Como Putin alcançou 20 anos de poder na Rússia e pode permanecer no cargo até 2036

Foto: AFP

A Constituição russa só permite dois mandatos presidenciais, mas Vladimir Putin já está no quarto.

Quando o polêmico líder, hoje com 67 anos, chegou ao Kremlin, em 1999, não se imaginava que ele permaneceria tanto tempo no poder. Mas, contrariando prognósticos, em 31 de dezembro do ano passado, ele completou duas décadas governando a Rússia — direta ou indiretamente (ele teve de deixar a presidência para ser primeiro-ministro por um período, mas, na prática, continuou a comandar o país), apontam especialistas.

Com mão de ferro, relativo carisma, sob denúncias de coibir a imprensa e seus adversários e um discurso que causa incômodo no resto do mundo, Putin alçou altos níveis de popularidade internamente.

Mas há grupos que há anos pedem mudanças na Rússia.

“Os russos mais jovens, com mais educação e que vivem em grandes cidades como Moscou e São Petersburgo certamente se opõem a que ele siga governando”, diz à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) Vladimir Gel’man, expatriado russo que ensina política russa na Universidade de Helsinque (Finlândia).

“Mas, por outro lado, Putin conta com o apoio da população mais velha, menos educada e de áreas periféricas”, agrega.

Resultados preliminares de um plebiscito concluído na quarta-feira (1/07) sobre reformas constitucionais indicam apoio da maioria da população a mudanças que permitiriam a Putin se manter no poder até 2036, o que significa que ele pode superar o tempo de permanência no poder do ditador comunista Joseph Stálin.

As reformas, se aprovadas, permitirão que Putin se candidate a mais dois mandatos presidenciais a partir de 2024 — que é quando acaba o mandato atual. Até a noite de quarta, com 85% das urnas contabilizadas, cerca de 78% dos russos apoiavam a medida, segundo dados do tribunal eleitoral russo citados pela France Presse.

A oposição, por sua vez, acusa o mandatário de tentar ser “presidente vitalício” do país.

Para além da popularidade, a BBC resume os cinco pontos-chave da longevidade de Putin no poder:

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Engraçado q o império do norte nem o lambe botas da América do Sul dao um pio sobre essa ditadura….pq será?
    Enquanto isso a Maduro é trucidado….

  2. Anderson disse:

    Poder, poder, poder.
    Poder até não mais poder.

Entenda como será o ‘rodízio nas escolas de SP, com retomada presencial prevista a partir de 08 de setembro

Foto: Divulgação/Governo de SP

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (24) a retomada das aulas presenciais a partir do dia 8 de setembro em toda a rede de ensino do estado. A medida vale tanto para a rede pública quanto a privada, da educação infantil até o ensino superior.

O plano prevê um retorno geral em três fases, em conjunto para todas as cidades, e considera que na data estimada o estado estará na fase amarela de flexibilização da economia há pelo menos 28 dias. A proposta ainda estabelece uma série de protocolos de higiene e distanciamento que devem ser cumpridos pelas instituições.

Quem deve voltar às aulas?

Creches

Educação infantil

Educação básica

Ensino superior

Cursos técnicos e profissionalizantes

Quando Voltam

Plano de retomada das aulas presenciais no estado de São Paulo — Foto: Divulgação/Governo de SP

A previsão do governo é de que todo o estado volte a ter aulas presenciais no dia 8 de setembro. No entanto, os seguintes critérios precisam ser cumpridos para que ela se mantenha:

Permanência de todas as regiões do estado por 28 dias seguidos na fase amarela (ou superior) do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena.

Que no anúncio de atualização do plano pelo governo no dia 4 de setembro se confirme a estabilização das áreas na fase amarela (ou superior).

Que a rede pública e privada apresentem protocolos de planejamento para o retorno.

Todos os alunos voltam de uma vez?

Não. A volta será feita em esquema de rodízio de alunos definido pelas próprias escolas e dividida em três fases de retomada:

Primeira fase: somente 35% dos alunos de cada classe poderão frequentar as escolas a cada dia. Ou seja, em um dia vai um grupo, em outro dia, vai outro. Mas a Secretaria não informou qual modelo de rodízio as escolas devem se inspirar.

Objetivo é garantir um distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes. O distanciamento tem exceções, como no caso da educação infantil e creches, em que não há como manter essa distância entre bebês e cuidadores.

Segunda fase: até 70% dos alunos poderão frequentar as escolas a cada dia.

Terceira fase: 100% dos alunos podem voltar às salas de aula.

O que define cada fase escolar?

Primeira fase: todas as regiões do estado deverão estar na fase amarela do Plano São Paulo por pelo menos 28 dias seguidos.

Segunda fase: 60% das regiões do estado deverão estar na fase verde do Plano São Paulo por pelo menos 14 dias seguidos.

Terceira fase: 80% das regiões deverão estar na fase verde do Plano São Paulo por pelo menos 14 dias.

Como deve ser o distanciamento?

Estudantes, professores e funcionários devem manter distanciamento de 1,5 metro entre si.

Horários de entradas e saídas serão organizados para evitar aglomeração, e serão preferencialmente fora dos horários de pico do transporte público.

Continuam proibidos: feiras, palestras, seminários, competições e campeonatos esportivos, comemorações e assembleias.

Intervalos e recreios devem ser feitos sempre em revezamento de turmas com horários alternados.

As atividades de educação física estão permitidas desde que se cumpra o distanciamento de 1,5 metro. Preferencialmente devem ser realizadas ao ar livre e com cuidando da higienização dos equipamentos.

Recomendado que o ensino remoto continue em combinação com a volta gradual presencial.

Como deve ser a higiene?

O uso de máscara é obrigatório para todos dentro da instituição e no transporte escolar.

Instituição deve fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) para os funcionários.

Bebedouro será proibido. Água potável deve ser fornecida de maneira individualizada. Cada um deverá ter seu copo ou caneca.

Banheiros, lavatórios e vestiários devem ser higienizados antes da abertura, depois do fechamento e a cada três horas.

Lixo deve ser removido no mínimo três vezes ao dia.

Superfícies que são tocadas por muitas pessoas devem ser higienizadas a cada turno.

Ambientes devem ser mantidos ventilados com janelas e portas abertas, evitando toque em maçanetas e fechaduras.

Como monitorar a saúde?

Profissionais e estudantes que pertencem a grupos de risco para Covid-19 devem permanecer em casa e realizar atividade remotamente.

Recomendação para os pais medirem a temperatura de seus filhos antes de mandá-los para a escola. Caso esteja acima de 37,5°, deve ficar em casa.

Recomendação para que as instituições meçam a temperatura das pessoas a cada entrada.

Uma sala ou área deve ser separada na instituição para isolar pessoas que apresentem sintomas até que possam voltar para casa.

Plano de retomada das aulas presenciais no estado de São Paulo — Foto: Divulgação/Governo de SP

Como recuperar o aprendizado?

O governo de São Paulo afirma que será feita uma avaliação individual dos estudantes para a recuperação do conteúdo que não foi aprendido durante o período de ensino à distância.

Escolas também deverão investir em acolhimento socioemocional e em programas de recuperação para alunos com dificuldades nas matérias.

Segundo o governo, o programa de recuperação terá material didático, “apoiado pelo ensino híbrido e com foco em habilidades essenciais”.

Será oferecido em 2021 o 4º ano do Ensino Médio optativo para os estudantes que quiserem se preparar antes do ingresso no ensino superior.

Até quando vai o ano letivo?

Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, ainda não há definição se o ano letivo será estendido. A previsão do governo é de que na rede estadual as aulas sigam até fim de dezembro, sem prorrogação.

Para encerrar o calendário, as escolas precisam cumprir 800 horas de atividades obrigatórias no total, e o Ministério da Educação autorizou que as aulas remotas sejam incluídas na conta.

“Não precisa cumprir 200 dias desde que cumpra as 800 horas de ensino e permite a educação à distância [nessas horas]. O que precisamos ver é a contabilização do número de horas e o presencial vai fazer diferença se começar em setembro ou não. Todas as redes vão ter que comprovar isso, inclusive as particulares. Nós da rede estadual estamos trabalhando para fazer o maior esforço possível para garantir que a gente termine em dezembro. Mas essa análise só poderá ser feita quando a gente concretizar que retornamos em setembro”, disse o secretário em entrevista à GloboNews.

Rossieli reforçou ainda a necessidade de férias para profissionais e alunos.

“A recuperação não se dará neste ano. Não adianta só estender mais um mês, mais dois meses. Nós vamos fazer uma recuperação de dois anos, até o final de 2022. Para recuperar prejuízos de aprendizagem pós pandemia. Não tem mágica para curto prazo. É importante que nossos profissionais tenham 15 dias de férias de verdade, porque eles também estão atravessando momento de estresse. O aluno também está vivendo um momento diferente”, disse.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcelo disse:

    Voltar às aulas é loucura total no momento ! Vcs mandariam seus filhos e netos ? Sabendo que as crianças não vão conseguir manter a distância, sabendo que as mesmas vão ter contato com professores que poderiam estar infectados, e assim transmitir para os pais e avós , sabendo que seriam em dias alternados apenas ou seja , péssimo aprendizado para justificar somente o lado financeiro das escolas ? Os pais e mães são contra essa ideia que vem das escolas particulares , em conluio com parte do MEC. Jogada financeira !

  2. Gustavo disse:

    Aqui no RN o rodízio vai ser um dia vão os alunos, no outro o professor.

  3. Neco disse:

    Num dá idéia…

Saiba como devolver auxílio emergencial recebido indevidamente

Foto:© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Quem recebeu o auxílio emergencial, mas não preencheu os requisitos para ter direito ao benefício de três parcelas mensais de R$ 600, poderá devolver os valores recebidos indevidamente. O Ministério da Cidadania disponibilizou uma página na internet com o passo a passo para a devolução.

Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram a existência de 206.197 pagamentos com indícios de irregularidade no recebimento da primeira parcela do benefício e 37.374 pagamentos com os mesmos indícios de irregularidade na segunda parcela. A CGU disse que os cruzamentos feitos, relacionados ao mês de maio, indicam a existência de pagamentos a 318.369 agentes públicos incluídos como beneficiários do auxílio.

O trabalho é fruto do acordo de cooperação técnica (ACT) firmado entre a CGU e o Ministério da Cidadania em abril, com o objetivo de evitar desvios e fraudes, garantindo que o auxílio seja pago a quem realmente se enquadra nos requisitos definidos para o seu recebimento.

A CGU informou que os cruzamentos de informações não conseguem especificar se as pessoas portadoras desses CPFs cometeram fraude ou se tiveram suas informações pessoais usadas de forma indevida.

“Já foram identificadas, por exemplo, situações como pessoas que possuem bens ou despesas que indicam incompatibilidade para o recebimento do auxílio, como proprietários de veículos com valor superior a R$ 60 mil; doadores de campanha em valor maior do que R$ 10 mil; proprietários de embarcações de alto custo; além de beneficiários com domicílio fiscal no exterior. Além disso, embora o público-alvo do programa inclua trabalhadores autônomos e microempreendedores individuais (MEI), foram identificados entre os beneficiários sócios de empresas que têm empregados ativos”, disse a CGU.

A CGU disse ainda que o montante de recursos envolvidos para os pagamentos feitos aos 318.369 servidores públicos, em maio, foi de R$ 223,95 milhões. “Na esfera federal, são 7.236 pagamentos a beneficiários que constam como agentes públicos federais, com vínculo ativo no Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape), e 17.551 pagamentos a CPF que constam como servidores militares da União, ativos ou inativos, ou pensionistas. Nas esferas estadual, distrital e municipal, foram identificados 293.582 pagamentos a agentes públicos, ativos, inativos e pensionistas”, informou.

Devolução

Após acessar a página, para devolução das parcelas recebidas fora dos critérios que permitem o recebimento do auxílio, basta seguir as orientações abaixo:

1. Informar o CPF do beneficiário que irá fazer a devolução;

2. Selecionar a opção de pagamento da GRU – “Banco do Brasil” ou “qualquer banco”.

Para pagamento no Banco do Brasil, basta marcar a opção “Não sou um robô” e clicar no botão “Emitir GRU”.

Para pagamento em qualquer banco, é necessário informar o endereço do beneficiário, conforme informações que serão pedidas após selecionar “Em qualquer Banco”, marcar a opção “Não sou um robô” e clicar no botão “Emitir GRU”.

De posse da GRU, é necessário fazer o pagamento nos diversos canais de atendimento dos bancos como a internet, os terminais de autoatendimento e os guichês de caixa das agências, lembrando que a GRU com opção de pagamento no Banco do Brasil só pode ser para canais e agências do próprio banco”.

Auxílio emergencial

O auxílio é um benefício do governo federal, destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregado e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). De acordo com o ministério, será preciso gerar uma Guia de Recolhimento da União (GRU) para fazer a devolução.

Quem tem direito ao auxílio emergencial?

Tem direito ao benefício o cidadão maior de 18 anos, ou mãe com menos de 18, que atenda aos seguintes requisitos:

• Pertença a família cuja renda mensal por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo (R$ 522,50), ou cuja renda familiar total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00);

• Que não esteja recebendo benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal, exceto o Bolsa Família;

• Que não tenha recebido em 2018 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70;

• Esteja desempregado ou exerça atividade na condição de:

– Microempreendedor individual (MEI);

– Contribuinte individual da Previdência Social;

– Trabalhador informal, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo.

Quem não tem direito ao auxílio emergencial?

Não tem direito ao auxílio o cidadão que:

– Pertence à família com renda superior a três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou cuja renda mensal por pessoa da família seja maior que meio salário mínimo (R$ 522,50);

– Tem emprego formal;

– Está recebendo seguro desemprego;

– Está recebendo benefícios previdenciários, assistenciais ou benefício de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;

– Recebeu rendimentos tributáveis acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda.

Agência Brasil

Saiba como cada estado está retomando as atividades econômicas no país

Foto: Maria Ana Krack/PMPA

No Brasil, cerca de três meses após o início da adoção de medidas de isolamento e restrições de circulação e de funcionamento do comércio adotadas pelos estado e o pelo Distrito Federal, a maior parte das unidades da federação, de acordo com levantamento feito pela Agência Brasil, começam a afrouxar as regras ou a pelo menos definir planos para a retomada gradual das atividades econômicas, mantendo medidas de isolamento social.

Pelo menos 17 estados e o Distrito Federal publicaram medidas que permitem a flexibilização das normas que foram adotadas inicialmente, discutindo com prefeituras uma retomada gradual, dependendo da situação de cada região. Em pelo menos 14 unidades da federação, essas medidas estão em vigor. Seis estados estão discutindo, mas ainda não têm planos de retomada oficialmente publicados. Alagoas, Bahia e Mato Grosso do Sul estão na fase final e devem publicar os planos em breve. Espírito Santo, Roraima e Mato Grosso discutem as medidas.

As medidas de flexibilização são controversas entre especialistas. Por um lado, a crise econômica enfrentada pelas unidades federativas leva a uma reabertura, por outro, há ainda, no país, um crescimento do número de casos e de mortes por covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Esta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o Brasil caminha para a estabilização e que precisa redobrar a cautela. O diretor executivo da OMS, Michael Ryan, alertou que uma estabilização pode se transformar em um aumento de casos, como visto em outros países.

De acordo com o balanço de sexta-feira (19) divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 1.032.913 pessoas infectadas pelo vírus e 48.954 mortes.

Veja abaixo o levantamento completo:

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Como sair com segurança nas férias em plena pandemia

Foto: Tourism Kelowna/CedarCreek Estate Winery/Brian Sprout

Quando a pandemia de coronavírus chegou e as fronteiras se fecharam em todo o mundo, BreAnne Henry descartou seus planos de viagem para a Irlanda e Portugal no verão do Hemisfério Norte.

No lugar disso, a fisioterapeuta de Calgary, Canadá, e o noivo vão se contentar com um plano B para as férias de julho: uma viagem de carro de sete horas para Kelowna, para conferir as vinícolas, as trilhas e as praias da região.

Mas até esse projeto é provisório, porque requer atravessar a divisa entre as províncias canadenses de Alberta e British Columbia e, pelo menos neste momento, cruzar as divisas é algo fortemente desaconselhado pelas autoridades de saúde pública.

“É aí que entra o plano C”, diz BreAnne Henry. “Obviamente, queremos seguir todas as regras estabelecidas pelo governo e, se apenas viagens essenciais entre as províncias forem autorizadas, vamos acampar em Alberta mesmo”, conforma-se.

Ficar perto de casa

Especialistas do setor de turismo sugerem que as pessoas voltem a viajar explorando atrações mais próximas de casa – de preferência, aquelas que ficam praticamente no próprio quintal.

“Mesmo quando os confinamentos forem suspensos, haverá uma tendência para as pessoas ficarem mais próximas de casa nos primeiros meses por estarem preocupadas com uma possível segunda onda da pandemia”, prevê Caroline Bremner, a chefe de viagens da Euromonitor International, uma empresa de pesquisa de mercado global sediada em Londres.

“Quando as restrições forem atenuadas, o passeio de um dia será a primeira atividade que vai renascer, pois as pessoas se sentirão livres para explorar suas regiões e aproveitar a natureza novamente”, opina Bremner.

Para o médico Griffin, “viajar de carro para destinos próximos pode ser uma opção para aumentar o controle que você e sua família têm sobre riscos potenciais, em comparação a viajar de avião ou transporte público”.

Essa viagem “hiperlocal” – explorando um bairro do outro lado da cidade ou lojas ou restaurantes recém-reabertos em uma cidade vizinha – ainda oferece uma sensação de aventura, como explica Jantine Van Kregten, diretora de comunicações da Ottawa Tourism, na capital do Canadá.

“Todos precisamos de uma mudança de cenário após dez semanas de confinamento. Uma das coisas divertidas é incentivar as pessoas a conversar com

amigos e parentes em sua própria cidade, visitar o bairro que eles conhecem bem e encontrar os restaurantes e lojas de que gostam”.

Quanto às viagens que exigem pernoites, é provável que os viajantes comecem a satisfazer sua sede de viajar reprimida com roteiros de carro, nos quais podem arrumar sua própria comida, carregar lenços umedecidos com álcool gel e dirigir em seus próprios veículos por algumas horas.

“Acho que a mentalidade das pessoas é essa: ‘Se acontecer alguma coisa, posso pegar meu carro e voltar para casa'”, avalia Van Kregten. “Não é preciso esperar um avião ou ter de reagendar voos ou outros métodos de transporte”.

À procura de espaços abertos

Dirigir para grandes espaços abertos, como o Grand Canyon, será mais popular do que o normal, pois a maioria das pessoas tenta manter distância umas das outras e ficar ao ar livre, onde o coronavírus é menos propenso a se espalhar.

“Nos EUA, com quase metade dos estados reabrindo, será possível pegar a estrada, levando em consideração o distanciamento social e a Covid-19 balizando a viagem”, opinou Bremner, do Euromonitor International.

Nas estradas que levam aos campos de batalha de Gettysburg, na Pensilvânia, o tráfego já aumentou. Mesmo que locais como o centro de visitantes e os banheiros tenham sido temporariamente fechados, a área de um hectare e meio que serviu

de campo de batalha durante a Guerra Civil norte-americana foi aberta para visitas autoguiadas.

“Ao gerenciar nossos canais de mídia social, recebemos mensagens de muitas pessoas de Harrisburg, Maryland, e de outros lugares distantes a uma hora ou mais de viagem, que vieram com seus filhos para conhecer essas áreas históricas, já que a maioria das crianças não está na escola no momento”, contou Natalie Buyny, do Destination Gettysburg. “Percebemos que muitas pessoas estão vindo com seus trailers para passar alguns dias e ficam animadas por estarem aqui”.

Locais populares onde as multidões se reúnem, no entanto, podem ser problemáticos, pela dificuldade de manter o distanciamento social. O médico Griffin sugere viajar para parques menos conhecidos ou ir a um lago com apenas sua família, em vez de visitar uma praia lotada ou entrar na aglomeração de turistas para ver o gêiser Old Faithful, em Yellowstone”.

Hotéis mais limpos e seguros

Os hotéis também estão se preparando para receber turistas. Por exemplo, o Hotel Figueroa, no centro de Los Angeles, oferece descontos para os californianos que podem provar que vivem no estado. Assim como hotéis em outros lugares, o Figueroa está fazendo de tudo para tranquilizar os hóspedes sobre o aumento das práticas de limpeza e higienização.

“Essa será uma grande preocupação para os consumidores”, diz Bremner. “Toda interação do cliente com o hotel e sua equipe precisará ser vista pelas lentes da Covid-19, ou seja, o distanciamento social nas salas de jantar, o álcool em gel para as mãos em toda a propriedade, máscaras para funcionários, portas que se abrem automaticamente etc.”

Os hóspedes também começarão a fazer o próprio check-in e outros serviços, sem depender de atendentes. Para Van Kregten, será essencial comunicar essas novas práticas. “Será o primeiro pensamento para a maioria das pessoas: ‘Se eu for, o que você está fazendo para me manter seguro?’ Acho que chegaremos a um ponto em que já entenderemos de antemão que as precauções existem e os hotéis estão fazendo tudo certo”.

Sem voar por enquanto

Embora as pessoas possam estar dispostas a fazer check-in em hotéis próximos e outras hospedagens durante a temporada, é menos provável que comecem a embarcar em voos para destinos estrangeiros.

“Em países como a Grécia, o setor já está se preparando para a temporada de verão a partir do início de junho”, diz Bremner. “Mas não é esperado que os consumidores realizem viagens aéreas internacionais a médio prazo.”

Muitas fronteiras, incluindo a que separa os Estados Unidos do Canadá, ainda estão fechadas para viagens não essenciais. Países como Espanha e Reino Unido estão permitindo a entrada de visitantes, mas exigem que eles cumpram quarentena por 14 dias após a chegada, o que torna as férias muito mais complicadas e caras.

Outras nações estão criando “bolhas de viagem” com seus vizinhos para permitir uma entrada mais fácil para os cidadãos – casos da Nova Zelândia e Austrália e dos países bálticos Estônia, Letônia e Lituânia.

BreAnne Henry passou boa parte do ano passado organizando sua aventura pela Europa em 2020. “Sou do tipo planejadora. Gosto de esperar algo que sei que vai acontecer”, contou.

Mesmo sem planos de decolar tão cedo, a fisioterapeuta canadense está ansiosa pela viagem alternativa que fará nas férias de verão.

“É uma chance de explorar nosso próprio país. Temos uma lista de caminhadas que vínhamos adiando porque normalmente no verão optamos por viagens mais longas. Esta é uma excelente oportunidade de transformar uma restrição numa bênção.”

CNN Brasil

 

Como Belo Horizonte manteve baixa letalidade por Covid-19

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) Amira Hissa/PBH/Divulgação

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), começa nesta segunda-feira, 25, a começar a tirar a cidade da quarentena. Ele, no entanto, afirma que não dá para baixar a guarda: “Se todo mundo for para a rua, sem cuidado, a explosão de contaminação ocorre em duas semanas. Quem achou que estava tudo bem foi o prefeito de Milão, que abriu antes da hora e, depois, viu 14.000 caixões saindo da cidade”, afirmou o prefeito a VEJA.

Belo Horizonte foi a primeira capital brasileira a decretar isolamento social como forma de combate à pandemia do novo. Desde 18 de março, apenas atividades essenciais têm permissão para funcionar, o que incluiu a indústria de transformação, além de supermercados, farmácias, hospitais, serviços de transportes e entrega de comida.

O distanciamento precoce é considerada a principal razão do baixo número de mortes contabilizado na capital mineira até agora: 39. O recolhimento da população em casa, antes de o vírus circular livremente em um território, foi o que permitiu o chamado “achatamento da curva”, ou seja, a redução da velocidade de propagação do vírus, explicam os infectologistas. Foi o que aconteceu em Belo Horizonte, pelo menos por enquanto, que tem uma das menores taxas de letalidade do país.

A reabertura do comércio, a partir desta segunda, ocorrerá sob uma série de regras de horários de funcionamento e de distanciamento entre funcionários e clientes, além do uso obrigatório de máscaras e protocolos de higienização. A flexibilização ainda impede que pessoas que pertençam ao grupo de risco para Covid-19 voltem ao trabalho. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, sem uma vacina ou tratamento para a doença, é possível que a cidade tenha de conviver com alguma restrição pelos próximos dois anos.

Leia os principais trechos da entrevista:O que o senhor achou da declaração do governador Romeu Zema (Novo), que afirmou na rádio Jovem Pan que o senhor é um prefeito “fora da curva” e que toma “medidas extremas para chamar atenção”?

Considerei uma agressão gratuita. Parafraseando o Winston Churchill, em um livro atual para o momento que vivemos, o Memórias da Segunda Guerra Mundial, digo que o governador vai em um estranho paradoxo, decidido só a não decidir; resolvido só a não resolver; firme na deriva, sólido na fluidez, onipotente na impotência.

O governador também disse que a prefeitura de Belo Horizonte fez pouco em relação à pandemia.

Eu posso dizer que Belo Horizonte criou três centros para tratamento da Covid-19 para atender quem precisar de atendimento e todo mundo que precisou teve atendimento até agora. A taxa de letalidade da cidade esta em 2,81% de óbitos, enquanto o resto do estado está em 3,41%, e isso porque os números da capital estão ajudando a derrubar a letalidade do estado. Nós distribuímos 628 mil cestas básicas nesses dois meses, uma para cada aluno da rede municipal de ensino. A gente sabia que as pessoas iam ficar sem dinheiro para ir ao mercado. A nossa secretaria de Ação Social distribuiu tudo sem filas, porque nós temos o cadastro das pessoas das vilas, das favelas e fizemos a distribuição pelo CPF das pessoas, que retiraram as cestas nos mercados dos seus bairros. Nós compramos 2 milhões de máscaras laváveis para distribuir para as pessoas que mais precisam.

Belo Horizonte foi a primeira capital a decretar quarentena no país e agora está iniciando a abertura. Como foram essas tomadas de decisão?

A gente teve o primeiro caso confirmado em 16 março. Eu liguei para o meu secretário de Saúde, o Jackson Machado, que é médico, e pedi uma reunião com os melhores infectologistas que ele pudesse chamar. Fizemos a reunião no dia seguinte, ouvi tudo o que eles tinham a dizer e assinei o decreto de quarentena em 24 horas. Quem decidiu isso, portanto, foi meu secretário de Saúde, que entende do assunto, que está discutindo com infectologistas, epidemiologistas e, claro, todos nós da prefeitura. Eu não tenho capacidade para decidir e não vou fazer nada na base do achismo. Se fosse um caso de engenharia urbana, como aconteceu na tempestade que ocorreu aqui na cidade no início do ano, aí, sim, eu poderia decidir, porque sou engenheiro e conheço o assunto. Mas nessa pandemia a gente tem de ter juízo e tem de delegar para quem entende. A responsabilidade é minha, mas tenho de ouvir quem domina o assunto. Isso é ter autoridade. Isso é saber delegar. Quem sabe delegar não tem menos poder. Delega porque tem poder.

A quarentena deu tempo de Belo Horizonte preparar a rede pública de saúde?

Olha, não dá para achar que está tudo bem. Nós, em BH, até temos uma situação mais controlada de mortes, nossos leitos de UTI destinados a Covid-19 estão com 40% de ocupação, os de enfermaria estão com 34%, mas a explosão de contaminação ocorre em duas semanas, se todo mundo for para a rua, sem cuidado. Aí, não tem o que fazer. Quem achou que estava tudo bem foi o prefeito de Milão e depois viu 14.000 caixões saindo da cidade. Nós temos que estudar o que aconteceu em outros lugares para decidir como agir aqui. Temos essa sorte de estar atrás deles. Se não fizermos melhor, é burrice.

Como o senhor avalia a posição do presidente Jair Bolsonaro, que foi contra o distanciamento social desde o início?

Não vai ter um CRM (médico com registro no Conselho Regional de Medicina) que assine isso (acabar com a quarentena)! O isolamento social é uma unanimidade não só brasileira, mas unanimidade planetária. Até agora não ouvi falar de nenhum outro remédio para essa pandemia, que não seja o isolamento social. Se tivesse uma banca médica de um lado, dizendo uma coisa, e grupos de cientistas de outro, defendendo uma posição diferente, aí seria um assunto a ser debatido. Aí, sim, o presidente poderia e deveria fazer o debate e depois tomar sua decisão. Mas não existem dois lados. São médicos ingleses, italianos, franceses, americanos, brasileiros, todo mundo dizendo a mesma coisa: se quiser ter menos mortes, tem de fazer isolamento social. É uma decisão unânime pela vida. Só conheço um médico contra o isolamento, que é o Osmar Terra. Não tenho nada contra ele, mas se só ele estiver certo, vai ser o próximo Prêmio Nobel da Medicina.

“Quem achou que estava tudo bem foi o prefeito de Milão e depois viu 14.000 caixões. Nós temos que estudar o que aconteceu em outros lugares para decidir como agir. Temos essa sorte de estar atrás deles. Se não fizermos melhor, é burrice”

O senhor discorda, então, da postura do presidente?

Olha, nós temos de ter juízo. Ninguém é culpado do que está acontecendo. A economia já foi embora, e foi no mundo inteiro, não só no Brasil. Se o Bolsonaro entendesse que ele não é culpado pela pandemia e que ninguém vai culpá-lo pela crise econômica, ele daria um grande passo e passaria a lidar melhor com a situação. O problema é que a gente só ouve que é preciso abrir, abrir, mas não tem um caminho, uma metodologia criada pelas autoridades federais de como essa abertura pode ser feita com segurança. A gente só vê a guerra de que tem que abrir porque a economia está acabando. Todo mundo sabe disso. Agora o que eu não quero é levar para o caixão a culpa de ter deixado uma pessoa morrer porque não fiz o que sabia que precisava ser feito.

O senhor que dizer que não poderia ter deixado de decretar o distanciamento social, é isso?

Isso é uma questão matemática. O único problema da Covid-19 é que eu preciso ter leito de hospital para atender os que que tiveram as formas mais graves da doença, porque os graves precisam de tratamento específico e ficam muito tempo na UTI. Se eu tivesse leito para atender todo mundo que se infectasse de uma vez, não teria problema. Mas isso é impossível, por isso que fazemos isolamento: para diminuir a velocidade de infecção e dar conta de ir atendendo quem ficar grave. Se BH tem 2,6 milhões de pessoas e só 1% dos infectados precisassem ir para a UTI, eu precisaria ter 26.000 leitos. Se isso acontecer ao mesmo tempo, vai morrer um monte de gente que não morreria se tivesse atendimento adequado. E ter leito não é só ter equipamento, não. Inclui ter profissional preparado, porque para entubar um paciente, o médico precisa ter prática. Meu filho, que é médico, me contou como foi quando ele entubou uma pessoa pela primeira vez: passou o resto do dia no banheiro. E a gente já sabe que a qualidade do atendimento conta muito para salvar um paciente dessa doença.

O senhor que foi dirigente de futebol, presidente do Atlético-MG, é a favor da volta dos campeonatos?

Em Belo Horizonte, não volta. Não dá para pensar nisso agora. O futebol vai voltar quando o cinema, quando teatro puderem voltar. Essa frase é batida, mas vou dizer: futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes do mundo. Vai voltar com protocolo, com tudo certinho. Mas temos de preparar protocolo para tudo, para todas as áreas, para o comércio, para a escola, para tudo. Estamos fazendo isso por parte, com participação dos empresários da indústria, do comércio, com a área de saúde. Agora é hora de pensar em leito de hospital, em cesta básica, em máscara, em respirador, em equipamento de proteção individual para o médico, o enfermeiro, o técnico de enfermagem, o fisioterapeuta. Não é hora de pensar em futebol.

O senhor sofreu muitas críticas por causa do isolamento por algum setor da sociedade?

No começo, vinha gente buzinar todo dia na porta da minha casa. Passaram duas semanas buzinando sem parar. Mas eu já disse que não tenho medo de buzina. Quem tem medo de buzina é cachorro distraído atravessando a rua.

O secretário de Saúde disse que a flexibilização será feita em etapas e pode ser interrompida se a pandemia se agravar. Quais são as condições para que a abertura ocorra?

A abertura vai depender do comportamento da população. Se o número de casos subir muito e a disponibilidade de leitos cair, vamos ter de dar um passo atrás ou mesmo fechar mais ainda, até o lockdown. Aqui nós olhamos indicadores, não tem nada na base do achismo. A equipe da vigilância sanitária fez um trabalho grande para que a gente permita que os estabelecimentos voltem a funcionar, mas tudo tem de ser seguido. Lá atrás, quando começamos as restrições, a vigilância inspecionou gôndolas de supermercados e identificou a presença do vírus. Depois, estabeleceram protocolo de higienização e testou novamente. Aí, já não encontrou mais o vírus. Ou seja, a gente tenta sempre aplicar conhecimento técnico para padronizar as ações.

“A abertura vai depender do comportamento da população. Se o número de casos subir muito e a disponibilidade de leitos cair, vamos ter de dar um passo atrás ou mesmo fechar mais ainda, até o lockdown”

O presidente Bolsonaro já disse que teme que a economia piore ao ponto de haver saques em mercados e lojas. O senhor também teme isso?

Acho que se a população tiver comida em casa e segurança de que estamos trabalhando com seriedade em uma situação que não é culpa de ninguém e que pode custar a vida de qualquer um de nós, não vai ter convulsão, nada disso. Mas nós precisamos estar lutando pela mesma causa, precisamos ter um norte.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gabriel Fernandes disse:

    Seria tão bom que os leitores que se acham intelectuais aqui do BG, lessem essa reportagem de um estadista, totalmente sereno e sábio com suas palavras. Uma vez vi o Kalil em outra reportagem questionado que por defender o isolamento e defender a vida aqui no Brasil é ser considerado comunista. O problema volto a repetir, acham que chamando alguém de esquerda pensam que é xingamento. A maior parte não sabe diferenciar esquerda de direita. Vai pelo debate super comprometido de face e whatsapp. Brasil se afunda pela própria ignorância!

Como processadora de carne se tornou maior foco de Covid nos EUA

Com 3,7 mil trabalhadores, Smithfield é a quarta maior empregadora de Big Sioux e também o local do maior surto de coronavírus nos Estados Unidos' (Foto: BBC)

Em uma fábrica de processamento de carne de porco em Dakota do Sul, o surto do coronavírus se espalhou na velocidade de um incêndio florestal, levantando dúvidas sobre o que a empresa fez para proteger os trabalhadores.

Mas como um foco de covid-19, em um dos Estados menos densamente povoados dos EUA, se tornou o maior da primeira economia do mundo?

Na tarde de 25 de março, Julia abriu seu laptop e acessou um perfil falso no Facebook.

Ela criou essa conta quando ainda estava na escola, com o objetivo de seguir secretamente os passos dos garotos por quem estava apaixonada.

Mas desta vez, depois de muitos anos, ela estava entrando na conta novamente para cumprir um propósito muito mais sério.

“Você pode investigar Smithfield?”, escreveu em um perfil chamado Argus911, o canal de denúncias no Facebook do jornal local, o Argus Leader.

“Eles têm um caso positivo (de covid-19) e planejam permanecer abertos”.

Por “Smithfield”, ela quis dizer a fábrica de processamento de carne de porco Smithfield, localizada na cidade de Sioux Falls, no Estado de Dakota do Sul. Ela pertence ao grupo Smithfield Foods, com sede em Smithfield, na Virgínia, tido como o maior produtor de carne de porco do mundo. Em 2013, ela foi comprada pelo grupo chinês WH Group, no que foi considerada – e ainda é – a maior aquisição de uma empresa americana por um grupo chinês.

A fábrica, uma enorme estrutura branca de oito andares, localizada nas margens do rio Big Sioux, é a nona maior processadora de carne de porco dos Estados Unidos.

Um dos maiores empregadores da cidade

Ao operar com capacidade total, a estrutura é capaz de processar até 19,5 mil porcos recém-abatidos por dia, cortando, moendo e transformando-os em milhões de quilos de bacon, salsichas de cachorro-quente e presuntos fatiados.

Com 3,7 mil trabalhadores, é também a quarta maiora empregadora da cidade, de 182 mil habitantes.

“Obrigado pela denúncia”, respondeu a conta Argus911, “qual era o emprego do funcionário que teve diagnóstico positivo?”

“Não temos muita certeza”, respondeu Julia.

“Tudo bem, obrigado”, disse Argus911. “Entraremos em contato”.

Às 7h35 da manhã seguinte, o Argus Leader publicou um artigo em seu site intitulado “Um funcionário da Smithfield Foods testa positivo para o coronavírus”.

O repórter confirmou com um porta-voz da empresa que um funcionário havia contraído o vírus e estava cumprindo uma quarentena de 14 dias em casa.

Sua área de trabalho e outros espaços comuns foram “completamente desinfetados”.

Mas a fábrica, considerada pelo governo Trump como parte da “indústria crítica” americana, continuaria totalmente operacional.

“A comida é uma parte essencial de nossas vidas, e nossos mais de 40 mil trabalhadores americanos, bem como milhares de pequenos agricultores e nossos muitos outros parceiros da cadeia de suprimentos são uma parte crucial da resposta de nossa nação a covid-19”, disse Kenneth Sullivan, diretor da Smithfield, em um vídeo postado em 19 de março justificando a decisão de manter a fábrica aberta.

“Estamos tomando as precauções máximas para garantir a saúde e o bem-estar de nossos funcionários e consumidores”, acrescentou.

No entanto, Julia ficou alarmada.

‘Meus pais não sabem inglês. Eles não podem se defender’

“Há rumores de que houve casos antes mesmo disso”, disse ela. “Ouvi falar de pessoas da Smithfield, especificamente, que foram hospitalizadas. Mas isso só é sabido pelo boca a boca.”

Julia não trabalha na fábrica. Ela é uma estudante na casa dos 20 anos, isolada em casa depois que sua universidade foi fechada devido à pandemia de covid-19.

Foram seus pais, funcionários da Smithfield, que lhe disseram o que estava acontecendo na fábrica naquele dia.

Julia faz parte do grupo chamado “Filhos de Smithfield”, descendentes de imigrantes de primeira geração e cujos pais são funcionários da fábrica, que denunciaram o surto.

“Meus pais não sabem inglês. Eles não podem se defender”, disse Julia. “Alguém tem que falar por eles.”

Sua família, como muitas em Sioux Falls, fez todo o possível para evitar o contágio. Os pais de Julia usaram todas as suas férias restantes para ficar em casa.

Depois do trabalho, deixavam os sapatos do lado de fora e tomavam banho imediatamente. Julia comprou bandanas de tecido para eles, para que eles cobrissem a boca e o nariz enquanto trabalhavam.

Para Julia, alertar a mídia era apenas um passo lógico na tentativa de mantê-los em boa saúde, criando pressão pública para fechar a fábrica e fazer com que seus pais ficassem em casa.

O primeiro foco nos Estados Unidos

Mas isso foi apenas o começo de quase três semanas de ansiedade, durante as quais seus pais continuaram a frequentar uma fábrica que sabiam que poderia estar contaminada pois não podiam perder seus empregos.

Não havia distanciamento social. Eles trabalhavam a menos de 30 centímetros de distância um do outro e de seus colegas. Entravam e saíam de vestiários lotados, corredores e cafés.

Durante esse período, o número de casos confirmados entre funcionários da Smithfield aumentou lentamente, de 80 para 190 e depois para 238.

Em 15 de abril, quando a Smithfield finalmente fechou sob pressão do governo de Dakota do Sul, a fábrica havia se tornado o foco número um nos Estados Unidos, com 644 casos confirmados entre funcionários e pessoas infectadas por eles.

Descobriu-se depois que as infecções oriundas da Smithfield foram responsáveis por 55% dos casos confirmados no Estado, que ultrapassou em muito os vizinhos mais populosos, se consideramos os números per capita.

De acordo com o jornal The New York Times, o número de casos originários da Smithfield Foods até excedeu os relatados no USS Theodore Roosevelt, o porta-aviões que teve mais de 600 membros da tripulação infectados, e na cadeia do condado de Cook, em Chicago, onde houve mais de 300 casos.

Esses números foram divulgados um dia após a morte do primeiro funcionário da Smithfield, em um hospital local.

“Ele pegou o vírus ali. Antes, era muito saudável”, disse sua mulher Angelita à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol.

“Meu marido não será o único a morrer”, acrescentou.

Microcosmo de disparidades

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wilson disse:

    Relato angustiante. Imaginem casos como este acontecendo aos milhões, em todo o mundo. Enquanto isso, os canalhas do Partido Comunista Chinês se divertem com a desgraça que desencadearam.

    • Manoel disse:

      Kkkkk
      Manda teu presidente cortar as relações com a China. Kkkkkk
      Uma mentira contada mil vezes nem sempre se torna verdade, gado!

Para evitar doenças como o coronavírus, saiba como desinfetar seu lugar no avião

Foto: Alyssa Schukar / The New York Times

Quando um vídeo de Naomi Campbell limpando o assento do avião e usando máscara e luvas foi compartilhado on-line no ano passado, ele chamou a atenção porque seu comportamento parecia exagerado. (“Limpe tudo o que tocar”, diz Naomi no vídeo.)

As principais companhias aéreas, incluindo a Delta Air Lines e a American Airlines, afirmam que limpam seus aviões em graus variados entre os voos, e que a higienização das cabines é uma prioridade. Mas alguns viajantes, incluindo aparentemente Naomi, preferem o conforto de saber que também tomaram medidas próprias para higienizar seu espaço no avião.

Houve uma atenção crescente a isso nas últimas semanas, com a disseminação perturbadora do novo coronavírus em todo o mundo.

– O avião e a poltrona são espaços públicos, e sabemos que os germes podem viver nas superfícies por um longo tempo. Portanto, não faz mal limpá-los – afirma Aaron Milstone, epidemiologista do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos.

Aqui estão algumas dicas para limpar seu espaço no avião e manter-se saudável num voo.

Mantenha as mãos limpas e pare de tocar seu rosto

– Limpar superfícies num avião não vai doer, desde que não lhe dê uma falsa sensação de segurança – explica Andrew Mehle, professor associado de microbiologia médica e imunologia da Universidade de Wisconsin Madison, enfatizando que a higienização de seu espaço no avião deve ser feita em conjunto com a lavagem das mãos e outras práticas recomendadas.

As partículas virais, o veículo de transmissão do coronavírus, devem viajar dentro do muco ou da saliva e entrar por olhos, nariz ou boca. Enquanto o coronavírus pode durar em superfícies como bandejas, monitores touch screen, maçanetas e torneiras – um estudo descobriu que outros coronavírus, como SARS e MERS permanecem em metal, vidro e plástico por até nove dias -, um desinfetante numa superfície dura, ou sabão enquanto lava as mãos, mata o vírus.

No entanto, a maioria das pessoas tende a tocar o rosto com mais frequência do que imagina. Fazer isso depois de tocar uma superfície atingida por gotas provenientes de espirros e tosses pode levar o vírus a ser transmitido.

Antes de mais nada: lave as mãos

– É muito importante pensar onde suas mãos estiveram e lavá-las sempre – diz Mehle.

Lave as mãos com água e sabão por 20 segundos ou tempo suficiente para cantar “Parabéns a você” duas vezes e, se isso não for possível, use uma quantidade generosa de desinfetante para as mãos.

Escolha um assento na janela

Um estudo da Universidade Emory, em Atlanta, descobriu que, durante a temporada de gripe, o lugar mais seguro para se sentar num avião é por uma janela. Os pesquisadores estudaram passageiros e tripulantes em dez voos de três a cinco horas e observaram que as pessoas sentadas nos assentos das janelas tinham menos contato com pessoas potencialmente doentes.

– Reserve um assento na janela, tente não se mexer durante o voo, mantenha-se hidratado e mantenha as mãos afastadas do rosto – orienta Vicki Stover Hertzberg, professor de bioestatística e bioinformática da Escola de Saúde Pública Rollins da Universidade Emory e um dos os principais pesquisadores do estudo. – Seja vigilante com a sua higiene das mãos.

Desinfetar superfícies duras

Quando chegar ao assento e as mãos estiverem limpas, use lenços desinfetantes para limpar as superfícies duras do assento, como o apoio de cabeça e braço, a fivela do cinto de segurança, o controle remoto, a tela, o bolso traseiro do banco e a mesa da bandeja. Se o assento for duro e não poroso ou de couro (natural ou sintético), você também pode limpar isso. Usar toalhas umedecidas em assentos estofados pode levar a um assento úmido e à propagação de germes em vez de matá-los.

– Não é ruim limpar a área ao seu redor, mas vale lembrar que o coronavírus não vai pular do assento e entrar em sua boca – explica Milstone. – As pessoas devem ter mais cuidado ao tocar em algo sujo do que colocar as mãos no rosto.

Os lenços umedecidos desinfetantes costumam dizer na embalagem quanto tempo uma superfície precisa permanecer úmida para que funcionem. Esse tempo pode variar de 30 segundos a alguns minutos. Para que eles funcionem, é necessário seguir esses requisitos de tempo.

Hertzberg acrescenta que, se houver uma tela sensível ao toque, use um lenço de papel ao tocar na tela. O uso de uma toalha ou lenço de papel garante uma barreira entre uma superfície que pode ter gotículas e as mãos, o que provavelmente chegará ao seu rosto.

– Alguém que está doente e tossindo pode ter tocado a porta e a torneira. Portanto, use lenços umedecidos no banheiro, toalhas de papel para abrir a porta e fechar a torneira, depois jogue no lixo na saída – diz Bernard Camins, diretor médico de prevenção de infecções do sistema de saúde do Hospital Mount Sinai, em Nova York.

O Globo

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL: saiba como ativar o modo escuro do WhatsApp no Android e no iPhone

Foto: Reprodução

Um assunto que anda bastante em alta é o modo escuro, que cada vez mais está chegando para diversos aplicativos. Assim como o seu nome sugere, quando está ativado, este modo troca as cores do programa para deixá-lo mais agradável de ser utilizado em um ambiente pouco iluminado ou a noite.

Por sua vez, quem ganhou o modo escuro de forma oficial foi o WhatsApp, que já estava trabalhando na função faz um tempo e havia deixado a mesmo disponível apenas em sua versão beta. A seguir, veja como ativar o modo escuro do WhatsApp no Android e no iPhone.

Como ativar o modo escuro do WhatsApp no Android

O processo para ativar o modo escuro do WhatsApp no Android é feito dentro de seu próprio aplicativo e só funciona a partir do Android 9 (Pie) em diante. Confira como fazer:

1. Abra a Google Play e certifique-se de que o WhatsApp está atualizado para a sua última versão;

2. Agora, abra o WhatsApp normalmente, toque no botão representado por “três pontos” e entre em suas “Configurações”;

3. Então, entre em “Conversas” e, em “Tema”, selecione a opção “Escuro”;

4. A partir desse momento, o WhatsApp já estará com o tema escuro aplicado.

Assim como acontece com outras atualizações para o aplicativo, a sua atualização está ocorrendo de forma gradual e o modo escuro ainda pode não aparecer para algumas pessoas.

Como ativar o modo escuro do WhatsApp no iPhone

Já o processo para ativar o modo escuro do WhatsApp no iPhone é feito de forma diferente, sendo necessário mudar uma pequena configuração no sistema, sendo que ela só funciona a partir do iOS 13. Veja:

1. Verifique na App Store se o WhatsApp está atualizado para a sua última versão;

2. Agora, entre nos “Ajustes do iPhone” e vá em “Tela e Brilho”;

3. Em aparência, selecione a opção “Escura”;

4. Ao voltar para o WhatsApp, você já estará com o seu tema escuro.

Pronto! Agora, você já sabe como ativar o tema escuro do WhatsApp de forma oficial, sem ter que recorrer a versão Beta do aplicativo ou outros meios

Olhar Digital

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Priscilla disse:

    O whatsapp nao ficou escuro

Coronavírus: como evitar o contágio em voos

Foto: Handout/Anadolu Agency/Getty Images)

As companhias aéreas estrangeiras têm suspendido voos para Wuhan, cidade que é o atual epicentro do surto de coronavírus. Porém, elas continuam voando para outros países que já têm casos comprovados da doença: atualmente, são mais de 500 ocorrências em 27 países.

Por esse motivo, os aeroportos e os aviões ainda são motivo de atenção no combate à propagação do vírus. Recentemente, agentes de saúde têm realizado exames nas áreas de desembarque e os passageiros têm usado máscaras sobre o nariz e a boca como forma de se protegerem da contaminação.

Porém, em entrevista ao Bloomberg, o médico e consultor da Associação Internacional de Transporte Aéreo, David Powell, afirmou que as tais máscaras não são a medida de prevenção mais indicada. Veja a seguir mitos e verdades sobre a propagação do coronavírus em voos.

As máscaras são a melhor forma de se proteger do coronavírus: mito.

Powell afirma que existem poucas evidências da efetividade das máscaras que protegem o nariz e a boca. Além disso, ao longo dos voos as peças vão se tornando muito úmidas e acabam se tornando um local propício para o desenvolvimento de vírus e bactérias.

É possível se contaminar encostando em assentos e apoios de braço dos aviões: mito.

Contrair o coronavírus pelo contato com partes da aeronave é altamente improvável, segundo o médico. Isso porque as limpezas usuais feitas pelas companhias aéreas normalmente já são suficientes para manter uma higienização de qualidade.

O ar da aeronave propaga a doença: mito.

Na verdade, o ar dos aviões ajuda a combater a propagação de qualquer vírus. Diferente do ar respirado no dia a dia, em aeronaves trata-se de uma combinação de ar fresco com ar recirculado, assim como é feito em salas de cirurgias.

A melhor forma de evitar o coronavírus é higienizando as mãos: verdade.

Segundo Powell, é difícil que o contágio aconteça pelo ar ou pelo contato com objetos. É muito mais provável que ele se dê pelo contato entre pessoas, principalmente quando alguém espirra e tosse. Dessa forma, a melhor forma de impedir que a doença se espalhe é lavando e secando as mãos com frequência. Caso isso não seja possível, o álcool em gel é uma boa alternativa. Quando tossir ou espirrar, é importante não cobrir o rosto com as mãos, e sim com algum material que possa ser descartado logo em seguida.

Existem lugares no avião que são melhores para evitar doenças: verdade.

Um estudo da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, indicou que uma das maneiras de evitar qualquer doença contagiosa – não só o coronavírus – durante um voo, é se sentando perto da janela. Isso porque os passageiros que ficam longe do corredor se levantam menos e tem um contato significativamente menor com outros passageiros.

Status do coronavírus

Até a quarta-feira (26), mais de 80 mil pessoas foram infectadas e 2.708 morreram em decorrência da doença covid-19 (nome dado pela Organização Mundial da Saúde).

Na terça-feira, 25 de fevereiro, foi registrado o primeiro caso de coronavírus no Brasil, em São Paulo. Trata-se de um homem de 61 anos que esteve na região da Lombardia entre os dias 9 e 21 de fevereiro.

Viagem e Turismo

Internet liberada, alimentação 24h e serviço religioso: saiba como será a quarentena dos brasileiros vindos da China

Foto: Jorge William/Agência O Globo/04-02-2020

Os 34 brasileiros e seus parentes que passarão por quarentena na base aérea de Anápolis (GO), após virem da China para escapar do novo coronavírus, contarão com internet, TV a cabo, serviço religioso, apresentações musicais e alimentação disponível 24h. Eles ficarão na base por 18 dias. Os detalhes foram apresentados para o presidente Jair Bolsonaro e para a imprensa na manhã desta sexta-feira, em uma reunião no Ministério da Defesa.

A previsão é que os dois aviões enviados à China entrem às 17h30 de sábado no espaço aéreo brasileiro, quando receberão uma mensagem de boas-vindas, e pousem em Anápolis por volta da meia-noite, na madrugada de sábado para domingo.

A base aérea tem 40 suítes. Cada quarto terá o nome do seu ocupante. Ao chegar, eles receberão um cartão com uma mensagem de boas vindas, também com nome.

Na manhã de domingo, será realizada uma reunião para explicar as regras, como normas de conduta, regras de vivência e delimitação da área de trânsito. O grupo também terá que eleger uma espécie de “síndico”. Haverá uma sugestão de horário para dormir. Não há restrição para o uso de redes sociais.

Serão seis refeições diárias, acompanhadas por nutricionistas da base aérea: café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Além disso, haverá uma copa disponível 24h para pedidos de refeição. Haverá uma geladeira liberada, mas sem bebidas alcoólicas.

Os repatriados terão à sua disposição uma biblioteca, uma coleção de filmes, TV a cabo, video game e brinquedos. Bandas militares também irão fazer apresentações.

Eles terão que participar de três avaliações médicas por dia, que serão realizadas pela equipe da secretaria de Saúde de Goiás. Estarão disponíveis apoio psicológico, emergência odontológica e serviço religioso.

Caso algum dos repatriados apresente sintomas do coronavírus, ele será conduzido a uma área separada, batizada de “área amarela”. Caso os sintomas se agravem, ele irá de helicóptero até o Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília.

A equipe enviada conta com 24 pessoas: 12 pessoas da equipe médica da Força Aérea Brasileira (FAB), duas pessoas da equipe médica do Ministério da Saúde, oito tripulantes e duas pessoas de imprensas. Eles também passarão pela quarentena, ao menos que não tenham tido contato direito com nenhum dos resgatados da China.

Além dos 34 brasileiros e parentes, serão levados até a Polônia quatro poloneses, uma chinesa e uma indiana.

O Globo

Como o açúcar e etanol brasileiros podem se aproveitar da crise Irã-EUA

(Imagem: Reuters/Paulo Whitaker)

Esta deverá ser uma sexta-feira (3) meio atípica em alguns mercados internacionais. O dia prometia ser calmo, de baixa liquidez, com 2020 mais ativo a partir da segunda.

Mas o ataque dos Estados Unidos ao Iraque e a morte do comandante militar iraniano está dando potencial de alta ao petróleo e ao dólar index (na contramão de Dow Jones, em queda), pelo menos por hora.

O reflexo mais claro nas commodities agrícolas neste estágio dos negócios (10h55 de Brasília) é sobre o açúcar e, por tabela, sobre o etanol. Diante do petróleo com potencial de alta e de repasse para os preços dos combustíveis no mundo, mais matéria-prima seria desviada para etanol (que segue com potencial de competitividade e de alta na entressafra, com o governo podendo dar novo aumento à gasolina).

E o Brasil, em particular, é o fiel da balança na visão dos agentes.

Apesar de não ser mais o maior exportador de açúcar, a expectativa de enxugar mais a oferta ajuda na especulação na bolsa de Nova York (ICE Futures).

Especulação

Mas o suporte que o cru Brent em Londres pode dar é limitado e no nível da especulação de rally, sem força de fundamento que assegure uma tendência de alta, avalia Maurício Muruci, da Safras & Mercado.

Enquanto o petróleo vai e volta em torno dos 4% de alta, encostando e descendo um pouco dos US$ 69/barril, para o vencimento de março, o adoçante tenta se recuperar da forte queda de ontem. Fechou em 13.42 cents de dólar por libra-peso no dia 31 e caiu para 13.13 c/lp no primeiro dia útil do ano.

Agora, sobe mas 1,22%, a 13.29 c/lp o março.

Mas o analista também percebe que o movimento de alta hoje também está ligado à oportunidade que a queda da véspera deu aos grandes compradores mundiais, as indústrias. Se aproveitam para comprar um pouco.

Tudo com limitação de sustentação. Tanto pelo lado do petróleo – a menos que haja um caldo de crise mais longa e drástica entre Irã e Estados Unidos, podendo comprometer o fornecimento de petróleo em toda região do Golfo -, quanto pela Índia.

Para Muruci, a produção indiana pode ficar mais robusta com os reservatórios de água do país garantindo a umidade da cana, além da queda do PIB, que também limita o consumo interno da commodity e deixa mais volume disponível para as exportações (subsidiadas).

Money Times

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rômulo© disse:

    Em Natal não compensa abastecer com álcool, seu valor é sempre maior que 70% do preço da gasolina !

  2. Rômulo© disse:

    A proposta do etanol como combustível nos automóveis sempre foi reduzir nossa dependência do petróleo como fonte de energia. Infelizmente, depois de décadas do Proálcool, pouco foi feito para que o combustível da cana se tornasse uma opção melhor para o consumidor, pois dificilmente está com preço inferior a 70% do custo da gasolina.

  3. Francisco disse:

    As bolsas mundiais tiram proveito dessa crise instantânea, ao mesmo tempo que enche os bolsos de trump com dólares por ter desencadeado essa nova safra de dólares, tendo a reboque as empresas petrolíferas, inclusive a Petrobrás com o pré sal. se o presidente não intervir, vão fazer um rapa no consumidor brasileiro.

Como uma crise financeira abala o sexo no seu casamento

O motivo de muitas brigas entre os casais ocorre por dinheiro. Há alguns anos entrevistei a cantora Nana Caymmi que disse acreditar que tudo é por causa dos problemas financeiros. As brigas todas, bebedeiras, são porque as pessoas gastam mais do que podem. “Para mim a relação vai pra a cucuia, não é por falta de amor não. É por ter que pagar o aluguel e tudo mais. O dinheiro é primordial, é só ler o jornal e você não vê um barraco que não seja por dinheiro.”

De qualquer forma, é muito difícil saber por que um casal começa a brigar. Na maior parte das vezes nem as pessoas envolvidas conseguem perceber o motivo. Por qualquer razão o rancor que existe e que se tenta negar escapa, sem controle. Mas a falta de dinheiro pode desencadear mais brigas. Principalmente, porque no casamento, as pessoas imaginam que estarão de tal forma preenchidas, que nada mais vai lhes faltar.

A ideia de ter enfim encontrado ‘a pessoa certa’, ‘a alma gêmea’, ‘a outra metade’, faz com que a satisfação das necessidades e carências pessoais seja vista como dever do parceiro. Devido ao descompasso entre o que se esperava da vida a dois e a realidade, as frustrações vão se acumulando e, de forma inconsciente, gerando ódio.

No casamento as pessoas fazem inúmeras concessões, abrem mão de coisas importantes, acreditando que é necessário ceder. Como nem sempre isso traz satisfação, eles se cobram, se criticam e se acusam. As brigas se sucedem. Dependendo do casal, as acusações podem se renovar ou ser as mesmas, sempre repetidas.

O sexo no casamento é o maior problema enfrentado pelos casais. Agora, imagine com as constantes brigas, que até podem ser silenciosas — caras, olhares, gestos, tons de voz, ironias disfarçadas, tudo tornando bem desagradável o dia-a-dia do casal e constrangendo quem está por perto. Alguns chegam ao ponto de, após anos de vida em comum, ir deixando de se falar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Regina Navarro Lins – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Casamento estritamente por interesses mutuo.
    Ela gostosinha ele veínho mas com muita grana
    Já diz o velho deitado "Com dinheiro no bolso jamais faltarão amores"
    Com amor é diferente é pra vida toda.

  2. Ricardo disse:

    Não existe essa possibilidade na capital potiguar.

Saiba como evitar acidentes no banheiro como o de Bolsonaro

Foto: Adriano Machado/Reuters

Após sofrer uma queda no banheiro na noite de segunda-feira (23), o Presidente Jair Bolsonaro já está de repouso no Palácio da Alvorada. Ele teve alta do Hospital das Forças Armadas nesta terça-feira (24), por volta das 7h30.

Um dos acidentes domésticos mais comuns, a queda ocorre com maior frequência em idosos, de acordo com o ortopedista Dennis Barbosa, do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Os motivos variam desde “um calçado inadequado, com solado escorregadio, até um chinelo que sai facilmente do pé”, explica o especialista.

Em instalações como banheiros, em que a possibilidade de escorregar devido ao chão molhado aumenta, todo cuidado é pouco: o resultado pode ser uma luxação ou fratura. Mas há outros cuidados que podem (e devem) ser tomados para evitar acidentes mais graves. Infelizmente, o banheiro é uma das partes mais “perigosas” da casa nesse sentido.

Cuidados essenciais

A parte elétrica é ponto de atenção, principalmente por se tratar de um ambiente úmido. Secadores, barbeadores e chapinhas devem ser manuseados com cuidado; podem causar choques e jamais devem ser utilizados durante o banho.

Itens de louça, como pias e vasos sanitários, nunca devem servir de apoio para qualquer atividade. A combinação desse material com água, sabonete e condicionadores é terreno fértil para tombos seguidos de cortes profundos.

Em casas com crianças, o cuidado deve ser ainda maior: sempre que possível, mantenha travas de segurança instaladas e materiais elétricos fora do alcance dos pequenos.

Um banheiro seguro é composto por pisos antiderrapantes, barras laterais nas paredes, portas e maçanetas em bom estado de conservação. Vale a pena fazer a manutenção periódica do ambiente e substituir as peças sempre que apresentarem desgaste.

Olho nas crianças

Os pequenos também correm riscos se forem deixados sozinhos durante suas atividades no banheiro. Sempre que possível, é importante acompanhar as crianças para evitar que brinquem com cosméticos, produtos de limpeza, ou até mesmo que subam em vasos e pias para tentar pegar algo que esteja fora de seu alcance.

Até mesmo a escovação de dentes pode representar um perigo entre os mais agitados, que podem se desequilibrar e cair com a escova na boca. Ficar de olho é melhor forma de evitar que uma atividade comum se converta em um acidente doméstico.

R7

MAIS ESSA: Como embrulhar seus presentes de Natal, de acordo com a ciência

Foto: Pixabay

A forma com que você embala seu presente de Natal influencia no quanto a pessoa que o receberá vai gostar dele. Isso é o que diz uma pesquisa recente publicada no periódico científico Society for Consumer Psychology.

“Quando recebemos um presente de um amigo, usamos o embrulho para sugerir o que o item será, o que gera expectativas”, disse Jessica Rixom, uma das pesquisadoras, em comunicado. “Se for bem embrulhado, definimos altas expectativas sobre o presente e é difícil que ele corresponda a essas expectativas.”

Cientistas realizaram três estudos diferentes. O primeiro foi feito com fãs do Miami Heat, clube de basquete norte-americano, que receberam uma camiseta do time ou uma caneca do Orlando Magic, equipe rival. Quando a embalagem estava mal feita, os voluntários não se decepcionaram tanto ao abrirem o presente e descobrirem que o presente era uma homenagem ao time rival.

Na segunda etapa, os pesquisadores utilizaram apenas imagens de um mesmo presente embalado de duas formas. Os resultados mostraram que as expectativas eram significativamente maiores para os itens bem embrulhados, se comparados aos que estavam embalados de qualquer jeito.

A terceira parte do teste consistiu testar o quanto o grau de amizade entre o presenteador e o presenteado influencia na importância da qualidade do embrulho. Após trocarem presentes entre si com amigos e estranhos, os especialistas perceberam que a qualidade da embalagem era mais importante para quem não tinha uma relação muito próxima.

Os cientistas acreditam que isso ocorre porque presentes bem embrulhados sugerem que quem o está dando veja o relacionamento com o presenteado de forma importante. Logo, isso aumenta as chances de quem está ganhando o objeto gostar do presente.

Por isso, Rixom sugere que você se empenhe na hora de embalar seus presentes —, mas só se você tiver comprado algo bacana. “Usar o embrulho para tornar um presente mais bacana pode causar o efeito contrário”, ela afirmou. “Por outro lado, pode ser sensato fazer um esforço extra presentear quem é apenas um conhecido.”

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonini disse:

    Que notícia interessante.

VÍDEO: Animação mostra como seria a Terra se todos os oceanos evaporassem

Foto:  (Youtube/Reprodução)

É difícil imaginar nosso planeta sem seus oceanos. Afinal, juntos eles preenchem a maior parte da superfície terrestre – para ser mais específico, 71% do total. Mas imaginemos por um instante que a Terra fosse uma gigantesca pia. O que aconteceria se alguém retirasse o tampão que cobre o ralo e toda essa água escoasse para dentro? Ou, ainda, que ela fosse uma panela cheia fervendo e toda sua água evaporasse para o espaço. Como seria a aparência dessa versão esturricada de nosso planeta?

Foi essa visão que o cientista planetário James O’Donoghue, da Jaxa, a agência espacial japonesa, nos proporcionou. Ele produziu uma animação em 4K que mostra em detalhes e de maneira cronológica como ficaria a Terra caso seus oceanos fossem secando por algum motivo.

Sua fonte foi uma simulação semelhante criada pela Nasa em 2008, disponível em domínio público para quem quiser baixar, editar e melhorar. Não que ela já não fosse boa o bastante, pelo contrário, os dados eram excelentes. Só faltava dar um tapa na parte visual. O’Donoghue fez justamente isso: aprimorou a resolução ao acrescentar novas informações que trouxeram 35 vezes mais pixels ao vídeo. E o resultado ficou incrível – como você pode assistir na animação abaixo.

O cientista também incluiu números que mostram de forma clara o nível da água baixando, para facilitar a compreensão do processo, e também ajustou o tempo da animação para que ficasse mais palatável. Uma das coisas mais curiosas de se ver, além do submerso relevo oceânico, é como as ilhas e mesmo massas continentais diferentes se conectam.

Ao site IFLS, O’Donoghue contou o que mais o interessou ao desenvolver a animação. “Eu fiquei mais surpreso com o aparecimento imediato das pontes de terra, por exemplo, durante a última era do gelo, a Grã-Bretanha e a Europa eram ligadas, a Rússia e o Alaska eram ligados, e a região entre a Ásia e a Austrália era em grande parte conectada”, disse. No caso da Rússia e do Alaska, especialistas acreditam que os antigos humanos teriam povoado as Américas a partir da Ásia pelo Estreito de Bering, por volta de 14 mil anos atrás.

“Essas pontes permitiram que os humanos migrassem sem barcos, então esse mapa vai fundo na explicação de como muita migração humana foi possível naqueles tempos”, explica. “Em outras palavras, é uma aula de pré-história!” Ainda bem que tudo não passa de uma intrigante simulação. Do contrário, caso os oceanos da Terra realmente secassem, pode apostar — estaríamos em apuros.

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    Seria interessante pq poderíamos ir pra Europa de carro!