Compra de 480 frascos de remédio de maconha pelo governo de SP assusta importadores

Importadores de medicamentos de maconha que atuam no Brasil se surpreenderam nos últimos dias ao ver a Secretaria de Saúde do estado de SP pedindo cotação de preço para comprar 480 frascos de um produto para atender uma determinação judicial em benefício de paciente que se trata com canabidiol. O valor, a ser pago pelo órgão em solidariedade com a União, fica em quase R$ 230 mil. O fornecedor, também repassado pela Justiça, é a empresa Ease Labs.

O mercado de maconha medicinal no Brasil cresceu muito nos últimos anos, em parte sustentado nesse tipo de consumo, em que um paciente entra com ação na Justiça para obrigar os governos a pagar o tratamento. Há também um mercado de advocacia especializada no ramo.

O caso específico dos 480 frascos assusta porque a dosagem é exagerada. O produto não poderia ser usado antes do vencimento do prazo de validade. Concorrentes receiam que seja uma tentativa de revender. A Anvisa diz que aciona a fiscalização nos casos em que algum comportamento diferente é identificado .

nome do fornecedor tenha sido indicado na decisão, o órgão deu transparência ao mercado distribuindo a solicitação de preço a todos.

A secretaria não pode abrir dados como os nomes de pacientes ou médicos que prescreveram. A maior parte das ações é individual.

O produto em questão é o frasco de canabidiol 1500 mg de 30 ml. No site da Ease Labs, uma unidade do modelo com sabor de laranja e essência de lavanda sai por US$ 85.

OUTRO LADO

A Ease Labs intermedeia a importação de produtos legais à base de CBD (canabidiol) exclusivamente para tratamento medicinal e seguindo todas as regras da Anvisa.

A empresa não define o tratamento ou dosagens de nenhum paciente, sendo essa, a função de um médico. Todos os produtos da Ease Labs são vendidos apenas mediante apresentação da receita médica e autorização de importação da Anvisa, e conforme as informações constantes nas mesmas, nos termos da RDC 335/2020, norma da agência que autoriza a importação.

Com informações de MÔNICA BERGAMO