Cientistas identificam e recriam anticorpos neutralizantes para Sars-CoV-2

Foto: NIAID

Cientistas liderados pelo Centro Alemão para Pesquisa de Infecções analisaram como se desenvolvem anticorpos neutralizantes contra o Sars-CoV-2 no corpo hurmano. O estudo — publicado nesta terça-feira (7) no periódico científico Cell — avaliou o sistema imunológico de 12 pessoas que tiveram Covid-19 e se recuperaram.

A formação de anticorpos neutralizantes é importante para que nosso corpo possa combater agentes invasores (neste caso, o novo coronavírus). Tendo isso em vista, estudar como estas partículas se formam é interessante, pois pode levar ao desenvolvimento de tratamentos, por exemplo. “Nosso objetivo era entender melhor a resposta imunológica ao Sars-CoV-2 e identificar anticorpos altamente potentes que poderiam ser usados ​​para prevenir e tratar a Covid-19”, explicou Florian Klein, líder do estudo, em declaração à imprensa.

Segundo os cientistas, mais de 4 mil tipos de células presentes no organismo dos voluntários foram analisadas. Isso permitiu à equipe reconstituir 255 anticorpos em laboratório, dos quais 28 se mostraram capazes de neutralizar o novo coronavírus.

Além disso, com amostras de sangue coletadas antes da pandemia, os cientistas descobriram a existência de células do sistema imunológico muito semelhantes aos anticorpos neutralizantes do Sars-CoV-2. “Curiosamente, muitos anticorpos mostraram apenas um pequeno número de mutações”, afirmou Matthias Zehner, coautor da pesquisa. “Isso significa que apenas pequenas alterações foram necessárias para [os anticorpos] efetivamente reconhecerem e neutralizarem o vírus.”

De acordo com os pesquisadores, se funcionarem, os anticorpos desenvolvidos em laboratório poderão ser utilizados no tratamento para o novo coronavírus e até como medida profilática para evitar a Covid-19. “Esta forma de intervenção pode ser interessante para interromper surtos localizados e prevenir a progressão da doença em pessoas em risco”, disse Klein. Os cientistas esperam que os primeiros ensaios clínicos com o material sejam realizados até o fim de 2020.

Galileu

 

Cientistas descobrem estrela que vai mudar a astronomia

FOTO: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

Cientistas descobriram um objeto astronômico inédito nas pesquisas espaciais. Trata-se de uma ‘estrela de nêutrons negra’, que, até então, não se imaginava ser possível.

A descoberta vai gerar novas pesquisas sobre como as estrelas de nêutrons e os buracos negros se formam. A nova descoberta possui menos massa que os buracos negros.

A descoberta foi feita por uma equipe internacional de pesquisadores, usando detectores de ondas gravitacionais nos Estados Unidos e na Itália.

Charile Hoy, um dos pesqisadores da equipe, disse que a falta de informações sobre a estrela abre um novo leque de estudos. “Não podemos descartar nenhuma possibilidade. Nós não sabemos o que é [esse objeto] e é por isso que tudo é tão animador, porque isso realmente muda o nosso campo de estudo”, disse, em entrevista à BBC.

Os pesquisadores dizem acreditar que, entre todas as possibilidades, o objeto provavelmente seja um buraco negro leve, mas eles não estão descartando nenhuma hipótese.

Último Segundo – IG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Deco disse:

    Vice!!!
    Será que esse gafanhotos tão vindo de lá, heim?

Cientistas criam forma de economizar 80% de bateria do celular

Tecnologia promete reduzir em até cinco vezes o gasto da bateria — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Cientistas desenvolveram uma tecnologia que promete reduzir em até 80% o gasto da bateria de celulares. Os pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) conseguiram programar um chip para gerenciar a energia consumida nos processos do smartphone junto com a qualidade dos recursos, função que pode economizar cinco vezes mais bateria que os componentes atuais. A ideia é gastar menos energia quando o alto desempenho não for necessário.

Por enquanto, a novidade é experimental e não há previsão de chegada às baterias convencionais.

Os pesquisadores descobriram que os dispositivos consomem mais energia na transferência de dados do que no processamento de informações ou na tela, tanto entre os componentes internos quanto nas ondas eletromagnéticas. Esta troca de informações é o que mantém ativo o alto desempenho de um recurso, como a execução de um vídeo, por exemplo.

Porém, os cientistas observaram que o alto desempenho é desnecessário em muitos casos, como quando o usuário não está concentrado na tela do smartphone ou quando a bateria está perto de acabar. Aparelhos atuais continuam suprindo os recursos de alta demanda, o que resulta num gasto desnecessário de bateria.

Para resolver este problema, os pesquisadores programaram uma rede dentro do chip que administra quando os recursos não precisam de alto desempenho. Desse modo, a energia cai significativamente, o que também acaba reduzindo em paralelo a qualidade daquela função. O processo poupa até 80% da bateria para que ela seja usada quando for realmente necessária.

Este gerenciamento inteligente no consumo de energia representa um gasto cinco vezes menor, permitindo que a autonomia do celular seja estendida.

A tecnologia também pode ser usada em computadores, notebooks e servidores. Os cientistas estudam a criação de um amplo sistema de bateria inteligente baseado na percepção humana de quando é necessário gastar mais energia para aumentar o desempenho de um recurso ou economizar bateria em tarefas que não demandam alta transferência de dados.

Os pesquisadores também pretendem criar um novo sistema de câmeras inteligentes que consomem pouca energia. A ideia é que elas operem com eficiência mesmo com o baixo consumo por meio de energia solar. A bateria viria com uma célula de um centímetro para coletar energia do ambiente.

Apesar de ser um projeto experimental, a expectativa é de que a tecnologia não demore para ser lançada, já que a fabricante TSMC está apoiando a iniciativa. A empresa é conhecia por produzir processadores AMD e Qualcomm, além de placas gráficas da Nvidia.

Techtudo, com informações de TechRadar

Cientistas da UFRN buscam patentear produto que pode ser aplicado na indústria, visando reduzir custos de produção do biodiesel

Instalações do Laboratório de Tecnologias Energéticas (LABTEN), unidade onde o estudo está vinculado. Foto: Divulgação

A utilização em larga escala de combustíveis derivados do petróleo causa diversos problemas ao meio ambiente como, por exemplo, o aumento das taxas de dióxido de carbono na atmosfera. Em virtude disso, a indústria e governos ao redor do mundo têm procurado por novos combustíveis baseados em fontes renováveis e que não poluam o meio ambiente.

Dentre estas alternativas, está o biodiesel como uma alternativa viável ao óleo Diesel, já que é um produto renovável, não tóxico, biodegradável e pode ser usado em motores de ignição por compressão, ou seja, motores diesel. Contudo, durante a produção do biodiesel, uma das principais questões ainda em estudo é o uso de um catalisador adequado com a natureza do óleo utilizado.

Pensando nisso, cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) buscam patentear o desenvolvimento de um produto que pode ser aplicado na indústria, visando reduzir os custos de produção do biodiesel. Desenvolvida pelo grupo de pesquisa do Laboratório de Tecnologias Energéticas da Universidade, a tecnologia traduz-se em um catalisador, substância proveniente de sílica oriunda da cinza in natura da casca da banana e obtida com metodologia modificada através de misturas físico-químicas.

“Cada vez mais busca-se a utilização de biocombustíveis em diversas áreas como, por exemplo, automobilística, agrícola e em indústrias. Especificamente, no que tange ao biodiesel, por ser um dos mais utilizados em âmbito nacional e mundial, se faz necessária a busca de metodologias que usem materiais e parâmetros reacionais que façam o custo do produto se torna mais viável economicamente, bem como que o processo de produção seja menos danoso ao meio ambiente”, explicou a professora Luciene da Silva Santos.

Sendo assim, continua a professora, o catalisador produzido atende a essas necessidades, pois usa reagentes de baixo custo para sua produção. “A sílica é proveniente de resíduo agrícola, o catalisador heterogêneo pode ser reutilizado, além de produzir menos resíduos no processo de purificação do biodiesel”, complementou Luciene, uma das autoras do pedido de patente. Além dela, José Alberto Batista da Silva, Keverson Gomes de Oliveira, Ramoni Renan Silva de Lima e Clenildo de Longe também atuaram na pesquisa que deu origem à invenção, estudo este vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ).

O grupo identifica ainda que a aplicação do catalisador pode ser avaliada no desenvolvimento de outras reações básicas, visando a obtenção de outros bioprodutos, situação que abre ainda mais o leque de aplicação do dispositivo. No documento que embasa o pedido para patentear o produto, o grupo de cientistas listou alguns dos diferenciais.

Primeiro, a fonte precursora de baixo custo, por se tratar de sílica obtida de resíduo vegetal. Segundo, a utilização de reagentes usuais torna o produto viável economicamente com metodologia de fácil aplicação. Terceiro, o tempo de produção relativamente curto, comparado a metodologias inseridas em diversas patentes. Além disso, a formação do catalisador ocorre em uma única etapa, com baixo consumo de energia, comparado a processos tradicionais.

Por fim, o produto apresenta características satisfatórias na utilização como catalisador em reações de transesterificação para produção de biodiesel, podendo ser, em parte, reutilizado em novas reações. Pode ainda ser utilizado em reações que envolvam diferentes matrizes oleaginosas, inclusive quando da utilização de óleo residual de cozinha, obtendo, ainda assim, elevados rendimentos reacionais.

Denominado “Processo de produção de um catalisador proveniente da cinza in natura da casca da banana (musa paradisíaca l.)”, o pedido desta patente passa a integrar o portfólio de ofertas tecnológicas da UFRN, disponível para acesso em www.agir.ufrn.br. O diretor da Agência de Inovação (Agrir) da UFRN, Daniel de Lima Pontes, explicou que as orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção são dadas na própria Agir, unidade localizada no prédio da Reitoria.

Daniel de Lima Pontes é diretor da Agência de Inovação da UFRN. Foto: Divulgação

Contudo, durante o período de suspensão do atendimento presencial, as demandas devem ser enviadas através do e-mail [email protected] “Temos percebido nos últimos anos que os professores estão com maior cuidado em proteger suas invenções através do patenteamento. Aqui na Universidade eles contam com um cenário amplamente favorável, haja visto o suporte que a UFRN propicia neste processo”, afirmou o diretor.

Agir/UFRN

Cientistas britânicos dizem ter comprovado 1ª droga eficaz para reduzir mortalidade por covid-19

FOTO: GETTY IMAGES

Um medicamento barato e amplamente disponível chamado dexametasona pode ajudar a salvar a vida de pacientes gravemente doentes com coronavírus.

O medicamento faz parte do maior teste do mundo com tratamentos existentes para verificar quais funcionam contra o coronavírus.

E o tratamento com esteroides em baixa dose de dexametasona é um grande avanço na luta contra o vírus mortal, segundo especialistas do Reino Unido.

Seu uso levou a uma redução em um terço no risco de morte para pacientes respirando com a ajuda de respiradores. Para quem demanda oxigenação, reduziu as mortes em um quinto.

Se o medicamento tivesse sido usado para tratar pacientes no Reino Unido desde o início da pandemia, até 5 mil vidas poderiam ter sido salvas, dizem os pesquisadores.

E também poderia ser benéfico em países mais pobres, com grande número de pacientes da covid-19.

Cerca de 19 dos 20 pacientes com coronavírus se recuperam sem serem admitidos no hospital. Dos que são internados no hospital, a maioria também se recupera, mas alguns podem precisar de oxigênio ou ventilação mecânica. Estes são os pacientes em alto risco, que a dexametasona parece ajudar.

O medicamento já é usado para reduzir a inflamação em várias outras doenças e parece que ajuda a interromper alguns dos danos que podem ocorrer quando o sistema imunológico do corpo entra em ação exageradamente ao tentar combater o coronavírus.

A reação exagerada do corpo é chamada de tempestade de citocinas e pode ser mortal.

Na pesquisa, liderada por uma equipe da Universidade de Oxford, cerca de 2 mil pacientes hospitalizados receberam dexametasona e foram comparados com mais de 4 mil que não receberam o medicamento.

Para pacientes em respiradores, reduziu o risco de morte de 40% para 28%. Para pacientes que precisam de oxigênio, reduziu o risco de morte de 25% para 20%.

O pesquisador Peter Horby disse: “Este é o único medicamento até agora que demonstrou reduzir a mortalidade – e a reduz significativamente. É um grande avanço”.

Segundo o pesquisador Martin Landray, os resultados sugerem que para cada oito pacientes tratados em respiradores, pode-se salvar uma vida com a dexametasona. Para os pacientes tratados com oxigênio, você salva uma vida a cada 20 a 25 tratados com o medicamento.

“Há um benefício claro. O tratamento é de até 10 dias de dexametasona e custa cerca de 5 libras (equivalente a aproximadamente R$ 35) por paciente. Portanto, basicamente custa 35 libras para salvar uma vida (R$ 350). E este é um medicamento disponível globalmente”.

Alerta: medicamento não deve ser tomado por pessoas em casa

Landray disse que, quando apropriado, os pacientes hospitalares devem receber o tratamento sem demora, mas fez um alerta: as pessoas não devem sair para comprá-lo e tomar em casa.

A dexametasona não parece ajudar as pessoas com sintomas mais leves do coronavírus – aqueles que não precisam de ajuda com a respiração.

O repórter de saúde da BBC Fergus Walsh aponta que o medicamento é “antigo e barato” e que isso deve ser comemorado pois pode beneficiar rapidamente pacientes em todo o mundo. A dexametasona tem sido usada desde o início dos anos 1960 para tratar uma série de males, como artrite reumatoide e asma.

O medicamento é administrado por via intravenosa em terapia intensiva e em forma de comprimido para pacientes menos graves.

A pesquisa está em execução desde março. Incluiu o medicamento para a malária hidroxicloroquina, que foi posteriormente abandonado em meio a preocupações de que ele aumente as fatalidades e os problemas cardíacos.

Até agora, o único outro medicamento comprovadamente benéfico para pacientes com covid é o remdesivir, um tratamento antiviral usado para o ebola. Seu tratamento antiviral parece diminuir o tempo de recuperação de pessoas com coronavírus e, por isso, já está sendo disponibilizado no NHS, o serviço público de saúde britânico.

BBC

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Se o JB indicar , a pesquisa vai por água abaixo, terão vários especialistas esquerdopatas dizendo que a pesquisa é mentirosa
    Kkkkkk

Cientistas sugerem existência 36 civilizações inteligentes na Via Láctea

(Foto: Unsplash)

Existem outras civilizações como a nossa no Universo? Esta é uma das perguntas mais intrigantes para a humanidade desde que o mundo é mundo. E um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, promete ser mais um passo rumo à resposta.

A pesquisa, publicada nesta segunda-feira (15) no Astrophysical Journal, sugere que mais de 30 civilizações com vida inteligente podem existir na Via Láctea. De acordo com os pesquisadores, este é um enorme avanço em relação a outras estimativas, que estabelecem números de zero a bilhões.

Para chegarem a essa número, os cientistas assumiram que formas inteligentes de vida em outros planetas são parecidas com as da Terra. “Deveria haver pelo menos algumas dezenas de civilizações ativas em nossa galáxia, sob a suposição de que são necessários 5 bilhões de anos para que a vida inteligente se forme em outros planetas, como na Terra”, afirmou Christopher Conselice, que liderou o estudo, em comunicado.

Como explicam os pesquisadores, o complexo método utilizado por eles considera a teoria evolutiva, mas em escala cósmica, e é chamado de limite copernicano astrobiológico. Eles também levaram em consideração outros aspectos astronômicos, como a existência de estrelas perto dos locais onde essas sociedades estariam.

“A prática clássica para estimar o número de civilizações inteligentes se baseia em adivinhar valores relacionados à vida, em que as opiniões sobre tais questões variam substancialmente”, disse Tom Westby, principal autor da pesquisa. “Nosso estudo simplifica essas suposições usando novos dados, fornecendo uma estimativa sólida do número de civilizações em nossa galáxia.”

Segundo a pesquisa, o número de civilizações depende de há quanto tempo elas estão ativamente enviando sinais de sua existência ao espaço, como transmissões de rádio de satélites e televisão. Segundo os cientistas, se outras sociedades tecnológicas existem há tanto tempo quanto a nossa, cerca de 36 civilizações inteligentes devem existir na Via Láctea.

No entanto, a distância entre a Terra e esses mundos seria de, em média, 17 mil anos-luz, o que dificultaria a detecção e a comunicação com a nossa tecnologia atual. Além disso, é possível que sejamos a única civilização dentro da Via Láctea que ainda não esteja extinta, por exemplo.

“Nossa pesquisa sugere que a busca por civilizações extraterrestres inteligentes não apenas revela a existência de como a vida se forma, mas também nos dá pistas de quanto tempo nossa própria civilização durará”, afirmou Conselice. “Se descobrirmos que a vida inteligente é comum, isso revelaria que nossa civilização poderia existir por muito mais do que algumas centenas de anos; por outro lado, se identificamos que não existem civilizações ativas em nossa galáxia, é um mau sinal para nós a longo prazo.”

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Não sou fã de Bolsonaro, mas é patético politizar tudo. Só por esses comentários a gente tem a certeza do que aconteceu com a hidroxicloroquina, com ivermectina, com o isolamento seletivo. Quanto prejuízo por causa de briga idiota. Arranjei algum necessitado para ajudar. Façam algo de útil.

  2. Tarcísio Eimar disse:

    A desgraça aqui é tão grande q eles nem tem coragem de nos visitar. O ideal seria eles fazem uma visitinha pra colocar ORDEM nesse mundo desmantelado

  3. riva disse:

    Não conhecem a vizinhança.

  4. Berg disse:

    Com certeza nenhuma delas tem um presidente como o nosso.

  5. Ricardo disse:

    Se as hipóteses estiverem corretas, as outras civilizações estão bem aqui do lado. Mas numa frequência diferente de materialidade. Imaginem a Terra com camadas de uma cebola. Cada uma com céu e chão próprios e independentes.

Cientistas identificam moléculas capazes de bloquear Sars-CoV-2; entenda

Cientistas identificam moléculas capazes de bloquear Sars-CoV-2; entenda (Foto: ACS Infectious Diseases)

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, demonstraram que um conjunto de pequenas moléculas consegue bloquear a atividade de uma proteína-chave do Sars-CoV-2. Os cientistas explicam que elas são parecidas com as presentes em medicamentos já conhecidos, o que pode ajudar na busca por um tratamento para a Covid-19.

Em um artigo, publicado em maio no ACS Infectious Diseases, os estudiosos revelam serem os s primeiros a avaliar a proteína PLpro do Sars-CoV-2. Segundo eles, esse estudo é particularmente importante porque, em outros coronavírus, é ela a responsável pela replicação viral e por suprimir a função imunológica do hospedeiro.

“A PLpro do Sars-CoV-2 se comportou de maneira diferente da sua antecessora, que causou o surto de Sars em 2003. Especificamente, nossos dados sugerem que a PLpro do novo coronavírus é menos eficaz em suas funções de supressão imunológica”, disse Scott Pegan, um dos pesquisadores, em declaração à imprensa. “Esta pode ser uma das razões pelas quais o vírus atual não é tão fatal quanto o do surto de 2003.”

A proteína PLpro do Sars-CoV-2 (Foto: ACS Infectious Diseases)

Tendo isso em mente, os cientistas começaram a estudar uma série de compostos que foram descobertos há 12 anos e se mostraram eficazes contra a Sars. Em testes laboratoriais, as moléculas, que são feitas à base de naftaleno, conseguiram inibir a PLpro do Sars-CoV-2.

“O tipo de pequenas moléculas que estamos desenvolvendo são algumas das primeiras projetadas especificamente para essa protease do coronavírus”, explicou Pegan. “Nossa esperança é que possamos transformar isso em um ponto de partida para a criação de um medicamento.”

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio disse:

    🤲🙌🤲🙌🙌🤲🙌👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

Cientistas publicam segunda carta em defesa da hidroxicloroquina nas fases iniciais da Covid-19 :“ciência está politizada”

Cloroquina e hidroxicloroquina seguem sendo pesquisadas como possíveis tratamentos para a Covid-19.| Foto: Divulgação/Voz da América (EUA)

Um grupo de 25 cientistas que defende o uso da hidroxicloroquina nas fases iniciais da Covid-19 escreveu uma segunda carta em defesa do uso da substância contra o que eles chamam de “pseudocientistas”, pesquisadores que estariam deturpando a ciência por motivos pessoais e políticos – no caso, para atingir o governo federal. No documento, eles lembram que não existem pesquisas definitivas sobre nenhum medicamento que está sendo usado contra a doença; que não há provas de que hidroxicloroquina funciona, mas que ela tem se mostrado em todo o mundo tão ou mais eficaz do que outros remédios, e que os efeitos colaterais são mínimos se usada na dose correta. A carta foi escrita por Marcos Eberlin, doutor em Química e professor da Universidade Mackenzie, com 25 mil citações em pesquisas. Os outros signatários da carta são citados 44 mil vezes em artigos científicos.

“Nessa pandemia, o termo “ciência” tem sido utilizado ‘ad nauseam’. Repetem a exaustão: ‘Ciência, ciência, ciência’, eu sou ‘pró-ciência’, e ‘por ela, nela e para ela’ me guio e atuo. ‘Eu, portanto, estou certo, coberto de razão’. É nítida aqui a intenção de conduzir-nos todos à ideia de decisões alicerçadas em algo inquestionável e infalível, tão científico com uma lei, como a lei da gravidade”.

Depois de citar que países como EUA, Espanha, França, Itália, Índia, Israel, Rússia e Senegal estão usando a hidroxicloroquina no combate à Covid-19, em conjunto com outras substâncias, estudando livremente qual seria a melhor solução para tratar da doença, os cientistas citam docentes e pesquisadores que, ao criticar o uso da hidroxicloroquina, estariam usando “a ciência para defender sua opinião, seu bolso, ou sua paixão”.

“Indignado, ouço todos os dias prefeitos e governadores afirmando, a plenos pulmões, que ‘seguem a ciência’. Presidentes de conselhos e alguns de seus conselheiros, e de academias, e reitores em seus gabinetes escrevem cartas em nome de toda a sua comunidade, como se fosse uma posição de todos, consensual. Nada mais falso. Seguem a ciência? Seguem nada! Seguem a ala da ciência que gostam, e os cientistas que do seu lado eles escolheram colocar. Desprezam a outra ala da ciência, pois há também centenas de cientistas e artigos que se opõe às suas posições e medidas”.

Na carta, eles fazem uma crítica dura a um estudo de Manaus, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).

“Nesse estudo, cientistas usaram, o manuscrito revela, doses letais em pacientes debilitados, muitos em estados grave e com comorbidades. O perfil do grupo parece não ter sido ‘randomizado’, pois nota-se uma nítida ‘preferência’ no grupo da ALTA DOSE por fatores de risco. Usou-se cloroquina, mais tóxica, e parece que cometeram ‘erros infantis’ até em cálculos simples de estequiometria, dobrando com o erro a dosagem. Não sei julgar intenções, a justiça julgará. O ex-ministro Mandetta citava esse estudo, o apoiou, e com base nele declarava categoricamente: ‘Não aprovo a cloroquina pois me baseio em ciência, ciência, ciência!'”.

No final, os cientistas reiteram que não há estudos definitivos sobre o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, mas, como no caso de outros remédios, reforçam que experiências bem-sucedidas que devem ser levadas em conta. Citando ainda, que nas doses usadas há 40 anos pelos usuários desse medicamento, os efeitos colaterais são mínimos.

“Se há então dúvida, pela ‘ciência’, e uma possibilidade plausível é a cura, com a HCQ, e se a droga é barata, quase de graça, disponível e distribuída por vários laboratórios no Brasil (Cristália, Apsen, EMS, Forças Armadas, Sanofi-Aventis), e se ela apresenta efeitos colaterais mínimos em dosagem agudas de só 5 dias (muitos tomam a droga diariamente por anos), como todo o fármaco (vide a aspirina e o paracetamol), e se o réu corre ou pode correr maior risco de vida, se não medicado, então PRÓ-VIDA!”.

Leia a carta na íntegra:

Ao Brasil,

A “ciência” da Pandemia

Nessa pandemia, o termo “ciência” tem sido utilizado “ad nauseam”. Repetem a exaustão: “Ciência, ciência, ciência”, eu sou “pró-ciência”, e “por ela, nela e para ela” me guio e atuo. “Eu, portanto, estou certo, coberto de razão”. É nítida aqui a intenção de conduzir-nos todos à ideia de decisões alicerçadas em algo inquestionável e infalível, tão científico com uma lei, como a lei da gravidade.

Grupos de “experts da ciência” ou famosos cientistas do YouTube, muito deles “mirins”, alguns com mínima ou nenhuma experiência em combates de pandemias, são selecionados pelo establishment e pela mídia para dar um “verniz científico” para o isolamento social e a condenação da hidroxicloroquina (HCQ) como uma droga ineficaz; pior, mortal.

Simulações desastrosas apocalípticas do “Imperial College” – esse nome pomposo que nos remete à ideia de um centro de excelência e saber infalível, onipotente e inquestionável, um “Colégio Imperial” – são usadas para colocar todo mundo em casa, e para então comparar dados como sendo a referência absoluta da verdade. “Algo fizemos e por isso, esse tanto de óbitos reduzimos. Salve a “ciência”!

Mas que “ciência” seria essa para qual apelam? E quem, em nome dessa “ciência”, estaria autorizado a falar? Ciência (sei que há controvérsias, pois cientistas divergem até sobre o seu significado) é “a busca desapaixonada pela verdade sobre o Universo e a vida”. Mas por ironia, buscamos verdades que nem sequer sabemos como essas verdades seriam, ou onde estariam. Por isso, às vezes, por ironia, mesmo quando cientistas acham uma verdade de fato verdadeira, duvidam até de tê-la achado. Ziguezagamos literalmente no escuro em busca de soluções para os nossos problemas. Por isso, falamos às vezes que: “comer ovos é ruim, aumenta o colesterol; às vezes que é bom, coma à vontade”.

Richard Feymann assim a classificou: “A ciência é a cultura da dúvida”. E eu acrescento, “ciência é a cultura do embate, da divergência de opiniões”.

Raras são as situações em que alcançamos consenso em ciência, mesmo que provisório. Uns defendem o “Big Bang” e a evolução, outros os questionam, entre eles, eu. Uns com dados defendem o papel central do homem no aquecimento global, outros afirmam com os mesmos dados que é irrelevante. Cientistas são seres, portanto, céticos e questionadores que podem e devem sim falar por si, como cientistas que são, mas NUNCA UM CIENTISTA OU UM GRUPO DELES PODE SE DECLARAR AUTORIZADO A FALAR EM “NOME DA CIÊNCIA!”

Ninguém, absolutamente ninguém está autorizado a falar pela ciência ou declarar que por ela é “guiado”! Em tempos de pandemia, essa impossibilidade é maior ainda, pois enfrentamos um inimigo ainda pouco conhecido. Dados ainda estão sendo coletados, e as pesquisas são feitas por cientistas divididos por suas cosmovisões e preferências políticas e partidárias.

Quem disse que agiu em nome da ciência, desonestamente usurpou o prestígio dela. Pois que tipo de “ciência” foi essa, unânime e consensual, que dela ninguém nunca ouviu falar? Poderiam me passar seu endereço para com ela seu consentimento eu confirmar? Telefone, e-mail, WhatsApp?

Quanto à hidroxicloroquina (HCQ), o embate científico inevitável entre teses fica nítido quando cientistas renomados por todo o mundo e no Brasil, como o virologista Paolo Zanotto (com 7,4 mil citações científicas) e os médicos Didier Raoult (com 148 mil citações), Philip M. Carlucci e Vladimir Zelenko, defendem seu uso baseados em estudos e artigos, enquanto outros, também renomados e baseados nos mesmos e em outros estudos e artigos, a condenam. Inúmeros países como EUA, Espanha, França, Itália, Índia, Israel, Rússia e Senegal usam o fármaco no combate à covid-19, enquanto outros eximem-se em utilizá-lo como uma das estratégias para contenção da pandemia, apostando em táticas também controversas.

Quem fala então aqui em nome da “ciência”? Qual grupo tem o monopólio da razão e a autorização exclusiva de ser da “ciência” seu porta-voz? Cadê a autorização?

Escolha uma opinião, e baseie nela sua estratégia, tudo bem, mas não cometa o sacrilégio de proteger sua decisão e correr o risco de manchar com ela o “manto sagrado da ciência”.

Indignado, ouço todos os dias prefeitos e governadores afirmando, a plenos pulmões, que “seguem a ciência”. Presidentes de conselhos e alguns de seus conselheiros, e de academias, e reitores em seus gabinetes escrevem cartas em nome de toda a sua comunidade, como se fosse uma posição de todos, consensual. Nada mais falso.

Seguem a ciência? Seguem nada! Seguem a ala da ciência que gostam, e os cientistas que do seu lado eles escolheram colocar. Desprezam a outra ala da ciência, pois há também centenas de cientistas e artigos que se opõe às suas posições e medidas.

Pior, cientistas não são anjos. Cientista é gente, e gente tem gostos e desgostos, paixões e opiniões político-partidárias. Ou não teriam? Há muitos cientistas, portanto, que fazem o bem sem olhar para quem, conheço e admiro muitos. Mas há pseudocientistas que usam a ciência para defender sua opinião, seu bolso, ou sua paixão. Cientistas trabalharam e ainda trabalham com afinco e desprendimento para contribuir para o bem da humanidade, muitos dos quais estão hoje em laboratórios, arriscando suas vidas para desenvolver novos métodos de detecção do coronavírus, drogas e vacinas, quando poderiam ficar em casa. Mas, para ilustrar, conheço cientistas que publicaram artigos, uns até na “Science” ou na “Nature”, com dados fabricados de madrugada, outros que retiraram pontos de suas curvas, e outras estratégias afins. Muitos cientistas estavam ao lado de Hitler, ou não estavam? Agiram eles em nome da “ciência”? Outros desenvolveram bombas atômicas. Outros desenvolvem ainda hoje armas químicas e biológicas e drogas ilícitas, de design.

O trabalho de Manaus com a cloroquina (CQ) publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) (1) é emblemático nessa discussão de “ciência”. Cientistas lá usaram, o manuscrito revela, doses letais em pacientes debilitados, muitos em estados grave e com comorbidades. O perfil do grupo parece não ter sido “randomizado”, pois nota-se uma nítida “preferência” no grupo da ALTA DOSE por fatores de risco. Usou-se cloroquina, mais tóxica, e parece que cometeram “erros infantis” até em cálculos simples de estequiometria, dobrando com o erro a dosagem. Não sei julgar intenções, a justiça julgará. O ex-ministro Mandetta citava esse estudo, o apoiou, e com base nele declarava categoricamente: “Não aprovo a cloroquina pois me baseio em “ciência, ciência, ciência”!

Outro estudo publicado por pesquisadores chineses no British Medical Journal (BMJ) e que ainda é insistentemente usado contra a HCQ foi também no mínimo revoltante (2). Nele os autores declaram: “administramos 1.200 mg por 3 dias, seguido de 800 mg por 12 a 21 dias, em pacientes com sintomas de moderado a severo”. Ou seja, administraram um “caminhão” da droga que poderia chegar no final ao absurdo de 20 gramas, e deram tarde demais (deve-se administrar a HCQ nos primeiros sintomas ou até antes). E pior, superdosagem de HCQ ou qualquer outra droga para casos severos é venenoso. O que você achou, foi boa ciência? A dosagem recomendada desde ontem (20/05/2020), pelo Ministério da Saúde, para sintomas leves é de 2 vezes 400 mg no primeiro dia (de 12h em 12h) e 400 mg por 5 dias num total de 2,8 gramas.

Em outros estudos publicados, também nessas revistas de renome internacional como The New England Journal of Medicine, JAMA e BMJ (3-5), mais uma vez nota-se claramente “problemas”, pois ou os pacientes foram randomizados de maneira irregular, colocando-se nos grupos pacientes mais graves e hipoxêmicos, ou mais homens (quase 3 vezes mais mortais por covid que mulheres), ou mais negros (nos USA negros apresentam maior mortalidade) e mais fumantes, e onde a maioria das mortes ocorreu nos primeiros dias dos estudos (sinais que foram de pacientes graves, que nessa fase seriam mais “intoxicados” do que “tratados” com a HCQ), ou administraram a HCQ sozinha, quando se sabe que é preciso associá-la pelo menos à azitromicina. Um desses estudos (5) administrou a HCQ apenas no décimo sexto dia de sintomas (para tratamento realmente precoce, deve-se iniciar administração da HCQ até o quinto dia), ou seja, já no fim da doença, quando o remédio pouco ou nada pode fazer.

Esses trabalhos indicam que ou esqueceram como se faz “ciência” ou que há um enorme esforço para provar que a HCQ não funciona, custe o que custar. Como alguém ou até Conselhos e Academias de Medicina podem citar tais trabalhos como a “ciência” de suas decisões? Como?

Na contramão, o estudo publicado e hoje já com mais de 3 mil pacientes testados, e realizado pelo Dr. Didier Raoult na França (6), usando a dosagem correta e na hora certa, com uma baixíssima taxa de mortalidade (0.4%), e a experiência clínica da Prevent Senior no Brasil, também bastante alentadora, são desqualificados com argumentos deveras “fúteis” como: “Didier Raoult é um pesquisador polêmico e indigno de crédito”, “Na Prevent não tinham certeza do diagnóstico” (mas quase nenhum internado com sintomas claros de COVID morreu), “efeito placebo” (que poder sobrenatural da indução de nossa mente que reduz de 40% para zero a mortalidade, eu quero este placebo!), “estudo feito por plano de saúde” (esses eu não duvido que queiram salvar vidas, pois sobretudo são seus clientes, que pagam suas contas), e efemeridades afins.

Posto em meu Facebook, quase que diariamente, trabalhos, estudos e relatos incríveis a favor da HCQ. Muitos comigo se solidarizam, mas alguns são veemente contrários, e me confrontam com argumentos tipo: “como pode um cientista de seu gabarito perder seu prestígio para defender esse presidente?”. Alguns eu conheço pessoalmente, outros pesquiso em seus perfis. Pode existir, eu sei, mas não encontrei sequer um desses amigos até agora que não seja de esquerda, combata o atual presidente do Brasil e, via de regra, não seja favorável ao desastrado #FiqueEmCasa.

Mas a pergunta mais importante creio que seria esta: estamos absolutamente certos pela “ciência” que a HCQ é eficiente e salva vidas? Creio que não. A chance é alta, mas certo nenhum cientista está. Daqui há alguns anos, talvez. Estamos absolutamente certos hoje que a HCQ não salva? Claro que não, ninguém honestamente está. Quero, portanto, deixar a “ciência da dúvida” de lado, pois cientistas divergem, e apelar para outra área: o direito. Inclusive, remeteram a questão até para lá, para que juízes julguem com base na “ciência”. Basta saber quem por ela falará. Mas há, em Direito, um princípio, esse inquestionável e consensual, que deveria ser usado para definir o dilema:

“In dubio pro reo”. Ou seja, na dúvida, favorecimento ou absolvição do réu (no caso a HCQ).

Se há então dúvida, pela “ciência”, e uma possibilidade plausível é a cura, com a HCQ, e se a droga é barata, quase de graça, disponível e distribuída por vários laboratórios no Brasil (Cristália, Apsen, EMS, Forças Armadas, Sanofi-Aventis), e se ela apresenta efeitos colaterais mínimos em dosagem agudas de só 5 dias (muitos tomam a droga diariamente por anos), como todo o fármaco (vide a aspirina e o paracetamol), e se o réu corre ou pode correr maior risco de vida, se não medicado, então PRÓ-VIDA!

QUE TODOS, ABSOLUTAMENTE TODOS OS BRASILEIROS QUE ASSIM DESEJEM, TENHAM O DIREITO DE SER TRATADOS COM A HCQ.

Decisão jurídica justa. E ponto final.

Isso sim é ciência, não a “ciência” que eu gosto ou a que usurpam por aí, mas a “ciência” que temos aqui e agora, baseada nos fatos de hoje, na razão.

Por fim, lembremos todos que diante da uma doença nova e da sua progressão extremamente veloz nos mais debilitados com complicações gravíssimas, e de tantas incertezas no diagnóstico, e por tratarmos não papéis nem exames, mas PESSOAS, faz-se imperativo ao médico decidir no olho a olho com seus pacientes, invocando não a “ciência” de alguns, mas a bússola valorosa da medicina que salva vidas desde os primórdios da medicina: “A CLÍNICA É SOBERANA!”

Prof. Marcos N. Eberlin
Email: [email protected]

Amilcar Baiardi, Universidade Católica de Salvador – UCSAL, 2,5 mil citações

Bento João da Graça Azevedo Abreu, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 77 citações

Carlos Adriano Ferraz, Universidade Federal de Pelotas – UFPel, 8,7 mil citações

Donato Alexandre Gomes Aranda, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 3,6 mil citações

Elvis S. Böes, Instituto Federal de Brasília, 686 citações

Esteban Lopez Moreno, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 302 citações

Heloísa Candia Hollnagel, Universidade Federal de São Paulo

Jaime Henrique Amorim, Universidade Federal do Oeste da Bahia, 407 citações

José Roberto Gomes Rodrigues, Universidade do Estado da Bahia

Kin Shung Hwang, sem afiliação

Laércio Fidelis Dias, Universidade Estadual Paulista 288 – UNESP, 125 citações

Leonardo Vizeu Figueiredo, Universidade Federal Fluminense – UFF, 280 citações

Luciano Dias Azevedo, médico, CRM 104.119 SP

Marcelo Henrique Napimoga, sem afiliação, 3,8 mil citações

Marcelo Hermes Lima, Universidade de Brasília, 6,3 mil citações

Marcos N. Eberlin, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 25,2 mil citações

Ney Rômulo de Oliveira Paula, Universidade Federal do Piauí, 150 citações

Pablo Christiano Barboza Lollo, Universidade Federal da Grande Dourados, 1,1 mil citações

Pedro Jorge Zany P. M. Caldeira, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, 65 citações

Paulo Roberto Ferreira Louzada Junior, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 3,1 mil citações

Peterson Dayan Machado Goncalves, Instituto de Educação Superior de Brasília

Rafael Jose de Menezes, Universidade Católica de Pernambuco

Rodrigo Caiado de Lamare, PUC-RJ e University of York, 11,5 mil citações

Rosivaldo dos Santos Borges, Universidade Federal do Pará, 761 citações

Rui Seabra Ferreira Junior, Universidade Estadual Paulista – UNESP, 1,3 mil citações

(Os pesquisadores que assinam a carta somam mais de 69 mil citações.)

Referências:

https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2765499
https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1849https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2012410
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2766117
https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1844
https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1849
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32387409/”

Gazeta do Povo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. John Rawls disse:

    E este manifesto nada mais é que uma "politização" da cloroquina. NÃO HÁ EVIDÊNCIAS DE EFETIVIDADE, E PELO CONTRÁRIO, HÁ EVIDÊNCIAS DE GRANDES GRUPOS DE ESTUDOS INTERNACIONAIS DA INEFICÁCIA.
    Portanto, a cloroquina é uma falácia de grupos ligados ao "BOLSONECRISMO", nada mais, nada menos que um "placebo político".

    • Briuu disse:

      Ok He-man. Muito simples, não tome e não deixe ninguém da sua família tomar. Faça esse favor pra vc mesmo.
      Que dizer que se vc tiver com dor de barriga ou dor de cabeça, vc nunca se auto medicou na vida?
      Por favor n responda , a sua consciência fará uma esse trabalho pra vc.

    • Ricarado disse:

      Já tem um monte de evidência empírica de que funciona.
      O acúmulo dessas evidências, anotadas com o devido método, é ciência.

  2. Chicó disse:

    Quem é contra esse remédio não é obrigado tomar !!!

  3. Severino disse:

    Celerados torcem contra remédios. Isso vai retorar pra vcs de uma forma pavorosa.

  4. Clara disse:

    Carta de médicos bolsonaristas X estudo gigante da Lancet: huuum, deixa eu ver com quem eu fico…Difícil, né? Talvez precisem arranjar outro meio de agradecer o capitão pela expulsão dos cubanos…

  5. Brenda disse:

    Não tomas, tá? Se você contrair.
    Asno!

  6. Manoel disse:

    Os "cientistas" que criticam a ciência e as evidências.
    Já tinha visto de nesse mundo mas essa é nova.
    Chego a conclusão q o vírus mais letal q temos hoje é o bolsovirus.

    • Francisco Alves disse:

      Engano seu! O pior vírus que o brasileiro enfrenta é a esquerdopatia endêmica, virulenta.
      Bajulador de ladrão.

    • Antenado disse:

      Faça o seguinte, se vc for infectado não autorize o uso da hidroxicloroquina.

      Duvido que faça isso.

Cientistas descobrem método para tratar síndrome do X frágil, principal causa hereditária de autismo e deficiências cognitivas; entenda

Cientistas descobrem método para tratar síndrome do X frágil (Foto: Unsplash)

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, identificaram uma potencial estratégia para tratar a síndrome do X frágil, distúrbio que é a principal causa hereditária de deficiência cognitiva e autismo. Em um estudo com ratos, os pesquisadores mostraram que inibir uma enzima chamada GSK3 alfa reverte muitas das características comportamentais e celulares da condição.

A síndrome do X frágil afeta cerca de um a cada 2500 a 4 mil meninos e uma a cada 7 mil a 8 mil meninas. Ela tem origem em uma mutação genética da proteína FMRP (Fragile X Mental Retardation Protein, em inglês). Essa molécula, por sua vez, é essencial para o desenvolvimento das conexões entre as células nervosas e a maturação das sinapses no nosso cérebro. Isso pode levar a deficiências intelectuais, e os sintomas incluem epilepsia, déficit de atenção e hiperatividade, hipersensibilidade ao ruído e à luz e comportamentos associados ao autismo.

A equipe do MIT estuda a síndrome há cerca de duas décadas e eles já haviam identificado que a síntese proteica nas sinapses é estimulada por um receptor de neurotransmissor chamado receptor metabotrópico de glutamato 5 (mGluR5) — e é a FMRP que normalmente regula essa síntese proteica. Logo, quando essa proteína é alterada ou não existe, esse processo se torna hiperativo, o que pode explicar muitos dos sintomas variados observados em quem tem a síndrome do X frágil

Em estudos realizados com roedores, os cientistas observaram que compostos que inibem o receptor mGluR5 poderiam reverter a maioria dos sintomas. Contudo, nenhuma das substâncias testadas para isso tinha funcionado — até agora. De acordo com os especialistas, alguns estudos sugeriram que a enzima GSK3 (existente nas versões alfa e beta) também era hiperativa em roedores com a síndrome do X frágil, mas essa atividade poderia ser reduzida usando lítio. Só que tem um problema: a dosagem necessária da substância causa efeitos colaterais sérios.

Então, empresas farmacêuticas desenvolveram outros medicamentos de moléculas que inibem a GSK3. Contudo, essas desencadearam o acúmulo de uma proteína chamada beta-catenina, que pode levar à proliferação de células cancerígenas.

“Foram publicados estudos mostrando que, se você eliminar seletivamente a [GSK3] alfa ou a beta, não há o acúmulo de beta-catenina”, disse Florence Wagner, uma das pesquisadoras, em declaração à imprensa. “Os inibidores da GSK3 já haviam sido testados em modelos de X frágil antes, mas nunca foram a lugar algum por causa do problema de toxicidade.”

O estudo do MIT

Levando tudo isso em consideração, a equipe do MIT realizou uma triagem de mais de 400 mil compostos de drogas e identificou algumas substâncias capazes de inibir ambas as formas de GSK3. Ao alterar levemente suas estruturas, os cientistas criaram versões que podiam segmentar seletivamente as formas alfa ou beta.

No laboratório, os especialistas testaram os inibidores seletivos em camundongos geneticamente modificados que não possuem a proteína FMRP e descobriram que o inibidor específico da GSK3 alfa elimina as convulsões induzidas por sons altos, um dos sintomas comuns do X frágil. Além disso, os pesquisadores descobriram que a substância reverteu vários outros, como a superprodução de proteínas, a plasticidade sináptica alterada, o comprometimento de alguns tipos de aprendizado e memória, além da hiperexcitabilidade de alguns neurônios.

Segundo os cientistas, os testes iniciais em camundongos sugerem que os inibidores da GSK3 alfa não apresentam algumas das complicações que podem ter causado os problemas observados durante os ensaios clínicos com inibidores do mGluR5. “Não sabemos se os ensaios com mGluR falharam devido à resistência ao tratamento, mas é uma hipótese viável”, afirmou Mark Bear, coautor do estudo. “O que sabemos é que com o inibidor alfa GSK3, não vemos isso em camundongos, na medida em que analisamos.”

A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (20) no Science Translational Medicine e seus autores pretendem iniciar testes em humanos assim que possível. “É realmente incrível que, se você puder corrigir a síntese proteica em excesso com um composto de drogas, uma dúzia de outros fenótipos serão corrigidos”, disse Bear.

Galileu

Cientistas estão treinando cachorros para “farejar” a Covid-19

Cientistas estão treinando cachorros para farejar a Covid-19. Acima: um dos cães durante o treinamento realizado pelos pesquisadores (Foto: University of Pennsylvania’s School of Veterinary Medicine)

Um grupo de especialistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está treinando cachorros para que eles possam “farejar” a Covid-19. A equipe pretende ensinar os animais a distinguir o cheiro de pacientes contaminados pelo novo coronavírus do daqueles que não estão infectados pelo Sars-CoV-2.

Enquanto nós humanos temos apenas 6 milhões de receptores olfativos, os cães contam com mais de 300 milhões dessas células — o que os permite detectar uma variedade enorme de aromas de forma eficaz. “Cães e seres humanos, perfeitos juntos como melhores amigos, [poderão] fornecer uma nova solução para o [diagnóstico da] Covid-19”, disse Vernon Hill, que está participando da pesquisa, em comunicado.

Os testes foram anunciados no fim de abril e devem durar três semanas. Neste período, oito cães serão expostos a amostras de saliva e urina de pessoas que testaram positivo para a Covid-19. Depois de aprenderem o “cheiro” do novo coronavírus, os cachorros deverão farejar amostras de material orgânico e identificacr se elas são positivas ou negativas para o Sars-CoV-2.

“Os cães treinados podem detectar com precisão baixas concentrações de compostos orgânicos voláteis, também conhecidos como VOCs, associados a várias doenças, como câncer de ovário, infecções bacterianas e tumores nasais. Esses VOCs estão presentes no sangue humano, saliva, urina ou respiração”, explicou Cynthia Otto, coautora do estudo.]

Se o estudo for bem sucedido, a equipe acredita que outros cães poderão ser treinados para detectar a Covid-19 — o que seria particularmente útil em locais onde aglomerações são comuns, como aeroportos e no transporte público, por exemplo. “O impacto potencial desses cães e sua capacidade de detectar a Covid-19 podem ser substanciais”, observou Otto. “Este estudo aproveitará a extraordinária capacidade dos cães para apoiar os sistemas de vigilância da Covid-19 do país, com o objetivo de reduzir a disseminação do vírus na comunidade.”

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Giba disse:

    Era pra colocar o Gado do Bozo no lugar dos cachorros já que eles são imune , vivem fazendo aglomeração nos atos antidemocrático deles.

  2. Paul disse:

    Porquê esses cientistas não treinam com o próprio nariz a farejar o Covid. Tem que por quem não tem nada a ver para se lascar. Humanóide não tem futuro mesmo. Por isso que esse coronavirus está dando de 20 a 0 em nós.

Comitê de cientistas que orienta Fátima refuta lockdown no Estado neste momento

1º dia de lockdown em São Luís (MA). Foto: Governo do Maranhão

É destaque no Blog do Dina – por Dinarte Assunção nesta quinta-feira(07). O comitê de 12 especialistas que discute e sugere ao Governo do Estado medidas para o enfrentamento à pandemia de covid-19 não debateu até o momento a decretação de bloqueio total (lockdown) no Rio Grande do Norte. A possibilidade dessa medida foi aventada pelo secretário adjunto de Saúde do Estado, Petrônio Spinelli, em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (6)

Mas nem há consenso sobre o tema dentro do comitê, explicou ao Blog do Dina o coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, Ricardo Valentim, para quem o lockdown é uma medida muita drática.

“O único consenso que há entre os 12 membros do comitê é que se precisa definir indicadores, ou seja, se for decretado o lockdown, quando deve ser, por quanto tempo, e como e quando sair dele”, explicou.

Veja matéria completa aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Azevedo disse:

    Rapaz, será que os secretários de saúde do RN sabem que existe esse grupo de saúde auxiliando a governadora? Acho que não, pois quando esses dois caboclos vão falar na mídia só tocam terror na população, esse pessoal tem que começar a falar a verdade é não ficar inventando baboseira para colocar em polvorosas a população do RN.

  2. Cesar Bomone disse:

    Já está na hora dessa Governadora providenciar LEITOS DE UTI suficientes para a população.
    Cadê o HOSPITAL DE CAMPANHA, será que esse governo não consegue fazer nada mais substancial para garantir atendimento à população.
    Esses cientistas são os mesmos que preveram 11.000 mortos até maio?
    Talvez isso explique essa INÉRCIA em trazer soluções efetivas para enfrentar a pandemia.

  3. djailson disse:

    é bom saber a remuneração deles

  4. Manoel disse:

    Em Nova Iorque foi decretado o lockdown e agora descobriram que 66% dos casos novos eram de pessoas que estavam em casa em isolamento, ou seja, o lockdown não barrou o vírus, só matou a economia.

  5. Iza disse:

    Já está passando da hora de fazer o Lockdown, quanto mais rápido melhor.

  6. Lobinho disse:

    E a chibata no lombo do povo, sem trabalho sem dinheiro, sem rumo um "guverno" sem ação sem atitude.

  7. Lirinho disse:

    Acho que foram pelo menos SENSATOS no momento, equilíbrio e sensatez é a palavra, menos terror, pânico e medo na população!

  8. realista disse:

    Fátima inercia bezerra.

FOTOS – ‘Se encontrá-las, corra e nos chame!’: cientistas alertam para ‘vespas gigantes assassinas’

Vespas gigantes asiáticas têm provocado alarme em diversas regiões dos Estados Unidos — Foto: WASHINGTON STATE DEPARTMENT OF AGRICULTURE via BBC

Elas podem medir mais de 5 cm e são tão letais que receberam de cientistas o apelido de “vespas assassinas”. Nativas da Ásia, as chamadas vespas gigantes asiáticas (Vespa mandarinia) foram vistas pela primeira vez nos Estados Unidos em dezembro do ano passado, e sua presença vem provocando alarme entre apicultores e entomologistas americanos.

Capazes de dizimar uma colmeia de abelhas em poucas horas, essas vespas são as maiores do mundo e liberam uma toxina tão potente que pode causar a morte de uma pessoa que tiver levado várias picadas, mesmo se não for alérgica.

“No Japão, entre 30 e 50 pessoas morrem por ano (vítimas de múltiplas picadas da vespa gigante asiática)”, disse à BBC News Brasil a bióloga Jenni Cena, do Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA, na sigla em inglês).

Sua picada é descrita como extremamente dolorosa, e o ferrão é tão longo que pode penetrar até mesmo o traje de proteção usado por apicultores. Mas, segundo Cena, elas só atacam humanos caso sejam provocadas ou se sintam ameaçadas.

Para a população de abelhas, porém, sua presença pode ser devastadora, com impacto não apenas na produção de mel, mas também nas diversas culturas que dependem da polinização, como maçã, cereja, framboesa, mirtilo e amêndoas.

Diante da ameaça, autoridades, pesquisadores e apicultores da região lançaram um esforço para tentar localizar e erradicar os ninhos dessa espécie invasora antes que ela possa se estabelecer no país e arrasar a população de abelhas, já em declínio por causa de fatores como doenças, uso de pesticidas e perda de habitat.

Mas os cientistas alertam os residentes para que não tentem matar as vespas por conta própria nem tentem remover os ninhos e que, caso encontrem os insetos, entrem em contato com as autoridades.

“Se encontrá-las, corra e nos chame! É realmente importante para nós saber de todas as vezes que forem observadas, se quisermos ter esperança de erradicação”, disse o entomologista Chris Looney, também do WSDA.

Abelhas decapitadas

Os cientistas não sabem ao certo como as vespas gigantes asiáticas chegaram aos Estados Unidos. Segundo Cena, o inseto foi inicialmente detectado na província canadense de British Columbia, que faz fronteira com o Estado de Washington, em agosto do ano passado.

“É possível que tenham chegado em um navio de carga”, afirma Cena. A bióloga diz que também não está descartada a possibilidade de que tenham sido trazidas deliberadamente, para serem usadas como componente em algum tipo de mistura caseira para aumento de performance.

A presença da invasora no país começou a ser notada quando diferentes apicultores do Estado de Washington relataram terem encontrado milhares de suas abelhas decapitadas. Segundo Cena, o relato inicial, no ano passado, levou à descoberta de duas invasoras. Ainda não se sabe quantas há no Estado no momento.

As vespas gigantes asiáticas chegam a ser três vezes maiores que as abelhas. Elas invadem e ocupam as colmeias, matando as abelhas adultas e devorando as larvas e pupas.

“Com menos de 30 (vespas gigantes), podem dizimar uma colmeia inteira em questão de horas”, observa Cena.

Diferentemente de abelhas na Ásia, nos Estados Unidos as abelhas não têm mecanismo de defesa natural contra as vespas gigantes asiáticas.

Segundo os cientistas, o ciclo de vida da invasora começa em abril, quando as rainhas emergem da hibernação e passam a procurar um local para construir seus ninhos e formar suas colônias. O período de julho a outubro (fim do verão e início do outono no Hemisfério Norte) é considerado o melhor para capturá-las.

Identificar, localizar e destruir

Entidade americana pediu que apicultores e moradores comuniquem imediatamente qualquer encontro com ‘vespas assassinas’ para evitar a propagação delas — Foto: WASHINGTON STATE DEPARTMENT OF AGRICULTURE via BBC

Na esperança de conseguir erradicar as vespas gigantes asiáticas antes que se espalhem pelo país, o WSDA está pedindo que apicultores e moradores comuniquem imediatamente qualquer encontro com esses insetos.

O objetivo é identificar as vespas e localizar e destruir os ninhos enquanto a população ainda é pequena, antes que elas se reproduzam de tal maneira que torne impossível a erradicação.

Vários apicultores, cientistas e voluntários participam do esforço, espalhando armadilhas caseiras pela região — já que as armadilhas vendidas em lojas comerciais não puderam ser usadas, porque têm um buraco pequeno demais para a vespa gigante.

O WSDA pede que os residentes enviem imagens, caso consigam tirar uma foto em segurança, para que seja possível confirmar se o inseto encontrado é mesmo a vespa asiática gigante. Os casos suspeitos podem ser comunicados pelo site do WSDA e também por um aplicativo lançado especialmente para isso.

Há planos de rastrear as vespas vivas de volta aos ninhos. Foram encomendados trajes especiais reforçados, vindos da China, para garantir a segurança na hora de destruir os ninhos.

Redes sociais

Presença das vespas gigantes asiáticas causou comoção nas redes sociais e chegou a ficar entre assuntos mais comentados do Twitter nos EUA — Foto: WASHINGTON STATE DEPARTMENT OF AGRICULTURE via BBC

A notícia sobre a presença das vespas gigantes asiáticas nos Estados Unidos provocou comoção nas redes sociais.

No fim de semana, depois que o jornal The New York Times publicou uma matéria sobre os esforços para tentar erradicar as invasoras, o termo “vespas assassinas” estava entre os trending topics no Twitter.

Em meio à pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, que até segunda-feira (4) já havia infectado mais de 1,2 milhão de pessoas e deixado mais de 70 mil mortos no país, muitos americanos reagiram com incredulidade diante de mais uma “praga” em 2020.

“Outro dia eu estava pensando: ‘Sabe do que 2020 precisa? Vespas assassinas.’. Elas finalmente estão aqui!”, tuitou um internauta, resumindo um sentimento expressado por milhares de outros americanos nas redes sociais.

G1, com BBC

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Renato disse:

    Veio da China também?

  2. Rivanaldo disse:

    É só uma baratinha voadora.

  3. Darwin disse:

    Essa porra tinha q vir da Ásia tb

Cientistas descobrem anticorpo totalmente humano que bloqueia infecção por novo coronavírus Sars-CoV-2

Cientistas encontram anticorpo que bloqueia infecção de Sars-CoV-2 nas células. Acima: os receptores do anticorpo estudado em culturas celulares de Sars-CoV, Sars-CoV-2 e Mers (Foto: Nature Communications)

Pesquisadores da Universidade de Utrecht, do Erasmus Medical Center e do Harbor BioMed identificaram um anticorpo totalmente humano que impede o novo coronavírus Sars-CoV-2 de infectar células em culturas cultivadas. A descoberta foi publicada na Nature Communications nesta segunda-feira (4) e pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para a Covid-19.

Segundo os pesquisadores, o estudo focou em anticorpos conhecidos por combaterem o Sars-CoV, causador da Sars, que surgiu na China em 2002. Eles identificaram que um desses anticorpos também é capaz de neutralizar a infecção por Sars-CoV-2, causador da Covid-19, em culturas celulares.

“Esse anticorpo neutralizante tem potencial para alterar o curso da infecção no hospedeiro infectado, apoiar a eliminação do vírus ou proteger um indivíduo não infectado que é exposto ao vírus”, afirmou Berend-Jan Bosch, líder da pesquisa, em comunicado.

Bosch observou que o anticorpo se liga a uma propriedade existente tanto no Sars-CoV quanto no Sars-CoV-2, o que explica sua capacidade de neutralizar os dois microrganismos. “Esse recurso de neutralização cruzada do anticorpo é muito interessante e sugere que ele pode ter potencial na mitigação de doenças causadas por coronavírus — potencialmente emergentes no futuro”, disse Bosch.

A equipe ressalta que muito trabalho ainda é necessário para avaliar se esse anticorpo pode proteger ou reduzir a gravidade da Covid-19 em humanos. Ainda assim, os pesquisadores esperam desenvolver o anticorpo e, se possível, viabilizar um tratamento para a infecção causada pelo novo coronavírus. “Acreditamos que nossa tecnologia pode contribuir para atender a essa necessidade de saúde pública mais urgente e estamos buscando várias outras vias de pesquisa”, comentou Jingsong Wang, um dos especialistas.

Galileu

 

Cientistas detectam coronavírus no ar em ruas e imóveis próximos a hospitais

Área aberta do hospital Leishenshan que tratou pacientes com Covid-19, em Wuhan, na China Foto: ALY SONG / REUTERS

O coronavírus Sars-CoV-2 pode permanecer no ar por tempo indeterminado em ambientes abertos e no interior de prédios. A descoberta mostra que o risco de contágio é substancialmente maior, alerta hoje um estudo publicado na revista Nature.

Partículas em suspensão do coronavírus, em aerossol, foram detectadas no monitoramento ambiental de dois hospitais de tratamento de Covid 19 e de áreas públicas vizinhas a eles em Wuhan, na China.

Os cientistas chineses que realizaram a pesquisa, porém, não puderam ainda determinar o potencial de infecção dos vírus em suspensão no ar. Os pesquisadores destacaram que o número de amostras analisado é pequeno, mas a descoberta é importante o suficiente para alertar sobre a necessidade de evitar multidões, manter a boa ventilação e realizar desinfecção cuidadosa de todos os ambientes.

O estudo foi realizado pela equipe de Ke Lan, da Universidade de Wuhan. Eles coletaram 40 amostras de 31 lugares.

Está comprovado que o coronavírus pode ser transmitido através do contato próximo com uma pessoa infectada, por meio do contato com superfícies contaminadas ou pela inalação de gotículas liberadas pela respiração ou a fala de pessoas com o vírus. Mas há dúvidas sobre o potencial de contágio do vírus em suspensão no ar.

Os pesquisadores encontraram amostras com o coronavírus dentro e fora de dois hospitais dedicados à Covid 19 em fevereiro e março. Um deles era um hospital de campanha em Wuhan.

Nas enfermarias, a concentração do coronavírus era maior do que nos banheiros. Isso se explica porque os banheiros não são ventilados, enquanto as enfermarias eram isoladas e tinham o ar trocado em um ambiente controlado. O ambiente com a maior concentração de coronavírus foram justamente as salas usadas para a retirada dos EPIs por profissionais de saúde.

Os cientistas destacaram que as concentrações de vírus caíram significativamente depois que aumentou o rigor e a frequência de desinfecção desses lugares.

O coronavírus também foi encontrado em suspensão no ar nas imediações de prédios residenciais e supermercados próximos aos hospitais, porém, em concentrações menores. No entanto, uma área aberta por onde passava mais gente junto a um dos hospitais teve registrada elevada concentração de coronavírus.

Uma explicação para isso seria o trânsito de pessoas infectadas por essas áreas.

O próximo passo dos cientistas será avaliar o potencial de infecção do coronavírus em aerossol e por quanto tempo ele pode permanecer infeccioso nessas condições.

O Globo

Cientistas investigam se é possível contrair duas vezes a Covid-19

Foto: Ethan Miller / Getty Images via AFP

Um paciente curado da Covid-19 pode voltar a apresentar resultado positivo? Esta questão crucial contra a pandemia continua sem uma resposta definitiva, mas os cientistas acreditam que conseguirão provar que imunidade ao vírus é de pelo menos vários meses.

“Estar imunizado significa ter desenvolvido uma resposta imunológica ao vírus que permite eliminá-lo. E, como esta resposta tem uma memória, previne assim futuras infecções”, explica Eric Vivier, professor de Imunologia e Assistência Pública dos Hospitais de Marselha (França).

Em geral, para lutar contra os vírus do tipo RNA, como o Sars-Cov-2, “são necessárias três semanas para produzir uma quantidade suficiente de anticorpos”, que protegem do vírus durante vários meses, afirma.

Mas esta é a teoria: ainda é muito cedo para determinar se acontece o mesmo com o novo coronavírus.

“Só podemos fazer suposições com base em outros coronavírus, e os dados também são limitados a respeito destes”, admite o diretor de Programas de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan.

Durante a Sars, que deixou quase 800 mortos no mundo em 2002-2003, os pacientes curados permaneceram protegidos “durante a média de dois, ou três anos”, indica à AFP o doutor François Balloux, do University College de Londres.

“Portanto, é possível voltar a ser contagiado, mas a questão é depois de quanto tempo? Vamos saber de maneira retroativa”, prevê Balloux.

Casos na Coreia do Sul

Um estudo chinês recente, não avaliado por outros cientistas, mostrou que um grupo de macacos infectados com o vírus e curados não foram novamente contaminados.

“Mas isto não diz nada sobre a duração da imunidade”, afirma Frédéric Tangy, do Instituto Pasteur da França, já que a observação aconteceu durante um período curto de um mês.

Neste contexto, o fato de que, em alguns países asiáticos – em particular na Coreia do Sul -, ter sido informado que vários pacientes curados voltaram a dar resultado positivo levanta muitas perguntas.

Embora alguns especialistas acreditem na possibilidade de um segundo contágio, todos acreditam que o mais provável é que exista outra explicação.

Em alguns casos, por exemplo, o vírus poderia não desaparecer e infectar de “forma crônica”, como o vírus de herpes, que pode permanecer adormecido e assintomático durante um tempo, segundo Balloux.

Além disso, como os testes não são 100% confiáveis, o resultado pode ser um falso negativo e que o paciente não se livrou realmente do vírus. “Mas isto sugere que as pessoas permanecem infecciosas durante muito tempo, várias semanas. Não é o ideal”, afirma.

Anticorpos significam imunidade?

Um estudo com 175 pacientes curados em Xangai, na China, publicado no início de abril, sem avaliação, mostrou que a maioria desenvolveu anticorpos neutralizantes entre 10 e 15 dias depois do início da doença, com diversas concentrações.

Mas detectar a presença de anticorpos não é o mesmo que concluir que estes conferem imunidade, de acordo com a o diretor de programas de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove.

“Tentamos saber se alguém que contraiu a Covid-19 realmente está protegido”, afirmou o médico Jean-François Delfraissy, presidente do conselho científico que assessora o governo da França.

E ainda algo que poderia ser pior. “Não sabemos se os anticorpos que se desenvolvem contra o vírus podem agravar a doença”, indica Tangy, que recorda que os sintomas mais graves da Covid-19 se manifestam tardiamente, quando o paciente já desenvolveu anticorpos.

Tampouco há elementos que permitam saber quem desenvolve os anticorpos mais eficazes: pacientes em estado grave ou leve, pessoas idosas, ou jovens, entre outras possibilidades.

Diante das dúvidas, alguns cientistas se questionam sobre a pertinência de alcançar a imunidade coletiva, ou seja, quando o número de contagiados é suficientemente elevado para impedir novas infecções entre a população.

“A única solução verdadeira é a vacina”, opina Archie Clements, epidemiologista da Universidade de Curtin, na Austrália.

Passaporte de imunidade?

Apesar das dúvidas, países como Reino Unido e Finlândia iniciaram campanhas de testes sorológicos de detecção de anticorpos para conhecer o percentual, provavelmente muito baixo, da população contagiada.

Na Alemanha, um órgão de pesquisa propôs inclusive uma espécie de “passaporte” de imunidade para permitir que as pessoas que já produziram anticorpos voltem ao trabalho.

“É muito prematuro”, afirma à AFP o diretor do Instituto de Saúde Global de Yale, doutor Saad Omer, que sugere esperar vários meses, “quando existirão testes sorológicos suficientemente sensíveis e específicos”.

Os cientistas insistem, sobretudo, na necessidade de que os testes não apresentem erros na detecção de anticorpos produzidos contra outros coronavírus benignos em circulação.

Os certificados de imunidade também provocam questionamentos éticos.

“As pessoas que precisam trabalhar para alimentar sua família poderiam buscar o contágio”, adverte Balloux.

G1

 

Para cientistas, coronavírus continuará a ser uma ameaça global por até dois anos

Ciclista e pedestre usam máscara protetora em rua de Wuhan, na China Foto: NOEL CELIS / AFP

À medida que China, Coreia do Sul e Cingapura veem casos novos de Covid-19 emergirem, em sua quase totalidade importados, cresce o temor de uma segunda onda da pandemia. Cientistas estão convencidos que o vírus continuará a ser uma ameaça global por muito mais tempo, num período que pode chegar a dois anos, segundo algumas previsões. Mas a gravidade de novas ondas em cada país dependerá das medidas de contenção que eles tomarem agora, alertam especialistas.

O Brasil, que está só no início da subida da primeira onda, ainda não consegue fazer testagem em massa, que tem tido êxito global. E as medidas de isolamento social para aqueles que podem ficar em casa, defendidas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e governadores, enfrentam a resistência de parte da população e do presidente Jair Bolsonaro. Sem isolamento severo e testes, mostram todos os países que baixaram a curva de ascensão da epidemia, é impossível conter o coronavírus.

Uma projeção do grupo “Covid-19 Brasil”, que reúne universidades brasileiras e acertou todas as análises até agora, diz que o Brasil tem hoje, na verdade, 82 mil pessoas infectadas e não 12.056 como indica o governo. As novas projeções levam em conta a estrutura etária da população com base nos dados do IBGE.

– O momento não é de discutir se uma segunda onda virá porque isso é certo. A questão é como virá. Muito provavelmente o coronavírus causará ondas nos próximos dois anos. A questão será nossa capacidade de testar o maior número de pessoas, saber quantos são os infectados, isolar os casos – alerta Domingos Alves, do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), que trabalha com vários pesquisadores de universidades no Brasil nas projeções do grupo.

Segundo ele, a curva do Brasil está mais íngreme que a dos Estados Unidos e estamos ainda na primeira metade da escalada, cujo pico poderá ser alcançado somente em maio, num cenário otimista e, em novembro, num pessimista.

Modelo asiático não é factível no Brasil

Se China e Cingapura, com novas medidas de isolamento e alto controle social, além de intensa testagem, são vistas como exemplo e observadas com atenção neste momento em que tentam segurar uma nova onda, Alves e outros pesquisadores, como a professora de virologia da UFRJ Clarissa Damaso, pensam que o modelo asiático pode funcionar lá, mas não é factível no Brasil.

– O nível de controle social, com total comando do governo sobre a vida dos cidadãos, a tecnologia e a capacidade de prover hospitais, profissionais e toda uma infraestrutura de contenção desses países está muito acima do que é possível fazer no Brasil. Temos que focar na testagem em massa e no isolamento social, as medidas que nos são possíveis e funcionam – diz Damaso, assessora do Comitê da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a pesquisa com o vírus da varíola, doença que foi um dos piores flagelos da História da Humanidade.

A Alemanha, que tem uma taxa de letalidade abaixo de 1% e é um dos países que mais testaram no mundo, é um exemplo melhor a ser observado, sugerem. A Alemanha não apenas testa muito (mais de 10% da população), mas começou a testar cedo, isso significa que seu número de infectados é muito mais próximo do real, pois inclui pessoas com sintomas brandos e mesmo algumas assintomáticas. Somado a isso, a Alemanha isolou cedo todos os infectados e seguiu o distanciamento social com intensa disciplina.

A Alemanha tem ainda um sistema de saúde pública bem estruturado e equipado. Prova do sucesso alemão é que o país tem transportado e tratado pacientes graves de Itália, França e, em breve, da Espanha.

– No Brasil estamos indo mal em testes. Para saber o tamanho da onda atual e ainda projetar uma futura precisamos de testes, isso vai nos dizer quantos infectados temos. A China está com medo agora de uma segunda onda porque a China testou muito pouco na primeira. Os chineses não sabem quantos assintomáticos têm, quantos são os casos leves. Por isso, correm desesperados com medidas de controle e testagem extremas – explica Clarissa Damaso.

O Brasil está entre os países que menos testam no mundo – 258 por milhão contra 10.962 por milhão da Alemanha, por exemplo.

Nesse ritmo, jamais teremos um passaporte de imunidade, como sugeriu o ministro da Economia, Paulo Guedes.

– O tamanho da segunda onda em cada país depende do comportamento da primeira, de quantas pessoas permanecem vulneráveis, quantas foram infectadas e podem ter adquirido, em tese, imunidade – observa a pesquisadora.

Ela diz que algumas empresas têm planejado testar seus funcionários para saber quantos foram infectados, se recuperaram e poderiam, em teoria, voltar a trabalhar. O problema é que a maioria dos novos testes ainda está em validação, e não há garantia sobre os resultados devido ao percentual elevado de falsos negativos e positivos.

Já os testes “padrão ouro”, moleculares, são escassos devido à falta de insumos e, no Brasil, só usados em profissionais de saúde, doentes graves e mortos, quando muito.

– Este não é um momento para relaxar nem pensar em segunda onda. É um momento para aumentar a severidade do isolamento social e focar em baixar a primeira onda, que ainda nem começamos a subir. É dessa escalada que teremos uma visão de novas ondas da pandemia – diz Clarissa.

Há muita coisa que ainda não se sabe sobre o coronavírus. Uma delas é se uma pessoa infectada e recuperada de fato se torna imune. Esse é o princípio do “passaporte de imunidade”. Os infectados recuperados teriam anticorpos que os protegeriam. Acontece com os vírus do sarampo, por exemplo, mas não com todos os vírus. Tampouco se sabe quanto tempo duraria e o quão intensa seria essa proteção adquirida.

Na China tem surgido casos de “reinfectados”. A possibilidade de reinfecção é considerada baixa pela maioria dos cientistas. Mais provável seriam falhas nos testes ou ainda que o vírus possa permanecer mais tempo escondido, ou ainda que a reinfecção seja, na verdade, apenas a presença de material genético, mas não do próprio coronavírus, e não cause doença ou seja transmissível.

– Para impedir novas ondas de Covid-19, temos que ter respostas para todas essas coisas, essenciais para saber o quanto vulneráveis realmente somos – afirma Jerson Lima Silva, presidente da Faperj e professor titular do Departamento de Bioquímica Médica da UFRJ e um especialista no estudo da estrutura de vírus, que também pesquisa o coronavírus.

Há quem aposte as fichas nos céus. O coronavírus, também em teoria, gostaria mais do frio do inverno do que do calor do verão. Mas até agora não existe nenhum estudo conclusivo, apenas observações da suscetibilidade do vírus a variações de temperatura testadas em laboratório. E, para o Brasil, se o coronavírus prefere mesmo o frio, se trata de uma má notícia.

– Caminhamos para o inverno. Existe a tese de que o vírus não gosta de temperaturas acima de 20oC. Mas talvez ele seja mais transmissível no inverno, como são outros vírus respiratórios, porque as pessoas ficam mais juntas, quando as temperaturas são mais baixas. O acompanhamento nos diferentes estados do Brasil será crucial para sabermos se o inverno fará diferença na progressão da Covid – diz Lima Silva.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JOSE ANTONIO ALVES FEITOSA disse:

    BG, escuto o seu programa no rádio diariamente, pelo menos na 1ª meia hora, e ontem ouvi uma breve fala sua de que o pagamento de IPTU em Natal, continua a ser cobrado normalmente. Lí hoje, no UOL que a câmara Municipal de São Paulo vai vai votar a suspensão dessa cobrança por 180 dias. Não acha que a câmara de Natal deveria fazer a mesma coisa ? Gostaria de ouvir um seu comentário(na 1ª meia hora, por favor). Obrigado !

  2. Joaquim disse:

    Já não sei em quem acreditar.

  3. Yury Azevedo disse:

    Pare de respostar essas informações da globo. Não sai absolutamente nada de esperança para a população. Eles só querem o caos!