Diversos

Corrupção, crise e populismo: esquerda latino-americana enfrenta desafios para se manter no poder

3qyzg8sq9n_9qwf1v64zc_fileCúpula do Mercosul do final de 2015, contou com o novo presidente da Argentina, Mauricio Macri; O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não foi ao encontro no Paraguai. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ano de 2015 foi marcado por intensos acontecimentos ao redor do mundo. Na Europa, 1 milhão de refugiados cruzaram as fronteiras com o Oriente Médio, fugindo da guerra civil na Síria. Na China, os altos índices de poluição têm mudado a rotina de toda a população. Os ataques terroristas na França e a ascensão do Estado Islâmico nos países árabes deixaram o mundo em alerta. Mas aqui, na América do Sul, a questão que tomou conta de 2015 foi outra: os governos de esquerda estão perdendo força. Mas, por quê?

A alta popularidade dos governos da Argentina, Venezuela e Brasil, que caracterizou o início do século 21, passou a cair. No dia 22 de novembro, o ex-prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, venceu o candidato apoiado pela então presidente Cristina Kirchner nas eleições presidenciais argentinas. Macri faz parte do partido Proposta Republicana, de ideologia liberal-conservadora, contrariando a antiga preferência da sociedade que deu base para os doze anos de kirchnerismo — um governo “de esquerda”, que valorizava a intervenção do Estado na economia e os avanços sociais.

Foi também em 2015, mais especificamente em 6 de dezembro, que a oposição ao governo da Venezuela conquistou a maioria das vagas nas eleições legislativas para o Parlamento. Das 167 cadeiras disponíveis, 99 foram preenchidas por opositores de Nicolás Maduro, e apenas 46 por membros do governo — as 22 restantes ainda não foram definidas.

No Brasil, não é diferente. O ano foi marcado pelas intensas manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, herdeira do ex-presidente Lula — que governou com alto índice de aprovação durante boa parte dos seus dois mandatos. Além disso, a chapa da oposição foi eleita para compor uma comissão especial que vai analisar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

Será o fim da tendência esquerdista na América do Sul? A especialista em organizações internacionais Natália Fingermann acredita que não.

— Assim como houve uma tendência aos regimes de esquerda, durante o início do século 21, é possível que essa preferência por governos mais conservadores seja apenas uma tendência também, e não uma situação instaurada.

Segundo Natália, a crise econômica pela qual passa os três países em questão colocou à prova a confiança nos governos.

— É um movimento histórico. Sempre que há crise em um país, a sociedade busca refúgio no conservadorismo.

Para a especialista, o sucesso econômico que a princípio se deu com a instauração dos governos de esquerda foram muito impulsionados por fatores externos da época: a guerra no Iraque aumentou os preços do petróleo da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) impulsionando a produção na Venezuela.

O crescimento da China e a necessidade do país por commodities, no início do século 21, fez com que o preço delas subisse muito, favorecendo o Brasil, que é forte produtor e exportador. A partir daí, o País passou a exportar commodities por um preço inferior ao ofertado pela China.

Natália ainda ressaltou que, hoje, a produção de xisto — uma alternativa ao petróleo —, nos Estados Unidos, fez com que a OPEP abaixasse o valor do produto para continuar na concorrência, prejudicando os negócios da Venezuela. Com a crise econômica que rege o mundo, a busca por commodities também diminuiu, uma vez que a demanda por produtos finais caiu bastante, interferindo nos negócios brasileiros.

O cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) Heni Ozi Cukier também relaciona a mudança na América do Sul à crise econômica. Contudo, ele acredita que o populismo — característico desses três governos — também chegou à exaustão.

— Populismo só funciona quando a economia vai bem. As políticas assistencialistas foram reduzidas com a crise, gerando descontentamento até mesmo dos principais apoiadores dos governos, que são as classes de baixa renda.

Para Cukier, o período de idolatria aos governos se desgastou com o tempo, ainda mais quando um dos países passou a ser dono da maior inflação do mundo — como é o caso da Venezuela — e os outros contam com índices absurdos e crescentes de desemprego.

A explosão dos escândalos de corrupção corre lado a lado com a má situação da economia, de acordo com o historiador Odilon Caldeira Neto. Para ele, o pouco controle e a maior liberdade dos governos de esquerda permitem uma maior transparência, fazendo com que casos como a corrupção na Petrobras, no Brasil, viesse à tona.

— No caso do Brasil, a população até aceitou o mensalão de 2005 porque os avanços sociais promovidos pelo governo Lula, como o extermínio da pobreza extrema, e as políticas assistencialistas contentavam as pessoas de menor renda. Além disso, a economia ia de vento em popa, o que agradava também aos mais ricos.

Legados

Iniciativas típicas da esquerda, as políticas assistencialistas e avanços nos direitos das minorias foram os principais legados desses governos. No Brasil, a miséria foi extinta; na Argentina, o casamento gay foi legalizado; na Venezuela, o governo de Hugo Chávez (que governou o país de 1999 a 2013, até sua morte) declarou guerra à discriminação de negros, índios, mulheres e pobres, dando lugar a todos eles no espectro político. As reformas na educação e na saúde também foram fatores importantes do governo chavista.

Agora, com a ascensão de um governo liberal-conservador na Argentina, uma possível eleição tucana em 2018, no Brasil e um avanço da direita na Venezuela, será possível saber se essas melhorias de cunho social realmente foram instauradas e concretizadas ou se vão retroceder. É devido a essa incerteza que Cukier afirma que ainda não se pode chamá-las de legado.

— Um legado é algo que se mantém vivo independentemente do que vier depois. Só saberemos disso quando acompanharmos a ascensão desses políticos mais conservadores na América do Sul. Se essas medidas permanecerem, teremos um legado da esquerda.

Influência no Brasil

O cientista político acredita ainda que o que está acontecendo na Venezuela e na Argentina pode sim ter um impacto no Brasil, principalmente na questão da opinião pública.

— Essa situação é similar à forma como ocorreu a Primavera Árabe. Algo se inicia em um país e quando você se dá conta, ele se expande a outros países. Os protestos que ocorreram no Brasil, contra o mundial de 2014, por exemplo, se deram devido à onda de manifestações que tomava conta do mundo.

Segundo Cukier, os brasileiros vão acompanhar as mudanças na Venezuela e na Argentina e chegarão à conclusão que o modelo de esquerda realmente se esgotou.

— Além disso, o baixíssimo índice de popularidade da Dilma não se compara com os índices de desaprovação de Kirchner e Maduro. O fim desses governos é uma tendência natural que vai reforçar a opinião pública, já manifestada nas ruas.

R7

Opinião dos leitores

  1. Macri foi eleito com uma margem muito pequena, assim como Dilma aqui no Brasil. E já no ínicio do seu mandato se encontra no meio de polêmicas e como a tentativa de impor membros da Suprema Corte por decreto e tentar revogar a lei dos meios (que quebrou monopolios midiaticos herdados pela ditadura militar na Argentina). Suas medidas ecônomicas já geram impacto as classes sociais mais abaixo da pirâmide social e isso para beneficios de curto prazo que se concentram aos grupos ligados ao mercado financeiro e especuladores. Seu governo é mais do que uma mudança na política regional, é um exemplo para as proximas eleições dos países da America do Sul; se fracassar (o que provavelmente irá!) dará mais força aos governos de esquerda no continente!

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Geral

Oposição quer ouvir diretor da PF após troca de delegado no caso de Lulinha

Foto: reprodução

O líder do PL (Partido Liberal), deputado federal Sóstenes Cavalcante, anunciou que apresentará um requerimento à Câmara dos Deputados para convocar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para prestar esclarecimentos sobre a substituição do delegado responsável pelo inquérito das fraudes no INSS e pelas investigações envolvendo um pedido de quebra de sigilo ligado ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por se tratar de convocação, caso o requerimento seja aprovado, a presença de Andrei será obrigatória. Sóstenes ainda não informou em qual comissão pretende ouvir Andrei Rodrigues.

Em publicação nas redes sociais, o líder afirmou que a troca do delegado se deu em um momento “extremamente sensível” das investigações, o que gera “questionamentos legítimos” por parte da sociedade brasileira.

O deputado também comparou o episódio ao caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando houve tentativa de mudança no comando da Polícia Federal.

“Quando Jair Bolsonaro tentou substituir um superintendente da Polícia Federal, houve reação imediata de setores políticos, da imprensa e até do STF sob o argumento de defesa da autonomia da PF. Agora, diante da troca do delegado responsável por investigações ligadas ao filho do atual presidente da República, o silêncio de muitos chama atenção”, escreveu Sóstenes.

De acordo com o deputado, autonomia da Polícia Federal precisa valer para todos. Ele afirma ainda que a convocação busca dar ao povo brasileiro “explicações claras e a garantia de que não haverá qualquer interferência nas investigações”.

Durante seu mandato, Bolsonaro trocou o diretor-geral da PF quatro vezes. Em 2020, o ex-presidente se viu no centro de uma polêmica após um vídeo de reunião ministerial tornado público mostrar Bolsonaro defendendo mudanças no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro para evitar que familiares e aliados fossem “prejudicados” por investigações em andamento.

Troca no caso do INSS

A Polícia Federal decidiu mudar a coordenação dos inquéritos relacionados às fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

A mudança gerou polêmica em Brasília e acirrou as críticas da oposição ao governo federal, especialmente em razão das investigações terem como alvo Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.

O setor da Polícia Federal que até então conduzia as investigações, sendo responsável, inclusive, pela quebra de sigilo de Lulinha em etapa anterior das investigações, foi retirado da coordenação do caso. A responsabilidade pelo caso agora é da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq).

Por meio de nota, a PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.

CNN Brasil

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Esporte

SÉRIE D: América goleia o Laguna-RN por 5 a 0 e enfreta o ABC na próxima rodada

Foto: Gabriel Leite/América F.C.

O América goleou o Laguna-RN por 5 a 0 na tarde deste domingo (17) na Casa de Apostas Arena das Dunas, pela 7ª rodada da Série D 2026.

Alisson Taddei, Guilherme Paraíba, Luiz Thiago, Matheus Régis e Pedro Jorge marcaram os gols da vitória americana que deixa o time com 14 pontos, na segunda colocação do grupo A8 da Série D, atrás apenas do líder ABC, que tem 16 pontos. O Laguna-RN é o lanterna do grupo e segue sem vencer na competição.

O Mais Querido é justamente o próximo adversário do América. O Clássico-Rei valendo a liderança do grupo A8 da Série D acontecerá no próximo domingo (24), às 16h, no Frasqueirão.

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Eleições

PT estreia em ano eleitoral no RN com duas derrotas em eleições suplementares, em Itaú e Ouro Branco

O ano eleitoral não começou nada bem para o PT no Rio Grande do Norte.

Nas eleições suplementares realizadas neste domingo (17), as cidades de Itaú e Ouro Branco elegeram novos prefeitos e vices, e os candidatos petistas foram derrotados.

Em Itaú, Fabrício Regis (PT) perdeu para o candidato do União Brasil, Zé Roberto Pezão que obteve 54,61% dos votos, contra 45,39% do petista.

Em Ouro Branco, Dra. Fátima (PT) obteve 49,78% dos votos e foi derrotada pelo Professor Amariudo que venceu as eleições complementares com 50,22%.

Opinião dos leitores

    1. Só acredita nas narrativas de Flavinho lavanderia e Dudu master né ?

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Geral

Lula diz a aliados que não aceitou derrota e insistirá em Messias no STF

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a aliados em conversas reservadas que não aceitou a derrota imposta a Jorge Messias e que insistirá na indicação do advogado-geral da União para o STF (Supremo Tribunal Federal).

No fim de abril, a indicação de Messias foi derrotada com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

O chefe do Executivo tem dito nos bastidores que atuará pessoalmente nas articulações e que conversará inclusive com senadores de oposição para viabilizar a aprovação de Messias. Ainda não está definido, porém, quando Lula fará o reenvio da indicação.

Lula avalia que foi um equívoco do Senado o veto ao chefe da AGU por uma disputa política que vai além do nome escolhido para o tribunal. A leitura do petista, segundo apurou a CNN, é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atuou contra o chefe da AGU.

O preferido da cúpula do Senado para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF era o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). O presidente, no entanto, preferiu escolher um nome do seu círculo mais próximo, o que desagradou parte da Casa Legislativa.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Geral

E AGORA? Em reunião no Palácio do Planalto, Lula aconselhou Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG

Foto: Evaristo Sa / AFP e Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselhou pessoalmente o empresário Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual por um valor simbólico. De acordo com a reportagem, Vorcaro contou a Lula que o BTG, comandado por André Esteves, teria interesse em comprar o banco por R$ 1. O empresário pediu a opinião do presidente sobre a possível venda, segundo reportagem publicada neste domingo (17), no site Poder 360.

Lula teria orientado Vorcaro a continuar com o banco e criticado o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, além de fazer comentários negativos sobre André Esteves.

A conversa aconteceu em uma reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024, sem registros oficiais na agenda do presidente, e quando o Banco Master já enfrentava dificuldades financeiras.

Esse encontro de 4 de dezembro de 2024 foi articulado depois de uma audiência formal registrada na agenda do chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A audiência constou como realizada em 4 de dezembro, mas só entrou no sistema oficialmente em 27 de dezembro daquele ano, com Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, listado como participante. Ele atuava como representante e lobista de Vorcaro em Brasília.

Também participaram do encontro o então diretor do Banco Central Gabriel Galípolo, o ministro Rui Costa, o ministro Alexandre Silveira e Augusto Lima, então CEO do Banco Master.

Vorcaro interpretou a presença de Galípolo e o apoio de Lula como um incentivo para manter o banco funcionando, segundo a reportagem.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que o empresário comemorou o encontro logo depois da reunião no Planalto.

Em março de 2025, o Banco Master anunciou negociação com o Banco de Brasília, mas o negócio enfrentou resistência no mercado e acabou vetado posteriormente pelo Banco Central.

Documentos encontrados pela PF também indicam que Vorcaro voltou a discutir, em abril de 2025, a possibilidade de vender o banco ao BTG após perceber dificuldades na operação com o BRB.

O caso é investigado na operação Compliance Zero e está sob relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.

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  1. Tudo quanto é DESGRAÇA tá ligado aos partidos da esquerda,algo impressionante,mas GRAÇAS A DEUS estaremos despachando esses encostos logo mais em outubro,o Brasil se conscientizou de o quanto essas moléstia fazem mal a nação,conseguiram transformar até às universidades em verdadeiros prostíbulos,vai de ré almas penada.

  2. Olha e engraçado o lula falou na quelé jeito dele que era caso de polícia , e agora o banco master tem um circulo grande kkk

  3. Kkkkk e agora o que? Aconselhar o banco a fazer uma safadeza que o BTG ia ficar com o File e o FGC com o “fumo”. Que narrativa tosca de vcs bozonaristas. Nao tem como emendar mais.

  4. Banco master lanca o seu cartão. Sem limites pra ser feliz. Vem desfruta o mais novo cartão. Master. O Blek bolsomastes. Melhor q qualque outro Cartão Blek . Cartão desse sem burocracia. Sem limite pra se feliz.
    So em filme. Brasileiro com americanos.

    1. Além de seguidor do Partido das Trevas é analfabeto e burro! Esperar o quê de um acéfalo marginal?

  5. Banco master lanca o seu cartão. Sem limites pra ser feliz. Vem desfruta o mais novo cartão. Master. O Blek bolsomastes. Melhor q qualque outro Cartão Blek . Cartão desse so se burocracia. Sem limite pra se feliz.
    So em filme. Brasileiro com americanos.

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Nina Souza recebe apoio do deputado Tomba Farias, do presidente da Câmara e Vereadores em Santa Cruz

A pré-candidata à Deputada Federal pelo PL, Nina Souza, recebeu um importante reforço político em Santa Cruz com apoio do deputado estadual Tomba Farias, uma das maiores lideranças políticas da região Trairi.

Além de Tomba, também declararam apoio à pré-candidatura de Nina o presidente da Câmara Municipal, Glauber Bezerra, as vereadoras Talita Marielle, Nayara Fonseca e Luziana Medeiros,Giliard Paraibano, Israel e do ex-vereador Josemar Bezerra.

“Receber o apoio de Tomba Farias, que é uma referência política em Santa Cruz e em toda a região Trairi, além do presidente da Câmara e de importantes lideranças da cidade, é motivo de muita gratidão e responsabilidade. Isso mostra que nosso projeto está crescendo com diálogo, união e compromisso com os municípios do interior”, destacou Nina.

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Dra. Zenaide prestigia ação social na Zona Oeste de Natal e destaca força do empreendedorismo feminino

A senadora Zenaide Maia (PSD) esteve neste domingo (17) com moradores do bairro Planalto, na zona oeste de Natal, na maioria mães atendidas pelo projeto Aconchego do Bem. A iniciativa social atende mais de 500 pessoas, entre crianças, jovens e idosos.

Recebida pela comunidade, Zenaide destacou o impacto social do projeto e elogiou o protagonismo feminino desenvolvido dentro da ação. “Descobri aqui mulheres empreendedoras. Grandes artesãs, que me mostraram as lojas virtuais. Isso me dá um orgulho imenso. Estou encantada com tudo isso”, afirmou a senadora.

A presença de Zenaide reforçou o reconhecimento ao trabalho social desenvolvido na comunidade, que vai além da assistência e aposta na qualificação profissional, inclusão e geração de renda. O vereador João Batista Torres, apoiador do projeto e representante da região, agradeceu a visita da parlamentar e falou mais sobre a importância da iniciativa.

“Em um projeto como esse é oferecido, além do artesanato que a senadora destacou, dança, cursos profissionalizantes e atendimento médico em diversas áreas”, falou o vereador.

O encontro também reuniu importantes aliados políticos da senadora, entre eles o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra e o deputado estadual Hermano Morais, pré-candidatos a governador e vice-governador, respectivamente; e o presidente da Câmara Municipal de Natal Eriko Jácome, pré-candidato a deputado estadual.

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[ANÁLISE] JOSÉ PASTORE: Redução de jornada: um erro em cima do outro erro

Foto: Freepik

Por José Pastore*

Os deputados que integram a Comissão Especial que trata da redução da jornada de trabalho devem ter compreendido ser impossível enquadrar todas as atividades humanas em uma única regra constitucional. A imprensa noticia que eles pretendem aprovar uma lei que regulamente o ajuste das jornadas às diferentes situações de trabalho com base no projeto de lei 1.838 de 2026 encaminhado pelo Poder Executivo. Só depois da sua aprovação, entrariam em vigor as novas regras constitucionais das jornadas de trabalho.

Esse foi o modelo usado na reforma tributária. É um caminho perigoso. A Lei Complementar 214 de 2025 que regula os novos tributos tem 544 artigos, dezenas de anexos e mais de 500 páginas!

A diversidade do mundo do trabalho é muito maior do que a do mundo dos impostos. Se essa ideia vingar, só para tratar de jornada de trabalho, centenas de novos artigos se somarão aos 922 da CLT. E, com pouca possibilidade de contemplar os detalhes que cercam as várias ocupações e situações de trabalho.

Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações, que é elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil abriga 2.422 ocupações diferentes, cada uma com suas peculiaridades. Em matéria de jornada de trabalho, o que serve para as manicures e pedicures, classificadas como CBO 5161-20, não serve para os peões boiadeiros classificados como CBO 6230-10. A que atende o guarda de trânsito (CBO 5172-20), não atende o tradutor intérprete (CBO 2614-30).

As dificuldades existem até na mesma ocupação. A jornada que serve para o motorista de ônibus urbano (CBO 7824-10), não serve para o motorista de caminhão de carga (CBO 7825-10). A que regula o garçom de restaurante que serve almoço e jantar (CBO 5134-05) não regula o bartender (CBO 5134-20) que trabalha nas casas noturnas. E assim vai.

Além disso, o IBGE tem uma classificação das empresas e de atividades econômicas que somam 1.332 categorias detalhadas, todas elas agrupadas na Cnae (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), onde as peculiaridades são imensas.

Essa diversidade de ocupações e atividades econômicas é comum em todos os países, razão pela qual, na grande maioria, Brasil inclusive, os ajustes mais finos de jornada de trabalho são realizados por meio da negociação coletiva que leva em conta todos os detalhes das várias ocupações dentro das inúmeras atividades econômicas.

Esse ajuste não pode ser realizado por meio de legislação que sempre impõe regras gerais. Reduzir a jornada por meio de uma regra constitucional cria mais problemas do que soluções. Ao se tentar regular essa matéria por lei ordinária, colocaremos um erro em cima do outro erro. E os prejuízos, já bastante veiculados, cairão nas costas dos trabalhadores. Espero que isso não ocorra.

*José Pastore, 91 anos, é professor titular da Faculdade de Economia e Administração da FIA  (Fundação Instituto de Administração). Apesar de aposentado, leciona relações do trabalho para os cursos de MBA em recursos humanos. Ph. D. e doutor honoris causa pela University of Wisconsin (Madison, Wisconsin, USA), foi chefe da assessoria técnica do Ministério do Trabalho (1979-1983) e integrante do Conselho de Administração da OIT, em Genebra (1990-1992), e do Fórum Nacional do Trabalho (2003-1905) como consultor técnico.

Poder 360

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Bet do ‘maior grupo de apostas ilegais do mundo’ tem aval do governo Lula para operar no Brasil

Defy Ltda, dona da marca 1xBet no Brasil, anexou documento para dizer que site 1x-bet.com não pertencia a ela, mas a uma firma de Curacao; hoje, endereço direciona apostadores para site oficial da casa de apostas da Defy Foto: Reprodução/TJSC

A casa de apostas 1xBet, de origem russa, recebeu autorização do governo federal para operar no Brasil mesmo após atuar de forma irregular no país, segundo reportagem publicada neste domingo (17) pelo Estadão..

A licença foi concedida pelo Ministério da Fazenda. Antes disso, a empresa já funcionava no mercado brasileiro sem autorização oficial, mesmo após o início das regras mais rígidas para o setor, em janeiro de 2025.

A operação da marca no Brasil é feita pela empresa Defy Ltda, sediada em Caxias do Sul (RS). Em processos judiciais movidos por apostadores, a empresa negava ligação com sites da 1xBet acusados de bloquear pagamentos e impedir saques de prêmios. A Justiça, porém, rejeitou esse argumento em diferentes estados.

Em um dos casos, uma apostadora de Santa Catarina afirmou ter tido R$ 5,2 mil bloqueados pela plataforma em janeiro de 2025. Segundo o processo, a empresa exigia novos depósitos para liberar o valor.

Outro apostador, em Goiás, conseguiu na Justiça a devolução de R$ 3,1 mil após problemas semelhantes.

Documentos apresentados nos processos apontam que domínios usados pela plataforma sem licença passaram posteriormente a direcionar usuários para o site oficial autorizado pelo governo.

Enquanto a empresa negava relação com a plataforma na Justiça, o empresário Carlos Eduardo Ferreira, ligado à Defy Ltda, aparecia em eventos do setor como representante da 1xBet no Brasil.

O Ministério da Fazenda informou que a autorização foi concedida após análise da documentação da empresa e afirmou que a licença pode ser revista caso surjam irregularidades.

A 1xBet declarou que segue padrões internacionais de compliance e atua dentro da legislação brasileira.

A empresa também é alvo de críticas e investigações no exterior. Relatórios internacionais citam suspeitas de lavagem de dinheiro, exploração de apostas ilegais e uso de eventos esportivos falsos para manipular jogos.

A bet é proibida em alguns países da Europa e já foi associada por investigadores internacionais a operações ilegais envolvendo apostas online.

O avanço das bets no Brasil ocorre enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva endurece o discurso contra o setor. Recentemente, Lula afirmou que as apostas contribuem para o endividamento da população e defendeu maior controle sobre as plataformas.

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Geral

PESQUISA DATAFOLHA: segurança e saúde têm pior avaliação no governo Lula


Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Novos dados da pesquisa do Datafolha divulgados neste domingo (17) mostram que segurança pública e saúde são as áreas com pior avaliação no terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o levantamento, 16% dos entrevistados apontaram a segurança pública como o setor em que o governo mais falhou. A saúde aparece em seguida, com 15%. Economia e combate à corrupção ficaram empatados com 13%.

Entre as áreas mais bem avaliadas, o combate à fome e à miséria lidera com 13%. Depois aparecem combate ao desemprego e educação, ambos com 10%.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas entre os dias 12 e 13 de maio. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-00290/2026.

A pesquisa também perguntou qual deve ser a principal prioridade do próximo presidente da República. A saúde lidera com folga, sendo citada por 34% dos entrevistados.

Confira as áreas consideradas prioridade pelos eleitores:

  • Saúde: 34%
  • Educação: 15%
  • Segurança pública: 12%
  • Economia: 11%
  • Combate à fome e à miséria: 7%
  • Combate à corrupção: 7%
  • Combate ao desemprego: 6%

O levantamento ainda mostrou leve melhora na avaliação geral do governo. O percentual de entrevistados que consideram a gestão ruim ou péssima caiu de 40% para 39%. Já os que avaliam o governo como ótimo ou bom subiram de 29% para 30%.

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