodução

A advogada Dayana Karol Moreira, apontada pela Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) como uma das principais responsáveis por dar aparência legal ao patrimônio milionário do Comando Vermelho (CV) no estado, foi presa nesta quinta-feira (30/7) durante a Operação Replay. Segundo as investigações, ela integrava o núcleo financeiro da facção e teria papel estratégico na lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas, movimentando recursos por meio de empresas, contas bancárias de terceiros e aquisição de bens de alto valor.

Além da advogada, foram presos os jogadores de futebol amador Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”, investigados por atuarem como operadores do esquema financeiro da organização criminosa. Para a Polícia Civil, o trio prestava suporte direto à estrutura comandada pelo faccionado Paulo Witter Farias, o “WT”, considerado uma das principais lideranças da facção em Mato Grosso.

As investigações revelaram que o grupo era responsável por ocultar a origem ilícita de grandes quantias de dinheiro provenientes do tráfico. Conforme a polícia, a organização utilizava uma complexa rede de movimentações financeiras, incluindo contas em nome de terceiros, aquisição de imóveis, veículos e outros patrimônios registrados em pessoas sem capacidade financeira compatível com os bens adquiridos.

As informações são do Metrópoles

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Política

XENOFOBIA: Ministro de Lula, Silveira diz que japoneses “são todos iguais”

Foto: Ricardo Botelho/MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez uma piada considerada xenofóbica envolvendo japoneses enquanto falava sobre a estatal Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA). Na ocasião, ele defendia tratamento igualitário na relação com agentes econômicos que recorrem à empresa para comprar gás natural.

Em determinado momento de sua fala, ele sugeriu que os japoneses são “todos iguais”.

– Os agentes econômicos, quando procuram um gestor, eles têm que ser tratados como um caminhão de japonês (sic). São todos iguais. Você não tem um agente de estimação. Pelo menos é o certo para quem está servindo ao país do lado de cá da mesa – declarou ele.

A fala ocorreu durante evento sobre as novas regras do Conselho Nacional de Política Energética para a venda de gás natural. Entre as novas medidas, estão a permissão da venda direta do produto ao mercado livre por meio de leilões a serem realizados pela PPSA.

Pleno News

 

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Cidades

Turismo de Natal bate recorde com mais de 1,3 milhão de passageiros no primeiro semestre de 2026

Foto: Secom

O turismo de Natal segue em ritmo de crescimento em 2026. Entre janeiro e junho, o Aeroporto Internacional de Natal registrou mais de 1,3 milhão de embarques e desembarques, o maior volume para um primeiro semestre desde o início das operações do terminal, em 2014. O resultado representa crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado e também estabelece a maior movimentação para o período em um aeroporto do Rio Grande do Norte desde 2002.

O desempenho acompanha o fortalecimento da atividade turística na capital, impulsionado pela ampliação da conectividade aérea, pelo aumento da oferta de voos e pelas ações de promoção do destino desenvolvidas em parceria entre o poder público, a concessionária do aeroporto e o trade turístico.

Os números também mostram um avanço expressivo na movimentação internacional. Nos seis primeiros meses do ano, mais de 100 mil passageiros utilizaram voos internacionais com origem ou destino em Natal, crescimento de 92% em comparação com o primeiro semestre de 2025. Já os voos domésticos somaram mais de 1,28 milhão de passageiros, registrando aumento de 15%.

Outro indicador do crescimento foi a expansão das operações aéreas. Entre janeiro e junho deste ano, foram realizados 9.268 voos, um aumento de 16% em relação ao mesmo período de 2025. As operações internacionais cresceram 66%, enquanto os voos domésticos registraram alta de 13%.

A ampliação da malha aérea também contribuiu para esse cenário. Nos últimos meses, o Aeroporto Internacional de Natal passou a contar com novas opções de voos internacionais, ampliando a conexão da capital potiguar com importantes mercados emissores de turistas. Atualmente, o terminal opera ligações diretas para Buenos Aires, na Argentina, Montevidéu, no Uruguai, além da rota regular para Lisboa, em Portugal.

Outro destaque é que os meses de abril, maio e junho registraram, individualmente, as maiores movimentações da história do aeroporto para esses respectivos períodos, confirmando uma trajetória consistente de crescimento ao longo de 2026.

Para o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, os resultados demonstram que os investimentos na promoção do destino e na ampliação da conectividade aérea vêm contribuindo para fortalecer o turismo em Natal.

“Esse resultado demonstra que Natal vive um momento muito positivo para o turismo. O crescimento da movimentação de passageiros reflete um trabalho permanente de promoção do nosso destino, realizado em parceria com o trade turístico e diversas instituições. Seguiremos investindo na divulgação da cidade e apoiando iniciativas que ampliem a conectividade aérea, porque isso significa mais visitantes, mais oportunidades para o setor e mais geração de emprego e renda para a nossa população”, destacou o secretário.

Os resultados do primeiro semestre confirmam o bom momento vivido pelo turismo da capital e evidenciam a importância da ampliação da malha aérea para o desenvolvimento do setor. Com mais opções de voos nacionais e internacionais, Natal amplia sua capacidade de receber visitantes, movimenta a economia e fortalece segmentos como hotelaria, gastronomia, comércio e serviços.

 

 

 

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Brasil

PCC e CV usam programas sociais no governo Lula para aplicar fraudes

Foto: Reprodução

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), publicada em 30 de julho de 2026, revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) criaram uma rede de fraudes digitais utilizando programas sociais do governo, como o Desenrola Brasil, para enganar vítimas. Entre 10 e 21 de janeiro de 2025, foram identificados 1,7 mil anúncios fraudulentos que exploravam a vulnerabilidade financeira das pessoas.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estruturaram uma rede de fraudes digitais. Segundo o relatório, as organizações utilizaram programas sociais do governo federal, como o Desenrola Brasil, para atrair vítimas.

Os auditores identificaram 1,7 mil anúncios fraudulentos entre 10 e 21 de janeiro de 2025. O esquema explorou a vulnerabilidade financeira das vítimas e as mudanças nas regras de envio de dados de transações Pix à Receita Federal para criar sensação de urgência.

A auditoria do TCU mostrou que 83,2% dos anúncios nas redes sociais usavam logotipos oficiais, cores do governo federal e artes institucionais de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal.

Os criminosos utilizaram inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de lideranças políticas. As peças simulavam anúncios de benefícios públicos e exibiam fotos de pessoas em filas de bancos para atrair vítimas.

As fraudes ligadas ao Desenrola Brasil começaram a circular em 7 de julho de 2024. Os anúncios prometiam “limpar o nome” de inadimplentes e exigiam dados pessoais e pagamento de taxas via Pix.

No Voa Brasil, alvo de golpes desde 25 de julho de 2024, os criminosos direcionavam anúncios a aposentados do INSS. O grupo também divulgou anúncios falsos sobre valores a receber e serviços do Banco Central.

O TCU ressaltou que a modalidade criminosa atinge principalmente aposentados e famílias de baixa renda. As vítimas fornecem dados pessoais, usados em clonagem de cartões e fraudes no WhatsApp. Outras pessoas chegaram a transferir dinheiro via Pix para contas controladas pelas organizações criminosas.

Com informações da Revista Oeste

 

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Política

TRE-RN mantém cassação do prefeito e do vice de Equador por abuso de poder político

Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) manteve, nesta quinta-feira (30), a sentença que cassou os mandatos do prefeito de Equador, Cletson Rivaldo Queiroz (MDB), e do vice-prefeito, Caio Ferreira de Oliveira (PODE), além de declarar a inelegibilidade de ambos pelo prazo de oito anos.

A decisão confirma a procedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada pelo Diretório Municipal do Solidariedade.

De acordo com o julgamento, a Corte reconheceu a prática de abuso de poder político decorrente da instrumentalização de cooperativas durante o ano eleitoral. Os desembargadores destacaram um incremento de aproximadamente R$ 3,5 milhões nos repasses destinados às cooperativas em comparação com o exercício financeiro anterior, circunstância considerada suficiente para comprometer a normalidade e a legitimidade do pleito.

O Diretório Municipal do Solidariedade foi representado no TRE-RN pelos advogados Artur Carvalho, Marcus Barros e André Gambarra.

Justiça Potiguar

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Brasil

‘Me chamam de monstro e ET’: mulher que enfrentou 73 cânceres emociona o Brasil

Foto: Reprodução

Durante quase três décadas, Hilária Mireski aprendeu a conviver com a dor, as cirurgias e o preconceito. Aos 60 anos, a aposentada de Itaiópolis, no Norte de Santa Catarina, já enfrentou 73 cânceres de pele, passou por 93 biópsias, perdeu um olho e parte do nariz por causa da doença.

Mas foi um desabafo sincero diante das câmeras que mudou sua história. O vídeo, gravado pelo influenciador Willian Braz, conhecido como “Willian da Bondade”, ultrapassou 649 mil curtidas nas redes sociais e recebeu quase 40 mil comentários até esta quarta-feira (29).

Sensibilizado com a situação, ele criou uma vaquinha online para ajudar no tratamento da aposentada. O resultado surpreendeu. Em apenas 11 dias, a campanha arrecadou mais de R$ 570 mil, com o apoio de mais de 11,8 mil pessoas.

A mobilização começou em 18 de julho, quando a meta inicial da campanha foi fixada em R$ 100 mil. A corrente de solidariedade, porém, rapidamente superou todas as expectativas.

Foi durante a conversa com o influenciador que Hilária revelou a realidade que enfrenta muito além da doença.

“Passei por 73 cânceres e 93 biópsias. Me chamam de monstro, me chamam de ET, me chamam de caveira nas redes sociais. A gente sofre muito preconceito na rua”, conta.

Mesmo convivendo diariamente com despesas elevadas, ela admite que pedir ajuda nunca foi fácil.

“Se eu fosse comprar toda a minha medicação, passa de R$ 3 mil por mês. Só que a gente fica com vergonha às vezes de pedir, sabe? De pedir ajuda.”

A luta de Hilária começou em 1998, quando ela ainda trabalhava como gari em Itaiópolis. Durante 10 anos, sua rotina era varrer ruas sob o sol, sem qualquer hábito de proteção contra a radiação solar.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, ela contou que tudo começou com pequenas manchas espalhadas pelo corpo. “Começou a sair umas pintas no rosto, nas costas, nos olhos e na cabeça.”

Uma biópsia confirmou o primeiro carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele. Mas o número incomum de tumores chamou a atenção dos médicos. Exames posteriores revelaram que Hilária era portadora da síndrome de Gorlin-Goltz, uma doença genética rara causada por mutação no gene PTCH1, que aumenta significativamente o risco de desenvolver múltiplos tumores ao longo da vida.

A condição é considerada rara e afeta cerca de uma pessoa a cada 60 mil nascimentos.

Com informações do NDMais

 

 

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Brasil

Advogado avalia relação de Lula com Moraes: “Promiscuidade”

Foto: Reprodução

O advogado Rafael Durand participou do programa Pleno Time e comentou a repercussão da notícia sobre o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para um café no Palácio do Planalto após um evento oficial, nesta quarta-feira (29).

Durand afirmou ver com preocupação a proximidade entre integrantes do governo federal e do Supremo, citando “relações obscuras” e “promiscuidade”.

– O nome completo do Brasil é República Federativa do Brasil. Quando falamos república significa que a coisa é do povo, ou seja, o povo deve retomar o poder. E quando a gente vê certas relações um tanto obscuras entre figuras do cenário politico, a gente vê com uma certa preocupação. A gente vê uma promiscuidade no sistema de separação de poderes – disse nesta quinta-feira (30).

– Ora, não é que eles não possam conversar, não possam tratar de assuntos de maneira particular. Mas a gente sabe muito o que por vezes está debaixo do tapete em situações como essa – continuou.

Diante do vídeo da interação entre Lula e Moraes, o advogado teve a leitura de que o petista parecia “estar conversando com um subordinado seu”.

– Parece que a gente tem um ministro da suprema corte atuando em prol do governo. Governo esse que, como as pesquisas e a opinião publica afirmam categoricamente, está amplamente desgastado e vai fazer de tudo pra vender algum tipo de narrativa – declarou.

Pleno News

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Luto

Morre em Natal o médico Airton Wanderley, pioneiro da oncologia no RN

Foto: Divulgação

A medicina potiguar perdeu nesta quinta-feira (30) um de seus nomes mais ilustres e respeitados. Partiu, aos 96 anos, o médico cirurgião e mastologista Airton Dantas Wanderley, profissional que marcou época pelo pioneirismo, rigor técnico e dedicação humanitária à saúde do Rio Grande do Norte. As informações são do BZNotícias.

Sua história profissional confunde-se com a própria consolidação do combate ao câncer no estado. Durante décadas de atuação brilhante na Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer, Airton Wanderley ajudou a estruturar o atendimento oncológico potiguar, sendo fundamental na formação de diversas gerações de médicos e especialistas.

Como reconhecimento por seu legado inestimável, a instituição batizou a Unidade de Oncologia Clínica e Hematologia Dr. Airton Dantas Wanderley, no Hospital Dr. Luiz Antônio, eternizando sua contribuição para a saúde pública e privada da região.

Profissional também dedicado à docência na UFRN, ele deixou sua marca impressa na ética e no carinho com que tratava cada paciente.

Membro de tradicional família potiguar, Airton Wanderley deixa um exemplo de integridade, dedicação à profissão e amor ao próximo.

BZNotícias

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