Economia

Com aposentadoria equivalente a R$ 5, idosos pedem dinheiro nas ruas das Venezuela

Luis Diaz trabalha em sua horta no bairro de La Vega, em Caracas (Venezuela) para ter o que comer – FEderico Parra/AFP

Dezenas de idosos, tanto homens quanto mulheres, perambulam pela capital venezuelana vendendo balas, pedindo esmolas ou revirando lixo para conseguir comer. Com a aposentadoria mensal de 7 milhões de bolívares, pouco mais de US$ 1 ou R$ 5, eles representam o retrato mais gritante do empobrecimento da população na Venezuela. A situação da terceira idade no país bolivariano foi retratada em uma pesquisa feita pela ONG Convite.

Em frente a um restaurante em Caracas, uma idosa revira o lixo na esperança de conseguir “colocar algo no estômago”. Sem querer se identificar, ela explica que não consegue comprar sequer uma das refeições vendidas no estabelecimento por US$ 1,50.

“Há meses busco assim algo para comer. Às vezes consigo boa comida. Em outras, ainda que esteja apodrecida, como por não ter outra opção”, contou ela à reportagem da RFI Brasil.

Até mesmo nas imediações da Assembleia Nacional, agora de maioria chavista, um considerável número de pessoas acima dos 60 anos tenta “rebuscarse”, palavra usada na Venezuela como sinônimo de “dar um jeitinho”. Os idosos vendem de balas a artigos usados, muitos deles conseguidos no lixo. Outros, sentados, pedem esmolas explicando que têm fome.

No metrô da capital venezuelana, pessoas de idade também circulam pelos vagões pedindo ajuda ou vendendo mercadorias baratas. É o caso de Manolo. Aos 75 anos, magro e com as roupas remendadas, ele vende balas “porque nós, velhos, já não podemos trabalhar em empresas. Temos que sustentar a família. Eu sei soldar, fazer mecânica, mas…”, conta ele insinuando que o peso da idade o distancia de melhores oportunidades.

Cada drops de caramelo vendido por Manolo custa 100 mil bolívares, valor inferior a uma passagem de ônibus, cujo preço varia entre 500 mil e 1 milhão de bolívares. O que consegue com a venda dos doces vai “para a comida”, explica. O idoso afirma sustentar 13 pessoas. A esposa, “doente de uma perna”, não consegue trabalhar.

A pesquisa divulgada pela ONG Convite destaca que 28% dos idosos entrevistados ainda trabalham. Um dado alarmante é que 80% dos entrevistados recebem entre US$ 1 e US$ 10 por mês, enquanto 40% informou ganhar entre US$ 1 e US$ 5 mensais. Um significativo número de entrevistados trabalha informalmente.

De acordo com o Observatório Venezuelano de Segurança Alimentar e Nutricional (OVSAN), mais de 50% dos moradores de Caracas apresentam “alto nível de angústia” por falta de alimentos em suas casas. Não há índices sobre o interior do país, onde a situação é ainda pior que na capital venezuelana.

Morador de uma região popular de Caracas, Manolo lembra que “antes havia estabilidade, havia tudo. Hoje em dia, não. É preciso ter três trabalhos. Faço soldas, vendo balas e recebo a aposentadoria, que não dá para comprar uma ‘harina pan'”, conta se referindo à farinha de milho usada no preparo da arepa, o tradicional pãozinho dos venezuelanos.

O alto preço dos alimentos levou 38% dos idosos entrevistados a reduzir a variedade de alimentos na maioria das refeições. Já 42% reduziram algumas vezes a quantidade servida de comida.

Cesta básica de 162 salários

Consciente da situação de carência alimentar de muitos idosos no auge da pandemia de Covid-19, quando o comércio precisou fechar suas portas, um grupo de voluntários e de empresas doadoras organizaram o Plano Bom Vizinho. Eles distribuíam refeições a idosos cadastrados em um banco de dados. O voluntariado chegou a entregar em um só dia mil refeições em diversos bairros da capital venezuelana. No entanto, a iniciativa terminou em dezembro passado.

Para que uma família de quatro pessoas consiga cobrir as necessidades básicas são necessários 162 salários-mínimos, de acordo com a ONG Convite. Em julho deste ano, a inflação venezuelana chegou a 19%, pelos dados do Observatório Venezuelano de Finanças.

Luis Francisco Cabezas, diretor da ONG, explica que, “em 2016, a aposentadoria recebida pelos idosos venezuelanos cobria cerca de 90% da cesta alimentar. Hoje, o pagamento não cobre sequer 1% dessa mesma cesta básica. Essa é uma fotografia da dramática situação dos idosos”.

Saúde em jogo

Manolo gasta em remédios, para o tratamento da companheira, “cerca de 15 dólares. Se não consigo dinheiro para comprar, a ferida cresce mais”.

A crítica situação dos idosos na Venezuela também é perceptível na internet, onde muitas são as campanhas pedindo doações em dinheiro para tratamentos ou para operações de idosos.

Cerca de 92% das pessoas da terceira idade não têm plano de saúde na Venezuela, sendo que 71% delas precisam usar remédios constantemente. Para 48%, os medicamentos são comprados com dificuldade, aponta a pesquisa da Convite. Sem ter como comprar remédios, os venezuelanos recorrem a chás e remédios alternativos.

A vacinação dos idosos também se transformou em um problema. A Venezuela é um dos países que usou a vacina russa Sputnik V para combater a pandemia de covid-19. O problema é que não há disponibilidade de vacina para a segunda dose, deixando os idosos bastante angustiados por não conseguirem a imunização completa.

Desde o início da campanha de imunização até hoje, dezenas de pessoas, muitas da terceira idade, se aglomeram todos os dias em frente aos centros de vacinação, expondo-se a um maior risco de contágio.

Empobrecimento à vista

“Nos últimos cinco anos, a situação dos idosos na Venezuela passou de preocupante para dramática”, define Luis Francisco Cabezas, diretor da ONG Convite.

No próximo mês de outubro, o Banco Central Venezuelano cortará seis zeros do bolívar, que passará a ser chamado de bolívar digital.

Em vez de melhorar a situação, a medida deve agravar ainda mais a crise econômica, na opinião da economista e professora universitária Zugem Chamas. Por 36 horas de aula ministradas por mês na outrora renomada Universidade Central da Venezuela, ela recebe 9 milhões de bolívares (cerca de R$ 12). “Pensei que poderia ter certa tranquilidade na aposentadoria. Nunca pensei que ficaríamos assim. Agora vivo com a ajuda da minha filha”.

A pesquisa divulgada pela Convite aponta que 75% dos idosos recebem ajuda econômica de familiares.

Abandono de idosos

A imigração de mais de 5,5 milhões de venezuelanos impactou não apenas a pirâmide produtivo-social do país, mas deixou à mingua centenas de idosos, cujos filhos e netos precisaram deixar a Venezuela em busca de melhores oportunidades. “Isso dá uma ideia da grande fragilidade que este grupo sofre no país”, detalha Cabezas.

Alguns desses imigrantes enviam remessas em moeda estrangeira, mas a pandemia criou um “hiato”, deixando alguns idosos sem esses recursos. “Muitos idosos dependiam das remessas enviadas por familiares, mas este envio perdeu força tanto na quantidade como na regularidade. Além disso, o que era comprado há três anos com US$100, hoje é muito mais caro”, detalha Cabezas.

E os sites, redes sociais, além de outros ambientes virtuais, que funcionam para muitos como uma “conexão com o mundo exterior”, para muitos idosos venezuelanos, são um fator de isolamento. A maioria não sabe usar — ou nem mesmo comprar — aparelhos tecnológicos, sejam celulares, sejam computadores, nem sabem navegar na Internet.

UOL, com RFI

Opinião dos leitores

    1. Preliminarmente quero dizer que esquerdopata é seu genitor. No mérito, quem ultimamente tem defendido golpe de estado e militares no poder é o MINTO das rachadinhas, o que nos tornaria muito parecidos com a Venezuela, assim como é o presidente inepto que está atentando contra as instituições democráticas do Brasil. Por fim, só sendo muito idiota para defender um presidente que encheu o governo dele de corruptos do centrão (estou me referindo tanto a Lulaladrão como a Bolsonaro)…

  1. Bolsonaro é a ÚNICA barreira que nos protege do mesmo destino da Venezuela, tão elogiada pelos petralhas. É isso que queremos para o Brasil? Tenho certeza que não. Portanto, vamos fazer a nossa parte.

    1. Baseado em que? Ele está seguindo a cartilha do Chavez.

  2. Ainda bem que Haddad e Manuela D’avila não foram eleito, se não estaríamos igual a Venezuela.

  3. Acho engraçado é esse bando de analfabetos bovinos classificando qualquer um como comunista, esquerdista… e ainda dizendo que é a mesma coisa que nazismo, fascismo, talibã… primeiro vão estudar o que é comunismo, socialismo, esquerda, direita, e principalmente FASCISMO, NAZISMO, TOTALITARISMO… e ao analisar a Venezuela, percebam que Bolsonaro (corno manso) pratica a mesma tática: corrompe as forças armadas, cria milícias armadas e tenta lotear o judiciário com seus puxa-sacos. Esta dada a receita do golpe, seus bovinos.

  4. Destrua a economia e culpe os americanos. Os apoiadores desse lixo no Brasil são confessos. Vota quem é imbecil.

  5. Com a dupla pederasta Bolsonaro e Guedes e assim que vai acabar o Brasil: numa Venezuela falida.

  6. Objetivo da esquerdalha é sempre esse, basta ver o outro parceiro da ditadura cubana. A esquerda não tem ligações estreitas com países desenvolvidos e democráticos. Grandes parceiro desses canalhas da esquerdalhs são até homofóbicos e misóginos.

  7. Mais um socialismo que somente dá “certo” para seus líderes.

    Infelizmente, os discursos bonitos ainda enganam muita gente.

  8. Obrigado PRESIDENTE BOLSONARO, por ter nos salvo desde destino que os ESQUERDOPATAS queriam levar o país.
    Até hoje essa turma da ESQUERDA ainda tem a cara de pau de enaltecer esse regime socialista que leva todos a pobreza, menos aqueles da cúpula que governa que enriquecem cada vez mais.
    Infelizmente muitos ainda querem a volta desses comunistas que destroem todos os países onde governa, seja destruindo sua economia, seja destruindo a liberdade das pessoas, seja destruindo a religião de todos. A democracia então é sempre destruída.

  9. Esse é o regime que esses PeTistas malditos querem para o Brasil, ainda tem uma trupe que aplaude.

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Judiciário

[VÍDEO] Cármen Lúcia afirma que urnas eletrônicas “acabaram com fraudes eleitorais”

Imagens: Reprodução/Congresso em Foco

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, afirmou que as urnas eletrônicas “acabaram com as fraudes eleitorais” no Brasil. A declaração foi feita durante evento que marcou os 30 anos do sistema eletrônico de votação no país, em Brasília, conforme o Congresso em Foco.

Segundo a ministra, o modelo adotado desde 1996 eliminou possibilidades de irregularidades como o voto em nome de outra pessoa e a divergência entre votos registrados e resultados apurados.

Cármen Lúcia destacou ainda que o sistema eletrônico de votação trouxe maior agilidade e confiabilidade ao processo eleitoral brasileiro, permitindo a totalização dos votos poucas horas após o encerramento da votação.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o sistema conta com diferentes camadas de segurança e mecanismos de auditoria ao longo de todo o processo, desde a geração dos dados até a apuração final.

 

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Política

[ÁUDIO] ‘TÁ SEM CALCINHA?’: gravações revelam ligações com assédio na Câmara; ouça

Vídeo/Áudio: Reprodução/Metrópoles

Gravações obtidas pelo portal Metrópoles revelam ligações telefônicas com conteúdo de cunho sexual direcionadas a servidoras da Câmara dos Deputados. Os áudios fazem parte de uma investigação da Polícia Legislativa Federal (PLF), que já resultou no indiciamento do suspeito por importunação sexual.

O homem realizou 28 ligações entre os dias 27 e 31 de março de 2026, usando o serviço de atendimento 0800 da Câmara. Durante as chamadas, ele teria feito abordagens de teor sexual às servidoras que atendiam o canal.

Nos áudios, é possível identificar que o suspeito fazia comentários de caráter íntimo logo após a identificação das atendentes, o que levou ao encerramento imediato das ligações pelas servidoras.

Segundo relatos e registros da investigação, o comportamento era direcionado exclusivamente a atendentes mulheres. Quando o atendimento era realizado por homens, as ligações eram encerradas pelo próprio autor.

A identificação do suspeito ocorreu a partir dos relatos das vítimas, análise das gravações e confirmação de dados junto à operadora telefônica, conforme informou a Polícia Legislativa Federal.

 

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Geral

[VÍDEO] RN registra 65 mil raios em quatro meses e cidades do Oeste e Seridó lideram ranking

Imagens: Divulgação/Neoenergia Cosern

O RN registrou 65 mil descargas atmosféricas entre janeiro e abril de 2026, segundo levantamento da Neoenergia Cosern com base em dados da Climatempo. O número representa um aumento de 52% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a distribuidora, no mesmo período foram registradas 3.144 ocorrências no sistema elétrico provocadas por raios, um crescimento de 40% na comparação anual.

Mesmo com o aumento das descargas atmosféricas, o impacto sobre os consumidores caiu 14,3%, totalizando 178 mil unidades afetadas por interrupções no fornecimento de energia.

Segundo Daniel Burgos, supervisor da Neoenergia Cosern, o resultado está relacionado a investimentos no reforço da rede elétrica, com ampliação da instalação de para-raios e uso de equipamentos telecomandados, que ajudam a identificar falhas com mais rapidez e reduzir o tempo de restabelecimento.

Cidades mais atingidas

Os dados apontam maior concentração de raios nas regiões Oeste, Seridó e Alto Oeste potiguar. Os municípios com maior número de descargas foram:

  • Apodi (3.616)
  • Mossoró (3.223)
  • Caraúbas (2.972)
  • Caicó (2.877)
  • Governador Dix-sept Rosado (2.747)
  • Campo Grande (2.731)
  • Assú (2.414)
  • Upanema (2.356)
  • Serra Negra do Norte (1.666)
  • Santana do Matos (1.462)

Segundo Burgos, essas regiões concentram redes elétricas mais extensas e áreas abertas, o que aumenta a exposição às descargas atmosféricas.

Apesar do aumento expressivo no número de raios, a empresa destaca que houve melhora na capacidade de resposta do sistema elétrico, com redução no impacto direto sobre os consumidores e maior agilidade na recomposição do fornecimento em casos de interrupção.

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Política

[VÍDEO] “Extorsão e chantagem”: vereador Léo Souza denuncia campanha de difamação em Natal

Imagens: Reprodução/Léo Souza

O vereador de Natal, Léo Souza (Republicanos), afirmou nas redes sociais que está sendo vítima de um processo de extorsão, chantagem, calúnia e difamação, envolvendo uma pessoa ligada ao período de sua campanha eleitoral.

Segundo ele, o caso se arrasta há cerca de um ano e envolve ameaças e cobranças que ele classifica como ilegais, ultrapassando o campo político e atingindo sua família.

Léo Souza afirma que o episódio evoluiu para o que chama de “campanha de exposição e difamação articulada”, após ele se recusar a ceder às exigências apresentadas.

O vereador disse ainda que tentou apresentar sua versão dos fatos, mas encontrou um ambiente que considera “orquestrado” e sem disposição de diálogo. Ele afirma que o caso já está judicializado e que houve decisão favorável em uma das medidas.

Por fim, declarou que seguirá exercendo o mandato normalmente enquanto aguarda o andamento das investigações e decisões judiciais.

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Política

Fim da escala 6×1? Comissão acelera debates e pode votar mudança ainda em maio

Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de redução da jornada de trabalho no regime 6×1 avançou nesta terça-feira (5) na tramitação do tema e acelerou o cronograma de discussões. A expectativa é de que o texto possa ser votado ainda na segunda quinzena de maio.

O colegiado aprovou requerimentos para a realização de audiências públicas com ministros de Estado, representantes do Banco Central, centrais sindicais e setores produtivos. Também foram autorizados estudos técnicos e simulações para avaliar os impactos da proposta na economia, no emprego e na renda.

Entre os convidados das discussões estão o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de representantes de entidades sindicais e empresariais. As primeiras reuniões devem ocorrer nos próximos dias.

O plano de trabalho prevê ao menos dois debates semanais em Brasília e encontros em estados como Paraíba, Minas Gerais e São Paulo. O relator da comissão, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), pretende apresentar seu parecer até 20 de maio, com possibilidade de votação no colegiado no dia 26 e envio da proposta ao plenário ainda no fim do mês.

Opinião dos leitores

  1. Trabalhador por hora já! Quem quer faz sua carga horária semanal de acordo com a sua conveniência

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Geral

Paulinho Freire será coordenador-geral da campanha de Álvaro Dias ao Governo do RN

O prefeito de Natal, Paulinho Freire, será o coordenador-geral da campanha de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte.

A escolha reforça o alinhamento político, a sintonia administrativa e o entrosamento construído entre Paulinho Freire, Álvaro Dias e Babá Pereira, pré-candidato a vice-governador na chapa.

Com reconhecida capacidade de articulação, liderança política e trânsito entre lideranças municipais, estaduais e nacionais, Paulinho assumirá a condução estratégica da campanha, contribuindo diretamente para a organização política, a ampliação de apoios e o diálogo com a sociedade potiguar.

A campanha de Álvaro Dias ao Governo terá como marca o diálogo, a defesa do desenvolvimento regional, a geração de empregos, o fortalecimento dos municípios e a construção de um novo projeto para o Rio Grande do Norte.

Com Paulinho Freire na coordenação-geral, a pré-campanha ganha musculatura política e amplia sua capacidade de articulação em todas as regiões do Estado.

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Geral

Alinhamento em Pauta: Vereador Professor Italo Siqueira cumpre agenda com Ezequiel Ferreira e Wolney França

A manhã desta terça-feira (5) foi de importantes definições políticas e administrativas para Parnamirim. O vereador Professor Italo Siqueira participou de uma reunião estratégica com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, e o secretário de Tributação do município, Wolney França.

No encontro, o trio debateu o fortalecimento do alinhamento entre as esferas estadual e municipal, focando em projetos e ações que visam o desenvolvimento da cidade. A pauta reforçou a união de forças políticas para garantir que as demandas da população parnamirinense continuem sendo atendidas com eficiência.

O presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira, destacou a importância da sintonia entre as lideranças. “Nosso objetivo é consolidar um trabalho que já mostra resultados colhidos lá na ponta, para o cidadão. Estamos reafirmando aqui uma parceria que vem dando muito certo e que seguirá firme em prol do crescimento de Parnamirim”, disse.

A reunião sinaliza um momento de coesão política, unindo a experiência legislativa e a gestão técnica para planejar os próximos passos administrativos da região.

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Geral

PESQUISA REAL TIME BIG DATA: 40% dos brasileiros consideram que a economia piorou, enquanto 31% avaliam que houve melhora

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Dario Durigan (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Divulgação)

A percepção negativa da economia predomina no país: 40% dos brasileiros dizem que a situação piorou, enquanto 31% avaliam que houve melhora, segundo pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5).

O cenário econômico influencia diretamente o ambiente político. O levantamento indica disputa equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, com vantagem para Flávio.

Os dados mostram diferenças claras por faixa de renda. Entre quem ganha até dois salários mínimos, Lula lidera com 46%, contra 30% de Flávio. Já na faixa de dois a cinco salários mínimos, há empate técnico: 37% para Flávio e 35% para Lula.

Entre os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro aparece à frente, com 36%, enquanto Lula tem 30%.

A pesquisa também aponta que 79% dos entrevistados ganham até cinco salários mínimos, grupo mais sensível à inflação e ao custo de vida, fatores que pesam na avaliação do governo e no comportamento eleitoral.

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Geral

Trump faz novas críticas ao papa e afirma que Leão XIV ‘está colocando os católicos em perigo’

Foto: ALBERTO PIZZOLI e JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV e afirmou que o pontífice estaria “colocando católicos em perigo” ao supostamente relativizar o risco de o Irã ter armas nucleares.

A declaração foi dada em entrevista ao comentarista Hugh Hewitt. Durante a conversa, Trump acusou o papa de considerar aceitável que o Irã possua armamento nuclear — algo que não foi defendido publicamente por Leão XIV.

O papa, por sua vez, tem reiterado posições em favor da paz e da negociação diplomática, negando apoio a conflitos ou armamentos nucleares.

As críticas fazem parte de uma sequência de ataques recentes de Trump ao líder da Igreja Católica, a quem já chamou de “fraco” e “péssimo”.

Diante da tensão, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, viajará ao Vaticano para se reunir com representantes da Santa Sé. O objetivo é discutir temas como Oriente Médio, segurança internacional e cooperação bilateral. O episódio também tem reflexos políticos internos nos EUA, em meio ao cenário pré-eleitoral.

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Geral

90% dos eleitores brasileiros são a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, diz pesquisa Real Time Big Data

Foto:Titi-Flickr

Pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5) mostra que 90% dos brasileiros são favoráveis à redução da maioridade penal para 16 anos. Outros 10% são contra.

O apoio é maior entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro, com 96% favoráveis e 2% contrários. Entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 81% apoiam e 16% rejeitam a proposta.

A redução da maioridade penal exige mudança na Constituição, que hoje considera inimputáveis menores de 18 anos. Atualmente, adolescentes que cometem infrações são punidos conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Defensores da medida argumentam que crimes graves devem ser punidos com mais rigor. Já críticos avaliam que a mudança não reduz a violência e pode ampliar o encarceramento juvenil.

A pesquisa foi realizada de 2 a 4 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03627/2026.

Opinião dos leitores

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