POR JOSIAS DE SOUZA
O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, disse estar preocupado com a utilização excessiva dos militares em “intervenções” para restabelecer a segurança nos Estados. São as chamadas Operações de GLO, Garantia da Lei e da Ordem. Em mensagem postada no Twitter, neste sábado, Villas Bôas realçou: “Só no Rio Grande do Norte, as Forças Armadas já foram usadas três vezes em 18 meses”. Em timbre de apelo, o general emendou: “A segurança pública precisa ser tratada pelos Estados com prioridade ‘Zero’. Os números da violência corroboram as minhas palavras.”
Ouvido pelo blog, o ministro Raul Jungmann (Defesa) deu razão a Villas Bôas: “Esta ação é, de fato, a terceira que realizamos no Rio Grande do Norte. Mas se computarmos todas as operações de GLO feitas no país nos últimos 18 meses, esta é a décima primeira ação. O grande número de operações com emprego de forças militares revela um quadro de emergência nacional na área da segurança pública. O general Villas Boas está certo. Temos a consciência de que esse problema de segurança não será resolvido na pasta da Defesa.”
Ecoando o comandante do Exército, Jungmann disse que a crise transforma o que deveria ser excepcional em algo inusitadamente corriqueiro: “Tradicionalmente, o emprego das Forças Armadas em ações de segurança pública é um recurso extraordinário. Mas vai ganhando ares de algo ordinário. Isso não é bom para as Forças Armadas, porque não é o papel delas. Também não é bom para a área de segurança, porque não resolve o problema em termos perenes. Mas as operações tornaram-se inevitáveis em função do quadro emergencial.”
Para reforçar a percepção de que o extraordinário converteu-se em ordinário, Jungmann lembrou que Michel Temer acaba de estender a GLO iniciada no Rio de Janeiro no mês de junho “até o último dia do ano de 2018.” Informou que, nos próximos dias, participará de uma reunião com o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, e representantes das pastas da Justiça e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. “Vamos elaborar um protocolo de atribuições, para definir quem faz o quê. O objetivo é aperfeiçoar a nossa capacidade de ação conjunta.”
As declarações de Villas Bôas e Jungmann coincidem com o início do desembarque de forças militares no Rio Grande do Norte, neste sábado. Estima-se que, neste domingo, haverá 2.800 soldados em solo potiguar. A maioria foi deslocada do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Inicialmente, atuarão em duas áreas: na região metropolitana da capital, Natal, e no município de Mossoró. Deve-se a intervenção a uma paralisação de policiais militares e civis, provocada pelo atraso no pagamento de salários e pela precariedade das condições de trabalho.
Cerca de 80% das forças policiais do Rio Grande do Norte estão aquarteladas, de braços cruzados. Isso corresponde a um contingente de cerca de 8,5 mil homens. Os 20% restantes não conseguiram deter a onda de roubos, saques a estabelecimentos comerciais e arrastões que apavoram a população potiguar nas últimas semanas. Daí o emprego das Forças Armadas. O próprio ministro da Defesa deslocou-se para o Estado. Passará o Réveillon supervisionando a operação, planejada para durar até 12 de janeiro.
Jungmann já trabalha com a hipótese de prorrogação, pois não há previsão de normalização do pagamento das folhas salariais. O governo potiguar atrasou os contracheques de novembro. Só conseguiu pagar para os policiais que recebem vencimentos de até R$ 3 mil. De resto, não honrou o 13º salário das polícias militar e civil.
O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), havia solicitado a Michel Temer um socorro financeiro. Coisa de R$ 600 milhões em verbas do Tesouro Nacional. O presidente da República esboçara a intenção de atender. Consultado, o Tribunal de Contas da União emitira sinais favoráveis ao repasse. Mas a representação do Ministério Público junto ao TCU manifestou-se contra a operação. E o Ministério da Fazenda sustou o envio da verba, tornando incontornável o uso das Forças Armadas.
Neste sábado, Jungmann fez um apelo para que os policiais militares do Rio Grande do Norte voltem ao trabalho. Reconheceu que a falta de salário e de equipamentos produz uma situação “aflitiva.” Mas recordou o juramento que os policiais fizeram de servir à sociedade. E lembrou que, acima da crise, a um “valor maior” a ser preservado. “Uma vida não tem volta”, disse. O problema é que não há, por ora, sinais de disposição dos policiais de atender ao pedido do ministro.
Se fosse para mandar verba para reformar ou pagar super salários a desembargadores e juizez, isso aconteceria rapidinho, mas como é para resolver o pagamento do salário de quem trabalha por um salário defasado, a coisa não vai, e ainda pedem para o trabalhador voltar ao trabalho, Durma com uma dessa em nosso Pais!
O que será que fariam essas mesmas autoridades que pedem que policiais voltem ao trabalho insalubre com risco a própria vida , condições de trabalho precária e com salários atrasados, ?
Cadê os outros politicos?
Só existe o Governador para pedir e correr fazendo a parte que lhe cabe. Deixaram todos os pepinos criados ao longo de décadas de desfalques e desleixo com o sistema público.
O grande problema está no chefe do executivo, um governador que não tem noção do que faz, muito mau acessorado, mau intencionado, a segurança pública precisa de uma restruturação de pessoal tem pessoas com perfil operacional no estratégico, é estratégico no operacional, temos secretários que não tem perfil para o cargo, está uma verdadeira baderna a segurança pública, tem agente de segurança publica que morre de medo de pegar em armas, só quem participa de treinamentos são oficiais e delegados que não tem perfil de agente multiplicador só fica em gabinetes, a academia de polícia toda sucateada, treinamento nem pensar, precisa fazer um levantamento de cada currículo dos agentes e colocar no setor específico, acabar com a politicagem apadrinhado isso só leva ao caos, criar cargos terceirizado para alguns setores selecionar pessoas com experiência na área, sem ser estatutário, pode ser trocado a qualquer momento e avaliar seu desempenho, hoje é comum encontrar agente de polícia lotado em arquivo, protocolo, almoxarifado, cargos que deve ser ocupado por outros terceirizados ou agentes administrativos, até a delegacia especializada em armas e munições foi extinta está tudo errado.
Amigo vc fechou o ano com seu excelente comentário, enquanto cá segurança pública estiver misturado com política o negócio não anda. Tem políciais que só querem a carteira, porte de arma e o salário o resto que se lasque.
Alguém fale para esse general que vivemos uma guerra no Brasil, as forças armadas foram criadas para guerra contra inimigos externos coisa que não tem perigo de acontecer, só vale a intervenção no Líbano, Timor leste e Haiti porque general? É mais glamour e diárias em dólar? As forças armadas servem também para proteger a população desesperada com tanta violência no país inteiro , com tanta estrutura a disposição é um disperdicio que os quartéis fiquem lotados de militares e os bandidos fazendo a festa. Alguém vai falar que não é papel das forças armadas fazer policiamento é não está na constituição brasileira,
Intervenção militar ja, antes que seja tarde de mais. Os politicos corruptos bandidos tem que ser afastados e presos condenado . Eles que causaram e continuam cusando este desequilibro nacional. Intervenção militar ja. Vamos sai as ruas pedindindo a intervenção ou todos vamos se l…… Com essa Cabala Negra.
Concordo!
*mais
Os políticos são assim, nos roubam muito e desviam praticamente todos os recursos da saúde, educação, SEGURANÇA…..malas de dinheiro para o presidente, os 51 milhões do Gedel mas 151 milhões para o Aécio….e tantos outros do petrolão anunciados na mídia….dai quando os bandidos armados tomam conta , se ajoelham para as forças armadas , ninguém aguenta mais esse discurso dos políticos engravatados de Brasília e dos estados…
A Polícia tem razão sim! Trabalhar de graça? Quem paga a conta para eles? E os filhos? Quem os alimenta? ….Precisamos prender os bandidos de Brasília 1o ….É a melhor solução!!!
Isso msm. Vivemos em guerra, há anos e as FFAA já deveriam esta agindo a muito tempo.
Se ess tal General Eduardo Villas Boas n fosse um bundão, ja teria feito a intervenção q a maioria deseja.
Já cansei de falar isso de serviço dentro de uma viatura da PM, aos meus companheiros de serviços.
A visão clara que o estado tem para a segurança pública, " vamos jogar essa meia dúzia de gatos pingados de todo e qualquer jeito para fingir que existe segurança pública".
O RN há 13 anos não faz um concurso para a polícia militar, o nosso efetivo já está velho, estrutura e condições de trabalho zero, quem nunca viu um gol ser viatura de polícia só aqui no RN, agora quem está pagando essa conta é a sociedade, os empresários tendo seus comércios arrombados, onde para muitos significa a falência, o setor de turismo com cancelamentos das reservas nos hotéis. Quem vai querer vir para uma guerra?
É preciso mais do que nunca o próximo governador olhar mesmo para a segurança pública no geral, tanto no pessoal, quanto na estruturação e também no sistema carcerário e nunca esquecer do principal para uma sociedade viver com menos violência que é a educação.
Tem que reivindicar. Perdemos polícias para bandidos. Policial tem família pra proteger com comida, água, luz e etc.. Precisa do sustento e nem relógio trabalha de graça. Fira que é uma fralda pra enxugar gelo. A polícia prende a justiça solta. E fora o bandidos de idade menor que nem estuda e bem trabalha. Todo sistema está podre e cheio de ferrugens.
O enorme e gordo salário deste Jungmann não esta atrasado, e sua vida financeira esta muito bem obrigado, falar isso é muito fácil!!! Nossos policiais não devem ceder, a população sofre, mas a culpa é do Governo ineficaz, perdeu o controle total!!!!
Tudo está bem caótico na "África" chamada Brasil… Infelizmente nunca estivemos tão semelhantes ao continente mais sofrido do planeta, e Estados como o nosso RN mergulhado numa lama difícil de medir se coloca como sendo uma outra África dentro da África… Intervenções militares que já ocorreram 3 recentemente aqui de nada servem, apenas freiam o caos estabelecido, é triste dizer, mas com certeza em 2018 vamos precisar novamente, e essa ação eu não entendo bem, os caras vem passar 15 ou 30 dias circulando em corredores principais da cidade, sem invadir onde se concentram os focos do problema, chegamos a um ponto que o radicalismo nas ações podem fazer essa coisa parar sim, claro, desde que organizem de fato os presídios pra receber pelo menos mais uns 2 mil novos presos… É fácil fazer essa conta diante de como estamos…
Isso devia ser permanente em todos os Estados. Nao tem pra que a sociedade ficar pagando salarios e dando regalias a militares (inclusive quanto a aposentadoria) pra esse pessoal ficar em quarteis sem fazer porra nenhuma que efetivamente de um retorno para a sociedade. O Brasil nao e um pais que viva em conflitos armados com outras nacoes, entao faca uso dessa forca internamente, melhor do que se manter ociosa e sem utilidade.
Cmte, com PM sem querer trabalhar, tá difícil. Os salários já estão em dia. Cadê que suspenderam o corpo mole?
O Estado não é uma madrinha nem uma mãe, não. Um país pobre não tem condição de botar pneu novo, blablabla nas viaturas. Isso é coisa de concurseiro e não de policial de verdade. Policial de verdade quer é pegar bandido, não quer fazer vistoria na própria viatura pra ficar de mimimi na internet.
Isso comprova que o problema da segurança pública não atinge apenas o RN, mas outros estados. Pode juntar tudo: Forças Armadas, Polícia Militar, Civil e Federal que nada resolve. Precisamos mudar as leis e o código penal. Temos que acabar com a impunidade. É muita regalia para bandido, e o cidadão, que paga seus impostos e sustenta o sistema prisional, totalmente desprotegido. Uma mudança de legislação não se faz de um dia para outro! Enquanto isso não ocorre temos que exigir dos políticos as forças armadas na rua, continuamente, até que a onda de violência, que tomou conta de todo país, seja controlada.
Pura verdade. Bolsonaro 2018