Em depoimento à Polícia Federal no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro atribuiu a liquidação do Banco Master à falta de liquidez e a mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de confirmar encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), durante o período em que tentava vender a instituição ao Banco de Brasília (BRB). O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, apontando justamente a incapacidade de honrar compromissos financeiros e indícios de fraude em operações que somam R$ 12,2 bilhões. As informações são da colunista Andréia Sadi, do g1, que teve acesso à transcrição do depoimento.
Segundo Vorcaro, o modelo de negócios do Master era “100% baseado” no FGC, mecanismo criado para proteger correntistas em casos de quebra bancária. O banqueiro afirmou que a instituição atravessava uma crise de liquidez, mas que teria cumprido todos os compromissos até 17 de novembro, um dia antes da intervenção. O BC, no entanto, destacou graves violações às normas do sistema financeiro, e o pagamento aos investidores do Master — estimado em R$ 41 bilhões — deve ser o maior da história do FGC.
No depoimento, Vorcaro confirmou encontros com Ibaneis entre 2024 e 2025, tanto em sua residência quanto na casa do governador, e afirmou que conversou sobre a venda do banco ao BRB, controlado pelo governo do DF. Ibaneis negou a versão e disse que “entrou mudo e saiu calado” nas reuniões. O negócio acabou barrado pelo Banco Central, apesar de o BRB ter injetado R$ 16,7 bilhões no Master, operação que hoje é investigada pelo Ministério Público por suspeita de gestão fraudulenta.
O banqueiro também falou sobre a prisão no Aeroporto de Guarulhos, em 17 de novembro, dizendo ter sido pego de surpresa e negando tentativa de fuga. Atualmente em prisão domiciliar, Vorcaro alegou não ter influência política e afirmou que, se tivesse o poder que lhe atribuem, não estaria usando tornozeleira eletrônica. Em acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra, admitiu que não houve desembolso real em uma operação de R$ 6 bilhões envolvendo carteiras de crédito, reforçando os indícios de que os recursos simplesmente “não existiam” no caixa do banco.
De olho na reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu turbinar os recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2026, ano de eleição presidencial. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 178 bilhões, consolidando o programa como principal vitrine social da gestão. Do total, R$ 8,56 bilhões virão do Orçamento Geral da União, R$ 24,76 bilhões do Fundo Social e R$ 144,5 bilhões do FGTS.
Desde que foi retomado em 2023, o Minha Casa Minha Vida passou a receber aportes crescentes. No primeiro ano do atual mandato, o volume chegou a R$ 111,1 bilhões; em 2024, subiu para R$ 145,6 bilhões; e, em 2025, ultrapassou a marca de R$ 180 bilhões. A escalada de recursos reforça o papel estratégico do programa para o governo, tanto no enfrentamento do déficit habitacional quanto na movimentação da construção civil e geração de empregos.
Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL), quando o MCMV foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, os investimentos somaram cerca de R$ 186 bilhões — praticamente o mesmo volume que o governo Lula projeta aplicar em apenas um ano. Na prática, o programa enfrentou restrições orçamentárias severas e chegou a sofrer cortes de até 95% no fim do mandato anterior, reduzindo drasticamente novas contratações.
Além do reforço no MCMV, o governo lançou o programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões do Fundo Social para financiar melhorias em imóveis já existentes, e criou uma nova faixa voltada à classe média, com financiamento de até R$ 2,25 milhões e juros abaixo da Selic. O pacote amplia o alcance social e eleitoral da política habitacional, recolocando o Minha Casa Minha Vida como um dos principais trunfos de Lula na disputa de 2026.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ainda não respondeu a pedidos feitos pela Controladoria-Geral da União (CGU) para ter acesso a provas de investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As solicitações, encaminhadas em dezembro de 2025 pelo ministro da CGU, Vinicius de Carvalho, tratam de dois casos sensíveis: a suposta fraude no cartão de vacinação contra a covid-19 e irregularidades na entrada de joias da Arábia Saudita no Brasil.
Os pedidos foram protocolados no inquérito que apura a atuação de “milícias digitais antidemocráticas”, sob relatoria de Moraes, mas não houve qualquer movimentação desde então. A CGU afirma que os dados são essenciais para a responsabilização administrativa de servidores públicos eventualmente envolvidos. Em ocasiões anteriores, Moraes já havia negado solicitações semelhantes, alegando a existência de diligências em andamento.
No caso do cartão de vacina, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro em 2024, apontando um esquema de inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde, supostamente comandado pelo então ajudante de ordens Mauro Cid. A investigação acabou arquivada em março de 2025 por decisão de Moraes, após parecer da PGR alegar falta de provas além da delação de Cid. Mesmo assim, a CGU voltou a pedir acesso a áudios, mensagens e registros do ConecteSUS, sem resposta.
Já a investigação sobre as joias sauditas segue aberta no Supremo. A PF aponta que presentes recebidos por Bolsonaro teriam sido vendidos ilegalmente nos Estados Unidos, com valores usados para custear despesas pessoais após o fim do mandato. A CGU fez ao menos três pedidos formais para obter provas do inquérito, incluindo áudios e e-mails, mas afirma que ainda não recebeu resposta do STF. Procurado, o Supremo disse que informações públicas constam no andamento do processo, enquanto a CGU declarou que não comenta investigações em curso.
Oito pessoas foram encaminhadas para a Delegacia de Plantão de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, após a ocorrência registrada no bairro Terra dos Engenhos, na noite desta sexta-feira (23). A ação envolve desdobramentos de um protesto que terminou com bloqueio de rodovia estadual, confronto e imagens de disparos contra viaturas policiais.
De acordo com as informações apuradas, a Força Tática levou ao menos duas pessoas, enquanto o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) conduziu outras quatro. Entre os envolvidos estão um menor de idade e um suspeito apontado como o homem que aparece em imagens atirando contra a polícia durante o protesto. A ROCAM ainda conduziu mais duas pessoas que estariam a caminho do condomínio, além da apreensão de uma bicicleta.
Segundo relatos, a confusão teve início após uma ação policial realizada no dia anterior. Moradores alegam que houve disparos por parte da polícia, versão que é negada pelas forças de segurança. Em resposta, a população realizou um protesto, bloqueando a rodovia estadual de Japecanga, com queima de pneus e galhos, o que mobilizou diversos batalhões.
Após a circulação de imagens mostrando um indivíduo atirando contra viaturas, o policiamento foi reforçado e a ocorrência passou a ser formalizada na 3ª Delegacia de Plantão de Parnamirim, onde o delegado responsável realiza os procedimentos legais. Até o momento, não há confirmação oficial sobre prisões ou feridos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já desembolsou cerca de R$ 7 bilhões com viagens a serviço nos três primeiros anos do terceiro mandato, segundo dados do Portal da Transparência analisados pelo Metrópoles. O valor engloba despesas de ministérios e órgãos federais, mas não inclui as viagens feitas diretamente pelo presidente, o que eleva ainda mais o custo total da máquina pública.
Somente em 2025, os gastos chegaram a R$ 2,35 bilhões, uma leve queda de 1% em relação a 2024, quando foram registrados R$ 2,37 bilhões. Ainda assim, a média anual do Lula 3 supera a dos governos anteriores e já é maior que a soma de todos os gastos com viagens entre 2017 e 2022, período que inclui os anos da pandemia, quando deslocamentos foram drasticamente reduzidos.
A maior parte das despesas em 2025 foi com viagens nacionais, que somaram R$ 2,079 bilhões, enquanto os deslocamentos internacionais consumiram R$ 276 milhões. São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará — sede da COP30 — lideraram o ranking de destinos, enquanto estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo ficaram entre os menos visitados.
No ranking dos órgãos que mais gastaram, o Ministério da Justiça e Segurança Pública aparece em primeiro lugar, com R$ 396 milhões, seguido por Defesa (R$ 311 milhões), Educação (R$ 304 milhões) e Meio Ambiente (R$ 126 milhões). Procurado, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que os gastos estão ligados a ações operacionais, fiscalização ambiental, combate a incêndios e atividades em áreas remotas, especialmente por Ibama e ICMBio.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ela e outros dirigentes do chavismo foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia em que Nicolás Maduro foi capturado. Segundo Delcy, ela, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez teriam recebido um ultimato de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar ou serem mortos. A declaração veio à tona após o vazamento de um vídeo de uma reunião do governo com influenciadores simpáticos ao regime.
No áudio, divulgado inicialmente pelo site La Hora de Venezuela e repercutido pela imprensa internacional, Delcy diz que as ameaças começaram “no primeiro minuto” após o que classificou como o “sequestro” de Maduro. Ela relata ainda que autoridades americanas chegaram a informar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estariam mortos, versão que teria sido contestada pelos líderes chavistas.
A dirigente também afirmou que o governo venezuelano não esperava uma ofensiva da dimensão que ocorreu, citando bombardeios em Caracas e classificando a ação como “selvagem” e “criminal”. Em tom político, Delcy pediu confiança nas decisões da cúpula do regime e disse que a estratégia adotada exige “paciência e prudência”, mesmo diante de críticas internas e externas.
A reunião, realizada em janeiro, reforça a tentativa do governo venezuelano de controlar a narrativa interna em meio à crise. O encontro com influenciadores digitais e a troca no comando da comunicação oficial indicam preocupação do chavismo em conter rumores de colaboração com os EUA, ao mesmo tempo em que Delcy mantém negociações diplomáticas e econômicas com Washington, incluindo a retomada parcial da venda de petróleo venezuelano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (23) a iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar o chamado Conselho de Paz, afirmando que a proposta equivale à tentativa de fundar uma “nova ONU” controlada unilateralmente por Washington. A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador.
Segundo Lula, o mundo atravessa um momento “muito crítico”, marcado pelo enfraquecimento das instituições multilaterais. Para o petista, a Carta das Nações Unidas vem sendo “rasgada” e a proposta de Trump concentra poder excessivo em um único país. O presidente brasileiro voltou a defender uma reforma da ONU, com ampliação do número de integrantes do Conselho de Segurança.
Lula também criticou duramente a ideia defendida por Trump de transformar a Faixa de Gaza em um resort de luxo após o conflito. “Mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo. E o povo pobre vai morar onde?”, questionou, classificando a proposta como desumana e desconectada da realidade do povo palestino.
Na avaliação do presidente, o cenário global aponta para o avanço do unilateralismo em detrimento do diálogo internacional. “Está prevalecendo a lei do mais forte”, afirmou Lula, ao alertar para os riscos de iniciativas que, segundo ele, esvaziam a ONU e concentram decisões geopolíticas fora de fóruns internacionais legítimos.
Apesar das declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso envolvendo o Banco Master, a orientação no Palácio do Planalto é de cautela máxima. Interlocutores do governo avaliam que tanto o Executivo quanto o PT devem evitar novos posicionamentos públicos para não alimentar interpretações de interferência política nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A informação é da colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. A avaliação interna é de que qualquer comentário oficial sobre o caso pode ser explorado politicamente e gerar ruídos institucionais, especialmente porque as apurações ainda estão em andamento e podem alcançar novos nomes. Aliados defendem que o governo aguarde o desfecho das investigações antes de adotar uma postura mais firme ou institucional sobre o escândalo.
Lula falou sobre o assunto pela primeira vez nesta semana, durante evento em Maceió (AL), que marcou a contratação de duas milhões de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023. Sem citar diretamente Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o presidente afirmou que há quem defenda o banqueiro por “falta de vergonha na cara”.
Na declaração, Lula disse ser inadmissível que a população mais pobre seja penalizada enquanto um banco privado provoca um rombo bilionário no sistema financeiro. Segundo ele, o prejuízo acabaria sendo absorvido por instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos privados, reforçando o tom crítico que, nos bastidores, o governo agora tenta conter.
O Papo de Fogão de Verão chegou com cheiro de maresia. Direto de Porto do Mangue, a cozinheira Missilândia, do restaurante Sabores do Mar, prepara um escondidinho de camarão nordestino que é puro aconchego.
E na Dica Rápida, a chef Kazumy Miura, a Japa da Ostra, de Fortaleza, faz uma tirinha de tilápia crocante, do jeitinho que o verão pede.
SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h
DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h
Moradores do bairro Terra dos Engenhos, em Parnamirim, fecharam a rodovia estadual de Japecanga nesta sexta-feira (23), queimando pneus e galhos no meio da pista. A interdição deixou o tráfego parado e provocou confusão na região.
Segundo relatos de leitores do Blog do BG, a manifestação começou por volta das 19h20. “Não se sabe o motivo, mas estão queimando galhos e pneus, e a via está interditada. A polícia já está do outro lado tentando controlar”, contou um morador.
Por volta das 20h30, policiais do BPChoque entraram em ação para dispersar os manifestantes e liberar a estrada. Até o momento, não há informações sobre prisões ou feridos.
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