Coronavírus – (IMPORTANTE): cientistas descobrem como o corpo combate a covid-19

Cientistas australianos disseram ter identificado pela primeira vez como o sistema imunológico combate a infecção pelo novo coronavírus, causador da doença covid-19.

A pesquisa, publicada na revista médica Nature Medicine, mostra que as pessoas estão se recuperando da infecção pelo novo coronavírus da mesma maneira como elas se recuperam de uma gripe.

Segundo os especialistas, determinar quais células do sistema imunológico atuam no combate ao vírus poderá ajudar no desenvolvimento de uma vacina.

Globalmente, as autoridades já confirmaram mais de 170 mil casos de infecção pelo coronavírus e mais de 7 mil mortes. Cerca de 80 mil infectados já se recuperaram.

‘Esta descoberta é importante porque é a primeira vez que estamos realmente entendendo como nosso sistema imunológico combate o novo coronavírus”, disse Katherine Kedzierska, co-autora do estudo.

Outros especialistas afirmaram que a pesquisa do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade, de Melbourne, é “um grande avanço”.

O que foi descoberto?

Muitas pessoas já se recuperaram da covid-19, o que demonstra que o sistema imunológico consegue combater efetivamente o vírus, já que não existe hoje um tratamento que ofereça a cura da doença.

Os pesquisadores australianos identificaram quatro tipos de células do sistema imunológico que combatem o novo coronavírus.

Elas foram observadas com o acompanhamento de uma paciente que teve sintomas entre leves e moderados e não tinha nenhum problema prévio de saúde.

A mulher de 47 anos de Wuhan, na China, foi internada em um hospital na Austrália e se recuperou em 14 dias.

Kedzierska disse à BBC que a equipe dela havia examinado “a totalidade da resposta imunológica” da paciente.

Três dias antes da mulher começar a melhorar, células específicas foram identificadas em sua corrente sanguínea.

Em pacientes com influenza (gripe comum), as mesmas células também aparecem no mesmo estágio da recuperação, segundo Kedzierska.

“Nós ficamos muito animados com nossos resultados — e com o fato de que nós podemos realmente registrar o aparecimento das células imunológicas no paciente infectado antes da melhora clínica”, disse ela à BBC.

Mais de uma dezena de pesquisadores trabalharam em tempo integral por quatro semanas para realizar as análises, segundo ela.

Como isso vai ajudar?

Segundo Bruce Thompson, professor decano de ciências médicas da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne, o entendimento sobre quando as células imunológicas começam a atuar pode “prever o ciclo do vírus”.

“Quando você sabe quando as várias respostas do corpo acontecem, você pode prever onde está no processo de recuperação”, disse Thompson à BBC News.

O ministro da Saúde da Austrália, Greg Hunt, disse que a descoberta poderia também ajudar a acelerar a produção de uma vacina e de potenciais tratamentos para pacientes infectados.

Kedzierska diz que o próximo passo para os cientistas é determinar por que a resposta imunológica é mais fraca nos casos mais graves.

“É realmente essencial entender o que falta ou o que é diferente nos pacientes que morreram ou que tiveram doenças mais graves — para podermos entender como protegê-los”, disse.

Em janeiro, o instituto se tornou o primeiro no mundo a recriar o vírus fora da China.

Desde então, o centro recebeu fundos adicionais do governo australiano e doações de empresas e do bilionário chinês Jack Ma.

Época, com BBC

 

Cientistas desenvolvem vacina que derrete na boca

Foto: (Divulgação/Reprodução)

Se você é do tipo que morre de medo de agulhas, temos uma boa notícia. Um grupo de cientistas da Universidade do Texas, nos EUA, desenvolveu um método simples (e menos doloroso) de imunização a diversos vírus. Em vez da clássica injeção, a vacina vem na forma de um papelzinho transparente que dissolve na boca.

Os pesquisadores conseguiram estabilizar vírus, bactérias, enzimas e anticorpos em uma folha fininha que não precisa de refrigeração. O paciente coloca o papel de um centímetro na língua e ele derrete rapidamente, como se fosse uma bala.

O novo mecanismo é composto por uma camada destacável (como um adesivo) e outra camada solúvel na boca. A vacina em si fica entre as duas partes, podendo ter antígenos para o vírus da gripe, ebola, hepatite, sarampo e outras doenças.

Segundo Maria Croyle, pesquisadora que desenvolveu o novo método, os materiais para a confecção da vacina são baratos e compactos, o que facilita sua distribuição. “O foco agora é encontrar a vacina para o novo coronavírus. Quando ela for desenvolvida, o próximo desafio será produzir e distribuir a imunização para todo mundo”, disse.

A tecnologia que aposenta as temidas agulhas começou a ser pensada em 2007. A inspiração veio de um documentário sobre como o DNA de insetos e outros seres vivos podem ser preservados em âmbar por milhões de anos. Se você assistiu Jurassic Park, vai lembrar que o âmbar parece um doce alaranjado. Daí veio a ideia de uma bala que dissolve na boca.

A partir daí começou a busca por ingredientes que fossem ingeríveis (como açúcares e sais) e formulações que mantivessem os organismos vivos durante um longo período de tempo. A fórmula final só chegou depois de 450 tentativas.

Além de ser fácil de transportar, a vacina em forma de papel tem a vantagem de não precisar de refrigeração. As vacinas tradicionais perdem a eficácia com o tempo, dependendo da temperatura a que são estocadas. Elas devem permanecer refrigeradas o tempo todo, o que torna o armazenamento mais difícil e caro. Já o novo papelzinho pode ser distribuído por oficiais de saúde por meio de um envelope contendo a vacina. Os pesquisadores estão em contato com uma startup para bancar o desenvolvimento do novo método, e esperam que ele chegue ao mercado em até dois anos.

Super Interessante

Cientistas detectam a maior explosão no espaço desde o Big Bang

Cientistas encontraram evidências de uma explosão colossal no espaço — a maior desde o Big Bang.

Acredita-se que a explosão tenha emanado de um buraco negro supermassivo a cerca de 390 milhões de anos-luz da Terra.

E tenha liberado cinco vezes mais energia do que a recordista anterior.

A erupção teria deixado uma cavidade gigante no aglomerado de galáxias Ophiuchus, conforme aponta o estudo publicado na revista científica The Astrophysical Journal.

Há muito tempo os pesquisadores acreditavam que havia algo estranho no aglomerado de galáxias Ophiuchus, um conglomerado gigante que contém milhares de galáxias individuais entremeadas por gás quente e matéria escura. Por meio de telescópios de raios-X, eles haviam observado uma curiosa curvatura.

Os cientistas especulavam que poderia ser a parede de uma cavidade esculpida em seu gás pelas emissões de um buraco negro central.

Os buracos negros são famosos por se alimentar “sugando” as matérias que estão à sua volta, mas também por expelir quantidades enormes de matéria e energia na forma de jatos.

A princípio, os cientistas duvidaram desta teoria, porque a cavidade era grande demais — era possível comportar 15 Via Lácteas dentro do buraco.

E isso significava que a explosão do buraco negro teria que ter sido incrivelmente extraordinária.

Porém, novos dados dos radiotelescópios Murchison Widefield Array (MWA), na Austrália, e Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT), na Índia, parecem confirmar esta tese.

“De certa forma, essa explosão é semelhante à erupção do Monte Santa Helena, em 1980, que arrancou o topo da montanha”, diz Simona Giacintucci, principal autora do estudo, do Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos.

Época com BBC

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maria disse:

    …e tudo será criado novamente…

  2. lucia disse:

    MAS A TERRA NÃO É PLANA?

Cientistas descobrem vírus misterioso no Brasil

Foto: Reprodução

Cientistas identificaram um novo e enigmático vírus cujo genoma parece ser totalmente novo para a ciência, possuindo genes desconhecidos. O Yaravírus, como foi chamado, foi encontrado no Lago da Pampulha, em Belo Horizonte. A equipe de pesquisa afirma que se trata de “uma nova linhagem de vírus amebal com origem e filogenia intrigantes”.

Para dois membros do grupo, Bernard La Scola, da Universidade Aix-Marselha, na França, e Jonatas Abrahão, da Universidade Federal de Minas Gerais, esta não foi a primeira descoberta do tipo. Há dois anos, a dupla ajudou a encontrar outra espécie viral que habita a água, o Tupanvírus.

Essas formas virais muito maiores foram descobertas apenas neste século, mas também por conta dos genomas mais complexos, dando a eles a capacidade de sintetizar proteínas e, portanto, executar coisas como reparo do DNA, além de replicação, transcrição e tradução de DNA. Antes dessas descobertas, pensava-se que coisas assim não eram possíveis, fazendo com que os vírus fossem considerados criaturas inertes e não-vivas, capazes apenas de infectar seus hospedeiros.

O grande diferencial do Yaravírus, porém, é o quão único é seu genoma. “Muitos dos vírus conhecidos da ameba compartilham muitos recursos que eventualmente levaram autores a classificá-los em grupos evolutivos comuns”, escreveram os pesquisadores. “Ao contrário do que é observado em outros vírus de ameba, o Yaravírus não é formado por uma partícula grande com genoma complexo, mas, ao mesmo tempo, carrega um número importante de genes anteriormente não descritos”, acrescentaram.

Durante as investigações, os pesquisadores descobriram que mais de 90% dos genes do vírus nunca haviam sido descritos antes. Apenas seis genes encontrados apresentavam uma semelhança distante com algum já documentado em bancos de dados científicos públicos. “Seguindo os atuais protocolos metagenômicos para detecção viral, o Yaravírus nem seria reconhecido como um agente viral”, afirmaram os pesquisadores.

Quanto ao que é o Yaravírus, os cientistas só podem especular por enquanto, mas sugerem que pode ser o primeiro caso isolado de um grupo desconhecido de vírus amebal. Outra possibilidade é que se trata de um vírus gigante que de alguma forma pode ter evoluído para uma forma reduzida. De qualquer forma, está claro que ainda há muito a aprender sobre os genomas do planeta.

Via: Science Alert

ETs e OVNIs seriam cientistas que viajaram no tempo e vieram do futuro, sugere professor em livro

Em livro, professor de biologia antropológica traz olhar científico para a teoria que diz que os Extraterrestres podem ser humanos do futuro, que visitam nosso tempo para realizar estudos. Foto: Reprodução

E se os extraterrestres que nos visitam em discos voadores não são de fora da Terra? E se eles forem humanos, viajantes no tempo, e suas naves sejam máquinas temporais? Certamente essa ideia não é nova, mas o professor de biologia antropológica Michael Masters decidiu dar um olhar científico para essa hipótese.

Em seu livro “Identified Flying Objects” (Objetos Voadores Identificados, em inglês), Masters propõe um olhar mais cuidadoso nas mudanças evolutivas de longo prazo na biologia, cultura e tecnologia humanas, no que se refere à questão dos “OVNIs” e “Extraterrestres”.

“Sabemos que estamos aqui. Sabemos que os seres humanos existem. Sabemos que tivemos uma longa história evolutiva neste planeta. E sabemos que nossa tecnologia será mais avançada no futuro”, afirma o pesquisador, em entrevista ao site Space.com. “Eu acho que a explicação mais simples, por natureza, é que somos nós [OVNIs]”, completa.

Masters baseia sua ideia em sua experiência em antropologia. “Como antropólogo, trabalhei em inúmeras escavações arqueológicas na África, França e nos Estados Unidos. É fácil conceber quanto mais poderia ser aprendido sobre nossa própria história evolutiva, se atualmente possuímos a tecnologia para visitar o passado”, afirma em seu site oficial.

Até as supostas abduções pelos alienígenas o pesquisador coloca na conta dos viajantes do tempo. “Os alegados relatos de sequestro são principalmente de natureza científica”, disse Masters. “Provavelmente são futuros antropólogos, historiadores, linguistas que estão voltando para obter informações de uma maneira que atualmente não podemos sem acesso a essa tecnologia”.

O livro do antropólogo vai além: cientistas do futuro não seriam os únicos seres humanos a nos visitar. Masters acredita que as viagens no tempo também podem ser uma grande indústria turística no futuro. “Sem dúvida, no futuro, existem aqueles que pagarão muito dinheiro para ter a oportunidade de voltar e observar seu período favorito na história”.

Olhar Digital, via Futurism

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nono Correia disse:

    Quero ficar doidão assim nesse fds!

  2. Filho de Bolsonaro disse:

    TEUC*

  3. Rafael disse:

    Erva da boa !!! Kkkkkkkkk

  4. Бруно disse:

    O interior do planeta Terra é repleto de túneis, existes várias cidades intraterrenas, quando o eixo da Terra sofrer a catastrófica inclinação, seremos resgatados, passaremos um longo período no interior do planeta sendo instruídos por nossos irmãos intraterrenos super evoluídos mental e espiritualmente. Após o cataclisma, quando tudo aqui em cima se estabilizar, voltaremos para nosso lar, será uma nova Terra, uma nova atmosfera, o planeta estará geologicamente modificado. Estas informações a ciência e a religião não vai compartilhar com você, mas saiba, não estamos sozinhos, a humanidade caminha para uma nova Era de paz e luz, o planeta e a humanidade passará por momentos difíceis, prepare sua consciência para o mundo espiritual e para o mundo intraterrenos, quem tiver medo ficará em estado de sono, aqueles que conseguirem aceitar a nova realidade vai adquirir muito conhecimento, conhecimento que será fundamental para o momento em que retornarmos.

MÉTODO COM “ENORME POTENCIAL”: Cientistas descobrem célula que poderá tratar todos os tipos de câncer

Uma equipe de cientistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, desenvolveu um método em laboratório que destrói o câncer de próstata, mama, pulmão e outros tipos.

Os achados, divulgados na publicação científica Nature Immunology, ainda não foram testados em pacientes, mas têm um “enorme potencial”, afirmam os pesquisadores.

Para especialistas que não participaram da pesquisa, ainda que o trabalho esteja num estágio inicial, ele é bastante promissor.

O que eles descobriram?

Nosso sistema imunológico é a defesa natural do corpo contra infecções, mas ele também ataca células cancerosas.

A equipe da Universidade de Cardiff estava em busca de maneiras novas e “não convencionais” de fazer com que o sistema imunológico atacasse naturalmente tumores.

Eles encontraram uma célula-T (ou linfócito T) com um novo tipo de “receptor” que identifica e ataca células cancerosas, ignorando as saudáveis.

A diferença nesta célula imunológica é que ela pode escanear o corpo em busca de ameaças que devem ser eliminadas e atacar uma ampla variedade de cânceres.

“Há uma possibilidade de que ele possa tratar todos os pacientes”, afirmou o professor Andrew Sewell à BBC. “Antes ninguém acreditava que isso fosse possível.”

Como ela funciona?

As células T têm “receptores” na superfície que permitem a elas “enxergar” em um nível químico.

Os pesquisadores da Universidade de Cardiff descobriram que a célula T e seu receptor podem encontrar e destruir uma gama de células cancerosas no pulmão, na pele, no sangue, no cólon, na mama, nos ossos, na próstata, no ovário, no rim e na coluna cervical.

E fazem isso deixando intocados os tecidos “normais”.

O modo exato como que isso acontece ainda está sendo pesquisado.

Esse receptor da célula T em particular interage com uma molécula chamada MR1, presente na superfície de todas as células do corpo humano.

Acredita-se que a MR1 seja a responsável por sinalizar ao sistema imunológico o metabolismo disfuncional em curso dentro de uma célula cancerosa.

“Somos os primeiros a descrever a célula T que encontra o MR1 nas células cancerosas — isso não tinha sido feito antes, foi a primeira vez”, disse à BBC o pesquisador Garry Dolton.

Por que essa descoberta é relevante?

Terapias com células T já existem e o desenvolvimento de imunoterapias contra o câncer tem sido um dos avanços mais empolgantes nesse campo.

O mais famoso exemplo é o chamado CAR-T, uma droga viva produzida por meio de engenharia genética em células T para procurarem e destruírem o câncer.

O CAR-T pode trazer resultados incríveis que levam alguns pacientes do estágio de doença terminal para a completa remissão.

Essa abordagem é, no entanto, extremamente específica e funciona com apenas um número limitado de cânceres onde há um alvo claro para treinar a “mira” das células T.

E também enfrenta dificuldades em combater “cânceres sólidos” — aqueles que formam tumores em vez de sangue canceroso como a leucemia.

Já os pesquisadores da Universidade de Cardiff afirmam que o receptor da célula T pode levar a um tratamento de câncer “universal”.

Mas como isso funciona na prática?

A ideia é extrair uma amostra de sangue do paciente em tratamento contra o câncer.

As células T seriam extraídas e modificadas geneticamente a fim de reprogramá-las para constituir o receptor que encontra o câncer.

Essas células aperfeiçoadas seriam cultivadas em largas quantidades em laboratório e depois reinseridas no paciente. É o mesmo processo usado na terapia CAR-T.

No entanto, essa pesquisa da Universidade de Cardiff foi testada apenas em animais e células em laboratório, e testes em humanos demandam mais etapas de segurança.

O que dizem outros especialistas?

Lucia Mori e Gennaro De Libero, da Universidade de Basileia, na Suíça, afirmam que essa pesquisa tem um “enorme potencial”, mas ainda é cedo para afirmar que ela poderia funcionar para todos os tipos de câncer.

“Estamos muito empolgados com as funções imunológicas dessa nova população de células T e o uso potencial do receptor na terapia de células tumorais”, dizem.

Daniel Davis, professor de imunologia da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirmou que “por ora, ainda é uma pesquisa em estágio bastante inicial e nem perto de se tornar um tratamento real para pacientes”.

“Mas não há dúvidas de que é uma descoberta bastante empolgante, tanto para o avanço do nosso conhecimento sobre o sistema imunológico quanto para o desenvolvimento de novos tratamentos.”

BBC

Cientistas criam ‘cimento vivo’ que se reproduz e limpa o ar

Seja no Antigo Egito ou no Império Romano, ele estava lá, sendo usado por construtores para dar rigidez e durabilidade às suas obras. Nesse período de milênios, foram inúmeros os materiais usados na composição do cimento, mas nada comparado à proposta de uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado, em Boulder. Em estudo publicado esta semana na revista Matter, eles apresentam um método que combina areia com bactérias para criar um material vivo, capaz de suportar cargas estruturais e oferecer funções biológicas.

Desde o século passado, o cimento se mantém praticamente o mesmo, composto por calcário, argila e alguns aditivos. Wil Srubar, diretor do Laboratório de Materiais Vivos em Colorado, Boulder, propõe a mistura de areia, um hidrogel especial e cianobactérias (que obtém sua energia pela fotossíntese). O hidrogel mantém a umidade e os nutrientes necessários para a manutenção da vida das cianobactérias — uma espécie do gênero Synechococcus foi a escolhida —, que se proliferam e mineralizam, num processo similar ao que acontece na formação de conchas. Após a secagem, o material resultante é tão resistente quanto o cimento.

— Nós usamos a cianobactéria fotossintética para biomineralizar a estrutura, então ela é realmente verde. Parece um material Frankenstein — afirmou Srubar, líder do estudo. — Isso é exatamente o que estávamos tentando criar, algo que se mantém vivo.

E por se manter vivo, o material é capaz de se reproduzir. Um tijolo, por exemplo, pode se multiplicar apenas com a adição de areia, hidrogel e nutrientes. No laboratório, Srubar e sua equipe demonstraram que a partir de um tijolo é possível criar oito tijolos, após três gerações. Caso a tecnologia seja adotada em escala, isso representaria uma mudança significativa na produção de materiais de construção.

O concreto é o segundo material mais consumido no planeta, atrás apenas da água. Apenas a produção de cimento, usado na composição do concreto, responde por 6% das emissões de carbono, fora as emissões no processo de cura do concreto. O cimento vivo desenvolvido por Srubar e seus colegas não tem essa pegada durante a produção e, como um bônus, remove poluentes da atmosfera durante a cura, pela fotossíntese das bactérias.

— Sabemos que as bactérias se proliferam em taxa exponencial — afirmou Srubar. — Isso é diferente de, como dizemos, imprimir em 3D um bloco ou moldar um tijolo. Se pudermos cultivar nossos materiais biologicamente, podemos fabricar em escala exponencial.

Mas o processo não é tão simples como parece. O cimento precisa secar completamente para fornecer sua capacidade estrutural máxima, mas, ao mesmo tempo, a secagem estressa as bactérias. Para manter a função estrutural e garantir a sobrevivência dos microrganismos, a umidade relativa e as condições de armazenamento são críticas. Controlando a umidade e a temperatura, os cientistas mostraram ser possível controlar quando as bactérias devem crescer e quando devem se manter dormentes.

Por isso, a equipe de Srubar se debruça no desenvolvimento de micróbios que sejam mais resistentes ao processo de secagem, para que o cimento vivo possa ser usado em regiões áridas, o que não é possível com as cianobactérias usadas no experimento. Em pesquisas futuras, Srubar prevê que será possível acrescentar microrganismos para dar aos materiais de construção outras características, como a capacidade de autorregeneração ou a resposta a toxinas no ar.

— Esta é uma plataforma que prepara terreno para novos materiais que podem ser projetados para interagir e responder ao ambiente — disse Srubar. — Nós estamos apenas tentando dar vida aos materiais de construção, e eu acho que esse é o segredo para tudo. Estamos apenas arranhando a superfície e criando as fundações de uma nova disciplina. O céu é o limite.

O uso do material é pensado até mesmo para a exploração espacial. Uma das barreiras para a construção de colônias em outros planetas é o custoso transporte de materiais. Com a tecnologia de materiais vivos, os astronautas poderiam carregar apenas culturas de bactérias para converter ingredientes locais em estruturas rígidas.

— Vai acontecer de uma maneira ou de outra, e não vamos carregar sacos de cimento até Marte. Eu realmente acho que levaremos a biologia conosco — comentou Srubar.

As possibilidades são inúmeras. Srubar imagina um futuro no qual fornecedores enviarão aos clientes pequenos sacos com ingredientes para a produção de materiais vivos. No local, os construtores irão apenas adicionar água para dar início às obras.

— A natureza já descobriu como fazer muitas coisas de forma inteligente e eficiente — concluiu Srubar. — Apenas precisamos prestar mais atenção.

Época Negócios

Cientistas determinam o tipo de estrela mais amigável à vida

Foto: Olhar Digital/Reprodução

Durante a busca por planetas fora do Sistema Solar, os exoplanetas, um fator importante ao caracterizar sua natureza é a habitabilidade. Toda estrela tem ao seu redor uma “zona habitável”, uma área do espaço onde o nível de radiação emitido pela estrela permitiria a existência de água em estado líquido. Isso não é garantia de que um planeta nessa zona é habitável: no Sistema Solar Vênus, Terra e Marte estão dentro desta área, mas apenas nosso planeta contém, até onde sabemos, vida.

Mas a distância de um planeta até sua estrela é apenas um dos fatores, pois as estrelas têm características próprias. Anãs vermelhas, por exemplo, são mais comuns que nosso Sol (uma estrela tipo G), mas costumam castigar os planetas ao redor com intensas tempestades solares e radiação, o que reduz as chances de formas de vida como as conhecemos.

Analisando as emissões de Raios-X e Ultravioleta de diversas estrelas ao longo dos últimos 30 anos, pesquisadores da Universidade Villanova, na Pensilvânia (EUA) determinaram o tipo de estrela mais “amigável” à vida. São as estrelas tipo K.

Vários fatores tornam estas as “estrelas perfeitas”. Um deles é que são muito comuns: há cerca de 100 mil delas em um raio de 100 anos-luz ao nosso redor. Outro é sua longevidade: elas têm uma vida estimada entre 28 e 80 bilhões de anos, contra os cerca de 10 bilhões de anos de nosso sol. Ou seja, há muito mais tempo para que a vida se desenvolva.

“As estrelas anãs do tipo K estão no ‘ponto ideal’, com propriedades intermediárias entre as estrelas do tipo solar (tipo G), mais raras e luminosas, mas com vida mais curta e as mais numerosas anãs vermelhas (tipo M)”, explicou o astrônomo e astrofísico Edward Guinan, da Universidade Villanova.

Entre os muitos exoplanetas já identificados, vários orbitam estrelas tipo K, entre eles Kepler-422b, um planeta rochoso com cerca do dobro da massa da Terra que está na zona habitável de sua estrela.

Curiosamente, outro exoplaneta em condições semelhantes é 40 Eridani A, orbitando a estrela 40 Eridani, a cerca de 17 anos-luz daqui. Na ficção científica esta estrela é apontada como sendo o Sol de Vulcano, planeta natal de Spock em Star Trek.

Olhar Digital, via Science Alert

Cientistas criam tomates super-resistentes para cultivo em áreas urbanas ou até no espaço

Foto: Divulgação / Laboratório Lippman / CSHL

Um grupo de cientistas conseguiu, com três mutações genéticas, produzir mudas de tomatessuper-resistentes que podem ser plantadas em ambientes hostis, como áreas urbanas (no alto de um prédio, por exemplo) ou até no espaço.

O trabalho foi liderado por Zach Lippman, professor do Laboratório Cold Spring Harbor e pesquisador do HHMI, nos Estados Unidos, cujo objetivo era criar uma variedade mais ampla de cultura para o cultivo em locais não adequados para o crescimento de plantas.

Essas novas plantas de tomate modificadas geneticamente não se parecem com as longas videiras comumentes encontradas em campos agrícolas.

A característica mais notável é a fruta compacta e agrupada. Assemelham-se a um buquê cujas rosas foram substituídas por tomates cereja maduros. Eles também amadurecem rapidamente, produzindo frutas prontas para a colheita em menos de 40 dias.

— Eles têm uma ótima forma e tamanho pequeno, têm bom gosto, mas é claro que tudo depende da preferência pessoal — disse Lippman. — Isso demonstra como podemos produzir culturas de novas maneiras, sem ter que prejudicar tanto a terra ou adicionar fertilizante excessivo que escorre nos rios e córregos. Aqui está uma abordagem complementar para ajudar a alimentar as pessoas, localmente, e com uma pegada de carbono reduzida.

Isso é uma boa notícia para qualquer pessoa preocupada com as mudanças climáticas. No início deste ano, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alertou que mais de 500 milhões de pessoas estão vivendo em terras já degradadas pelo desmatamento, mudanças nos padrões climáticos e uso excessivo de terras agrícolas viáveis.

Ao transferir parte do fardo do cultivo das culturas do mundo para áreas urbanas e outras, há esperança de que a má administração desesperada da terra diminua.

Os sistemas agrícolas urbanos geralmente exigem plantas compactas que podem ser encaixadas ou empilhadas em espaços apertados, como na agricultura em camadas em armazéns ou em contêineres de armazenamento convertidos.

Para compensar o rendimento das culturas limitadas pelo espaço física, as fazendas urbanas podem operar o ano todo em condições de clima controlado. É por isso que é benéfico usar plantas que possam ser cultivadas e colhidas rapidamente. Mais colheitas por ano resultam em mais alimentos, mesmo que o espaço usado seja muito pequeno.

Lippman e seus colegas criaram os novos tomates modificando dois genes que fizeram a planta parasse de crescer mais cedo e, por outro lado, desse flores e frutos mais cedo. No entanto, os pesquisadores sabiam que as modificações influenciariam o sabor dos tomates.

A equipe de Lippman descobriu ainda outro gene que controla o comprimento das hastes. A mutação deste, em combinação com as outras duas, criaram caules mais curtos e plantas extremamente compactas.

Lippman está refinando essa técnica, publicada na última edição da Nature Biotechnology , e espera que outros sejam inspirados a experimentá-la em outras culturas frutíferas, como o kiwi. Ao reduzir as colheitas, Lippman acredita que a agricultura pode alcançar novos patamares.

— Posso dizer que os cientistas da NASA manifestaram algum interesse em nossos novos tomates —, disse ele.

O Globo

Notificações podem causar a mesma dependência que algumas drogas, afirmam cientistas

Foto: The Brief

Estudos apontam que tocamos nossos celulares pelo menos 2.600 vezes por dia. Grande parte desses acessos ao aparelho acontecem por causa das notificações, que possuem mecanismos psicológicos e fisiológicos capazes de estimular nosso cérebro da mesma maneira que uma substância viciante faria. Seríamos viciados em notificações?

Para responder isso podemos voltar ao século passado e relembrar a Teoria de Pavlov, de 1901. Nela, é trabalhada a “lei dos reflexos condicionados”, supondo que um estímulo é capaz de desencadear uma resposta que, em princípio, não tem nada a ver com isso. Assim, o condicionamento ocorre no momento entre a associação de algum estímulo com uma recompensa, seja ela boa ou ruim.

Nos dias de hoje, a Teoria de Pavlov pode ser aplicada na mecânica das notificações, já que seu estímulo nos desperta a resposta instintiva de olhar para o celular. Isso ocorre pois os sons e ícones das notificações agem como estímulos condicionados, induzido sentimentos ligados a uma interação que produz uma “recompensa” para nossos cérebros.

Essa recompensa vem em forma de dopamina, um neurotransmissor que desempenha um papel fundamental em nosso comportamento. Ele é ativado quando comemos algo agradável, vivemos algo satisfatório e também pelo uso de algumas drogas – que pode resultar no vício. Seu papel é ativar o sistema de recompensas para que repitamos um comportamento, em princípio, benéfico para nós. No telefone, esse efeito foi comprovado várias vezes com os usuários, como mostra este estudo, realizado pela faculdade de psicologia da Universidade de Bergen.

Portanto, receber inúmeras notificações indicando que sua foto foi curtida ou receber uma mensagem de alguém libera a dopamina, o que dá prazer e resulta em sensações “calmantes”. Por outro lado, a falta de novas mensagens ou de avisos pode trazer o efeito contrário, causando respostas negativas como a ansiedade ou outros sentimentos ruins pela queda do neurotransmissor. Quando a notificação não nos produz nada, ocorre a indiferença.

Esses estímulos também são provocados pelas interações e usabilidades dos dispositivos, que pertencem a um nível muito mais alto que o fisiológico: etológico ou comportamento. Para a pesquisadora de design do Twitter, Ximena Vengoechea, uma “boa” notificação usa dois mecanismos: um interno e outro externo, que ocorrem em perfeita sintonia.

Assim, enquanto o mecanismo interno seria emocional; o externo forneceria informações sobre o que fazer e juntos, acionam o sistema de recompensas com intensidades diferentes. Para a pesquisadora, uma combinação perfeita entre eles é o que faz uma notificação prender o usuário, sincronizando necessidade, curiosidade e atratividade. É o que os aplicativos fazem quando envolvem as interações sociais com vários estímulos visuais, gamificações e outras ações que transformam as reações aos estímulos em um hábito.

Olhar Digital, via Xataka

Cientistas querem fotos do seu cocô – para ajudar pessoas “enfezadas”

Foto: (ivan101/iStock)

Talvez isso já tenha acontecido com você: um médico pediu foto das suas fezes. Pode parecer estranho na hora, mas pela cor, textura e formato das fezes os especialistas conseguem deduzir várias coisas sobre a saúde de alguém.

O cocô pode se dividir em sete categorias de acordo com sua consistência, identificadas na escala de fezes de Bristol, que podem informar você e seu médico se você está constipado, sem fibra, tendo um caso sério na hora da liberação, ou em algum lugar intermediário desse espectro.

Surfando nessa onda é que as empresas de saúde Seed e Augi, juntamente com o MIT, estão trabalhando para montar o primeiro banco de dados com imagens de cocô do mundo – que contará com pelo menos 100 mil fotos. E para que vai servir este peculiar objeto de estudo? Para ajudar milhares de pessoas que sofrem na hora de “liberar”.

Os pesquisadores começaram a reunir as fotos por meio de uma campanha chamada “Give a Shit”, ou “Se Importe”, um trocadilho com a expressão “don’t give a shit”, que significa “não se importar” em inglês.

Primeiro, uma equipe de médicos vai examinar cuidadosamente todas as imagens recebidas. Sim, sete gastroenterologistas farão isso, examinando as fezes de desconhecidos com olhar clínico. As informações fornecidas pelos médicos sobre seu cocô, então, ajudarão a treinar uma inteligência artificial. A ideia é que o algoritmo consiga virar craque em detectar problemas de intestino, e alcance um diagnóstico tão preciso quanto o dos médicos analisando as imagens.

Segundo os responsáveis pela ideia, o ato de oferecer as fezes para a ciência pode ajudar potencialmente 1 em cada 5 pessoas nos Estados Unidos que têm condições intestinais crônicas – como a Síndrome do Intestino Irritável. No Brasil, quase 30% da população tem prisão de ventre. O objetivo dos pesquisadores é justamente facilitar o diagnóstico desse casos: um paciente “enfezado” não precisará mais ir ao médico só para saber o estado do seu cocô.

Usando as fotos enviadas, o grupo pretende criar um modelo que que possa usar a visão computacional para classificar automaticamente diferentes tipos de fezes, principalmente aquelas características de pessoas com problemas crônicos no intestino. Outro objetivo da campanha também é tornar o banco de dados com fotos de cocô uma ferramenta aberta para pesquisadores acadêmicos.

Para participar da campanha – e ter a foto do seu cocô gentilmente doada à ciência – é simples: basta acessar seed.com/poop no seu celular. Sabiamente, a marca concluiu que levar o laptop para o banheiro é estranho, então a página só permite que você envie uma foto usando o smartphone. Depois, é só e clicar no grande botão roxo que diz “#GIVEaSHIT”. Você será solicitado a inserir seu endereço de e-mail e informar se a sua rotina de defecagem acontece de manhã, a tarde ou a noite. Aí, se você já tiver “liberado”, é só fazer upload de sua foto; senão, dá para pedir que o site envie um lembrete por e-mail, de acordo com a sua rotina.

Para aqueles que gostaram da ideia mas estão receosos em expor seus retratos fecais, vale um adendo: depois de enviar sua foto para o banco de dados, a imagem é separada dos metadados (como seu endereço de e-mail e outras informações potencialmente identificáveis). Assim, sua participação segue anônima pelo resto do processo.

A ciência, e os enfezados, claro, agradecem.

Super Interessante

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giba disse:

    Pronto…comece pela a do Bozo, pra ver o grau de inteligência dele também, kkkk

    • joaozinho disse:

      Petista detectado. Intolerancia é uma caracteristica de extrema esquerda, como da extrema direita. Nao é a toa que a Uniao Europeia associou a responsabilidade dos pares nazismo e comunismo nos crimes contra humanidade.

Cientistas descobrem água pela primeira vez em planeta extrassolar habitável

Foto: M. KORNMESSER / AFP

Água foi descoberta pela primeira vez na atmosfera de um planeta extrassolar, ou seja que orbita uma estrela que não nosso Sol, com temperaturas semelhantes as da Terra que poderiam sustentar a vida como a conhecemos, segundo anunciaram cientistas na quarta-feira.

Duas vezes maior que a Terra e com oito vezes a sua massa, o K2-18b orbita na “zona habitável” de sua estrela à distância — nem muito longe nem muito perto — onde a água pode existir em forma líquida, disseram os cientistas à revista Nature Astronomy .

— Este planeta é o melhor candidato que temos fora do nosso sistema solar [na busca por sinais de vida] — disse a astrônoma da University College London e co-autora do estudo, Giovanna Tinetti. — Não podemos afirmar que haja oceanos na superfície, mas é uma possibilidade real.

Dos mais de 4.000 exoplanetas detectados até o momento, este é o primeiro conhecido a combinar uma superfície rochosa e uma atmosfera com água. A maioria dos exoplanetas com atmosferas são bolas gigantes de gás, e os poucos planetas rochosos parecem não ter atmosfera. Mesmo se tivessem, a maioria dos planetas semelhantes à Terra está muito longe de suas estrelas para ter água líquida ou tão próximo que a água teria evaporado.

Descoberto em 2015, o K2-18b é uma das centenas de chamadas “super-Terras” — planetas com até dez vezes a massa da nossa — detectada pela sonda Kepler da NASA. Espera-se que missões espaciais futuras detectem mais centenas nas próximas décadas.

Condições

— Encontrar água em um mundo potencialmente habitável que não seja a Terra é incrivelmente emocionante — disse o principal autor da pesquisa, Angelos Tsiaras, também da UCL.

Trabalhando com dados espectroscópicos (que medem a interação entre a radiação eletromagnética e a matéria) capturados em 2016 e 2017 pelo Telescópio Espacial Hubble, Tsiaras e sua equipe usaram algoritmos de código aberto para analisar a luz das estrelas filtrada na atmosfera do K2-18b. Eles encontraram a assinatura inconfundível de vapor de água.

Exatamente quanta água ainda é incerto, mas os modelos por computador sugerem concentrações entre 0,1% e 50%. Em comparação, a porcentagem de vapor de água na atmosfera da Terra varia entre 0,2% acima dos pólos e até 4% nos trópicos.

Também havia evidências de hidrogênio e hélio. Nitrogênio e metano também podem estar presentes, mas com a tecnologia atual não é possível detectar, disse o estudo.

Mais pesquisas serão capazes de determinar a extensão da cobertura de nuvens e a porcentagem de água na atmosfera.

A água é crucial na busca pela vida, em parte porque transporta oxigênio.

— A vida como conhecemos é baseada na água—, disse Tinetti.

Busca

K2-18b orbita uma estrela anã vermelha a cerca de 110 anos-luz de distância — um milhão de bilhões de quilômetros — na constelação de Leão da Via Láctea, e provavelmente é bombardeado por radiação mais destrutiva que a Terra.

— É provável que esta seja a primeira de muitas descobertas de planetas potencialmente habitáveis— disse o astrônomo da UCL Ingo Waldmann, também co-autor do estudo.

Segundo ele, isso não é apenas porque super-Terras como K2-18b são os planetas mais comuns em nossa galáxia, mas também porque anãs vermelhas — estrelas menores que o nosso Sol — são as estrelas mais comuns.

A nova geração de instrumentos de observação espacial, liderados pelo Telescópio Espacial James Webb e pela missão Ariel, da Agência Espacial Européia, será capaz de descrever as atmosferas de exoplanetas com muito mais detalhes.

Ariel, prevista para um lançamento em 2028, exibirá cerca de 1.000 planetas, uma amostra grande o suficiente para procurar padrões e identificar discrepâncias.

— Mais de 4.000 exoplanetas foram detectados, mas não sabemos muito sobre sua composição e natureza — disse Tinetti. — Observando uma grande amostra de planetas, esperamos revelar segredos sobre sua química, formação e evolução.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. hein? cuma? disse:

    Diz uma coisa… só eu que noto o desespero da comunidade científica em encontrar, a todo custo, uma "segunda terra"? Tem caroço nesse angu!

Cientistas criam bafômetro capaz de identificar uso de maconha

(OpenRangeStock/Thinkstock)

Cientistas americanos desenvolveram um bafômetro capaz de identificar o consumo maconha. O dispositivo, que ainda é um protótipo e não tem previsão para ser utilizado nas ruas, foi produzido por uma equipe do departamento de química da Escola de Engenharia de Swanson, nos Estados Unidos.

O funcionamento do aparelho se dá pela medição da quantidade de tetrahidrocanabinol (THC), psicoativo da maconha, na respiração de quem bafora o aparelho. De acordo com Sean Hwang, autor do estudo, o desenvolvimento do dispositivo só foi possível graças a um novo semicondutor de nanotubo de carbono, tecnologia considerada promissora no meio científico.

“Ensinamos o bafômetro a reconhecer a presença do THC com base no tempo de recuperação das correntes elétricas, mesmo quando há a presença substâncias como o álcool”, afirmou o cientista ao site Phys.org. Para os pesquisadores, esse é o primeiro passo para criar um futuro em que as pessoas não fumem e dirijam.

O consumo de maconha medicinal ou recreativo da maconha é permitido em nove estados americanos além da capital Washington, como Califórnia, Nevada e Colorado.

Nestas quatro regiões, aliás, segundo dados do Instituto de Segurança Viária das Seguradoras dos Estados Unidos (IIHS), o número de acidentes de trânsito desde a legalização da droga aumentou 6% entre janeiro e 2012 e outubro de 2017.

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcelo disse:

    Reiosse, lascosse…

  2. Nica disse:

    Lei seca? Agora é a lei maresia kkkkk

  3. Delano disse:

    Kkkkkkk. Fudeu meio mundo.

Cientistas criam teste sanguíneo que prevê o risco de morte; apesar de assustador, pode ser útil para entender doenças e mudar hábitos antes que seja tarde

“Você tem grande risco de morrer daqui a 10 anos”: a frase parece até uma previsão de uma cartomante. Mas, não se engane — do ponto de vista da ciência, saber o risco de morte pode ser bem útil para entender doenças e mudar hábitos de vida antes que seja tarde. Em um novo estudo, cientistas alemães criaram um método inédito para estimar esse risco, que funciona por meio de um teste sanguíneo.

Os resultados do trabalhp foram publicados na Revista Nature pelos pesquisadores do Max Planck Institute, que analisaram 14 biomarcadores — que são indicadores de algum estado de doença. Desse modo, foi possível prever o risco de morte de 44 mil pessoas para os próximos dez anos.

Os participantes tinham idades entre os 18 até os 109 anos e viviam em diferentes países europeus. Eles foram acompanhados ao longo de 3 a 17 anos — tempo no qual aconteceram 5,5 mil mortes.

Ao longo dos anos, os pesquisadores passaram a estudar quais biomarcadores sanguíneos estavam ligados ao maior risco de morte. Entre as substâncias analisadas estavam vários aminoácidos (componentes que formam proteínas), nível de colesterol bom e ruim, ácido graxo e inflamação.

Segundo a bióloga Eline Slagboom, estudos da área podem ajudar a determinar a chamada idade biológica. “A idade do calendário não diz muito sobre o estado geral da saúde de idosos: um velho de 70 anos pode ser saudável, enquanto outro pode estar sofrendo com doenças”, afirmou Slagboom, em comunicado.

As previsões feitas por meio da coleta de sangue estavam mais corretas do que as que são feitas com técnicas mais convencionais, como somente medir pressão arterial e colesterol. Os pesquisadores, no entanto, alertam para o fato da necessidade de continuar o estudo, ainda mais porque só foi analisado um grupo étnico e ainda fica difícil aplicar os resultados a indivíduos específicos em situações diárias.

Galileu

 

FOTOS: Cientistas desenvolvem traje robótico que ajuda a correr e caminhar

Versátil, o traje robótico apresentou bons resultados tanto na esteira, quanto em ambientes externos Foto: Wyss Institute at Harvard University

Uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard (EUA), Nebraska (EUA) e Chung-Ang (Coréia do Sul) desenvolveu um traje robótico que pode ajudar pessoas em reabilitação a correr e andar . A novidade foi anunciada na edição desta sexta-feira da revista “Science”. Até hoje, cientistas só haviam conseguido fabricar vestes que auxiliavam a caminhar ou trotar, mas nenhum equipamento jamais conseguiu as duas coisas de maneira eficiente.

Era muito difícil conciliar as duas atividades em um mesmo aparelho porque elas têm biomecânica fundamentalmente diferentes. A única coisa em comum é a extensão da articulação do quadril, que começa quando os pés tocam o chão e requer energia para levar o corpo adiante. O novo traje ajuda especificamente este movimento. Feito de componentes têxteis, a veste de cerca de 5 quilos é usada na cintura e nas coxas. Além disso, um pequeno sistema nas costas carrega um algorítimo que consegue identificar se o usuário está andando ou correndo.

Após testes realizados em esteiras, a equipe de pesquisadores demonstrou que o traje robótico reduz os custos metabólicos de andar em 9,3% e de correr em 4%.

Detalhes sobre o funcionamento do traje robótico que auxilia caminhada e corrida Foto: Science Magazine

“Nós estamos empolgados em ver que o aparelho também teve boa performance em subidas, em diferentes velocidades e durante testes em ambientes abertos, o que mostrou a versatilidade do sistema”, afirmou Conor Walsh, líder do projeto, a uma publicação da universidade de Harvard. “Embora as reduções metabólicas encontradas sejam modestas, nosso estudo mostra que é possível ter um equipamento robótico portátil para mais de uma atividade, ajudando a pavimentar o caminho para que esse tipo de tecnologia se torne comum na vida das pessoas”.

O traje foi desenvolvido para a Agência de Projetos de Pesquisa Avançadas em Defesa (DARPA, em inglês) e é o ápice de anos de pesquisa e de otimização de outros equipamentos desenvolvidos pela equipe. Uma versão anterior para as articulações do quadril e do tornozelo já havia sido fabricada, e uma versão médica do traje, focada em sobreviventes de acidentes vasculares cerebrais já está disponível nas lojas americanas e europeias.

O Globo