Polêmica

Com 3 ações de erro médico por hora, Brasil vê crescer polêmico mercado de seguros

Getty Images

Casos tão complexos como a acusação contra um médico que realizou vasectomia no paciente em vez de uma cirurgia de fimose ou a imputação de erro no diagnóstico e tratamento de um tumor benigno que acabou se tornando maligno e levou uma mulher à morte têm cada vez mais chegado à Justiça no Brasil.

Acusações referentes a erro médico somaram 70 novas ações por dia no país – ou três por hora – em 2017. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram pelo menos 26 mil processos sobre o assunto no ano passado. O órgão compila dados enviados por tribunais estaduais e federais, além do STJ (Superior Tribunal de Justiça) – onde foram parar os dois casos citados anteriormente. Por inconsistências metodológicas entre as bases, contudo, o número pode ser maior.

Também por essa ressalva, o conselho não recomenda a comparação da evolução anual. Mas os números de alguns tribunais dão a dimensão da tendência com o passar dos anos: no STJ, novos casos referentes a erro médico passaram de 466 em 2015 para 589 em 2016 e 542 em 2017. No TJ-SP, o maior do país, os números passaram de 5,6 mil (2015) a 2,9 mil (2016) e, finalmente, 4,6 mil (2017).

Para entrevistados de diversos lados do balcão, o volume de ações na Justiça se relaciona com um quadro mais geral de judicialização da saúde. Este é o nome dado à crescente busca, por parte de cidadãos, do judiciário como alternativa para garantia do acesso à saúde, por exemplo por remédios ou tratamentos – o que, por sua vez, esbarra nas limitações orçamentárias do Poder Público ou no planejamento de empresas privadas no ramo.

E o fenômeno tem ligação também com outra faceta: a busca pelos chamados seguros de responsabilidade civil profissional. Em linhas gerais, este serviço funciona com o pagamento de apólices por trabalhadores como médicos e veterinários que, em caso de se tornarem réus em ações relacionadas com o exercício de suas ocupações, têm custos como pagamento de honorários de advogados e eventuais indenizações cobertos.

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), esta categoria vem crescendo nos últimos anos. Em valores reais, os prêmios (prestações pagas pelos contratantes) do RC Profissional passaram de R$ 236 milhões em 2015 para R$ 312 milhões em 2016 e R$ 327 milhões em 2017. O primeiro semestre de 2018 já mostra avanço em relação ao mesmo período de 2017: crescimento de 8%. São 15 empresas atuando no segmento.

A Mapfre, uma delas, viu aumento de 10% no número de apólices adquiridas e de 18% em prêmio no acumulado de doze meses (julho de 2017 a junho de 2018 versus julho de 2016 e junho de 2017). As ocupações atendidas estão todas no ramo da saúde: médicos, dentistas, veterinários, fonoaudiólogos, farmacêuticos e enfermeiros.

Seguro de responsabilidade civil protege profissionais de eventuais ações judiciais por atos relacionados ao exercício de suas ocupações. Getty Images

Ambas fontes não dispõem de dados de contratações específicas por médicos.

Mas a adesão a este tipo de serviço tem uma barreira peculiar: o Conselho Federal de Medicina (CFM) e representações regionais da categoria recomendam explicitamente a não contratação do seguro.

Por que entidades que representam a categoria são contra

“Os conselhos pregam que a relação entre médico e paciente deve ser da maior confiança possível, construída na base da generosidade e segurança. Quando o médico já está protegido pelo seguro, a relação começa na defensiva”, aponta José Fernando Vinagre, corregedor do CFM.

Outro argumento apresentado pela entidade é o de que exemplos internacionais mostrariam que a adesão da classe médica ao seguro contribuiria a um aumento no número de ações – “que muitas vezes se baseiam em pedidos quase sempre emitidos, destemperadamente, por pacientes mal orientados, ou ainda envolvendo interesses financeiros de terceiros”, segundo diz um comunicado do CFM.

A entidade critica ainda as restrições na cobertura dos seguros e uma relação custo-benefício não compensadora.

Segundo o advogado Renato Assis, especialista em Direito da Saúde, o crescimento do mercado de seguros para médicos é reflexo de um cenário preocupante: o de que o Brasil está se aproximando à cultura americana, “a mais litigante do mundo”. Em linhas gerais, lá como cá especialidades como obstetras, ginecologistas e cirurgiões são mais vulneráveis a acusações de erro – e, assim, a apólices mais caras.

Dependendo da especialidade, os custos mensais para o segurado podem variar de R$ 100 a R$ 1000, considerando uma faixa de cobertura de R$ 500 mil em prêmio.

“O percentual de médicos processados nos EUA gira em torno de 9%. No Brasil, já temos cerca de 7% de médicos processados”, escreveu Assis por e-mail à BBC News Brasil.

“Em relação aos profissionais, é inegável que houve a chamada ‘mercantilização’ da profissão. Está praticamente extinta a figura do médico familiar, inquestionável como um sacerdote. Hoje temos em regra uma relação mais fria, com atendimentos muitas vezes rápidos e desumanizados por conta da precariedade das condições de atendimento e jornadas de trabalho, aliada à alta quantidade de atendimentos em curto espaço de tempo por conta da atuação dos planos de saúde”.

Segundo especialistas, nos EUA, contratação de seguros por médicos é a regra – inclusive exigida por alguns Estados. Getty Images

A referência aos EUA quando o assunto são seguros para médicos é frequente – já que, naquele país, este é um mercado gigante. Somente em 2017, seguros destinados especificamente a médicos somaram prêmios de mais de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 29 bilhões em valores de dezembro de 2017), de acordo com a Associação Nacional dos Comissários de Seguros (Naic, na sigla em inglês).

Lá, a contratação do serviço pela categoria é a regra. Há até uma expressão para classificar os médicos que são a exceção e não contratam este tipo de serviço: são aqueles que decidem “go bare”, algo como “atuar nu”.

Segundo a Associação Médica Americana (AMA, na sigla em inglês), pelo menos sete Estados americanos (Colorado, Connecticut, Kansas, Massachusetts, New Jersey, Rhode Island e Wisconsin) exigem a aquisição de algum tipo de seguro para a prática médica.

“É extremamente importante observar que, embora muitos Estados não exijam que os médicos obtenham níveis mínimos de seguro de responsabilidade profissional, na prática, os médicos precisam ter um nível mínimo deste serviço para obter benefícios como funcionários de um hospital ou para ter cobertura de planos de seguro de saúde”, explicou a entidade por e-mail à BBC News Brasil.

Marcio Guerrero, presidente da comissão de Responsabilidade Civil Geral da Federação Nacional de Seguros (FenSeg), aponta que, na prática, um médico recém-formado nos EUA só passa a atender se tiver uma apólice.

“Eles sabem que podem ter um problema severo, já que as indenizações por lá são altas e rápidas”, aponta Guerrero, “No Brasil, a cultura do seguro não é muito clara, ele não é visto como um investimento. Mas o mercado (de seguros de Responsabilidade Civil) está em expansão, já que o país que tem 452 mil médicos”.

“Este tipo de seguro protege primeiro a reputação e depois o patrimônio do médico, com o custeio da defesa jurídica. Fora que o seguro assume os trâmites posteriores ao incidente: como quando você bate um carro e nunca mais vai encontrar a outra pessoa envolvida no acidente, porque a seguradora assume.”

‘Medicina defensiva’

Entidades que representam médicos nos EUA, como a AMA, fazem no entanto campanhas por uma reforma que reduza os custos da chamada “medicina defensiva” – que levaria, além da contratação de seguros, a práticas como a indicação, por profissionais de saúde, de exames e tratamentos com o objetivo principal de protegê-los de eventuais acusações futuras.

Por outro lado, pesquisadores e representantes da sociedade civil defendem que estes gastos aumentam a proteção ao paciente.

É o que aponta também, no Brasil, Fernando Polastro, um dos representantes da Associação Brasileira de Apoio às Vítimas de Erro Médico (Abravem).

“A ideia é que as condenações levem a uma melhoria como um todo no sistema de saúde, principalmente no público. Vemos diariamente a multiplicação de casos, mas não punições na mesma medida”, diz Polastro, que é publicitário e conta ter formado a associação com amigos após casos de erro médico na família.

“Se isto vai passar pelo encarecimento do sistema, que seja feito. O que não pode acontecer é pactuar com este panorama: as pessoas entram andando no hospital e saem mortas de lá.”

“Dificilmente agimos contra um médico na Justiça comum. Em 90% dos casos, a acusação é contra entidades como clínicas e planos de saúde”.

De acordo com estudo de pesquisadores brasileiros, de 30% a 36% dos óbitos decorrentes de eventos adversos graves em hospitais do país poderiam ter sido evitados.Reuters

O médico Renato Camargos Couto, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (Feluma), está na linha de frente de um esforço científico na busca por dados e soluções voltados à segurança do paciente – e, para ele, isto deve passar por melhorias estruturais, e não pela culpabilização de profissionais em particular. Com outros pesquisadores, Couto publicou neste ano a segunda edição de um anuário sobre o tema.

Analisando o histórico de pouco mais de 445 mil pacientes em 13 Estados brasileiros, o grupo concluiu que, considerando complicações graves associadas ao tratamento hospitalar (tecnicamente chamadas de eventos adversos graves), 30% a 36% poderiam ter sido prevenidos com a melhoria na assistência em saúde.

Nestes casos graves, também foi observado que os mais vulneráveis eram aqueles nos “extremos de idade”: recém-nascidos prematuros e idosos com mais de 65 anos. Os pacientes sofreram, por exemplo, infecções ou hemorragias após o uso de acessórios como cateter, sondas e ventilação mecânica.

Medindo os custos

As melhorias sugeridas passam pela maior transparência e participação dos pacientes nos procedimentos, melhoria na formação de profissionais da saúde, além de mecanismos de avaliação da gestão organizacional – apenas 5,3% da rede hospitalar brasileira, por exemplo, é avaliada por auditorias externas.

“Se você está usando um equipamento de anestesia, precisa de energia ininterrupta. Se a energia falhar, é uma tragédia. Para que isso não aconteça, é preciso engenheiros, gerador, manutenção preventiva… Ou seja, entregar a medicina hoje, principalmente no ambiente hospitalar, é uma operação de guerra: portanto, complexa e sujeita a muitas falhas”, aponta Couto.

“A imprudência ou a negligência (por parte de um profissional) são ocorrências raríssimas. A maior parte dos problemas são oriundos da organização de um trabalho complexo como esse.”

“A cultura punitiva (contra profissionais) dificulta a solução dos problemas. Esta pandemia de eventos adversos que o mundo vê hoje não é produzida pelo médico. Casos complexos tornam difícil estabelecer causalidade, como supõe a punição.”

Couto argumenta que a “medicina defensiva” é mais cara e ineficaz.

“Você vê o uso do antibiótico em emergências: ele é muito maior do que o necessário. Na dúvida, os médicos passam, se protegendo de eventuais complicações”, exemplifica.

Nos EUA, a busca por dados que possam mensurar os custos da chamada medicina defensiva é antiga e repleta de complexidades. Um artigo publicado em 2010 no periódico “Health Affairs”, porém, chegou perto números: custaria 2,4% dos gastos totais com saúde no país, ou US$ 55,6 bilhões (em valores de 2008). Esta parcela considera custos com pagamentos de seguros, indenizações, defesa legal e horas perdidas por médicos em trâmites decorrentes de acusações.

A legislação brasileira, centrada nos códigos Civil e Penal, além do próprio Código de Ética Médica, indica a imputação do erro médico a um profissional em caso de três situações: imperícia, imprudência e negligência.

“De forma resumida: a negligência consiste em não fazer o que deveria ser feito; a imprudência consiste em fazer o que não deveria ser feito; e a imperícia em fazer mal o que deveria ser bem feito”, explicou o CFM em nota.

Os casos apresentados no início da reportagem tiveram desfechos diferentes no STJ.

Em 2017, a Terceira Turma da corte decidiu afastar a culpa de um ortopedista que havia sido condenado no Mato Grosso do Sul por supostamente ter falhado no acompanhamento após uma cirurgia de retirada de um tumor benigno no joelho do paciente – que depois se tornou maligno.

No entendimento da instância inferior, o médico havia privado a paciente de um diagnóstico mais eficaz. Mas os ministros do STJ destacaram que a perícia mostrou ter ocorrido uma evolução não esperada e rara da doença, eximindo a culpa do ortopedista.

Por outro lado, no ano seguinte, a mesma turma confirmou a condenação de um médico que realizou uma vasectomia em um homem de 20 anos que, na verdade, tinha contratado uma operação de fimose. O erro foi constatado durante a operação, quando o canal esquerdo que desemboca na uretra já havia sido rompido.

Os autos do caso mostram que o paciente chegou a ver seu noivado rompido, diante da incerteza sobre a possibilidade de ter filhos. No entendimento dos magistrados, houve negligência do profissional.

Além da Justiça, as acusações de irregularidades podem ser avaliadas também na esfera administrativa, como nos conselhos regionais e federal de medicina.

De janeiro de 2014 a junho de 2018, o CFM, que só avalia ações em caso de recursos (ou seja, já avaliados em instâncias regionais), julgou 714 ações com acusações de erro médico.

Em 2017, foram 148 casos avaliados – 22 levando à absolvição e 99 a algum tipo de punição (27 na forma de advertência confidencial; 35 censura confidencial; 42 censura pública; 11 suspensão por 30 dias; e 12 cassação).

R7, com BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Damares denuncia Freixo por patrocínio da Embratur à escola de samba que homenageará Lula na Sapucaí

Fotos: Agência Senado e Câmara dos Deputados

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou denúncia à Comissão de Ética da Presidência da República contra o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, por patrocinar o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval deste ano.

Na representação, Damares acusa Freixo de uso político de recursos públicos, ao autorizar o repasse de R$ 12 milhões da Embratur à Liga das Escolas de Samba (Liesa) — R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas do Grupo Especial. A senadora também cita a participação de Freixo em ensaio técnico vestindo camisa com o rosto de Lula, o que, segundo ela, configuraria favorecimento político e quebra de deveres éticos.

Em resposta, Freixo defendeu o patrocínio em vídeo nas redes sociais, afirmando que o investimento visa promover o Carnaval brasileiro no exterior, atrair turistas e movimentar a economia. Ele destacou ainda que o valor é o mesmo destinado em 2024 e que o evento também recebe recursos do governo estadual e da prefeitura do Rio.

O patrocínio tem gerado críticas e ações da oposição. Além da denúncia de Damares, o partido Novo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do repasse, pedido que foi negado pelo ministro Aroldo Cedraz. Para ele, os recursos fazem parte de um acordo de cooperação para ampliar a visibilidade internacional do Brasil por meio do Carnaval.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Padre da Igreja de Sant’ana em Capim Macio esclarece denúncia que rejeitou batizar filho de casal homossexual

Imagem: reprodução/Arquidiocese de Natal

O padre Marcelo Araújo, pároco da Igreja de Sant’ana em Capim Macio, entrou em contato com o BG para explicar a situação que gerou a denúncia do casal de mulheres homossexuais de que ele não teria batizado o filho delas.

Padre Marcelo disse ao blog que é padre há 15 anos, e que nunca havia se deparado com um pedido como esse. Em razão disso, pediu para o secretário da paróquia encaminhar o caso para a Cúria, em busca de uma orientação sobre como deveria ser o procedimento de batizar uma criança filha de um casal homossexual.

“Seguirei o que a Cúria da nossa Arquidiocese me orientar” finalizou Padre Marcelo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Anvisa registra 6 mortes suspeitas de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de notificações de suspeita de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras vem crescendo no Brasil desde 2020, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No período, seis registros tiveram desfecho suspeito de morte.

Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa recebeu 145 notificações relacionadas a medicamentos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados de estudos clínicos, o total chega a 225 registros. As informações fazem parte do sistema VigiMed, usado para monitorar eventos adversos de medicamentos.

A série histórica aponta aumento contínuo: houve apenas uma notificação em 2020, número que subiu para 21 em 2021, 23 em 2022, 27 em 2023 e 28 em 2024. Em 2025, os registros saltaram para 45 casos, alta de 60,7% em relação ao ano anterior.

A Anvisa destaca que os dados se referem a suspeitas, não a casos confirmados. O risco de pancreatite já consta nas bulas desses medicamentos, aprovadas pela agência no Brasil.

O crescimento do uso dessas canetas — inclusive fora das indicações originais e por meio do mercado ilegal — reforça, segundo a Anvisa, a necessidade de prescrição responsável e acompanhamento médico.

Nesta semana, a agência reguladora do Reino Unido também emitiu alerta sobre o risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos para obesidade e diabetes, como Wegovy e Mounjaro, ressaltando que, embora raros, alguns casos têm sido severos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Casal homossexual denuncia padre da Igreja de Sant’ana em Capim Macio por não querer batizar o filho delas

Um casal homossexual formado por duas mulheres que vivem juntas há 9 anos procurou o BLOGDOBG para denunciar o padre Marcelo Araújo, da Igreja de Sant’Ana, em Capim Macio, na Zona Sul de Natal, por não querer batizar o filho delas.

O casal enviou o print com a transcrição da resposta negativa sobre o batismo da criança, enviada por um secretário da Paróquia.

No print, a transcrição do áudio informa que o padre Marcelo pediu que elas procurassem a Cúria da Arquidiocese (estrutura administrativa e judicial da Igreja Católica) para encontrar uma solução.

Opinião dos leitores

  1. Denunciar oq, omi? Tem dois quase mil anos de regras e hierarquias, o pessoal acha que é freestyle.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

BOMBA: Henrique Alves pede desfiliação do PSB e deixa entender que está voltando para o MDB

Foto: José Aldenir / Agora RN

Uma fonte do BLOGDOBG entrou em contado comigo na tarde deste sábado (7) para soltar uma bomba.

Segundo esta fonte, o ex-deputado Henrique Alves entrou em contato com o diretório municipal do PSB para pedir a desfiliação, informando que vai registrar o pedido, dizendo em alto e bom som que está voltando para onde nunca deveria ter saído.

Segundo a nossa fonte, Henrique ainda teria disparado: “voltarei por cima”.

Opinião dos leitores

  1. Nessa frase de Henrique volto por cima aí como minha avó dizia neste angu tem caroço é vem lá do ninho dos bacurau lá de Brasília.bacurauzinho do RN cuidado c/ as asas pode ser cortada destriche se for capaz .

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Agreste Potiguar registra chuvas acima de 140 mm em um único dia

Foto: reprodução

Chuvas intensas marcaram a madrugada e a manhã deste sábado (7) no Rio Grande do Norte, com destaque para o Agreste Potiguar, onde os acumulados ultrapassaram 140 milímetros em apenas um dia. Os dados são da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN).

Os maiores volumes foram registrados em Bom Jesus (142,4 mm) e Santo Antônio (142,1 mm). Outros municípios do Agreste também tiveram índices elevados, como Lagoa de Pedras (96 mm), Boa Saúde (89 mm), Santa Maria (86,4 mm) e Monte Alegre (70 mm).

No Leste Potiguar, Ceará-Mirim apareceu entre os maiores acumulados do estado, com 128,2 mm. Macaíba registrou 75,6 mm, enquanto Natal teve volume bem menor, com 22,6 mm.

Em contraste, as chuvas foram irregulares em outras regiões. No Seridó, Currais Novos acumulou apenas 0,3 mm e Acari não registrou precipitação no período.

As informações fazem parte do relatório diário da EMPARN, elaborado com base em dados de estações pluviométricas distribuídas pelo estado e utilizadas para monitoramento climático e planejamento agropecuário.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Tarcísio de Freitas está em Natal

Foto: reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está em Natal.

Ele foi visto neste sábado (7), almoçando no Sal e Brasa, na capital potiguar.

A esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, é potiguar e com certa frequência, visitam Natal.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Mulher é presa ao tentar viajar para Fortaleza com 43 celulares furtados no show de Natanzinho Lima, na Redinha em Natal

Uma mulher foi presa pela Polícia Militar na rodoviária de Natal após tentar embarcar com 43 celulares furtados durante o show do cantor Natanzinho Lima, realizado na Redinha, em Natal.

A polícia foi acionada por uma das vítimas que rastreava o aparelho furtado. Os policiais localizaram a criminosa com o celular de uma das vítimas carregando. Ela foi abordada pelos policiais que de imediato já localizaram 30 aparelhos em uma mochila. Em seguida, foi encontrada uma caixa com outros 13 aparelhos.

A criminosa disse aos policiais que veio de Fortaleza para Natal somente para roubar celulares. Ainda segundo a mulher presa informou à polícia, ela faz parte de um grupo que já estava a caminho de Fortaleza com outros aparelhos também furtados.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Veículo capota após manobras na praia de Genipabu

Um veículo capotou após realizar manobras na praia de Genipabu neste sábado (7).

Imagens divulgadas pelo Via Certa Natal mostram o carro com as quatro rodas para cima e fumaçando, logo após o acidente, enquanto pessoas tentavam desvirar o carro.

Pelos relatos feitos durante a gravação do vídeo, o carro por pouco não atingiu banhistas.

Opinião dos leitores

  1. O retrato da Esculhanbacão.
    Com certeza tem o apoio do presidente Luizinho nove dedos.
    Virou uma coisa banal.
    É imoral.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Viviane Barci, mulher de Moraes, assume novo caso no STF em defesa de Lucas Kallas, sócio de Vorcaro

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Um novo processo no STF passou a ter como advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Ela atua na defesa do empresário Lucas Kallas, acionista da farmacêutica Biomm ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O caso foi protocolado na segunda-feira (2) e Viviane aparece como única advogada no processo, representando Kallas por meio do escritório Barci de Moraes Advogados, da família Moraes. Também assinam a petição os filhos do ministro, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

Kallas afirma, em nota, que foi citado indevidamente em investigação relacionada à Empabra, empresa de mineração da qual diz ter se afastado em 2017. Segundo ele, não há ação penal instaurada, e sua defesa é feita de forma conjunta pelos escritórios Grimaldi & Rodrigues e Barci de Moraes desde 2024.

O processo chegou ao STF por decisão do TRF-6, que apontou possível conexão com pessoas com foro privilegiado. Antes, o caso tramitava sob sigilo na Justiça Federal de Belo Horizonte.

Kallas é citado pela Polícia Federal em inquérito que apura extração ilegal de minério em área ambientalmente protegida. Apesar disso, integra desde 2023 o Conselhão do governo Lula e já recebeu elogios públicos do presidente.

A ação foi distribuída ao gabinete do presidente do STF, Edson Fachin, e ainda aguarda redistribuição. Dados revelados pelo Estadão mostram que o número de ações patrocinadas por Viviane Barci em tribunais superiores cresceu de forma significativa após a posse de Alexandre de Moraes no Supremo.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *