Política

Conheça as propostas dos candidatos à Presidência para a área de saúde

Todos os 11 candidatos à Presidência da República apresentam propostas para a área de saúde. As principais promessas recaem sobre o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), criado há 25 anos, e estratégias como a do Saúde da Família e sobre políticas de prevenção de doenças.

Conheça as propostas dos candidatos à Presidência para saúde:

Aécio Neves (PSDB) promete um cadastro nacional único e investimento público para viabilizar o Cartão-Cidadão Saúde que irá garantir a gestão dos serviços de saúde com centrais de agendamentos e contínua assistência técnica, teleconsultas, telemonitoramentos, avaliação e solução para problemas de diagnóstico e tratamento a distância. Segundo ele, o novo modelo de gestão será baseado na criação de redes assistenciais integradas de saúde. O candidato tucano quer instituir a carreira nacional de médico e garantir a oferta de cursos preparatórios a médicos estrangeiros para permitir a realização do exame Revalida. Ele promete aprimorar o programa Mais Médicos e criar programas de valorização e qualificação dos profissionais de saúde. Aécio ainda defende a integração do sistema de saúde suplementar com o SUS e a retomada da política de produção de medicamentos genéricos e apoio aos laboratórios oficiais na produção desses medicamentos.

Dilma Rousseff (PT) promete mudar o patamar de qualidade e ampliar o atendimento dos serviços em saúde com a expansão do Programa Mais Médicos, a ampliação da rede de unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para atendimento de emergências de baixa e média gravidade, a extensão das redes de atendimento especializado, com a qualificação dos serviços hospitalares, o fortalecimento e a universalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a ampliação do acesso da população a medicamentos. Segundo ela, a melhoria no atendimento e o aumento da rede de saúde vai depender de uma “rediscussão federativa” para evitar superposição de investimentos e planejar com mais eficiência a distribuição dos serviços de saúde públicos. Dilma se comprometeu com o fortalecimento e aprimoramento do SUS e com a extensão dos serviços previstos no sistema. A candidata à reeleição ainda apontou resultados de ações adotadas em seu governo e destacou o Mais Médicos, o Programa Aqui Tem Farmácia Popular e o Programa Brasil Sorridente.

Eduardo Jorge (PV) prometeu criar uma carreira nacional para profissionais de saúde envolvendo, na primeira etapa, as pessoas que atuam no programa Saúde da Família, como agentes comunitários, enfermeiras e médicos. Segundo ele, seria uma carreira nacional, mas não federal, o que permitiria que os profissionais de estados e municípios pudessem aderir. Eduardo Jorge destaca que o orçamento do setor dará ênfase aos aspectos de educação para promoção e prevenção na saúde e defendeu que políticas públicas de outras áreas também contemplem a saúde como prioridade, como a redução da poluição do ar proveniente de veículos que usam diesel e gasolina. O ambientalista afirmou que suas prioridades estarão voltadas para problemas como hipertensão, diabetes, obesidade, vida saudável para os idosos, poluição do ar, violência e dependência de drogas legais ou ilegais e garante o planejamento familiar como um direito básico que precisa ser ofertado “extensa e generosamente a todas as pessoas”.

Eymael (PSDC) se compromete a garantir acesso universal e real à saúde. No programa de governo apresentado à Justiça Eleitoral, Eymael afirma que vai assegurar o acesso a partir do desenvolvimento e da aplicação efetiva do Sistema Único de Saúde e de um programa de saúde pública com foco na prevenção. “A saúde chegando antes que a doença impedindo que ela se instale, promovendo assim ganho de qualidade de vida e economia de recursos públicos”, destaca.

Levy Fidelix (PRTB) define a saúde como prioridade absoluta de seu plano de governo e garante que os maiores investimentos serão concentrados na duplicação de postos de atendimento ambulatorial de emergência e prontos socorros em todos os municípios brasileiros com aquisição de milhares de ambulâncias e novos equipamentos médicos. Fidelix ainda promete implantar serviço odontológico obrigatório “tendo como base os recursos orçamentários de 1% do pré-sal que iremos instituir”.

Luciana Genro (PSOL) criticou o “subfinanciamento e sucateamento da área” e prometeu ampliar “radicalmente” os investimentos públicos em saúde. Ela destaca que vai promover a retomada global das funções originais do SUS, garantindo atendimento integral a todos de forma gratuita e com qualidade.

Marina Silva (PSB) se compromete com o fortalecimento do SUS e diz que apoia a bandeira do Saúde+10. Segundo ela, seu governo vai implementar em quatro anos, a proposta do projeto de lei de iniciativa popular de vincular 10% da receita corrente bruta da União ao financiamento das ações de saúde e rejeitar qualquer Desvinculação de Receitas da União para assegurar a manutenção das fontes orçamentárias da Seguridade Social. A ex-senadora ainda promete construir 100 hospitais para o atendimento regional, criar procedimentos para a contratação de leitos com os prestadores de serviços e construir 50 maternidades. Além disso, a candidata promete dotar cada uma das 435 regiões de saúde de uma policlínica regional para atendimento de média complexidade, universalizar o Programa de Saúde da Família e estabelecer um programa de alimentação saudável inserindo profissionais de nutrição nas equipes de apoio do Saúde da Família e nas unidades Básicas de Saúde. Marina também defende a valorização dos profissionais de saúde e dos laboratórios oficiais de produção de medicamentos e outros insumos estratégicos.

Mauro Iasi (PCB) resume suas propostas para a área afirmando que promoverá saúde pública e SUS 100% público, estatal e gratuito. Ele também defende a proposta de “um país sem manicômios”.

Pastor Everaldo (PSC) promete extinguir tributos que recaem sobre a área e criar mecanismos de eficiência, como plano de metas, para melhoria do setor de saúde e para premiar financeiramente hospitais e médicos por bons resultados. O candidato ainda defende a desburocratização e abertura de mercado para operadoras de planos de saúde e incentivos para aumentar o número de vagas nas universidades de medicina. Everaldo também promete estimular a descentralização na gestão de hospitais, valorizar profissionais de saúde, revisar a tabela do SUS e combater o tráfico de entorpecentes.

Rui Costa Pimenta (PCO) defende, em seu programa, a descriminalização do aborto e o atendimento dos casos pela rede pública de saúde e destaca medidas para garantir a saúde para a população negra com atendimento aos portadores de doenças etno-raciais pelo SUS. Segundo ele, há índices oficiais que indicam que as três principais causas de óbito da população negra são o alcoolismo, a pressão alta e a anemia falciforme e que as mortes ocorrem por falta de um diagnóstico correto. O candidato é contrário à privatização da saúde. Pimenta promete que vai garantir a realização de exames laboratoriais nos recém-nascidos para diagnóstico de anemias falciformes e leucopenia, atendimento público e de boa qualidade em todas as áreas da saúde, um plano nacional de emergência para combater as endemias e epidemias e um planejamento para garantir saneamento básico e moradia a toda a população.

Zé Maria (PSTU) quer assegurar que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) seja investido na área. “A saúde pública definha no país. Existe hoje um duplo processo de precarização e privatização dos serviços, expressão da falta de investimentos públicos no setor”, destacou em seu projeto de governo. Segundo ele, o país gasta apenas o equivalente a 3,5% do PIB com saúde enquanto o mínimo necessário para um serviço público universalizado seria o dobro desse percentual. Zé Maria afirma ser possível atingir 10% do PIB se o país usar recursos do pagamento da dívida pública.

Agência Brasil

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[VÍDEO] “SEM ACORDÃO”: PL articula impeachment de Moraes e Dino para 2027

A movimentação política nos bastidores de Brasília indica que o Partido Liberal (PL) adotou uma postura de confronto direto contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A legenda rejeitou qualquer articulação ou sinalização de “acordão” político com a ala governista da Corte e colocou na mira os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

A estratégia do partido prevê a abertura de processos de impeachment contra Moraes e Dino a partir de 2027, caso se concretize uma eventual derrota do atual governo nas urnas. O entendimento interno da sigla é de que a ala governista do Supremo atuou de forma intensa na reta final do último pleito, com o intuito de blindar o presidente Lula e tentar incluir adversários políticos no debate público.

O ex-presidente Michel Temer enviou uma mensagem pública de apoio a Jair Bolsonaro, buscando estabelecer pontes e atuar como elo político com a família Bolsonaro, mesmo antes da manifestação de outros partidos derrotados.

“O PL também mira o impeachment de Flávio Dino a depender da forma como ele vai atuar se confirmada nas urnas a vitória do Flávio Bolsonaro. O entendimento é de que se ele resolver avançar em investigações comon interferência estrangeira nas eleições brasileiras como pretexto para questionar o resultado eleitoral ou se o Flávio Dino mantiver essas investigações sigilosas sobre irregularidades na utilização de emendas parlamentares ele também entrará no foco do PL, dessa superbancada do PL no Senado”, revelou Caio Junqueira, comentarista da CNN Brasil.

Contagem de votos para Moraes

O PL já contabiliza pelo menos 49 votos garantidos para viabilizar o processo de impeachment de Alexandre de Moraes no Senado, necessitando de apenas mais cinco apoios para atingir o quórum mínimo de 54 votos.

Condicionantes para Flávio Dino

A investida contra Flávio Dino dependerá da forma como o ministro irá atuar em futuras decisões na Corte, especialmente em pautas sensoriais ligadas a investigações sobre o resultado eleitoral e a utilização de emendas parlamentares.

Com informações da CNN Brasil

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[VÍDEO] “HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA”: Governo mira redução de abstenção e ampliação de votos no Nordeste para vencer no 2° turno


Vídeo: Reprodução/Estadão

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou em declaração à imprensa que o governo está otimista e traçou as estratégias iniciais para o segundo turno da eleição presidencial. Utilizando a expressão popular “chegou a hora da onça beber água”, o ministro indicou que a campanha governista adotará uma postura de maior enfrentamento e debate direto (tet a tet) com o adversário agora que a disputa se resume a dois candidatos.

Entre as principais diretrizes definidas pelo governo para a nova fase da campanha estão: a ampliação de votos no Nordeste, combater à abstenção e consolidar compromisso e o apoio dos governadores já eleitos no primeiro turno, além do debate político direto com o adversário.

“A orientação geral, é ampliar a nossa votação no Nordeste, diminuir a abstenção e os governadores eleitos do primeiro turno todos reafirmarem o seu compromisso. Dizemos que no Ceará nós tivemos 60 e poucos por cento, vamos chegar a 70. A Bahia estabeleceu a reunião para definir metas, ampliar a votação, sobretudo naqueles ambientes que nós temos grandes chances, como em todo o Nordeste brasileiro”, comentou o ministro. 

O ministro também desdenhou a diferença de votos registrada no primeiro turno, classificando a vantagem do oponente como pequena e ressaltando que o foco a partir de agora será o diálogo intenso com líderes políticos e a articulação de apoios para consolidar a vitória na disputa final.

“O otimismo tomou conta das reuniões e agora vamos ganhar as eleições juntos. Mobilização, debate, enfrentamento, tête-à-tête, agora só são dois. Portanto, nós vamos saber, porque chega a hora da onça beber água. O país conhece o mundo, o país não conhece o adversário”, revelou José Guimarães. 

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FIM DA LINHA: sites de apostas saem do ar a partir desta terça-feira


Foto: Ricardo Stuckert

Começa a valer nesta terça-feira (6) a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe totalmente a atuação das casas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil. A decisão determina que todas as plataformas do setor encerrem as operações e retirem seus sites do ar no país.

A ofensiva contra o setor de apostas de quota fixa ganhou força no início de setembro, quando Lula endureceu o tom e prometeu banir as atividades, apontando que os jogos geram dependência na população, endividamento generalizado e graves problemas de saúde mental. Desde então, a equipe econômica e a Advocacia-Geral da União (AGU) elaboraram o texto da MP com o objetivo de blindar a medida contra contestações legais.

Apesar do esforço do Planalto, a manobra não evitou reações. Representantes do setor já acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a MP, sob a alegação de que a interrupção abrupta das atividades gera grave insegurança jurídica.

As empresas argumentam que desembolsaram valores expressivos em outorgas para operar legalmente no país por um período de cinco anos, prazo que foi sumariamente interrompido pela nova diretriz. Até o momento, o governo arrecadou R$ 2,5 bilhões com o licenciamento, sendo cobrados R$ 30 milhões por outorga básica (com direito a até três marcas) e R$ 5 milhões por cada marca adicional.

Tattiana de Navarro, procuradora de assuntos tributários da OAB-DF, aponta que os conflitos judiciais poderiam ter sido mitigados caso o Planalto tivesse optado por uma transição moderada. Segundo ela, um cronograma gradual até o término natural das outorgas traria previsibilidade tanto para a segurança jurídica das empresas quanto para a estabilidade do próprio governo.

Histórico da regulamentação e bloqueio de tráfego

As apostas esportivas e de quota fixa foram autorizadas no Brasil durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), mas a regulamentação efetiva do setor ocorreu apenas em 2025, impulsionada pelo Ministério da Fazenda para combater a ilegalidade. Após cerca de um ano de mercado regulado e focado em mecanismos de proteção ao consumidor e combate ao endividamento, Lula optou pela proibição total.

Como desdobramento da MP, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou que, a partir desta terça-feira, o tráfego de internet voltado aos sites de apostas seja redirecionado compulsoriamente para a plataforma governamental www.brasilsembets.gov.br.

Com informações do Metrópoles

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Davi Alcolumbre desafia avanço da direita e mantém PEC 6×1 na pauta do Senado


Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve para esta terça-feira (6) o início das discussões da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1. A abertura do debate ocorre em meio a uma forte articulação da base governista para blindar a medida contra os reflexos políticos do primeiro turno das eleições.

A redução da jornada é tratada pelo Palácio do Planalto como uma bandeira crucial para impulsionar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faltando três semanas para a decisão eleitoral. Contudo, o cenário no Congresso mudou drasticamente. As sessões começam sob a pressão da vantagem de 2,3 milhões de votos conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, somada ao desempenho expressivo do PL, que elegeu 19 senadores e formará a maior bancada da Casa em 2027, com 28 parlamentares.

Negociações e estratégia de votação

Alcolumbre agendou inicialmente três sessões plenárias de discussão para esta semana, período que servirá como termômetro para medir forças entre o governo e a oposição. Para ser aprovada no plenário, a PEC precisa do voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos.

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta segunda-feira (5) que o governo mantém o plano de votar e aprovar a proposta ainda esta semana. Segundo ele, o clima político “não mudou nada” e a eleição permanece em aberto. Guimarães deve se reunir com líderes partidários para tentar um acordo de abreviação dos prazos regimentais. Sem consenso, a proposta precisará cumprir o rito padrão de cinco sessões de debate antes da primeira votação.

Resistência empresarial e cálculo político

Do lado oposto, entidades empresariais dos setores de comércio, serviços e indústria iniciaram uma ofensiva junto aos parlamentares para esvaziar o quórum mínimo necessário. Para o empresariado, o bônus político de Lula com a aprovação da PEC perdeu força diante do resultado apertado nas urnas.

A conjuntura também altera o comportamento dos senadores. Com a maioria já reeleita, derrotada ou focada em eventuais segundos turnos para governos estaduais, a vulnerabilidade à pressão pública diminuiu. Na avaliação do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o governo está fragilizado e terá dificuldades para mobilizar quórum.

O fator Alcolumbre e a sucessão na Casa

A disputa em torno da jornada 6×1 também esbarra nos planos de sobrevivência política de Davi Alcolumbre, que busca a reeleição para a presidência do Senado em fevereiro. A nova mesa diretora será instalada já sob a correlação de forças de 2027, com um PL fortalecido cuja preferência para o comando da Casa é o senador Rogério Marinho (RN). Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é um crítico declarado da PEC e defende um modelo de jornada flexível por acordo individual. Além disso, Alcolumbre sofreu um revés local ao não conseguir reeleger o governador do Amapá, Clécio Luiz, de seu grupo político.

Com informações da Folha de São Paulo

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CREDIBILIDADE EM XEQUE: O abismo entre as pesquisas e as urnas no 1º turno


Arte: Metrópoles

Os resultados do primeiro turno das eleições revelaram um abismo entre o cenário projetado pelos principais institutos de pesquisa e o veredito das urnas. Tanto na disputa nacional quanto em cenários estaduais, as sondagens divulgadas na reta final da campanha falharam em antecipar a virada que recolocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da corrida presidencial.

Apesar de os levantamentos de véspera apontarem a liderança do presidente Lula (PT), a apuração oficial de 100% das urnas, concluída na madrugada de segunda-feira (5), mostrou um panorama invertido. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente com 47% dos votos válidos, seguido por Lula, com 45%. A diferença consolidada foi de cerca de 2,2 milhões de votos a favor do candidato do PL.

Nenhuma das principais pesquisas publicadas nos dias anteriores à votação conseguiu antecipar o resultado real. Levantamentos de institutos como Datafolha, Quaest, Atlas, CNT e Real Time Big Data projetavam a vitória ou a dianteira do atual presidente:

  • Datafolha: Lula (45%) x Flávio Bolsonaro (42%)

  • Pesquisa Quaest: Lula (46%) x Flávio Bolsonaro (45%)

  • Real Time Big Data: Lula (43%) x Flávio Bolsonaro (39%)

  • Pesquisa Atlas/Intel: Lula (47%) x Flávio Bolsonaro (44,1%)

  • Pesquisa CNT: Lula (47,8%) x Flávio Bolsonaro (42,1%)

A defesa dos institutos

Questionados sobre o descompasso, os institutos minimizaram os erros sob o argumento de que as pesquisas refletem apenas um “retrato do momento” e que a dinâmica da reta final foi influenciada por fatores de última hora, como a consolidação de um forte movimento de voto útil à direita em favor de Flávio Bolsonaro.

Apesar das justificativas, o desempenho das urnas recoloca em debate a precisão das metodologias de captura de intenção de voto na véspera de pleitos polarizados, ampliando a pressão sobre o setor de opinião pública.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Inventaram esse “negócio” de pesquisa eleitoral pra manipular a opinião dos eleitores e conduzir a votação para a direção desejada pela mídia hegemônica e os grandes grupos políticos. E os trouxas deixam de lado sua convicção para votar nos candidatos que estão à frente das pesquisas, “pra não perder o voto” como eles mesmos dizem. É o cabresto moderno.

  2. Erra muito nas últimas eleições os institutos de pesquisas.
    A forma de resolver esses erros grosseiros é fácil, muito fácil.
    Bastava multar pesado quem erra grosseiramente e quem pública resultados da pesquisa.
    Detalhe:
    Exclusão depois de reincidência.
    Em quanto o país não for sério, continua o baile infelizmente.

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Política

[VÍDEO] SÓ AGORA? Lula diz que carrega nas costas ‘promiscuidade’ no STF


A reunião de emergência convocada pela coordenação de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (5) foi marcada por forte tensão e declarações explosivas. Cercado pelo pessimismo da cúpula governamental após a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, Lula culpou o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo desgaste político que enfrenta e afirmou que está “carregando nas costas” a “promiscuidade” instalada na Corte.

Sem citar diretamente o escândalo do caso Banco Master, o petista admitiu o impacto devastador das revelações que atingem em cheio a cúpula do Judiciário e defendeu que o tema seja pauta central nos 20 dias restantes até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

“Quando você chega numa situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, algo é muito grave. Então, esses são temas que nós vamos ter que encarar nessa campanha”, declarou o presidente.

Com informações do Metrópoles 

Opinião dos leitores

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Política

PT aponta marketing de Sidônio como responsável pela derrota de Lula e cobra guinada

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno escancarou a guerra interna na base governista. Lideranças da cúpula do PT apontam o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, como o principal responsável pelo revés de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas e cobram uma mudança drástica na condução da campanha para o segundo turno.

Nos bastidores, petistas de peso classificam a estratégia adotada até aqui como um verdadeiro “improviso”. A avaliação central é de que o marketing governamental passou longe da realidade das ruas, priorizando pautas abstratas — como discussões sobre soberania e terras raras — enquanto ignorou o debate central do eleitor: o custo de vida e o peso no bolso do trabalhador.

A fatura cobrada contra a equipe de comunicação também passa pelo fracasso em conter a rejeição ao governo, que empacou na faixa dos 50%. Para o partido, a aposta cega na máquina pública e em pacotes de bondades — como medidas voltadas ao Bolsa Família e renegociação de dívidas — falhou em blindar o presidente do desgaste econômico e da insatisfação popular.

Com informações do UOL

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Economia

EFEITO FLÁVIO: Casas de análise projetam disparada de até 45% na Bolsa com vitória do candidato

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais mexeu com o mercado financeiro e já gera projeções ambiciosas para a Bolsa de Valores. Diferentes casas de análise estimam uma valorização expressiva das ações brasileiras, com saltos que podem variar de 11% a 45%, dependendo do avanço de uma agenda de rigor fiscal.

Na avaliação do BTG Pactual, as ações brasileiras negociam atualmente abaixo da média histórica. Caso se confirme a vitória de Flávio Bolsonaro e o mercado avance para um cenário de reprecificação associado a um ajuste fiscal mais rígido, a alta na Bolsa pode oscilar entre 32% e 45%. Entre os setores apontados como potenciais beneficiados estão o varejo, construtoras de médio e alto padrão e empresas do mercado de capitais.

O UBS também enxerga um cenário otimista com potencial de ganho superior a 30%, impulsionado pela queda dos juros reais e pela melhora nas expectativas de lucro. O JPMorgan trabalha com uma expansão inicial de 20% a 25% no índice.

Com informações da Folha de São Paulo

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Política

INSTITUTO VERITÁ: Flávio Bolsonaro lidera com 51,56% e Lula tem 48,44% no segundo turno

Reprodução

O Instituto Veritá divulgou nesta segunda-feira (5) os números de uma nova pesquisa de intenção de votos para a disputa presidencial no segundo turno.

No cenário de votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na frente com 51,56%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,44%. A diferença entre os dois candidatos é de 3,12 pontos percentuais.

O levantamento nacional ouviu mais de 40 mil eleitores em todo o país.

Reprodução

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Política

ENTREGANDO OS PONTOS: alto escalão do governo Lula já admite derrota em 2º turno contra Flávio

Reprodução

A avaliação interna no Palácio do Planalto e na coordenação de campanha Lulista é de pessimismo após o resultado das urnas no último domingo (4). Uma ala do primeiro escalão do governo de Lula (PT) já trabalha abertamente com a possibilidade real de derrota para o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no segundo turno.

Nos bastidores, ministros e aliados admitem a dificuldade extrema para alcançar a quantidade de votos necessária para reverter o quadro nesta fase da disputa.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, tentou minimizar a vantagem inicial e tratou a diferença como “só 2%”, afirmando que buscará dialogar com lideranças de centro e de direita. No entanto, a migração de votos de opositores como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) é vista pelo próprio entorno da campanha como um obstáculo quase intransponível.

A sangria de votos do petismo já apareceu nos números brutos: Lula teve 3,4 milhões de votos a menos em comparação com o primeiro turno de 2022. A abstenção nacional bateu recorde desde 1998, alcançando 21,08%, com mais de 33,4 milhões de eleitores ausentes.

Para tentar estancar a crise, a campanha petista convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira (5) no Hotel San Marco, em Brasília, buscando reatar a estratégia com governadores aliados – derrotados ou vitoriosos nos estados.

Com informações do Poder 360

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