Diversos

Delegados da PF querem ter mesmas ‘prerrogativas’ de juízes e promotores

Os delegados da Polícia Federal estão insatisfeitos com seu status funcional. Desejam usufruir das mesmas prerrogativas que a lei concede a juízes e membros do Ministério Público. Reivindicam também a conversão do atual Departamento de Polícia Federal em órgão independente, dirigido por um delegado eleito pela corporação e com autonomia orçamentária. Querem priorizar suas próprias investigações em detrimento das requisitadas por promotores e procuradores.

Essa super-PF está retratada num documento elaborado pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). Será debatido em assembleias da corporação em 121 cidades de todo país. E norteará as decisões a serem tomadas num Congresso Nacional dos delegados federais. Acontecerá em Vila Velha, no Espírito Santo, entre os dias 2 e 5 de abril. E resultará num movimento de pressão sobre o Executivo e o Legislativo para que as mudanças sejam implementadas.

O documento da ADPF tem 37 páginas. Pode ser lido aqui. Defende que a PF saia do organograma do Ministério da Justiça e passe a ter “status de Secretaria Especial ou órgão independente, garantida sua autonomia orçamentária e financeira, nos moldes da Advocacia-Geral da União (AGU)…”

Nessa nova estrutura, a PF passaria a exercer “o papel de órgão articulador da segurança pública nacional.” Relacionando-se com as polícias civis e militares, combateria os “crimes de repercussão nacional e internacional”. O diretor-geral da PF viraria “delegado-geral”. Seria escolhido em procedimento análogo ao do procurador-geral da República. “O delegado de Polícia Federal tem o direito de eleger seu Delegado-Geral”, anota o documento.

Os “candidatos” inscritos concorrem a uma “lista tríplice, que será encaminhada à Presidência da República para indicação, de preferência, do mais votado.” O salário do delegado-geral seria de R$ 26.533 —o equivalente a 90,25% do contracheque de um ministro do STF.

No modelo idealizado pelos delegados, a atividade de “polícia judiciária” sofreria alterações profundas. Na “nova estrutura, o delegado passaria a ser o próprio órgão da instituição, tal como ocorre na Justiça e no Ministério Público em relação aos juízes e promotores.” Teria “equipe própria” e “autonomia administrativa”.

Na “nova” PF, os delegados teriam completa autonomia para direcionar os “recursos materiais e humanos” para os inquéritos abertos por decisão deles próprios. Eis o que consta do documento: “As investigações criminais de origem externa devem receber um tratamento comum, enquanto as investigações de origem interna receberão tratamento preferencial”.

Hoje, os inquéritos solicitados por promotores e procuradores têm prioridade. No modelo dos delegados, “o orçamento e os esforços da PF deverão priorizar demandas internas, investigações da própria PF, em detrimento das demandas externas —o MP será apenas mais um órgão entre diversos outros de controle e parceiros.” O texto enfatiza: “A PF deve aumentar as investigações de ofício e priorizá-las em relação às requisições ministeriais…”

Os delegados reivindicam prerrogativas próprias dos juízes. Por baixo, querem ser chamados de “vossa excelência”. Pelo alto, desejam dispor de  “vitaliciedade e imunidade funcional”. Por quê? “O delegado livre das amarras do poder político, econômico ou de criminosos, que investiga de forma idêntica os fracos e os fortes, é uma garantia para a plena cidadania e justiça social”, anota o documento da ADPF. “E o predicamento da vitaliciedade é a dimensão necessária do delegado independente, sem assombros na sua carreira, em razão das suas decisões.”

O texto acrescenta: “Seria um caos social e traria insegurança para a sociedade a possibilidade de o delegado, com base em decisões políticas ou por retaliação em razão do exercício de sua função investigativa, pudesse ser demitido ou afastado. Os delegados, no exercício da sua função, têm peculiaridades que os diferenciam e impedem a perda do cargo por decisão administrativa.”

Nesse figurino hipertrofiado, o delegado “não está obrigado a instaurar inquérito policial se entender que lhe falta justa causa.” Ainda que o pedido venha do MP ou do Ministério da Justiça, ele pode “determinar investigação policial preliminar para subsidiar a sua decisão futura.” E pode “rejeitar” as requisições invocando apenas o seu “livre convencimento”.

Mais: o superdelegado “deve ter o poder de requisitar apoio operacional-técnico-investigativo a outras instituições para o exercício de atividades tipicamente policiais”. Pode também constituir “forças-tarefas”, como são chamados os grupos temporários de investigação criados pelo Ministério Público.

Não é só: os delegados julgam-se no direito de encaminhar petições ao Judiciário sem a intermediação do Ministério Público. Querem requerer diretamente, por exemplo, quebras de sigilo dos investigados, podendo “recorrer às instâncias superiores em caso de denegação judicial dos pedidos.”

Há no miolo do texto, um parágrafo que deixará os políticos de cabelos hirtos: “O delegado de polícia federal tem o poder-dever de instaurar inquérito policial para apurar crimes eleitorais independentemente de autorização judicial ou requisição do Ministério Público.” Noutro trecho, o documento informa que os delegados planejam usar a autonomia funcional e financeira que reivindicam para dar prioridade às investigações contra o roubo de verbas públicas.

“Considerando que os recursos da PF são finitos e limitados, há necessidade de priorizar a sua aplicação, escolhendo as atividades que serão estimuladas e as atividades que serão reduzidas”, anota o documento. “…A atividade de combate ao crime organizado priorizará as investigações sobre desvio de recurso público.”

Sugere-se a criação de uma “Coordenação-Geral” voltada exclusivamente ao combate à corrupção. Controlaria “delegacias especializadas em todas as unidades da Polícia Federal”. Uma das ideias defendidas no documento é a de que pelo menos 30% da verba reservada às investigações criminais sejam aplicadas no esforço anticorrupção.

Josias de Souza – UOL

Opinião dos leitores

  1. O Sultão do Seridó está pensando sobre isso, vamos ver o que podemos decidir no nosso território.. Precisamos cuidar das nossas riquezas

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Brasil

PACOTE DE BONDADES: A 48 horas da eleição, Lula promete perdoar dívidas do setor de eventos

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Na reta final e decisiva da corrida eleitoral, o Palácio do Planalto corre contra o tempo para tentar conter o desgaste com setores produtivos. A apenas dois dias do segundo turno, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que prepara o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional para perdoar dívidas de empresas do setor de eventos, bares e restaurantes enquadradas no Simples Nacional.

A manobra governista ocorre logo após o senador Flávio Bolsonaro (PL) vir a público prometer a retomada integral do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) para socorrer os empresários e profissionais do turismo e do entretenimento sufocados pela crise econômica da gestão petista.

O anúncio foi feito pelo ministro do Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, após reunião em Brasília.

Com informações da Revista Oeste 

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Mundo

Papa Leão fará tratamento de imunoterapia por três anos para prevenir retorno de câncer no pulmão

Reprodução

O Papa Leão XIV passará por um protocolo preventivo de imunoterapia com duração de pelo menos três anos para evitar o retorno de um câncer no pulmão. A decisão ocorre semanas depois de o Papa ter sido submetido a uma cirurgia no Hospital Gemelli, em Roma, para a retirada de um adenocarcinoma localizado no lobo inferior do pulmão direito.

Exames complementares realizados na estrutura hospitalar identificaram positividade para a proteína PD-L1, indicando que o organismo do pontífice responde bem a essa linha terapêutica e apontando relação com o histórico familiar de câncer. Com o procedimento cirúrgico bem-sucedido e a adoção da terapia menos invasiva — que consistirá no uso do medicamento pembrolizumabe —, os médicos descartaram a necessidade de sessões de radioterapia ou quimioterapia.

Com informações da Revista Oeste 

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Agendão

Dia 7/11 tem Péricles, Maria Rita e mais de 10 horas de samba no Festival Ribeira Boêmia

Divulgação

Dia 07 de novembro a Arena recebe mais uma edição histórica do Festival de samba Ribeira Boêmia. A programação reúne grandes nomes do samba e do pagode nacional. Entre os destaques estão Maria Rita, com o aclamado espetáculo Samba da Maria, e Péricles, um dos principais intérpretes do gênero no país.

A festa também terá como anfitriã a Roda de Samba Ribeira Boêmia, que recebe o compositor Délcio Luiz, autor de diversos clássicos do samba e do pagode, e a cantora cearense Theresa Raquel, conhecida por seus vídeos e sua interpretação do samba.

A programação conta ainda com a cantora potiguar Valéria Oliveira, que leva ao palco a identidade do samba produzido no Rio Grande do Norte, e o grupo O Pagode Taí Vai Quem Quer, com sucessos que marcaram gerações do pagode.

Venda online: Outgo.com.br

Venda física: Lojas Sem Etiqueta – Portugal Center e Shopping Cidade Jardim

Mais informações: @ribeiraboemia e @arenadasdunasnatal

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Geral

[VÍDEO] Neymar ‘faz o 22’ em gravação com Nikolas Ferreira e reforça apoio a Flávio Bolsonaro

O jogador Neymar Jr. apareceu em um vídeo com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), publicado nesta sexta-feira (23) em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Na gravação, Nikolas pergunta qual número Neymar usava no Barcelona. Após responderem que era o número 11, o deputado pergunta quanto é 11 mais 11, e o jogador responde: “22”, fazendo o gesto com as mãos e sorrindo. Ao final, Nikolas afirma ironicamente que o vídeo “não é só política, é só futebol aqui”.

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Geral

PESQUISA VERITÁ: 51,1% dos eleitores acreditam na vitória de Flávio Bolsonaro; 44% acham que Lula vence

Foto: Ricardo Stuckert/PT e Vittor Sales/PL

O Instituto Veritá perguntou aos eleitores sobre quem eles acham que vai vencer as eleições para presidente da República, independente da escolha do voto.

51,1% dos eleitores responderam que acreditam na vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 44% acham que Lula será o vencedor.

A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 22 de outubro, com as entrevistas de 15.554 eleitores. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-06070/2026.

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PESQUISA VERITÁ: Flávio Bolsonaro tem 51,3% dos votos válidos contra 48,7% de Lula no 2º turno

Fotos: Vittor Sales/Campanha Flávio | Ricardo Stuckert

Pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Veritá realizada com mais de 15 mil eleitores sobre as intenções de voto para a Presidência da República mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,3% no 2º turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,7%. Os números são referentes ao cenário estimulado, quando uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados.

A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 22 de outubro, com as entrevistas de 15.554 eleitores. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-06070/2026.

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Ministro do TSE atende pedido da campanha de Lula e impede Nunes Marques de suspender ‘Exército do Lula’ sem discussão no plenário

Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impediu o presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, de suspender ou restringir o canal “Exército do Lula” no WhatsApp sem antes submeter o caso ao plenário.

A decisão atende a um pedido preventivo da campanha de Lula (PT). Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal chegou a quase 9,6 milhões de seguidores.

Floriano argumentou que a Presidência do TSE não pode impor, por decisão individual e via administrativa, sanções que afetem canais de comunicação de terceiros. Segundo ele, medidas dessa gravidade devem ser analisadas pelo colegiado, e eventuais abusos precisam ser apurados pela via judicial adequada.

O ministro afirmou ainda que a decisão não representa censura à atuação de Nunes Marques e destacou que uma eventual suspensão às vésperas do segundo turno poderia gerar instabilidade no processo eleitoral.

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PESQUISA DATATRENDS: Flávio Bolsonaro tem 51,9% dos votos válidos; Lula tem 48,1%

Pesquisa DataTrends divulgada nesta sexta-feira (23) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,9% dos votos válidos na disputa presidencial, contra 48,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Considerando os votos totais, Flávio lidera com 50%, contra 46% de Lula. Brancos e nulos somam 3% e não sabem ou não responderam são 1%.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 19 e 21 de outubro. A margem de erro máxima é de 2,19 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03365/2026.

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[VÍDEO] Faltando 3 dias para eleição, prefeito do União Brasil que apoiava Allyson Bezerra pula para barco de Cadu de Lula

Restando apenas três dias para a eleição que definirá o futuro governador do Rio Grande do Norte, o prefeito de Areia Branca, Souza Neto (União Brasil), anunciou apoio a Cadu de Lula (PT), adversário de Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno. O detalhe que chama a atenção é que o gestor pertence ao mesmo partido de Allyson, mas decidiu mudar de lado na reta final da disputa.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Souza afirmou que, no primeiro turno, apoiou outro candidato, mas decidiu caminhar com Cadu após a oposição de Areia Branca também se aproximar do grupo adversário. Ele acusou os opositores de agir por “oportunismo” e “desespero pelo poder”.

O prefeito justificou a mudança citando parcerias entre o Governo do Estado e o município, como o IERN e o Polo Gás Sal. Cadu agradeceu o apoio e prometeu ampliar as ações em benefício da população.

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Experiência e nova geração: o time que faz da Ratts Ratis uma agência completa

Agências que só têm profissionais experientes correm o risco de repetir fórmulas que funcionaram no passado, mas que já não dialogam com o comportamento atual do consumidor. Agências que só têm profissionais recém-chegados ao mercado correm o risco oposto: dominam a linguagem do momento, mas não têm repertório para sustentar uma estratégia de marca no longo prazo.

O ponto de equilíbrio entre esses dois extremos é raro, e é exatamente o que diferencia uma agência que entrega tendência passageira de uma agência que constrói posicionamento duradouro. Um time que combina as duas gerações consegue, ao mesmo tempo, respeitar os fundamentos que sustentam marcas fortes e traduzir esses fundamentos para os formatos e canais que o público consome hoje.

É esse equilíbrio que a Ratts Ratis estruturou internamente. Profissionais experientes conduzem o raciocínio estratégico e garantem consistência de posicionamento; a nova geração traz agilidade, domínio de linguagem digital e sensibilidade para o que engaja um público cada vez mais exigente. O resultado é um trabalho que não escolhe entre solidez e atualidade: entrega as duas coisas ao mesmo tempo.

Marca forte exige estratégia madura e execução atualizada, na mesma equipe. Conheça pelo Instagram @rattscom ou pelo WhatsApp (84) 99215-9781 como a Ratts Ratis une essas duas frentes no trabalho da sua marca.

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