Economia

Delator e pivô da prisão de Temer tenta, em liberdade, reerguer empreiteira

Pivô da prisão do ex-presidente Michel Temer, o empresário José Antunes Sobrinho cumpre as obrigações de seu acordo de delação em uma trajetória pós-Lava Jato que destoa das de outros grandes executivos que foram detidos na operação.

Diferentemente de outros empresários delatores, que foram forçados a se retirar da linha de frente de suas construtoras, ele tenta reerguer a empreiteira Engevix, em crise desde que a investigação prendeu um dos antigos sócios, mantém aparições públicas e é ativo no dia a dia do grupo empresarial.

Antunes fechou um acordo de colaboração com a PF em 2018, prerrogativa que a polícia só passou a ter após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em meados daquele ano. Antes, em 2015, tentou firmar delação com a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná, que não aceitou sua proposta.

Por ordem do ex-juiz Sergio Moro, ficou detido cerca de cinco meses em regime fechado, no Paraná, além de um período em domiciliar. Condenado em duas ações penais a 29 anos de prisão pelo juiz federal Marcelo Bretas, do Rio, para onde seu caso foi transferido, aguardava o recurso em liberdade e corria o risco de voltar para a cadeia, caso tivesse suas condenações por pagamento de propina no âmbito da estatal Eletronuclear confirmadas em segunda instância. Esses recursos ainda não foram julgados.

Contratou o advogado paranaense Antonio Figueiredo Basto, conhecido por firmar alguns dos mais importantes acordos de delação da Lava Jato no Paraná, e teve seu acordo com a PF homologado pelo ministro do STF Luis Roberto Barroso em 2018. Os termos do compromisso e suas obrigações, como reparação de cofres públicos, estão sob sigilo. Figueiredo Basto e a empresa não comentam o assunto.

O depoimento acusando Temer de receber repasse de R$ 1 milhão por meio de uma empresa do coronel da PM paulista João Baptista Lima Filho foi crucial para a ordem de prisão do ex-presidente cumprida no último dia 21. Temer ficou apenas quatro dias preso –foi liberado por ordem de um juiz federal de segunda instância que entendeu que não havia fatos novos que justificassem a permanência na cadeia.

A acusação contra o ex-presidente, que envolve contrato do grupo nas obras da usina nuclear de Angra 3, trouxe de volta à tona o grupo empresarial que se enfraqueceu com a operação e que hoje Antunes tenta blindar dos efeitos de seu passado.

Na tentativa de marcar a retomada do grupo, rebatizou-o de “Nova Engevix”, que agora exibe com destaque em seu site um manual de compliance (conformidade, em inglês), que orienta, por exemplo, integrantes da empresa sobre questões de conflitos de interesse e de relação com o poder público.

Até 2016, o grupo era de propriedade, em partes iguais, de Antunes e de outros dois sócios, Gerson Almada e Cristiano Kok. A prisão de Almada, junto com outros grandes executivos de empreiteiras, em 2014, marcou negativamente o histórico da empreiteira, que entrou em crise e se desfez de parte de seus negócios.

Em 2015, foi a vez de Antunes ser detido por ordem de Sergio Moro e de também virar réu acusado de integrar o esquema de pagamento de propina na Petrobras com Almada. Foi absolvido com o argumento de que se dedicava apenas a projetos no setor elétrico e de aeroportos, e que o ex-sócio mantinha total autonomia sobre as atividades da empresa na Petrobras.

Moro considerou “pouco plausível” que Antunes não soubesse dos pagamentos de suborno feitos por seus parceiros, mas entendeu que a acusação não apresentou provas suficientes.

Almada reconheceu ter cometido crimes e conseguiu habeas corpus, mas, com a confirmação de sua sentença em segunda instância, acabou novamente preso no início de 2018, e permanece detido até hoje.

Antunes agora tenta se distanciar do antigo sócio. Diante do noticiário da Lava Jato, o grupo publicou comunicado à imprensa no ano passado informando que Almada não tem mais “qualquer relação com a empresa”.

Em depoimento em 2016, o atual dono da Engevix chamou a incursão na empresa no ramo petrolífero, a partir da década passada, de “desastre”. “Jogamos patrimônio fora por causa dela, tivemos que vender [participação em] aeroporto, perdemos gente.”

No ano passado, estimou que o faturamento anual da empresa passou de R$ 1,5 bilhão antes da crise para R$ 300 milhões.

Após comprar a participação dos sócios por valor simbólico, voltou a circular pelos meios empresariais. Em 2017, esteve em reunião com a diretoria do BNDES. Paralelamente, preparava os tiros de sua proposta da delação. Entre os alvos, estão os negócios da construtora na usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Em um dos depoimentos que já vieram a público, afirmou que pagou propina em 2014 para ter recursos de um empréstimo liberados pela Caixa Econômica a supostos emissários do PMDB e do senador alagoano Renan Calheiros. O senador nega envolvimento e diz que o caso será arquivado como outros contra ele.

O delator também disse ter pago propina para que a BR Distribuidora liberasse obras em aeroportos a pessoas supostamente ligadas ao ex-deputado petista Vicente Cândido (SP) —o político não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.

Em novembro passado, Antunes participou de um debate promovido por um site de notícias jurídicas e um escritório de advocacia. Pediu uma “força-tarefa” governamental para acordos que permitam a sobrevivência das empresas envolvidas na Lava Jato, chamou a Lava Jato de “diálise de uma situação da civilidade brasileira” e comparou a situação das empreiteiras brasileiras com a de multinacionais alemãs Siemens e Volkswagen, que, disse ele, foram apanhadas em casos de irregularidades, mas não tiveram que fechar as portas.

Disse ainda que um dos problemas das empresas é de cultura. “Temos uma cultura, infelizmente, torta. A cultura é um pouco torta, torta por todos os lados. Então a formação, o treinamento das pessoas para que se invista em uma cultura correta dentro das companhias é fundamental”, disse ele.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Ainda me lembro: além da Engevix, a Andrade Gutierrez também abasteceu os cofres do PT, e ambas colaboraram no financiamento eleitoral da campanha de Fátima Bezerra e 2014.

  2. A ENGEVIX era sócia da Inframerica no AEROPORTO DE SÃO GONÇALO, e quem falava por ela aqui no RN era o então deputado federal que inventou esse aeroporto no fim do mundo.

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Política

Quem são os dois auxiliares de Trump que tiveram entrada barrada pelo Brasil

Foto: Reprodução

O governo brasileiro negou o visto de entrada de dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que viajariam ao país em missão oficial.

Segundo o jornal The Washington Post, a visita teria como objetivo reuniões com autoridades eleitorais brasileiras para tratar do sistema eleitoral.

O Ministério das Relações Exteriores confirmou ao Estadão que os vistos foram negados a Riley Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto do Departamento de Estado norte-americano. O Itamaraty, no entanto, não informou o motivo da decisão.

Riley Barnes

Riley Barnes atua desde 2025 no Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho. Formado em Ciência Política e mestre em Relações Internacionais, foi indicado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, para funções relacionadas à liberdade religiosa internacional e às questões tibetanas.

Antes disso, ocupou cargos estratégicos no Departamento de Estado e trabalhou no Atlantic Council.

Samuel Samson

Samuel Samson, de 27 anos, assumiu em maio de 2026 o cargo de secretário-assistente adjunto do mesmo departamento. Natural do Texas, ganhou projeção por sua atuação no movimento conservador dos Estados Unidos.

Ainda na universidade, trabalhou com o senador republicano Ted Cruz e, posteriormente, integrou a organização American Moment, ligada ao vice-presidente JD Vance.

De acordo com o The Washington Post, Barnes e Samson eram os representantes escalados para a missão ao Brasil. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre o objetivo da viagem.

Segundo o jornal, a agenda estaria vinculada a uma iniciativa do presidente Donald Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, relacionada ao sistema eleitoral brasileiro.

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Política

TSE dá 48 horas para Lula explicar uso de perfis oficiais para divulgar ações do governo

Foto: Agência Brasil

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou que o presidente Lula (PT), a Federação Brasil da Esperança e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, apresentem explicações em até 48 horas sobre a divulgação de conteúdos do governo em perfis oficiais nas redes sociais.

A decisão atende a uma ação apresentada pelo PL, conforme O Antagonista.

Segundo o PL, cerca de mil publicações foram feitas nos perfis do Canal Gov no Instagram e no X durante o período em que a legislação eleitoral restringe a publicidade institucional.

O partido alega que os canais oficiais foram utilizados para divulgar ações da administração federal em período vedado pela legislação.

Além de solicitar os esclarecimentos, Nunes Marques determinou que as plataformas Facebook e X preservem todas as postagens questionadas para permitir a análise da Justiça Eleitoral.

Na decisão, o ministro afirmou haver “plausibilidade jurídica” nos argumentos apresentados pelo PL.

Pela Lei das Eleições, a publicidade institucional é, em regra, proibida nos três meses que antecedem o pleito, ressalvadas as exceções previstas na própria legislação.

A restrição tem como objetivo evitar o uso da máquina pública para influenciar o processo eleitoral.

Na ação, o PL também pediu a suspensão dos perfis oficiais ou, alternativamente, a proibição de novas publicações.

O presidente do TSE, porém, decidiu analisar primeiro o conjunto do material antes de deliberar sobre eventuais medidas cautelares.

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Política

Javier Milei critica Foro de São Paulo e diz que Lula ajudou a fortalecer organização socialista, diz site

Foto: Reprodução

Durante a convenção nacional do PL, realizada em São Paulo, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez um discurso marcado por críticas ao Foro de São Paulo e ao cenário político da América Latina.

Ao comentar a organização, criada em 1990 por lideranças de esquerda da região, Milei afirmou que o Foro busca ampliar a influência de ideias socialistas no continente. Em seguida, citou o presidente Lula (PT) e o ex-líder cubano Fidel Castro ao tratar da criação do grupo e responsabilizou ambos pelo fortalecimento da articulação política.

Ao lado do senador Flávio Bolsonaro, oficializado pelo PL como candidato à Presidência da República, o presidente argentino declarou apoio ao parlamentar e disse confiar nele para enfrentar o que classificou como avanço do socialismo no Brasil.

Milei também afirmou que os brasileiros terão uma decisão importante nas próximas eleições e alertou seus apoiadores para o que considera os riscos da continuidade de governos alinhados à esquerda. Durante o discurso, voltou a fazer críticas ao presidente Lula, utilizando termos duros.

Milei criticou decisão de Moraes contra visita a Bolsonaro

O presidente argentino ainda criticou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, após a decisão que impediu sua visita presencial ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Milei comparou a situação ao período em que Lula esteve preso em Curitiba e afirmou que, naquela ocasião, lideranças internacionais puderam visitar o petista.

A participação de Milei foi apresentada pelo PL como um gesto de apoio internacional à candidatura de Flávio Bolsonaro e reforçou a aproximação entre lideranças conservadoras do Brasil e da Argentina.

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Política

EUA chamam de “mentira sem fundamento” acusação do governo Lula sobre missão ao Brasil

Foto: Reprodução

Os Estados Unidos reagiram à polêmica envolvendo a missão de dois diplomatas ao Brasil e classificaram como “mentira sem fundamento” a acusação de que a viagem teria como objetivo interferir nas eleições brasileiras ou colocar em dúvida o sistema de urnas eletrônicas. A manifestação foi feita pelo Departamento de Estado, conforme informações do Diário 360.

Segundo o governo americano, a visita de Riley M. Barnes e Samuel Samson fazia parte de uma agenda diplomática de rotina, com reuniões previstas para tratar de temas como integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão.

A manifestação ocorreu após uma reportagem do Washington Post afirmar que a missão teria entre seus objetivos ouvir críticos do sistema eleitoral brasileiro e elaborar avaliações sobre o processo.

Após a repercussão, o governo brasileiro decidiu negar os vistos dos dois representantes americanos.

Em nota, o Departamento de Estado negou qualquer tentativa de interferência política e afirmou que reuniões desse tipo fazem parte da atuação diplomática dos Estados Unidos em diversos países.

A viagem estava prevista para ocorrer entre os dias 27 e 30 de julho, mas foi cancelada após a decisão do Itamaraty.

O episódio amplia a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Apesar da controvérsia, o governo americano reiterou que a missão tinha caráter exclusivamente diplomático e voltou a negar qualquer intenção de interferir no processo eleitoral brasileiro.

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Economia

CUSTO ALTO: Contribuintes bancaram R$ 279 milhões para manter chefes de facções presos em 2025

Foto: Reprodução

Manter líderes de facções criminosas e presos de alta periculosidade nas penitenciárias federais de segurança máxima custou R$ 279,3 milhões aos cofres públicos em 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O custo médio anual por detento chegou a R$ 46.462,44, o maior da série histórica iniciada em 2020.

Segundo a Senappen, atualmente o Sistema Penitenciário Federal abriga 461 presos ligados a organizações criminosas, dos quais 159 são apontados como lideranças de facções em nível regional ou nacional.

Os gastos cresceram de forma praticamente contínua nos últimos anos. O custo médio por preso passou de R$ 31,3 mil em 2021 para R$ 39,7 mil em 2022, R$ 43,7 mil em 2023, R$ 41,8 mil em 2024 e atingiu R$ 46,4 mil em 2025.

Nos dois primeiros meses de 2026, o valor anualizado informado pela Senappen ficou em R$ 46,2 mil por detento.

As despesas totais do sistema também aumentaram.

Elas passaram de R$ 191,9 milhões em 2021 para R$ 225 milhões em 2022, R$ 256,2 milhões em 2023, R$ 239,3 milhões em 2024 e chegaram ao recorde de R$ 279,3 milhões em 2025.

Apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, os gastos já somavam R$ 51,9 milhões.

Apenas 5 presídios federais no país

O Sistema Penitenciário Federal conta com cinco presídios de segurança máxima, localizados em Brasília, Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

Segundo a Senappen, os presos são separados por facção criminosa para preservar a segurança das unidades.

O órgão afirma que nunca houve homicídios nem rebeliões provocadas por confrontos entre facções nesses presídios e informa que atualmente mantém integrantes de 37 organizações criminosas, entre elas PCC, Comando Vermelho, Família do Norte, Sindicato do Crime, Guardiões do Estado, Terceiro Comando Puro e grupos milicianos.

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Polícia

Letalidade policial é maior em estados governados pela esquerda, aponta Anuário da Segurança

Foto: Reprodução

Os estados com as maiores taxas de letalidade policial do Brasil em 2025 são governados por políticos de esquerda ou de partidos aliados ao governo Lula, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. As informações são da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O Amapá aparece na primeira colocação, com taxa de 17,1 mortes decorrentes de intervenção policial para cada 100 mil habitantes.

Em seguida vêm a Bahia, governada por Jerônimo Rodrigues (PT), com índice de 10,6, e Sergipe, administrado por Fábio Mitidieri (PSD), com taxa de 8,4. O Pará ocupa a quarta posição, com 7,3 mortes por 100 mil habitantes.

Cláudio Humberto destaca que Goiás, governado por Ronaldo Caiado (União Brasil), é o primeiro estado administrado por um político de direita a aparecer no ranking, ocupando a quinta colocação, com taxa de 4,9.

O levantamento também mostra que todos esses estados registraram índices acima da média nacional, que foi de 3,1 mortes por 100 mil habitantes em 2025. O indicador nacional aumentou em relação ao ano anterior, quando era de 2,9, segundo o Anuário.

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Política

”Comparem quem fez e quem não fez pelo RN”, diz Styvenson em Convenção que referendou sua candidatura

Foto: Divulgação

A Convenção Estadual do PODEMOS homologou, na tarde deste sábado (25), no Garbos Recepções, em Mossoró, a candidatura do senador Styvenson Valentim à reeleição. O encontro reuniu lideranças políticas de todo o RN e selou as alianças que sustentarão o partido nas eleições de outubro.

Foi a primeira convenção estadual realizada em Mossoró, um gesto que reforça a parceria construída entre o mandato do senador e o município ao longo dos últimos anos.

Com a chapa confirmada, Anne Kelly Valentim segue como primeira suplente e Milena Galvão como segunda suplente — combinação que une capital e interior em torno da candidatura.

Os convencionais também referendaram a aliança entre PODEMOS, PL, PSDB e NOVO em torno do nome de Álvaro Dias ao Governo do Estado, com o Coronel Hélio (PL) como segundo candidato ao Senado pela coligação.

O evento teve ampla adesão de prefeitos, vereadores e lideranças do Oeste potiguar, que lotaram o espaço em Mossoró para acompanhar a homologação.

Foto: Divulgação

Ao discursar, Styvenson Valentim justificou a escolha das suplentes: “Eu me sinto seguro com Milena Galvão e minha irmã como suplentes. Isso me dá tranquilidade para ajudar você, Álvaro Dias”, afirmou o senador, destacando ainda a “competência e a retidão” de Milena Galvão para representar o Seridó.

O senador encerrou convocando os potiguares para o enfrentamento eleitoral: “A missão de vocês, a partir de hoje, é simples: comparem quem já está no poder concorrendo ao mesmo cargo que eu. Comparem quem ajudou de verdade e quem apenas prometeu e não cumpriu.”

Presidente da Comissão Estadual do PODEMOS RN e prefeito de Acari, Fernando Bezerra conduziu a convenção e destacou o significado político da chapa: “A candidatura de Styvenson Valentim manifesta o desejo não apenas do partido, mas da maioria da população potiguar, que reconhece o trabalho positivo e edificante que o senador vem realizando através do seu mandato parlamentar.”

Sobre a composição da chapa, Bezerra reforçou o caráter representativo da escolha das suplentes: “Representam as mulheres; são pessoas de confiança, alinhadas ao trabalho do senador. Cada uma, com sua trajetória, contribuirá com o novo mandato. As escolhas contemplaram tanto Natal, com Anne, quanto o interior do estado, com Milena.”

Com a convenção realizada, o PODEMOS oficializa o nome de Styvenson Valentim como cabeça de chapa ao Senado pelo RN, dando início a mais uma etapa da pré-campanha rumo às eleições de outubro.

Entre as muitas lideranças expoentes políticos presentes, destaque para o prefeito de Natal, Paulinho Freire; presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira; ex-governadora do RN, Rosalba Ciarlini; pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias; pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; e o pré-candidato à segunda vaga ao Senado, Coronel Hélio.

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Geral

Após Milei chamar Moraes de ‘lixo careca’, presidente do STF Edson Fachin diz que fala é ‘incompatível com civilidade’ entre países

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, criticou neste sábado (25) as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o ministro Alexandre de Moraes, feitas durante a convenção nacional do PL, em São Paulo.

Em nota, Fachin afirmou que a fala de Milei foi uma “referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro” e ressaltou que a decisão judicial questionada foi tomada conforme a Constituição e as leis brasileiras.

O presidente do STF também declarou que a Corte “deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados” e reafirmou a autonomia do Judiciário brasileiro.

Durante o evento, Milei chamou Moraes de “lixo careca” ao comentar a decisão que negou seu pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Na última semana, Alexandre de Moraes rejeitou o pedido de visita ao informar que todas as visitas ao ex-presidente estavam suspensas por 30 dias.

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Geral

Denúncias de violência contra a mulher no RN crescem 352,8% em seis anos

Foto: reprodução

O Rio Grande do Norte registrou um aumento de 352,8% nas notificações de violência doméstica e familiar contra a mulher entre o primeiro semestre de 2020 e o mesmo período de 2026. Segundo levantamento da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine) da Polícia Civil, publicado em reportagem da Tribuna do Norte, os registros passaram de 2.165 para 9.803 ocorrências.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela ampliação das tipificações penais e pelo aumento das denúncias. O crime de perseguição (stalking) teve alta de 13.350%, passando de 4 para 538 casos, enquanto a violência psicológica aumentou 3.538,5%, saltando de 13 para 473 registros.

Patrulha Maria da Penha

De acordo com a Polícia Militar do RN, a Patrulha Maria da Penha acompanha atualmente 2.606 mulheres com medidas protetivas. Desde agosto de 2020 até maio de 2026, 5.868 vítimas passaram pelo programa de acompanhamento no estado.

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Geral

Itamaraty nega pedido de vistos a funcionários do governo Trump que viriam ao Brasil verificar integridade e transparência do processo eleitoral

Foto: reprodução/EBC

O Ministério das Relações Exteriores negou os pedidos de visto dos diplomatas americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson, que seriam enviados ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos. A informação foi confirmada por fontes do Itamaraty à CBN.

A vinda dos diplomadas dos EUA ao Brasil foi divulgada pelo jornal The Washington Post. Segundo o jornal, os diplomatas viriam a Brasília para tratar de temas relacionados à transparência e à integridade do processo eleitoral brasileiro. A viagem estava prevista para os próximos dias.

De acordo com a reportagem do jornal americano, diplomatas brasileiros ouvidos sob condição de anonimato afirmaram que havia preocupação com uma possível tentativa de interferência no processo interno e que medidas seriam adotadas para impedir a missão.

Ainda segundo o The Washington Post, o Departamento de Estado dos EUA confirmou a viagem dos representantes, mas não informou qual seria o objetivo da missão nem respondeu a questionamentos sobre eventuais preocupações com o sistema eleitoral brasileiro.

Opinião dos leitores

  1. EXISTE UM VELHO DITADO QUE DIZ QUE QUEM NÃO DEVE NÃO TEME. NÃO SERIA LINDO ESSES CARAS NÃO ACHAR NADA DE ERRADO E LULA VENCER? NÃO SERIA MAIS BONITO? ATÉ EU VIRARIA PETISTA KKKK

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