Recentemente, os Estados Unidos passaram do uso da faixa magnética insegura em cartões de crédito e débito para cartões de chip e PIN mais bem protegidos, regulados pelo padrão EMV. É um grande passo para aumentar a segurança das transações e reduzir a fraude.
No entanto, nossos pesquisadores descobriram recentemente que cibercriminosos brasileiros desenvolveram uma maneira de roubar dados e clonar cartões de chip e PIN (senha de quatro dígitos). Nossos especialistas apresentaram sua pesquisa em nossa conferência SAS 2018.
Ao pesquisar malware para caixas eletrônicos usado por um grupo brasileiro chamado Prilex, nossos pesquisadores tropeçaram em uma versão modificada. Ela traz alguns recursos adicionais para infectar terminais de ponto de serviço (POS) e coletar dados de cartões.
Este malware foi capaz de modificar o software do POS para permitir a um terceiro capturar a comunicação entre o device e o banco. Foi assim que os criminosos obtiveram os dados. Basicamente, quando você paga em uma loja cujo POS está infectado, os dados do cartão são transferidos imediatamente para os criminosos.
No entanto, ter os números é apenas metade da batalha. Para roubar dinheiro, também precisavam clonar cartões, um processo mais complicado pelos chips e suas autenticações múltiplas.
O grupo Prilex desenvolveu uma infra-estrutura que permite a seus “clientes” criarem cartões clonados – em teoria não deveria ser possível.
Para saber como, é melhor primeiro dar uma olhada em como funcionam cartões EMV. Quanto à clonagem, tentaremos manter o mais simples possível.
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