Judiciário

Defesa de Lula apresenta recibos que comprovam pagamento de alugueis de imóvel investigado na Lava Jato

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta segunda-feira (25), uma série de recibos de alugueis que comprovariam os pagamentos de alugueis do apartamento vizinho ao que o petista mora, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Os documentos datam de agosto de 2011 a dezembro de 2015. De acordo com o Ministério Público Federal, o imóvel faz parte de um suposto pagamento de propina da Odebrecht ao político.

A denúncia afirma que Glaucos da Costamarques, parente do pecuarista José Carlos Bumlai, comprou o imóvel com dinheiro da Odebrecht. O objetivo seria entregar o apartamento a Lula, que alugava o apartamento desde que assumiu a Presidência da República, para abrigar os seguranças que fazem a escolta pessoal dele.

Na audiência em que Lula foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro neste processo, o magistrado questionou se o ex-presidente possuía algum comprovante de pagamento dos alugueis a Glaucos da Costamarques. “Tem recibo, deve ter, posso procurar com os contadores para saber se tem”, disse o petista no depoimento.

A pergunta de Moro sobre os comprovantes foi motivada pelo depoimento de Glaucos. O dono do imóvel tinha dito à Justiça que só começou a receber os valores referentes ao aluguel a partir de 2015, apesar de ter declarado à Receita Federal que a família de Lula tinha quitado todos os valores desde 2011, quando firmou contrato com a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Ministério Público — O senhor declarou à Receita o recebimento desses aluguéis?

Glaucos — Declarei. Declarei.

Ministério Público — Era uma declaração falsa, portanto? Era uma declaração falsa à Receita Federal que foi feita?

Glaucos — É, mas acontece o seguinte: eu tinha um contrato de aluguel. Como é que eu ia fazer se eu não declarasse, entendeu? Eu declarei que eu recebi os aluguéis, mas eu não recebi.

 

Veja matéria completa do G1 AQUI

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Taveira Júnior propõe debate institucional sobre crise penitenciária no RN: “Ou nos unimos, ou vamos sucumbir à criminalidade”

Foto: Divulgação

A crise vivida pelo sistema prisional do Rio Grande do Norte chegou ao plenário da Assembleia Legislativa, na reabertura dos trabalhos após o recesso parlamentar. O tema foi levantado pelo deputado Taveira Júnior (PSDB), que propôs um debate institucional e criticou a atuação do Governo do Estado na condução dos problemas no setor.

“Apesar de reconhecermos o esforço que vem sendo empreendido em nosso Estado, pela gestão penitenciária em si e ainda por outras instituições que atuam na área, as medidas se mostram claramente insuficientes diante dos desafios que estão postos”, pontuou Taveira, citando a recente fuga de 11 detentos da Penitenciária de Alcaçuz (e que, até esta terça, já tinha registrado a recaptura de quatro deles).

O deputado do PSDB fez uma análise sobre fatores que concorrem para a crise, destacando pontos como a superlotação dos presídios, as deficiências na estrutura física das unidades prisionais, o déficit de servidores atuando no sistema carcerário e, mais recente, o poderio crescente das facções criminosas.

Diante do quadro, Taveira Júnior propôs a ampliação de investimentos no setor, não apenas no reforço estrutural e nos quadros de servidores, mas também em sistemas de inteligência. Para o deputado, o principal desafio do sistema prisional potiguar não é apenas o controle da segurança interna, mas a soma dos fatores externos que apresentou.

“São questões que precisam ser atacadas de maneira mais eficiente, sem discursos vazios e com verdadeira disposição de obter resultados concretos. Não dá mais para conceber uma gestão penitenciária ultrapassada e até certo ponto romantizada e naturalizada. Já conhecemos esse caminho e está provado que ele não resolve”, observou ele.

Taveira concluiu seu pronunciamento conclamando a uma ação coletiva das instituições em busca das soluções. “Não é o volume dos problemas que precisa nos derrotar por antecedência, nos tirando a disposição para enfrentá-los. Somos racionais o suficiente para perceber que não dá para eliminar todas as questões do dia para noite. Entendemos que o quadro é complexo e merece esforço conjunto de toda a sociedade. Ou nos unimos e partimos para as ações que precisamos tomar, ou vamos sucumbir à criminalidade”, completou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Lideranças políticas de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Angicos, Parazinho e Santa Maria anunciam apoio à candidatura de Álvaro Dias

Foto: Divulgação

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu, nesta segunda-feira e terça-feira, manifestações de apoio de ex-deputado, vereadores, ex-vereadores e lideranças políticas dos municípios de Parazinho, Angicos, Parnamirim, Santa Maria, Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante.

Em Parazinho, anunciaram apoio os vereadores Joel de Pereiros e Maurício da Costa.

Em Angicos, recebeu o apoio do ex-prefeito Deusdete Gomes, de Nataly Felipe, ex-vereadora, primeira suplente e ex-presidente da Câmara Municipal de Angicos, e de Lindiclecio Macedo.

No município de Ceará-Mirim, o candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu o apoio do grupo de oposição, liderado pelo ex-vice-prefeito Marcílio Dantas e por Marcílio Júnior, ex-vereador.

Em Parnamirim, o apoio foi anunciado por Marciano Júnior, ex-candidato a prefeito e ex-deputado estadual, acompanhado de sua esposa, Andréia.

Já no município de Santa Maria, a manifestação de apoio foi feita pelo vereador Marcelo Eduardo.

Outra adesão importante é a do município de São Gonçalo do Amarante. Álvaro agora conta com o apoio da vereadora Elaine Dantas; do ex-vereador Chanxe Dantas; e dos suplentes de vereador Édson Valban, Joca da Prótese, Tarcísio Fernandes, Adelson Martins e Régia David.

A chegada do grupo político de São Gonçalo do Amarante também amplia a presença da candidatura de Álvaro Dias em um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Natal e do interior do estado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rogério Marinho aciona TCU e pede suspensão de contrato do STF para monitoramento de redes sociais

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão da licitação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para contratação de uma empresa especializada no monitoramento de redes sociais. O parlamentar questiona a legalidade do contrato, estimado em R$ 249.928,56, e afirma que a medida pode representar desvio de finalidade administrativa e riscos às garantias constitucionais da liberdade de expressão.

Segundo Rogério Marinho, cabe ao TCU analisar se a contratação atende ao interesse público e está em conformidade com as atribuições institucionais da Corte.

Edital prevê monitoramento de publicações
De acordo com o edital, a empresa contratada deverá acompanhar permanentemente as menções ao STF nas redes sociais e produzir análises sobre o ambiente digital.

Entre os serviços previstos estão:

  • monitoramento contínuo de publicações sobre o STF;
  • identificação de autores, públicos e formadores de opinião;
  • classificação das menções como positivas, negativas ou neutras;
  • análise de padrões de mensagens e de eventuais ações organizadas na internet;
  • avaliação do impacto dessas publicações sobre a opinião pública.

O contrato tem vigência inicial de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por até 10 anos.

Senador questiona finalidade da contratação

Na representação encaminhada ao TCU, Rogério Marinho sustenta que a produção de informações sobre cidadãos, influenciadores e manifestações públicas extrapola as competências constitucionais do Supremo Tribunal Federal.

Para o parlamentar, a contratação deve ser submetida ao controle do Tribunal de Contas para verificar sua legalidade e finalidade.

“É essencial que a colheita de dados, a produção de informações e o respectivo uso pelo STF observem a vinculação ao interesse público e respeitem os direitos e garantias fundamentais“, afirma trecho da representação.

O senador acrescenta que a utilização dessas informações para fins que não sejam estritamente institucionais não encontra respaldo jurídico.

“A produção de ‘dossiê’ e utilização que visem interesse não institucional do órgão não é juridicamente admitida e caracteriza desvio de finalidade e abuso de poder“, argumenta.

Pedido ao TCU

Na ação, Rogério Marinho também afirma que a contratação pode representar afronta às garantias constitucionais relacionadas à liberdade de manifestação do pensamento e à privacidade.

Segundo o líder da oposição no Senado, o STF deve observar os mesmos princípios de legalidade, finalidade e controle aplicáveis aos demais órgãos da administração pública.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não havia se manifestado sobre a representação apresentada ao Tribunal de Contas da União.

Com informações do Portal 98 FM

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Vice do PT chama de “bobagem” repasse de lobista a Marcola, ex-assessor de Lula

Foto: Reprodução/Redes sociais

Vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá saiu nesta 3ª feira (4.ago.2026) em defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola (foto acima), ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao Poder360, o dirigente avaliou que o empréstimo feito pela empresária e lobista Roberta Luchsinger a Marcola não traz prejuízo à campanha de Lula à reeleição.

Quaquá disse que o ex-assessor do presidente é “sério e discreto” e nunca esteve envolvido em ilicitudes. Também classificou o caso como “bobagem”.

“Conheço Marcola e ele sempre foi um cara leal ao presidente Lula, sério e discreto. Não vejo a mínima possibilidade de ele estar envolvido com qualquer ilicitude. O problema no Brasil é que as pessoas são linchadas publicamente e não têm o direito de se defender. Depois de muito tempo, provam a inocência, mas já têm a vida e a reputação destruídas. Não vejo como uma bobagem dessas possa atrapalhar a campanha. Aliás, os candidatos deviam rechaçar essas hipocrisias”, declarou a este jornal digital.

Oficialmente, o PT não se manifestou sobre o episódio. Em geral, integrantes da sigla avaliam que a situação é um problema, mas sem potencial para prejudicar a campanha. Consideram que apresentar os comprovantes do empréstimo resolve o imbróglio.

O entendimento é de que o eleitorado observará as atitudes do petista e que ele não será julgado por ações de terceiros, como o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ou de assessores. Também defendem Marcola: dizem que nunca esteve envolvido em ilicitudes e que a resposta dele foi esclarecedora.

Há anos (mesmo antes da eleição de 2022), era Marcola quem atendia a todos os telefonemas dirigidos a Lula. Banqueiros da Faria Lima, empresários de grandes empresas e até amigos tinham de ligar para ele para tentar falar com o presidente ou marcar uma visita –Lula não usa ou diz não usar celular. Havia relação de confiança total entre os 2.

Em 21 de julho, surgiu a informação de Marcola deixou a chefia de Gabinete de Lula sob pretexto de integrar a campanha. Responsável pela agenda do presidente, saiu para fazer a ligação do petista com a coordenação de campanha.

Quem coordena a agenda da campanha é Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência. Marcola se integrou à função.

Ele é casado com Nicole Briones, responsável pelas redes sociais do PT. A jornalista também administra as redes de Lula ao lado do fotojornalista Ricardo Stuckert.

O PL, do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, deve pedir ao STF a abertura de um inquérito para apurar o caso e solicitar a quebra do sigilo de Marcola.

ENTENDA O CASO

Roberta Luchsinger fez transferências para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O valor exato não é conhecido, mas estima-se que tenha sido de cerca de R$ 80.000.

Marcola foi chefe de Gabinete do presidente Lula de janeiro de 2023 a 21 de julho de 2026. Acompanha Lula há bastante tempo.

Os dados estão com a Polícia Federal. Os valores exatos e a razão dos pagamentos não são inteiramente conhecidos. O Poder360 confirmou a existência das transferências com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. Marcola afirmou que se tratava de um “empréstimo pessoal” e que não há nada ilegal, mas não revelou de quanto foi.

Por meio de seu advogado, Roberto Podval, Luchsinger afirmou que responderá às questões nos autos do inquérito.

Luchsinger está citada na investigação de fraudes na Previdência Social. Ela prestou serviços ao Careca do INSS. Também mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.

Em maio de 2026, Roberta disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS por “boa educação” e negou intermediação de negócios: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”

Mensagens apreendidas na operação Sem Desconto mostram Roberta e Lulinha discutindo operações comerciais, inclusive sobre onde guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal. Luxemburgo foi um dos destinos cogitados.

O Poder360 revelou, em 4 de dezembro de 2025, que Lulinha é suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Ele é alvo de 3 inquéritos, incluindo um por tráfico de influência.

Com informações de Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

POR UNANIMIDADE: TRE-RN rejeita ação que pedia cassação e mantém mandato da prefeita Aize Bezerra e do vice-prefeito Holderlin Silva de João Câmara

Foto: Divulgação

A prefeita de João Câmara Aize Bezerra e o vice-prefeito Holderlin Silva tiveram uma grande vitória no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE- RN). Os sete Membros da Corte decidiram de forma unânime, nesta terça-feira (4), pela improcedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra os dois pela coligação Vontade do Povo e pelo ex-candidato a prefeito Maurício Caetano, mantendo assim mandato da chapa vencedora de 2024.

O Ministério Público Eleitoral (MOE) já havia se manifestado pela improcedência da ação durante o processo. No julgamento de hoje, os sete magistrados acompanharam esse entendimento, mantendo assim os mandatos da prefeita e do vice eleitos em João Câmara.

Em publicação nas redes sociais, a prefeita comemorou o resultado do julgamento: “Foram meses de tensão, mas com a certeza que o resultado seria positivo. Pois temos um Deus que não falha. João Câmara, vamos continuar avançando e essa vitória é de vocês. Obrigado a todos que nos acompanham com tanto amor e oração, a justiça foi feita. Obrigado, meu Deus!”, escreveu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Eduardo Girão, do Novo, será candidato a vice-presidente com Zema

Foto: Divulgação/Partido Novo

A assessoria da campanha de Romeu Zema (Novo) anunciou nesta terça que o vice será o senador Eduardo Girão (Novo-CE). A decisão foi tomada após uma série de conversas entre os dois e integrantes da direção nacional do partido.

Com o anúncio, Girão deverá desistir da candidatura ao governo do Ceará, lançada no início de julho.

A escolha forma uma chapa inteiramente composta por integrantes do Novo.

Antes da escolha de Girão, outros nomes foram avaliados para a chapa. Tiago Mitraud (Novo) chegou a ser cogitado, mas foi escolhido para disputar o governo de Minas Gerais como vice de Mateus Simões (PSD). O empresário Geraldo Rufino (Podemos), citado publicamente por Zema, optou por concorrer ao Senado por São Paulo.

A aproximação entre Girão e Zema começou antes da campanha presidencial. Eleito senador em 2018 pelo Pros, Girão ingressou no Podemos no início do mandato e permaneceu na sigla até fevereiro de 2023, quando se filiou ao Novo e se tornou o primeiro senador do partido.

Ao anunciar a mudança, elogiou a gestão de Zema e lembrou que havia votado em Felipe d’Avila, candidato do Novo à Presidência em 2022.

“Eu, me encaminhando para o encerramento, quero colocar que nós temos uma outra grande referência no partido Novo, que é o Governador Zema, que tem feito uma administração em Minas Gerais que já o colocou seguramente como um dos melhores Governadores do Brasil, com muita austeridade, com uma capacidade de gestão, transparência daquilo que é público”, afirmou Girão na ocasião.

Desde então, Girão passou a defender Zema como uma das principais lideranças nacionais do Novo. Em 2023, saiu em defesa do então governador após a repercussão de declarações sobre o consórcio de estados do Sul e do Sudeste.

“Completamente fora do contexto, foi feita uma insinuação de que esse movimento seria contra o Nordeste, o meu Nordeste, o nosso Nordeste”, disse. “Eu converso muito com o governador Zema, estamos no mesmo partido, e eu vejo o profundo respeito que ele tem pelo Nordeste”, acrescentou.

Em julho de 2026, Zema participou do lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do Ceará. Os dois criticaram o PT e o apoio de parte do PL cearense a Ciro Gomes (PSDB) e defenderam mudanças na gestão pública.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

PF tem mensagens que mostram Lulinha discutindo como esconder seu dinheiro da Receita Federal no exterior, diz cientista político

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Polícia Federal possui, há meses, o registro de mensagens que mostram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, discutindo estratégias para esconder seu patrimônio da Receita Federal no exterior. As informações foram divulgadas no perfil do Instagram do cientista político e comentarista da Jovem Pan News, Luiz Felipe D’Avila.

Nos diálogos interceptados pelos investigadores, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa abertamente com a empresária e lobista Roberta Luchsinger sobre formas de burlar a fiscalização e alocar recursos fora do alcance das autoridades brasileiras.

Durante as trocas de mensagens, o país europeu de Luxemburgo, amplamente conhecido como um paraíso fiscal, foi apontado por Roberta como um dos destinos mais seguros para ocultar o capital.

O conteúdo das conversas já estava em poder da corporação antes mesmo da deflagração das fases mais recentes da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes e desvios em aposentadorias do INSS.

Roberta é investigada como uma das operadoras centrais do esquema. Lulinha, por sua vez, tornou-se alvo sob a suspeita de receber repasses financeiros e manter influência direta nos negócios da organização.

As novas evidências de planejamento para evadir divisas agravam a situação jurídica do núcleo íntimo do Palácio do Planalto, fornecendo base material para apurações sobre lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

A defesa da lobista afirmou que só se manifestará nos autos do processo. O governo federal segue sem comentar publicamente o teor das conversas.

Com informações do cientista político Luiz Felipe D’Avila/Instagram.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Polícias Penais registram redução de efetivos enquanto superpopulação carcerária dispara no Brasil; déficit supera 42 mil agentes

Foto: Eduardo Valente//Divulgação/ND Mais

A Polícia Penal foi a única força de segurança estadual a registrar queda no efetivo nos últimos dois anos, enquanto a população carcerária brasileira continuou crescendo. Os dados são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Entre 2023 e 2025, o número de policiais penais em atividade caiu 3%, passando de 94.673 para 91.850 agentes. No mesmo período, a população privada de liberdade aumentou 13,22%, chegando a 964.668 presos em penitenciárias e delegacias.

Déficit supera 42 mil agentes

O levantamento destaca ainda um déficit de 42.314 policiais penais. Embora existam 134.164 cargos previstos em lei, apenas 91.850 estão ocupados, o equivalente a 68,5% do efetivo necessário.

Os estados com menor proporção de agentes em relação ao quadro previsto são Paraná (26,2%), Rondônia (35,8%), Piauí (39,2%) e Rio Grande do Sul (41,8%). No Amazonas, há apenas 39 policiais penais de carreira, o que levou o estado a recorrer à terceirização da gestão prisional e ao apoio da Polícia Militar.

Segundo o FBSP, a redução do efetivo, aliada ao aumento da população carcerária, compromete a segurança das unidades prisionais, sobrecarrega os servidores e dificulta atividades como escoltas e monitoramento eletrônico. O estudo também ressalta que a Polícia Penal ainda não possui uma Lei Orgânica Nacional, o que limita a padronização e o fortalecimento da carreira em todo o país.

Com informações de UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula recusa participação em série de entrevistas da GloboNews e do g1 com presidenciáveis

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará da série de entrevistas promovida pela GloboNews e pelo g1 com os candidatos à Presidência da República. A informação foi divulgada pela assessoria da emissora nesta terça-feira (4).

Segundo a Globo, a decisão foi comunicada pela equipe de Lula, que optou por não comparecer à entrevista que abriria a série nesta semana. De acordo com o UOL, a escolha foi do próprio presidente, após analisar o convite.

A série reúne os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho. Até o momento, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) confirmaram presença. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), cuja entrevista está prevista para a próxima segunda-feira (10), ainda não confirmou participação.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado em 27 de julho, com representantes das cinco campanhas. O UOL informou ainda que procurou a campanha de Lula para comentar a decisão, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasil fecha 1º semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial; alta de 6,2% em relação ao fim de 2025

Foto: Pixbay

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025. Apesar de o número permanecer em nível recorde, o ritmo de crescimento foi menor que o registrado no mesmo período do ano passado (7,3%), segundo o Monitor RGF-Bizdoc.

O estoque de empresas em recuperação atingiu o pico de 6.513 casos em maio, mas recuou para 6.341 em junho, uma redução de 172 empresas. Para o coordenador do levantamento, Cláudio Damasceno, ainda é cedo para falar em mudança de tendência, mas o resultado pode indicar um primeiro sinal de estabilização.

Estudo mostra uma mudança no perfil das empresas que recorrem à recuperação judicial

Desde 2023, o número de microempresas em recuperação quase triplicou, passando de 513 para 1.575 CNPJs, enquanto a incidência entre essas empresas mais que dobrou. Já entre as grandes companhias, a procura caiu, impulsionada pela migração para a recuperação extrajudicial.

Juros elevados, crédito mais restrito e alto endividamento

Especialistas apontam que o cenário é resultado da combinação de juros elevados, crédito mais restrito, alto endividamento e demora das empresas em buscar reestruturação financeira. Segundo eles, muitas companhias recorrem à recuperação judicial apenas quando já esgotaram as alternativas de negociação.

O levantamento também alerta para os impactos na cadeia produtiva. Fornecedores costumam ser os primeiros afetados, absorvendo prejuízos com deságios e prazos maiores para receber, enquanto bancos endurecem a concessão de crédito diante do aumento dos riscos.

Na avaliação dos especialistas, a redução das recuperações judiciais dependerá de uma melhora consistente do ambiente econômico, com queda dos juros, maior oferta de crédito, redução da inadimplência e uma busca mais precoce das empresas por medidas de reestruturação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *