Cultura

Crise da Rouanet gera ‘ameaça de apagão cultural’, diz ministro

Marcelo-CaleroFOTO: ANDRE COELHO / Agência O Globo

Desde que Marcelo Calero assumiu o ministério da Cultura (MinC), em 24 de maio, a pasta não sai do noticiário político. O ex-secretário de Cultura do Rio exonerou 81 funcionários que ocupavam cargos comissionados, disse que estava “desaparelhando” o MinC, trocou acusações com a gestão anterior, viu equipamentos culturais ocupados por manifestantes — e ordenou a reintegração de posse deles. Enquanto isso, anunciou o pagamento de dívidas, lançou um programa para valorizar o funcionário público, criou novas secretarias, mudando a estrutura da pasta, e saiu em defesa da Lei Rouanet, alvo de recentes denúncias de irregularidades e de uma CPI criada pela Câmara dos Deputados. Calero diz que a CPI não interessa ao ministério nem ao governo e conta que já falou aos deputados sobre sua preocupação em relação ao que chama de “demonização” do principal meio de fomento à produção cultural no país:

— O que me preocupa é que hoje as empresas que usam a lei já estão combalidas com a crise econômica. Então, naturalmente já estariam mais ausentes do mecanismo. E muitas delas nem poderão usar a Rouanet porque suas regras de compliance proíbem que elas se valham de mecanismos sob escrutínio legal. Já externei isso aos deputados. (Com a crise da Rouanet), temo que a gente tenha um apagão cultural no ano que vem. E isso é muito grave.

Na quarta-feira, horas após o impeachment de Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer na presidência, e na véspera de completar 100 dias no governo, Calero concedeu a seguinte entrevista em seu gabinete. E comentou polêmicas.

Em artigo no GLOBO, o senhor escreveu que ia apresentar ao presidente o programa Brasil é Cultura, com 15 linhas pragmáticas. O que é esse projeto? Já foi apresentado?

Já. É um plano com todas as linhas de ação do ministério, iniciativas, prazos. Agora estamos traduzindo isso em números concretos à luz do orçamento, enviado ao Congresso. Não posso anunciar todas, mas uma dessas iniciativas é o projeto Bibliotecas do Amanhã, que começou no Rio, e no plano federal terá três pilares: reformas físicas de bibliotecas públicas, aliadas a novos projetos educativos; um novo mecanismo de auxílio a bibliotecas comunitárias; e criação de bibliotecas no programa Minha Casa, Minha Vida, em parceria com os ministérios das Cidades e da Educação. Também temos o Ações Locais, iniciado no Rio, antes da minha gestão, que vamos tornar nacional, investindo em iniciativas culturais importantes, mas que não estejam atreladas a uma instituição ou a um grupo formalmente constituído. A ideia é reduzir a burocracia, aumentar a capilaridade e estimular, por exemplo, ações culturais em periferias do país. Também criamos a Secretaria de Infraestrutura Cultural, porque uma das maiores demandas que a gente tem é de infraestrutura mesmo: teatros, centros culturais e museus, por exemplo, que precisam de reformas e equipamentos. Um teatro bem equipado não é só um lugar de fruição, mas também de fomento à produção local, estimulando a criação e produção. Mas não vamos financiar novas construções, para isso há o programa dos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs), que a gente vai manter, só estamos estudando a meta para 2017.

O que acha do projeto Procultura, que está no Senado, e chegou a ser apontado como alternativa à Rouanet?

A gente tem que ter bastante parcimônia ao analisar esse projeto. Já conversei muito com o senador Roberto Rocha (PSB-MA), relator do Procultura. E estou ouvindo mais opiniões. O projeto traz inovações importantes, mas não desqualifica a Lei Rouanet.

Sobre a Rouanet, existe um projeto concreto de reforma?

Ainda não. Tenho no horizonte algo em torno de seis meses. Estamos ouvindo vários lados antes de dizer qual é o nosso entendimento. Mas uma das coisas que me parecem muito importantes é permitir que empresas de lucro presumido possam usar a lei. Também pensamos em atrair pessoas físicas e em trabalhar mais com mecanismos como o endowment (espécie de doação muito comum nos Estados Unidos). Há muitas propostas em discussão, inclusive para fomentar produções independentes, artistas cooperativados. Deles depende a manutenção da vanguarda estética e artística.

Com toda a crise, de onde sairá dinheiro para antigos e novos projetos do MinC?

Chegamos aqui com R$ 1 bilhão inscrito em restos a pagar. Recebemos um aporte de R$ 237 milhões do presidente. E estamos renegociando dívidas à medida que formos pagando. Hoje a dívida está em torno de R$ 400 milhões. Trabalhamos para reduzir outras despesas e crescer o orçamento do ministério em 2017. Fomos autorizados a mandar proposta de R$ 733 milhões (para despesas não fixas). O que é um ganho enorme (neste ano, o valor foi de R$ 604 milhões, mas caiu para R$ 430 milhões após o contingenciamento). E vamos rever metas. A meta do Plano Nacional de Cultura, por exemplo, era chegar a 2020 com 15 mil pontos de cultura. Essa não é uma meta exequível. Deveria ser entre 6.500 e 8 mil. Queremos rever esses planos diante da nova realidade que se impôs ao país nos últimos anos.

Falando em reunião, o senhor disse que conversaria com deputados sobre a CPI da Lei Rouanet. Conseguiu?

Sim. E expressei minhas preocupações. Já disse que fico muito preocupado com a demonização da lei e com a criminalização do artista. O que me preocupa é que hoje as empresas que usam a lei já estão combalidas com a crise econômica. Então, naturalmente já estariam mais ausentes do mecanismo. E muitas delas nem poderão usar a Rouanet porque suas regras de compliance proíbem que elas se valham de mecanismos sob escrutínio legal. (Com a crise da Rouanet) temo que a gente tenha um apagão cultural no ano que vem. E isso é muito grave. O que a gente está tentando é ver se a CPI pode se circunscrever a alguns casos específicos e ter uma duração determinada. Até porque tememos que toda a estrutura do ministério fique por conta de atender a solicitações da CPI. Estamos buscando o melhor desfecho possível. Claro que o melhor era não haver CPI. Mas ela foi deferida pelo então presidente da Câmara Waldir Maranhão (PP-MA). O ministério e o governo não são favoráveis à CPI, não achamos que seja o melhor fórum pra isso. Acho até que a operação Boca Livre prova que a CPI é desnecessária, porque os órgãos de controle estão funcionando.

Mas nesta semana mesmo a “Folha de S.Paulo” divulgou o caso do musical “Maysa”, que apresentou nota falsa de R$ 2,5 milhões de ar-condicionado.

O MinC já tinha alertado para o problema. Achou estranho.

Mas recebeu notas justificando o valor que eram falsas.

Quando a gente recebe esses documentos, há uma presunção de idoneidade. Depois é analisada a prestação de contas. Se você falar com os artistas, eles vão dizer que há excesso de pedidos de documentos, que eles têm dificuldade de atender. Sempre haverá momentos em que a fiscalização não terá sido bem-sucedida. É por isso que há órgãos de controle fora do ministério, há a imprensa, que também tem esse papel. E casos assim servem para a gente trabalhar no aprimoramento dos mecanismos de controle. Estamos trabalhando no fluxo de informações, na informatização do material que chega, para que tudo passe a ser eletrônico. O que me preocupa é não se levar em conta o fato de a lei hoje patrocinar mais de 3 mil projetos, e contar-se nos dedos aqueles em que se descobriu alguma irregularidade.

Quando o senhor assumiu, disse que queria diálogo, mas que os ânimos estavam acirrados para isso. E não melhoraram. Como dialogar com a classe se parte dela diz não reconhecer o governo?

Não sei se os ânimos estão mais acirrados. E eu disse que queria diálogo, mas que entendia que o momento era delicado por conta da exacerbação política. O discurso não mudou. As posições políticas às vezes continuam exacerbadas, mas é preciso entender que há um governo que foi fruto de um processo constitucional, e há um ministro da Cultura que está disposto a dialogar com quem quer que seja para a construção de políticas públicas consistentes. Mas só dialogo com quem quer dialogar.

Organizações como o GAP (Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música) e o Procure Saber estão apreensivas em relação à posição do MinC sobre direitos autorais. O que pensa da fiscalização sobre o Ecad, por exemplo?

Está se fazendo muita espuma para pouco chope. Entendo que eles viveram um momento mais confortável porque o diretor de Direito Intelectual (Marcos Souza, exonerado mês passado) era próximo a eles. Mas nós temos hoje no ministério dois especialistas em direito intelectual — o secretário de Economia da Cultura, Claudio Lins de Vasconcelos, e o diretor de Direito Intelectual, Rodolfo Tamanaha.

Mas vai se rediscutir fiscalização sobre o Ecad?

É claro que não. Mas a gente quer ver direitos intelectuais para além da questão de Ecad. Queremos trabalhar a cultura como um eixo estratégico de desenvolvimento. E isso perpassa questões de direito intelectual. Todos os lados serão ouvidos sempre que o diálogo se der de maneira respeitosa. Recebi mensagens que não pareceram respeitosas. E isso não permito.

O senhor disse que não pediria reintegração do Palácio Capanema, ocupado por manifestantes contrários ao governo. Depois mandou desocupar. Por que mudou de ideia?

A gente dizia que não pediria reintegração na medida em que as manifestações obedecessem o Estado democrático, o que não aconteceu. Houve denúncias de drogas, assédio a servidores, danos ao patrimônio. É claro que o movimento que estava lá vai dizer o contrário. Corre inclusive na Polícia Federal uma investigação. Além disso tudo, havia um atraso na obra do Capanema por conta das pessoas ali.

E a Biblioteca Nacional?

Vai ser toda reformada até o fim de 2018. Nossa dificuldade é em relação aos projetos. Foram contratados vários em parceria com a FGV. Alguns não tiveram chancela do Iphan. Vamos botar a licitação na rua até meados de 2017.

O que pensa do projeto da Política Nacional da Leitura e Escrita, que está no Senado?

Isso chegou a mim há pouco tempo e ainda não tive tempo de refletir adequadamente. Mas é uma área prioritária.

Mas, se é prioridade, não deveria estar sendo discutido?

Parece muito tempo, mas três meses é muito pouco. A gente está recrutando neste momento o novo responsável pelo Departamento de Livro, Leitura e Biblioteca e o novo titular do Plano Nacional do Livro e Leitura.

O MinC tem um dos piores planos de carreira para o funcionalismo. Como melhorar?

O primeiro passo foi o programa de valorização do servidor. É traumático, claro, colocar 81 pessoas na rua, mas a gente sabe que elas nem deveriam estar ali. Eram de fora dos quadros do MinC. Sobre a Cinemateca, houve um erro (funcionários de carreira foram exonerados e depois reintegrados). Mas oferecemos 50 vagas a funcionários do MinC. E 43 foram preenchidas.

O senhor disse que quer valorizar a Funarte? Como?

Vamos recomeçar o Plano Nacional das Artes, que nem ouviu os servidores da Funarte. Alguns setores, como o teatro, também não se sentiram contemplados. A ideia é refundar a Funarte. Estamos estudando vários modelos para dotá-la de fontes de financiamento perene, como um fundo a exemplo do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual).

Cujo dinheiro viria de…?

Várias fontes. Uma lotérica que a gente está discutindo com a Caixa, por exemplo. O próprio Fundo Nacional de Cultura pode ter parte para as artes. Já pensei até numa taxação de cigarro. E incluímos a Funarte para receber parte dos recursos caso o projeto de lei que quer legalizar o jogo no país seja aprovado.

Vai mesmo ser Autoridade Pública Olímpica? Pode?

Desde que não acumule remuneração, sim. Isso tá em avaliação pelo governo, mas acho que meu nome tem a ver com a proximidade que tenho com o Rio. E a APO vai até dezembro.

O senhor era um secretário prestigiado no Rio e hoje há quem o chame de “ministro golpista”. Como lidar?

Isso deriva de um momento de paixões exacerbadas. Acho inadmissível esse rótulo de golpista. Golpista é quem desrespeita a Constituição. E houve um processo legítimo e constitucional. O que me atinge é gente que foi do meu convívio pessoal ser desrespeitosa comigo. O resto faz parte do processo democrático.

Expor sua intimidade no Instagram gera algum desconforto como ministro?

É próprio da nossa geração postar selfies. Meu instagram é meu recanto pessoal. Políticos não são de Marte, têm vida. Boto fotos de avó, afilhados, gatos, minhas em cenas lúdicas.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Conversa mole! No máximo irá gerar um "apagão" no bolso de muita gente, que se acostumou a viver as custas do dinheiro dos pagadores de impostos, via "Lei Roubanet".

    1. Pois é. E é muito estranho que o juiz Sergio Moro e sua equipe da Lava Jato não avançaram muito nas investigações sobre isso não é?!

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Política

Preso suspeito de passar pênis em mulher, deputado diz que houve “mal-entendido”

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O suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT) foi preso nesta segunda-feira (2) por suspeita de importunação sexual no Aeroporto de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará. Segundo a Polícia Federal (PF), a prisão ocorreu após denúncia de uma mulher de 33 anos, que afirmou ter sido tocada nas partes íntimas durante o desembarque de um voo vindo de São Paulo.

Em nota divulgada à imprensa, Pedro Lobo disse que o episódio aconteceu em meio à aglomeração durante o desembarque e classificou o caso como um “mal-entendido”. A vítima procurou a PF ainda dentro do aeroporto e formalizou a acusação no local.

Na manhã desta segunda, tanto o suplente de deputado quanto a denunciante foram levados à sede da Polícia Federal, onde prestaram depoimento. Depois da oitiva da vítima e de testemunhas, foi lavrado auto de prisão em flagrante pelo crime de importunação sexual, ocorrido dentro da aeronave.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que deverá apurar todos os detalhes do episódio.

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Política

Engorda de Ponta Negra completa 1 ano e segura marés 30% mais fortes

Foto: Reprodução

Um ano depois da conclusão da engorda da faixa de areia de Ponta Negra, na zona Sul de Natal, a obra passou no teste mais rigoroso: resistiu a marés até 30% mais fortes que aquelas de 2024, que tinham provocado erosão severa e levado o município a decretar estado de emergência. Segundo a Semurb, “o comportamento da praia após esses eventos confirma que o principal objetivo do projeto — conter a erosão costeira — vem sendo cumprido”.

O secretário Thiago Mesquita detalhou que a intervenção foi planejada como “uma intervenção de resiliência ambiental, e não apenas como uma obra de caráter paisagístico ou turístico”. Em entrevista ao NOVO Notícias, ele relembrou que Ponta Negra perdeu praticamente toda a faixa natural de areia.

“Perdemos completamente a areia praial ao longo dos quatro quilômetros da orla de Ponta Negra. O principal objetivo que motivou todo esse investimento foi combater a erosão costeira, e esse objetivo vem sendo alcançado”.

Os efeitos da obra foram sentidos rapidamente. Enquanto municípios do litoral norte, como Macau e Touros, registraram impactos significativos durante marés intensas em julho e agosto, em Ponta Negra “os efeitos foram mínimos. Na área próxima ao Morro do Careca, a maré avançou um pouco, formou uma poça d’água e, em menos de duas horas, o material já havia infiltrado. Foi o único registro”.

Além da proteção ambiental, a recomposição da faixa de areia devolveu o acesso à população e aos turistas, e permitiu o retorno de atividades esportivas e eventos culturais.

O secretário destacou que obras desse porte exigem período de adaptação, estimado em até 24 meses, e listou desafios técnicos do primeiro ano, como a cor escura inicial da areia, presença de rodolitos, formação de uma berma de três metros e ajustes no sistema de drenagem, concluído em fevereiro do ano passado.

Segundo Mesquita, “ela [a drenagem] funcionou perfeitamente. Circularam muitas informações falsas, mas os dados técnicos comprovam o funcionamento do sistema”. A expectativa agora é manter o aterro com manutenção preventiva para ampliar sua durabilidade e consolidar os benefícios econômicos e ambientais do projeto.

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Política

Salatiel de Souza declara apoio à pré-candidatura de Pedro Filho a deputado federal

Foto: Divulgação

A pré-candidatura de Pedro Filho a deputado federal ganhou um importante reforço nas últimas semanas. O projeto recebeu o apoio de Salatiel de Souza, ex-vereador de Natal e uma das principais lideranças políticas de Parnamirim.

“Pedro representa renovação, compromisso e sensibilidade social. É alguém que vem do trabalho, da fé e do serviço público, e que está preparado para defender o Rio Grande do Norte em Brasília”, destacou Salatiel de Souza. Ao declarar apoio a Pedro Filho, o comunicador reforça a construção de uma pré-candidatura que dialoga com diferentes regiões do estado e com segmentos diversos da sociedade.

Pedro Filho é atualmente vereador em Assu, líder evangélico, servidor público e profissional de Educação Física. Sua atuação política é marcada pela defesa da causa animal, pelo incentivo ao empreendedorismo e por propostas voltadas ao desenvolvimento econômico como instrumento para a geração de emprego e renda para a população.

Ao agradecer o apoio, Pedro ressaltou a importância da aliança. “Receber o apoio de Salatiel, que tem uma história construída na comunicação e na luta por Parnamirim, fortalece nosso projeto e amplia o diálogo com a Região Metropolitana. Nossa pré-candidatura cresce porque está baseada em valores, trabalho e compromisso com as pessoas”, afirmou.

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Geral

Morre Luís Eduardo Valle, aos 56 anos, após cinco anos de batalha contra o câncer

Foto: Reprodução

Luís Eduardo Correia Valle, conhecido como Dudu, faleceu às 17h desta segunda-feira (2), aos 56 anos. Ele lutava nos últimos cinco anos contra diferentes tipos de câncer e, segundo familiares, descansou nesta segunda-feira.

Filho de Pedro Valle (in memoriam) e de Tereza Valle, conhecida no RN pela habilidade na arte de fazer bolos, Dudu deixa um legado de afeto e lembranças entre familiares e amigos.

Ele era irmão de Sérgio Valle e Alexandre Valle, era casado com Lorena Gregório da Costa e pai de Luiz Henrique Costa Valle.

O velório será realizado no Morada da Paz Emaús, a partir das 8h desta terça-feira (3), com missa marcada para as 16h. O sepultamento acontecerá no mesmo local, às 17h. Para homenagens com flores, a empresa disponibilizou o telefone 0800 123 4848.

Mais informações sobre a despedida podem ser acompanhadas no site www.moradadamemoria.com.br.

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Política

Petista posta foto falsa de Bolsonaro, Vorcaro e Campos Neto e apaga após reação

Foto: Reprodução

O deputado Rogério Correia (PT) usou seu perfil nas redes sociais para publicar uma montagem com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Na legenda, escreveu: “A foto é o retrato da roubalheira do Banco Master. E a Papudinha vai ficar pequena para tanto cidadão de bem”.

Em nota, Correia disse que a “foto expressava, de forma simbólica, a proximidade e a articulação política entre o dono do Banco Master e figuras centrais da extrema direita”.

Ele admitiu que a imagem foi criada por inteligência artificial e foi apagada depois: “Como a imagem era de IA e pode ter levado parte do público a interpretar a imagem como se fosse real, apaguei”. O deputado não informou na postagem que se tratava de IA.

A publicação provocou reação da oposição. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou Correia no X: “Abertura de inquérito sobre fake news, buscas e apreensões… essa várzea se transformou numa republiqueta de décima categoria!”.

Correia rebateu, chamando o filho de Bolsonaro de “cara de pau” e “chefe do gabinete do ódio e aliado de outro mestre em fake news, Nikolas Ferreira”.

Opinião dos leitores

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Política

VÍDEO: Professor que ironizou morte de Charlie Kirk ataca evangélicos: “Eles não têm que votar”

Imagens: Reprodução/Brasil Paralelo

O historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, voltou a causar polêmica nas redes sociais com declarações que questionam o direito de voto dos evangélicos. Em vídeos publicados em seu canal no YouTube, Bueno afirmou: “Evangélico, evangélico, evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar no templo, tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar? … Não, eles não têm que votar!”

O professor criticou diretamente a participação política de evangélicos, afirmando que eles “elegem uma escumalha perigosa e violenta”. Ele também atacou o deputado federal Nikolas Ferreira, alegando que o parlamentar “não deveria ser ninguém” na política e seria lembrado apenas como parte do “substrato mais baixo” da história política brasileira.

Bueno relativizou ainda os mais de 1,4 milhão de votos recebidos por Nikolas em 2022 e associou sua atuação a um tipo de cristianismo que reforçaria obediência e intolerância.

As declarações reacendem lembranças de um episódio de 2025, quando Eduardo Bueno reagiu de forma irônica à morte do ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros durante um discurso nos Estados Unidos.

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Judiciário

VÍDEO: Lula elogia STF e diz que Judiciário não invade Poderes: “Guardião do voto”

Imagens: Reprodução/TV Justiça

O presidente Lula afirmou, nesta segunda-feira (2), durante a abertura do Ano Judiciário no STF, que o Judiciário não busca protagonismo nem assume funções de outros Poderes.

Segundo Lula, nos últimos anos, o STF atuou como “guardião da Constituição, do Estado Democrático de Direito e da soberania do voto popular”. Ele destacou que o tribunal garantiu a integridade das eleições e a liberdade do voto, dentro de suas responsabilidades institucionais.

Disse ainda que os ministros enfrentaram pressões e ameaças, mas mantiveram o compromisso com a Constituição. Para Lula, divergências políticas devem ser resolvidas pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelo cumprimento das leis.

Opinião dos leitores

  1. Isto posto, tudo que o presidente cara de boi falou é verdade se considerarmos o oposto de sua fala.

  2. Tem mais é que babar os eggs dos sinistros mesmo, pois foi o cumpanhêro Fachin que o descondenou através do salto triplo carpado baseado no CEP, e como ele mesmo já falou publicamente sem o STF ele não governaria. Próximo….

  3. Essa não é a visão do cidadão, convivemos com uma Suprema Corte ideológica, a serviço de um partido político. Tomando decisões ao arrepio das leis. Triste realidade.

  4. Como não vai elogiar, se tá lá graças a eles? 👺💩”Se tivemos a eleição do Lula, foi graças ao STF”, diz Gilmar Mendes👈🏿💩💩💩

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Judiciário

Justiça libera obras na Via Costeira e barra pedido de suspensão do MP contra lei da Prefeitura

Foto: Divulgação/ABIH-RN

O Tribunal de Justiça do RN suspendeu a decisão que paralisava a emissão de licenças e alvarás de construção na Via Costeira, em Natal. O efeito veio após o desembargador Saraiva Sobrinho conceder liminar favorável à Prefeitura, restabelecendo a validade da Lei Municipal nº 7.801/2024, que regula construções em áreas turísticas da capital.

A suspensão anterior havia sido determinada em primeira instância, a pedido do Ministério Público, e bloqueava temporariamente novas autorizações na área. Para o relator do recurso, a decisão inicial não apresentou fundamentação concreta e se apoiou apenas em princípios gerais, sem demonstrar probabilidade do direito alegado. Ele afirmou que a decisão “aparentemente não se encontra fundamentada”.

Segundo o desembargador, travar licenças e alvarás sem base técnica ou jurídica detalhada poderia gerar impactos administrativos e comprometer a segurança jurídica de empreendedores e interessados. Com isso, a Prefeitura conseguiu retomar imediatamente a aplicação da lei até que o colegiado do TJ julgue o mérito do recurso.

O processo ainda será analisado pela Procuradoria-Geral de Justiça, que poderá se manifestar em até 15 dias. Até lá, a Via Costeira segue liberada para novas construções, obedecendo as regras previstas na legislação municipal.

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Mundo

Conservadora, Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica com discurso duro contra o crime

Foto: Reprodução/X

A conservadora Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, foi eleita presidente da Costa Rica neste domingo (1º), no 1º turno, com ampla vantagem sobre o segundo colocado, Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN). Com 94% das urnas apuradas, Fernández conquistou 48,3% dos votos contra 33,3% de Ramos. Ela assumirá o cargo em 8 de maio e será a segunda mulher a governar o país.

Aos 39 anos, Laura é cientista política e especialista em políticas públicas e governança democrática e já ocupou cargos de ministra da Previdência e do Planejamento no governo do atual presidente Rodrigo Chaves. Após a vitória, ela reafirmou que dará continuidade às políticas do governo atual.

Segurança pública e combate ao narcotráfico foram os pilares da campanha de Laura Fernández, que também acenou com a construção de megaprisões, nos moldes das de El Salvador.

A vitória de Laura reforça a presença de líderes de direita na América Central, em um contexto de governos mais firmes contra a criminalidade. Com sua eleição, a Costa Rica entra na história como o segundo país a ter uma mulher na Presidência, depois de Laura Chinchilla, do PLN, que governou entre 2010 e 2014.

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Política

TCU recomendou bloquear R$ 1 milhão em recurso federal para escola de samba que exalta Lula

Foto: Divulgação/PR

O TCU recomendou a suspensão de recursos federais destinados à escola de samba Acadêmicos de Niterói, após representação do Partido Novo apontar possível desvio de finalidade. O enredo da escola para o Carnaval de 2026 será sobre o presidente Lula.

O caso envolve contrato da Embratur com a Liga Independente das Escolas de Samba do RJ (Liesa), prevendo R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas do Grupo Especial. Foram identificados indícios de afronta aos princípios da impessoalidade, moralidade e indisponibilidade do interesse público.

O auditor responsável avalia que, se confirmado desvio de finalidade, o contrato pode ser anulado e os valores devolvidos aos cofres públicos.

Ainda há dúvidas sobre o destino exato da verba: não se sabe se a Acadêmicos de Niterói já recebeu o repasse ou se o valor foi para outra escola do Grupo de Acesso, como a Unidos de Padre Miguel.

Apesar disso, o TCU entende que há urgência e risco ao interesse público e propõe medidas cautelares, incluindo a suspensão parcial dos repasses e a oitiva da Embratur, Ministério da Cultura, Liesa e das escolas envolvidas.

Escola desfilará em 15/2

O desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro começa em 15 de fevereiro.

A Acadêmicos de Niterói, estreante na elite, apresentará o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que narra a trajetória da mãe de Lula, dona Lindu, em viagem de “13 noites e 13 dias” pelo interior de Pernambuco até a periferia de Guarujá, em São Paulo.

Opinião dos leitores

  1. ISSO É UMA ABERRAÇÃO! UM PRESIDENTE EM EXERCÍCIO FAZENDO PALCO POLÍTICO EM CARNAVAL COM DINHEIRO PÚBLICO. ACHA POUCO A DESGRAÇA QUE O PAÍS ESTÁ?

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