Saúde

Como Belo Horizonte manteve baixa letalidade por Covid-19

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) Amira Hissa/PBH/Divulgação

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), começa nesta segunda-feira, 25, a começar a tirar a cidade da quarentena. Ele, no entanto, afirma que não dá para baixar a guarda: “Se todo mundo for para a rua, sem cuidado, a explosão de contaminação ocorre em duas semanas. Quem achou que estava tudo bem foi o prefeito de Milão, que abriu antes da hora e, depois, viu 14.000 caixões saindo da cidade”, afirmou o prefeito a VEJA.

Belo Horizonte foi a primeira capital brasileira a decretar isolamento social como forma de combate à pandemia do novo. Desde 18 de março, apenas atividades essenciais têm permissão para funcionar, o que incluiu a indústria de transformação, além de supermercados, farmácias, hospitais, serviços de transportes e entrega de comida.

O distanciamento precoce é considerada a principal razão do baixo número de mortes contabilizado na capital mineira até agora: 39. O recolhimento da população em casa, antes de o vírus circular livremente em um território, foi o que permitiu o chamado “achatamento da curva”, ou seja, a redução da velocidade de propagação do vírus, explicam os infectologistas. Foi o que aconteceu em Belo Horizonte, pelo menos por enquanto, que tem uma das menores taxas de letalidade do país.

A reabertura do comércio, a partir desta segunda, ocorrerá sob uma série de regras de horários de funcionamento e de distanciamento entre funcionários e clientes, além do uso obrigatório de máscaras e protocolos de higienização. A flexibilização ainda impede que pessoas que pertençam ao grupo de risco para Covid-19 voltem ao trabalho. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, sem uma vacina ou tratamento para a doença, é possível que a cidade tenha de conviver com alguma restrição pelos próximos dois anos.

Leia os principais trechos da entrevista:O que o senhor achou da declaração do governador Romeu Zema (Novo), que afirmou na rádio Jovem Pan que o senhor é um prefeito “fora da curva” e que toma “medidas extremas para chamar atenção”?

Considerei uma agressão gratuita. Parafraseando o Winston Churchill, em um livro atual para o momento que vivemos, o Memórias da Segunda Guerra Mundial, digo que o governador vai em um estranho paradoxo, decidido só a não decidir; resolvido só a não resolver; firme na deriva, sólido na fluidez, onipotente na impotência.

O governador também disse que a prefeitura de Belo Horizonte fez pouco em relação à pandemia.

Eu posso dizer que Belo Horizonte criou três centros para tratamento da Covid-19 para atender quem precisar de atendimento e todo mundo que precisou teve atendimento até agora. A taxa de letalidade da cidade esta em 2,81% de óbitos, enquanto o resto do estado está em 3,41%, e isso porque os números da capital estão ajudando a derrubar a letalidade do estado. Nós distribuímos 628 mil cestas básicas nesses dois meses, uma para cada aluno da rede municipal de ensino. A gente sabia que as pessoas iam ficar sem dinheiro para ir ao mercado. A nossa secretaria de Ação Social distribuiu tudo sem filas, porque nós temos o cadastro das pessoas das vilas, das favelas e fizemos a distribuição pelo CPF das pessoas, que retiraram as cestas nos mercados dos seus bairros. Nós compramos 2 milhões de máscaras laváveis para distribuir para as pessoas que mais precisam.

Belo Horizonte foi a primeira capital a decretar quarentena no país e agora está iniciando a abertura. Como foram essas tomadas de decisão?

A gente teve o primeiro caso confirmado em 16 março. Eu liguei para o meu secretário de Saúde, o Jackson Machado, que é médico, e pedi uma reunião com os melhores infectologistas que ele pudesse chamar. Fizemos a reunião no dia seguinte, ouvi tudo o que eles tinham a dizer e assinei o decreto de quarentena em 24 horas. Quem decidiu isso, portanto, foi meu secretário de Saúde, que entende do assunto, que está discutindo com infectologistas, epidemiologistas e, claro, todos nós da prefeitura. Eu não tenho capacidade para decidir e não vou fazer nada na base do achismo. Se fosse um caso de engenharia urbana, como aconteceu na tempestade que ocorreu aqui na cidade no início do ano, aí, sim, eu poderia decidir, porque sou engenheiro e conheço o assunto. Mas nessa pandemia a gente tem de ter juízo e tem de delegar para quem entende. A responsabilidade é minha, mas tenho de ouvir quem domina o assunto. Isso é ter autoridade. Isso é saber delegar. Quem sabe delegar não tem menos poder. Delega porque tem poder.

A quarentena deu tempo de Belo Horizonte preparar a rede pública de saúde?

Olha, não dá para achar que está tudo bem. Nós, em BH, até temos uma situação mais controlada de mortes, nossos leitos de UTI destinados a Covid-19 estão com 40% de ocupação, os de enfermaria estão com 34%, mas a explosão de contaminação ocorre em duas semanas, se todo mundo for para a rua, sem cuidado. Aí, não tem o que fazer. Quem achou que estava tudo bem foi o prefeito de Milão e depois viu 14.000 caixões saindo da cidade. Nós temos que estudar o que aconteceu em outros lugares para decidir como agir aqui. Temos essa sorte de estar atrás deles. Se não fizermos melhor, é burrice.

Como o senhor avalia a posição do presidente Jair Bolsonaro, que foi contra o distanciamento social desde o início?

Não vai ter um CRM (médico com registro no Conselho Regional de Medicina) que assine isso (acabar com a quarentena)! O isolamento social é uma unanimidade não só brasileira, mas unanimidade planetária. Até agora não ouvi falar de nenhum outro remédio para essa pandemia, que não seja o isolamento social. Se tivesse uma banca médica de um lado, dizendo uma coisa, e grupos de cientistas de outro, defendendo uma posição diferente, aí seria um assunto a ser debatido. Aí, sim, o presidente poderia e deveria fazer o debate e depois tomar sua decisão. Mas não existem dois lados. São médicos ingleses, italianos, franceses, americanos, brasileiros, todo mundo dizendo a mesma coisa: se quiser ter menos mortes, tem de fazer isolamento social. É uma decisão unânime pela vida. Só conheço um médico contra o isolamento, que é o Osmar Terra. Não tenho nada contra ele, mas se só ele estiver certo, vai ser o próximo Prêmio Nobel da Medicina.

“Quem achou que estava tudo bem foi o prefeito de Milão e depois viu 14.000 caixões. Nós temos que estudar o que aconteceu em outros lugares para decidir como agir. Temos essa sorte de estar atrás deles. Se não fizermos melhor, é burrice”

O senhor discorda, então, da postura do presidente?

Olha, nós temos de ter juízo. Ninguém é culpado do que está acontecendo. A economia já foi embora, e foi no mundo inteiro, não só no Brasil. Se o Bolsonaro entendesse que ele não é culpado pela pandemia e que ninguém vai culpá-lo pela crise econômica, ele daria um grande passo e passaria a lidar melhor com a situação. O problema é que a gente só ouve que é preciso abrir, abrir, mas não tem um caminho, uma metodologia criada pelas autoridades federais de como essa abertura pode ser feita com segurança. A gente só vê a guerra de que tem que abrir porque a economia está acabando. Todo mundo sabe disso. Agora o que eu não quero é levar para o caixão a culpa de ter deixado uma pessoa morrer porque não fiz o que sabia que precisava ser feito.

O senhor que dizer que não poderia ter deixado de decretar o distanciamento social, é isso?

Isso é uma questão matemática. O único problema da Covid-19 é que eu preciso ter leito de hospital para atender os que que tiveram as formas mais graves da doença, porque os graves precisam de tratamento específico e ficam muito tempo na UTI. Se eu tivesse leito para atender todo mundo que se infectasse de uma vez, não teria problema. Mas isso é impossível, por isso que fazemos isolamento: para diminuir a velocidade de infecção e dar conta de ir atendendo quem ficar grave. Se BH tem 2,6 milhões de pessoas e só 1% dos infectados precisassem ir para a UTI, eu precisaria ter 26.000 leitos. Se isso acontecer ao mesmo tempo, vai morrer um monte de gente que não morreria se tivesse atendimento adequado. E ter leito não é só ter equipamento, não. Inclui ter profissional preparado, porque para entubar um paciente, o médico precisa ter prática. Meu filho, que é médico, me contou como foi quando ele entubou uma pessoa pela primeira vez: passou o resto do dia no banheiro. E a gente já sabe que a qualidade do atendimento conta muito para salvar um paciente dessa doença.

O senhor que foi dirigente de futebol, presidente do Atlético-MG, é a favor da volta dos campeonatos?

Em Belo Horizonte, não volta. Não dá para pensar nisso agora. O futebol vai voltar quando o cinema, quando teatro puderem voltar. Essa frase é batida, mas vou dizer: futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes do mundo. Vai voltar com protocolo, com tudo certinho. Mas temos de preparar protocolo para tudo, para todas as áreas, para o comércio, para a escola, para tudo. Estamos fazendo isso por parte, com participação dos empresários da indústria, do comércio, com a área de saúde. Agora é hora de pensar em leito de hospital, em cesta básica, em máscara, em respirador, em equipamento de proteção individual para o médico, o enfermeiro, o técnico de enfermagem, o fisioterapeuta. Não é hora de pensar em futebol.

O senhor sofreu muitas críticas por causa do isolamento por algum setor da sociedade?

No começo, vinha gente buzinar todo dia na porta da minha casa. Passaram duas semanas buzinando sem parar. Mas eu já disse que não tenho medo de buzina. Quem tem medo de buzina é cachorro distraído atravessando a rua.

O secretário de Saúde disse que a flexibilização será feita em etapas e pode ser interrompida se a pandemia se agravar. Quais são as condições para que a abertura ocorra?

A abertura vai depender do comportamento da população. Se o número de casos subir muito e a disponibilidade de leitos cair, vamos ter de dar um passo atrás ou mesmo fechar mais ainda, até o lockdown. Aqui nós olhamos indicadores, não tem nada na base do achismo. A equipe da vigilância sanitária fez um trabalho grande para que a gente permita que os estabelecimentos voltem a funcionar, mas tudo tem de ser seguido. Lá atrás, quando começamos as restrições, a vigilância inspecionou gôndolas de supermercados e identificou a presença do vírus. Depois, estabeleceram protocolo de higienização e testou novamente. Aí, já não encontrou mais o vírus. Ou seja, a gente tenta sempre aplicar conhecimento técnico para padronizar as ações.

“A abertura vai depender do comportamento da população. Se o número de casos subir muito e a disponibilidade de leitos cair, vamos ter de dar um passo atrás ou mesmo fechar mais ainda, até o lockdown”

O presidente Bolsonaro já disse que teme que a economia piore ao ponto de haver saques em mercados e lojas. O senhor também teme isso?

Acho que se a população tiver comida em casa e segurança de que estamos trabalhando com seriedade em uma situação que não é culpa de ninguém e que pode custar a vida de qualquer um de nós, não vai ter convulsão, nada disso. Mas nós precisamos estar lutando pela mesma causa, precisamos ter um norte.

 

Opinião dos leitores

  1. Seria tão bom que os leitores que se acham intelectuais aqui do BG, lessem essa reportagem de um estadista, totalmente sereno e sábio com suas palavras. Uma vez vi o Kalil em outra reportagem questionado que por defender o isolamento e defender a vida aqui no Brasil é ser considerado comunista. O problema volto a repetir, acham que chamando alguém de esquerda pensam que é xingamento. A maior parte não sabe diferenciar esquerda de direita. Vai pelo debate super comprometido de face e whatsapp. Brasil se afunda pela própria ignorância!

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[VÍDEO] “Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas”, diz Fachin na sessão que julgará abertura de investigação contra Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu a sessão desta terça-feira (15) do julgamento para decidir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas” e que “não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual”.

Fachin disse também que o STF passa “por um período difícil de sua história”, mas pregou que é necessário preservar “sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição”. “É nesse espírito que proponho que enfrentemos o momento”, declarou.

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CASO MASTER: Conversas de Vorcaro revelam encontros, festas e relação com filho do ministro Fux

Foto: Felipe Sampaio/STF

Conversas extraídas do celular do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro mostram uma relação de proximidade com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). As mensagens, reveladas pela coluna de Manuela Alcântara, do Metrópoles, vão de maio de 2024 a pelo menos agosto de 2025 e misturam assuntos profissionais, encontros, festas e convites pessoais. Veja aqui os prints das conversas.

O tratamento entre os dois era informal. “Irmão”, “meu amigo” e “meu caro” aparecem nas conversas. Em maio de 2024, Vorcaro perguntou se Rodrigo iria a um encontro. O advogado respondeu que não conseguiria e perguntou: “Tá o fervo aí?”. Dias depois, sugeriu que almoçassem ou fumassem um charuto quando estivesse em São Paulo.

A relação também envolvia assuntos profissionais. Em novembro de 2024, Vorcaro procurou Rodrigo: “Quero te chamar pra me ajudar num caso”. O advogado se colocou à disposição e marcou uma videoconferência. “Será um prazer, se eu puder ajudar”, respondeu.

Vorcaro também enviou ao advogado um documento identificado nas mensagens como “SLAT TABU”. Rodrigo disse que analisaria o material em detalhes.

Em dezembro, Rodrigo convidou Vorcaro para um café em seu escritório, no Rio de Janeiro. Diante de um conflito de horário, afirmou que remarcaria outro compromisso para recebê-lo. Depois de acertarem o encontro, escreveu: “Tapete vermelho irmão”.

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CASO MASTER: Diálogos de Vorcaro citam filho de Nunes Marques e pagamentos de R$ 500 mil por mês

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro citam Kevin Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, e pagamentos mensais de R$ 500 mil que seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.

Os diálogos foram trocados entre Vorcaro e Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master. Em uma conversa de julho de 2025, Rennó envia a Vorcaro o contato de Kevin e pergunta: “Esse aqui _ 500 mil mês – mantém?”. Vorcaro responde com risadas.

Em outra mensagem, de agosto de 2025, Rennó afirma que, entre os “pagamentos essenciais”, estava faltando a Consult e novamente envia o contato de Kevin Marques.

A assessoria do advogado nega que ele tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. Segundo a nota, Kevin recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa e sua atuação não teve relação com o STF.

As mensagens também mostram que, em outubro de 2024, Rennó informou Vorcaro sobre uma decisão do STF favorável a empresas do setor sucroalcooleiro, área na qual o ex-banqueiro tinha negócios e interesses. Na sequência, enviou o contato de Kevin Marques e escreveu: “Dominado aqui”.

O conteúdo do celular de Vorcaro foi entregue pela Polícia Federal a ministros do STF e deve entrar nas discussões da Corte nesta terça-feira (15), durante a análise sobre a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro.

Com informações da Folha de S. Paulo e Metrópoles

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Governo Trump avalia nova rodada de sanções contra ministros do STF; Moraes está no centro das discussões

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Autoridades dos Estados Unidos avaliam uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Jovem Pan, Alexandre de Moraes está no centro das discussões e novas medidas podem ser anunciadas a qualquer momento.

Pessoas ligadas a diferentes áreas do governo Donald Trump afirmam que o tema voltou a ganhar força em Washington. No caso de Moraes, uma eventual retomada das sanções pela Lei Global Magnitsky seria mais rápida porque parte do procedimento técnico já teria sido preparada anteriormente. A decisão, no entanto, depende de aval político de Trump.

As discussões também passaram a envolver outros integrantes do STF. Para esses nomes, seriam necessárias novas análises e procedimentos internos antes da aplicação de eventuais punições.

O movimento ocorre em meio à crise no Supremo envolvendo Moraes, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e divergências internas na Corte. De acordo com a publicação, o episódio vem sendo acompanhado por interlocutores americanos.

A Lei Magnitsky é uma legislação dos Estados Unidos que permite ao governo americano impor sanções a estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção.

As punições podem incluir bloqueio de bens e ativos sob jurisdição dos EUA, proibição ou restrição de transações com pessoas e empresas americanas e restrições de entrada no país.

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Candidato do PL apoiado por Nikolas Ferreira no RN é abordado pela PF e tem celular apreendido no Amapá

O candidato a deputado estadual pelo RN Josemar Varela (PL), apoiado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi abordado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Macapá, no Amapá, e teve o celular apreendido.

Segundo relatos divulgados nas redes sociais, Josemar chegou a ser detido durante a ocorrência. Ele estava acompanhado de outros parlamentares. O deputado estadual Thomaz Henrique (PL-SP), que fazia parte do grupo, publicou um vídeo da ação e afirmou que um agente teria tentado impedir a gravação.

Até o momento, a Polícia Federal não informou oficialmente o motivo da abordagem nem a razão para a apreensão do aparelho. Também não há confirmação de eventual investigação envolvendo o candidato potiguar.

Josemar disputa pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa do RN e tem Nikolas Ferreira entre seus principais apoiadores. Os dois participaram de agendas políticas juntos, inclusive de manifestações no Amapá contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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DIA D NO SUPREMO: Aliado prevê “carnificina” no STF e diz que Moraes está “pintado para guerra”

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Um aliado do ministro Alexandre de Moraes afirmou que o magistrado está “pintado para guerra” para a sessão desta terça-feira (15), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) analisará se abre uma investigação sobre as mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

De acordo com o interlocutor, a expectativa é de uma reação pesada de Moraes e de seus aliados, com a exposição de informações sobre outros integrantes da Corte. “Vão expor as vísceras de alguns ali. Vai ser uma carnificina. Vai ser um show de horrores”, declarou à coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles.

A avaliação nos bastidores é de que o presidente do STF, Edson Fachin, terá dificuldades para controlar os embates. A sessão ocorre em meio à maior crise interna do Supremo nos últimos anos, com ministros divididos e acusações cruzadas envolvendo as investigações do Caso Master.

Opinião dos leitores

  1. se o STF a PGR a OAB, tivessem vergonha na cara, não era pra ter essa votação não, era pra investiga-lo, direto,

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MOSSORÓ: PF apreende celular e computadores em operação contra abuso sexual infantojuvenil pela internet

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Escudo Infantil IV, em Mossoró, para investigar crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet.

Durante a operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal e recolheram equipamentos de informática e um celular. O material será submetido à perícia para extração e análise de dados.

De acordo com a PF, a investigação busca esclarecer a autoria e a materialidade dos crimes. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o investigado poderá responder por armazenamento e compartilhamento de material contendo cenas de violência sexual infantojuvenil.

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RECONHECIMENTO: São Gonçalo conquista certificado de regularidade emitido pelo Ministério da Previdência Social

Foto: Asscom

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante conquistou o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), emitido pelo Ministério da Previdência Social. O documento certifica que o Município está em situação regular quanto às exigências legais relacionadas ao seu Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Emitido no mês de agosto de 2026 e válido até 2027, o certificado representa um importante reconhecimento da organização e da responsabilidade na gestão previdenciária municipal, conduzida pelo Instituto de Previdência Municipal de São Gonçalo do Amarante (IPREV).

Além de garantir maior segurança aos servidores ativos, aposentados e pensionistas, a regularidade previdenciária tem reflexos diretos na capacidade do Município de buscar novos investimentos. O CRP é uma condição exigida para a realização de transferências voluntárias de recursos da União, celebração de acordos, contratos e convênios, além da liberação de recursos provenientes de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras federais.

Na prática, a certificação demonstra que São Gonçalo do Amarante atende aos critérios estabelecidos pela legislação previdenciária e permanece habilitado a estabelecer importantes parcerias com o Governo Federal, ampliando as possibilidades de captação de recursos destinados a obras, serviços e políticas públicas.

Para o prefeito Jaime Calado “a conquista é resultado do trabalho desenvolvido pela Prefeitura e pelo IPREV na busca pela recuperação e equilíbrio das finanças, transparência, sustentabilidade e modernização do sistema previdenciário”, afirmou.

O CRP é emitido em nome do ente federativo e tem validade para todos os órgãos e entidades do Município.

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CASO MASTER: Dino manda apurar encontro de Mendonça com Vorcaro um dia antes de ministro suspender julgamento no STF

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O ministro Flávio Dino determinou nesta terça-feira (15) que sejam apurados fatos envolvendo André Mendonça e Daniel Vorcaro e enviou a decisão ao presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, o caso envolve um encontro entre Mendonça e o ex-banqueiro ocorrido um dia antes de o ministro pedir vista e suspender o julgamento de uma ação sobre concessões de cemitérios e serviços funerários em São Paulo.

A reunião ocorreu em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter, em São Paulo. Mendonça confirmou ter recebido Vorcaro a pedido de integrantes da Igreja Batista da Lagoinha, com intermediação do deputado federal Cezinha Madureira (PL-SP). No dia seguinte, Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento da cautelar. Quando o caso voltou à pauta, em abril, votou contra a medida concedida por Dino.

Dino ressaltou que os fatos não comprovam relação entre o encontro e a atuação de Mendonça no processo, mas considerou que a proximidade temporal e outros pontos de contato justificam apuração. O ministro afirmou ainda que não cabe, neste momento, antecipar eventual responsabilidade penal ou por improbidade.

A decisão também aponta ligações financeiras do Banco Master com o setor funerário. Um fundo ligado ao banco possui 20% das ações da Cortel, concessionária alcançada pela ação no STF. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, integrou o conselho da empresa e, segundo os documentos citados por Dino, utilizava endereços de e-mail institucionais vinculados ao Master.

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