Finanças

Delator: amigo de Lula beneficiou empresa de Eike em contrato

07_38_40_445_fileFerraz queria tratar de negócios intermediados por ele, em nome do grupo OSX, do empresário Eike Batista. Divulgação/EBX

Apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como um dos operadores de propinas no esquema de irregularidades na Petrobras, Fernando Soares, o Fernando Baiano, afirmou em sua delação premiada que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com seu amigo, o pecuarista José Carlos Bumlai, e com João Carlos Ferraz, então presidente da Sete Brasil, para tratar de negócios relativos à estatal e investigados pela operação.

O encontro ocorreu no primeiro semestre de 2011, na sede do Instituto Lula, em São Paulo, e antecederam a cobrança de R$ 3 milhões por Bumlai para supostamente quitar débito de uma nora do ex-presidente. Segundo disse Baiano em deleção, Bumlai o pressionou para receber esse valor e alegou que precisava saldar a dívida imobiliária de uma nora de Lula, mas não revelou o nome dela.

“Essa reunião (entre Lula, Bumlai e Ferraz) foi realizada em São Paulo no final do primeiro semestre de 2011”, afirmou Fernando Baiano em seu termo de delação premiada fechado com a força-tarefa da Lava Jato. Ferraz queria tratar de negócios intermediados por ele, em nome do grupo OSX, do empresário Eike Batista.

Ainda de acordo com Baiano, uma das reuniões com a presença de Lula aconteceu logo após um almoço entre o próprio Baiano, Ferraz e Bumlai para tratar de contratos relativos à Petrobras. “Antes dessa reunião, o depoente (Baiano) encontrou João Carlos Ferraz e Bumlai. Esse encontro ocorreu em um restaurante italiano embaixo de um flat, onde almoçaram”, registra o termo de deleção.

Segundo o delator, o encontro aconteceu no restaurante Tatini, no Jardim Paulista, em São Paulo. “Bumlai orientou José Carlos Ferraz sobre o que falar a Lula”, revelou Baiano. “Depois José Carlos Ferraz e Bumlai foram para a reunião com Lula e essa reunião ocorreu no Instituto Lula”, afirmou ele.

Ferraz era ex-funcionário da Petrobras. Foi o primeiro presidente da Sete Brasil, empresa criada pela estatal com bancos e fundos de pensão, para contratação de 28 navios-sonda pelo valor de US$ 22 bilhões. Ferraz e outro ex-executivo da Sete Brasil, Eduardo Musa, confessaram em delação premiada que esses contratos envolveram propina de 1%. Parte abasteceu os cofres do PT, afirmou o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco.

‘Velocidade’

“Ferraz disse que a reunião com Bumlai e Lula tinha sido muito boa”, afirmou Baiano. O delator disse ainda que, segundo relatos de Ferraz, Lula teria falado em “dar mais velocidade” nos assuntos da empresa. “Ferraz disse que Lula foi bastante amável com ele e teria assumido o compromisso de ajudar a dar mais velocidade nos assuntos da Sete Brasil, para viabilizar uma consolidação mais rápida da indústria naval brasileira”, registra a deleção.

Segundo Baiano, Ferraz o informou que, em decorrência da primeira reunião com Lula, foi agendado e, posteriormente, realizado um outro encontro, também no Instituto Lula, dessa vez, com a participação do presidente “do Sindicato da Indústria Naval, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Naval ou algo do tipo”.

Negociações

Fernando Baiano relatou em seu termo de delação que as negociações começaram em 2011, depois de ele ter procurado Bumlai para ajudar a OSX a participar do pacote de contratos da Sete Brasil, que estava sendo fechado no início da primeira gestão Dilma Rousseff.

O delator afirmou que, em determinado momento, ainda em 2011, conversou com Bumlai sobre empecilhos para concretizar o negócio, que acabou não se concretizando. Ele entendia “ser necessária uma providência mais incisiva para concretização da negociação”. “O depoente considerava indispensável ‘um peso maior’ para que o negócio fosse ultimado”, registrou a força-tarefa. Bumlai, então, “ficou de acertar uma reunião entre João Carlos Ferraz e o ex-presidente Lula.”. Segundo Baiano, como pagamento, Bumlai receberia metade da propina paga pela OSX.

Fernando Baiano disse que foi no decorrer dessas negociações da OSX com a Sete Brasil, intermediadas por Bumlai em contatos diretos com Lula, que, “em uma das visitas” do pecuarista, ele teria mencionado a necessidade de um “adiantamento na comissão que seria paga pela OSX”. “Nessa reunião, Bumlai afirmou que precisava do dinheiro porque estava sendo pressionado para resolver um problema”, disse Baiano. “Bumlai disse que estava sendo cobrado por uma nora do ex-presidente Lula para pagar uma dívida ou uma parcela de um imóvel”, relatou Baiano. Bumlai teria dito que “tinha ficado de resolver esse problema” e falou em uma dívida de R$ 3 milhões.

O delator afirmou ter dito a Bumlai que “não poderia ajudar com R$ 3 milhões, mas que poderia contribuir com R$ 2 milhões para resolver o problema”. O valor, segundo ele, foi repassado para o pecuarista através da empresa de locação de equipamentos São Fernando, por meio da emissão de uma nota fiscal por serviços não prestados. “O valor pago não foi o valor exato de R$ 2 milhões.”, disse Baiano.

Defesas

Procurada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ele não iria comentar “supostos trechos de documentos que estão sob sigilo judicial”.

“Reiteramos que o ex-presidente Lula nunca atuou como intermediário de empresas em contratos, antes, durante ou depois de seu governo. Jamais autorizou que o sr. José Carlos Bumlai ou qualquer pessoa utilizasse seu nome em qualquer espécie de lobby. Não existe a dívida de R$ 2 milhões supostamente mencionada na delação”, informou a assessoria do Instituto Lula.

A assessoria do pecuarista José Carlos Bumlai também negou à reportagem as afirmações feitas por Fernando Soares, o Fernando Baiano, em delação premiada: “A respeito das questões encaminhadas, insistimos que o empresário JCB (José Carlos Bumlai) nunca atuou em nome de OSX ou de Fernando Baiano em quaisquer demandas, nem pediu dinheiro usando o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou seus familiares, para beneficiar quem quer que fosse. Mais uma vez, informações já contestadas por nós são misturadas irresponsavelmente, na tentativa de criar novos fatos que, na prática, não existem”, diz o texto.

O jornal não conseguiu contato ontem com representantes da empresa OSX, que, em outras ocasiões, negou irregularidades em seus negócios. O ex-presidente da Sete Brasil João Carlos Ferraz fechou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Ele também não foi localizado ontem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

R7, com Estadão

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Trump diz que segundo ataque à Venezuela provavelmente não será necessário

Foto: reprodução

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os Estados Unidos estavam preparados para lançar um segundo ataque à Venezuela, mas disse que isso não seria mais necessário após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa em uma operação realizada durante a madrugada.

“Estávamos preparados para uma segunda onda, se fosse necessário — na verdade, presumimos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será”, disse Trump em uma coletiva em Palm Beach, Flórida.

“A primeira onda, se quiserem chamar assim, o primeiro ataque foi tão bem-sucedido que provavelmente não precisaremos de uma segunda, mas estamos preparados para uma segunda onda, uma onda muito maior, na verdade”, continuou.

O presidente reforçou que a operação realizada na madrugada de sábado, na qual forças de elite americanas retiraram Maduro e sua esposa de seu quarto, foi “precisa”.

Ele acrescentou que operações militares subsequentes na Venezuela estavam em fase de planejamento, mas que o governo “provavelmente não precisará realizá-las”.

CNN Brasil

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VÍDEO: EUA vão estar ‘fortemente envolvidos’ na indústria petrolífera da Venezuela, afirma Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o país terá forte envolvimento na indústria petrolífera da Venezuela. A declaração foi feita à Fox News, após a confirmação de uma operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Segundo Trump, a estratégia prevê a entrada de grandes empresas petrolíferas americanas no setor energético venezuelano. O anúncio ocorre em meio às incertezas sobre o futuro da PDVSA, estatal de petróleo do país.

Antes da operação militar, os EUA haviam imposto um bloqueio ao petróleo venezuelano em dezembro, reduzindo as exportações em cerca de 50%. Apesar dos ataques em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, fontes indicam que a produção e o refino seguem operando normalmente. A PDVSA, no entanto, ainda enfrenta dificuldades administrativas para se recuperar de um ataque cibernético ocorrido no fim do ano passado.

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Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela interinamente até transição adequada, justa e legal

Imagem: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os Estados Unidos vão “administrar” a Venezuela de forma interina. “Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump em pronunciamento para detalhar a operação de captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Após meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela, os Estados Unidos atacaram neste sábado diversos pontos de Caracas e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa.

“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Trump.

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Trump publica foto de Maduro dentro de navio militar dos EUA após captura

Imagem: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma imagem do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, após ser capturado. Maduro aparece algemado, vendado, com abafador de ruído e segurando uma garrafa de água.

Segundo Trump informou em entrevista à Fox News, e confirmou na postagem feita na rede Thruth Social, Maduro e a esposa estão em um navio militar dos EUA, Iwo Jima, com destino a Nova York, onde serão julgados por quatro crimes.

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RECORDE: Mega da Virada arrecada R$ 3,05 bi, e Caixa vai repassar R$ 1,1 bi para programas do governo federal

Foto: Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images

A Mega da Virada 2025 registrou arrecadação recorde de R$ 3,05 bilhões e vai destinar R$ 1,1 bilhão para programas sociais do governo federal, por meio da Caixa Loterias.

Os recursos serão distribuídos entre Seguridade Social (R$ 528 milhões), Segurança Pública (R$ 299 milhões), Esporte (R$ 215 milhões) e Cultura (R$ 88 milhões).

O concurso criou seis novos milionários, com prêmio individual de R$ 181,8 milhões. As dezenas sorteadas foram 09, 13, 21, 32, 33 e 59. Três apostas vencedoras foram feitas em lotéricas de Ponta Porã (MS), João Pessoa (PB) e Franco da Rocha (SP), e outras três pelo canal eletrônico.

O alto volume de apostas — 112 milhões, sendo mais de 30 milhões apenas no último dia do ano — levou a Caixa a adiar o sorteio para a manhã de 1º de janeiro de 2026.

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VÍDEO: “Não podemos arriscar deixar outra pessoa assumir de onde Maduro parou”, diz Trump sobre futuro da Venezuela

Em entrevista ao canal Fox News neste sábado (3), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não pode arriscar deixar outra pessoa assumir o governo venezuelano de onde Maduro parou ao comentar o futuro do país.

“Vamos tomar essa decisão agora, estamos muito envolvidos nisso. Queremos liberdade para o povo. Queremos ter um ótimo relacionamento. Acho que o povo da Venezuela está muito feliz porque eles amam os EUA. Eles eram governados por uma ditadura”, declarou Trump.

 

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Trump diz que Maduro e esposa estão em navio militar dos EUA rumo a Nova York

Foto: Reuters/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa estão a bordo do navio militar USS Iwo Jima, a caminho de Nova York.

Em entrevistas ao The New York Times e à Fox News, Trump disse que o casal foi retirado da Venezuela de helicóptero e levado até a embarcação da Marinha americana. “Eles estão indo para Nova York”, declarou.

Trump afirmou ainda que exigiu a rendição de Maduro. “Basicamente, eu disse: você tem que desistir, você tem que se render”, disse o presidente americano, revelando que conversou diretamente com o líder venezuelano há cerca de uma semana.

Segundo Trump, a captura teria um forte simbolismo político, ao acusar Maduro de ser responsável por mortes no país.

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VÍDEO: Trump diz que viu a captura de Maduro ‘ao vivo’ e que foi ‘como um programa de TV’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado(3) que assistiu “ao vivo” a captura do mandatário venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa. Trump descreveu que acompanhou a ação militar “como um programa de televisão”.

“Eu a vi literalmente como se tivesse assistindo a um programa de televisão. Vimos em uma sala e acompanhamos todos os aspectos”, disse Trump em entrevista à emissora Fox News. A operação foi “muito bem organizada” e nenhum americano perdeu a vida, acrescentou.

Trump disse ainda que ouviu dos seus militares que nenhuma outra força armada no mundo seria capaz de realizar tal tipo de manobra, a não ser os EUA.

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Homem é atacado pelo próprio pitbull no interior do RN e sofre corte profundo no antebraço

Foto: Reprodução

Um homem de 45 anos foi atacado pelo próprio cachorro da raça pitbull, em Areia Branca, no Oeste do Rio Grande do Norte.

A vítima foi socorrida e levada ao hospital do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, na noite de quinta-feira (1º). Segundo a equipe médica, o homem sofreu um corte profundo no antebraço causado pela mordida do animal.

No hospital regional, o ferimento foi suturado por um cirurgião geral. Após avaliação ortopédica, o paciente recebeu alta médica no mesmo dia.

O cachorro permanecerá sob observação para verificar a existência de doenças que possam ter sido transmitidas à vítima.

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Fronteira entre Brasil e Venezuela é fechada do lado venezuelano

Foto: Wiha Melo/Arquivo pessoal

A fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada neste sábado (3) no trecho de Pacaraima (RR). Segundo fontes da área militar brasileira, a interrupção ocorreu por decisão do lado venezuelano, após o ataque do Estados Unidos contra o país e a prisão do ditador Nicolás Maduro.

De acordo com o governo brasileiro, as fronteiras seguem operando normalmente do lado do Brasil. A Polícia Militar de Roraima informou que venezuelanos instalaram cones e bloqueios impedindo a circulação no ponto de travessia.

O fechamento ocorreu horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que forças americanas realizaram uma ofensiva militar na Venezuela e retiraram do país o presidente Nicolás Maduro. Washington não informou o destino nem os detalhes da operação. Trump informou que concederá entrevista coletiva às 13h, horário de Brasília.

Durante a madrugada, explosões foram registradas em Caracas, com relatos de sobrevoo de aeronaves militares, correria nas ruas e queda de energia em áreas próximas à base aérea de La Carlota. Vídeos nas redes sociais mostram fumaça e movimentação militar, ainda sem confirmação independente.

Após os ataques, o governo venezuelano declarou estado de Comoção Exterior e anunciou a ativação de planos de mobilização. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não ter informações sobre o paradeiro de Maduro e cobrou dos EUA uma prova de vida do presidente.

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