Tijolo ecológico a partir de resíduo do sal: cientistas da UFRN desenvolvem nova tecnologia para indústria ceramista

Foto: Divulgação

Um tipo de tijolo solo-cimento, formado a partir da incorporação de um resíduo da produção do sal, é o resultado de uma pesquisa desenvolvida por um grupo de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e objeto de recente depósito de pedido de patente da Instituição, sob a denominação Tijolo ecológico produzido a partir da combinação de cimento, solo laterítico e carago. A nova tecnologia nasce revestida de singular importância para o Rio Grande do Norte, visto que o estado concentra 95% da produção de sal no Brasil, tendo relevância também no fornecimento a âmbito mundial.

“O resíduo incorporado da indústria salineira é o carago, a primeira camada que se forma nos tanques de evaporação. No momento da colheita do sal, ele não é utilizado, ficando em pilhas nas salinas, sem um destino correto. Assim, além da importância tecnológica da inovação e da relevância econômica, há também o aspecto da sustentabilidade, pois provoca a diminuição de impactos ambientais”, afirmou Priscylla Cinthya Alves Gondim, uma das inventoras.

Também professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), ela pontuou ainda que o carago foi analisado durante um ano, através de ensaios, momentos nos quais o resíduo foi inserido no tijolo solo-cimento com oito composições diferente e testes seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Dentre essas, a cientista frisou que o melhor traço foi escolhido para a solicitação da patente, mas que “em todas as composições obtivemos excelentes resultados, cerca de três vezes a mais que a resistência padrão exigida pela norma”. Os materiais apresentaram-se viáveis em alvenaria de vedação, ou seja, as que são dimensionadas para suportar seu próprio peso.

Outro pesquisador envolvido na pesquisa é o professor da UFRN Wilson Acchar. Supervisor do doutorado de Priscylla no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais (PPGCEM) da UFRN, ele complementou que a combinação do resíduo da indústria salineira, o carago, substância de dimensão grossa e lamelar, com o cimento e solo laterítico, ambos com granulometrias fina e esférica, conferiu um bom empacotamento ao material formado, melhorando a coesão entre as partículas, facilitando a trabalhabilidade.

Além de Wilson e Priscylla, o grupo de inventores é composto por Sheyla Karolina Justino Marques e João de Medeiros Dantas Neto, em uma pesquisa fruto de parceria da UFRN com os Institutos Federais do Rio Grande do Norte e de Alagoas. Eles ressaltaram ainda que o tijolo proposto pode ser utilizado para construção de casas populares de baixo custo e a sua elaboração é realizada de forma simples, confeccionando um material de baixo custo e de fácil produção. Por não precisar de materiais sofisticados, tampouco de mão de obra qualificada, acreditam que é uma ferramenta para proporcionar maior acesso à moradia para populações de baixa renda.

O pedido de patente deste novo tipo de tijolo passa a integrar o portfólio da vitrine tecnológica da UFRN, juntando-se a quase outras 300 novas tecnologias. A quantidade de novos pedidos realizados nos últimos anos faz com que a UFRN figure em destaque em rankings alusivos à números de propriedade intelectual. Um exemplo é o ranking dos maiores depositantes residentes 2020, publicação divulgada em setembro e realizada pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Nela, a Universidade entre as 15 instituições com mais pedidos de patente no Brasil. Os dados são relativos à 2019 e mostram que a Universidade subiu 13 posições quando comparados os dados de pedidos aos registrados em 2018, passando de 25° para 12°, empatada com a UFPR e a Robert Bosch.

Falando a respeito da importância do processo de patenteamento, Priscylla Gondim sublinhou que “a patente é a concretização que seu produto foi eficiente e eficaz, ou seja, que obteve bons resultados e que poder ser replicado e inserido no mercado”. As orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção, bem como os demais pedidos de registro intelectual, como marcas e programas de computador, estão sendo realizados via e-mail da Agência de Inovação (Agir).

UFRN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João disse:

    "Balbúrdia!"

  2. george disse:

    Quando há essas iniciativas, ficou louco pra ver também a viabilidade comercial do projeto.

    Parabéns aos cientistas.

  3. Priscylla Gondim disse:

    Obg querido pela divulgação do nosso trabalho! Foi uma parceria entre a UFRN- IFRN (campus Mossoró) e o IFAL (campus Palmeiras dos Índios).

  4. pereira disse:

    Uma excelente descoberta e uma pesquisa de Alta Relevancia. O único problema é o baixo custo, pois ninguém no Brasil quer nada de baixo custo, como há turma vai se beneficiar?

  5. Élano cantidio disse:

    Muito bom quando a universidade apresenta suas pesquisas e estas farão com que a sociedade as aproveite no seu dia a dia , este sim o verdadeiro sentido e papel da universidade , integração com a comunidade .

  6. Antístenes disse:

    Deve dar um salitre danado rsrs

  7. Théo disse:

    Parabéns para os cientistas envolvidos. A natureza agradece.

FOTOS: Cientistas dizem ter descoberto por acaso órgão misterioso no centro da cabeça humana

As novas glândulas ficam atrás do nariz, no encontro com a garganta. FOTO: VALSTAR, ET. AL./RADIOTHERAPY AND ONCOLOGY

Uma equipe de pesquisadores na Holanda acredita que pode ter encontrado um novo conjunto de órgãos no corpo humano.

Eles identificaram o que acreditam ser novas glândulas localizadas atrás do nariz, no encontro com a garganta.

Os pesquisadores dizem que a descoberta provavelmente se trata de um quarto par de glândulas salivares (partes do corpo responsáveis por produzir saliva).

Se o achado for comprovado como verdadeiro, essa glândula oculta seria a primeira identificação desse tipo em cerca de 300 anos. Hoje conhecemos estas três principais glândulas salivares: uma inserida perto das orelhas, outra abaixo da mandíbula e outra sob a língua.

Estas setas mostram onde os pesquisadores encontraram os ‘órgãos’. FOTO: VALSTAR, ET. AL./RADIOTHERAPY AND ONCOLOGY

Os pesquisadores encontraram o que pode ser reconhecido como novas glândulas enquanto examinavam imagens em uma máquina capaz de mostrar tecidos corporais em detalhes.

Eles queriam saber mais sobre o que haviam encontrado, então examinaram um pouco de tecido. E descobriram que é muito semelhante às glândulas que temos sob a língua.

As possíveis novas glândulas foram encontradas no topo da garganta. FOTO: VALSTAR, ET. AL./RADIOTHERAPY AND ONCOLOGY

“O local não é muito acessível e você precisa de imagens muito sensíveis para detectá-lo”, disse Wouter Vogel, um dos autores do estudo.

Yvonne Mowery, oncologista de radiação na Duke University, disse que “ficou bastante chocada por estarmos em 2020 e ter uma nova estrutura identificada no corpo humano”.

Quão certos estão os cientistas sobre a descoberta?

A equipe de pesquisadores identificou as glândulas por acaso, já que estava focada em outros tratamentos quando as encontrou.

Na verdade, eles estavam examinando pacientes com câncer de próstata com um tipo avançado de exame, que, combinado com injeções de glicose radioativa, destaca tumores no corpo.

Assim, mais estudos serão feitos para determinar qual é exatamente o papel dessas glândulas — os médicos disseram que é preciso mais pesquisa e uma seleção mais ampla de pessoas.

BBC Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pixuleco disse:

    Terá sido na cabeça do TONHO DA LUA ?

  2. Lopim disse:

    Glândula da Roubalheira.

Imunidade de rebanho para controlar Covid-19 é “falácia”, diz grupo de cientistas, em carta ao The Lancet

(Foto: Unsplash)

Nessa quarta-feira (14), 80 pesquisadores de vários países divulgaram uma carta em que apontam a imunidade de rebanho para a Covid-19 como sendo “uma falácia perigosa não suportada por evidências científicas”. O documento, publicado no periódico The Lancet, é assinado por especialistas em saúde pública, epidemiologia, medicina, pediatria, sociologia, virologia, doenças infecciosas, sistemas de saúde, psicologia, psiquiatria, política de saúde e modelagem matemática.

“É fundamental agir decisiva e urgentemente”, escrevem os pesquisadores. “Medidas eficazes para suprimir e controlar a transmissão precisam ser amplamente implementadas e devem ser apoiadas por programas financeiros e sociais que incentivem respostas da comunidade e abordem as desigualdades que foram ampliadas pela pandemia.”

O apelo é especialmente voltado às regiões que estão enfrentando uma segunda onda de infecções pelo novo coronavírus. Além disso, os cientistas chamam atenção para aqueles locais em que o número de casos de Covid-19 não variou muito desde o início da pandemia.

“Restrições contínuas provavelmente serão necessárias no curto prazo, para reduzir a transmissão e consertar sistemas ineficazes de resposta à pandemia, a fim de evitar bloqueios futuros”, afirma o documento. “O objetivo dessas restrições é suprimir com eficácia as infecções por Sars-CoV-2 a níveis baixos que permitam a detecção rápida de surtos localizados e uma resposta ágil por meio de sistemas eficientes e abrangentes de localização, testagem, rastreamento, isolamento e suporte, para que a vida possa retornar ao próximo normal sem a necessidade de restrições generalizadas.”

Os especialistas também explicam que a transmissão descontrolada entre os mais jovens traz riscos de saúde e morte significativos em toda a população. Por isso, ressaltam que são necessários esforços especiais para proteger os mais vulneráveis e que, para funcionarem, devem ser acompanhados de estratégias multifacetadas em nível populacional. “A proteção de nossas economias está intimamente ligada ao controle da Covid-19”, pontuam os cientistas. “Devemos proteger nossa força de trabalho e evitar incertezas a longo prazo.”

Eles também afirmam que não há evidências de que aqueles que já tiveram a doença tenham imunidade protetora duradoura ao Sars-CoV-2, e alertam que ter apenas uma imunidade decrescente ao novo coronavírus não encerraria a pandemia de Covid-19, mas resultaria em ondas repetidas de transmissão ao longo de vários anos. Esse fenômeno, por sua vez, poderia colocar populações vulneráveis ​​em risco indefinido.

Isso porque, conforme já foi observado anteriormente com outras doenças, estratégias de imunidade de rebanho baseadas em infecções que ocorrem naturalmente, isto é, passando de uma pessoa para outra, resultaram em epidemias recorrentes. O ideal, portanto, é suprimir a disseminação do vírus até a vacinação de boa parcela da população global.

Além disso, os autores alertam que as abordagens de imunidade de rebanho baseadas em infecções naturais podem impactar a força de trabalho como um todo e sobrecarregar a capacidade dos sistemas de saúde de fornecer cuidados agudos e de rotina.

“A evidência é muito clara: controlar a disseminação da Covid-19 pela comunidade é a melhor maneira de proteger nossas sociedades e economias até que vacinas e terapias seguras e eficazes cheguem nos próximos meses. Não podemos permitir distrações que minem uma resposta eficaz; é essencial que ajamos com urgência com base nas evidências”, concluem os pesquisadores.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Temos o maior exemplo de imunidade por rebanho em nosso país, há mais de um mês são praias cheias,bares lotados e aglomerações em todos os lugares e a quantidade de óbitos caindo.
    Comprova mais ainda que o isolamento vertical seria o ideal para convivermos com o vírus chinês, em raros momentos houve lotação nos hospitais.

  2. Rafael disse:

    Tratam a ciência como uma bengala. "Você vai questionar a ciência?". Essa tal de ciência foi a que mais errou no manejo inicial da pandemia.

    • Manoel disse:

      Se o Sr. se desse conta que o acúmulo de conhecimento é o que faz a ciência avançar, nao faria esse comentário rasteiro.
      Óbvio que a ciência erra, mas sempre no intuito de acertar. E mesmo errando no início, os acertos foram muito maiores.
      Mas para argumentar com um povo que tomou o poder e seus terraplanistas, negacionistas que nao acreditam nem em vacinas, nao adianta nada. As notícias de WA são mais importante e confiáveis.

  3. Flávio disse:

    Cada dia que passa notícias divergentes, existe um interesse gigante por trás disto tudo. A história vai passar a limpo.

  4. Mito do Gado disse:

    Mas, o Presidente da República pensa que sua própria opinião é melhor do que a Ciência…

SUPER-HABITÁVEIS: Cientistas descobrem 24 planetas que podem ser melhores do que a Terra

Foto: Ilutrativa/Pixabay

Abrigando incontáveis formas de vida, a Terra, ao que parece, pode não ser exatamente o melhor lugar do Universo para manter seus residentes. Cientistas da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, identificaram 24 planetas fora da Via Láctea que podem conter elementos mais atrativos que os de nosso lar. Alguns deles, inclusive, orbitam estrelas melhores que o Sol.

Sendo exemplares mais velhos, maiores, um pouco mais quentes e até mais úmidos. Aparentemente, até organismos se desenvolveriam neles com mais facilidade, e suas estrelas teriam longevidade maior do que a da nossa. Todos se encontram a uma distância superior a 100 anos-luz daqui. Ainda assim, Dirk Schulze-Makuch, líder do estudo, disse que a descoberta pode ajudar a concentrar observações futuras e auxiliar na procura por outras “casas” potenciais.

“Com os próximos telescópios espaciais chegando, teremos mais informações. Por isso, é importante selecionar alguns alvos. Temos que nos concentrar em certos planetas que têm as condições mais promissoras para a vida complexa. No entanto, temos que ter cuidado para não ficarmos presos à procura de uma segunda Terra, porque pode haver planetas que podem ser mais adequados à vida do que o nosso”, explicou o pesquisador ao Phys.org.

Para a análise, Schulze-Makuch, geobiólogo com experiência em habitabilidade planetária, juntou-se a dois colegas para identificar critérios da chamada super-habitabilidade, os astrônomos Rene Heller (do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha), e Edward Guinan (da Universidade Villanova, nos EUA). Aí, selecionaram bons candidatos entre os 4,5 mil exoplanetas conhecidos além do nosso Sistema Solar.

Habitabilidade: nota… 4!

Depois de formarem uma lista, os responsáveis pela análise levaram em consideração o fato de que as estrelas em torno das quais os astros orbitam devem ter combustível suficiente para permanecerem ativas até a vida complexa florescer (pelo menos 4 bilhões de anos e, claro, mais do que os 10 bilhões de anos do nosso Sol) e que os planetas proporcionem tempo o bastante para o avanço da evolução – além de que não sejam velhos a ponto de esgotar seu calor geotérmico ou de perder campos geomagnéticos de proteção. O ponto ideal é que tenham entre 5 bilhões e 8 bilhões de anos.

O tamanho (10% maior do que o do “planeta azul”) e a massa (1,5 vez maior que a daqui para reter aquecimento interno e manter a gravidade da atmosfera) não ficaram de fora, assim como a presença de água, se possível, em temperaturas na superfície de 5 graus Celsius maiores que as daqui. Um pouco mais de calor é melhor, pois auxilia na biodiversidade.

Infelizmente, nenhum dos 24 atingiu todos os critérios, mas ao menos 1 tem 4 características que o tornariam mais convidativo que a Terra. “Às vezes é difícil transmitir esse princípio de planetas super-habitáveis porque pensamos que temos o melhor planeta”, apontou Schulze-Makuch.

“Temos muitas formas de vida complexas e diversas. Muitas que podem sobreviver em ambientes extremos. É bom ter uma vida adaptável, mas isso não significa que temos o melhor de tudo”, ele afirmou.

Lembrando que habitabilidade não significa que esses planetas carreguem, necessariamente, vida. Portanto fica o mistério: temos vizinhos espaciais ou não?

Via Tecmundo e Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Se a nossa terra ainda tem mistérios imagina se tem condições de saber se o planeta é habitável a 100 anos luz, esses caras fumaram muito para essa viagem.kkkkkkkk

  2. Bigor disse:

    Trump para presidente

  3. El Potiguar disse:

    Devem ser melhores mesmo, não há humanos….

Cientistas buscam respostas para suspeitas de reinfecção em recuperados de covid-19

Foto: Getty Images

Um paciente é diagnosticado com covid-19. Tem sintomas que, com o tempo, desaparecem. Ele considera que superou a doença, e faz dois testes que dão negativo.

Seis semanas depois, os sintomas voltam, e agora seu teste para covid-19 dá positivo.

A situação de o que parece ser uma reinfecção por coronavírus foi narrada por um médico americano, Clay Ackerly, no site Vox. O caso isolado, que é acompanhado de outros semelhantes, gera preocupação porque poderia significar que, afinal, não teríamos uma resposta imunológica duradoura para o coronavírus.

No Brasil, um caso de possível reinfecção de um rapaz de 22 anos está sendo estudado em Minas Gerais. Um técnico de enfermagem teve um teste positivo para o coronavírus em abril, voltou a ser diagnosticado no final de junho e morreu no início de julho. O Hospital das Clínicas em São Paulo também investiga dois casos de possível reinfecção. Dois pacientes que tiveram testes positivos em maio, se recuperaram, e, agora em julho, tiveram testes positivos novamente.

A doença causada pelo vírus já matou mais de meio milhão de pessoas no mundo, e uma das maiores esperanças em meio a essa crise, além de uma vacina ou tratamento eficaz, era de que quem se recuperou da doença poderia estar imune a ela — pelo menos por mais do que só alguns meses.

Se isso não for verdade, a teoria da imunidade coletiva ou de rebanho, em que um grande grupo (segundo cientistas, mais de 60%) ficaria imune para interromper a cadeia de transmissão na população, iria por água abaixo. Se a imunidade dos curados da covid-19 tiver vida curta, poderíamos entrar em um ciclo sem fim de reinfecções.

Mas, apesar dos casos isolados de suspeitas de reinfecção, ainda não há evidências científicas de que isso seja uma possibilidade.

“Agora estamos começando a ver os retornos dos recuperados. A recuperação pode ser demorada, pode exigir fisioterapia e ainda mostrar lesões na tomografia”, conta a médica infectologista Tânia Chaves, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pará e do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). “Mas nesse período eu não vi nenhum caso que fizesse inferir que fosse uma nova infecção pelo Sars-CoV-2. Ouço relato de terceiros, mas a minha avaliação é que é muito prematuro para falarmos. A compreensão da imunidade é um caminho que nós ainda estamos percorrendo na escuridão.”

Ela diz, entretanto, que, pela falta de total compreensão sobre a covid-19 e por “estarmos em franco aprendizado diário”, é preciso “sim, estarmos atentos para possíveis casos de reinfecção pelo vírus”.

Para a microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do instituto de divulgação científica Questão de Ciência, é preciso “ficar de olho” nos casos isolados “para ter certeza de que são isolados, e de que não vão ser a regra”. “Ficamos com a antena ligada, mas é cedo para dizer”, afirma.

Autoridades de saúde da Coreia do Sul registraram, já em abril, centenas de casos de “reinfecção”, mas concluíram depois que essa segunda rodada de infecções seria provavelmente resultado de fragmentos inativos do vírus ainda presente nos pacientes.

Isso mostra que os casos isolados de possível reinfecção podem ser outra coisa. Além da encontrada pelos sul-coreanos, há outras explicações possíveis.

Uma delas é que os pacientes podem nunca ter se recuperado da primeira infecção, tendo ficado assintomáticos e, depois de um tempo, terem apresentado os sintomas novamente. Outra é que algum dos testes deu um falso negativo ou um falso positivo. Uma terceira hipótese: o sistema imune do paciente pode ter mantido o vírus a níveis que impediram o teste de captá-lo. E a última, que já é sabida e comum para outros tipos de vírus, é que algumas pessoas simplesmente não têm respostas imunes fortes o suficiente para os vírus, o que as deixa vulneráveis a eles.

De qualquer forma, a preocupação com a possibilidade de reinfecção tomou mais corpo com uma nova pesquisa publicada recentemente pelo King’s College, no Reino Unido, mostrando que nossos anticorpos contra o Sars-CoV-2 não durariam muito, caindo drasticamente — em até só dois meses, para algumas pessoas. A pesquisa ainda não foi revisada por pares e, portanto, ainda deve ser lida com cautela.

Além disso, já se sabe que os coronavírus de resfriados comuns provocam uma memória curta de defesa do organismo, com a maior parte das pessoas perdendo os anticorpos em 6 meses a um ano. As pessoas são reinfectadas por esses vírus o tempo todo — e o medo de cientistas é que isso seja verdade também para a covid-19.

Imunidade não é só anticorpo

A resposta para a pergunta sobre a reinfecção, contudo, pode não estar nos nossos anticorpos, mas sim nas células T. Pesquisas recentes mostram que as células T podem exercer um papel mais importante do que os anticorpos na nossa resposta ao Sars-CoV-2.

Mas o que são as células T e como isso afetaria a possibilidade de reinfecção?

O corpo tem dois principais mecanismos de defesa: o primeiro é a resposta inicial que as células dão aos patógenos estranhos que são identificados no corpo. É a chamada “resposta imune inata”. “A célula percebe que está infectada e dispara respostas da própria célula”, explica a virologista Luciana Costa, professora associada do Departamento de Virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Uma vez que é ativada, ela vai ativar os próximos níveis de defesa”. Esses próximos níveis ela chama informalmente de células “profissionais” do sistema imune.

É aí que entra o segundo principal mecanismo de defesa, a “resposta imune adaptativa”, dividida em dois braços. Os linfócitos B, ou células B, ativam os anticorpos. E os anticorpos atacam diretamente o vírus, ligando-se a ele. Já os linfócitos T, ou as células T, atacam as células infectadas pelo vírus e, quando são bem-sucedidas, o vírus que está lá dentro morre junto a elas, sem conseguir mais se replicar.

“Como o vírus é um parasita intracelular, ou seja, fica dentro da célula, a resposta T é muito importante. Para uma bactéria, que fica do lado de fora, por exemplo, a resposta de anticorpos é a mais importante”, explica Pasternak.

“O que esses trabalhos novos estão mostrando é que, em muitas pessoas em que você nem detecta anticorpos, você detecta uma resposta muito robusta de células T, mostrando que talvez elas se livrem do vírus sem nem produzir anticorpos, ou produzam muito pouco, que a gente não consegue detectar.”

Costa diz que as duas defesas, a de anticorpos e a das células T, são importantes. “Mas pode ser que, para este vírus, a resposta das células T seja mais eficaz. E aí, uma pessoa sem anticorpos ou com baixo nível de anticorpos para este coronavírus ainda pode estar protegida”, diz ela.

Mas medir anticorpos é mais simples e menos caro. Por isso, enquanto conclusões e decisões sobre a covid-19 têm tido os anticorpos como ponto de partida, até agora sabe-se muito pouco sobre o papel das células T na defesa do organismo contra esse vírus.

Uma pesquisa recente exatamente sobre as células T parece promissora. No estudo, publicado na quarta (15) na revista Nature, pesquisadores da Cingapura analisaram a resposta das células T em pessoas que se curaram da Sars, a pandemia de 2003 causada pelo coronavírus Sars-Cov, e em pessoas que se curaram da covid-19.

Primeiro, observaram nas pessoas curadas da covid-19 a presença de células T para atacar especificamente o Sars-CoV-2, o que já sugere que as células T exercem um papel importante nessa infecção.

Depois, estudaram a resposta de quem havia se curado da Sars. Já se sabia que os anticorpos de quem havia se curado da Sars caíam muito depois de dois a três anos. Mas ao estudar as células T, cientistas viram que havia uma memória robusta da defesa delas, e que essa memória durava 17 anos — de quando essas pessoas tiveram a Sars, em 2003. E mais: a defesa também tinha uma resposta imune pronta contra o Sars-CoV-2, mostrando uma espécie de imunidade cruzada por meio das células T.

Indivíduos saudáveis, sem infecção pela Sars ou pela covid-19, também foram testados. E mais da metade deles apresentavam células T específicas para a Sars-CoV-2. A hipótese é que isso aconteceria por exposição prévia a outros coronavírus, como aqueles que causam resfriados comuns, ou então por exposição prévia a outros coronavírus transmitidos por animais que não provocaram grandes reações nos humanos — e que algumas populações tiveram esses vírus, sem perceber.

A pesquisa foi feita em laboratório, sem observar a reação no organismo, e com um número reduzido de pessoas e de uma certa região do mundo. Portanto, não tem poder estatístico suficiente para render uma conclusão definitiva.

Apesar de o estudo sugerir que, mesmo com a queda de anticorpos depois de ter a doença, é possível que possamos contar mais com as células T, e não só os anticorpos, para ter a memória de nos proteger de futuras infecções, casos de reinfecções ainda deverão ser acompanhados — até para que se entenda como acontecem.

“Todo mundo fica ansioso que a gente tenha respostas e conclusões. Mas estamos falando de um tempo muito curto em que tudo começou a acontecer. Para estudos científicos é um tempo curto demais para termos conclusões prontas. O conhecimento adquirido é impressionante em tão curto tempo, mas as respostas vão vir aos poucos”, diz Costa, da UFRJ.

“Nossa compreensão de como estamos respondendo ao vírus ainda está engatinhando. E daí surgem casos isolados de reinfecção — que são casos isolados, não dá para dizer com certeza que isso é um risco real que todo mundo está vivendo —, mas é algo que precisa ser observado com cuidado”, diz Pasternak. “Porque vai que, né? Vai que realmente a gente tenha uma memória muito curta para esse vírus.”

Por outro lado, diz Pasternak, não estamos vendo muitos casos de reinfecção pelo mundo. “Se fosse tão comum, será que a gente não estaria vendo casos de reinfecção na China, na Coreia do Sul, que já passaram pela primeira onda? É porque a população provavelmente está protegida ou será que é porque o vírus realmente parou de circular nesses países?”, pondera.

“A questão é que só vamos saber com o tempo.” Isso porque todos os estudos para saber quanto tempo dura a imunidade do nosso organismo demandam isso mesmo: tempo.

BBC Brasil

Cientistas identificam e recriam anticorpos neutralizantes para Sars-CoV-2

Foto: NIAID

Cientistas liderados pelo Centro Alemão para Pesquisa de Infecções analisaram como se desenvolvem anticorpos neutralizantes contra o Sars-CoV-2 no corpo hurmano. O estudo — publicado nesta terça-feira (7) no periódico científico Cell — avaliou o sistema imunológico de 12 pessoas que tiveram Covid-19 e se recuperaram.

A formação de anticorpos neutralizantes é importante para que nosso corpo possa combater agentes invasores (neste caso, o novo coronavírus). Tendo isso em vista, estudar como estas partículas se formam é interessante, pois pode levar ao desenvolvimento de tratamentos, por exemplo. “Nosso objetivo era entender melhor a resposta imunológica ao Sars-CoV-2 e identificar anticorpos altamente potentes que poderiam ser usados ​​para prevenir e tratar a Covid-19”, explicou Florian Klein, líder do estudo, em declaração à imprensa.

Segundo os cientistas, mais de 4 mil tipos de células presentes no organismo dos voluntários foram analisadas. Isso permitiu à equipe reconstituir 255 anticorpos em laboratório, dos quais 28 se mostraram capazes de neutralizar o novo coronavírus.

Além disso, com amostras de sangue coletadas antes da pandemia, os cientistas descobriram a existência de células do sistema imunológico muito semelhantes aos anticorpos neutralizantes do Sars-CoV-2. “Curiosamente, muitos anticorpos mostraram apenas um pequeno número de mutações”, afirmou Matthias Zehner, coautor da pesquisa. “Isso significa que apenas pequenas alterações foram necessárias para [os anticorpos] efetivamente reconhecerem e neutralizarem o vírus.”

De acordo com os pesquisadores, se funcionarem, os anticorpos desenvolvidos em laboratório poderão ser utilizados no tratamento para o novo coronavírus e até como medida profilática para evitar a Covid-19. “Esta forma de intervenção pode ser interessante para interromper surtos localizados e prevenir a progressão da doença em pessoas em risco”, disse Klein. Os cientistas esperam que os primeiros ensaios clínicos com o material sejam realizados até o fim de 2020.

Galileu

 

Cientistas descobrem estrela que vai mudar a astronomia

FOTO: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

Cientistas descobriram um objeto astronômico inédito nas pesquisas espaciais. Trata-se de uma ‘estrela de nêutrons negra’, que, até então, não se imaginava ser possível.

A descoberta vai gerar novas pesquisas sobre como as estrelas de nêutrons e os buracos negros se formam. A nova descoberta possui menos massa que os buracos negros.

A descoberta foi feita por uma equipe internacional de pesquisadores, usando detectores de ondas gravitacionais nos Estados Unidos e na Itália.

Charile Hoy, um dos pesqisadores da equipe, disse que a falta de informações sobre a estrela abre um novo leque de estudos. “Não podemos descartar nenhuma possibilidade. Nós não sabemos o que é [esse objeto] e é por isso que tudo é tão animador, porque isso realmente muda o nosso campo de estudo”, disse, em entrevista à BBC.

Os pesquisadores dizem acreditar que, entre todas as possibilidades, o objeto provavelmente seja um buraco negro leve, mas eles não estão descartando nenhuma hipótese.

Último Segundo – IG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Deco disse:

    Vice!!!
    Será que esse gafanhotos tão vindo de lá, heim?

Cientistas criam forma de economizar 80% de bateria do celular

Tecnologia promete reduzir em até cinco vezes o gasto da bateria — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Cientistas desenvolveram uma tecnologia que promete reduzir em até 80% o gasto da bateria de celulares. Os pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) conseguiram programar um chip para gerenciar a energia consumida nos processos do smartphone junto com a qualidade dos recursos, função que pode economizar cinco vezes mais bateria que os componentes atuais. A ideia é gastar menos energia quando o alto desempenho não for necessário.

Por enquanto, a novidade é experimental e não há previsão de chegada às baterias convencionais.

Os pesquisadores descobriram que os dispositivos consomem mais energia na transferência de dados do que no processamento de informações ou na tela, tanto entre os componentes internos quanto nas ondas eletromagnéticas. Esta troca de informações é o que mantém ativo o alto desempenho de um recurso, como a execução de um vídeo, por exemplo.

Porém, os cientistas observaram que o alto desempenho é desnecessário em muitos casos, como quando o usuário não está concentrado na tela do smartphone ou quando a bateria está perto de acabar. Aparelhos atuais continuam suprindo os recursos de alta demanda, o que resulta num gasto desnecessário de bateria.

Para resolver este problema, os pesquisadores programaram uma rede dentro do chip que administra quando os recursos não precisam de alto desempenho. Desse modo, a energia cai significativamente, o que também acaba reduzindo em paralelo a qualidade daquela função. O processo poupa até 80% da bateria para que ela seja usada quando for realmente necessária.

Este gerenciamento inteligente no consumo de energia representa um gasto cinco vezes menor, permitindo que a autonomia do celular seja estendida.

A tecnologia também pode ser usada em computadores, notebooks e servidores. Os cientistas estudam a criação de um amplo sistema de bateria inteligente baseado na percepção humana de quando é necessário gastar mais energia para aumentar o desempenho de um recurso ou economizar bateria em tarefas que não demandam alta transferência de dados.

Os pesquisadores também pretendem criar um novo sistema de câmeras inteligentes que consomem pouca energia. A ideia é que elas operem com eficiência mesmo com o baixo consumo por meio de energia solar. A bateria viria com uma célula de um centímetro para coletar energia do ambiente.

Apesar de ser um projeto experimental, a expectativa é de que a tecnologia não demore para ser lançada, já que a fabricante TSMC está apoiando a iniciativa. A empresa é conhecia por produzir processadores AMD e Qualcomm, além de placas gráficas da Nvidia.

Techtudo, com informações de TechRadar

Cientistas da UFRN buscam patentear produto que pode ser aplicado na indústria, visando reduzir custos de produção do biodiesel

Instalações do Laboratório de Tecnologias Energéticas (LABTEN), unidade onde o estudo está vinculado. Foto: Divulgação

A utilização em larga escala de combustíveis derivados do petróleo causa diversos problemas ao meio ambiente como, por exemplo, o aumento das taxas de dióxido de carbono na atmosfera. Em virtude disso, a indústria e governos ao redor do mundo têm procurado por novos combustíveis baseados em fontes renováveis e que não poluam o meio ambiente.

Dentre estas alternativas, está o biodiesel como uma alternativa viável ao óleo Diesel, já que é um produto renovável, não tóxico, biodegradável e pode ser usado em motores de ignição por compressão, ou seja, motores diesel. Contudo, durante a produção do biodiesel, uma das principais questões ainda em estudo é o uso de um catalisador adequado com a natureza do óleo utilizado.

Pensando nisso, cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) buscam patentear o desenvolvimento de um produto que pode ser aplicado na indústria, visando reduzir os custos de produção do biodiesel. Desenvolvida pelo grupo de pesquisa do Laboratório de Tecnologias Energéticas da Universidade, a tecnologia traduz-se em um catalisador, substância proveniente de sílica oriunda da cinza in natura da casca da banana e obtida com metodologia modificada através de misturas físico-químicas.

“Cada vez mais busca-se a utilização de biocombustíveis em diversas áreas como, por exemplo, automobilística, agrícola e em indústrias. Especificamente, no que tange ao biodiesel, por ser um dos mais utilizados em âmbito nacional e mundial, se faz necessária a busca de metodologias que usem materiais e parâmetros reacionais que façam o custo do produto se torna mais viável economicamente, bem como que o processo de produção seja menos danoso ao meio ambiente”, explicou a professora Luciene da Silva Santos.

Sendo assim, continua a professora, o catalisador produzido atende a essas necessidades, pois usa reagentes de baixo custo para sua produção. “A sílica é proveniente de resíduo agrícola, o catalisador heterogêneo pode ser reutilizado, além de produzir menos resíduos no processo de purificação do biodiesel”, complementou Luciene, uma das autoras do pedido de patente. Além dela, José Alberto Batista da Silva, Keverson Gomes de Oliveira, Ramoni Renan Silva de Lima e Clenildo de Longe também atuaram na pesquisa que deu origem à invenção, estudo este vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ).

O grupo identifica ainda que a aplicação do catalisador pode ser avaliada no desenvolvimento de outras reações básicas, visando a obtenção de outros bioprodutos, situação que abre ainda mais o leque de aplicação do dispositivo. No documento que embasa o pedido para patentear o produto, o grupo de cientistas listou alguns dos diferenciais.

Primeiro, a fonte precursora de baixo custo, por se tratar de sílica obtida de resíduo vegetal. Segundo, a utilização de reagentes usuais torna o produto viável economicamente com metodologia de fácil aplicação. Terceiro, o tempo de produção relativamente curto, comparado a metodologias inseridas em diversas patentes. Além disso, a formação do catalisador ocorre em uma única etapa, com baixo consumo de energia, comparado a processos tradicionais.

Por fim, o produto apresenta características satisfatórias na utilização como catalisador em reações de transesterificação para produção de biodiesel, podendo ser, em parte, reutilizado em novas reações. Pode ainda ser utilizado em reações que envolvam diferentes matrizes oleaginosas, inclusive quando da utilização de óleo residual de cozinha, obtendo, ainda assim, elevados rendimentos reacionais.

Denominado “Processo de produção de um catalisador proveniente da cinza in natura da casca da banana (musa paradisíaca l.)”, o pedido desta patente passa a integrar o portfólio de ofertas tecnológicas da UFRN, disponível para acesso em www.agir.ufrn.br. O diretor da Agência de Inovação (Agrir) da UFRN, Daniel de Lima Pontes, explicou que as orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção são dadas na própria Agir, unidade localizada no prédio da Reitoria.

Daniel de Lima Pontes é diretor da Agência de Inovação da UFRN. Foto: Divulgação

Contudo, durante o período de suspensão do atendimento presencial, as demandas devem ser enviadas através do e-mail [email protected] “Temos percebido nos últimos anos que os professores estão com maior cuidado em proteger suas invenções através do patenteamento. Aqui na Universidade eles contam com um cenário amplamente favorável, haja visto o suporte que a UFRN propicia neste processo”, afirmou o diretor.

Agir/UFRN

Cientistas britânicos dizem ter comprovado 1ª droga eficaz para reduzir mortalidade por covid-19

FOTO: GETTY IMAGES

Um medicamento barato e amplamente disponível chamado dexametasona pode ajudar a salvar a vida de pacientes gravemente doentes com coronavírus.

O medicamento faz parte do maior teste do mundo com tratamentos existentes para verificar quais funcionam contra o coronavírus.

E o tratamento com esteroides em baixa dose de dexametasona é um grande avanço na luta contra o vírus mortal, segundo especialistas do Reino Unido.

Seu uso levou a uma redução em um terço no risco de morte para pacientes respirando com a ajuda de respiradores. Para quem demanda oxigenação, reduziu as mortes em um quinto.

Se o medicamento tivesse sido usado para tratar pacientes no Reino Unido desde o início da pandemia, até 5 mil vidas poderiam ter sido salvas, dizem os pesquisadores.

E também poderia ser benéfico em países mais pobres, com grande número de pacientes da covid-19.

Cerca de 19 dos 20 pacientes com coronavírus se recuperam sem serem admitidos no hospital. Dos que são internados no hospital, a maioria também se recupera, mas alguns podem precisar de oxigênio ou ventilação mecânica. Estes são os pacientes em alto risco, que a dexametasona parece ajudar.

O medicamento já é usado para reduzir a inflamação em várias outras doenças e parece que ajuda a interromper alguns dos danos que podem ocorrer quando o sistema imunológico do corpo entra em ação exageradamente ao tentar combater o coronavírus.

A reação exagerada do corpo é chamada de tempestade de citocinas e pode ser mortal.

Na pesquisa, liderada por uma equipe da Universidade de Oxford, cerca de 2 mil pacientes hospitalizados receberam dexametasona e foram comparados com mais de 4 mil que não receberam o medicamento.

Para pacientes em respiradores, reduziu o risco de morte de 40% para 28%. Para pacientes que precisam de oxigênio, reduziu o risco de morte de 25% para 20%.

O pesquisador Peter Horby disse: “Este é o único medicamento até agora que demonstrou reduzir a mortalidade – e a reduz significativamente. É um grande avanço”.

Segundo o pesquisador Martin Landray, os resultados sugerem que para cada oito pacientes tratados em respiradores, pode-se salvar uma vida com a dexametasona. Para os pacientes tratados com oxigênio, você salva uma vida a cada 20 a 25 tratados com o medicamento.

“Há um benefício claro. O tratamento é de até 10 dias de dexametasona e custa cerca de 5 libras (equivalente a aproximadamente R$ 35) por paciente. Portanto, basicamente custa 35 libras para salvar uma vida (R$ 350). E este é um medicamento disponível globalmente”.

Alerta: medicamento não deve ser tomado por pessoas em casa

Landray disse que, quando apropriado, os pacientes hospitalares devem receber o tratamento sem demora, mas fez um alerta: as pessoas não devem sair para comprá-lo e tomar em casa.

A dexametasona não parece ajudar as pessoas com sintomas mais leves do coronavírus – aqueles que não precisam de ajuda com a respiração.

O repórter de saúde da BBC Fergus Walsh aponta que o medicamento é “antigo e barato” e que isso deve ser comemorado pois pode beneficiar rapidamente pacientes em todo o mundo. A dexametasona tem sido usada desde o início dos anos 1960 para tratar uma série de males, como artrite reumatoide e asma.

O medicamento é administrado por via intravenosa em terapia intensiva e em forma de comprimido para pacientes menos graves.

A pesquisa está em execução desde março. Incluiu o medicamento para a malária hidroxicloroquina, que foi posteriormente abandonado em meio a preocupações de que ele aumente as fatalidades e os problemas cardíacos.

Até agora, o único outro medicamento comprovadamente benéfico para pacientes com covid é o remdesivir, um tratamento antiviral usado para o ebola. Seu tratamento antiviral parece diminuir o tempo de recuperação de pessoas com coronavírus e, por isso, já está sendo disponibilizado no NHS, o serviço público de saúde britânico.

BBC

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Se o JB indicar , a pesquisa vai por água abaixo, terão vários especialistas esquerdopatas dizendo que a pesquisa é mentirosa
    Kkkkkk

Cientistas sugerem existência 36 civilizações inteligentes na Via Láctea

(Foto: Unsplash)

Existem outras civilizações como a nossa no Universo? Esta é uma das perguntas mais intrigantes para a humanidade desde que o mundo é mundo. E um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, promete ser mais um passo rumo à resposta.

A pesquisa, publicada nesta segunda-feira (15) no Astrophysical Journal, sugere que mais de 30 civilizações com vida inteligente podem existir na Via Láctea. De acordo com os pesquisadores, este é um enorme avanço em relação a outras estimativas, que estabelecem números de zero a bilhões.

Para chegarem a essa número, os cientistas assumiram que formas inteligentes de vida em outros planetas são parecidas com as da Terra. “Deveria haver pelo menos algumas dezenas de civilizações ativas em nossa galáxia, sob a suposição de que são necessários 5 bilhões de anos para que a vida inteligente se forme em outros planetas, como na Terra”, afirmou Christopher Conselice, que liderou o estudo, em comunicado.

Como explicam os pesquisadores, o complexo método utilizado por eles considera a teoria evolutiva, mas em escala cósmica, e é chamado de limite copernicano astrobiológico. Eles também levaram em consideração outros aspectos astronômicos, como a existência de estrelas perto dos locais onde essas sociedades estariam.

“A prática clássica para estimar o número de civilizações inteligentes se baseia em adivinhar valores relacionados à vida, em que as opiniões sobre tais questões variam substancialmente”, disse Tom Westby, principal autor da pesquisa. “Nosso estudo simplifica essas suposições usando novos dados, fornecendo uma estimativa sólida do número de civilizações em nossa galáxia.”

Segundo a pesquisa, o número de civilizações depende de há quanto tempo elas estão ativamente enviando sinais de sua existência ao espaço, como transmissões de rádio de satélites e televisão. Segundo os cientistas, se outras sociedades tecnológicas existem há tanto tempo quanto a nossa, cerca de 36 civilizações inteligentes devem existir na Via Láctea.

No entanto, a distância entre a Terra e esses mundos seria de, em média, 17 mil anos-luz, o que dificultaria a detecção e a comunicação com a nossa tecnologia atual. Além disso, é possível que sejamos a única civilização dentro da Via Láctea que ainda não esteja extinta, por exemplo.

“Nossa pesquisa sugere que a busca por civilizações extraterrestres inteligentes não apenas revela a existência de como a vida se forma, mas também nos dá pistas de quanto tempo nossa própria civilização durará”, afirmou Conselice. “Se descobrirmos que a vida inteligente é comum, isso revelaria que nossa civilização poderia existir por muito mais do que algumas centenas de anos; por outro lado, se identificamos que não existem civilizações ativas em nossa galáxia, é um mau sinal para nós a longo prazo.”

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Não sou fã de Bolsonaro, mas é patético politizar tudo. Só por esses comentários a gente tem a certeza do que aconteceu com a hidroxicloroquina, com ivermectina, com o isolamento seletivo. Quanto prejuízo por causa de briga idiota. Arranjei algum necessitado para ajudar. Façam algo de útil.

  2. Tarcísio Eimar disse:

    A desgraça aqui é tão grande q eles nem tem coragem de nos visitar. O ideal seria eles fazem uma visitinha pra colocar ORDEM nesse mundo desmantelado

  3. riva disse:

    Não conhecem a vizinhança.

  4. Berg disse:

    Com certeza nenhuma delas tem um presidente como o nosso.

  5. Ricardo disse:

    Se as hipóteses estiverem corretas, as outras civilizações estão bem aqui do lado. Mas numa frequência diferente de materialidade. Imaginem a Terra com camadas de uma cebola. Cada uma com céu e chão próprios e independentes.

Cientistas identificam moléculas capazes de bloquear Sars-CoV-2; entenda

Cientistas identificam moléculas capazes de bloquear Sars-CoV-2; entenda (Foto: ACS Infectious Diseases)

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, demonstraram que um conjunto de pequenas moléculas consegue bloquear a atividade de uma proteína-chave do Sars-CoV-2. Os cientistas explicam que elas são parecidas com as presentes em medicamentos já conhecidos, o que pode ajudar na busca por um tratamento para a Covid-19.

Em um artigo, publicado em maio no ACS Infectious Diseases, os estudiosos revelam serem os s primeiros a avaliar a proteína PLpro do Sars-CoV-2. Segundo eles, esse estudo é particularmente importante porque, em outros coronavírus, é ela a responsável pela replicação viral e por suprimir a função imunológica do hospedeiro.

“A PLpro do Sars-CoV-2 se comportou de maneira diferente da sua antecessora, que causou o surto de Sars em 2003. Especificamente, nossos dados sugerem que a PLpro do novo coronavírus é menos eficaz em suas funções de supressão imunológica”, disse Scott Pegan, um dos pesquisadores, em declaração à imprensa. “Esta pode ser uma das razões pelas quais o vírus atual não é tão fatal quanto o do surto de 2003.”

A proteína PLpro do Sars-CoV-2 (Foto: ACS Infectious Diseases)

Tendo isso em mente, os cientistas começaram a estudar uma série de compostos que foram descobertos há 12 anos e se mostraram eficazes contra a Sars. Em testes laboratoriais, as moléculas, que são feitas à base de naftaleno, conseguiram inibir a PLpro do Sars-CoV-2.

“O tipo de pequenas moléculas que estamos desenvolvendo são algumas das primeiras projetadas especificamente para essa protease do coronavírus”, explicou Pegan. “Nossa esperança é que possamos transformar isso em um ponto de partida para a criação de um medicamento.”

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio disse:

    🤲🙌🤲🙌🙌🤲🙌👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

Cientistas publicam segunda carta em defesa da hidroxicloroquina nas fases iniciais da Covid-19 :“ciência está politizada”

Cloroquina e hidroxicloroquina seguem sendo pesquisadas como possíveis tratamentos para a Covid-19.| Foto: Divulgação/Voz da América (EUA)

Um grupo de 25 cientistas que defende o uso da hidroxicloroquina nas fases iniciais da Covid-19 escreveu uma segunda carta em defesa do uso da substância contra o que eles chamam de “pseudocientistas”, pesquisadores que estariam deturpando a ciência por motivos pessoais e políticos – no caso, para atingir o governo federal. No documento, eles lembram que não existem pesquisas definitivas sobre nenhum medicamento que está sendo usado contra a doença; que não há provas de que hidroxicloroquina funciona, mas que ela tem se mostrado em todo o mundo tão ou mais eficaz do que outros remédios, e que os efeitos colaterais são mínimos se usada na dose correta. A carta foi escrita por Marcos Eberlin, doutor em Química e professor da Universidade Mackenzie, com 25 mil citações em pesquisas. Os outros signatários da carta são citados 44 mil vezes em artigos científicos.

“Nessa pandemia, o termo “ciência” tem sido utilizado ‘ad nauseam’. Repetem a exaustão: ‘Ciência, ciência, ciência’, eu sou ‘pró-ciência’, e ‘por ela, nela e para ela’ me guio e atuo. ‘Eu, portanto, estou certo, coberto de razão’. É nítida aqui a intenção de conduzir-nos todos à ideia de decisões alicerçadas em algo inquestionável e infalível, tão científico com uma lei, como a lei da gravidade”.

Depois de citar que países como EUA, Espanha, França, Itália, Índia, Israel, Rússia e Senegal estão usando a hidroxicloroquina no combate à Covid-19, em conjunto com outras substâncias, estudando livremente qual seria a melhor solução para tratar da doença, os cientistas citam docentes e pesquisadores que, ao criticar o uso da hidroxicloroquina, estariam usando “a ciência para defender sua opinião, seu bolso, ou sua paixão”.

“Indignado, ouço todos os dias prefeitos e governadores afirmando, a plenos pulmões, que ‘seguem a ciência’. Presidentes de conselhos e alguns de seus conselheiros, e de academias, e reitores em seus gabinetes escrevem cartas em nome de toda a sua comunidade, como se fosse uma posição de todos, consensual. Nada mais falso. Seguem a ciência? Seguem nada! Seguem a ala da ciência que gostam, e os cientistas que do seu lado eles escolheram colocar. Desprezam a outra ala da ciência, pois há também centenas de cientistas e artigos que se opõe às suas posições e medidas”.

Na carta, eles fazem uma crítica dura a um estudo de Manaus, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).

“Nesse estudo, cientistas usaram, o manuscrito revela, doses letais em pacientes debilitados, muitos em estados grave e com comorbidades. O perfil do grupo parece não ter sido ‘randomizado’, pois nota-se uma nítida ‘preferência’ no grupo da ALTA DOSE por fatores de risco. Usou-se cloroquina, mais tóxica, e parece que cometeram ‘erros infantis’ até em cálculos simples de estequiometria, dobrando com o erro a dosagem. Não sei julgar intenções, a justiça julgará. O ex-ministro Mandetta citava esse estudo, o apoiou, e com base nele declarava categoricamente: ‘Não aprovo a cloroquina pois me baseio em ciência, ciência, ciência!'”.

No final, os cientistas reiteram que não há estudos definitivos sobre o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, mas, como no caso de outros remédios, reforçam que experiências bem-sucedidas que devem ser levadas em conta. Citando ainda, que nas doses usadas há 40 anos pelos usuários desse medicamento, os efeitos colaterais são mínimos.

“Se há então dúvida, pela ‘ciência’, e uma possibilidade plausível é a cura, com a HCQ, e se a droga é barata, quase de graça, disponível e distribuída por vários laboratórios no Brasil (Cristália, Apsen, EMS, Forças Armadas, Sanofi-Aventis), e se ela apresenta efeitos colaterais mínimos em dosagem agudas de só 5 dias (muitos tomam a droga diariamente por anos), como todo o fármaco (vide a aspirina e o paracetamol), e se o réu corre ou pode correr maior risco de vida, se não medicado, então PRÓ-VIDA!”.

Leia a carta na íntegra:

Ao Brasil,

A “ciência” da Pandemia

Nessa pandemia, o termo “ciência” tem sido utilizado “ad nauseam”. Repetem a exaustão: “Ciência, ciência, ciência”, eu sou “pró-ciência”, e “por ela, nela e para ela” me guio e atuo. “Eu, portanto, estou certo, coberto de razão”. É nítida aqui a intenção de conduzir-nos todos à ideia de decisões alicerçadas em algo inquestionável e infalível, tão científico com uma lei, como a lei da gravidade.

Grupos de “experts da ciência” ou famosos cientistas do YouTube, muito deles “mirins”, alguns com mínima ou nenhuma experiência em combates de pandemias, são selecionados pelo establishment e pela mídia para dar um “verniz científico” para o isolamento social e a condenação da hidroxicloroquina (HCQ) como uma droga ineficaz; pior, mortal.

Simulações desastrosas apocalípticas do “Imperial College” – esse nome pomposo que nos remete à ideia de um centro de excelência e saber infalível, onipotente e inquestionável, um “Colégio Imperial” – são usadas para colocar todo mundo em casa, e para então comparar dados como sendo a referência absoluta da verdade. “Algo fizemos e por isso, esse tanto de óbitos reduzimos. Salve a “ciência”!

Mas que “ciência” seria essa para qual apelam? E quem, em nome dessa “ciência”, estaria autorizado a falar? Ciência (sei que há controvérsias, pois cientistas divergem até sobre o seu significado) é “a busca desapaixonada pela verdade sobre o Universo e a vida”. Mas por ironia, buscamos verdades que nem sequer sabemos como essas verdades seriam, ou onde estariam. Por isso, às vezes, por ironia, mesmo quando cientistas acham uma verdade de fato verdadeira, duvidam até de tê-la achado. Ziguezagamos literalmente no escuro em busca de soluções para os nossos problemas. Por isso, falamos às vezes que: “comer ovos é ruim, aumenta o colesterol; às vezes que é bom, coma à vontade”.

Richard Feymann assim a classificou: “A ciência é a cultura da dúvida”. E eu acrescento, “ciência é a cultura do embate, da divergência de opiniões”.

Raras são as situações em que alcançamos consenso em ciência, mesmo que provisório. Uns defendem o “Big Bang” e a evolução, outros os questionam, entre eles, eu. Uns com dados defendem o papel central do homem no aquecimento global, outros afirmam com os mesmos dados que é irrelevante. Cientistas são seres, portanto, céticos e questionadores que podem e devem sim falar por si, como cientistas que são, mas NUNCA UM CIENTISTA OU UM GRUPO DELES PODE SE DECLARAR AUTORIZADO A FALAR EM “NOME DA CIÊNCIA!”

Ninguém, absolutamente ninguém está autorizado a falar pela ciência ou declarar que por ela é “guiado”! Em tempos de pandemia, essa impossibilidade é maior ainda, pois enfrentamos um inimigo ainda pouco conhecido. Dados ainda estão sendo coletados, e as pesquisas são feitas por cientistas divididos por suas cosmovisões e preferências políticas e partidárias.

Quem disse que agiu em nome da ciência, desonestamente usurpou o prestígio dela. Pois que tipo de “ciência” foi essa, unânime e consensual, que dela ninguém nunca ouviu falar? Poderiam me passar seu endereço para com ela seu consentimento eu confirmar? Telefone, e-mail, WhatsApp?

Quanto à hidroxicloroquina (HCQ), o embate científico inevitável entre teses fica nítido quando cientistas renomados por todo o mundo e no Brasil, como o virologista Paolo Zanotto (com 7,4 mil citações científicas) e os médicos Didier Raoult (com 148 mil citações), Philip M. Carlucci e Vladimir Zelenko, defendem seu uso baseados em estudos e artigos, enquanto outros, também renomados e baseados nos mesmos e em outros estudos e artigos, a condenam. Inúmeros países como EUA, Espanha, França, Itália, Índia, Israel, Rússia e Senegal usam o fármaco no combate à covid-19, enquanto outros eximem-se em utilizá-lo como uma das estratégias para contenção da pandemia, apostando em táticas também controversas.

Quem fala então aqui em nome da “ciência”? Qual grupo tem o monopólio da razão e a autorização exclusiva de ser da “ciência” seu porta-voz? Cadê a autorização?

Escolha uma opinião, e baseie nela sua estratégia, tudo bem, mas não cometa o sacrilégio de proteger sua decisão e correr o risco de manchar com ela o “manto sagrado da ciência”.

Indignado, ouço todos os dias prefeitos e governadores afirmando, a plenos pulmões, que “seguem a ciência”. Presidentes de conselhos e alguns de seus conselheiros, e de academias, e reitores em seus gabinetes escrevem cartas em nome de toda a sua comunidade, como se fosse uma posição de todos, consensual. Nada mais falso.

Seguem a ciência? Seguem nada! Seguem a ala da ciência que gostam, e os cientistas que do seu lado eles escolheram colocar. Desprezam a outra ala da ciência, pois há também centenas de cientistas e artigos que se opõe às suas posições e medidas.

Pior, cientistas não são anjos. Cientista é gente, e gente tem gostos e desgostos, paixões e opiniões político-partidárias. Ou não teriam? Há muitos cientistas, portanto, que fazem o bem sem olhar para quem, conheço e admiro muitos. Mas há pseudocientistas que usam a ciência para defender sua opinião, seu bolso, ou sua paixão. Cientistas trabalharam e ainda trabalham com afinco e desprendimento para contribuir para o bem da humanidade, muitos dos quais estão hoje em laboratórios, arriscando suas vidas para desenvolver novos métodos de detecção do coronavírus, drogas e vacinas, quando poderiam ficar em casa. Mas, para ilustrar, conheço cientistas que publicaram artigos, uns até na “Science” ou na “Nature”, com dados fabricados de madrugada, outros que retiraram pontos de suas curvas, e outras estratégias afins. Muitos cientistas estavam ao lado de Hitler, ou não estavam? Agiram eles em nome da “ciência”? Outros desenvolveram bombas atômicas. Outros desenvolvem ainda hoje armas químicas e biológicas e drogas ilícitas, de design.

O trabalho de Manaus com a cloroquina (CQ) publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) (1) é emblemático nessa discussão de “ciência”. Cientistas lá usaram, o manuscrito revela, doses letais em pacientes debilitados, muitos em estados grave e com comorbidades. O perfil do grupo parece não ter sido “randomizado”, pois nota-se uma nítida “preferência” no grupo da ALTA DOSE por fatores de risco. Usou-se cloroquina, mais tóxica, e parece que cometeram “erros infantis” até em cálculos simples de estequiometria, dobrando com o erro a dosagem. Não sei julgar intenções, a justiça julgará. O ex-ministro Mandetta citava esse estudo, o apoiou, e com base nele declarava categoricamente: “Não aprovo a cloroquina pois me baseio em “ciência, ciência, ciência”!

Outro estudo publicado por pesquisadores chineses no British Medical Journal (BMJ) e que ainda é insistentemente usado contra a HCQ foi também no mínimo revoltante (2). Nele os autores declaram: “administramos 1.200 mg por 3 dias, seguido de 800 mg por 12 a 21 dias, em pacientes com sintomas de moderado a severo”. Ou seja, administraram um “caminhão” da droga que poderia chegar no final ao absurdo de 20 gramas, e deram tarde demais (deve-se administrar a HCQ nos primeiros sintomas ou até antes). E pior, superdosagem de HCQ ou qualquer outra droga para casos severos é venenoso. O que você achou, foi boa ciência? A dosagem recomendada desde ontem (20/05/2020), pelo Ministério da Saúde, para sintomas leves é de 2 vezes 400 mg no primeiro dia (de 12h em 12h) e 400 mg por 5 dias num total de 2,8 gramas.

Em outros estudos publicados, também nessas revistas de renome internacional como The New England Journal of Medicine, JAMA e BMJ (3-5), mais uma vez nota-se claramente “problemas”, pois ou os pacientes foram randomizados de maneira irregular, colocando-se nos grupos pacientes mais graves e hipoxêmicos, ou mais homens (quase 3 vezes mais mortais por covid que mulheres), ou mais negros (nos USA negros apresentam maior mortalidade) e mais fumantes, e onde a maioria das mortes ocorreu nos primeiros dias dos estudos (sinais que foram de pacientes graves, que nessa fase seriam mais “intoxicados” do que “tratados” com a HCQ), ou administraram a HCQ sozinha, quando se sabe que é preciso associá-la pelo menos à azitromicina. Um desses estudos (5) administrou a HCQ apenas no décimo sexto dia de sintomas (para tratamento realmente precoce, deve-se iniciar administração da HCQ até o quinto dia), ou seja, já no fim da doença, quando o remédio pouco ou nada pode fazer.

Esses trabalhos indicam que ou esqueceram como se faz “ciência” ou que há um enorme esforço para provar que a HCQ não funciona, custe o que custar. Como alguém ou até Conselhos e Academias de Medicina podem citar tais trabalhos como a “ciência” de suas decisões? Como?

Na contramão, o estudo publicado e hoje já com mais de 3 mil pacientes testados, e realizado pelo Dr. Didier Raoult na França (6), usando a dosagem correta e na hora certa, com uma baixíssima taxa de mortalidade (0.4%), e a experiência clínica da Prevent Senior no Brasil, também bastante alentadora, são desqualificados com argumentos deveras “fúteis” como: “Didier Raoult é um pesquisador polêmico e indigno de crédito”, “Na Prevent não tinham certeza do diagnóstico” (mas quase nenhum internado com sintomas claros de COVID morreu), “efeito placebo” (que poder sobrenatural da indução de nossa mente que reduz de 40% para zero a mortalidade, eu quero este placebo!), “estudo feito por plano de saúde” (esses eu não duvido que queiram salvar vidas, pois sobretudo são seus clientes, que pagam suas contas), e efemeridades afins.

Posto em meu Facebook, quase que diariamente, trabalhos, estudos e relatos incríveis a favor da HCQ. Muitos comigo se solidarizam, mas alguns são veemente contrários, e me confrontam com argumentos tipo: “como pode um cientista de seu gabarito perder seu prestígio para defender esse presidente?”. Alguns eu conheço pessoalmente, outros pesquiso em seus perfis. Pode existir, eu sei, mas não encontrei sequer um desses amigos até agora que não seja de esquerda, combata o atual presidente do Brasil e, via de regra, não seja favorável ao desastrado #FiqueEmCasa.

Mas a pergunta mais importante creio que seria esta: estamos absolutamente certos pela “ciência” que a HCQ é eficiente e salva vidas? Creio que não. A chance é alta, mas certo nenhum cientista está. Daqui há alguns anos, talvez. Estamos absolutamente certos hoje que a HCQ não salva? Claro que não, ninguém honestamente está. Quero, portanto, deixar a “ciência da dúvida” de lado, pois cientistas divergem, e apelar para outra área: o direito. Inclusive, remeteram a questão até para lá, para que juízes julguem com base na “ciência”. Basta saber quem por ela falará. Mas há, em Direito, um princípio, esse inquestionável e consensual, que deveria ser usado para definir o dilema:

“In dubio pro reo”. Ou seja, na dúvida, favorecimento ou absolvição do réu (no caso a HCQ).

Se há então dúvida, pela “ciência”, e uma possibilidade plausível é a cura, com a HCQ, e se a droga é barata, quase de graça, disponível e distribuída por vários laboratórios no Brasil (Cristália, Apsen, EMS, Forças Armadas, Sanofi-Aventis), e se ela apresenta efeitos colaterais mínimos em dosagem agudas de só 5 dias (muitos tomam a droga diariamente por anos), como todo o fármaco (vide a aspirina e o paracetamol), e se o réu corre ou pode correr maior risco de vida, se não medicado, então PRÓ-VIDA!

QUE TODOS, ABSOLUTAMENTE TODOS OS BRASILEIROS QUE ASSIM DESEJEM, TENHAM O DIREITO DE SER TRATADOS COM A HCQ.

Decisão jurídica justa. E ponto final.

Isso sim é ciência, não a “ciência” que eu gosto ou a que usurpam por aí, mas a “ciência” que temos aqui e agora, baseada nos fatos de hoje, na razão.

Por fim, lembremos todos que diante da uma doença nova e da sua progressão extremamente veloz nos mais debilitados com complicações gravíssimas, e de tantas incertezas no diagnóstico, e por tratarmos não papéis nem exames, mas PESSOAS, faz-se imperativo ao médico decidir no olho a olho com seus pacientes, invocando não a “ciência” de alguns, mas a bússola valorosa da medicina que salva vidas desde os primórdios da medicina: “A CLÍNICA É SOBERANA!”

Prof. Marcos N. Eberlin
Email: [email protected]

Amilcar Baiardi, Universidade Católica de Salvador – UCSAL, 2,5 mil citações

Bento João da Graça Azevedo Abreu, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 77 citações

Carlos Adriano Ferraz, Universidade Federal de Pelotas – UFPel, 8,7 mil citações

Donato Alexandre Gomes Aranda, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 3,6 mil citações

Elvis S. Böes, Instituto Federal de Brasília, 686 citações

Esteban Lopez Moreno, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 302 citações

Heloísa Candia Hollnagel, Universidade Federal de São Paulo

Jaime Henrique Amorim, Universidade Federal do Oeste da Bahia, 407 citações

José Roberto Gomes Rodrigues, Universidade do Estado da Bahia

Kin Shung Hwang, sem afiliação

Laércio Fidelis Dias, Universidade Estadual Paulista 288 – UNESP, 125 citações

Leonardo Vizeu Figueiredo, Universidade Federal Fluminense – UFF, 280 citações

Luciano Dias Azevedo, médico, CRM 104.119 SP

Marcelo Henrique Napimoga, sem afiliação, 3,8 mil citações

Marcelo Hermes Lima, Universidade de Brasília, 6,3 mil citações

Marcos N. Eberlin, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 25,2 mil citações

Ney Rômulo de Oliveira Paula, Universidade Federal do Piauí, 150 citações

Pablo Christiano Barboza Lollo, Universidade Federal da Grande Dourados, 1,1 mil citações

Pedro Jorge Zany P. M. Caldeira, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, 65 citações

Paulo Roberto Ferreira Louzada Junior, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 3,1 mil citações

Peterson Dayan Machado Goncalves, Instituto de Educação Superior de Brasília

Rafael Jose de Menezes, Universidade Católica de Pernambuco

Rodrigo Caiado de Lamare, PUC-RJ e University of York, 11,5 mil citações

Rosivaldo dos Santos Borges, Universidade Federal do Pará, 761 citações

Rui Seabra Ferreira Junior, Universidade Estadual Paulista – UNESP, 1,3 mil citações

(Os pesquisadores que assinam a carta somam mais de 69 mil citações.)

Referências:

https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2765499
https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1849https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2012410
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2766117
https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1844
https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1849
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32387409/”

Gazeta do Povo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. John Rawls disse:

    E este manifesto nada mais é que uma "politização" da cloroquina. NÃO HÁ EVIDÊNCIAS DE EFETIVIDADE, E PELO CONTRÁRIO, HÁ EVIDÊNCIAS DE GRANDES GRUPOS DE ESTUDOS INTERNACIONAIS DA INEFICÁCIA.
    Portanto, a cloroquina é uma falácia de grupos ligados ao "BOLSONECRISMO", nada mais, nada menos que um "placebo político".

    • Briuu disse:

      Ok He-man. Muito simples, não tome e não deixe ninguém da sua família tomar. Faça esse favor pra vc mesmo.
      Que dizer que se vc tiver com dor de barriga ou dor de cabeça, vc nunca se auto medicou na vida?
      Por favor n responda , a sua consciência fará uma esse trabalho pra vc.

    • Ricarado disse:

      Já tem um monte de evidência empírica de que funciona.
      O acúmulo dessas evidências, anotadas com o devido método, é ciência.

  2. Chicó disse:

    Quem é contra esse remédio não é obrigado tomar !!!

  3. Severino disse:

    Celerados torcem contra remédios. Isso vai retorar pra vcs de uma forma pavorosa.

  4. Clara disse:

    Carta de médicos bolsonaristas X estudo gigante da Lancet: huuum, deixa eu ver com quem eu fico…Difícil, né? Talvez precisem arranjar outro meio de agradecer o capitão pela expulsão dos cubanos…

  5. Brenda disse:

    Não tomas, tá? Se você contrair.
    Asno!

  6. Manoel disse:

    Os "cientistas" que criticam a ciência e as evidências.
    Já tinha visto de nesse mundo mas essa é nova.
    Chego a conclusão q o vírus mais letal q temos hoje é o bolsovirus.

    • Francisco Alves disse:

      Engano seu! O pior vírus que o brasileiro enfrenta é a esquerdopatia endêmica, virulenta.
      Bajulador de ladrão.

    • Antenado disse:

      Faça o seguinte, se vc for infectado não autorize o uso da hidroxicloroquina.

      Duvido que faça isso.

Cientistas descobrem método para tratar síndrome do X frágil, principal causa hereditária de autismo e deficiências cognitivas; entenda

Cientistas descobrem método para tratar síndrome do X frágil (Foto: Unsplash)

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, identificaram uma potencial estratégia para tratar a síndrome do X frágil, distúrbio que é a principal causa hereditária de deficiência cognitiva e autismo. Em um estudo com ratos, os pesquisadores mostraram que inibir uma enzima chamada GSK3 alfa reverte muitas das características comportamentais e celulares da condição.

A síndrome do X frágil afeta cerca de um a cada 2500 a 4 mil meninos e uma a cada 7 mil a 8 mil meninas. Ela tem origem em uma mutação genética da proteína FMRP (Fragile X Mental Retardation Protein, em inglês). Essa molécula, por sua vez, é essencial para o desenvolvimento das conexões entre as células nervosas e a maturação das sinapses no nosso cérebro. Isso pode levar a deficiências intelectuais, e os sintomas incluem epilepsia, déficit de atenção e hiperatividade, hipersensibilidade ao ruído e à luz e comportamentos associados ao autismo.

A equipe do MIT estuda a síndrome há cerca de duas décadas e eles já haviam identificado que a síntese proteica nas sinapses é estimulada por um receptor de neurotransmissor chamado receptor metabotrópico de glutamato 5 (mGluR5) — e é a FMRP que normalmente regula essa síntese proteica. Logo, quando essa proteína é alterada ou não existe, esse processo se torna hiperativo, o que pode explicar muitos dos sintomas variados observados em quem tem a síndrome do X frágil

Em estudos realizados com roedores, os cientistas observaram que compostos que inibem o receptor mGluR5 poderiam reverter a maioria dos sintomas. Contudo, nenhuma das substâncias testadas para isso tinha funcionado — até agora. De acordo com os especialistas, alguns estudos sugeriram que a enzima GSK3 (existente nas versões alfa e beta) também era hiperativa em roedores com a síndrome do X frágil, mas essa atividade poderia ser reduzida usando lítio. Só que tem um problema: a dosagem necessária da substância causa efeitos colaterais sérios.

Então, empresas farmacêuticas desenvolveram outros medicamentos de moléculas que inibem a GSK3. Contudo, essas desencadearam o acúmulo de uma proteína chamada beta-catenina, que pode levar à proliferação de células cancerígenas.

“Foram publicados estudos mostrando que, se você eliminar seletivamente a [GSK3] alfa ou a beta, não há o acúmulo de beta-catenina”, disse Florence Wagner, uma das pesquisadoras, em declaração à imprensa. “Os inibidores da GSK3 já haviam sido testados em modelos de X frágil antes, mas nunca foram a lugar algum por causa do problema de toxicidade.”

O estudo do MIT

Levando tudo isso em consideração, a equipe do MIT realizou uma triagem de mais de 400 mil compostos de drogas e identificou algumas substâncias capazes de inibir ambas as formas de GSK3. Ao alterar levemente suas estruturas, os cientistas criaram versões que podiam segmentar seletivamente as formas alfa ou beta.

No laboratório, os especialistas testaram os inibidores seletivos em camundongos geneticamente modificados que não possuem a proteína FMRP e descobriram que o inibidor específico da GSK3 alfa elimina as convulsões induzidas por sons altos, um dos sintomas comuns do X frágil. Além disso, os pesquisadores descobriram que a substância reverteu vários outros, como a superprodução de proteínas, a plasticidade sináptica alterada, o comprometimento de alguns tipos de aprendizado e memória, além da hiperexcitabilidade de alguns neurônios.

Segundo os cientistas, os testes iniciais em camundongos sugerem que os inibidores da GSK3 alfa não apresentam algumas das complicações que podem ter causado os problemas observados durante os ensaios clínicos com inibidores do mGluR5. “Não sabemos se os ensaios com mGluR falharam devido à resistência ao tratamento, mas é uma hipótese viável”, afirmou Mark Bear, coautor do estudo. “O que sabemos é que com o inibidor alfa GSK3, não vemos isso em camundongos, na medida em que analisamos.”

A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (20) no Science Translational Medicine e seus autores pretendem iniciar testes em humanos assim que possível. “É realmente incrível que, se você puder corrigir a síntese proteica em excesso com um composto de drogas, uma dúzia de outros fenótipos serão corrigidos”, disse Bear.

Galileu

Cientistas estão treinando cachorros para “farejar” a Covid-19

Cientistas estão treinando cachorros para farejar a Covid-19. Acima: um dos cães durante o treinamento realizado pelos pesquisadores (Foto: University of Pennsylvania’s School of Veterinary Medicine)

Um grupo de especialistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está treinando cachorros para que eles possam “farejar” a Covid-19. A equipe pretende ensinar os animais a distinguir o cheiro de pacientes contaminados pelo novo coronavírus do daqueles que não estão infectados pelo Sars-CoV-2.

Enquanto nós humanos temos apenas 6 milhões de receptores olfativos, os cães contam com mais de 300 milhões dessas células — o que os permite detectar uma variedade enorme de aromas de forma eficaz. “Cães e seres humanos, perfeitos juntos como melhores amigos, [poderão] fornecer uma nova solução para o [diagnóstico da] Covid-19”, disse Vernon Hill, que está participando da pesquisa, em comunicado.

Os testes foram anunciados no fim de abril e devem durar três semanas. Neste período, oito cães serão expostos a amostras de saliva e urina de pessoas que testaram positivo para a Covid-19. Depois de aprenderem o “cheiro” do novo coronavírus, os cachorros deverão farejar amostras de material orgânico e identificacr se elas são positivas ou negativas para o Sars-CoV-2.

“Os cães treinados podem detectar com precisão baixas concentrações de compostos orgânicos voláteis, também conhecidos como VOCs, associados a várias doenças, como câncer de ovário, infecções bacterianas e tumores nasais. Esses VOCs estão presentes no sangue humano, saliva, urina ou respiração”, explicou Cynthia Otto, coautora do estudo.]

Se o estudo for bem sucedido, a equipe acredita que outros cães poderão ser treinados para detectar a Covid-19 — o que seria particularmente útil em locais onde aglomerações são comuns, como aeroportos e no transporte público, por exemplo. “O impacto potencial desses cães e sua capacidade de detectar a Covid-19 podem ser substanciais”, observou Otto. “Este estudo aproveitará a extraordinária capacidade dos cães para apoiar os sistemas de vigilância da Covid-19 do país, com o objetivo de reduzir a disseminação do vírus na comunidade.”

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giba disse:

    Era pra colocar o Gado do Bozo no lugar dos cachorros já que eles são imune , vivem fazendo aglomeração nos atos antidemocrático deles.

  2. Paul disse:

    Porquê esses cientistas não treinam com o próprio nariz a farejar o Covid. Tem que por quem não tem nada a ver para se lascar. Humanóide não tem futuro mesmo. Por isso que esse coronavirus está dando de 20 a 0 em nós.

Comitê de cientistas que orienta Fátima refuta lockdown no Estado neste momento

1º dia de lockdown em São Luís (MA). Foto: Governo do Maranhão

É destaque no Blog do Dina – por Dinarte Assunção nesta quinta-feira(07). O comitê de 12 especialistas que discute e sugere ao Governo do Estado medidas para o enfrentamento à pandemia de covid-19 não debateu até o momento a decretação de bloqueio total (lockdown) no Rio Grande do Norte. A possibilidade dessa medida foi aventada pelo secretário adjunto de Saúde do Estado, Petrônio Spinelli, em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (6)

Mas nem há consenso sobre o tema dentro do comitê, explicou ao Blog do Dina o coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, Ricardo Valentim, para quem o lockdown é uma medida muita drática.

“O único consenso que há entre os 12 membros do comitê é que se precisa definir indicadores, ou seja, se for decretado o lockdown, quando deve ser, por quanto tempo, e como e quando sair dele”, explicou.

Veja matéria completa aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Azevedo disse:

    Rapaz, será que os secretários de saúde do RN sabem que existe esse grupo de saúde auxiliando a governadora? Acho que não, pois quando esses dois caboclos vão falar na mídia só tocam terror na população, esse pessoal tem que começar a falar a verdade é não ficar inventando baboseira para colocar em polvorosas a população do RN.

  2. Cesar Bomone disse:

    Já está na hora dessa Governadora providenciar LEITOS DE UTI suficientes para a população.
    Cadê o HOSPITAL DE CAMPANHA, será que esse governo não consegue fazer nada mais substancial para garantir atendimento à população.
    Esses cientistas são os mesmos que preveram 11.000 mortos até maio?
    Talvez isso explique essa INÉRCIA em trazer soluções efetivas para enfrentar a pandemia.

  3. djailson disse:

    é bom saber a remuneração deles

  4. Manoel disse:

    Em Nova Iorque foi decretado o lockdown e agora descobriram que 66% dos casos novos eram de pessoas que estavam em casa em isolamento, ou seja, o lockdown não barrou o vírus, só matou a economia.

  5. Iza disse:

    Já está passando da hora de fazer o Lockdown, quanto mais rápido melhor.

  6. Lobinho disse:

    E a chibata no lombo do povo, sem trabalho sem dinheiro, sem rumo um "guverno" sem ação sem atitude.

  7. Lirinho disse:

    Acho que foram pelo menos SENSATOS no momento, equilíbrio e sensatez é a palavra, menos terror, pânico e medo na população!

  8. realista disse:

    Fátima inercia bezerra.