Saúde

Covid-19: saiba os pontos fracos e fortes das vacinas mais adiantadas

Atualmente, mais de 10 candidatas à vacina estão na fase 3 de testes clínicos, a última etapa antes da aprovação pelas agências regulatórias — Foto: Getty Images via BBC

A comunidade científica recebeu com grande entusiasmo a notícia de que a vacina desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech atingiu os 95% de eficácia, não causou efeitos colaterais preocupantes e ainda foi capaz de oferecer uma boa proteção para pessoas com mais de 65 anos e de diferentes raças e etnias.

O anúncio se baseou numa análise com 170 voluntários dos testes clínicos de fase 3 que foram diagnosticados com Covid-19. Ao comparar os resultados, os cientistas viram que a esmagadora maioria dos participantes infectados pertenciam ao grupo placebo, que tomaram doses de uma substância sem nenhum efeito terapêutico.

Isso significa, portanto, que aqueles que foram imunizados de verdade parecem ter ficado protegidos do Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual.

O estudo, que analisa mais de 43 mil indivíduos espalhados por África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Estados Unidos e Turquia, vai continuar por vários meses. Porém, em razão da urgência da pandemia, esses achados iniciais já servirão de base para que Pfizer e BioNTech peçam uma liberação emergencial de seu produto ao FDA, a agência regulatória dos Estados Unidos. De acordo com as empresas, essa requisição vai acontecer “nos próximos dias”.

Mas essa candidata à vacina não é a única que está à beira da aprovação: em comunicado divulgado essa semana, o laboratório Moderna também garantiu que o seu imunizante possui uma taxa de eficácia de 94%.

Com esse avanço nas pesquisas, muita gente pode estar se perguntando: quais são os pontos fortes e os pontos fracos de cada competidor nessa corrida por uma vacina? Chegou a hora de conhecê-los.

BNT162 (Pfizer e BioNTech)

Pelo que sabemos até o momento, a vacina BNT162 é uma das mais adiantadas e deve ser aprovada nos Estados Unidos nas próximas semanas. Um de seus maiores diferenciais está no fato de que ela é baseada em RNA.

Em resumo, esse produto contém uma pequena sequência genética criada em laboratório que “ensina” as próprias células do corpo humano a produzirem proteínas parecidas com o Sars-CoV-2. A partir daí, o sistema imune reconhece a ameaça e cria uma resposta que protege o organismo de uma futura infecção.

É preciso ponderar que os resultados anunciados por Pfizer e BioNTech ainda precisam ser publicados em algum periódico científico para serem avaliados por especialistas independentes.

Se eles forem realmente consistentes, representarão uma mudança de paradigma na ciência: essa seria a primeira vacina genética da história.

Mas qual a vantagem disso? Em primeiro lugar, elas são muito mais fáceis e rápidas de serem produzidas. As exigências de laboratório e equipamentos são menores em comparação com os imunizantes que temos até o momento.

O maior ponto negativo por aqui está na necessidade de manter as doses numa temperatura de menos 70 °C para evitar que a substância perca seu efeito. Isso pode se tornar um grande empecilho em regiões remotas ou muito quentes.

Em entrevistas recentes, os representantes da Pfizer disseram que estão pensando em soluções e tecnologias para garantir essa temperatura tão baixa, que chega a ser mais fria que o inverno da Antártica.

Outro problema seria a disponibilidade desse imunizante no Brasil. Por ora, não há nenhum acerto para compra ou transferência de tecnologia ao país. Mesmo se o governo brasileiro e as duas empresas fecharem um acordo, as primeiras doses só chegariam aqui a partir do primeiro trimestre de 2021, uma vez que outras nações já garantiram os primeiros lotes.

mRNA-1273 (Moderna)

Essa candidata também integra o grupo das vacinas baseadas em RNA. O anúncio recente feito pela Moderna se baseou em 95 participantes dos testes clínicos que foram diagnosticados com Covid-19. Os resultados mostram que 90 deles eram do grupo placebo, o que permitiu estipular a taxa de eficácia de 94%.

Há outras boas notícias relacionadas a essas primeiras boas-novas: o imunizante não provocou eventos adversos dignos de nota e gerou uma resposta consistente do sistema imunológico mesmo em idosos ou indivíduos com doenças crônicas. Por fim, ele também parece prevenir contra quadros grandes de Covid-19, que necessitam de internação e intubação.

Antes de pedir a aprovação, a farmacêutica precisa aguardar mais um pouquinho para completar a meta de 150 eventos (ou 150 participantes do estudo que pegaram Covid-19) para ter dados mais robustos. Isso deve acontecer nas próximas semanas.

Em comparação com o concorrente de Pfizer e BioNTech, o produto da Moderna tem a vantagem de um armazenamento a menos 20°C. Essa é uma temperatura muito mais fácil de garantir com os congeladores e freezers que temos atualmente.

Não há muitas informações sobre a possível chegada dessa vacina ao Brasil. Um caminho para obter o produto pode ser o Fundo de Acesso Global à Vacina para a Covid-19 (Covax), criado pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de distribuir doses aos países menos desenvolvidos. Nosso país faz parte da iniciativa.

AZD1222 (Universidade de Oxford e AstraZeneca)

Testada no Brasil, essa candidata pertence ao time das vacinas de vetor viral não-replicante. Em resumo, ela foi construída a partir de um adenovírus, um tipo vírus que não prejudica nossa saúde. No interior dele, os cientistas inseriram alguns genes do Sars-CoV-2. Essa junção tem como objetivo suscitar uma reação do sistema imune.

A candidata está caminhando bem nos ensaios clínicos: as informações completas do estudo de fase 2 foram publicados nesta quinta-feira (19) no “The Lancet” e confirmam que o imunizante é seguro e não provoca efeitos colaterais graves, inclusive nos mais velhos. Outro destaque está no fato de que a aplicação das doses suscitou a produção de anticorpos, o que é um ótimo sinal.

Resta saber se essa produção de anticorpos está mesmo relacionada a um efeito protetor contra o vírus em si. Mas essa taxa eficácia só será conhecida na fase 3, cujos resultados preliminares estão programados para sair em breve.

Tanto o ponto forte quanto o ponto fraco da AZD1222 estão em seu ineditismo: até o momento, não existe nenhuma vacina aprovada que utiliza esse tipo de metodologia. Por um lado, isso pode dar certo e revolucionar o conhecimento da área. Por outro, é preciso aguardar os resultados com calma para ver a eficácia e a segurança do produto.

Uma vantagem da candidata desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e pela farmacêutica AstraZeneca está em sua disponibilidade. Há um acordo com o Ministério da Saúde para a compra e a transferência de tecnologia. O laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, está sendo capacitado para fabricar e distribuir as doses pelo país.

No cenário mundial, os responsáveis por essa vacina garantem que terão a capacidade de entregar 3 bilhões de unidades ao longo de 2021. As empresas ainda não divulgaram a necessidade de refrigeração de seu produto.

CoronaVac (Sinovac)

Ela foi destaque nas manchetes da semana passada, após a paralisação dos testes clínicos no Brasil por causa da morte de um voluntário. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan trocaram farpas numa série de notas e entrevistas coletivas.

Passados alguns dias da disputa, tudo acabou esclarecido (o óbito nada teve a ver com a vacina) e o estudo foi retomado normalmente.

Polêmicas à parte, a farmacêutica Sinovac apostou na estratégia do vírus inativado. Os cientistas utilizaram algum método, como calor ou substâncias químicas, para incapacitar o Sars-CoV-2, de modo que ele não cause infecção ou se replique dentro do organismo. Mesmo assim, quando aplicado numa vacina, ele é reconhecido pelo sistema imune, que cria uma resposta protetora.

O ponto forte aqui está na confiabilidade. A ciência trabalha com vacinas de vírus inativados há quase sete décadas. Então já se sabe muito bem como produzi-las e os principais problemas que podem aparecer pelo caminho.

Na contramão, o ponto fraco é a demora. A fabricação exige um rigor elevadíssimo e uma planta industrial mais equipada. A formulação também não rende muito em doses por litro.

O produto está na fase 3 de testes e espera completar o número mínimo de eventos (voluntários infectados com a Covid-19) para calcular sua taxa de eficácia, como aconteceu recentemente com Pfizer/BioNTech e Moderna.

A refrigeração parece não ser um problema por aqui, já que outras vacinas de vírus inativados podem ficar numa geladeira convencional.

Outro ponto positivo é o acordo entre Sinovac e o Instituto Butantan, em São Paulo, que deve facilitar o acesso à CoronaVac no Brasil.

Sputnik V (Instituto de Pesquisa Gamaleya em Epidemiologia e Microbiologia)

Por muito tempo, a palavra que melhor definia a Sputnik V era mistério. As primeiras notícias vindas da Rússia, onde fica o Instituto de Pesquisa Gamaleya, já diziam que a candidata estava em fase avançada de pesquisas. Logo em seguida, ela foi aprovada pelo governo daquele país.

Os especialistas ficaram bastante apreensivos, pois os testes clínicos que garantem confiabilidade ao processo de pesquisa não haviam sido registrados ou publicados em qualquer periódico científico.

De lá para cá, muitas informações vieram à tona: a vacina é baseada no vetor viral não-replicante (o mesmo tipo da Universidade de Oxford/AstraZeneca) e está sendo testada em cerca de 40 mil voluntários em países como Rússia, Emirados Árabes Unidos e Belarus.

Numa dessas análises preliminares, os pesquisadores da Sputnik V revelaram uma eficácia de 92%, com base em 20 eventos registrados. É preciso esperar o estudo evoluir um pouco mais para que essa taxa seja consolidada.

Há especulações de que o imunizante não requer congelamento, mas essa informação ainda precisa ser confirmada.

O governo do estado do Paraná anunciou acordo com os russos há quase dois meses. O Ministério da Saúde também disse manter conversas a respeito da Sputnik V, mas sem definições por enquanto.

JNJ-78436735 (Johnson & Johnson)

África do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru são os países onde a vacina da Johnson & Johnson é testada atualmente. São mais de 60 mil voluntários nesses países.

Baseada na tecnologia do vetor viral não-replicante (a mesma utilizada por Universidade de Oxford/AstraZeneca e Sputnik V), ela parece estar um pouco atrasada, uma vez que ainda não foram feitos anúncios de análises preliminares pela farmacêutica. A expectativa é que isso ocorra nas próximas semanas.

A principal vantagem aqui estaria nos números: uma parte dos estudos de fase 3 dessa candidata avalia uma única aplicação da vacina. As demais concorrentes carecem de duas doses para surtir efeito. Se esse esquema der certo, isso pode significar uma economia de bilhões e bilhões de dólares.

Até o momento, não foram oficializados acordos entre Brasil e Johnson & Johnson para a compra desta vacina contra a Covid-19.

NVX-CoV2373 (Novavax)

Falamos aqui da representante mais avançada da classe das vacinas de subunidade proteica. Em vez de usar o vírus inteiro, ela foi desenvolvida a partir de um pedacinho do Sars-CoV-2 capaz de ativar uma resposta imune.

Em relação aos competidores listados anteriormente, o desempenho da Novavax demorará mais para ser conhecido. Uma parte dos estudos de fase 3 são realizados no Reino Unido com 15 mil voluntários, onde os resultados preliminares são aguardados para janeiro ou fevereiro de 2021.

Há uma outra parcela desta pesquisa que vai ser feita com dezenas de milhares de participantes nos Estados Unidos. Mas a etapa está prevista para começar apenas no final de novembro ou início de dezembro.

Como o produto da Novavax faz parte do Covax (aquele consórcio da OMS para compra e distribuição de doses aos países menos desenvolvidos), é possível que ela chegue ao Brasil em algum momento, se tudo der certo.

Ad5-nCoV (CanSino)

Também feita a partir de vetor viral não-replicante (a exemplo das candidatas de Universidade de Oxford/AstraZeneca, Sputnik V e Johnson & Johnson), ela foi aprovada emergencialmente para uso entre militares chineses, mesmo antes dos estudos maiores de segurança e eficácia.

Nos testes de fase 3, a Ad5-nCoV é atualmente aplicada em mais de 40 mil voluntários do Paquistão, da Arábia Saudita e do México.

São poucas as informações a respeito desta vacina. Portanto, é necessário aguardar os responsáveis para novos anúncios e novidades.

Covaxin (Bharat Biotech)

Desenvolvida na Índia, é uma das últimas candidatas a entrar na fase 3 dos testes clínicos. Assim como a CoronaVac, ela também utiliza vírus inativados em sua formulação.

Como dito anteriormente, há uma grande experiência mundial no uso dessa tecnologia, apesar de ela ser custosa e demorada quando comparada aos métodos mais modernos.

Os responsáveis pretendem recrutar mais de 25 mil participantes em território indiano. De acordo com uma reportagem da Reuters, a expectativa é que a distribuição das doses se inicie a partir de fevereiro de 2021.

Mais detalhes sobre a Covaxin devem ser divulgados em breve.

G1, via BBC

 

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Brasil

“FALTA DE LEGITIMIDADE”: Mendonça extingue ação contra reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), extinguiu nesta quinta-feira (17) a ação que tentava suspender o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula (PT). A decisão não analisou se o aumento é legal.

Mendonça entendeu que o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), autor do pedido, não tinha legitimidade para apresentar a ação. “Ressalto que o reconhecimento da ilegitimidade ativa não importa pronunciamento acerca da legalidade ou da constitucionalidade do reajuste do Programa Bolsa Família, tampouco acerca de sua eventual subsunção ao art. 73, § 10, da Lei nº 9.504/1997”, diz o ministro na decisão.

O parlamentar questionava o anúncio do reajuste a poucos dias das eleições e alegava que o aumento não estava previsto no Orçamento. O novo valor mínimo do Bolsa Família, que passa de R$ 600 para R$ 691, continua mantido.

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Brasil

DATAFOLHA: 42% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 34% consideram ótimo ou bom

Foto: Valter Campanato/ABR

O governo Lula (PT) é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos eleitores, segundo a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17). O índice supera em oito pontos percentuais os 34% que consideram a gestão ótima ou boa. Outros 23% classificam o governo como regular.

Na avaliação direta do presidente, 50% afirmam desaprovar Lula, enquanto 48% aprovam. Os números são os mesmos do levantamento anterior e configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre os dias 15 e 17 de setembro. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.

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Política

Traição em Passagem: vice-prefeita não cumpre acordo com prefeita e anuncia apoio a outros candidatos

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Na véspera de eleição, o ex-prefeito de Passagem/RN, Tota Fagundes, e sua filha, a vice-prefeita Fernanda Fagundes se anteciparam e anunciaram apoio ao candidato a deputado federal Benes Leocadio, descumprindo o acordo de apoiar João Maia, candidato da prefeita Wedna Mendonça, que foi pega de surpresa com a movimentação no agreste potiguar.

Em acordo com a prefeita Wedna Mendonça em apoiar seus candidatos para este ano, exceto o deputado estadual, Tomba Farias, Tota e sua filha, a vice Fernanda Fagundes, fizeram uma postagem nesta quinta-feira (17) ao lado do deputado Benes Leocádio (União Brasil), anunciando apoio.
O deputado federal João Maia destinou em recursos para cidade, por meio de emendas parlamentares, mais de R$ 2 milhões para custeio da saúde e infraestrutura, calçamentos de ruas.
Com o rompimento antecipado, provocado por Tota Fagundes e sua filha Fernanda (vice), já são chamados de “Os Traidores de Passagem”. A atitude é de político que muda de camisa por conveniência pessoal às vésperas da eleição.

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Política

Walter Alves lidera nominata do MDB em três pesquisas divulgadas nesta quinta(17)

Reprodução

O candidato a deputado estadual Walter Alves lidera a nominata do MDB para a Assembleia Legislativa em três novas pesquisas eleitorais divulgadas nesta quinta-feira (17). Todas são de alcance estadual, espontâneas e trazem o nome de Walter entre os mais citados.

As pesquisas foram feitas pelo Instituto Perfil, divulgada pelo Blog do BG; pelo Instituto Exatus, divulgada pelo jornal Agora RN; e Data Capital Pesquisas e Consultoria, divulgada pelo Sistema Potiguar de Notícias (SPN). Além de Walter, outros nomes da nominata do MDB também aparecem nos levantamentos com destaque.

“Quero agradecer a cada pessoa do Rio Grande do Norte que tem confiado no nosso trabalho e colocado o nosso nome entre os mais lembrados. Isso aumenta ainda mais a nossa responsabilidade e a vontade de seguir trabalhando pelo nosso Estado”, disse Walter.

Pesquisas

A pesquisa Perfil /Blog do BG ouviu 1.600 eleitores, em todas as regiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 12 e 15 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números TSE BR-02304/2026 e TRE-RN RN-08335/2026.

A pesquisa Exatus foi realizada entre os dias 14 e 16 de setembro de 2026, com 1.500 eleitores aptos a votar no Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Grupo Agora RN, responsável pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje, e está registrada sob os números RN-03910/2026 e BR-06311/2026.

Já a pesquisa Data Capital/SPN entrevistou 2.200 pessoas em 80 municípios do RN dos dias 9 a 12 de setembro. O levantamento está registrado sob o número RN-05522/2026.

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Brasil

“AGORA PODE?”: Lula sobe Bolsa Família antes da eleição após PT questionar Bolsonaro em 2022

Foto: Evaristo SA/AFP

Em 2022, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Jair Bolsonaro (PL), questionando medidas adotadas pelo governo durante o período eleitoral. Uma das ações apresentadas pela equipe jurídica petista contestava o aumento e a ampliação de programas sociais às vésperas do segundo turno e pedia a investigação por suposto uso eleitoral da máquina pública.

Agora, quatro anos depois, Lula está no centro de uma situação semelhante. O governo anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691.

O novo valor começa a ser pago em outubro, próximo ao segundo turno das eleições de 2026. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026.

Com informações do poder 360

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Brasil

DATAFOLHA: Flávio cresce, reduz distância para Lula e mantém empate técnico nos dois turnos

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Evaristo Sá/AFP

A distância entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) caiu mais um ponto percentual na corrida presidencial. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra o petista com 39% no primeiro turno e o senador com 36%. Os dois estão tecnicamente empatados.

Há uma semana, Lula também marcava 39%, enquanto Flávio tinha 35%. A diferença entre os dois, com o crescimento do candidato do PL, caiu de quatro para três pontos percentuais.

No segundo turno, o cenário continua apertado: Lula tem 46% e Flávio, 44%, repetindo os números da rodada anterior. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, permanece o empate técnico.

Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) marca 3% e Romeu Zema (Novo), 2%. O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre terça-feira (15) e esta quinta-feira (17). A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.

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Brasil

“CANAL DIRETO COM O STF”: PF encontra auditoria que aponta pagamento de R$ 33 milhões do Master a advogada ligada a instituto de Gilmar Mendes

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Documentos encontrados pela Polícia Federal apontam que o Banco Master pagou R$ 33 milhões, em 2024, ao escritório Alves Corrêa, da advogada Dalide Corrêa. Em conversas entre diretores do banco, ela foi citada como um “canal direto com o STF”.

Dalide foi diretora-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição fundada pelo ministro Gilmar Mendes. Em uma das mensagens, o então diretor financeiro do Master, Ângelo Ribeiro, orienta o pagamento ao escritório e menciona a suposta ligação com o Supremo.

A auditoria interna do BRB também mostra que as despesas do Master com advocacia saltaram de R$ 76 milhões em 2023 para R$ 215 milhões em 2024. Desse total, R$ 40 milhões foram destinados ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Até o momento, não há mensagens ligando Gilmar Mendes ou outros ministros ao pagamento feito a Dalide. A PF também não concluiu que houve ilegalidade nos serviços. A advogada nega ter atuado no STF para o Master e afirma que trabalhou, em instâncias inferiores, para empresas que venderam créditos ao banco.

Com informações da Revista Oeste

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Política

[VÍDEO] EM CIMA DO MURO: Allyson diz que não votará nulo, mas não revela quem apoia para Presidência da República

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Em entrevista à InterTV, o candidato do Governo do RN Allyson Bezerra (União Brasil) ficou novamente em cima do muro e se recusou a dizer em quem votará para Presidência da República.

Allyson negou que votará nulo na eleição presidencial, mas não respondeu se apoiará Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) ou outro candidato.

Allyson tem apostado na estratégia de não assumir um lado para não se comprometer e, assim, puxar votos tanto da direita quanto da esquerda.

 

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Brasil

NA MIRA DO TSE: Decreto de Lula que aumenta Bolsa Família às vésperas da eleição tem viés eleitoreiro e abre brecha para contestação, dizem especialistas

Foto: Eduardo Knapp/FolhaPress

Especialistas ouvidos pelo jornal O Globo veem interesse eleitoral no decreto de Lula (PT) que reajustou o Bolsa Família a apenas 17 dias do primeiro turno. A medida pode abrir espaço para questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora não exista consenso de que ela seja ilegal.

O reajuste de 15,04% aumenta o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores começarão a ser pagos em 19 de outubro, apenas seis dias antes de um eventual segundo turno, marcado para o dia 25.

A legislação permite a continuidade de programas sociais em ano eleitoral e a correção dos benefícios pela inflação. O ponto levantado pelos especialistas é o momento escolhido pelo governo para conceder o reajuste, que pode sustentar acusações de uso eleitoral da máquina pública e abuso de poder político.

O Governo Lula nega irregularidade e afirma que o aumento apenas recompõe a inflação acumulada desde 2023. A medida terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.

Com informações de O Globo

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Polícia

[VÍDEO] OPERAÇÃO NÉVOA: Mais de 3,5 mil vapes avaliados em R$ 500 mil são apreendidos e homem é preso em Natal

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Uma operação conjunta da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal apreendeu 3.576 cigarros eletrônicos nesta quinta-feira (17), no bairro do Tirol, em Natal. Um homem de 35 anos foi preso em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, a carga está avaliada em mais de R$ 500 mil, considerando o preço médio de R$ 140 por unidade. Os agentes também encontraram R$ 18.624 em dinheiro, um veículo e materiais eletrônicos que serão analisados durante a investigação.

A Operação Névoa cumpriu um mandado de busca e apreensão e teve como alvo a comercialização clandestina de cigarros eletrônicos. O suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal, que ficará responsável pela continuidade das investigações.

 

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