Chavistas tomam centro de Caracas para festejar mandato

Chavez_CASA127994

Milhares de partidários do presidente Hugo Chávez se reúnem desde a manhã desta quinta-feira nas ruas do centro de Caracas para participar da festa que foi convocada pelo partido governista para marcar o início do novo mandato presidencial.

O período começa a despeito da ausência de Chávez, que permanece internado num hospital de Cuba desde dezembro passado, quando passou por sua quarta cirurgia em decorrência de um câncer na região pélvica. O presidente sofreu complicações e, conforme o governo, se recupera, em situação “estacionária”.

“Nós viemos mostrar apoio, para que ele saiba que o país está com ele”, disse a secretária Anny Marquez. “Nós estamos com ele nos melhores momentos e também nos piores.”

Entre os líderes presentes à festa estão José Mujica, do Uruguai, Evo Morales, da Bolívia, e Daniel Ortega, da Nicarágua. A Argentina enviou seu chanceler, Héctor Timerman, enquanto a presidente Cristina Kirchner viaja a Cuba ainda nesta quinta, para visitar o colega venezuelano pessoalmente. Conforme o governo, haverá, ao todo, representantes de 19 países presentes.

Nesta quarta (9), o Tribunal Supremo de Justiça, a principal corte do país, chancelou o adiamento indefinido da posse de Chávez. Desta forma, os magistrados ratificaram a visão chavista de que a cerimônia de posse é uma formalidade sem data estipulada na Constituição. A data firmada pela Constituição, 10 de janeiro, vale só para a cerimônia no Legislativo –posteriormente, a posse ocorre ante do TSJ.

Para os magistrados, a posse pode ser adiada porque é o próprio Chávez quem encabeça o próximo mandato. Há também continuidade administrativa e o vice-presidente, Nicolás Maduro, seguirá no cargo, assim como os demais ministros.

Mais cedo, em entrevista ao jornal venezuelano “El Universal”, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão oposicionista, já havia assegurado que recorreria ao próprio Supremo, à OEA (Organização de Estados Americanos) e até ao Mercosul para contestar o adiamento, que considera inconstitucional.

 

Fonte: Folha de São Paulo