Política

Confira íntegra da Mensagem Anual da governadora Fátima Bezerra em sessão solene que inaugura a 62ª legislatura na ALRN

A governadora Fátima Bezerra realiza na manhã desta terça-feira(05) a leitura da mensagem anual, em sessão solene que inaugura a 62ª legislatura, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em que faz um balanço da situação em que encontrou o Estado.

Fátima também apresenta o programa de governo construído por meio de debates ao longo da campanha no ano passado. Confira íntegra abaixo da Mensagem Anual.

MENSAGEM DA GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA

Excelentíssimo senhor presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira excelentíssimos senhores deputados e deputadas; excelentíssimo senhor vice-governador, Antenor Roberto; Excelentíssimo senhor líder do governo, George Soares; demais autoridades presentes.

Nesta sessão solene que inaugura o primeiro ano legislativo da 62ª (sexagésima segunda) Legislatura, cumpre-me o dever legal de expor a situação do Estado e os planos de meu governo. E, como não poderia deixar de ser, faço questão de cumprir esse rito pessoalmente, em demonstração de respeito e apreço por esta Casa Legislativa.

Como os senhores e senhoras sabem, fui deputada estadual por dois mandatos, deputada federal por três e por último fui senadora. Essa trajetória política no Parlamento me dá a absoluta clareza da importância do Poder Legislativo para a consolidação da democracia e para o enfrentamento dos problemas sociais. Sei do papel importante de cada um e cada uma de vocês.

Entrego, junto a esta Mensagem, o programa de governo que construímos, apresentamos e debatemos junto à sociedade durante a campanha, e que foi nosso guia neste primeiro mês de gestão. Esse programa de governo será o livro de cabeceira de cada secretário e secretária, de cada um dos membros do meu governo, de quem cobrarei fidelidade, transparência e eficiência na execução das propostas.

Se ele teve uma importância grande durante as eleições, para confrontar projetos e debater ideias, ao longo do governo ele se investe de uma importância ainda maior, se tornando instrumento de monitoramento daquilo que nos comprometemos junto ao povo potiguar. Em nenhum momento vacilarei em cumprir cada palavra que Antenor Roberto e eu assumimos durante a campanha.

Até porque não fizemos nenhuma promessa absurda. O que nós dizíamos, eu vou repetir agora, é que nós iremos governar para todos, e não apenas para uns poucos. Que nós queremos transformar o Rio Grande do Norte em um lugar melhor para viver, com desenvolvimento e justiça social. Queremos desenvolver as potencialidades do Estado e convertê-las em cidadania para sua gente.

Sob a minha liderança, o Poder Executivo manterá uma relação construtiva e fraterna com os outros Poderes, respeitando exemplarmente a sua independência e o exercício de suas funções constitucionais. Eu, que tive a honra de ser Parlamentar desta Casa, espero contar com a contribuição da Assembleia Legislativa no debate criterioso e na viabilização das mudanças necessárias à implementação do programa que o povo elegeu nas urnas.

Todos nós fomos eleitos e eleitas pelo voto direto do povo. Um povo que anda cansado da chamada “classe política”, mas que depositou esperança e mostrou o desejo de mudança ao eleger a primeira governadora de origem popular do nosso Estado. O meu compromisso é com esse povo sofrido, que espera de nós respostas concretas para os problemas que lhe aflige.

É por isso que, com muita humildade, mas também com muita serenidade, quero dizer a vocês que não medirei esforços para implementar no Rio Grande do Norte um projeto democrático e popular. Para fazer vigorar o compromisso com a honestidade, a solidariedade e a ética, em substituição a um ambiente político baseado no interesse pessoal ou de grupos que imperou durante décadas através dos governos de perfil oligárquico.

O diálogo não será para nós um slogan, mas uma ferramenta de resolução dos conflitos sociais e da grave crise financeira que nosso Estado atravessa. E, nesse sentido, o Poder Legislativo possui um papel de relevo, enquanto fórum privilegiado de discussão dos conflitos de interesse entre os diversos grupos sociais.

A situação do Rio Grande do Norte é gravíssima. Os dados mostram um desequilíbrio estrutural das contas públicas e um enorme passivo herdado pela nossa gestão. As despesas do Estado, hoje, não cabem nas suas receitas, e a consequência disso é o caos no âmbito da gestão pública do RN.

Além disto, herdamos um déficit de R$ 1,3 bilhão com fornecedores, e de aproximadamente R$ 1 bilhão com os servidores e servidoras do Rio Grande do Norte.

Entre restos a pagar e dívidas financeiras, temos R$ 2,5 bilhões de buraco no orçamento. Um orçamento que era maquiado de forma a aparentar um perfeito estado de equilíbrio fiscal que há anos não existe.

Constatamos que o Projeto de Lei Orçamentária de 2019 se trata de uma fantasia, pois aponta um quadro de receitas equivalente às despesas, criado através da superestimação de receitas e da subestimação de despesas, ocultando o déficit orçamentário e impedindo que a população enxergasse de forma transparente o atual quadro das contas públicas do Rio Grande do Norte.

Em que pese reconhecer o esforço e a contribuição dada pelos poderes, revelados por meio do diálogo e da repactuação orçamentária sobre o previsto pela gestão passada, parte da peça orçamentária não se sustenta em números reais.

Outro ponto a ser destacado é a completa ausência de mecanismos de participação popular na definição do orçamento. Nós iremos trabalhar com o PPA participativo, criando espaços de pactuação entre o governo, a sociedade civil, os demais Poderes e o cidadão.

A ordem do nosso governo é inibir implacavelmente superfaturamentos e fraudes com o dinheiro público. O combate à corrupção não é relevante apenas do ponto de vista moral e ético, o que já o torna imprescindível, mas também do ponto de vista econômico. O mau uso do dinheiro público priva a população de recursos que são seus e que tanto fazem falta em sua luta diária pela sobrevivência.

Nossa primeira medida para buscar o equilíbrio fiscal do Governo foi reconhecer a gravidade da situação, decretando o estado de calamidade pública devido ao flagrante desequilíbrio financeiro encontrado. Fomos o primeiro estado do Brasil a tomar essa iniciativa nesta gestão, e em seguida outros seis adotaram o mesmo caminho.

Implementamos, ainda no dia 2 de janeiro, o Plano Estadual de Recuperação Fiscal, determinando aos órgãos da administração direta e indireta medidas para redução do gasto público, a serem implementadas nos dois primeiros meses de gestão. Para dar cumprimento e fiscalizar as medidas, estamos fortalecendo a Controladoria Geral do Estado; instituímos o Comitê de Gestão e Eficiência e uma Comissão Provisória de Revisão de Contratos.

Pessoalmente, adotei algumas medidas de caráter simbólico e cunho pedagógico para o conjunto do governo: a recusa da residência oficial, a suspensão do contrato de alimentação com o restaurante Camarões e o corte de 50% no valor de minhas diárias e do meu vice, Antenor Roberto, por ocasião de viagens. Essas são ações que não representam mais do que nossa obrigação frente o estado de calamidade financeira do Rio Grande do Norte.

A situação do Rio Grande do Norte é excepcional, e nossas ações devem estar em sintonia com isso. Mas não basta apenas diminuirmos despesas, é preciso também aumentar as receitas.

O Plano de Recuperação Fiscal que apresentamos visa a Redução das Despesas Públicas; o Aumento das Receitas Ordinárias; e a Obtenção de Receitas Extraordinárias. Para tanto, já logramos alguns êxitos: Conseguimos renovar o empréstimo com o Banco Mundial; repactuamos os Duodécimos com os Poderes; e estamos tratando de maneira responsável e realista, o planejamento e orçamento do governo.

Temos trabalhado na elaboração de projetos de lei que visam modernizar a arrecadação e inibir a sonegação e a concorrência desleal, tornando o ambiente de competitividade sadio. Iniciamos uma força-tarefa para cobrar cerca de R$ 163 milhões em impostos atrasados, e temos uma expectativa inicial de recuperar de imediato ao menos 30% dos débitos não recolhidos por 34 mil contribuintes em todo o Estado nos últimos cinco anos.

Queremos também dar nova roupagem ao programa Nota Potiguar, lançado de uma forma que não foi atrativa para o consumidor. Em outros estados, o consumidor que exige a nota fiscal acumula pontos em seu CPF, que são revertidos em benefícios fiscais, descontos ou brindes. Isso, além de aumentar a arrecadação, cria uma cultura de cidadania fiscal na sociedade.

Acerca da dívida ativa, a Procuradoria Geral do Estado adotará uma série de medidas para incrementar a sua recuperação. Hoje, o percentual que temos de recuperação em relação ao estoque é da ordem de 0,4%, média que consideramos muito baixa. O Maranhão, por exemplo, tem conseguido um percentual de 2,5%.

Enviaremos a esta Casa Legislativa, para apreciação dos senhores, um Projeto de Lei que incentivará a regularidade tributária, promovendo mudanças na Lei de Parcelamento da Dívida Ativa.

Saibam, senhoras e senhores, que não mediremos esforços na construção de alternativas para a saída da crise do estado, através do diálogo amplo e plural com os mais diversos setores da sociedade. Não há soluções mágicas, nem nos serve fazer promessas vazias. É preciso reduzir despesas; aumentar receitas; controlar o ritmo de crescimento das despesas correntes nos anos seguintes; trabalhar para obter receitas extraordinárias; e cobrar da União uma saída nacional para essa questão.

Para conseguirmos um crescimento sustentável das despesas, propomos adotar uma legislação flexível, que não traga engessamentos. Para isso estamos limitando o crescimento das despesas correntes em uma proporção de 70% do crescimento da Receita Corrente Líquida. Trata-se, pois, tão somente, de não colocar no orçamento despesas que não possuam lastro.

Outra coisa importante, é que estamos deixando de fora desse controle de gastos as áreas de saúde, educação e segurança. As despesas nessas áreas seguem vinculadas a percentuais legais já definidos. Ao mesmo tempo, não limitamos para nenhuma área o crescimento das despesas com investimentos. Para as demais despesas, tanto do Executivo quanto dos demais Poderes, estabeleceremos por um período equivalente a dois PPAs, uma limitação ao crescimento das despesas.

Não podemos permitir que nos próximos anos as contas do Estado do Rio Grande do Norte continuem em processo de deterioração. Reduzir o atual déficit orçamentário e caminhar para que nos próximos anos o Estado volte a ter superávit é nossa obrigação.

Somos dos Estados que possuem menor dívida com a União, e esperamos que o governo federal leve em consideração essa particularidade: um Estado que tem como principais credores os seus próprios servidores.

Peço ainda atenção para o primeiro Projeto de Lei do nosso Plano de Recuperação Fiscal, que entreguei aos senhores e senhoras no dia 1º de fevereiro, e que solicita a antecipação dos royalties do petróleo no período 2019 a 2022. Conto com a sensibilidade da Assembleia Legislativa para essa aprovação, bem como para que autorizem o Governo a negociar com os bancos públicos e privados, para que possamos obter as melhores condições.

Esses recursos serão utilizados para pagar pensionistas e aposentados e para atualizar os salários de todos os servidores. Temos quase quatro folhas salariais em aberto, deixadas pelo governo anterior, que custam juntas quase R$ 1 bilhão. Tenho compromisso inegociável com o pagamento dos salários em dia, algo que conseguimos honrar já no primeiro mês de gestão, e a vinda de recursos extras é essencial para quitarmos os atrasados.

Em diálogo com o Banco Mundial, estamos empenhados na busca de recursos para concluir os projetos em curso no Programa Governo Cidadão e, paralelamente a isso, desencadear o debate para uma nova etapa do Programa. Essa é uma iniciativa de suma importância para garantir investimentos em nosso Estado.

Com relação a Previdência, precisamos recuperar o Fundo de Previdência dos servidores que foi dilapidado pelas gestões passadas. Há um debate nacional em curso sobre a política previdenciária, que esperamos que seja feito de forma democrática e transparente, e que não trate de forma igual os desiguais, ampliando desequilíbrios. No plano estadual, só tomaremos qualquer medida em diálogo com o Fórum de Servidores do Estado.

Os servidores e servidoras públicos do Estado do Rio Grande do Norte sabem que não têm em nosso governo um adversário, de maneira nenhuma, das suas lutas. Pelo contrário, essas lutas também são nossas. O nosso perfil e a nossa história não permitem dúvidas de que o nosso compromisso é com os trabalhadores e com toda sociedade.

Tenho muito orgulho do secretariado que consegui compor. Em sua quase totalidade formado por servidores públicos. Ora, a própria governadora é uma professora, do quadro de servidores do Rio Grande do Norte. Prometemos e cumprimos definir um secretariado com perfil técnico, profundo conhecimento sobre suas áreas e compromisso social com o povo sofrido do nosso Estado.

A área econômica do meu governo está integralmente gerida por servidores públicos. E a nossa determinação é que atue com absoluta transparência e permanente diálogo. Nada sobre os servidores públicos será definido sem ouvi-los, através das representações sindicais, para que construam conosco saídas para a crise e recebam de nós o devido respeito que merecem.

Igual tratamento será dado ao setor produtivo e aos empresários do meu Estado. Nosso compromisso é criar ambiente favorável de negócios com segurança jurídica para fortalecer os investimentos existentes e conseguir ampliá-los. Nesse primeiro mês de governo, mantivemos diálogo com vários setores da atividade econômica.

Do setor têxtil, já dialogamos com a indústria Vicunha, a Guararapes Confecções, a Coteminas e com o Pró-Sertão. Na área da carcinicultura, reunimos com a Potiporã, que inclusive anunciou a ampliação dos investimentos em nosso Estado, a exemplo também do setor de energia eólica.

O PROADI – Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte, será mantido, revisado e aprimorado, pela importância que tem na geração de empregos, e iremos criar, inclusive, o PROADI para micro e pequena empresa.

Não podemos perder de vista a necessidade de buscarmos um novo ciclo virtuoso para o Estado, mesmo nesse momento de extrema dificuldade que estamos atravessando. Atrair novos investimentos, que traduzam a criação de novas oportunidades de trabalho e geração de renda, com consequente formação de receitas governamentais através da tributação do ICMS, deve ser parte da luta pelo equilíbrio fiscal no RN.

Um dos pontos cruciais a serem analisados é a retomada da competitividade das nossas empresas frente àquelas localizadas em Estados vizinhos, especialmente no Ceará, Paraíba e Pernambuco. A perda da nossa competitividade está relacionada às legislações postas em prática naqueles Estados, que têm apresentado vantagens às empresas que decidem ali localizar seus novos negócios.

Estamos também em discussão com o SEBRAE sobre a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa do Estado do Rio Grande do Norte. Lei que pretendemos apresentar a esta Casa Legislativa pela importância fundamental que possui para a política de desenvolvimento do nosso Estado. Todos os municípios do Rio Grande do Norte têm leis municipais, vários Estados possuem, e nosso Estado ainda não tem a sua.

Estamos falando de um segmento econômico que congrega 98% de todas as empresas do Estado, quase 60% dos empregos e 34% do Produto Interno Bruto. Isso sem falar na janela de oportunidades que se abre para a regularização de milhares de empresas que vivem na informalidade. Tenho certeza que contarei com a sensibilidade dos senhores para a evolução desse setor.

Ponto chave para o desenvolvimento do RN, o olhar do nosso governo também está voltado para o turismo. Uma das grandes dificuldades no turismo do Estado tem sido a questão da malha aérea. Apesar de terem sido dados incentivos fiscais, os mesmos não foram acompanhados nem tiveram uma contrapartida perceptível. Natal está entre as capitais com aéreo mais caro do Nordeste.

Iremos buscar parcerias com companhias aéreas para que elas possam se comprometer a cumprir reais acordos que gerem benefícios que resultem em mudanças positivas do atual cenário. O destravamento desse tema é um dos nossos desafios e vem sendo tratado com afinco e seriedade. Vamos também investir na divulgação do nosso Estado, tão rico em potencialidades turísticas, dentro e fora do país.

O Centro de Convenções de Natal, inaugurado no fim de dezembro sem que as obras estivessem finalizadas, nos possibilitará trazer eventos de grande porte, visto que a capacidade geral do equipamento unindo a parte antiga com a nova permitirá receber mais de 13 mil pessoas. A entrega está prevista para maio deste ano e nos ajudará a alavancar o turismo de eventos na capital potiguar.

Temos compromisso também com a interiorização do turismo, por meio da formatação de produtos turísticos estruturados e segmentados. Iremos fomentar e fortalecer polos turísticos de forma sustentável, trabalhando as vocações turísticas da gastronomia, da cultura, do meio ambiente, do patrimônio material e imaterial, e religioso.

Outro ponto de suma relevância não só para o incremento do turismo e para desenvolvimento econômico, mas para a vida do povo do nosso Estado, é a questão da segurança pública. Empresário e turista nenhum podem ter interesse em um Estado que apresenta tamanhos índices de criminalidade e violência como o Rio Grande do Norte atingiu no último período.

Alcançamos a triste marca do estado mais violento do país, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e nossa população passou a viver em permanente estado de medo. A segurança despontou como principal preocupação da população durante o processo eleitoral, com as famílias se sentindo presas dentro de casa, porque a violência estava solta nas ruas.

Cumprindo o que prometi na campanha, montei uma equipe técnica, experiente e que está trabalhando de forma completamente integrada. À essa equipe, tenho dado todo apoio e também toda liberdade para o planejamento das ações. Graças a essa unidade, ao estímulo e valorização dos agentes de segurança, conseguimos ter o mês de janeiro menos violento dos últimos cinco anos.

Alcançamos uma redução em uma série de índices criminais, em especial uma diminuição de 38,5% nas Condutas Violentas Letais Intencionais, os crimes contra a vida. Em relação aos Crimes Violentos Contra o Patrimônio, as diminuições também foram significativas, de 33,59% nos roubos e 19,9% nos furtos qualificados.

Desde o início de janeiro, colocamos a Operação Verão nas ruas, com a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Detran atuando conjuntamente. Com isso, conseguimos que a população tivesse o verão mais tranquilo dos últimos tempos. Moradores e turistas puderam frequentar as praias, contando com a proteção de centenas de agentes de segurança atuando de forma preventiva e repressiva. Um trabalho integrado que garantiu tranquilidade nesses dias de verão.

Por meio de um convênio firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, vamos garantir investimentos da ordem de R$ 80 milhões, que serão destinados para diversos setores e órgãos que fazem parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social. Através desse recurso, cujo empenho foi conquistado em nossa gestão, vamos assegurar a compra de equipamentos, a capacitação para o uso, e também destinar um bom aporte para área de inteligência.

Para garantir um incremento no efetivo, estabelecemos o retorno de 20% dos agentes de segurança que estavam cedidos para outros órgãos, dentre eles o próprio gabinete do governo do estado, mantendo aqueles e aquelas que atuam em áreas estratégicas para a segurança do nosso Estado. Esses 20% que retornaram, equivale numericamente a um batalhão. Além disso, garantimos o pagamento das diárias operacionais, que tornaram possível um maior efetivo de agentes nas ruas.

Nosso governo não abrirá mão da valorização dos agentes de segurança pública, seja pagando seus salários em dia, obrigação básica de todo governante, seja investindo na melhoria das condições de trabalho para que possam cumprir sua missão com efetividade e segurança. A resposta a esse compromisso já foi dada por todos e todas que trabalham para restaurar a paz em nosso Estado.

Vamos integrar o Rio Grande do Norte ao SUSP – Sistema Único de Segurança Pública. Para tanto, já deflagramos o processo de construção do Plano Estadual de Segurança Pública, que será elaborado por meio de um convênio com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e, claro, debatido com o conjunto da sociedade por meio de audiências públicas, de discussões coletivas e interiorizadas.

A adesão ao SUSP nos possibilitará, ainda, acessar as verbas das loterias que são destinadas ao Sistema. São R$ 2 bilhões previstos para 2019, e R$ 4 bilhões previstos para 2020, para todo o território nacional. Ainda sobre o aporte de recursos, temos mais de R$ 40 bilhões de emenda impositiva da bancada, que esperamos que sejam liberados.

Mas, o principal de tudo isso, presidente Ezequiel, é que estamos irmanados, de mãos dadas, em parceria inclusive com os demais Poderes, para que nosso povo volte a ter paz em nossas ruas e praças, para que possamos garantir a coisa mais sagrada que existe, que é a vida e a integridade humana.

Outro foco de nosso governo, senhoras e senhores deputados, é a redução das desigualdades sociais e a garantia do acesso aos serviços públicos básicos. É inaceitável que convivamos com uma taxa de analfabetismo de 18% (mais de 400.000 adultos); um alto índice de evasão escolar e tendo um dos piores índices do IDEB do país, atingindo apenas 2,9, quando a meta é 4,2.

A educação no RN sofre historicamente o abandono dos diversos governos. Temos escolas com mais de 20 anos sem qualquer manutenção, num estado de abandono geral da edificação, com condições físicas e de instalações muito críticas.

Através das visitas, in loco, verificamos as condições das escolas e pudemos adotar soluções práticas para iniciar o ano letivo. Demos posse as Direções das DIREC para preparação das Jornadas Pedagógicas em todo o estado, que ocorrerão em fevereiro. E estamos em força tarefa para retirar a condição de restrição e inadimplência junto ao FNDE.

Articulamos as prefeituras para adesão ao Programa Estadual de Transporte Escolar, contando para isso com o apoio importante da UNDIME e da FEMURN.

Garantimos o reinício do Programa de Alfabetização no Campo, possibilitando a alfabetização e capacitação de 2.500 trabalhadores e trabalhadoras rurais. E iniciamos o planejamento para convocação de 58 professores temporários e aproximadamente 400 efetivos.

Estamos nos desafiando a implantar educação integral em 50% das escolas de Ensino Médio; a elevar progressivamente o IDEB nos próximos quatro anos; a Criar a Rede Estadual de Educação Profissional, Inovação e Tecnologia, com pelo menos dois Centros Estaduais de Educação Profissional em cada Território , tomando como referência o modelo dos IF; e a fortalecer a UERN.

Quero aqui registrar duas alegrias que tive nesse início de gestão. A primeira foi um documento que recebi do voluntariado acadêmico em apoio ao governo. Esse gesto tem um profundo valor simbólico para mim, pelo tanto que lutei durante toda minha vida por uma educação libertadora, democrática e cidadã, mas, para além do simbolismo, representa o desejo das instituições públicas de ensino de ajudar o governo a garantir direitos e cidadania ao povo do Rio Grande Norte.

Outra alegria foi sancionar a Lei 10.480, de autoria do então deputado estadual Fernando Mineiro, que institui o sistema de cotas sociais para ingresso nos cursos de graduação da UERN. Pela lei, 50% das vagas serão destinadas a estudantes “autodeclarados pretos, pardos e indígenas”, além de reservar 5% (no mínimo) das vagas para pessoas com deficiência. Isso ampliará o acesso da população, principalmente dos jovens, ao ensino superior público e gratuito.

Na saúde, presidente Ezequiel, assumimos um legado trágico: corredores dos principais hospitais lotados e intermináveis filas de espera para cirurgias. Falta de medicamentos e insumos na maioria dos serviços e contratos vencidos ou a vencer nos primeiros dias do ano.

Nem mesmo o aporte adicdional de recursos do SUS em 2017 e 2018 aliviou essa crise permanente. O atrelamento da gestão da SESAP a interesses particularistas e clientelistas e a descontinuidade das ações explicam o contexto que encontramos. Por isso, no nosso governo optamos por profissionalizar a gestão da Saúde e reunimos nomes que na sua trajetória apostaram e se dedicaram a construção do SUS no RN.

Priorizaremos a estruturação das regiões de saúde com a retomada do planejamento regional integrado e a estruturação das redes de atenção à saúde que terão o suporte gerencial dos consórcios interfederativos de saúde, a serem constituídos em cada região.

Vamos implementar no curto prazo um plano emergencial para esvaziar os corredores dos hospitais e reduzir o tempo de espera para cirurgias e exames, mediante aumento da oferta nos hospitais próprios, mudança na contratação dos serviços complementares, melhoria na regulação do acesso e intensificação das parcerias com os municípios, com a EBSERH e com as Universidades.

Reunimo-nos, já no mês de janeiro, com as prefeituras de Natal e Mossoró para discutir a regularização dos repasses pelo governo, que não foram feitos em 2018, deixando os municípios sem condições de atendimento. Além de garantir a regularidade dos repasses, garantimos de imediato R$ 900 mil para Mossoró, o que permitirá à prefeitura retomar a negociação com os prestadores de serviço e, por consequência, a realização de cirurgias.

Manteremos nosso foco na regionalização das ações de saúde. O pacto interfederativo é fundamental para evitar que toda a demanda de saúde seja represada e venha a desaguar nos corredores do hospital Walfredo Gurgel.

Também iremos implementar em parceria com os municípios uma política e de qualificação da atenção primária com vistas ao aumento da resolutividade e da capacidade de articulação das equipes da atenção básica com as redes de atenção especializada.

Na mesma linha de ação iremos formular e iniciar a implementação do Programa de Qualificação do Cuidado na Atenção Especializada, para assegurar humanização e segurança ao paciente, em todos os serviços, e a implantação de policlínicas nas regiões de saúde do Estado.

E, coerente com as diretrizes do SUS, vamos intensificar e qualificar as ações de vigilância em saúde e de promoção da saúde, desenvolvendo um Programa Intersetorial de Promoção à Saúde, com vistas a avançarmos em direção a um RN SAUDÁVEL.

Como não dá para falar de saúde sem falar de água, quero reiterar a nossa luta pela ampliação da oferta hídrica do nosso Estado, através da chegada das águas da transposição do rio São Francisco para as bacias do Piranhas-Açu e Apodi-Mossoró.

Com o Fórum dos Governadores, tenho me empenhado diuturnamente para conclusão da barragem de Oiticica, pela transposição do Rio São Francisco e pela implantação do sistema de adutoras do Seridó. Também envido esforços pelo inicio da operação do sistema adutor do Alto Oeste, a partir da barragem de Santa Cruz do Apodi, além do reforço da Adutora do Médio Oeste, a partir da Barragem de Umari.

Colocaremos em prática um amplo Programa para Convivência com o Semiárido, que será pautado pelo uso de tecnologias sociais para captação e armazenamento de água da chuva, por meio da construção de cisternas, barragens subterrâneas e no uso de tecnologias simplificadas para reuso de água.

Vamos ainda revisar a política estadual de recursos hídricos do RN, fortalecendo a gestão participativa a partir do apoio aos Comitês de Bacias já existentes e do fortalecimento da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do IGARN, além do Conselho Estadual de Recursos Hídricos.

A cada momento, senhoras e senhores, temos que lembrar para que fomos eleitos. O povo potiguar me elegeu Governadora para mudar. Tenho dito ao meu secretariado e repito aqui para todos vocês: o povo não aguenta mais a inércia e a hostilidade do Estado.

O povo espera de nós solução para os problemas, em especial aqueles problemas que derivam da injustiça, da cultura do privilégio e da compreensão de que, para o povo, patamares de subcidadania são aceitáveis e comuns. Não! Temos que inverter essa lógica! Estamos diante de uma chance histórica de transformar o Rio Grande do Norte para melhor e não temos o direito de desperdiça-la.
Encontramos programas importantes para garantia da segurança alimentar da população de baixa renda que não eram devidamente monitorados e fiscalizados, a exemplo do Restaurante Popular e do Programa do Leite. Nos deparamos com um governo que não tem o menor controle sobre o número de refeições servidas e com restaurantes abertos em áreas de classe média das cidades, longe do público-alvo, a população de mais baixa renda.

No Programa do Leite, temos falhas relativas à qualidade, como coliformes no leite distribuído, a falta de regularidade, a forma de acondicionamento e o transporte inadequado do que é entregue à população. São programas, meu caros deputados e deputadas, que precisam ser levados com seriedade, tendo a sua distribuição planificada, controlada e profissionalizada.

O Estado precisa fiscalizar o que paga e entrega para o seu povo, sem deixá-lo à mercê de proselitismos e má gestão do dinheiro público. Esses são desafios que estamos enfrentando na política de Assistência Social do governo, até então tratada na lógica do assistencialismo.

Para vocês terem ideia, atualmente inexiste uma lei estadual que regulamente o Sistema Único de Assistência Social no RN. Nosso governo vai encaminhar para esta Casa este Projeto de Lei, pois é imperativo criar as condições institucionais, normativas e operacionais para a efetivação do SUAS em nosso Estado, com destaque para o co-financiamento das ações nos municípios e a implantação de serviços regionalizados de média e alta complexidade.

A correção desta e de outras distorções, nos possibilitará cumprir, não só o que está em meu Programa de Governo, mas o que está escrito na Constituição Brasileira, que em seu artigo 6º traz como direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia e a segurança, bem como a assistência aos desamparados.

Eu e minha equipe de governo estamos trabalhando initerruptamente para cumprirmos o que prometemos ao povo. Para retribuirmos a confiança que me foi depositada. Governaremos nesses quatro anos para todos, mas sem esquecer por nem um momento dos que mais precisam.

Quero contar com o apoio dos senhores deputados e das senhoras deputadas para promover a reorganização e modernização administrativa do governo. Sem criar um único cargo, redesenhamos a estrutura do Estado de modo a permitir a implementação do programa de governo que foi eleito nas urnas.

Com os Projetos de Lei que trago hoje para apreciação dos senhores, estamos enxugando estruturas onde há sobreposição de funções e atribuições, e propondo o remanejamento de cargos para outras áreas do Estado que estão deficitárias. Esse é o caso da cisão que estamos propondo na Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania. Órgão que hoje se divide entre gerir o sistema prisional do nosso estado e cuidar das políticas para mulheres, igualdade racial e direitos humanos.

Como prometemos na campanha, estamos propondo a Criação da Secretaria de Administração Penitenciária, para que tenhamos sucesso na gestão desse tema tão desafiador e complexo, em um Estado que tem, atualmente, mais de 9 mil presos de justiça, dentre eles quase 7 mil privados de liberdade em regime fechado.
Precisamos atuar no sistema penitenciário de forma a garantir o efetivo cumprimento da Lei de Execução Penal, respeitando a população carcerária e criando condições de trabalho adequadas para os profissionais que exercem suas funções no Sistema. O crime não pode seguir mais organizado que o Estado.

Estamos propondo também, em consonância com nosso programa de governo e com a reivindicação histórica dos movimentos sociais, a criação da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Órgão que irá coordenar as políticas para as populações historicamente invisibilizadas e que vivem às margens da sociedade.

Queremos criar também a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, demanda histórica dos movimentos sociais do campo, que terá o papel de fortalecer as políticas públicas voltadas para esse importante segmento. Juntamente com a EMATER, essa secretaria terá por função melhorar as condições de vida de homens e mulheres que vivem no campo e dedicam as suas vidas para alimentar o povo potiguar.

Nada disso faremos separados do povo. A participação social e o fortalecimento dos conselhos de controle social são princípios do nosso governo. A formulação das políticas que iremos desenvolver precisa se dar em conjunto com a sociedade civil, sob pena de carecerem de legitimidade e efetividade. Os filhos e filhas da margem, senhores e senhoras deputados, têm os olhos postos sobre nós. E ao lado deles e delas, não nos faltará coragem.

Agradeço imensamente a atenção de vossas excelências e os convido a juntos, transformarmos o Rio Grande do Norte em um lugar melhor para se viver.

Um RN melhor para todas e todos!

Opinião dos leitores

  1. A mensagem é contraditória na medida que aponta a caótica situação financeira do Estado, mas anuncia a criação de várias secretarias.
    Faltou alguém informar a Governadora que o relator do orçamento 2019 foi o Deputado Fernando Mineiro do próprio partido dela e que atualmente compõe o seu secretariado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Editoriais de Folha, Estadão e O Globo condenam atuação do STF contra liberdade de imprensa

Jornais chamaram decisão de Moraes de “ataque”, “inconstitucional” e “afronta”. Montagem: Poder360

Os três veículos de maior circulação impressa no Brasil direcionaram duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em seus editoriais publicados nesta quinta-feira (13). A reação dos jornais ocorreu após a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou mandado de busca e apreensão contra Raimundo Soares Cutrim, no Maranhão.

Cutrim, ex-secretário estadual de Assuntos Legislativos do Maranhão, foi apontado pela Polícia Federal como a fonte do jornalista Luís Pablo — responsável pelo Blog do Luís Pablo e que já havia sido alvo de uma operação policial há cinco meses.

O Veto Constitucional à Violabilidade da Fonte

Em suas manifestações, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo fundamentaram suas críticas no inciso XIV do artigo 5º da Carta Magna de 1988, que estabelece:

“É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.”

O dispositivo assegura a jornalistas, advogados e outros profissionais o direito legal de não revelar suas origens de informação, impedindo que o Poder Judiciário atue para expor esses contatos. Essa garantia permite que cidadãos repassem dados sigilosos e de interesse público à imprensa sob a certeza do anonimato. A quebra desse preceito, segundo os jornais, constitui infração constitucional e inibe o envio de denúncias aos meios de comunicação.

O Posicionamento dos Editoriais

Folha de S.Paulo

A Folha de S.Paulo sustentou que a determinação de Moraes “afronta a liberdade de imprensa” e colocou em xeque a competência do STF para julgar o caso, acusando os magistrados da Corte de colocarem o “corporativismo acima da Constituição”.

“O caso está sob sigilo, o que já é questionável. Causa espécie, sobretudo, que ele tramite no Supremo, dado que o investigado não tem foro privilegiado – e o foro da suposta vítima não atrai, por si só, a competência do STF. Trata-se, assim, de possível violação da garantia fundamental do juiz natural. Se o jornalista é suspeito de cometer infrações, em princípio caberia à 1ª Instância da Justiça conduzir o caso”, destacou a publicação.

O editorial acrescentou ainda que o ministro, “sempre tão zeloso quando se trata de proteger a democracia brasileira daquilo que ele enxerga como ameaça, golpeou, ele mesmo, o Estado Democrático de Direito em um de seus mais valiosos fundamentos: a liberdade de imprensa”.

O Estado de S. Paulo

Em seu posicionamento, O Estado de S. Paulo afirmou que o Inquérito das Fake News — sob relatoria de Moraes — transformou-se em um “instrumento de intimidação de qualquer um que ouse contrariar interesses de Suas Excelências – em particular jornalistas e empresas de comunicação”.

“Se um dia esse inquérito serviu ao País como resposta ao maior ataque contra a democracia brasileira na Nova República, hoje é a marreta com a qual Moraes golpeia os mesmos princípios democráticos que ele diz defender”, pontuou o Estadão.

O Globo

Por sua vez, O Globo classificou a violação do sigilo de fonte pela Polícia Federal como “inconstitucional” e alertou para a criação de um “precedente perigoso”. O jornal também questionou a permanência do processo no STF e defendeu o arquivamento do Inquérito das Fake News.

“A investigação sobre Pablo nem sequer deveria estar no STF, pois os acusados não têm prerrogativa de foro. Causa estranheza também que tenha sido distribuída a Moraes por conexão com o inquérito das fake news, investigação sem objeto definido que já deveria ter sido encerrada há muito tempo”, registrou o editorial de O Globo.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Procon registra queda nos combustíveis em Natal

Foto: Kleber Teixeira / InterTV Cabugi

Boas notícias para quem precisa encher o tanque em Natal. O levantamento mais recente do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) apontou uma redução generalizada nos preços de todos os combustíveis pesquisados durante este mês de agosto em comparação a julho.

O estudo identificou redução nos preços de todos os combustíveis pesquisados em comparação com a pesquisa anterior, realizada em julho. A gasolina comum apresentou queda de 2,19%; o diesel S-10, de 2,59%; o gás veicular, de 1,91%; e o etanol teve a maior redução, de 5,22%.

A queda no preço do etanol foi motivada principalmente pelo aumento da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul e pelo crescimento da produtividade do etanol de milho, que elevaram a oferta do biocombustível. Na capital potiguar, apesar da redução registrada, o preço médio do etanol ainda está 3,47% acima da média observada nas capitais do Nordeste. A média do etanol na região é de R$ 4,90.

Para o consumidor que utiliza veículo com motor flex, o etanol é considerado vantajoso quando seu preço corresponde a, no máximo, 70% do valor da gasolina. Em Natal, o biocombustível representa 75% do preço da gasolina. Para compensar o abastecimento com etanol, o litro precisaria custar menos de R$ 4,73 na capital.

Com isso, mesmo diante da redução registrada na pesquisa, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa para o consumidor natalense, considerando que, em média, o etanol apresenta rendimento equivalente a cerca de 70% do obtido com a gasolina.

Na análise por região, o levantamento identificou os menores preços médios de alguns combustíveis na Zona Leste. O etanol apresentou média de R$ 5,00; o diesel comum, de R$ 6,80; o diesel S-10, de R$ 7,01; e o gás veicular, de R$ 4,92. Na Zona Norte, foram encontrados os menores preços médios para a gasolina comum e a gasolina aditivada, de R$ 6,67 e R$ 6,73, respectivamente.

A pesquisa também identificou diferenças significativas entre os maiores e menores preços encontrados nos postos. No caso do etanol, o maior preço foi de R$ 5,99 e o menor, de R$ 4,74, encontrado no bairro Igapó, na Zona Norte. A diferença de R$ 1,25 representa uma variação de 26,37%.

Para o diesel S-10, a diferença entre o maior e o menor preço foi de R$ 0,80. O maior valor encontrado foi de R$ 7,59 e o menor, de R$ 6,79, registrado no bairro Cidade Nova, na Zona Oeste. A variação foi de 11,78%.

Na gasolina comum, a diferença chegou a R$ 0,75. O maior preço encontrado foi de R$ 7,29, enquanto o menor foi de R$ 6,54, registrado no bairro Potengi, na Zona Norte. A diferença representa uma variação de 11,74%.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Série D: Natal terá 36 viagens extras de ônibus para jogo decisivo do ABC na Arena das Dunas


Foto: Divulgação / STTU

Os torcedores que forem à Arena das Dunas neste domingo (16) para apoiar o ABC contra o Nacional, às 17h, contarão com uma operação reforçada de transporte público. A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), vai disponibilizar 36 viagens extras antes e depois do confronto, válido pelas quartas de final da Série D.

A medida contempla quatro linhas estratégicas da capital:

  • N-08 (Redinha/Mirassol, via Rodoviária)

  • O-33 (Planalto/Praia do Meio, via BR-101 e Av. Prudente de Morais)

  • O-63 (Felipe Camarão/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha)

  • N-77 (Parque dos Coqueiros/Mirassol, via Av. Nevaldo Rocha)

Como Funciona a Operação Especial

  • Ida ao estádio (Antes do jogo): Cada uma das quatro linhas ganhará três viagens adicionais, somando 12 viagens extras. Somadas aos horários regulares, serão 29 viagens operadas nas 1h30 que antecedem o apito inicial.

  • Saída do estádio (Após o jogo): A frota na saída terá maior concentração, com seis viagens extras por linha, totalizando 24 viagens adicionais. No período de 2h30 após o término da partida, serão realizadas 39 viagens no total.

Planejamento e Orientações

Segundo a STTU, o plano operacional foi traçado com base na análise do fluxo de passageiros registrado em partidas recentes na Arena das Dunas (realizadas em 14 e 19 de julho), quando foi observado maior pico de demanda no período noturno.

Para garantir uma viagem mais tranquila e evitar a lotação excessiva dos ônibus, a pasta orienta que a torcida deixe o estádio de forma gradual na saída do jogo. Essa dispersão espaçada ajuda a distribuir melhor os passageiros entre as viagens disponíveis e evita aglomerações nos pontos.

Com informações da Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Dono da Pixbet tem carro interceptado no meio da rua pela polícia


Uma abordagem em plena rodovia marcou a deflagração da Operação Arena, realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13). Imagens obtidas pelo portal PODERPB registraram o momento em que agentes federais cercaram o veículo do empresário Ernildo Júnior de Farias, conhecido como “Júnior da PixBet”, quando ele chegava ao município de Campina Grande (PB). Nas imagens, os policiais realizam a busca pessoal no empresário.

A interceptação faz parte de uma ofensiva de grandes proporções direcionada ao grupo empresarial ligado à plataforma de apostas PixBet. A PF apura a existência de uma complexa rede societária e financeira, com ramificações no Brasil e no exterior, criada para movimentar e ocultar capitais oriundos de jogos de azar e apostas esportivas, em condutas que configuram suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Escopo Judicial e Desdobramentos

Para desarticular a organização, a Justiça Federal expediu 17 mandados de busca e apreensão distribuídos por cinco estados. O pacote de medidas judiciais inclui:

  • Sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão;

  • Quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

Entre os alvos da mesma operação está o advogado Nelson Wilians, que presta serviços jurídicos para a PixBet e para Ernildo Júnior.

Posição dos Envolvidos

Em nota, a defesa de Nelson Wilians declarou que a relação do advogado com a empresa e com seu proprietário é exclusivamente profissional. A banca repudiou veementemente qualquer tentativa de vincular a atuação de seus defensores às possíveis condutas ilícitas apuradas na investigação.

O espaço permanece aberto para manifestações formais de Ernildo Júnior de Farias e da assessoria da PixBet.

Com informações do blog Poder PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Poder/Data: 45% dos eleitores brasileiros dizem ser de direita; 29% se consideram de esquerda

Manifestação de bolsonaristas em 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, em São PAULO Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quase metade do eleitorado brasileiro se identifica com posições conservadoras ou liberais no espectro político. É o que aponta o levantamento do PoderData/Aya, realizado entre os dias 9 e 12 de agosto de 2026, no qual 45% dos entrevistados se declaram de direita ou de centro-direita.

Em contrapartida, o grupo formado por eleitores que se identificam como de esquerda ou de centro-esquerda soma 29%. O centro político puro atrai 5% das respostas, enquanto uma fatia expressiva do eleitorado — 21% — afirma não ter qualquer posicionamento ideológico definido.

O Detalhamento do Espectro Político

A pesquisa apresentou cinco opções para os entrevistados se classificarem no espectro político-ideológico. O detalhamento mostra que as posições mais convictas se sobressaem em relação aos tons moderados em ambos os lados:

  • Bloco da Direita (45% no total):

    • Direita: 36%

    • Centro-direita: 9%

  • Bloco da Esquerda (29% no total):

    • Esquerda: 17%

    • Centro-esquerda: 12%

  • Outras posições:

    • Centro: 5%

    • Sem posicionamento: 21%

Ficha Técnica da Pesquisa

O levantamento do PoderData/Aya realizou dezenas de milhares de chamadas para selecionar uma amostragem proporcionalmente representativa da sociedade em termos de sexo, idade, renda, escolaridade e região.

  • Amostra: 2.400 entrevistas por telefone (fixo e celular) em 658 municípios nas 27 unidades da Federação.

  • Período de coleta: 9 a 12 de agosto de 2026.

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Nível de confiança: 95%.

  • Registro no TSE: BR-06868/2026.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Justiça obriga casa de apostas indenizar apostador compulsivo em R$ 91 mil após falha em autoexclusão

Foto: freepik

A 4ª Vara Cível de Indaiatuba (SP) condenou a SevenX Gaming — operadora das plataformas “Jogão.bet” e “Betão.bet” — a ressarcir em R$ 81 mil um apostador compulsivo, além de pagar R$ 10 mil por danos morais. A decisão ocorreu após a empresa manter o perfil do usuário ativo, mesmo depois de ele ter solicitado a autoexclusão por meio do sistema Gov.br para tratar um quadro grave de ludopatia.

Segundo a ação divulgada pelo jornal Estadão, o apostador apontou que a empresa descumpriu o prazo máximo regulamentar de 72 horas para a efetivação do bloqueio. Em razão dessa falha, ele conseguiu realizar login, transferências expressivas que somaram R$ 176 mil e sucessivas apostas no dia 17 de dezembro do ano passado, acumulando um prejuízo líquido de R$ 81 mil.

O juiz Vinicius Garcia Ferraz destacou em sua decisão que o mecanismo de autoexclusão é uma ferramenta de proteção obrigatória voltada para mitigar os impactos da compulsão por jogos. Para o magistrado, a conduta da empresa ao manter a conta ativa de um consumidor “hipervulnerável” ultrapassou o mero descumprimento contratual e agravou o estado de saúde mental do autor da ação.

Diante da revelia da parte ré e da comprovação documental das transações financeiras, o juiz considerou a falha na prestação do serviço “manifesta”, configurando quebra dos deveres de proteção e boa-fé objetiva.

Procurada pela reportagem para se manifestar sobre a condenação, a empresa SevenX não enviou resposta, e o espaço segue aberto.

Com informações do Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PF cumpre novo mandado contra Nelson Wilians em apuração sobre apostas e evasão de R$ 1,1 bi

Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Arena, cujo objetivo é desarticular um esquema bilionário de apostas esportivas e evasão de divisas. Entre os alvos da ação está o advogado Nelson Wilians, contra quem foi cumprido um novo mandado de busca e apreensão na cidade de São Paulo. De acordo com as investigações, Wilians é suspeito de atuar como operador financeiro do grupo.

A ofensiva aponta que um grupo empresarial com sede no Nordeste utilizava uma complexa rede societária e financeira no exterior para dissimular a origem e o destino de capitais vindos de jogos de azar e apostas esportivas.

Deflagrada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão emitidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores no montante de até R$ 1,1 bilhão, além da quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Os envolvidos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Histórico: Alvo Recente por Fraudes Tributárias

Esta não é a primeira vez em que o advogado entra no radar das autoridades. Em 15 de julho, Wilians foi alvo de uma operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP), que apurava uma organização acusada de negociar créditos falsos de ICMS. O prejuízo estimado aos cofres públicos pela sonegação do imposto chegava a R$ 3,8 bilhões.

Naquela ocasião, as buscas atingiram a sede de seu escritório, sua esposa e sócia, Anne Wilians, e a advogada Mayra de Paula, de Londrina (PR) — apontada pelos investigadores como parceira de Wilians nas irregularidades.

Em nota emitida à época sobre o caso do ICMS, o escritório Nelson Wilians Advogados informou que a gestão das operações cabia exclusivamente ao escritório De Paula Advogados & Consultoria Jurídica, sem qualquer relação societária ou de controle com a banca. O escritório declarou ainda que, assim que notou inconsistências, encerrou a parceria comercial e notificou seus clientes.

Com informações do Infomoney

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PoderData: 18% dos eleitores definem Segurança Pública como prioridade para o próximo presidente

Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A Segurança Pública é apontada por 18% dos eleitores brasileiros como o tema que deveria ser a prioridade número um do próximo Presidente da República. Logo em seguida, saúde e educação empatam numericamente com 17% das menções cada. Os dados da mais recente pesquisa do PoderData/Aya, realizada entre os dias 9 e 12 de agosto de 2026.

Pautas associadas ao bolso do cidadão aparecem um pouco mais abaixo na lista de urgências: a inflação ocupa a 4ª colocação, citada por 14% dos entrevistados, enquanto emprego e renda vêm na 5ª posição, com 13%.

Posição e Áreas Prioritárias

Abaixo, o ranking completo das áreas consideradas mais urgentes pela população:

Posição Área Prioritária Intenção (%)
Segurança pública 18%
Saúde 17%
Educação 17%
Inflação 14%
Emprego e renda 13%
Combate à corrupção 12%
Combate à pobreza 6%
Meio ambiente 1%
Não sabe 2%

Prioridades x Voto no 1º Turno

O levantamento do PoderData/Aya também cruzou as demandas com as intenções de voto no 1º turno, revelando prioridades bem distintas entre as duas maiores bases eleitorais do país:

  • Eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT): A prioridade é focada em serviços públicos sociais. Para 23% desse grupo, a saúde deve ser a prioridade principal; 23% também apontam a educação no topo da lista.

  • Eleitores de Flávio Bolsonaro (PL): A pauta de combate ao crime predomina. Quase um quarto desse eleitorado (24%) coloca a segurança pública como o desafio mais urgente para o país.

Ficha Técnica da Pesquisa

A pesquisa foi realizada pelo PoderData (grupo Poder360 Jornalismo) com recursos próprios e amostragem representativa das 27 unidades da Federação.

  • Amostra: 2.400 entrevistas por telefone em 658 municípios.

  • Data da coleta: 9 a 12 de agosto de 2026.

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Nível de confiança: 95%.

Registro no TSE: BR-06868/2026.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PoderData: Presidente Lula é desaprovado por 50% dos eleitores

Foto: Reuteres

A avaliação do trabalho e da figura pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece em patamar de estabilidade no início deste mês. Segundo levantamento do PoderData/Aya realizado entre 9 e 12 de agosto de 2026, 50% dos eleitores desaprovam o desempenho pessoal de Lula, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam responder.

Em relação à sondagem anterior, feita no fim de julho (26 a 29), a aprovação pessoal do petista manteve-se inalterada em 43%. A taxa de rejeição oscilou um ponto percentual para cima, passando de 49% para 50%.

Avaliação do Governo Federal

Quando questionados especificamente sobre a aprovação da administração federal como um todo, os índices mantêm tendência semelhante.

Categoria Aprova Desaprova
Desempenho Pessoal de Lula 43% 50%
Gestão do Governo Federal 43% 51%

Na rodada anterior, os percentuais de avaliação do governo eram de 44% de aprovação e 50% de desaprovação. Como a variação ocorreu dentro da margem de erro, o quadro indica estabilidade no sentimento do eleitorado em relação à gestão federal.

Ficha Técnica da Pesquisa

  • Amostragem: 2.400 entrevistas telefônicas (fixo e celular) em 658 municípios das 27 unidades da Federação.

  • Período de coleta: 9 a 12 de agosto de 2026.

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Intervalo de confiança: 95%.

  • Registro no TSE: BR-06868/2026.

  • Realização: PoderData (Grupo Poder360) com recursos próprios, em parceria de divulgação com o Aya Bancah.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PoderData: Flávio cresce e empata com Lula em cenário de 2º turno

Foto: Reprodução: Agência Senado

A mais recente pesquisa do PoderData/Aya, realizada entre 9 e 12 de agosto de 2026, mostra um cenário de extrema competitividade em um eventual 2º turno presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados na simulação de embate direto: o petista registra 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar alcança 45%. 

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois líderes estão numericamente encostados. Nos últimos 15 dias, Flávio oscilou dois pontos para cima, enquanto a taxa de Lula permaneceu inalterada no confronto direto, consolidando uma estabilidade na polarização observada desde maio.

Fatores do Avanço e Desafios Políticos

Análises do cenário eleitoral apontam que a aproximação de Flávio Bolsonaro coincide com um período em que o senador resolveu entraves internos em sua pré-campanha, alinhando a relação com Michelle Bolsonaro e definindo a vice na sua chapa.

Por outro lado, o momento recente trouxe desgastes para o governo Lula, com o surgimento de novas investigações envolvendo familiares e antigos colaboradores. Embora os casos ainda dependam de apuração, o noticiário reativou a pauta do combate à corrupção, tema de forte impacto eleitoral.

Outros Cenários e 1º Turno

Nas simulações contra outros potenciais nomes da oposição no 2º turno, Lula mantém quadro de empate técnico contra Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). A única vantagem clara fora da margem de erro ocorre diante de Renan Santos (Missão), sobre quem o petista abre 9 pontos de frente.

Já na simulação de 1º turno, Lula aparece na liderança isolada com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 35%. Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury (Avante) somam 3% cada. Os demais pré-candidatos — Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) — registram 1% cada um. Brancos e nulos somam 4%, e 2% não souberam responder.

Dados Metodológicos

A pesquisa ouviu 2.400 eleitores em 658 municípios espalhados pelas 27 unidades da Federação. O levantamento foi realizado por telefone pelo PoderData/Aya, com recursos próprios e parceria de divulgação com o Aya Bancah. Com nível de confiança de 95%, a sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06868/2026.

Com informações do Poder360 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *