ETs e OVNIs seriam cientistas que viajaram no tempo e vieram do futuro, sugere professor em livro

Em livro, professor de biologia antropológica traz olhar científico para a teoria que diz que os Extraterrestres podem ser humanos do futuro, que visitam nosso tempo para realizar estudos. Foto: Reprodução

E se os extraterrestres que nos visitam em discos voadores não são de fora da Terra? E se eles forem humanos, viajantes no tempo, e suas naves sejam máquinas temporais? Certamente essa ideia não é nova, mas o professor de biologia antropológica Michael Masters decidiu dar um olhar científico para essa hipótese.

Em seu livro “Identified Flying Objects” (Objetos Voadores Identificados, em inglês), Masters propõe um olhar mais cuidadoso nas mudanças evolutivas de longo prazo na biologia, cultura e tecnologia humanas, no que se refere à questão dos “OVNIs” e “Extraterrestres”.

“Sabemos que estamos aqui. Sabemos que os seres humanos existem. Sabemos que tivemos uma longa história evolutiva neste planeta. E sabemos que nossa tecnologia será mais avançada no futuro”, afirma o pesquisador, em entrevista ao site Space.com. “Eu acho que a explicação mais simples, por natureza, é que somos nós [OVNIs]”, completa.

Masters baseia sua ideia em sua experiência em antropologia. “Como antropólogo, trabalhei em inúmeras escavações arqueológicas na África, França e nos Estados Unidos. É fácil conceber quanto mais poderia ser aprendido sobre nossa própria história evolutiva, se atualmente possuímos a tecnologia para visitar o passado”, afirma em seu site oficial.

Até as supostas abduções pelos alienígenas o pesquisador coloca na conta dos viajantes do tempo. “Os alegados relatos de sequestro são principalmente de natureza científica”, disse Masters. “Provavelmente são futuros antropólogos, historiadores, linguistas que estão voltando para obter informações de uma maneira que atualmente não podemos sem acesso a essa tecnologia”.

O livro do antropólogo vai além: cientistas do futuro não seriam os únicos seres humanos a nos visitar. Masters acredita que as viagens no tempo também podem ser uma grande indústria turística no futuro. “Sem dúvida, no futuro, existem aqueles que pagarão muito dinheiro para ter a oportunidade de voltar e observar seu período favorito na história”.

Olhar Digital, via Futurism

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nono Correia disse:

    Quero ficar doidão assim nesse fds!

  2. Filho de Bolsonaro disse:

    TEUC*

  3. Rafael disse:

    Erva da boa !!! Kkkkkkkkk

  4. Бруно disse:

    O interior do planeta Terra é repleto de túneis, existes várias cidades intraterrenas, quando o eixo da Terra sofrer a catastrófica inclinação, seremos resgatados, passaremos um longo período no interior do planeta sendo instruídos por nossos irmãos intraterrenos super evoluídos mental e espiritualmente. Após o cataclisma, quando tudo aqui em cima se estabilizar, voltaremos para nosso lar, será uma nova Terra, uma nova atmosfera, o planeta estará geologicamente modificado. Estas informações a ciência e a religião não vai compartilhar com você, mas saiba, não estamos sozinhos, a humanidade caminha para uma nova Era de paz e luz, o planeta e a humanidade passará por momentos difíceis, prepare sua consciência para o mundo espiritual e para o mundo intraterrenos, quem tiver medo ficará em estado de sono, aqueles que conseguirem aceitar a nova realidade vai adquirir muito conhecimento, conhecimento que será fundamental para o momento em que retornarmos.

MÉTODO COM “ENORME POTENCIAL”: Cientistas descobrem célula que poderá tratar todos os tipos de câncer

Uma equipe de cientistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, desenvolveu um método em laboratório que destrói o câncer de próstata, mama, pulmão e outros tipos.

Os achados, divulgados na publicação científica Nature Immunology, ainda não foram testados em pacientes, mas têm um “enorme potencial”, afirmam os pesquisadores.

Para especialistas que não participaram da pesquisa, ainda que o trabalho esteja num estágio inicial, ele é bastante promissor.

O que eles descobriram?

Nosso sistema imunológico é a defesa natural do corpo contra infecções, mas ele também ataca células cancerosas.

A equipe da Universidade de Cardiff estava em busca de maneiras novas e “não convencionais” de fazer com que o sistema imunológico atacasse naturalmente tumores.

Eles encontraram uma célula-T (ou linfócito T) com um novo tipo de “receptor” que identifica e ataca células cancerosas, ignorando as saudáveis.

A diferença nesta célula imunológica é que ela pode escanear o corpo em busca de ameaças que devem ser eliminadas e atacar uma ampla variedade de cânceres.

“Há uma possibilidade de que ele possa tratar todos os pacientes”, afirmou o professor Andrew Sewell à BBC. “Antes ninguém acreditava que isso fosse possível.”

Como ela funciona?

As células T têm “receptores” na superfície que permitem a elas “enxergar” em um nível químico.

Os pesquisadores da Universidade de Cardiff descobriram que a célula T e seu receptor podem encontrar e destruir uma gama de células cancerosas no pulmão, na pele, no sangue, no cólon, na mama, nos ossos, na próstata, no ovário, no rim e na coluna cervical.

E fazem isso deixando intocados os tecidos “normais”.

O modo exato como que isso acontece ainda está sendo pesquisado.

Esse receptor da célula T em particular interage com uma molécula chamada MR1, presente na superfície de todas as células do corpo humano.

Acredita-se que a MR1 seja a responsável por sinalizar ao sistema imunológico o metabolismo disfuncional em curso dentro de uma célula cancerosa.

“Somos os primeiros a descrever a célula T que encontra o MR1 nas células cancerosas — isso não tinha sido feito antes, foi a primeira vez”, disse à BBC o pesquisador Garry Dolton.

Por que essa descoberta é relevante?

Terapias com células T já existem e o desenvolvimento de imunoterapias contra o câncer tem sido um dos avanços mais empolgantes nesse campo.

O mais famoso exemplo é o chamado CAR-T, uma droga viva produzida por meio de engenharia genética em células T para procurarem e destruírem o câncer.

O CAR-T pode trazer resultados incríveis que levam alguns pacientes do estágio de doença terminal para a completa remissão.

Essa abordagem é, no entanto, extremamente específica e funciona com apenas um número limitado de cânceres onde há um alvo claro para treinar a “mira” das células T.

E também enfrenta dificuldades em combater “cânceres sólidos” — aqueles que formam tumores em vez de sangue canceroso como a leucemia.

Já os pesquisadores da Universidade de Cardiff afirmam que o receptor da célula T pode levar a um tratamento de câncer “universal”.

Mas como isso funciona na prática?

A ideia é extrair uma amostra de sangue do paciente em tratamento contra o câncer.

As células T seriam extraídas e modificadas geneticamente a fim de reprogramá-las para constituir o receptor que encontra o câncer.

Essas células aperfeiçoadas seriam cultivadas em largas quantidades em laboratório e depois reinseridas no paciente. É o mesmo processo usado na terapia CAR-T.

No entanto, essa pesquisa da Universidade de Cardiff foi testada apenas em animais e células em laboratório, e testes em humanos demandam mais etapas de segurança.

O que dizem outros especialistas?

Lucia Mori e Gennaro De Libero, da Universidade de Basileia, na Suíça, afirmam que essa pesquisa tem um “enorme potencial”, mas ainda é cedo para afirmar que ela poderia funcionar para todos os tipos de câncer.

“Estamos muito empolgados com as funções imunológicas dessa nova população de células T e o uso potencial do receptor na terapia de células tumorais”, dizem.

Daniel Davis, professor de imunologia da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirmou que “por ora, ainda é uma pesquisa em estágio bastante inicial e nem perto de se tornar um tratamento real para pacientes”.

“Mas não há dúvidas de que é uma descoberta bastante empolgante, tanto para o avanço do nosso conhecimento sobre o sistema imunológico quanto para o desenvolvimento de novos tratamentos.”

BBC

Cientistas criam ‘cimento vivo’ que se reproduz e limpa o ar

Seja no Antigo Egito ou no Império Romano, ele estava lá, sendo usado por construtores para dar rigidez e durabilidade às suas obras. Nesse período de milênios, foram inúmeros os materiais usados na composição do cimento, mas nada comparado à proposta de uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado, em Boulder. Em estudo publicado esta semana na revista Matter, eles apresentam um método que combina areia com bactérias para criar um material vivo, capaz de suportar cargas estruturais e oferecer funções biológicas.

Desde o século passado, o cimento se mantém praticamente o mesmo, composto por calcário, argila e alguns aditivos. Wil Srubar, diretor do Laboratório de Materiais Vivos em Colorado, Boulder, propõe a mistura de areia, um hidrogel especial e cianobactérias (que obtém sua energia pela fotossíntese). O hidrogel mantém a umidade e os nutrientes necessários para a manutenção da vida das cianobactérias — uma espécie do gênero Synechococcus foi a escolhida —, que se proliferam e mineralizam, num processo similar ao que acontece na formação de conchas. Após a secagem, o material resultante é tão resistente quanto o cimento.

— Nós usamos a cianobactéria fotossintética para biomineralizar a estrutura, então ela é realmente verde. Parece um material Frankenstein — afirmou Srubar, líder do estudo. — Isso é exatamente o que estávamos tentando criar, algo que se mantém vivo.

E por se manter vivo, o material é capaz de se reproduzir. Um tijolo, por exemplo, pode se multiplicar apenas com a adição de areia, hidrogel e nutrientes. No laboratório, Srubar e sua equipe demonstraram que a partir de um tijolo é possível criar oito tijolos, após três gerações. Caso a tecnologia seja adotada em escala, isso representaria uma mudança significativa na produção de materiais de construção.

O concreto é o segundo material mais consumido no planeta, atrás apenas da água. Apenas a produção de cimento, usado na composição do concreto, responde por 6% das emissões de carbono, fora as emissões no processo de cura do concreto. O cimento vivo desenvolvido por Srubar e seus colegas não tem essa pegada durante a produção e, como um bônus, remove poluentes da atmosfera durante a cura, pela fotossíntese das bactérias.

— Sabemos que as bactérias se proliferam em taxa exponencial — afirmou Srubar. — Isso é diferente de, como dizemos, imprimir em 3D um bloco ou moldar um tijolo. Se pudermos cultivar nossos materiais biologicamente, podemos fabricar em escala exponencial.

Mas o processo não é tão simples como parece. O cimento precisa secar completamente para fornecer sua capacidade estrutural máxima, mas, ao mesmo tempo, a secagem estressa as bactérias. Para manter a função estrutural e garantir a sobrevivência dos microrganismos, a umidade relativa e as condições de armazenamento são críticas. Controlando a umidade e a temperatura, os cientistas mostraram ser possível controlar quando as bactérias devem crescer e quando devem se manter dormentes.

Por isso, a equipe de Srubar se debruça no desenvolvimento de micróbios que sejam mais resistentes ao processo de secagem, para que o cimento vivo possa ser usado em regiões áridas, o que não é possível com as cianobactérias usadas no experimento. Em pesquisas futuras, Srubar prevê que será possível acrescentar microrganismos para dar aos materiais de construção outras características, como a capacidade de autorregeneração ou a resposta a toxinas no ar.

— Esta é uma plataforma que prepara terreno para novos materiais que podem ser projetados para interagir e responder ao ambiente — disse Srubar. — Nós estamos apenas tentando dar vida aos materiais de construção, e eu acho que esse é o segredo para tudo. Estamos apenas arranhando a superfície e criando as fundações de uma nova disciplina. O céu é o limite.

O uso do material é pensado até mesmo para a exploração espacial. Uma das barreiras para a construção de colônias em outros planetas é o custoso transporte de materiais. Com a tecnologia de materiais vivos, os astronautas poderiam carregar apenas culturas de bactérias para converter ingredientes locais em estruturas rígidas.

— Vai acontecer de uma maneira ou de outra, e não vamos carregar sacos de cimento até Marte. Eu realmente acho que levaremos a biologia conosco — comentou Srubar.

As possibilidades são inúmeras. Srubar imagina um futuro no qual fornecedores enviarão aos clientes pequenos sacos com ingredientes para a produção de materiais vivos. No local, os construtores irão apenas adicionar água para dar início às obras.

— A natureza já descobriu como fazer muitas coisas de forma inteligente e eficiente — concluiu Srubar. — Apenas precisamos prestar mais atenção.

Época Negócios

Cientistas determinam o tipo de estrela mais amigável à vida

Foto: Olhar Digital/Reprodução

Durante a busca por planetas fora do Sistema Solar, os exoplanetas, um fator importante ao caracterizar sua natureza é a habitabilidade. Toda estrela tem ao seu redor uma “zona habitável”, uma área do espaço onde o nível de radiação emitido pela estrela permitiria a existência de água em estado líquido. Isso não é garantia de que um planeta nessa zona é habitável: no Sistema Solar Vênus, Terra e Marte estão dentro desta área, mas apenas nosso planeta contém, até onde sabemos, vida.

Mas a distância de um planeta até sua estrela é apenas um dos fatores, pois as estrelas têm características próprias. Anãs vermelhas, por exemplo, são mais comuns que nosso Sol (uma estrela tipo G), mas costumam castigar os planetas ao redor com intensas tempestades solares e radiação, o que reduz as chances de formas de vida como as conhecemos.

Analisando as emissões de Raios-X e Ultravioleta de diversas estrelas ao longo dos últimos 30 anos, pesquisadores da Universidade Villanova, na Pensilvânia (EUA) determinaram o tipo de estrela mais “amigável” à vida. São as estrelas tipo K.

Vários fatores tornam estas as “estrelas perfeitas”. Um deles é que são muito comuns: há cerca de 100 mil delas em um raio de 100 anos-luz ao nosso redor. Outro é sua longevidade: elas têm uma vida estimada entre 28 e 80 bilhões de anos, contra os cerca de 10 bilhões de anos de nosso sol. Ou seja, há muito mais tempo para que a vida se desenvolva.

“As estrelas anãs do tipo K estão no ‘ponto ideal’, com propriedades intermediárias entre as estrelas do tipo solar (tipo G), mais raras e luminosas, mas com vida mais curta e as mais numerosas anãs vermelhas (tipo M)”, explicou o astrônomo e astrofísico Edward Guinan, da Universidade Villanova.

Entre os muitos exoplanetas já identificados, vários orbitam estrelas tipo K, entre eles Kepler-422b, um planeta rochoso com cerca do dobro da massa da Terra que está na zona habitável de sua estrela.

Curiosamente, outro exoplaneta em condições semelhantes é 40 Eridani A, orbitando a estrela 40 Eridani, a cerca de 17 anos-luz daqui. Na ficção científica esta estrela é apontada como sendo o Sol de Vulcano, planeta natal de Spock em Star Trek.

Olhar Digital, via Science Alert

Cientistas criam tomates super-resistentes para cultivo em áreas urbanas ou até no espaço

Foto: Divulgação / Laboratório Lippman / CSHL

Um grupo de cientistas conseguiu, com três mutações genéticas, produzir mudas de tomatessuper-resistentes que podem ser plantadas em ambientes hostis, como áreas urbanas (no alto de um prédio, por exemplo) ou até no espaço.

O trabalho foi liderado por Zach Lippman, professor do Laboratório Cold Spring Harbor e pesquisador do HHMI, nos Estados Unidos, cujo objetivo era criar uma variedade mais ampla de cultura para o cultivo em locais não adequados para o crescimento de plantas.

Essas novas plantas de tomate modificadas geneticamente não se parecem com as longas videiras comumentes encontradas em campos agrícolas.

A característica mais notável é a fruta compacta e agrupada. Assemelham-se a um buquê cujas rosas foram substituídas por tomates cereja maduros. Eles também amadurecem rapidamente, produzindo frutas prontas para a colheita em menos de 40 dias.

— Eles têm uma ótima forma e tamanho pequeno, têm bom gosto, mas é claro que tudo depende da preferência pessoal — disse Lippman. — Isso demonstra como podemos produzir culturas de novas maneiras, sem ter que prejudicar tanto a terra ou adicionar fertilizante excessivo que escorre nos rios e córregos. Aqui está uma abordagem complementar para ajudar a alimentar as pessoas, localmente, e com uma pegada de carbono reduzida.

Isso é uma boa notícia para qualquer pessoa preocupada com as mudanças climáticas. No início deste ano, o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alertou que mais de 500 milhões de pessoas estão vivendo em terras já degradadas pelo desmatamento, mudanças nos padrões climáticos e uso excessivo de terras agrícolas viáveis.

Ao transferir parte do fardo do cultivo das culturas do mundo para áreas urbanas e outras, há esperança de que a má administração desesperada da terra diminua.

Os sistemas agrícolas urbanos geralmente exigem plantas compactas que podem ser encaixadas ou empilhadas em espaços apertados, como na agricultura em camadas em armazéns ou em contêineres de armazenamento convertidos.

Para compensar o rendimento das culturas limitadas pelo espaço física, as fazendas urbanas podem operar o ano todo em condições de clima controlado. É por isso que é benéfico usar plantas que possam ser cultivadas e colhidas rapidamente. Mais colheitas por ano resultam em mais alimentos, mesmo que o espaço usado seja muito pequeno.

Lippman e seus colegas criaram os novos tomates modificando dois genes que fizeram a planta parasse de crescer mais cedo e, por outro lado, desse flores e frutos mais cedo. No entanto, os pesquisadores sabiam que as modificações influenciariam o sabor dos tomates.

A equipe de Lippman descobriu ainda outro gene que controla o comprimento das hastes. A mutação deste, em combinação com as outras duas, criaram caules mais curtos e plantas extremamente compactas.

Lippman está refinando essa técnica, publicada na última edição da Nature Biotechnology , e espera que outros sejam inspirados a experimentá-la em outras culturas frutíferas, como o kiwi. Ao reduzir as colheitas, Lippman acredita que a agricultura pode alcançar novos patamares.

— Posso dizer que os cientistas da NASA manifestaram algum interesse em nossos novos tomates —, disse ele.

O Globo

Notificações podem causar a mesma dependência que algumas drogas, afirmam cientistas

Foto: The Brief

Estudos apontam que tocamos nossos celulares pelo menos 2.600 vezes por dia. Grande parte desses acessos ao aparelho acontecem por causa das notificações, que possuem mecanismos psicológicos e fisiológicos capazes de estimular nosso cérebro da mesma maneira que uma substância viciante faria. Seríamos viciados em notificações?

Para responder isso podemos voltar ao século passado e relembrar a Teoria de Pavlov, de 1901. Nela, é trabalhada a “lei dos reflexos condicionados”, supondo que um estímulo é capaz de desencadear uma resposta que, em princípio, não tem nada a ver com isso. Assim, o condicionamento ocorre no momento entre a associação de algum estímulo com uma recompensa, seja ela boa ou ruim.

Nos dias de hoje, a Teoria de Pavlov pode ser aplicada na mecânica das notificações, já que seu estímulo nos desperta a resposta instintiva de olhar para o celular. Isso ocorre pois os sons e ícones das notificações agem como estímulos condicionados, induzido sentimentos ligados a uma interação que produz uma “recompensa” para nossos cérebros.

Essa recompensa vem em forma de dopamina, um neurotransmissor que desempenha um papel fundamental em nosso comportamento. Ele é ativado quando comemos algo agradável, vivemos algo satisfatório e também pelo uso de algumas drogas – que pode resultar no vício. Seu papel é ativar o sistema de recompensas para que repitamos um comportamento, em princípio, benéfico para nós. No telefone, esse efeito foi comprovado várias vezes com os usuários, como mostra este estudo, realizado pela faculdade de psicologia da Universidade de Bergen.

Portanto, receber inúmeras notificações indicando que sua foto foi curtida ou receber uma mensagem de alguém libera a dopamina, o que dá prazer e resulta em sensações “calmantes”. Por outro lado, a falta de novas mensagens ou de avisos pode trazer o efeito contrário, causando respostas negativas como a ansiedade ou outros sentimentos ruins pela queda do neurotransmissor. Quando a notificação não nos produz nada, ocorre a indiferença.

Esses estímulos também são provocados pelas interações e usabilidades dos dispositivos, que pertencem a um nível muito mais alto que o fisiológico: etológico ou comportamento. Para a pesquisadora de design do Twitter, Ximena Vengoechea, uma “boa” notificação usa dois mecanismos: um interno e outro externo, que ocorrem em perfeita sintonia.

Assim, enquanto o mecanismo interno seria emocional; o externo forneceria informações sobre o que fazer e juntos, acionam o sistema de recompensas com intensidades diferentes. Para a pesquisadora, uma combinação perfeita entre eles é o que faz uma notificação prender o usuário, sincronizando necessidade, curiosidade e atratividade. É o que os aplicativos fazem quando envolvem as interações sociais com vários estímulos visuais, gamificações e outras ações que transformam as reações aos estímulos em um hábito.

Olhar Digital, via Xataka

Cientistas querem fotos do seu cocô – para ajudar pessoas “enfezadas”

Foto: (ivan101/iStock)

Talvez isso já tenha acontecido com você: um médico pediu foto das suas fezes. Pode parecer estranho na hora, mas pela cor, textura e formato das fezes os especialistas conseguem deduzir várias coisas sobre a saúde de alguém.

O cocô pode se dividir em sete categorias de acordo com sua consistência, identificadas na escala de fezes de Bristol, que podem informar você e seu médico se você está constipado, sem fibra, tendo um caso sério na hora da liberação, ou em algum lugar intermediário desse espectro.

Surfando nessa onda é que as empresas de saúde Seed e Augi, juntamente com o MIT, estão trabalhando para montar o primeiro banco de dados com imagens de cocô do mundo – que contará com pelo menos 100 mil fotos. E para que vai servir este peculiar objeto de estudo? Para ajudar milhares de pessoas que sofrem na hora de “liberar”.

Os pesquisadores começaram a reunir as fotos por meio de uma campanha chamada “Give a Shit”, ou “Se Importe”, um trocadilho com a expressão “don’t give a shit”, que significa “não se importar” em inglês.

Primeiro, uma equipe de médicos vai examinar cuidadosamente todas as imagens recebidas. Sim, sete gastroenterologistas farão isso, examinando as fezes de desconhecidos com olhar clínico. As informações fornecidas pelos médicos sobre seu cocô, então, ajudarão a treinar uma inteligência artificial. A ideia é que o algoritmo consiga virar craque em detectar problemas de intestino, e alcance um diagnóstico tão preciso quanto o dos médicos analisando as imagens.

Segundo os responsáveis pela ideia, o ato de oferecer as fezes para a ciência pode ajudar potencialmente 1 em cada 5 pessoas nos Estados Unidos que têm condições intestinais crônicas – como a Síndrome do Intestino Irritável. No Brasil, quase 30% da população tem prisão de ventre. O objetivo dos pesquisadores é justamente facilitar o diagnóstico desse casos: um paciente “enfezado” não precisará mais ir ao médico só para saber o estado do seu cocô.

Usando as fotos enviadas, o grupo pretende criar um modelo que que possa usar a visão computacional para classificar automaticamente diferentes tipos de fezes, principalmente aquelas características de pessoas com problemas crônicos no intestino. Outro objetivo da campanha também é tornar o banco de dados com fotos de cocô uma ferramenta aberta para pesquisadores acadêmicos.

Para participar da campanha – e ter a foto do seu cocô gentilmente doada à ciência – é simples: basta acessar seed.com/poop no seu celular. Sabiamente, a marca concluiu que levar o laptop para o banheiro é estranho, então a página só permite que você envie uma foto usando o smartphone. Depois, é só e clicar no grande botão roxo que diz “#GIVEaSHIT”. Você será solicitado a inserir seu endereço de e-mail e informar se a sua rotina de defecagem acontece de manhã, a tarde ou a noite. Aí, se você já tiver “liberado”, é só fazer upload de sua foto; senão, dá para pedir que o site envie um lembrete por e-mail, de acordo com a sua rotina.

Para aqueles que gostaram da ideia mas estão receosos em expor seus retratos fecais, vale um adendo: depois de enviar sua foto para o banco de dados, a imagem é separada dos metadados (como seu endereço de e-mail e outras informações potencialmente identificáveis). Assim, sua participação segue anônima pelo resto do processo.

A ciência, e os enfezados, claro, agradecem.

Super Interessante

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giba disse:

    Pronto…comece pela a do Bozo, pra ver o grau de inteligência dele também, kkkk

    • joaozinho disse:

      Petista detectado. Intolerancia é uma caracteristica de extrema esquerda, como da extrema direita. Nao é a toa que a Uniao Europeia associou a responsabilidade dos pares nazismo e comunismo nos crimes contra humanidade.

Cientistas descobrem água pela primeira vez em planeta extrassolar habitável

Foto: M. KORNMESSER / AFP

Água foi descoberta pela primeira vez na atmosfera de um planeta extrassolar, ou seja que orbita uma estrela que não nosso Sol, com temperaturas semelhantes as da Terra que poderiam sustentar a vida como a conhecemos, segundo anunciaram cientistas na quarta-feira.

Duas vezes maior que a Terra e com oito vezes a sua massa, o K2-18b orbita na “zona habitável” de sua estrela à distância — nem muito longe nem muito perto — onde a água pode existir em forma líquida, disseram os cientistas à revista Nature Astronomy .

— Este planeta é o melhor candidato que temos fora do nosso sistema solar [na busca por sinais de vida] — disse a astrônoma da University College London e co-autora do estudo, Giovanna Tinetti. — Não podemos afirmar que haja oceanos na superfície, mas é uma possibilidade real.

Dos mais de 4.000 exoplanetas detectados até o momento, este é o primeiro conhecido a combinar uma superfície rochosa e uma atmosfera com água. A maioria dos exoplanetas com atmosferas são bolas gigantes de gás, e os poucos planetas rochosos parecem não ter atmosfera. Mesmo se tivessem, a maioria dos planetas semelhantes à Terra está muito longe de suas estrelas para ter água líquida ou tão próximo que a água teria evaporado.

Descoberto em 2015, o K2-18b é uma das centenas de chamadas “super-Terras” — planetas com até dez vezes a massa da nossa — detectada pela sonda Kepler da NASA. Espera-se que missões espaciais futuras detectem mais centenas nas próximas décadas.

Condições

— Encontrar água em um mundo potencialmente habitável que não seja a Terra é incrivelmente emocionante — disse o principal autor da pesquisa, Angelos Tsiaras, também da UCL.

Trabalhando com dados espectroscópicos (que medem a interação entre a radiação eletromagnética e a matéria) capturados em 2016 e 2017 pelo Telescópio Espacial Hubble, Tsiaras e sua equipe usaram algoritmos de código aberto para analisar a luz das estrelas filtrada na atmosfera do K2-18b. Eles encontraram a assinatura inconfundível de vapor de água.

Exatamente quanta água ainda é incerto, mas os modelos por computador sugerem concentrações entre 0,1% e 50%. Em comparação, a porcentagem de vapor de água na atmosfera da Terra varia entre 0,2% acima dos pólos e até 4% nos trópicos.

Também havia evidências de hidrogênio e hélio. Nitrogênio e metano também podem estar presentes, mas com a tecnologia atual não é possível detectar, disse o estudo.

Mais pesquisas serão capazes de determinar a extensão da cobertura de nuvens e a porcentagem de água na atmosfera.

A água é crucial na busca pela vida, em parte porque transporta oxigênio.

— A vida como conhecemos é baseada na água—, disse Tinetti.

Busca

K2-18b orbita uma estrela anã vermelha a cerca de 110 anos-luz de distância — um milhão de bilhões de quilômetros — na constelação de Leão da Via Láctea, e provavelmente é bombardeado por radiação mais destrutiva que a Terra.

— É provável que esta seja a primeira de muitas descobertas de planetas potencialmente habitáveis— disse o astrônomo da UCL Ingo Waldmann, também co-autor do estudo.

Segundo ele, isso não é apenas porque super-Terras como K2-18b são os planetas mais comuns em nossa galáxia, mas também porque anãs vermelhas — estrelas menores que o nosso Sol — são as estrelas mais comuns.

A nova geração de instrumentos de observação espacial, liderados pelo Telescópio Espacial James Webb e pela missão Ariel, da Agência Espacial Européia, será capaz de descrever as atmosferas de exoplanetas com muito mais detalhes.

Ariel, prevista para um lançamento em 2028, exibirá cerca de 1.000 planetas, uma amostra grande o suficiente para procurar padrões e identificar discrepâncias.

— Mais de 4.000 exoplanetas foram detectados, mas não sabemos muito sobre sua composição e natureza — disse Tinetti. — Observando uma grande amostra de planetas, esperamos revelar segredos sobre sua química, formação e evolução.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. hein? cuma? disse:

    Diz uma coisa… só eu que noto o desespero da comunidade científica em encontrar, a todo custo, uma "segunda terra"? Tem caroço nesse angu!

Cientistas criam bafômetro capaz de identificar uso de maconha

(OpenRangeStock/Thinkstock)

Cientistas americanos desenvolveram um bafômetro capaz de identificar o consumo maconha. O dispositivo, que ainda é um protótipo e não tem previsão para ser utilizado nas ruas, foi produzido por uma equipe do departamento de química da Escola de Engenharia de Swanson, nos Estados Unidos.

O funcionamento do aparelho se dá pela medição da quantidade de tetrahidrocanabinol (THC), psicoativo da maconha, na respiração de quem bafora o aparelho. De acordo com Sean Hwang, autor do estudo, o desenvolvimento do dispositivo só foi possível graças a um novo semicondutor de nanotubo de carbono, tecnologia considerada promissora no meio científico.

“Ensinamos o bafômetro a reconhecer a presença do THC com base no tempo de recuperação das correntes elétricas, mesmo quando há a presença substâncias como o álcool”, afirmou o cientista ao site Phys.org. Para os pesquisadores, esse é o primeiro passo para criar um futuro em que as pessoas não fumem e dirijam.

O consumo de maconha medicinal ou recreativo da maconha é permitido em nove estados americanos além da capital Washington, como Califórnia, Nevada e Colorado.

Nestas quatro regiões, aliás, segundo dados do Instituto de Segurança Viária das Seguradoras dos Estados Unidos (IIHS), o número de acidentes de trânsito desde a legalização da droga aumentou 6% entre janeiro e 2012 e outubro de 2017.

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcelo disse:

    Reiosse, lascosse…

  2. Nica disse:

    Lei seca? Agora é a lei maresia kkkkk

  3. Delano disse:

    Kkkkkkk. Fudeu meio mundo.

Cientistas criam teste sanguíneo que prevê o risco de morte; apesar de assustador, pode ser útil para entender doenças e mudar hábitos antes que seja tarde

“Você tem grande risco de morrer daqui a 10 anos”: a frase parece até uma previsão de uma cartomante. Mas, não se engane — do ponto de vista da ciência, saber o risco de morte pode ser bem útil para entender doenças e mudar hábitos de vida antes que seja tarde. Em um novo estudo, cientistas alemães criaram um método inédito para estimar esse risco, que funciona por meio de um teste sanguíneo.

Os resultados do trabalhp foram publicados na Revista Nature pelos pesquisadores do Max Planck Institute, que analisaram 14 biomarcadores — que são indicadores de algum estado de doença. Desse modo, foi possível prever o risco de morte de 44 mil pessoas para os próximos dez anos.

Os participantes tinham idades entre os 18 até os 109 anos e viviam em diferentes países europeus. Eles foram acompanhados ao longo de 3 a 17 anos — tempo no qual aconteceram 5,5 mil mortes.

Ao longo dos anos, os pesquisadores passaram a estudar quais biomarcadores sanguíneos estavam ligados ao maior risco de morte. Entre as substâncias analisadas estavam vários aminoácidos (componentes que formam proteínas), nível de colesterol bom e ruim, ácido graxo e inflamação.

Segundo a bióloga Eline Slagboom, estudos da área podem ajudar a determinar a chamada idade biológica. “A idade do calendário não diz muito sobre o estado geral da saúde de idosos: um velho de 70 anos pode ser saudável, enquanto outro pode estar sofrendo com doenças”, afirmou Slagboom, em comunicado.

As previsões feitas por meio da coleta de sangue estavam mais corretas do que as que são feitas com técnicas mais convencionais, como somente medir pressão arterial e colesterol. Os pesquisadores, no entanto, alertam para o fato da necessidade de continuar o estudo, ainda mais porque só foi analisado um grupo étnico e ainda fica difícil aplicar os resultados a indivíduos específicos em situações diárias.

Galileu

 

FOTOS: Cientistas desenvolvem traje robótico que ajuda a correr e caminhar

Versátil, o traje robótico apresentou bons resultados tanto na esteira, quanto em ambientes externos Foto: Wyss Institute at Harvard University

Uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard (EUA), Nebraska (EUA) e Chung-Ang (Coréia do Sul) desenvolveu um traje robótico que pode ajudar pessoas em reabilitação a correr e andar . A novidade foi anunciada na edição desta sexta-feira da revista “Science”. Até hoje, cientistas só haviam conseguido fabricar vestes que auxiliavam a caminhar ou trotar, mas nenhum equipamento jamais conseguiu as duas coisas de maneira eficiente.

Era muito difícil conciliar as duas atividades em um mesmo aparelho porque elas têm biomecânica fundamentalmente diferentes. A única coisa em comum é a extensão da articulação do quadril, que começa quando os pés tocam o chão e requer energia para levar o corpo adiante. O novo traje ajuda especificamente este movimento. Feito de componentes têxteis, a veste de cerca de 5 quilos é usada na cintura e nas coxas. Além disso, um pequeno sistema nas costas carrega um algorítimo que consegue identificar se o usuário está andando ou correndo.

Após testes realizados em esteiras, a equipe de pesquisadores demonstrou que o traje robótico reduz os custos metabólicos de andar em 9,3% e de correr em 4%.

Detalhes sobre o funcionamento do traje robótico que auxilia caminhada e corrida Foto: Science Magazine

“Nós estamos empolgados em ver que o aparelho também teve boa performance em subidas, em diferentes velocidades e durante testes em ambientes abertos, o que mostrou a versatilidade do sistema”, afirmou Conor Walsh, líder do projeto, a uma publicação da universidade de Harvard. “Embora as reduções metabólicas encontradas sejam modestas, nosso estudo mostra que é possível ter um equipamento robótico portátil para mais de uma atividade, ajudando a pavimentar o caminho para que esse tipo de tecnologia se torne comum na vida das pessoas”.

O traje foi desenvolvido para a Agência de Projetos de Pesquisa Avançadas em Defesa (DARPA, em inglês) e é o ápice de anos de pesquisa e de otimização de outros equipamentos desenvolvidos pela equipe. Uma versão anterior para as articulações do quadril e do tornozelo já havia sido fabricada, e uma versão médica do traje, focada em sobreviventes de acidentes vasculares cerebrais já está disponível nas lojas americanas e europeias.

O Globo

 

Cientistas desenvolvem ‘língua artificial’ para detectar uísque falso

Foto: (OlegEvseev/Getty Images)

Consumidores de uísque: saibam que não adianta balançar a garrafa para ver se ela faz espuma ou mesmo jogar o líquido no pão e observar a cor depois. Nenhum desses truques pode garantir se a bebida é verdadeira ou falsa, até porque existem diversos tipos diferentes de falsificações, com vários métodos. Detectar uísque falso é como emagrecer – não tem mágica, só ciência.

E, agora, cientistas escoceses deram uma mãozinha para esse trabalho: eles desenvolveram uma “língua artificial” que explora propriedades do ouro e do alumínio para identificar diferenças sutis entre bebidas alcoólicas com 99% de precisão. Os pesquisadores das universidades de Glasgow e Strathclyde relataram sua descoberta em um artigo publicado na revista britânica Nanoscale, da Academia Real de Química.

“Nós chamamos isso de língua artificial porque ela age de forma semelhante a uma língua humana – como nós, não consegue identificar as substâncias químicas individuais que tornam o sabor do café diferente do do suco de maçã. Mas pode facilmente diferenciar um do outro”, disse, em comunicado, o principal autor do estudo, Alasdair Clark.

A língua artificial é composta por 2 milhões de “papilas gustativas” – quadrados de ouro e alumínio com 100 nanômetros de lado, 500 vezes menores do que as papilas humanas. Dependendo do produto químico que entra em contato com elas -como diferentes tipos de bebida, por exemplo-, os metais que formam as papilas passam a rebater a luz de maneira distinta, gerando reflexos com comprimentos de onda específicos. É o que os cientistas chamam de “ressonância plasmônica”.

Traduzindo para termos menos técnicos, cada líquido dá origem a sua própria “impressão digital” de medidas. Ou seja, ao estabelecer um padrão de medidas para um tipo específico de uísque, é possível compará-lo com a impressão digital de outros líquidos, assim detectando se é o mesmo ou não. Essa técnica é tão apurada que é capaz até de averiguar a diferença de idade entre bebidas iguais vindas de safras diferentes.

Para testar o dispositivo, a equipe encharcou-o em sete uísques de malte diferentes – incluindo amostras de Glen Marnoch, Glenfiddich de 12 e 18 anos e Laphroaig de 10 anos. Os resultados das pesquisas se mostraram 99,7% corretos.

Clark também afirmou que essa tecnologia pode ser incorporada a um dispositivo pequeno e portátil, e que ela possui uma ampla gama de aplicações além do uísque – desde a identificação de venenos até o monitoramento ambiental dos rios. Infelizmente, os apreciadores da bebida ainda não podem comemorar: os pesquisadores não deixaram claro quando, e se, o gadget chegara às prateleiras.

Super Interessante

Cientistas criam lente de contato que dá zoom

(Andrea Lopez / EyeEm/Getty Images)

Habilidades robóticas dignas de filmes como “Exterminador do Futuro” parecem estar mais próximas dos humanos. Um estudo publicado esta semana na Advanced Functional Materials apresentou um protótipo de lentes de contato que permitem dar zoom em determinados objetos.

As lentes são bem fáceis de usar: o indivíduo deve piscar duas vezes seguidas para dar zoom e repetir o mesmo procedimento para voltar à visão normal. Isso só é possível devido à diferença de potencial elétrico entre a parte da frente e de trás do globo ocular. O olho tem um campo elétrico que pode ser medido quando realizamos determinados movimentos, como olhar para a esquerda, direita ou piscar.

O que o protótipo faz é identificar os sinais elétricos do movimento (no caso, as duas piscadelas) e traduzi-lo no zoom. As lentes são feitas de um material flexível parecido com o cristalino — a parte do olho responsável pelo foco. Ao receber os sinais, as lentes são capazes de mudar de forma para alterar sua distância focal em até 32%.

Mas antes de começar a se imaginar com um olho biônico, é bom saber que por enquanto o protótipo só funciona em conjunto com eletrodos colados nas têmporas do paciente (e convenhamos que a maioria das pessoas não quer sair de casa parecendo a Eleven de Stranger Things). São eles que captam os sinais elétricos, mas terão que ser substituídos por aparelhos menores ou incorporados à própria lente antes que ela esteja disponível ao público.

Essa não é a primeira vez que a ciência desenvolve “lentes inteligentes”. Em 2013, pesquisadores criaram uma lente de contato que também era capaz de dar zoom somente com uma piscada — a diferença é que o usuário precisava usar um óculos eletrônico por cima dela, anulando um dos principais propósitos da lente de contato: ser discreta.

Ainda mais recentemente, uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford criou óculos que ajustam o foco automaticamente usando apenas o movimento do olhar do usuário. O inconveniente, mais uma vez, é que eles não são muito discretos — parecem mais um headset de realidade aumentada. Se você quiser continuar saindo de casa sem chamar muita atenção, é melhor se contentar com os óculos e lentes normais por enquanto.

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Cientistas estudam forma de “curar” o envelhecimento e encaram período como uma doença que pode ser tratada

A CIÊNCIA DA VIDA ETERNA (ILUSTRAÇÃO: PEDRO CORRÊA)

Um dos mitos da Grécia Antiga, que remonta a 700 a.C., conta a história de amor de Eos, a deusa do amanhecer, e Titono, irmão mais velho do rei de Troia. Eos se apaixonou por Titono e pediu a Zeus que concedesse a ele a imortalidade dos deuses. Mas se esqueceu de pedir eterna juventude. Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o trancou em um quarto escuro até que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.

Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos científicos. No Vale do Silício, pesquisadores têm tentado unir medicina e tecnologia para encontrar maneiras de nos fazer viver mais e mais jovens, encarando o envelhecimento como uma causa para as tantas doenças associadas a ele e, portanto, passível de tratamento ou mesmo cura.

“Depois de assegurar níveis sem precedentes de prosperidade, saúde e harmonia, e considerando nossa história pregressa com nossos valores atuais, as próximas metas da humanidade serão provavelmente a imortalidade, a felicidade e a divindade”, escreveu Yuval Harari em Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, best-seller publicado no Brasil em 2016 pela Companhia das Letras. “Reduzimos a mortalidade por inanição, a doença e a violência; objetivaremos agora superar a velhice e mesmo a morte”, sentencia o professor de História da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O primeiro laboratório biomédico dos Estados Unidos dedicado inteiramente a pesquisar o envelhecimento foi criado em 1999 em Novato, na Baía de São Francisco, a poucos quilômetros do Vale do Silício. Com a missão de acabar com as doenças relacionadas à passagem do tempo, o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.

“Nesses anos de pesquisa, chegamos a duas conclusões: a primeira é de que podemos mudar o ritmo do envelhecimento em animais, modificando a genética e a alimentação”, diz o geneticista Gordon Lithgow, chefe de pesquisas no instituto. “A segunda é que o processo de envelhecimento é um gatilho — ou mesmo uma causa — para as doenças crônicas em idade avançada.” A grande hipótese, segundo Lithgow, é que a medicina talvez esteja olhando para as doenças crônicas associadas ao envelhecimento da forma errada — e, se conseguirmos reverter ou retardar o processo, talvez seja possível proteger o corpo dos danos causados por ele.

Além do Buck, laboratórios como o Calico e o Unity Biotechnology têm como objetivos explícitos “resolver a morte” e “combater os efeitos do envelhecimento” e são financiados pelos bilionários Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, Jeff Bezos, da Amazon, e Peter Thiel, do PayPal. Mas é a Fundação SENS, criada em 2009 pelo cientista da computação inglês Aubrey de Grey, entre outros nomes, que desperta as maiores polêmicas na comunidade científica.

Na visão de Aubrey de Grey, de 56 anos, o envelhecimento deve ser tratado como um fenômeno simples, e nosso corpo visto como uma máquina ou uma engenhoca que pode ser consertada. “O motivo de termos carros que ainda rodam após cem anos é o fato de eliminarmos os estragos antes mesmo de as portas caírem. O mesmo vale para o corpo humano”, afirma o britânico em entrevista à GALILEU.

Para desenvolver o modelo que chama de SENS, sigla para Strategies for Engineered Negligible Senescence (estratégias para engenharia de uma senescência negligenciável, em tradução livre), ele olhou para os principais processos que levam ao envelhecimento conhecidos hoje: perda e degeneração das células; acúmulo de células indesejáveis, como de gordura ou senescentes (velhas); mutações nos cromossomos e nas mitocôndrias; acúmulo de “lixo” dentro e fora das células, o que pode causar problemas em seu funcionamento; ligações cruzadas em proteínas fora da célula, que podem gerar perda de elasticidade no tecido em questão.

Para De Grey, basta tratar cada um desses itens e pronto: nossos problemas de saúde que surgem com a idade acabariam — quase tão simples quanto aplicar e remover um filtro do FaceApp, aplicativo que se tornou febre nas redes sociais nas últimas semanas, com um algoritmo que faz uma simulação fotográfica da aparência que poderemos ter quando mais velhos. “Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. Morreríamos somente de causas que não têm a ver com quanto tempo atrás nascemos. Impactos de asteroides, acidentes etc.”, diz.

Esse é um trecho da reportagem de capa da edição de agosto de 2019 da GALILEU, que já está nas bancas.

Cientistas criam curativo que usa temperatura corporal para acelerar cicatrização

(Wyss Institute / Harvard University/Divulgação)

Limpar e proteger feridas da maneira correta pode ser crucial para evitar que elas piorem. Antes, as tentativas limitavam-se a cuidar bem dos machucados: lavar a região com água e sabão, colocar um curativo e esperar cicatrizar.

Mas esses cuidados com as feridas evoluíram, e os chamados “curativos inteligentes” viraram moda. Alguns deles, como os que usam impulsos elétricos para acelerar a cicatrização, ainda estão sendo testados em laboratório; outros, mais simples, já foram até usados em guerras. Agora, cientistas da Universidade Harvard adicionaram outro modelo à lista: o curativo que usa o calor corporal para acelerar a cicatrização.

Batizados de AADs (active adhesive dressings, ou curativos adesivos ativos), eles são feitos de hidrogel elástico e acumulam uma lista de vantagens: aderem bem à pele, são mais resistentes, antimicrobianos e sensíveis ao calor.

De acordo com os pesquisadores, que detalharam a invenção na revista científica Science Advances, os AADs se contraem quando estão em contato com a pele e podem fechar feridas significativamente mais rápido que outros métodos, além de prevenir a proliferação de bactérias sem a necessidade de qualquer outro medicamento.

Os cientistas defendem, ainda, que os curativos não são úteis apenas para ferimentos superficiais, mas funcionam também em tecidos internos, como o coração – e podem servir para levar medicamentos e até ajudar em terapias que usam robótica médica (algo que você pode entender melhor lendo este texto da SUPER).

Segundo os pesquisadores, a invenção foi inspirada na pele de embriões humanos (fetos), que é capaz de se curar completamente sem formar tecido cicatricial. Em português: a partir do momento em que saímos do útero, precisamos passar por um longo processo de cicatrização para fechar uma ferida. Esse ritual todo (que você pode ler em detalhes aqui) geralmente envolve combate a inflamações e a formação de uma cicatriz. Nos embriões, no entanto, o papo é outro: suas células conseguem produzir fibras da proteína actina, que faz a pele se contrair rapidamente para unir as bordas da ferida antes da formação de cicatriz – como se fosse uma “mochila sendo fechada”, na metáfora dos cientistas.

Com o objetivo de imitar esse mecanismo, os pesquisadores adicionaram à fórmula do hidrogel usado no curativo um polímero conhecido como PNIPAm. Ele tem como característica repelir moléculas de água e encolher a uma temperatura de 32 ºC (mais ou menos a da pele humana). O novo hidrogel híbrido, assim, consegue contrair quando exposto à temperatura corporal. O material é capaz de transmitir a força dessa contração ao tecido da pele, que também se contrai, fazendo com que a ferida se feche mais rápido.

Até agora, testes realizados em peles de animais foram um sucesso. “O AAD aderiu à pele de porco com mais de dez vezes a força adesiva de um Band-Aid e impediu o crescimento de bactérias, por isso esta tecnologia já é significativamente melhor do que os produtos de proteção de ferimentos mais usados, mesmo antes de considerar suas propriedades de fechamento da ferida”, disse Benjamin Freedman, um dos autores do estudo, em comunicado. Em testes com ratos, as feridas ficaram 45% menores com o uso dos ADDs. “Esperamos realizar outros estudos pré-clínicos [em laboratório] para demonstrar o potencial do AAD como um produto médico, e então trabalhar para colocá-lo no mercado”.

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Cientistas criam primeiro ‘líquido magnético’, que pode revolucionar a medicina

A nova descoberta permite atacar as células doentes de forma mais eficaz. (Getty Images)

A ciência nunca tinha criado um material que fosse ao mesmo tempo líquido e com propriedades magnéticas.

Agora, um grupo de cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (mais conhecido como Berkeley Lab), nos EUA, conseguiu combinar as duas coisas em um material – e as possíveis aplicações são inúmeras.

A equipe, liderada pelos cientistas Tom Russell e Xubo Liu, usou uma impressora 3D modificada para criar a substância.

A pesquisa “abre a porta para uma nova área na ciência da matéria branda magnética”, disse Russell, que é professor de ciência de polímeros e engenheiro da Universidade de Amherst, em Massachussets, nos EUA.

Em termos concretos, a substância pode provocar uma verdadeira revolução em campos como a medicina e a robótica.

As gotas líquidas magnéticas podem ser guiadas por meio de ímãs externos – o que permitiria “guiar”, do lado de fora, medicamentos dentro do corpo humano. Este procedimento permitiria combater melhor doenças específicas – como o câncer, por exemplo.

No campo da robótica, o novo material permitiria a criação de máquinas mais ágeis.

“Esperamos que a partir desta descoberta as pessoas encontrem ainda mais aplicações. Já que, dentro da ciência, nunca se pensou que isto fosse possível”, disse Russell.

Precedentes

Na década de 1960, a agência espacial dos EUA, a Nasa, começou a empregar substâncias chamadas de “ferrofluidos” – líquidos que reagiam ao estímulo de forças magnéticas.

Hoje, os ferrofluidos são usados para amortecer impactos em alguns tipos de autofalantes e os discos rígidos de computadores.

O problema é que eles são incapazes de manter o seu magnetismo quando os imãs que os estimulam são removidos.

E esta é a principal vantagem da nova criação dos americanos do Berkeley Lab, ligado ao Departamento de Energia do governo dos EUA.

Como a nova substância foi obtida?

Para criar o magnetismo, os cientistas do Berkeley Lab primeiro produziram algumas gotas de uma solução de ferrofluido que também continha nanopartículas de óxido de ferro.

Depois, usaram técnicas atômicas avançadas e uma bobina magnética, fizeram com que as nanopartículas de óxido de ferro assumissem o formato de “pequenas conchas maciças”. Uma vez que o estímulo magnético era retirado, estas “conchinhas” continuavam gravitando umas em torno das outras de forma uníssona. Ou seja, as gotículas de ferrofluido tinham se tornado magnéticas de forma permanente.

Os cientistas também comprovaram que estas “gotas” mantinham suas propriedades atrativas mesmo depois de serem divididas até o tamanho de um “pelo humano”.

Outras propriedades dessas gotas incluem a mutação de suas formas para se adaptar a qualquer ambiente e a possibilidade de “ativar e desativar o modo magnético”.

Uma vez que as fundações foram lançadas, a pesquisa continuará com a impressão 3D de fluidos magnéticos mais complexos, como células ou robôs em miniatura que podem se mover com fluidez para transportar medicamentos para células doentes dentro do corpo humano.

BBC Brasil