Clima

Cientistas dizem que gás invisível pode selar nosso destino climático

Foto: CNN

Reduzir as emissões de carbono é fundamental para acabar com a crise climática. Mas, pela primeira vez, o relatório da ONU sobre mudanças climáticas enfatizou a necessidade de controlar um elemento mais traiçoeiro: o metano, um gás invisível e inodoro, com poder de aquecimento mais de 80 vezes maior do que o dióxido de carbono no curto prazo.

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC), a concentração de metano na atmosfera é maior agora do que nos últimos 800 mil anos.

Com a Terra se aproximando do limite de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, cientistas dizem que as emissões de metano precisam ser rapidamente cortadas. Charles Koven, principal autor do relatório do IPCC, disse que isso se deve ao grande poder de aquecimento do metano.

“Cortar o metano é a maneira mais rápida de mitigar algumas das mudanças climáticas que já estamos vendo no curto prazo”, disse Koven à CNN. “Se reduzíssemos as emissões de metano, isso compensaria uma dessas fontes de aquecimento”.

Se o mundo parasse de emitir dióxido de carbono amanhã, comentou Koven, as temperaturas globais levariam anos para começar a baixar, por causa do tempo que o gás permanece na atmosfera. Reduzir o metano é a estratégia mais fácil para mudar a trajetória da temperatura no mundo nos próximos 10 anos, acrescentou.

O metano, principal componente do gás natural que usamos em fogões e no aquecimento de casas, por exemplo, pode ser produzido na natureza por erupções de vulcões e decomposição de matéria vegetal. Mas ele também é lançado na atmosfera em quantidades muito maiores por aterros, pela pecuária e a indústria de petróleo e gás.

O gás natural foi chamado de “combustível-ponte”, algo que faria a transição dos EUA para a energia renovável, pois é mais eficiente que o carvão e emite menos CO2 quando queimado. Importante para a indústria, o gás natural é abundante em todo o mundo, e sua extração é mais barata.

Mas os proponentes desse novo gás “mais limpo” não perceberam uma ameaça perigosa: que ele poderia vazar para a atmosfera sem ser queimado e causar um aquecimento significativo.

O metano pode vazar de poços de petróleo e gás natural, dutos de gás natural e dos equipamentos usados no processamento. De acordo com dados da Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos, os EUA têm milhares de poços ativos de gás natural, milhões de poços abandonados de petróleo e gás, cerca de três milhões de quilômetros de dutos de gás natural e diversas refinarias que processam o gás.

Um em cada três norte-americanos vive em um condado com operações de petróleo e gás, o que representa riscos para o clima e para a saúde pública, de acordo com um relatório do Fundo de Defesa Ambiental dos EUA.

Até recentemente, era difícil rastrear a localização e a magnitude dos vazamentos de metano. Agora, câmeras infravermelhas e satélites podem estimar as emissões de metano em todo o mundo, dando aos cientistas e reguladores uma visão do que está sendo liberado das instalações.

Climatologistas da NASA e da Agência de Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA disseram anteriormente à CNN que as mudanças danosas no sistema climático só vão se intensificar, a menos que as pessoas parem de usar combustíveis que queimam e emitem gases de efeito estufa, como o metano.

“No caso do dióxido de carbono, sempre soubemos o papel das usinas elétricas, chaminés e coisas do gênero, mas no caso do metano, até recentemente não entendíamos quanta influência um pequeno número de grandes fontes realmente tinha”, disse à CNN Robert Jackson, professor de ciência ambiental da Universidade de Stanford. “Não entendíamos o tamanho do escopo e a importância dos superemissores para a redução das emissões”.

A última avaliação do IPCC destaca que os cientistas agora têm um melhor entendimento de quanto metano está sendo liberado por atividades humanas, como a agricultura e a indústria de combustíveis fósseis, e quanto isso contribui para a crise climática.

As fontes de emissão de metano variam por região. Na América do Norte, a maioria – 41% do total de emissões de metano – vem da produção de petróleo e gás, seguida pela pecuária, com 28%. Na China, a mineração de carvão é o maior gerador de metano, contribuindo com 43% de suas emissões totais.

Embora a agricultura seja uma importante fonte de metano, Jackson comentou que as emissões da agricultura e da produção de alimentos seriam mais difíceis de controlar.

“Existem apenas algumas coisas que podemos fazer com a pecuária”, afirmou Jackson. “Podemos pedir que as pessoas parem de comer carne, ou podemos tentar incluir aditivos na ração do gado para mudar os microorganismos na química de seus intestinos. Mas isso não é fácil de fazer em bilhões de rebanhos no mundo todo”.

A Agência Internacional de Energia estima que a indústria mundial de petróleo e gás pode reduzir o metano em 75% usando a tecnologia já disponível. A organização também estima que 40% das emissões poderiam ser reduzidas sem custo adicional, já que o gás natural captado poderia ser comercializado.

Ativistas do clima como Lisa DeVille, membro da nação Mandan, Hidatsa e Arikara (uma nação nativa norte-americana, também conhecida como as três tribos afiliadas), estão pedindo aos legisladores que reduzam rigorosamente o metano. O campo de petróleo de Bakken, no estado da Dakota do Norte, circunda a Reserva Indígena Fort Berthold, onde DeVille vive, e possui quase mil poços de petróleo e gás. Em 2016, cientistas descobriram que havia o vazamento de 275 mil toneladas de metano por ano no local.

“Isso significa que a terra que faz parte da minha identidade como mulher indígena foi transformada em uma zona industrial poluída”, disse DeVille. “Isso é inaceitável”.

Como cofundadora do movimento Protetores dos Direitos da Água e da Terra de Fort Berthold, DeVille está enfrentando as regulamentações ambientais de frente. Em 2018, a organização processou o Bureau of Land Management, o escritório de gestão de terras públicas dos Estados Unidos, durante a gestão Trump por reverter uma importante lei de prevenção de resíduos de metano.

As temperaturas globais estão agora 1,1 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, de acordo com o relatório, e o planeta já está vendo o impacto na forma de incêndios, inundações, secas e ondas de calor mortais.

O relatório do IPCC deixa claro que cortar as emissões de metano é a chave para impedir que o planeta atinja um aumento de 1,5 grau Celsius. Cientistas dizem que os líderes mundiais precisam agir imediatamente para combater todas as emissões de gases do efeito estufa, e não apenas o dióxido de carbono.

Rick Duke, diretor sênior e assistente da Casa Branca para John Kerry, o enviado especial do presidente Biden para o clima, disse à CNN em uma coletiva de imprensa que reduzir o metano e os vazamentos do gás é uma prioridade para o governo Biden.

“Já houve um esforço incrível nos bastidores para nos prepararmos para um movimento mais rápido e abrangente para cortar o metano internamente, ao mesmo tempo em que estamos tratando disso como um imperativo diplomático”, afirmou Duke.

A pressão já está aumentando. Em junho, DeVille discutiu questões tribais, especialmente em termos de redução de emissões de metano e da transição para uma energia limpa de forma rápida e equitativa, com o gestor da Agência de Proteção Ambiental, Michael Regan.

“O que fizermos nos próximos anos definirá o tipo de mundo que deixaremos para nossos filhos”, disse DeVille, que agora busca se reunir com a secretária do Interior, Deb Haaland, para discutir questões semelhantes. “Devemos fazer uma transição rápida para a energia limpa, cortar a poluição de carbono por combustíveis fósseis e os vazamentos de metano”.

Correção: uma versão anterior desta reportagem subestimava a contribuição de metano por indústria na América do Norte e na China. Esta matéria foi atualizada.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. São os gazes que a Governadora e alguns secretários estão soltando depous da abertura da CPI pela assembleia legislativa do RN.

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Trânsito

Faixa da Ponte de Igapó é interditada pela PRF para instalação de câmeras

Foto: Reprodução

Uma faixa da Ponte de Igapó, em Natal, no sentido Centro-Zona Norte, ficará parcialmente interditada nesta quinta-feira (25) para a realização de serviços de instalação de câmeras. A interdição ocorre das 10h às 15h.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o bloqueio acontece no km 85 da BR-101, no sentido decrescente da rodovia. A faixa interditada é a da esquerda.

A Ponte de Igapó é uma das principais ligações entre a Zona Norte e as demais regiões de Natal, com fluxo intenso de veículos ao longo do dia.

A PRF informou que o local foi sinalizado para orientar os motoristas durante a execução do serviço. A orientação é que os condutores reduzam a velocidade e redobrem a atenção ao passar pelo trecho.

Tribuna do Norte

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Política

Michelle nega “briga” após vídeo com críticas a Flávio: “Não tenho raiva”

Foto: Reuters

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem em suas redes sociais na manhã desta quinta-feira (25) em que apazigua sua relação com o enteado e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). “Não há briga, nem competição.” No dia anterior, Michelle publicou um vídeo afirmando que foi desrespeitada e maltratada pelo enteado.

Michelle abre a nota com a afirmação de que não tem raiva de ninguém: “apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada”.

O desentendimento entre os dois surgiu por conta da recusa da ex-primeira-dama em apoiar a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, opção feita pelo PL e defendida por Flávio.

Ainda na definição da chapa que concorrerá a cargos no estado, outra rusga surge da rejeição do nome da vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscila Costa, aliada de Michelle, para uma vaga ao Senado. Flávio Bolsonaro teria entrado em acordo com o deputado federal André Fernandes (PL-CE) para que a vaga fosse de Alcides Fernandes (PL-CE), pai de André Fernandes.

Na sequência da nota desta manhã, a presidente do PL Mulher afirma que os membros da sigla irão “todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno”. Como mostrou a CNN, integrantes do PL avaliaram que a ex-primeira-dama extrapolou limites com os comentários do vídeo da última quarta-feira (24).

“Não há briga, nem competição. Peço apenas que não retirem trechos da minha fala de contexto para gerar confusão. Uma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito”, finaliza.

CNN

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Polícia

Homem é morto a tiros após discussão em Natal

Foto: Sérgio Henrique

Um homem foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (24) no bairro Planalto, na Zona Oeste de Natal. Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu após uma discussão, e o suspeito seria um comerciante da região, que fugiu do local após os disparos.

A vítima foi identificada como Judson Camilo de Souza, de 28 anos. O crime aconteceu na Rua Mira Mangue, em uma zona comercial e movimentada do bairro Planalto.

Segundo a polícia, a suspeita é de que os dois – o suspeito e a vítima – já tinham um histórico de conflitos. A vítima foi morta na calçada, próximo a um supermercado.

“Tinha sido uma discussão dele com outro cidadão. E o outro cidadão, após efetuar os disparos contra ele, saiu com destino ignorado”, falou o Sargento Calixto, do 9º Batalhão da Polícia Militar.

“As investigações que vão dizer [o que ocorreu]. Mas diz que já tinha tido outras desavenças e hoje chegou a esse ponto dele alvejar o cidadão, e o cidadão vir a óbito”.

A polícia acredita que pelo menos seis tiros foram disparados contra o homem. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Até a atualização mais recente desta reportagem, o suspeito permanecia foragido. A pistola usada no crime também não foi encontrada. O caso será investigado pela Polícia Civil.

G1RN

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Cidades

Festival de Quadrilhas de Natal é adiado; confira as novas datas do evento

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Natal anunciou o adiamento do Festival de Quadrilhas Juninas da Cidade do Natal, que estava previsto para acontecer entre os dias 25 e 28 de junho. De acordo com a administração municipal, o evento foi remarcado para o período de 9 a 12 de julho em razão da necessidade de ajustes técnicos apresentados pela organização.

A informação foi divulgada pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Segundo o Município, a alteração no calendário não compromete a realização da programação nem os investimentos destinados ao festival.

A Prefeitura atua como parceira do evento e é responsável pelo pagamento das premiações dos grupos juninos vencedores. Ao todo, serão distribuídos R$ 120 mil em prêmios para as quadrilhas participantes, considerando todas as categorias da competição.

Além da premiação, a gestão municipal também disponibiliza ajuda de custo para as agremiações selecionadas por meio de edital público. Somados os recursos destinados ao festival, o investimento chega a R$ 456 mil.

 

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Geral

Luana Piovani assinou contrato de R$ 300 mil com sindicato do BC para criticar PEC da autonomia financeira

Foto: Ronny Santos

O sindicato que representa servidores do Banco Central contratou por R$ 300 mil a atriz Luana Piovani para gravar um vídeo contrário à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá autonomia financeira e administrativa à instituição.

O pagamento foi autorizado pela direção do conselho regional do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) no Distrito Federal. Após mostrar o envolvimento da artista no assunto, a Folha teve acesso à ata da reunião em que a contratação foi aprovada.

O encontro foi realizado virtualmente no início da tarde de 9 de junho, mesmo dia em que Piovani publicou o vídeo em sua conta no Instagram. A atriz utilizou a hashtag #publi, indicando o conteúdo pago, e marcou os perfis do Sinal Nacional e da regional DF do sindicato.

Segundo a ata, a presidente do Sinal-DF, Edna Velho, que também é diretora de relações externas da executiva nacional do sindicato, iniciou a reunião destacando a importância de uma “atuação mais incisiva” da entidade nas redes sociais para falar sobre “os riscos da PEC”, sobretudo diante da perspectiva de avanço do texto no Senado.

“Nesse contexto, foi sugerida a contratação da atriz e influenciadora Luana Piovani para participar de campanha de comunicação voltada à crítica da PEC, considerando sua atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”, diz o texto.

Na ata, fica claro que, antes da reunião, a dirigente já havia conversado com a atriz sobre a possibilidade de contratação do trabalho e valores de remuneração.

“A presidente informou sobre a conversa com a profissional e seu alinhamento à posição defendida pelo sindicato, além do valor cobrado pela gravação de um vídeo e postagem no perfil oficial da atriz, esclarecendo que o pagamento somente seria realizado após deliberação deste conselho e apenas em caso de aprovação da proposta”, afirma o documento.

“A proposta da contratação foi colocada em votação com valor de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pela campanha em questão”, acrescenta. Segundo a ata, a contratação e o limite financeiro foram aprovados com cinco votos favoráveis e uma abstenção.

Piovani foi procurada pela Folha na tarde desta quarta-feira (24), por meio de mensagens diretas e por meio de sua equipe no Instagram, mas não houve resposta até a publicação deste texto. Na semana passada, quando procurada para outra reportagem sobre o tema, ela informou que não daria entrevista.

Também na semana passada, o Sinal havia negado pagamento à atriz. Procurada novamente nesta quarta, a entidade não respondeu aos questionamentos.

A Folha teve acesso às atas de outras reuniões que também aprovaram valores para outras campanhas contrárias à PEC. Em 19 de fevereiro, o sindicato autorizou a contratação de um escritório de advocacia para elaborar uma nota técnica com foco nos pontos mais sensíveis para a categoria, pelo valor de R$ 250 mil.

Em 29 de maio, a direção da entidade aprovou a destinação de mais R$ 250 mil para ampliar a campanha contra a PEC, após avaliação de que “a campanha já veiculada em diferentes mídias teve excelente receptividade, alcançando resultados positivos em termos de visibilidade e engajamento”.

A PEC da autonomia financeira do BC foi aprovada em 10 de junho na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e aguarda votação em plenário. Além de opor BC e Ministério da Fazenda, que defende proposta alternativa, a mudança abriu um racha entre os servidores da própria instituição.

No vídeo gravado para as redes, Luana Piovani aparece sentada com uma cristaleira ao fundo e em frente a uma mesa onde se vê um caderno aberto. Ela afirma que está naquele lugar porque é para onde vai quando precisa “ter aquele papo reto”.

A atriz diz então que vai falar sobre um assunto que ela mesma tem dificuldade de entender. “Por isso fiz umas anotações, inclusive tive que dar uma estudada e pedir ajuda aos universitários para poder estar aqui conversando com vocês”, diz.

“No Brasil resolveram criar a roda, estão querendo inovar, gente. Querem colocar o Banco Central independente do governo e sujeito a sofrer influências externas. Gente, isso não tem cheiro de perigo? Me parece um risco gigantesco”, afirma.

A PEC foi apresentada durante a gestão de Roberto Campos Neto e, na primeira versão, havia uma mudança de personalidade jurídica do BC, que deixaria de ser uma autarquia pública para se tornar empresa pública de direito privado.

Os servidores passariam a ser regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e aqueles que não estivessem de acordo migrariam para uma carreira semelhante no funcionalismo público.

Após mudanças, a versão aprovada na comissão do Senado muda o regime jurídico do BC para “entidade pública de natureza especial”, sem alteração no regime trabalhista dos servidores, cuja remuneração segue sujeita ao teto do funcionalismo público federal (hoje em R$ 46.366,19).

O presidente do Sinal, Epitácio Ribeiro, disse na semana passada que até apoia a autonomia em si, mas não na forma prevista na PEC. Segundo ele, a mudança no regime jurídico da autarquia em uma espécie de “autoridade do sistema financeiro”, com funcionamento a ser regulado em lei complementar, deixa em aberto questões como a criação e extinção de carreiras pela própria diretoria do banco.

No entanto, a entidade promoveu em 2024 uma assembleia geral entre todos os servidores, e 74% dos cerca de 4.500 participantes rejeitaram a proposta. Até hoje, a entidade afirma que esse é o posicionamento aprovado pela categoria.

Do outro lado, Thiago Cavalcanti, presidente da ANBCB (Associação Nacional dos Auditores e Procuradores do Banco Central), diz que o texto atual protege as carreiras (que só poderiam ser criadas pelo Legislativo) e dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa.

Além disso, a associação afirma que parte significativa dos votos contrários em 2024 foi dada para pressionar por um texto melhor, e desde então não houve nova consulta aos servidores para capturar a mudança de opinião de membros da carreira. Hoje, segundo pessoas favoráveis à PEC, sondagens não oficiais indicam apoio majoritário à proposta.

Grupo contrário à PEC

Dizem que BC pode deixar de ser autarquia federal; também afirmam que a diretoria poderá criar ou extinguir carreiras

Eles afirmam que versões mais iniciais do texto permitiam emprego de profissionais como celetistas, e não estatutários; os servidores seriam enquadrados em carreiras “congêneres”

Entre as críticas à PEC, servidores afirmam que proposta abriria portas para “captura regulatória”, ou seja, que os bancos e outras empresas regulados pela entidade teriam mais poder para influenciar o BC

Grupo favorável

Dizem que versão mais recente do texto eliminou pontos como contratação por regime CLT e as “carreiras congêneres”
Afirmam que PEC dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa
Defendem que medida tem potencial para aproximar as remunerações do BC à da Receita Federal

Folha de S. Paulo

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Geral

Alvo da PF, Americanas pediu saída da recuperação judicial em março

Screenshot

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) uma operação sobre eventuais irregularidades no rombo financeiro das Americanas. A varejista está em recuperação judicial desde 2023, na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em março deste ano, a Americanas ingressou com um pedido para sair da recuperação judicial. Na época, o CEO da empresa, Fernando Soares, disse à CNN que já havia cumprido 100% do plano previsto.

Durante a divulgação dos resultados da empresa referentes ao 1° bimestre de 2026, a empresa disse que o Ministério Público e o administrador judicial já haviam emitido pareceres favoráveis à saída antecipada da empresa do regime recuperacional.

De acordo com Fernando Soares, os números positivos e um bom fluxo de caixa fizeram com que o pedido de saída fosse adiantado. A solicitação foi entregue à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e é preciso que a Justiça acate.

No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 44 milhões, reduzindo o resultado negativo de R$ 586 milhões contabilizado no final de 2024.

Em fevereiro de 2026, o grupo recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com ⁠valor ​total estimado entre ​R$ 346 milhões e R$ 468 ⁠milhões.

Com isso, a empresa se comprometeu a destinar 60% ⁠do montante ⁠líquido que exceder R$ 200 milhões ‌relativos à venda dos imóveis para amortização ou resgate antecipado das ‌debêntures.

CNN

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Política

50% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, aponta PoderData

Foto: Rafaela Felliciano/Metrópoles

Uma nova pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) aponta o cenário de rejeição e potencial de voto de dois nomes da política nacional: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”. Outros 35% dizem que votariam apenas no petista, enquanto 11% declaram que poderiam escolher seu nome em uma disputa eleitoral.

Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, 48% dizem que não votariam nele em nenhuma hipótese. Já 32% afirmam que ele é o único em quem votariam, enquanto 15% dizem que poderiam considerar o nome do parlamentar.

Os números indicam estabilidade no cenário em comparação com o levantamento anterior, feito no fim de maio. De acordo com a pesquisa, houve apenas variações leves dentro da margem de erro, sem mudanças significativas no comportamento do eleitorado.

O estudo foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2026, com 2.400 entrevistas em 617 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05722/2026.

Opinião dos leitores

    1. Realmente, se a pesquisa fosse nos presídios, a vitória do atual presidente, condenado em três instâncias, seria perto dos 100%…

    2. Tá vendendo a bola de cristal amigo, qual o valor? De antemão, não faça nenhuma necessidade fisiológica em cima, vcs já são imundos por natureza, tudo que toca apodrece é quebra, veja o caso de JAQUES WAGNER.

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Política

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no 2º turno, diz PoderData

Foto: Reprodução

Uma nova pesquisa eleitoral aponta um cenário de forte equilíbrio entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de 2º turno. Segundo levantamento PoderData/Aya, divulgado nesta quinta-feira (25), Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%.

A diferença de três pontos percentuais coloca os dois pré-candidatos dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, configurando empate técnico.

O resultado indica um cenário de disputa apertada e de alta competitividade entre os dois nomes testados, sem vantagem consolidada para nenhum dos lados.

Opinião dos leitores

  1. Em junho de 2022, esse instiutto projetava Lula 52 x 35 Bolsonaro.
    Deu quase empate. Seguindo a lógica… (não que uma vitória de Bolso Filho me empolgue… vai passar uns três anos apanhando se tentar arrumar a casa, pra devolver pra Lula – se o cara lá de baixo não o tiver convocado).

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Polícia

PF prende suspeitos e bloqueia R$ 54 bilhões em bens em investigação das Lojas Americanas

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma nova fase da investigação sobre as fraudes contábeis nas Lojas Americanas, caso que revelou um rombo estimado em R$ 24 bilhões e se tornou um dos maiores escândalos financeiros do país.

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Política

Vereador do PT é preso em operação contra PCC e suspeita de lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução

O vereador da cidade de São Paulo Senival Moura, do PT, foi preso nesta quinta-feira (25) durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) e um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma empresa de transporte público.

A ação faz parte da Operação Última Parada, que também tem como alvo integrantes da facção criminosa e dirigentes da concessionária Transunião.

Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão e 104 mandados de busca e apreensão, cumpridos em cidades de São Paulo, na Grande São Paulo, no interior do estado e em Extrema (MG). Entre os presos estão o vereador e o presidente da empresa, Lourival de França Monário.

As investigações tiveram início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da concessionária, em 2020. A partir desse caso, equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificaram indícios de possível influência do PCC na administração da empresa.

Segundo os investigadores, teria sido identificado um núcleo paralelo dentro da concessionária, responsável por decisões estratégicas e movimentações financeiras. Também há suspeitas de irregularidades na evolução do capital social da Transunião, que teria passado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem comprovação clara da origem dos recursos.

Em 2025, a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema municipal de transporte coletivo. Para os investigadores, parte dessa estrutura pode ter sido usada para dar aparência de legalidade a recursos ligados ao crime organizado.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 194 milhões em contas bancárias, além da indisponibilidade de veículos, imóveis e embarcações ligados aos investigados. Também foi determinado o afastamento da diretoria da concessionária e a comunicação à Prefeitura de São Paulo para possível intervenção no serviço de transporte.

A Operação Última Parada mobilizou cerca de 350 policiais civis, além de promotores do Gaeco e equipes especializadas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise da movimentação financeira do grupo.

Opinião dos leitores

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