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Numa colaboração sem precedentes na pandemia, cientistas detalham pela primeira vez fatores genéticos que aumentam o risco de adoecer e morrer de Covid-19

Foto: NICOLAS AGUILERA / AFP

Numa colaboração sem precedentes na pandemia, cientistas identificaram fatores genéticos que aumentam o risco de contrair e desenvolver casos graves de Covid-19. O trabalho é resultado da análise de dados de 46 estudos, de 19 países, realizados por 3.300 pesquisadores e foi publicado nesta quinta-feira pela revista Nature. Foram descobertas 13 regiões do genoma humano, em oito cromossomos, que influenciam o risco de uma pessoa adoecer e morrer de Covid-19.

Para tanto, os pesquisadores trabalharam com dados de 49 mil pessoas com Covid-19 e outros 2 milhões de indivíduos, usados para comparação. Entre os fatores que aumentam o risco de desenvolver Covid-19 grave, ser homem, estar acima do peso e mais velho são os principais. Ter diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão também contam.

Mas há pessoas sem nenhuma comorbidade conhecida que adoecem com severidade. E outras que, apesar de comorbidades, sequer apresentam sintomas. Determinadas alterações genéticas podem explicar esses casos misteriosos e também potencializar os danos de comorbidades conhecidas.

Os cientistas da rede Iniciativa para o Estudo da Genética do Hospedeiro (Covid-19-HGI) não identificaram ainda genes específicos e as alterações que poderiam agravar a Covid-19. Mas descobriram que mutações em regiões dos cromossomos 3, 6, 8, 9, 12, 17, 19 e 21 estão associadas à suscetibilidade ou à severidade da doença.

— A maior importância da pesquisa é mostrar que existe um mecanismo genético e que ele fará diferença no curso da doença. Não sabemos quais são os genes envolvidos, mas já podemos afirmar que existem pessoas geneticamente mais suscetíveis. E essa suscetibilidade pode não ser evidente, a não ser que a pessoa seja exposta ao coronavírus — afirma um dos coordenadores da rede, Mark Daly, do Instituto Broad, em Boston.

Genes podem ser decisivos para jovens

No Brasil, a pesquisa contou com a colaboração de cientistas do estudo Determinantes Genéticos de Complicações da Covid-19 na População Brasileira, desenvolvido no Instituto do Coração da USP.

Para os jovens, genes podem ser decisivos. Andrea Ganna, do Instituto de Medicina Molecular da Finlândia, também coordenador da rede global, destacou que a identificação de fatores de risco genético é particularmente importante para os indivíduos mais jovens, que tenham vulnerabilidade não aparente.

Ainda há muito trabalho à frente antes que todos os genes associados à Covid-19 sejam descobertos. Mas uma das primeiras aplicações, quando isso ocorrer, será o desenvolvimento de testes genéticos para detecção de risco aumentado, prognóstico da doença e estratégia de tratamento. Outra, o reposicionamento de remédios que já existem para tratar determinadas conexões biológicas associadas a essas mutações e/ou o desenvolvimento de drogas específicas.

Na apresentação do trabalho, Daly reconheceu que isso pode trazer um grande avanço para alguns, mas aumentar o abismo entre quem tem ou não acesso a serviços de saúde. Ele destacou ainda que a identificação de fatores genéticos associada à Covid-19 aumenta ainda mais a importância de as pessoas se protegerem com os recursos que já existem.

— Se você não se expuser, não vai contrair o coronavírus, mesmo que seja geneticamente mais suscetível. Você não ficará doente ao se proteger. Mais do que a genética, o comportamento é determinante. E existe uma forma universal de prevenção, a vacina — enfatizou Daly.

Pontos vulneráveis ao coronavírus

Para investigar nossos pontos vulneráveis ao coronavírus, os cientistas tanto procuraram alterações genéticas que já haviam sido associadas anteriormente a infecções e a doenças autoimunes, quanto buscaram pontos de convergência em pessoas com quadro graves. Das 13 regiões do genoma relacionadas à Covid-19, seis têm variações específicas da doença e não estão ligadas a qualquer outra enfermidade.

A maioria das regiões do genoma identificadas abriga genes ligados ao sistema imunológico. Porém, algumas estão relacionadas à fisiologia do pulmão e já foram associadas ao câncer e à fibrose pulmonar.

Quatro das 13 áreas do genoma identificadas foram relacionadas à suscetibilidade ao Sars-CoV-2. Isto é, pessoas que possuem esse tipo variação genética correm um risco maior de desenvolver infecção, não necessariamente grave, caso entrem em contato com o coronavírus.

Entre elas está uma posição no cromossomo 3 onde fica o gene SLC6A20. Esse gene ajuda a regular a porta de entrada do coronavírus na célula humana, a proteína ACE2. Variações nesse gene facilitariam a invasão do coronavírus.

Nove das 13 regiões estão ligadas à severidade da Covid-19. Uma delas fica no cromossomo 19 e mutações no gene TYK2 são o fator de risco mais provável. Esse gene ajuda regular o funcionamento do sistema imunológico. Algumas de suas formas alteradas podem aumentar o risco de doenças autoimunes. Já outras foram associadas à chance de desenvolver tuberculose. Na Covid-19, a função do TYK2 estaria reduzida, o que levaria ao agravamento da doença.

Limitações da pesquisa

O estudo tem limitações importantes. Uma delas é ter sido majoritariamente realizado na Europa e na América do Norte. Assim, 80% das pessoas cujos dados foram analisados têm ascendência europeia. Como em genética existem variações populacionais, o trabalho não oferece um quadro global.

Ainda assim, variações encontradas apenas em indivíduos de origem latina ou do leste da Ásia foram identificadas, o que mostra a importância de se investigar a diversidade populacional.

Uma dessas variações ou mutações está no gene FOXP4, no cromossomo 6. Ela foi ligada a formas graves da Covid-19 e é encontrada muito mais frequentemente em populações de ancestralidade latina ou asiática. Mutações no FOXP4 já foram relacionadas a certas formas de câncer de pulmão.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. E viva a ciência que tem hoje, 08 de Julio, como o seu dia. Parabèns a todas e todos que fazem a ciência no país, em que pese termos um ignorante na condução do país e que tem um percentual de seguidores, igualmente ignorantes, que se acham, na sua nociva ignorância, de ter o banheiro como único “laboratório” a ter entrado, com capacidade de questionar pessoas que dedicam suas vidas a produzir ciência. Os bolsominions junto com seu chefe precisam voltar a sua insignificância na vida do país e que ele volta a ser pautado pela sabedoria, pelo amor ao próximo, pela solidariedade e pelo bem da nação e não pelo negacionismo, pela irresponsabilidade, pelo desrespeito, pelas ameaças e pelo assassinato de milhares de pessoas que tiveram sua saúde negligenciada, fruto da irresponsabilidade de quem tem um torturador e assassino como ídolo. O Brasil não é miliciano.

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Saúde

Com terapia genética, cientistas restauram parcialmente a visão de homem cego

Foto: Peter Finch/Getty Images

Recentemente, uma equipe de cientistas conseguiu restaurar parcialmente a visão de um homem cego a partir de estimulação luminosa e da construção de proteínas que captam a luz em um de seus olhos. É a primeira vez em que a técnica, chamada de terapia optogenética, conseguiu alcançar a recuperação parcial funcional da visão.

O voluntário do estudo, publicado na última segunda (24) na revista Nature, é um homem de 58 anos que mora na França e ficou cego por conta de uma doença neurodegenerativa dos olhos, a retinite pigmentosa. Esta é uma doença que afeta os fotorreceptores, células responsáveis por captar a luz que chega aos nossos olhos. A perda delas pode levar à cegueira completa.

Quando as células fotorreceptoras captam a luz, elas enviam sinais elétricos para as células ganglionares, que identificam movimento e outros aspectos importantes. Estas, por sua vez, também enviam sinais ao nervo óptico, que leva todas as informações obtidas ao cérebro.

Para consertar a ausência de fotorreceptores causada por doenças, José-Alain Sahel, autor principal do estudo, e outros cientistas têm utilizado a terapia optogenética para transformar células ganglionares, que normalmente não captam luz, em fotorreceptoras.

No estudo, os pesquisadores injetaram um vírus em um olho do voluntário. O vírus portava genes com as informações necessárias para fabricar proteínas sensíveis à luz âmbar – mais adequada ao delicado tecido da retina – nas células ganglionares. Eles também criaram um óculos de proteção capaz de transformar as informações visuais do mundo externo em luz âmbar, para que as células ganglionares pudessem identificá-las. Após receber a injeção, o voluntário treinou junto aos cientistas para usar o óculos e, assim, usou-o por sete meses.

O paciente relatou sinais de melhora em sua visão; os pesquisadores, então, realizaram mais uma sequência de treinamentos e testes. Em um primeiro momento, o voluntário tinha que perceber, localizar e tocar um livro e uma caixa de grampos. Ele teve sucesso com o objeto maior, encontrando-o em 92% das tentativas. Já a pequena caixa foi um teste mais desafiador: ela foi encontrada em 36% das vezes.

O voluntário realizou ainda outros exercícios, como contar quantos copos havia em uma mesa – em 63% das tentativas, ele conseguiu. Além disso, ele precisou indicar se um copo estava ou não em uma mesa enquanto o objeto era alternadamente colocado e retirado de lá. Nos testes, sua atividade cerebral era registrada a partir de um capacete de eletrodos.

Depois dos resultados positivos, os pesquisadores querem continuar a estudar a terapia optogenética. A ideia é que, a partir do desenvolvimento de mais pesquisas e testes, a técnica possa oferecer tratamentos eficazes para a cegueira.

Mas calma: é algo que vai demorar a ser oferecido. Por ora, os pesquisadores estão recorrendo a outros voluntários para treiná-los, testar doses mais altas do vírus e atualizar os óculos de proteção. “Esses resultados não são um ponto final para os anos de estudo, mas constituem um marco importante” afirmou Sahel ao New York Times.

Super Interessante

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Saúde

Cientistas recomendam apenas uma dose de Pfizer ou Moderna para quem já teve Covid-19

Foto: THOMAS LOHNES / AFP

Uma carta de cientistas publicada no periódico científico EBioMedicine, do grupo da prestigiada Lancet, recomenda que apenas uma dose das vacinas de mRNA — Pfizer ou Moderna — seja dada para pessoas que já tiveram Covid-19.

A publicação traz uma revisão de estudos sobre o assunto que revela que pessoas que foram infectadas pelo Sars-CoV-2 desenvolvem anticorpos neutralizantes que seriam capazes de protegê-las da doença. Assim, a primeira dose da vacina serviria como um reforço, de forma similar à segunda dose dada para quem não foi infectado. Isso valeria para quem teve Covid-19 sintomática ou assintomática há, no mínimo, um mês ao máximo de seis meses.

“Há uma necessidade urgente de desenvolver políticas que maximizem o número de pessoas que recebem vacinas sem sacrificar a eficácia da proteção imunológica, uma vez que ainda estamos no meio da pandemia de Covid-19 com um fornecimento limitado de vacinas”, afirmam os cientistas.

Segundo eles, a opção de dar apenas uma dose para quem já foi infectado é mais segura do que adiar a segunda dose, como muitos países vêm fazendo para alcançar um número maior de imunizações.

“Acreditamos que a melhor solução é fornecer aos indivíduos que já tiveram uma infecção por Sars-CoV-2 apenas uma (em vez de duas) vacinas de mRNA autorizadas. Evidências emergentes do mundo real sugerem que as respostas de anticorpos à primeira dose de vacina em indivíduos com infecção prévia são iguais ou excedem os anticorpos encontrados em indivíduos virgens [que ainda não tiveram contato com o vírus] após a segunda dose. Mudar a recomendação atual da vacina para fornecer apenas uma dose da vacina aos sobreviventes da Covid-19 liberaria muitas doses de vacina necessárias com urgência. Com as vacinas adicionais disponíveis, não haveria necessidade de atrasar a segunda dose da vacina para indivíduos virgens.”

Mais de 149 milhões de pessoas em todo o mundo (32 milhões nos EUA) foram diagnosticadas com infecção pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia há mais de um ano. No Brasil, dados do consórcio de veículos de imprensa mostram que, até o momento, há 16,2 milhões de casos notificados.

Os cientistas relatam que em algumas cidades dos EUA, duramente atingidas durante a primeira onda pandêmica, como Nova York, cerca de 20 a 25% dos habitantes têm anticorpos para o novo coronavírus.

“Assim, em algumas regiões com alta porcentagem de infecções prévias confirmadas, o suprimento de vacina de mRNA poderia aumentar instantaneamente sem nenhum aumento significativo nos recursos, liberando doses para ajudar a conter a pandemia mais rapidamente e potencialmente salvando vidas.”

Para o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a posição dos cientistas é “interessante”, mas há obstáculos para colocar essa estratégia em prática no Brasil:

— Ainda não tem efetividade comprovada, isso é uma via que ainda precisa ser explorada. Também tem a questão de saber se funciona para as variantes, só consideraram a variante britânica. Além disso, não temos vacina de RNA em larga escala e, na minha opinião, as que temos devem ser destinada a gestantes no Brasil.

A Pfizer entregou ao Brasil cerca de 3,4 milhões de doses da sua vacina. As doses fazem parte do acordo firmado em março para disponibilização de 100 milhões de imunizantes ao país até o fim do terceiro trimestre deste ano. Em maio, o Ministério da Saúde firmou um novo acordo para 100 milhões de doses adicionais.

Assinam a carta aberta pesquisadores da Universidade de Maryland, Escola de Medicina da Universidade de Nova York, Icahn Escola de Medicina Monte Sinai (todas nos EUA), Universidade Queen Mary (Reino Unido), e Universidade Humanitas (Itália).

O Globo

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Saúde

H5N8, variação da gripe aviária, tem potencial para se tornar nova pandemia, alertam cientistas

FOTO: MADS CLAUS RASMUSSEN/EFE/EPA

O mundo ainda não se recuperou da pandemia do novo coronavírus, que há um ano e meio causa a morte de milhares de pessoas, e já existe a possibilidade de uma nova crise na saúde global. Uma variação do vírus da gripe aviária chamada de H5N8 foi apresentada por pesquisadores chineses com potencial de se disseminar entre humanos.

Os virologistas Weifeng Shi e George F. Gao publicaram um artigo na conceituada revista científica Science e alertaram que as mutações da gripe aviária podem ser desastrosas. “Vários tipos do vírus da gripe aviária têm potencial zoonótico porque foi demonstrado que eles cruzam a barreira das espécies, transmitindo para mamíferos, incluindo humanos. O monitoramento contínuo e vigilante para evitar mais transbordamentos, que podem resultar em pandemias desastrosas”, alertam no artigo publicado na última semana.

Os pesquisadores explicaram que o H5N8 pode se propagar rapidamente entre aves do mundo e consequentemente atingir as pessoas, já que o vírus tem alta capacidade de ligação ao receptor do tipo humano.

Os primeiros casos de infecção aconteceram na Rússia, em dezembro de 2020, mas só foram confirmados em fevereiro deste ano. Sete trabalhadores de uma fazenda avícola, que cuidavam de aves contaminadas, tiveram os exames analisados e detectaram a presença do H5N8.

De acordo com informações da agência de saúde russa, os pacientes não apresentaram sintomas relevantes e a doença não apresentou transmissão entre humanos.

Os cientistas chineses são os mesmos que, em dezembro de 2019, alertaram sobre o perigo do SARS-CoV-2 e ambos não se mostraram otimistas sobre os efeitos na população da nova mutação do vírus da gripe aviária.

“A análise filogenética revelou a disseminação global do H5N8 tornou-se uma grande preocupação para a avicultura e a segurança da vida selvagem, mas, criticamente, para a saúde pública global”, publicaram no artigo.

E, complementaram: “A grande migração de longas distâncias de aves selvagens, a capacidade de rearranjo e mutação do vírus da gripe aviária e o aumento da capacidade de ligação ao receptor do tipo humano é imperativo que não sejam ignoradas as chances de disseminação global e o risco potencial do H5N8 para avicultura, avifauna e saúde pública global”, ressaltaram.

O epidemiologista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Eliseu Waldman explica que o contato intenso entre homens e animais ao longo dos anos aumentou a tendência de novas epidemias.

“A forma como o homem tem contato com os animais cria o que chamamos de saltos. O que significa que um vírus que circula em um animal, se adapta e atinge a população humana, que se escapar pega outras pessoas sem nenhuma resistência”, alerta.

O presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Juarez Cunha explica que todas as infecções do influenza surgem a partir de animais e as transmissões tendem a aumentar com o passar do tempo.

“Todos os vírus influenza tem reservatórios em animais. Se imagina que mais cedo ou mais tarde, temos de estar preparados para acompanhar as transmissões e conseguir controlar. A transmissão primeiro é de animal para animal; depois de animal para humano e em seguida de humano para humano. Para que isso não acontece é importante combate rápido com medidas drásticas, como a de dizimar os animais contaminados”, disse o médico.

Nos animais, o H5N8 foi detectado pela primeira vez na China, no ano de 2010. Em 2014, aconteceu um segundo surto em aves que se espalhou por Japão e Coreia do Sul. A doença atingiu aves pela terceira vez em países da Europa e nos Estados Unidos, em 2016. No ano passado, cerca de 46 países registraram surtos da doença e milhões de animais precisaram ser sacrificados.

O que fazer para não virar uma epidemia?

A dupla chinesa lembrou que durante a pandemia da covid-19 houve um aumento da preocupação com os cuidados pessoais e os surtos de gripe diminuíram entre as pessoas, mas caiu a vigilância e o controle para o surgimento de novas doenças.

“Devido à pandemia, as medidas de prevenção e controle – incluindo mobilidade reduzida, maior uso de máscaras e maior distanciamento social e desinfecção – reduziram drasticamente a incidência global dos vírus sazonais da influenza humana A e B. No entanto, os dados podem ser subestimados e devem ser interpretados com um grau de cautela porque a covid-19 influenciou os comportamentos de busca por saúde. Porém, o vírus da gripe aviária causou surto frequente em animais de vários países dos continentes, especialmente durante o inverno”, ressaltaram no artigo.

Mesmo com o alerta de perigo feito por Shi e Gao, eles afirmaram que medidas como vigilância de granjas, atualização da vacina da gripe para os animais, a partir da descoberta da nova mutação, podem controlar a propagação do vírus nas fazendas e, consequentemente, segurar o salto em humanos.

Os pesquisadores ressaltam: “Educação e divulgação também são importantes, incluindo medidas de proteção pessoal reforçadas durante a temporada de influenza, mantendo-se longe de pássaros selvagens e evitando caçar e comer pássaros selvagens”, finalizam eles.

Cunha reafirma que a vigilância é a melhor forma de evitar que a doença evolua. “Não tem como dizer se a transmissão vai ou não acontecer. Por isso, a vigilância deve ser frequente e o uso de medidas preventivas não farmacológicas deve ser mais forte nos trabalhadores rurais, que trabalham diretamente com o animal. Nos casos que o causador é um animal silvestre é mais difícil de controlar, mas é importante verificar se existe mortalidade de aves fora do normal”, finalizou Cunha.

R7

Opinião dos leitores

  1. Hoooooomi, vai arranjar uma lavagem de roupa e deixem de ficar tocando o terror na população, magote de corno.

    1. Neto e Adolfo T. é por essas atitudes de vocês, de não acreditar e ainda ficar com raiva, que o corno é o último a saber.

      Pensem nisso, a dica tá aí, só basta vcs abrirem os olhos, mas abram com moderação.

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Saúde

Cientistas descobrem mais dois tipos de coronavírus capazes de infectar seres humanos

Foto: NIAID-RML/via REUTERS

Cientistas anunciaram a descoberta de mais dois tipos de coronavírus capazes de infectar seres humanos. O primeiro é semelhante aos coronavírus que infectam cães e foi identificado em amostras de oito crianças internadas com pneumonia na Malásia, em 2017 — todas elas se recuperaram. O segundo supostamente passou de porcos para seres humanos há muitos anos, e foi detectado no Haiti.

Não existe qualquer indício que esses coronavírus possam ser transmitidos de pessoa para pessoa e tenham potencial de causar pandemia. As infecções que provocaram parecem ter sido casos isolados de pessoas contaminadas a partir do contato com animais. Porém, os estudos reacendem o alerta de que os coronavírus representam uma grave ameaça de saúde pública, que precisa ser intensamente monitorada.

Os novos coronavirus foram descritos em estudos diferentes, mas as descobertas repercutiram nas duas maiores revistas científicas do mundo, a Science e a Nature. Existem dezenas de coronavírus conhecidos em animais, mas até agora se conhecia apenas sete capazes de infectar seres humanos, o mais recente e o pior deles, o Sars-CoV-2, causador da pandemia de Covid-19.

À Science, o virologista Stanley Perlman, da Universidade de Iowa e que não participou de nenhum dos novos estudos, disse que “quanto mais procurarmos, mais vamos encontrar coronavírus rompendo a barreira das espécies”.

O primeiro estudo, publicado na revista Clinical Infectious Diseases, traz o sequenciamento do genoma de um coronavírus identificado em amostras de oito crianças internadas com pneumonia na Malásia entre 2017 e 2018. Os casos foram detectados em meio a um total de 301 pessoas internadas com pneumonia.

O vírus foi identificado por meio de um exame desenvolvido para detectar sequencias genéticas de coronavírus. O sequenciamento revelou um vírus quimérico, com genes predominantemente de dois coronavírus caninos, mas também sequencias genéticas de vírus de gatos e de porcos.

Segundo a Nature, essa é a primeira vez que um coronavírus canino é encontrado em pessoas com pneumonia. O novo vírus foi chamado provisoriamente de de CCoV-HuPn-2018. Embora todas as crianças tivessem pneumonia, não se pode afirmar até o momento que o novo vírus foi a causa da doença.

A principal autora do estudo, Anastasia Vlasova, da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, disse que diferentemente do Sars-CoV-2 e dos demais coronavírus humanos, não existem indícios de que o CCoV-HuPn-2018 está bem adaptado a seres humanos. Mas ela observa que talvez infecções humanas por coronavírus caninos sejam mais comuns do que se pensava e só tenham sido encontradas agora devido à intensificação das pesquisas com a pandemia.

Estudioso do conceito de Saúde Única, segundo o qual é impossível dissociar a saúde humana da animal, o cientista Alexander Biondo, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que novas descobertas como essas devem ocorrer. Biondo é um dos poucos cientistas brasileiros a investigar a Covid-19 em pets e o grupo dele foi o primeiro a identificar casos de Sars-CoV-2 em cães e gatos no Brasil.

— Estamos mais “sensibilizados” a novas espécies de coronavírus (e outros patógenos) depois da pandemia. O que parecia ficção científica se tornou uma triste realidade: o mundo parado há mais de um ano por conta de um único patógeno. Daqui para frente, Saúde Única, que era um conceito, vira uma ferramenta — alerta.

Coronavírus de origem suína

No segundo estudo, este da Universidade da Flórida e por enquanto apenas em preprint na medRxiv (o que significa que não passou pela revisão por outros cientistas), pesquisadores relatam a descoberta de um coronavírus de origem suína em três crianças do Haiti. As crianças adoeceram com quadro semelhante à gripe. Os casos ocorreram entre 2014 e 2015.

Na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou a criação de um Painel Internacional de Especialistas em Saúde Única. Para cientistas, já chega com atraso.

Também estudioso de zoonoses — doenças que tiveram origem em animais — o Scott Weese, da Universidade de Guelph, no Canadá, afirma que as descobertas são um alerta, mas que esses novos patógenos especificamente não parecem trazer risco de espalhamento.

— Novos coronavirus são preocupantes. Veremos mais e mais vírus emergindo de animais para pessoas, alguns deles com potencial pandêmico. Mas não acho que seja o caso agora — afirma.

Segundo ele, quanto mais desequilíbrio ambiental maior o risco de emergência de vírus.

— Devemos tomar a notícia como um alerta sobre as ameaças que nos rondam. Precisamos estar preparados, vigilantes e tratar nosso planeta com mais respeito — destaca Weese, numa comunicação para cientistas.

O Globo

 

Opinião dos leitores

    1. Depende de quem ganhar as eleições…….Se for Lula ladrão…..Passa logo…

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Saúde

Cientistas criam testes de covid-19 com resultados em tempo recorde

FOTO: © Handout

Pesquisadores das universidades da Flórida, nos Estados Unidos, e Chiao Tung, em Taiwan, criaram dispositivos que permitem detectar a infecção pelo novo coronavírus em um segundo ou em menos de 30 minutos, conforme a técnica usada. Os estudos foram divulgados hoje (18) na publicação Journal of Vacuum Science & Technology B, do Instituto Americano de Física.

Os cientistas desenvolveram um biossensor que permite detectar em um segundo biomarcadores para o vírus.

Uma equipe da Universidade de Illinois, também nos Estados Unidos, criou um dispositivo portátil, em que muitos dos seus componentes podem ser impressos em 3D e que permite obter resultados precisos a partir de uma amostra de saliva em menos de 30 minutos. O dispositivo é apresentado em artigo na revista Nature Communications.

O biossensor, semelhante ao usado para detectar glicose no sangue, permite identificar proteínas do novo coronavírus SARS-CoV-2 por meio de um detector de biomarcadores — semelhante na forma às tiras de papel utilizadas nos testes de níveis de glicose — com um pequeno canal onde são colocados os fluidos a serem analisados.

Dentro desse `microcanal`, os fluidos entram em contato com eletrodos, um dos quais é revestido a ouro, onde são quimicamente fixadas amostras de anticorpos específicos para o SARS-CoV-2.

No processo de análise, um sinal elétrico é enviado de um painel de controle por meio do eletrodo com as amostras de anticorpos para um segundo elétrodo, sem anticorpos.

Esse sinal volta depois ao painel de controle, onde é amplificado por um transístor e convertido num determinado número – indicador do diferencial entre o eletrodo com anticorpos e o eletrodo sem anticorpos – que representa uma posição numa escala de concentração de proteínas virais presentes na amostra em análise.

Os biossensores são descartáveis, mas as outras partes do dispositivo são reutilizáveis, permitindo reduzir os custos do teste, adaptável a outras doenças.

A equipe de cientistas de Illinois criou ainda um dispositivo portátil para detectar marcadores genéticos do novo coronavírus a partir de amostras de saliva. Em 104 amostras de saliva, o equipamento confirmou 28 das 30 amostras positivas para o SARS-CoV-2 e 73 das 74 negativas.

O dispositivo foi igualmente testado em amostras com ou sem os vírus da gripe, o SARS-CoV-2 e três outros coronavírus humanos, tendo identificado com rigor as amostras contendo o SARS-CoV-2, independentemente da presença de outros vírus.

O processo é baseado na criação de enzimas codificadas com informação sobre o código genético dos vírus analisados, que lhes permite sinalizar genes virais específicos.

A ação da enzima consiste em “cortar” os genes-alvo. No processo de análise, as amostras são tratadas com químicos que produzem fluorescência quando os genes são “cortados”. Quando as enzimas atuam sobre os genes-alvo, a fluorescência resultante sinaliza o teste positivo.

O equipamento consegue detectar vários genes por amostra, o que o torna mais preciso do que os testes de um único gene, que podem conduzir a resultados incorretos ou inconclusivos. Outra vantagem é que utiliza saliva, que é mais fácil de colher.

Os cientistas admitem que a tecnologia utilizada pode ser útil para detectar marcadores genéticos de determinados cânceres na saliva.

O novo coronavírus foi detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e disseminou-se rapidamente pelo mundo.

A covid-19, que se tornou uma pandemia há mais de um ano, provocou, pelo menos, 3,391 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 163,5 milhões de casos de infeção, segundo balanço da AFP.

Agência Brasil, com RTP

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Saúde

Análise de cientistas americanos e europeus aponta erros e omissões em teste da vacina Sputnik V

Foto: AKHTAR SOOMRO / REUTERS

Um grupo de cientistas americanos e europeus publicou nesta quarta-feira (12) um artigo apontando erros e omissões na última versão do estudo usado pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, que atestava a eficácia da vacina Sputnik V contra a Covid-19.

Segundo os cientistas, o resultado dos dados preliminares publicado pelos desenvolvedores do produto está possui “dados discrepantes” e transparência “abaixo do padrão”, pois revisores independentes não tiveram acesso a informações necessárias para validar os resultados.

O artigo com nove autores, um dos quais Vasiliy Vlassov, estatístico da Escola Superior de Economia da Rússia, foi publicado pela revista médica “The Lancet”, a mesma que havia publicado originalmente os resultados de fase 3 do teste clínico da Sputnik V.

“O acesso restrito a dados mina a confiança em em pesquisas. Dados acessíveis que sustentem as descoberta de um estudo são um imperativo para validar alegações dos achados. É ainda mais sério quando há erros aparentes e inconsistências númericas nas estatísticas e resultados apresentados. Infelizmente, esse parece ser o caso do que ocorre no teste de fase 3 da vacina Sputnik V”, escreveram os pesquisadores.

O grupo dos cientistas que esquadrinharam os dados da pesquisa russa foi liderado por Enrico Bucci, da Universidade Temple, da Filadélfia. Integraram a investigação também o Centro Médico da Universidade de Amsterdã, a Universidade de Turim, a Universidade Northwestern, de Illinois (EUA) e Universidad de Rennes, na França.

A equipe de pesquisadores vem questionando a transparência de dados dos russos desde o fim do ano passado, quando os resultados de fase 1 e 2 (segurança e resposta imune) foram públicados. Os russos chegaram a publicar um adendo do estudo para esclarecer pontos questionados, mas o grupo que desfia os dados do ensaio clínico diz que perguntas cruciais continuam sem resposta.

Um dos principais problemas apontados pelo grupo é a falta de clareza na definição de o que é um caso de Covid-19 para ser incluído no estudo. Sem um critério rígido, dizem os pesquisadores, o registro de infecções entre os voluntários que tomaram vacina pode ser menos rigoroso que o daqueles que tomaram placebo. Isso inflaria artificialmente a taxa de eficácia do produto.

Os números de voluntários relatados no estudo, além disso, não conferem com os números relatados no registro oficial do ensaio clínico. E sem acesso aos dados, revisores não podem garantir que os números estão corretos, afirmam os pesquisadores.

Gráfico por gráfico, os pesquisadores percorrem o estudo e apontam problemas de inconsistência que só poderiam ser esclarecidos pela abertura total dos dados.

Rejeição na Anvisa

Na opinião do epidemiologista Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde do Brasil, os dados da investigação dos cientistas relatados na correspondência à Lancet reforçam a solidez da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em rejeitar o registro da vacina no país.

“O artigo demonstra que não podemos querer uma vacina a qualquer custo e sob justificativa rasteira de outros estarem usando”, afirmou o cientista, em mensagem a jornalistas. “A Anvisa está certa em suas decisões e quem deve provar ao contrário é a empresa e formalmente dentro das regras do jogo e não enviando cartas públicas. Sugiro que a Gamaleya que é uma empresa respeitável, cumpra os requisitos nacionais. Queremos a vacina, mas sob as mesmas condições das demais.”

Entre vários pontos do artigo destacados por Oliveira, um deles foi a alteração do critério de desfecho, que mede o sucesso do teste, quando o ensaio clínico já estava em curso. Isso é considerado má prática em pesquisa clínica, diz.

‘Erros de digitação’

Em resposta ao artigo questionando o estudo da vacina, três pesquisadores do Gamaleya, encabeçados por Denis Logunov, enviaram ao Lancet outra corresponência. Os pequisadores rebatem alguns argumentos técnicos dos críticos, revelam alguns detalhes a mais sobre o método de cálculo da eficácia e voltam a usar o argumento de que a vacina foi considerada segura e eficaz em 51 países. Os russos não mencionam que a Spunik V não teve aprovação nas duas agências regulatórias mais influentes do mundo, a FDA, dos EUA, e a EMA, da União Europeia.

O grupo reconheceu alguns dos erros no estudo, mas minimizou sua importância.

“Inconsistências numéricas foram simples erros de digitação que já foram formalmente corrigidos”, escreveu o trio russo. Na resposta, eles também afirma ter cumprido os requisitos de transparência de dados das agências regulatórias que aprovaram a vacina.

“Existem padrões claros e transparentes para o fornecimento de dados de testes clínicos, incluindo dados relatados em estudos clínicos”, afirmam os russos. “O relato da análise interina do teste de fase 3 da Sputnik V obedece a esses padrões.”

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Essa é a vacina que a governadora Fátima Bezerra quer comprar para nós potiguares.
    Vacina sem comprovação científica. Que pode nem ter efeito contra a COVID-19.
    Essa governadora que nos matar mesmo!
    Morte pelo analfabetismo, morte pela insegurança, morte pelos respiradores pagos e não entregues, morte pelos respiradores comprados e que são inapropriados, mortes pelos leitos fechados, morte pelo desemprego e pela fome!

    1. Tu não sabes conjugar um verbo e quer falar de analfabetismo, poupe-nos!

    2. Bem…
      Como você comentou sobre o que escrevi é sinal de que captou a mensagem. Então, o texto cumpriu o seu papel. O resto é coisa de linguagem erudita que tem suas devidas aplicações. Não é o caso em tela, pois esse canal é de linguagem popular. O mais importante da comunicação é cominicar-se. O resto é gramática!

  2. Para essa vacina ser defendida pela gang dos governadores do nordeste tem de haver trambicagem, parabéns a ANVISA que manteve a postura e não se intimidou por essa corja que pensa em desviar recursos.

  3. Essa deve ser a segunda vacina que a turma que tem corrupto de estimação vai querer impor no Brasil. A primeira foi a coronavac, que não preencheu os requisitos mínimos, mas a pressão da esquerda ela ser aceita. Nenhum país desenvolvido e que fabrica vacina, aceita a chinesa.
    Agora é a vez da vacina russa não ter comprovação científica e a esquerda ser favorável. Por outro lado mais de 95 países adotaram a medicação precoce e aqui, a esquerda continua exigindo a comprovação científica.
    A hipocrisia dos esquerdopatas não respeitam nem as vidas, eles querem é a desordem em nome da democracia.

    1. Né isso! Pela incompetência do MINTO a população teve que tomar a “vachina” afinal o governo do inepto negacionista não tinha outra para apresentar pra população e hoje a “vachina” representa 85% da imunização no Brasil…

    1. Torcendo contra nada, queríamos que essa vacina prestasse, mas tudo que vem de petista não presta. O consórcio nordeste mais uma vez iria dar um golpe na sua população.

    2. Miolo furado detectado. Não é torcida Batista, é comprovação científica que comprove que ela presta. Sei que não entendi, vai esperar o discurso de seus corruptos de estimação.

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Diversos

Cientistas da UFRN desenvolvem sistema que transporta antibióticos por vetorização magnética e melhoram tratamentos contra H. pylory no trato gastrointestinal

Foto: AGIR/UFRN

Pesquisas conjuntas de cientistas das áreas da Física, Medicina e Farmácia resultaram na concessão de mais uma tecnologia patenteada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O invento é um sistema de micropartículas magnéticas capaz de transportar antibióticos de modo a otimizar o tratamento de infecções por Helicobacter pylori (H. pylori) no trato gastrointestinal e fazer com que eles atuem de maneira concentrada no local da doença. A bactéria H. pylori causa infecção responsável pelo surgimento de muitas úlceras pépticas, alguns tipos de gastrite e de câncer do estômago.

O cientista Artur da Silva Carriço pontua que o sistema magnético é constituído de micropartículas polimerizadas contendo quantidades controláveis de antibióticos e nanopartículas magnéticas de magnetita. Segundo ele, além de concentrar todo o fármaco administrado no local da infecção, reduzindo a quantidade de fármaco administrada para atingir a concentração inibitória mínima da bactéria, a vetorização magnética também reduz os efeitos colaterais porque o fármaco fica impedido de atingir outras partes do corpo.

“Produzimos Micropartículas Polimerizadas contendo Fármacos (MPF) com um núcleo contendo antibióticos e partículas de magnetita e uma camada externa de proteção composta por polímero gastro-resistente, sensível ao pH (potencial hidrogeniônico), que é estável em pH ácido. O processo de síntese das micropartículas permite, entre outras coisas, controlar o conteúdo de antibiótico das micropartículas, bem como a susceptibilidade magnética. Importante ressaltar que as micropartículas podem ser usadas para preparar comprimidos ou cápsulas com características especiais”, explica o docente.

O sucesso da “entrega localizada” de praticamente todo o fármaco administrado no local é alcançado com o uso de um ímã externo localizado no abdômen em uma posição determinada pelo local da infecção, de modo que seja mínima a distância entre o ímã externo e o local da infecção. O ímã é utilizado a fim de direcionar as MPF para o local da infecção. Além disso, promover a permanência das micropartículas no local de interesse, após a administração por via oral do antibiótico. Ao atingir o local da infecção no tecido epitelial do estômago, com pH neutro, a proteção polimérica desfaz-se e os antibióticos são liberados.

É como se a MPF fosse uma cápsula que estivesse dotada de um GPS com coordenadas estabelecidas para partida e chegada e, sob controle da técnica da vetorização, com sua biodistribuição impedida, e destino certo. A cápsula é controlada para atingir o local da infecção.

No mesmo documento, o grupo coloca que, por meio da difratometria de raios-X, técnica para detecção de radiação espelhada pela matéria, ficou comprovada a composição da MPF e a eficácia do método de preparação das micropartículas polimerizadas com fármacos.

Foto: AGIR/UFRN

O registro da propriedade intelectual tem também como autores Aldo da Cunha de Medeiros, Erica Lira da Silva, Eryvaldo Sócrates Tabosa do Egito, Juliana Fernandes de Carvalho e Thales Renam Ferreira Pontes, em uma participação conjunta dos programas de pós-graduação de Ciências farmacêuticas e de Ciências da Saúde, e foi expedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) sob a denominação Sistema magnético para vetorização de antibióticos para tratamento de infecções por Helicobacter Pylori.

Carriço salienta que o esforço de pesquisa na vetorização magnética de fármacos teve início há vinte anos e, desde sua criação, esteve sempre voltado para a vetorização de antineoplásicos para a eliminação de tumores malignos. “Nosso grupo é pioneiro em propor uso da vetorização magnética de antibióticos”, realça o pesquisador.

Números da UFRN

Foto: AGIR/UFRN

Chegando agora às 31 cartas-patente concedidas, a UFRN é a universidade líder no Norte-Nordeste nesse quesito, à frente de instituições com Índice Geral de Cursos similar ao seu, como a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na UFRN, a Agência de Inovação (AGIR) é a unidade responsável pela proteção e gestão dos ativos de propriedade intelectual, como patentes e programas de computador. Em tempos de pandemia, as orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção são dadas através do e-mail patente@agir.ufrn.br ou via aplicativos de mensagens, pelo telefone 99167 6589.

Para o diretor da AGIR, Daniel de Lima Pontes, o número alcançado, expressivo por si só, requer uma explicação adicional. “A concessão da carta-patente tem importância que reside em algumas características peculiares. Primeiro, diferentemente do pedido de patente, a concessão atesta, segundo análise do INPI, que a tecnologia atendeu aos requisitos de patenteabilidade, tais quais a novidade, capacidade inventiva, aplicação industrial e suficiência descritiva. Segundo, reconhece a propriedade de uma invenção, que se traduz em uma tecnologia única, passível de abranger melhorias na vida de muitas pessoas. Por fim, só o pedido de patente, não é inovação. A inovação é quando a tecnologia chega até o mercado e beneficia a sociedade. A UFRN está atuando justamente no sentido de ultrapassar os nossos muros para celebrar a transferência de tecnologia com as empresas, gerando assim benefícios socioeconômicos para a nossa região”, destacou.

Daniel Pontes pontuou também que o processo de patenteamento protege o material intelectual produzido nas instituições de ensino pelo seu corpo docente e discente, eleva as pesquisas acadêmicas a um outro patamar – o da inovação tecnológica –, além de aproximar a academia do setor industrial e empresarial. Entre suas atribuições, a Agência de Inovação é responsável pela gestão da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e ambientes promotores de inovação na UFRN, acompanhando e estimulando, por exemplo, as atividades das incubadoras da Universidade, bem como as atividades dos parques e polos tecnológicos.

Com UFRN

 

Opinião dos leitores

  1. A divulgação de um trabalho de pesquisa culminando com uma patente que traz uma inovação tão relevante e útil quanto a descrita neste excelente texto é uma das mais alvissareiras notícias que uma universidade pode propiciar à sociedade. O grupo de pesquisa envolvido está de parabéns pela consolidação maturada ao longo de tantos anos, especialmente nos anos em que a universidade foi mais reconhecida e respeitada como instituição de interesse nacional, período que propiciou o desenvolvimento das principais etapas do trabalho.

  2. Nós agradecemos sua manifestação Julia. Nossa tarefa maior nos vários Departamentos da UFRN é educar. Nossa atividade em sala de aula e o desenvolvimento de pesquisa científica de fronteira com participação expressiva de nossos estudantes são formas complementares de educar.

  3. Fico muito feliz e orgulhosa de ver que os frutos das pesquisas desenvolvidas
    na UFRN não ficam aquém de outras instituições maiores e mais equipada.

  4. Orgulho de ter estudado na UFRN e ter sido aluno de alguns desses pesquisadores.
    Em tempos sombrios que vivemos, faz bem lembrar que o conhecimento liberta e a ignorância escraviza

    1. O socialismo do pt e psdb passaram 30 anos enburreceram muito o povo, tanto que muitos idolatram ladrões corruptos como se fossem DEUS, não conseguem refletir quão maléficos são pra sociedade, tornam uma nação sem ética, poucas chances pra o competente, não presta serviços mínimos adequado a população, segregado-os da saúde, educação e segurança pública, além de inutilizar gerações que poderiam construir um Brasil mais justo e de grande potencial.

    2. Parabéns, Ricielle. Nunca é demais repetir o essencial. Nosso trabalho no dia a dia da UFRN é tentar ajudar nossos estudantes a enxergarem que “o conhecimento liberta e a ignorância escraviza”.

  5. Parabéns a todos os envolvidos! Professor Artur vem desenvolvendo esse tema de pesquisa a um bom tempo! Esse é o melhor exemplo de que a pesquisa científica sempre da ótimos frutos!

    1. Agradecemos a você Alan, pelo comentário generoso. Você está certo. A pesquisa científica leva tempo, mas dá frutos. Esse trabalho é fruto da colaboração entre Professores e Estudantes do Grupo de Magnetismo da UFRN, de formações complementares (Medicina, Farmácia e Física). Foi desenvolvido ao longo de anos, incorporando resultados de teses de doutorado de estudantes do grupo, até atingir o estágio de maturação que permite propor um produto novo que poderá se tornar de grande ajuda no tratamento de uma doença grave.

    2. Agradecemos a você Alan pelo comentário generoso. Você está certo. A pesquisa científica leva tempo, mas dá frutos. Esse trabalho é fruto da colaboração entre Professores e Estudantes do Grupo de Magnetismo da UFRN, de formações complementares (Medicina, Farmácia e Física). Foi desenvolvido ao longo de anos, incorporando resultados de teses de doutorado de estudantes do grupo, até atingir o estágio de maturação que permite propor um produto novo que poderá se tornar de grande ajuda no tratamento de uma doença grave.

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Saúde

Consumir álcool não altera efeito da vacina, afirma estudo

Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

É preciso evitar o consumo de bebida alcoólica antes ou depois de tomar vacina contra a Covid? Não, mas a ideia de que é necessário cortar o álcool no período de imunização é um mito que tem se espalhado nesta campanha, constata a médica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A entidade, que inclusive ajuda nas decisões do Programa Nacional de Imunização (PNI) junto ao Ministério da Saúde, não tem qualquer recomendação neste sentido.

— Há muito tabu e muito despreparo dos profissionais da saúde que estão nas salas de vacinação — avalia Levi. — Infelizmente o Brasil não deu conta de fazer um bom treinamento dos profissionais, e cada um fala o que quer — conclui.

Para Levi esse boato é preocupante, porque pode desestimular a proteção de parte da população. Entre o 1,5 milhão de pessoas que não apareceram para tomar a segunda dose contra a Covid, número que o Ministério da Saúde divulgou nos últimos dias, podem estar alguns que foram impactados por essa desinformação quanto às bebidas alcoólicas, projeta a médica.

O mito se traduz tanto em receio de que a vacina não funcione quanto de que provoque uma reação indesejada, mas os fabricantes dos imunizantes usados no Brasil, CoronaVac (criado pela biofarmacêutica chinesa SinoVac) e Covishield (do laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford), não veem comprometimento do efeito nem o risco de eventos adversos ligados às bebidas. Nos estudos clínicos, os voluntários não precisaram ter nenhum cuidado quanto a isso.

Também não há nada a respeito nas bulas de ambos, afirma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por avaliar e liberar os produtos no país. A reportagem consultou ainda o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, a Fiocruz, responsável pela Covishield, e o Ministério da Saúde. Todos afirmam que não há por que se preocupar.

“Não há nenhuma evidência sobre a relação do álcool com o comprometimento da formação de anticorpos promovida pela vacina Covid-19”, diz a pasta, em nota enviada por sua assessoria de imprensa.

Em contraste com as informações oficiais dos fabricantes e das autoridades de saúde, não é incomum ver nas redes sociais publicações falando de orientações assim recebidas no momento da imunização. Um vídeo que viralizou nas últimas semanas mostra um senhor surpreso ao ouvir da profissional de saúde que terá de esperar 30 dias para tomar uma cerveja. “Égua, tira de volta isso”, brinca ele.

O portal de notícias Ver-o-Fato, de Belém, noticiou que a gravação foi feita em um posto de vacinação drive thru da cidade. A Prefeitura de Belém não confirma o local da filmagem, mas, em nota, explica que há sim uma orientação no município, só que mais curta. “O recomendado é de 24 a 48 horas ficar sem beber, mas por questão de efeito colateral”, escreve a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde. “Não tem nenhuma orientação para que as vacinadoras digam que tem que ficar um mês sem beber”, completa.

A abstinência também é recomendada, por exemplo, pela Prefeitura de Fortaleza. Segundo a gestão, o consumo de álcool deve ser evitado “por pelo menos 24 horas do período de aplicação de qualquer vacina ofertada pela rede pública”.

Para a SBIm nada disso faz sentido. Uma resposta menor do sistema imunológico só deve ser uma questão entre as pessoas que fazem consumo pesado de álcool, especialmente aquelas que já têm uma doença hepática. Elas, ainda assim, não têm nenhuma contraindicação para tomar a vacina, ressalta Levi. Pelo contrário, quem abusa do álcool tende a ser mais suscetível a infecções e, por isso, deve buscar a proteção assim que possível.

No caso dos bebedores pesados, a orientação do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) é a de que tentem parar ou pelo menos diminuam o consumo durante o processo de imunização.

— A preocupação que a gente tem não é só com a vacina, é por toda a questão do consumo pesado de álcool em tempos de pandemia. É importante que as pessoas tenham um controle do consumo — avisa a biomédica Erica Siu, vice-presidente do Cisa.

A ingestão moderada, o famoso “beber socialmente”, ela diz, é calculada como sendo de, no máximo, uma dose por dia para mulher e até duas doses por dia para homem.

— É importante a gente destacar o conceito de dose. Uma dose padrão são 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado — afirma.

O Globo

 

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Saúde

5 mil mortes por dia por covid é um cenário possível no Brasil, dizem especialistas

Foto: Getty Images

Depois de um forte aumento nas últimas semanas, a tendência de novos casos, internações e mortes por covid-19 deve continuar em alta no país. Dados do boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 23 das 27 unidades da federação registram essa tendência. Diante do colapso hospitalar em todas as regiões, números ainda mais altos de óbitos, 4 ou 5 mil por dia, não podem ser descartados, segundo especialistas. Com o ritmo lento de vacinação, eles defendem medidas mais duras de distanciamento social para impedir que esse cenário se torne realidade.

“Temos um conjunto muito grande de Estados com tendência de crescimento de casos e hospitalizações. Alguns apresentam estabilidade, mas muito incipiente. É muito preocupante”, afirma Marcelo Gomes, coordenador do Infogripe.

Gomes diz que há grande chance de o país ultrapassar 3 mil óbitos nos próximos dias. Um cenário pior, com 4 ou 5 mil mortes diárias não pode ser descartado. “Nós que trabalhamos com análise epidemiológica vemos que, infelizmente, não é impossível. É uma marca muito alta, mas não dá para descartar.”

Matéria completa AQUI.

Valor

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isso o bovino do PR continua fazendo e incentivando aglomerações. Ah, uma jaula!

    1. Tem toda razao.. a governadora parece ser genocida mesmo, pq a vacina so passou a existir no Brasil em Janeiro e assim começou a ser distribuída aos Estados.. Pelas reportagens faltou o Estado do RN usar o dinheiro enviado pelo governo federal pra criar leitos e distribuir as vacinas que foram enviadas no tempo certo… Ate oxigenio foi negacionista, em janeiro dizendo que nao iria faltar e nem sequer investiram numa usina de oxigenio no estado.. 14 meses depois e nem hospital de campanha. Nada, a nao ser decretos… e muito desemprego causado por esses decretos. um desastre mesmo.

  2. Pois é, quero saber se vai ficar barato pro presidente aquela estória de estimular seus eleitores não usar máscaras e descumprir as orientações dos decretos estaduais, em vez disso mandar fazer Cloroquina a rodo pro combate ao covid e de desautorizar publicamente o ministro da saúde que tinha anunciado ainda no ano passado a compra das vacinas CoronaVac, retardando o processo de aquisição e distribuição de vacinas.

  3. Negar essa crise sanitária, estimular aglomerações, não ter ainda um projeto garantido de vacinação em massa, coloca o Brasil, para a comunidade internacional, como o "Campo de concentração". Estão proibindo seus concidadões de nós visitar e impõe restrições de entrada de Brasileiros em seus territórios. Ainda há quem defenda quem nos impõe essa tragédia anunciada….

  4. Enquanto isso, tem vacina sobrando no RN, vacinadores a disposição, ninguém na fila pra ser vacinado. Porque não chamam até uma faixa etária que pelo menos forme uma pequena fila. Se a governadora, prefeito e secretários de saúde querem aumentar o número de óbito diários, continue com esse ritmo de vacinação. Depois serão julgados criminalmente como genocidas

    1. Acabou de chegar o cara que vive em outro planeta. Vive dando uma de doido. Pode ser até um petista infiltrado.

    2. Esse Calígula deve ser mais um ignóbil negacionista.
      Depois não vá reclamar porque não tem leito para você um algum familiar seu.

    3. Primeiro mandamento de leitor de comentários do bg é ignorar o que Calígula escrever.

    4. Essa Calígula só escreve besteira, não escreve nada, baseada em argumentos, só faz jogar palavras sem sentido.

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Diversos

Oumuamua: cientistas têm nova teoria sobre objeto interestelar misterioso antes visto como cometa

Foto: William Hartmann/Reprodução

Um mensageiro vindo de um planeta de outro sistema solar. É isso o que pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, concluíram sobre o misterioso objeto interestelar Oumuamua — que significa “mensageiro” em havaiano.

O que antes acreditavam ser originário de um cometa, agora é provavelmente um pedaço de um planeta semelhante a Plutão. “Em muitos aspectos, Oumuamua lembrava um cometa, mas era peculiar o suficiente de modo que o mistério continuava e a especulação rolava solta”, diz o astrofísico Steven Desch, professor na Escola de Exploração Da Terra e do Espaço da universidade, em comunicado.

Desch e seu colega Alan Jackson, também astrofísico, descobriram vários elementos do misterioso objeto que diferem de características típicas de um cometa, como sua velocidade e tamanho. O objeto entrou mais lentamente no nosso Sistema Solar do que o esperado para um cometa, além de sua forma — parecida com uma panqueca — ter se mostrado mais achatada do que qualquer objeto que já entrou no nosso “território”

Os pesquisadores também constataram que o empurrão que Oumuamua sofreu para longe do Sol — um “efeito foguete” que ocorre quando a luz solar vaporiza os gelos que compõem um cometa — foi mais forte do que o comum. Ele também não tem em sua composição o gás visivelmente representado pela cauda de um cometa.

As descobertas, publicadas nesta terça-feira (16) no Journal of Geophysical Research: Planets, levaram os astrofísicos à conclusão de que o objeto, embora muito similar a um cometa, não se aproximava de qualquer corpo deste tipo já observado no Sistema Solar.

Verdadeira origem

A associação a Plutão deve-se a um gelo identificado na formação do Oumuamua: o nitrogênio sólido, encontrado na superfície do planeta-anão. “Concluímos que era possível existirem outros Plutões em outros sistemas com gelo de nitrogênio em suas superfícies, e um pedaço dele poderia ter entrado em nosso Sistema Solar”, explica Desch.

O nitrogênio congelado também pode explicar a forma incomum do objeto, segundo Jackson. “À medida que as camadas externas de gelo de nitrogênio evaporaram, a forma do corpo teria se tornado progressivamente mais achatada, assim como uma barra de sabão conforme as camadas externas são esfregadas durante o uso”, compara o pesquisador.

A estimativa é de que Oumuamua tenha perdido cerca de 95% de sua massa — ou seja, só restou uma lasca do objeto quando ele foi avistado no Havaí, em 2017.

Galileu

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Saúde

VÍDEO: No Meio-Dia RN desta quarta, especialistas afirmam que ivermectina e outros remédios não combatem covid e causam risco

No Meio-Dia RN desta quarta-feira(17), com o BG, cientistas pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnologia da UFRN (Lais), Ricardo Valentim e Leonardo Lima, afirmam que medicamentos como a ivermectina foram deixadas de lado em vários países porque não combateram efetivamente o vírus da covid-19. Segundo Leonardo, tomar os medicamentos têm causado um relaxamento dos cuidados com o isolamento social e, não só isso, também a demora em buscar o sistema de saúde após os agravamento dos sintomas.

Com 96 FM

Opinião dos leitores

  1. Porque as midiaslixo e a "CIÊNCIA"não explicam a baixa mortalidades por Covid-19 no continente africano.
    Alguém já viu algum comentário a respeito?
    Se houver, dirão que são excelentes lockdowns, excelentes hospitais, distanciamento social perfeito, uso de máscara com alta capacidade de contenção , higiene generalizada com álcool em gel espalhados por todos os locais e para fechar tem os países com mais jovens do mundo.. Nunca ouvirão que a Ivermectina que lá é utilizada para deter infecções por parasitas é distribuída para toda a população africana há anos.
    Portanto ela salva vidas sim a não ser que alguém seja muito ingenuo para acreditar na oms e "CIÊNCIA"
    São covardes e os verdadeiros genocidas mundiais apoiados pelos hipócritas da medicina como o infectologista David Uip que tomou a cloroquina e ficou calado a respeito do seu tratamento.
    As únicas medidas que eles aconselham é, fiquem em casa, usem máscaras e lavem bem as mãos, vão ao médico nos primeiros sintomas. Para fazer o que se tiver infectado?
    Ouvir o médico falar para ficar em isolamento e só voltar ao hospital quando tiver sem forças para respirar e andar?
    Aí sim há medicamentos para tratamento.
    Porque esses medicamentos só fazem efeito nos hospitais?

  2. Prezado BG. Acabo de assistir se belo programa diario o que faço quase diariamente, contudo não posso deixar de reconhecer que você amarelou diante dos dois cientistas na entrevista ao não perguntar se a extraordinaria Dra Roberta Lacerda estava mentindo quando da entrevista há poucos dias atrás defendendo a Ivermectina. aliás, você é muito brabo até o possivel entrevistado sentar na cadeira, ai você se torna um cordeiro, a não ser que a Dra Roberta tenha mentido, o que eu não acredito, ela é bem melhor que os dois que ai estivram.

  3. Esses "especialistas" de sofá só fazem criticar mais quando adoecem são os primeiros a fazer os tratamentos escondidos. O mundo todo está usando esses medicamentos como tratamento precose. Só na kbça desses ACÉFALOS é que não funciona.

    Eles querem é que o povo morra enquanto a DESGOVERNADORA não investiu o dinheiro que o governo federal enviou.

    Eu sigo tomando todos os cuidados necessários, mas não abro mão do tratamento precose. Se não serve segundo eles, pelo menos matar não mata.

  4. Engenheiro elétrico falando de medicina. Estamos bem mesmo. Fio descapado. Prefiro confiar em Dr Albert Dickson e Dr Fernando Suassuna.

  5. Não se poderia esperar nada diferente desses petistas da UFRN. Mas, o que faz de EFETIVO o governo do estado para combater o vírus? Cadê os novos leitos? Por que o RN FECHOU leitos hospitalares? A prefeitura de Natal está abrindo hospitais de campanha. E essa governadora só pensa em fechar tudo e fazer uso político da epidemia. É nisso que dá eleger uma incompetente e inepta, que NUNCA trabalhou na vida. Passou a vida toda na politicagem. Antes, política sindical. Agora, destruindo o RN.

    1. Verdade. Cadê os leitos??? Não dá pro Governo Federal abrir pelo menos 5 leitos de UTI no Huol , Hospital Naval ou Hospital de Guarnicao de Natal???? O SUS também é federal???

  6. Não acredito nestes Petistas que estão fazendo de tudo para colocar a culpa no Governo Federal. Nota zero nestes alienados deste Comitê Científico do Estado, só querem junto com esta Governadora INCOMPETENTE, transformar o RN em uma Venezuela. Tomo Invermectina e não abro. Conheço várias pessoas que foram curadas tomando este medicamento. Agora quem está tomando e coloca na cabeça que não vai contrair o vírus,está completamente errado

  7. Avisa aí esses “cientistas de sofá” que as vacinas tb não tem estudos concluídos sobre sua eficácia e segurança , mas devido à situação emergencial foi liberada pelas autoridades de saúde Aquino em alhures. Agora pergunte a esses pseudos arautos se eles tem estatísticas da mortalidade pelo uso da ivermectina e cloroquina !

  8. Esse ditos cientistas do tal Laís, todos funcionários públicos e petistas a serviço do PT.

  9. Se inimigo fosse visível, certamente toda população, nesse momento, estaria num só objetivo se esconder pra se proteger enquanto os combatentes da linha de frente lutavam, mas como o inimigo é invísivel, não menos letal, a populacao sem perceber se coloca no do fogo cruzado piorando a situação.

  10. O que vejo eles falando é a pessoa que toma vai relaxar nos protocolos. Porem se for por esse lado, podemos dizer que quem tem esses pensamento na hora que for vacinado ele vai ter a mesma atitude.

  11. HomipelamordeDeus, diga logo se é pra tomar ou não a ivermectina!!
    Deixe de arrudeio!!
    Não politizem os medicamentos!!!

  12. Bando de vagabundo mentiroso, asquerosos.
    Acredito 1000% em Dra Roberta e faço as prevenções com ivermectina, vitaminas C , D e zinco a muitos meses e vou continuar.

  13. BG!!
    A praga dessa doença, trouxe
    para conhecimento de todos uma coisa que nós nem prestavamos muito atenção.
    Vejam!!!
    De um lado médicos renomados professores defendendo o uso da ivermectina certo??
    Do outro lado a mesma coisa, médicos renomados professores recomendando o não uso da ivermectina certo?
    O que eu quero dizer com isso.
    É que preciso ter muito cuidado na hora de escolher um médico pra tratar qualquer enfermidade.
    Porque NÃO EXISTER UNANIMIDADE na medicina, taí um exemplo emblemático.
    já pensou uma coisa dessas??
    O caba lascado doente, tem que ter sorte, e pedir a Deus que coloque no caminho um médico para diagnosticar melhor o problema, acerte o tratamento.
    Porque se você tiver a mal sorte de pegar um diagnóstico que não condiz com a sua doença e tomar remédios errados, além de não ficar bom, ta se lascando mais ainda.
    Pelas caridades!!!
    Só Deus nessa vida velha aperriada, e boa.

  14. Acredito que os colegas médicos infectologistas tem mais autoridade para Aceitar ou não o uso do que os que não sao da área medica

  15. Qual a razão de toda essa resistência e celeuma com a ivermectina? Se uns dizem que ela não tem eficácia, poderiam dizer qual a contra indicação da ivermectina? Uma vez que a pessoa tome, na dosagem certa, a ivermectina vai causar que mal?
    Enquanto isso os estudos científicos feitos na Israel, Egito, Eslovência, Japão, Jamaica, Coreia do Sul adotaram oficialmente a ivermectina. Estudos nos EUA e na França publicados em revistas médicas mostram a eficácia da ivermectina.
    Os governos na India, Africa que usam a ivermectina continuamente, tem percentualmente metade das mortes de países que não fazem uso da medicação.
    O México, Peru e Uruguai usaram que medicação para combater o covid?
    Já foram publicados 42 estudos científicos mostrando a eficácia da ivermectina no combate a atuação do vírus.
    Mas a ivermectina parece incomodar muito, a começar pelo preço, pela patente aberta.
    Não estou julgando, apenas mostrando o que existe e é de conhecimento público a quem gosta de ler um pouco. Só espero que não venham dizer que a remdesivir que custa R$ 9 mil reais é a única solução.

  16. Não sei existe algum ser vivente que ainda aguente essa torturante masturbação ideológica, enquanto o povo morre afogado no seco !!! Aff…

  17. Continuo tomando, não acredito nesses vermelhos. Pra eles quanto mais morte, mais dinheiro

  18. Quais especialistas? Esses que não conseguiram responder uma pergunta que não fosse trazendo um monte de números que nem eles sabem de onde tiram? Os que acham que o trancamento é a melhor saída e que não conseguem dizer o que vem depois? Kkkkkkkkkkkkkkk

  19. Ricardo Valentim. Médico? Não: Sistema de informação, mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica.

    Leonardo Lima? Também não.

    É isso.

    1. Mostre suas evidências baseadas em Albert e Karla, Álvaro, Messias, Alexandre etc

    2. O gado negacionista. Eles falaram em termos cientificos com base em dados. E ambos falaram que o médico pode receitar se quiser.

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Saúde

Covid-19: cientistas descobrem americano com superanticorpos contra o coronavírus, que vira alvo de estudos

John Hollis tem superanticorpos que o tornam imune ao Sars-Cov-2 e suas variantes — Foto: BBC

“Foram duas semanas muito assustadoras”, conta John Hollis. “Por duas semanas eu esperei a doença me atingir, mas nunca aconteceu.”

Hollis achou simplesmente que tinha tido sorte de não contrair a doença.

Mas em julho de 2020, totalmente por acaso, Hollis mencionou que morava com uma pessoa que ficou muito doente em uma conversa com o médico Lance Liotta, professor na Universidade George Mason, onde Hollis trabalha na área de comunicação.

Liotta, que pesquisa formas de combater o coronavírus, convidou Hollis para se voluntariar em um estudo científico sobre coronavírus na universidade.

Com isso Hollis descobriu que não só tinha contraído o covid-19, como seu corpo tinha superanticorpos que o tornavam permanentemente imune à doença — ou seja, os vírus entraram em seu corpo, mas não conseguiram infectar suas células e deixá-lo doente.

“Essa tem sido uma das experiências mais surreais da minha vida”, conta Hollis.

“Nós coletamos o sangue de Hollis em diferentes momentos e agora é uma mina de ouro para estudarmos diferentes formas de atacar o vírus”, afirma Liotta.

Na maioria das pessoas, os anticorpos que se desenvolvem para combater o vírus atacam as proteínas das espículas do coronavírus — formações na superfície do Sars-Cov-2 em formato de espinhos que o ajudam a infectar as células humanas.

“Os anticorpos do paciente grudam nas espículas e o vírus não consegue grudar nas células e infectá-las”, explica Liotta. O problema é que, em uma pessoa que entra em contato com o vírus pela primeira vez, demora certo tempo até que o corpo consiga produzir esses anticorpos específicos, o que permite que o vírus se espalhe.

Mas os anticorpos de Hollis são diferentes: eles atacam diversas partes do vírus e o eliminam rapidamente. Eles são tão potentes que Hollis é imune inclusive às novas variantes do coronavírus.

“Você poderia diluir os anticorpos dele em 1 para mil e eles ainda matariam 99% dos vírus”, explica Liotta.

Os pesquisadores estudam esses superanticorpos de Hollis e de alguns outros poucos pacientes como ele na esperança de aprender como melhorar as vacinas contra a doença.

“Eu sei que não sou a única pessoa que tem anticorpos assim, sou apenas uma das poucas pessoas que foram encontradas”, afirma Hollis.

Viés racial em pesquisas

Descobertas como essa, no entanto, muitas vezes não acontecem por causa de um viés racial em pesquisas científicas: a maioria delas é feita com pacientes brancos. A participação de negros em estudos tende a ser muito menor do que sua porcentagem na sociedade.

“Há um longo histórico de exploração (de pacientes negros) que faz com que a comunidade afro-americana tenha desconfiança em relação à participação em pesquisas”, afirma Jeff Kahn, professor do Instituto de Bioética da Universidade John Hopkins.

“É compreensível que haja essa desconfiança”, afirma.

Um dos experimentos mais conhecido feito com a participação de afro-americanos é o estudo de sífilis de Tuskegee: por mais de 40 anos, cientistas patrocinados pelo governo americano estudaram homens negros que tinham sífilis no Alabama sem prover medicamentos para a doença.

“Ao longo dos anos, durante a produção do estudo, antibióticos se tornaram amplamente disponíveis e não foram oferecidos a essas pessoas. Os pesquisadores mentiram sobre o que estava sendo feito com eles e tiveram tratamento negado em nome da pesquisa”, explica Kahn.

“Quando o estudo de Tuskegee veio a público, foram criadas regras e regulamento para pesquisas em seres humanos, que estão em vigor desde os anos 1970”.

Esse histórico é um dos motivos pelos quais uma parte da população, que tem sido fortemente atingida pela pandemia, muitas vezes é relutante para participar de estudos ou tomar a vacina.

“Queremos garantir que as comunidades que são mais afetadas estejam recebendo os benefícios das tecnologias sendo desenvolvidas”, afirma Kahn. “E, para isso, essas populações precisam também ser parte de estudos.”

“Nós devemos honrar aquelas pessoas, as vítimas do estudo de Tuskegee, através do envolvimento em um processo para garantir que aquilo não aconteça de novo. E também para salvar vidas, especialmente na comunidade afro-americana, que tem sido fortemente atingida pela pandemia”, diz Hollis.

“Protegermos uns aos outros é um dever nós mesmos e às pessoas que amamos”, afirma o escritor.

Bem Estar G1, com BBC

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Diversos

Cientistas desvendam mistério das imensas crateras da Sibéria

Foto: Divulgação/Igor Bogoyavlensky

O mistério das imensas crateras registradas na tundra da Sibéria (Rússia) foi finalmente desvendado por cientistas russos, que publicaram na semana passada um estudo na revista “Geosciences”.

O fenômeno se deve a poderosas explosões de gás metano jogando gelo e rocha a centenas de metros de distância e deixando “cicatrizes” circulares abertas na paisagem vazia e misteriosa da região, considerada uma das mais inóspitas do planeta.

Até hoje foram encontradas 17 enormes crateras nas penínsulas de Yamal e Gyda, que avançam no Oceano Ártico, desde que a primeira foi identificada em 2013. Acredita-se que as crateras estejam ligadas às mudanças climáticas. Imagens feitas com drones, modelagem 3D e inteligência artificial estão ajudando a revelar seus segredos.

Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram lançar, em agosto do ano passado, um drone nas profundezas de uma cratera, exatamente a última a ser achada – atingindo 10 a 15 metros abaixo do solo, permitindo-lhes capturar a forma da cavidade subterrânea onde o metano se acumulou.

“A nova cratera está excepcionalmente bem preservada, já que a água da superfície ainda não havia se acumulado na cratera quando a pesquisamos, o que nos permitiu estudar uma cratera fresca, intocada pela degradação”, disse, de acordo com a CNN, Evgeny Chuvilin, cientista-chefe de pesquisa no Centro de Recuperação de Hidrocarbonetos do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia em Moscou.

A investigação com o drone e os modelos obtidos com ela, que mostrou grutas e cavernas incomuns na parte inferior da cratera, em grande parte confirmou a hipótese dos cientistas: o gás metano se acumula em uma cavidade no gelo, fazendo com que um monte apareça no nível do solo. O monte cresce em tamanho antes de explodir gelo e outros detritos em uma explosão e deixar para trás a enorme cratera.

O que ainda não está claro é a fonte do metano. Pode vir de camadas profundas da Terra ou mais perto da superfície – ou de uma combinação das duas.

Os solos congelados conhecidos como “permafrost” são enormes reservatórios naturais de metano, um potente gás de efeito estufa muito mais eficaz do que o dióxido de carbono em reter o calor e aquecer o planeta.

Page Not Found – Extra – O Globo

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Saúde

Cientistas criam material capaz de eliminar coronavírus de superfícies

FOTO: DIVULGAÇÃO/CSIC/EFE

Uma equipe de pesquisadores do CSIC (Conselho Superior de Pesquisa Científica) da Espanha conseguiu criar um nanomaterial capaz de eliminar o coronavírus, que poderia ser usado em máscaras, tecidos, puxadores ou corrimãos.

O novo nanomaterial é composto por nanopartículas de cobre, que inibe as proteínas do novo coronavírus, causador da covid-19, e bloqueia sua disseminação.

O material já foi protegido por patente e seria aplicável no revestimento de máscaras cirúrgicas, em tecidos de proteção para uso hospitalar e no revestimento de superfícies de contato, como grades ou maçanetas do transporte público, conforme informou nesta segunda-feira (15) o CSIC. Os pesquisadores estão estudando seu desenvolvimento industrial para trazê-lo ao mercado.

“A nova tecnologia consiste em nanopartículas que interagem com as proteínas do coronavírus, modificando-as por um mecanismo de oxidação e bloqueando sua capacidade de infectar células humanas”, explica o pesquisador José Miguel Palomo, que lidera o desenvolvimento no centro de pesquisa.

Esse novo material é muito eficiente na inibição das proteínas funcionais do vírus, principalmente a “3CLpro protease” (que intervém no processo de replicação do vírus) e a spike protein (proteína espinho, que permite a entrada do vírus nas células humanas), como demonstrado pela equipe de Palomo, em colaboração com os pesquisadores Olga Abian e Adrián Velázquez, do Instituto de Pesquisa em Saúde de Aragón (IIS Aragón), do Instituto Aragonês de Ciências da Saúde (IACS) e da Universidade de Zaragoza (Nordeste da Espanha).

A elevada eficácia deste nanomaterial se deve ao fato de o componente ativo ser nanopartículas de cobre muito pequenas, o que aumenta a eficiência, por ser constituído de espécies de cobre com um único estado de oxidação. Isso permite obter uma alta atividade biológica, que não foi observada até agora com outros compostos, de acordo com os pesquisadores.

Os cientistas confirmaram que esses nanomateriais podem ser usados ​​como aditivos de revestimento em várias superfícies. O material já foi testado para forro de máscaras cirúrgicas feitas com tecido de algodão ou polipropileno.

“Isso é de grande interesse, pois permitiria ter um novo tipo de máscaras eficazes com inativação direta contra SARS-CoV-2, além de prevenir a transmissão por barreira mecânica [filtração], e permitiria ter materiais têxteis para proteção em ambiente hospitalar”, detalham os pesquisadores.

O novo material também tem sido aplicado com sucesso em materiais metálicos (aço e ferro), podendo ser utilizado como revestimento de superfícies de contato, tanto de corrimão quanto de maçaneta, para uso, por exemplo, no setor de transporte público.

R7, com EFE

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Saúde

Nova variante britânica pode infectar pessoas que já tiveram covid ou já foram vacinadas, dizem cientistas

Foto: Reprodução/CNN Brasil

O governo britânico informou nesta quinta-feira (11) que uma nova mutação do coronavírus, conhecida como variante de Bristol, pode contagiar pessoas que já tiveram Covid-19 ou que já foram vacinadas contra a doença. (ASSISTA REPORTAGEM AQUI).

De acordo com o conselheiro do grupo científico para emergências do Reino Unido, ainda não se sabe se a variante de Bristol é mais transmissível que a variante britânica identificada anteriormente.

O ministro da Saúde do país disse que o Reino Unido está comprometido em aprimorar o rastreamento de infectados e aumentar a testagem para monitorar a propagação das novas variantes.

O serviço público de saúde britânico divulgou que os casos identificados em Bristol têm em comum a mesma mutação registrada nas variantes da África do Sul e no Brasil.

Cientistas dizem que as vacinas são eficazes contra as variantes do vírus até o momento, mas as mutações podem diminuir a eficácia dos imunizantes.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Essa invenção é pra justificar a água que estão aplicando no povo. Sempre inventando nova variante.

  2. Viva a indústria farmacêutica e viva os gananciosos .
    Dória é lobista e moleque.
    Bolsonaro tem razão

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